O arcebispo de Valença, Espanha, Dom Agustín García-Gasco Vicente, afirmou que, para o bem das pessoas, a Igreja não pode deixar de denunciar e desmascarar o laicismo, sobretudo se ele é proposto pelo poder.

Numa carta pastoral, o prelado denunciou a intolerância e a agressividade do laicismo, que “pretende desprestigiar a Igreja, para acelerar a implantação do relativismo moral como única mentalidade compatível com a democracia”. Para isso _ indicou _ não hesita em ridicularizar a fé, identificando o cristão como fundamentalista ignorante e associando o intelectual com o agnóstico.

“Tudo vale para desprezar o Cristianismo: ridicularizá-lo, manipulá-lo nos meios de comunicação social, anulá-lo e esvaziá-lo de conteúdo. Todavia _ afirmou o arcebispo espanhol _ como tantas outras ideologias falsas, esse tipo de laicismo está condenado a desaparecer, porque não faz justiça à verdade e nem à liberdade e dignidade dos seres humanos.”

O prelado advertiu aos fiéis que “a pretensão de estender o ateísmo não se reduz somente a uma discussão teórica”, pois o desejo de expulsar Deus da vida social faz com que se criem ídolos, como a adoração ao dinheiro, a fama, o poder, o prazer e a tecnologia, “autênticos tiranos que impedem ou criam obstáculos para que as pessoas não alcancem sua maturidade e sua plenitude” _ concluiu Dom García-Gasco Vicente.

Fonte: Rádio Vaticano