Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)
Em Cuba, pelo menos 996 atos contra a liberdade religiosa ocorreram em 2024, pelo menos esse é o número para o qual há registros. Um número superior ao do ano anterior, “que reflete um cenário inalterável de violações dos direitos religiosos dos cidadãos, apesar da propaganda governamental”, denunciou o Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH).
“As liberdades religiosas em suas diversas formas continuam sendo violadas em Cuba”, disse a ONG.
Ele também indicou que “tanto as limitações legais e burocráticas contra as igrejas independentes (em sua maioria evangélicas) quanto o assédio contra seus membros repercutem no cidadão comum, que vê nas comunidades cristãs uma mão amiga em meio a tanta pobreza, principalmente depois dos desastres causados pelos furacões”.
Em particular, as igrejas cristãs independentes, não reconhecidas pelo Governo e incapazes de serem reconhecidas, sofreram assédio pela Segurança do Estado. “As religiões continuam sob suspeita. A existência do Escritório de Assuntos Religiosos do Partido Comunista e de unidades especiais de contrainteligência para ‘lidar’ com líderes religiosos e se infiltrar e monitorar suas comunidades não correspondem ao caráter secular proclamado do Estado, muito menos à suposta imagem de tolerância religiosa”, acrescentou o OCDH.
Entre as violações mais frequentes documentadas pelo OCDH estão a proibição de comparecimento a missas e serviços religiosos, multas para líderes religiosos de igrejas evangélicas e outras não reconhecidas pelo Estado, assédio a cristãos com compromisso cívico e a negação de assistência religiosa a presos políticos. Vários de seus líderes, especialmente aqueles que realizam trabalhos sociais importantes, foram citados, multados ou ameaçados com consequências legais mais sérias e confiscos.
Atualmente, as relações entre o regime e as igrejas e líderes cristãos estão tensas, devido às constantes críticas publicadas nas redes sociais, referindo-se ao colapso geral, às injustiças e à falta de liberdades na sociedade cubana.
Segundo fontes da OCDH, em Cuba há mais de 60 igrejas, ministérios ou congregações cristãs sem reconhecimento legal, incluindo “Viento Recio” (Las Tunas), “Deus sacode Cuba e as Nações”, “Emmanuel” (Santiago de Cuba) e “Palabra de Fuego Bendición Sagrada” (Camagüey).
A organização também enfatizou que “vários presos políticos cristãos de diferentes denominações tiveram assistência religiosa negada”.
“O clima de restrições legais e assédio, especialmente contra movimentos religiosos independentes, afeta seu trabalho social, uma vez que lhes é negado status legal. Essa falta de reconhecimento estatal coloca problemas práticos, por exemplo, na abertura de contas bancárias institucionais ou na contratação de funcionários”, acrescentou.
“No início de 2025, Miguel Díaz-Canel se comprometeu com a Santa Sé a libertar 553 prisioneiros no Ano do Jubileu, mas o processo, que carece de transparência e condições justas, está suspenso no momento em que este comunicado foi escrito”, concluiu o OCDH.
Folha Gospel com informações de Evangelico Digital
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Por mais de 30 anos, a Lista Mundial da Perseguição (LMP), elaborada pela Portas Abertas, tem relatado o alcance global da perseguição aos cristãos. A lista classifica os 50 lugares onde é mais difícil seguir a Jesus, para entender as necessidades e orar pelos cristãos perseguidos. Quando o Irmão André levou Bíblias para além da Cortina de Ferro, há 70 anos, ele estava fazendo a mesma coisa: ouvindo as necessidades da Igreja Perseguida e fazendo o que podia para ajudar.
Mas, entre os 50 países da LMP 2025, dez se destacam nas primeiras posições do ranking internacional. Quando você ora por seus irmãos e irmãs na fé que vivem nesses países, você permite que eles saibam que não estão sozinhos, não importa quão desesperadora a situação possa parecer. Entenda um pouco o contexto dessas nações a seguir e adote uma delas em oração.
