A coligação “Por um Brasil Decente”, do candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a pedir a cassação do registro da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por causa do encontro de Lula com cantores evangélicos.

Desta vez, segundo a assessoria de imprensa do tribunal, o comitê de Alckmin alega que Lula teria usado a máquina administrativa do governo em proveito de sua candidatura durante reunião ocorrida na segunda-feira com cantores evangélicos no Palácio da Alvorada.

Os advogados de Alckmin alegaram na ação protocolada na noite de terça-feira que a reunião teria sido um “ato público de campanha”, no qual Lula teria tentado tirar proveito eleitoral, comprometendo a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Além da cassação do registro, os advogados do tucano pedem que o TSE aplique multa de 5.000 a 100 mil UFIR’s (de 5.320 reais a 106.410 reais), conforme prevê a lei eleitoral.

 
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Somente a semana passada, a coligação de Alckmin apresentou duas ações contra Lula no tribunal.

Paraíba

A coligação “Por Amor à Paraíba”, que apóia a chapa de Alckmin, apresentou ação contra Lula ao TSE por suposta invasão do horário de propaganda eleitoral para o governo da Paraíba, conforme a assessoria da corte.

Na ação, os representantes alegam que em 9 de outubro, primeiro dia da propaganda eleitoral em cadeia estadual na Paraíba, a coligação que apóia o candidato Lula teria utilizado a propaganda gratuita regional de forma indevida. O processo será relatado pelo ministro Ari Pargendler.

Fonte: Reuters