A MENSAGEM DA PÁSCOA

Cruz vazia
Cruz vazia

A Páscoa foi inaugurada na saída histórica de Israel da longa e amarga escravidão do Egito. Um cordeiro foi imolado e seu sangue foi passado no batente das portas de todos os israelitas. Na noite em que todo primogênito egípcio foi morto, os israelitas foram poupados pelo sangue do cordeiro. A Páscoa judaica apontava para Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Jesus é o nosso Cordeiro pascal. No Cenáculo, ele inaugurou o sacramento da Ceia e firmou a nova aliança em seu sangue.

Três verdades sublimes nos são apresentadas, como a mensagem da Páscoa:

Em primeiro lugar, Cristo morreu pelos nossos pecados (1Co 15.3). A morte de Cristo não foi um acidente. Ele não morreu porque sucumbiu ao poder de Roma. Ele não morreu porque Judas o traiu por ganância, nem porque o sinédrio o entregou por inveja ao governo romano, nem mesmo porque Pilatos o condenou por covardia. Jesus morreu porque o Pai o entregou por amor. Ele morreu porque a si mesmo se deu pelo seu povo. Cristo não morreu como um mártir, mas como nosso Redentor. Ele morreu pelos nossos pecados. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós e ele carregou no seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados. Ele bebeu sozinho o cálice amargo da ira de Deus. Ele sofreu o golpe da lei em nosso lugar e satisfez completamente as demandas da justiça divina, quando suportou em nosso lugar a condenação que nossos pecados merecem. A morte de Cristo foi substitutiva. Ele morreu como nosso fiador e representante. Ele morreu a nossa morte para nos dar a vida, a vida eterna.

Em segundo lugar, Cristo ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25)). Se a morte de Cristo não foi um acidente, sua ressurreição não foi uma surpresa. A morte não pode detê-lo. Ao contrário, ele entrou nas entranhas da morte, arrancou o aguilhão da morte, matou a morte, ao ressurgir vitoriosamente, inaugurando a imortalidade. A ressureição de Cristo, em relação ao passado foi um fato incontroverso; em relação ao presente é um artigo de fé; e, em relação ao futuro será uma esperança bendita. Cristo ressuscitou como primícias de todos os que dormem. Porque ele ressurgiu dos mortos, na sua vinda gloriosa, todos os mortos ouvirão sua voz e sairão dos túmulos; uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo. Agora, não precisamos mais ter medo da morte, pois morrer para o cristão é deixar o corpo e habitar com o Senhor. Morrer para o crente é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. A morte não tem mais a última palavra. Ela foi tragada pela vitória. Agora os que morrem no Senhor são bem-aventurados. A ressurreição de Cristo é a garantia de nossa ressurreição. Quando Jesus voltar, sem sua majestade e glória, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Teremos um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual, celestial, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus.

Em terceiro lugar, Cristo voltará para nossa glorificação (1Ts 4.15-17). A volta de Jesus é a acrópole da esperança cristã, o pináculo das doutrinas evangélicas, a apoteose da história da humanidade. Ele virá para consumar a história, julgar as nações e estabelecer o seu reino de glória. Ele virá para colocar todos os seus inimigos debaixo dos pés e reinar com sua igreja pelos séculos sem fim. Ele virá pessoalmente, visivelmente, audivelmente, repentinamente, inesperadamente, inescapavelmente e vitoriosamente para levar sua noiva para a casa do Pai, onde não haverá mais lágrima, nem pranto nem dor. A Nova Jerusalém, o paraíso, o céu, é o nosso lar, a nossa pátria, a nossa herança. Lá estaremos para sempre com o Senhor. Lá reinaremos para sempre com ele. Lá contemplaremos sua face e nos deleitaremos nele pelo desdobrar infindável da eternidade!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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