10º Afeganistão
A maioria dos cristãos afegãos são convertidos do islamismo. Praticar a fé abertamente é quase impossível, e a conversão é punível com a morte. Isso tem sido cada vez mais aplicado desde que o Talibã assumiu o controle do Afeganistão em 2021. Ainda assim, Deus está trabalhando no país. Khada*, uma cristã afegã, conta: “No difícil regime do Talibã, enfrentamos desafios, mas com fé forte, perseveramos”.
9º Irã
No Irã, a comunidade cristã é dividida entre cristãos reconhecidos pelo governo e os que não são. Os cristãos de origem muçulmana enfrentam graves violações da liberdade religiosa e são vistos como uma ameaça. Tanto líderes quanto cristãos comuns são frequentemente presos e condenados a longas sentenças. “Vivemos sob constante vigilância e enfrentamos diferentes tipos de pressão. É uma batalha diária manter nossa fé em condições tão hostis. Mas Deus é bom!”, conta Fatemeh*, uma cristã iraniana.
8º Paquistão
Um quarto de todas as acusações de violação das famosas leis antiblasfêmia no Paquistão visam cristãos, que representam apenas 1,8% da população. Embora raramente sejam de fato punidos com a pena de morte, cristãos acusados são vulneráveis a ataques ou assassinatos por multidões, entre outros tipos de discriminação. “Estamos em uma batalha espiritual, então, seremos Cristo, até para nossos inimigos. Mostraremos a eles que nossa fé é mais forte do que o ódio”, diz Rashid*, um cristão paquistanês.
7º Nigéria
A violência jihadista continua a escalar na Nigéria, e os cristãos são alvos frequentes dos militantes entre os fulani, do ISWAP e do Boko Haram. Os ataques são brutalmente chocantes, por isso, mais uma vez, a Nigéria é o país mais violento e com o maior número de mortes por causa da fé em Jesus na Lista Mundial da Perseguição 2025, além dos milhares de deslocados internos. “Adoraremos a Deus porque ele preservou nossas vidas. Deus ainda está no trono e ele certamente me libertará”, conta Abraham, um cristão deslocado interno.
6º Eritreia
O cenário de perseguição na Eritreia é complexo. Há poucas igrejas oficiais reconhecidas pelo governo. Cristãos que não fazem parte delas, correm o risco de sofrer graves maus-tratos. Por muitos anos, as forças de segurança fazem batidas nas casas, prendendo centenas de cristãos. A Eritreia também é chamada de “Coreia do Norte da África” devido ao controle extremo do Estado. Mas a fé corajosa permanece. “Vivemos com medo de quem será preso a seguir. Será outro irmão em Cristo? Serei eu? Mas devemos continuar a caminhar com Deus”, conta Paulos, um cristão na Eritreia.
5º Sudão
O Sudão estava no caminho para a liberdade religiosa, mas um golpe e uma guerra devastadora destruíram a esperança a esse respeito. Após um ano e meio de guerra, o país abriga as maiores crises de deslocamento e fome do mundo, com quase 9 milhões de pessoas forçadas a fugir de suas casas. O Sudão subiu três posições na Lista Mundial da Perseguição 2025, e os cristãos estão novamente em perigo. “Há muitas doenças, ficamos doentes, precisamos de remédios para nos curar e nossos filhos. Temos tantos desafios. Eu oro para que Deus ouça o que eu digo, e que ele veja minhas lágrimas devido a essa situação e guerra”, conta Alya, uma cristã deslocada interna.
4º Líbia
Na Líbia, seguir a Jesus é um grande risco para qualquer um. Cristãos de origem muçulmana enfrentam pressão violenta de suas famílias e comunidades para renunciar à fé. Cristãos estrangeiros, especialmente da África Subsaariana, são alvos de sequestros e assassinatos de grupos militantes. Cristãos que expressam abertamente sua fé ou tentam compartilhá-la com outros correm risco de prisão e oposição violenta.
