Em gesto histórico, Jair Bolsonaro visita o Muro das Lamentações, acompanhado do premiê Benjamin Netanyahu Imagem: Menahem Kahana/AFP
Em gesto histórico, Jair Bolsonaro visita o Muro das Lamentações, acompanhado do premiê Benjamin Netanyahu Imagem: Menahem Kahana/AFP

Em um gesto histórico e sob chuva, o presidente Jair Bolsonaro visitou, no fim da manhã de hoje (no horário de Brasília), o Muro das Lamentações, em Jerusalém, acompanhando do premiê israelense Benjamin Netanyahu. A visita durou cerca de 15 minutos.

Esta é a primeira vez que um presidente brasileiro é acompanhado de uma autoridade israelense em visita ao local, considerado sagrado para a religião judaica.

A agenda faz parte de uma viagem de três dias de Bolsonaro a Israel, interpretada como a consolidação do alinhamento brasileiro ao país do Oriente Médio e à guinada da diplomacia nacional na região.

No local, Bolsonaro, usando um quipá, depositou um pedido, redigido em papel, e fez sua oração, apoiando as duas mãos sobre o Muro. Na sequência, Netanyahu repetiu o gesto, seguido pelo chanceler Ernesto Araújo.

Pouco antes de a visita começar, Bolsonaro disse não se tratar de um ato político, mas sim pessoal.

Tradicionalmente, chefes de Estado visitam o Muro sem a presença de autoridades israelenses. É uma forma de manter à equidistância em relação ao conflito israelo-palestino. Isso porque o Muro das Lamentações está localizado no interior da Cidade Velha, parte oriental de Jerusalém, que é reivindicada pelos palestinos como capital de seu futuro Estado. Hoje, a região está sob ocupação de Israel.

Há um ano, quando esteve no país, o presidente norte-americano Donald Trump também visitou o Muro, porém sem autoridades israelenses na comitiva.

Já no começo de maio, no entanto, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, esteve no local ao lado de Netanyahu. O gesto pode ser interpretado como endosso à alegação israelense de que Jerusalém é sua “capital única e indivisível”.

Fonte: UOL