A Igreja Católica do Equador voltou a criticar a nova Constituição redigida pela Assembléia Constituinte, alegando que existem “incompatibilidades” com a fé cristã.

Mario Ruiz Navas, membro da Conferência Episcopal Equatoriana, disse que a proteção da vida desde a concepção até o nascimento está em um “artigo obscuro” na Constituição.

Disse ainda que o novo texto “mancha a imagem das famílias”, pois considera a idéia de vários “tipos de família, incluindo aquelas formadas a partir da união de pessoas do mesmo sexo”.

O organismo católico emitiu um comunicado no qual os bispos do país afirmam que a nova Constituição tem “inconseqüências em relação aos princípios fundamentais, como o aborto, a família, a educação e a liberdade religiosa”.

A Igreja criticou o “estatismo” presente no texto e também que, “sem mencionar a palavra ‘aborto’, o projeto constitucional dá às pessoas o poder de decidir quando e quantos filhos elas querem ter, assumindo assim a aceitação do aborto”.

A Igreja apontou que iniciará uma campanha para que os cidadãos “reflitam sobre esses pontos” antes do referendo aprobatório do dia 28 de setembro.

Augusto Barrera, coordenador entre o Executivo e a Assembléia, disse que o governo lamenta que a Igreja assuma “o papel de um ator político”.

“Não é verdade que a Constituição defenda o aborto. A Constituição protege claramente a vida, incluindo a proteção e o cuidado desde a concepção”, declarou.

Fonte: Ansa