3º Iêmen
Destruído pela guerra civil, a vida é muito difícil para todos no Iêmen, e ainda mais difícil para os cristãos. O país agora está dividido em territórios governados por três diferentes poderes, bem como algumas áreas controladas pela Al-Qaeda e pelo Estado Islâmico. Pelo menos um cristão iemenita foi morto por sua fé e dezenas de igrejas domésticas não podem mais se reunir. Mas iemenitas desiludidos com o islamismo estão buscando a verdade e descobrindo sobre Cristo por meio de conversas online com cristãos secretos. “Sonhamos com Deus e sabemos que há cristãos reais vivendo para o Senhor em nosso país”, conta a cristã iemenita Zahra*.
2º Somália
Na Somália, seguir a Jesus é uma questão de vida ou morte. O Al-Shabaab, um grupo militante islâmico violento, está em guerra com o governo e controla grandes áreas do país. Esse grupo impõe uma forma estrita da sharia (lei islâmica) e está comprometido em erradicar o cristianismo da Somália. Eles frequentemente matam cristãos somalis no local. Ser muçulmano é uma grande parte da identidade somali, e rejeitar isso é visto como uma grande traição que afeta toda a família.
1º Coreia do Norte
A Coreia do Norte é o número 1 na Lista Mundial da Perseguição 2025. É impossível se reunir para cultos ou oração, e até mesmo encontros de oração secretos colocam os cristãos em grande risco. Espiões oficiais, vizinhos ou professores podem denunciar qualquer um suspeito de seguir a Jesus, pois reconhecer qualquer divindade além da família Kim é considerado uma ameaça à liderança do país. A Portas Abertas estima que há 400 mil cristãos na Coreia do Norte, todos seguindo a Jesus em segredo. “Se eu for pega, posso acabar em um campo de trabalho, pagando um preço alto por ser cristã agora”, Joo Min*.
Vanessa Giácomo e Dan Stulbach protagonizam o filme "Fé para o Impossível" (Foto: Reprodução/Comunhão/360WayUp)
A +Galeria e a 360 WayUp preparam-se para o lançamento de Fé para o Impossível, que estreia nos cinemas em 20 de fevereiro. O longa, dirigido por Ernani Nunes, traz Vanessa Giácomo e Dan Stulbach nos papéis de Renee e Philip Murdoch, um casal que teve sua vida transformada por um evento traumático.
A produção, baseada em fatos reais, narra a história de superação da missionária Renee Murdoch após um violento ataque no Rio de Janeiro. O público demonstrou grande interesse na trama desde que os primeiros detalhes foram divulgados, e a expectativa só cresce com a proximidade da estreia. Em entrevista para a Comunhão, os protagonistas compartilharam suas experiências com o filme, destacando a força da história e a importância da fé.
Escolha pelo projeto
Vanessa Giácomo conta que ficou imediatamente tocada ao ler o roteiro e perceber a potência da história. “Quando li, senti vontade de fazer por isso. Fiquei apaixonada pelo roteiro e por tudo o que ele representa”, revelou.
Já para Dan Stulbach, o envolvimento com a produção aconteceu de forma natural. “Já havíamos trabalhado juntos antes em uma série, e tem pessoas que cruzam o nosso caminho na profissão que são especiais de alguma maneira. A Vanessa é uma dessas. Primeiro, são as pessoas, e depois vem a obra, o roteiro, a história real. Tudo isso nos contagiou”, contou.
Conexão com a fé
O filme traz uma forte conexão com o universo cristão, abordando a jornada de fé da família Murdoch. Questionada sobre seu contato com esse universo, Vanessa compartilhou que sempre teve uma relação próxima com a espiritualidade. “Eu sou uma mulher de muita fé. Tudo que eu faço, primeiro peço a Deus direção para saber se é para fazer mesmo. Algumas questões específicas desse universo eram novas para mim, mas a fé, não”.
