A Firs (Federação Israelita do Rio Grande do Sul) criticou o arcebispo de Porto Alegre, d. Dadeus Grings, por suas declarações sobre holocausto.

Em entrevista a uma revista especializada em publicidade, Dadeus Grings teria dito que “morreram mais católicos do que judeus no holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”.

Ao tomar conhecimento da entrevista, a Firs emitiu um comunicado oficial repudiando a manifestação do arcebispo.

“Não é a primeira vez que o religioso se refere ao holocausto de forma distorcida. Nós, brasileiros de todas as origens, construímos através de décadas uma tradição de convivência pacífica e harmoniosa. Afirmações como as de d. Dadeus não contribuem em nada para este modelo que serve de inspiração a outros países”, afirmou a comunidade judaica.

A federação afirmou ainda que “reduzir ou relativizar o holocausto agride a memória de milhões de mortos numa guerra iniciada pelo fanatismo e pela intolerância”.

Dadeus Grings, 72, de origem alemã, é considerado um representante da ala moderada da Igreja Católica.

“A única forma de impedir que a barbárie perpetrada pelos nazistas se repita –contra os judeus ou contra outras etnias ou segmentos religiosos– é respeitar sempre a memória, com seriedade, fraternidade e honestidade. É isto o que esperamos de d. Dadeus Grings e dos homens e mulheres comprometidos com a verdade e com a justiça”, diz o presidente da Firs, Henry S. Chmelnitsky, no comunicado.

Fonte: Folha Online