Dan, por sua vez, comentou sobre o aprendizado que teve ao mergulhar nesse contexto. “A questão da fé não é nova para mim, mas algumas palavras, gestos e detalhes desse universo foram novidade. Foi muito legal porque você aprende e amplia seu leque de compreensão. É importante tratar esse tema com respeito e seriedade”.
Emoção nos bastidores
Ambos os atores destacaram cenas marcantes do longa. Vanessa revelou que ficou profundamente emocionada ao assistir ao resultado final. “Quando assisti, fiquei muito emocionada. Na cena em que a personagem fala com os filhos, me tocou muito. Fiquei assistindo de camarote, antes de todo mundo, e achei tudo muito comovente. Estava todo mundo entregue”, disse.
Dan também relembrou momentos impactantes, como uma cena de conflito entre seu personagem e a filha. “Tem um momento em que a Julia (atriz que interpreta Júlia Murdoch) me questiona e está brava comigo. Há muito conflito entre pai e filhos antes do acidente e durante a internação, mas depois tudo muda. É bonita essa transformação na relação deles”.
Fidelidade da adaptação
Baseada em fatos reais, a história detalha como o evento traumático impactou profundamente a vida de Renee e seus familiares. Durante o processo de criação, Renee e seu marido, Philip, atuaram como consultores, garantindo a fidelidade da adaptação.
“Foi um desafio adaptar uma história tão delicada, mas ficamos felizes ao saber que a família se sentiu representada de maneira fiel e autêntica”, afirmou Clara Ramos, Diretora Geral da +Galeria.
Com uma estreia antecipada, a expectativa é que o filme inspire e emocione o público. “Queremos que as pessoas saiam do cinema refletindo sobre fé, superação e a força do amor familiar”.
Cristãos choram a morte dos entes queridos na Nigéria (foto representativa)
Na última quarta-feira (5), pastores Fulani mataram três cristãos no estado de Kaduna, na Nigéria, uma semana depois de outros três terem sido mortos na mesma área.
Líderes locais informaram que os agressores mataram um cristão na vila de Majagada Binawa, no condado de Kauru, e sequestraram outros cinco na comunidade predominantemente cristã. Felizmente, um homem conseguiu escapar, mas ficou ferido.
“Este ato de violência não é apenas um ataque às vítimas e suas famílias, mas à paz e estabilidade de toda a comunidade”, disse Istifanus Danjuma Makoshi, presidente da Associação de Desenvolvimento de Binawa (BIDA), em um comunicado à imprensa.
“A BIDA apela ao governo do estado de Kaduna, agências de segurança e todas as autoridades relevantes para tomarem medidas urgentes e decisivas para garantir a libertação imediata e segura dos sequestrados; levar os criminosos à justiça; e aumentar a presença de segurança em Binawa e outras comunidades vulneráveis para evitar novos ataques”, acrescentou.
Já na área de Galadimawa, outra aldeia cristã de Fadan Rumaya, os extremistas mataram dois cristãos e deixaram outros três feridos. Além disso, cinco moradores também foram sequestrados.
“Sofremos mais um ataque devastador de bandidos em que vidas foram perdidas, e muitos mais ficaram traumatizados”, disseram os líderes.
E continuaram: “Condenamos este ato terrível, que é um flagrante desrespeito aos direitos humanos e à segurança dos moradores rurais em nossa região. Nosso governo fez ouvidos moucos à nossa situação? Exigimos ação urgente e proteção para nossas comunidades”.
Don Abamu, um morador da área, contou que os cristãos foram mortos por “bandidos muçulmanos”.
“Eles também sequestraram dezenas de outros aldeões cristãos. Os assassinatos e sequestros por bandidos muçulmanos se tornaram uma rotina diária na Área do Governo Local de Kauru”, disse ele ao Morning Star News
‘Pedimos segurança’
O presidente do Conselho do Governo Local de Kauru, Abel Habila Adamu, confirmou os ataques.
“O recente aumento da violência e dos ataques na área resultou em perda de vidas, deslocamento de pessoas e destruição de propriedades”, disse Adamu em um comunicado à imprensa.
“Como comunidade, tentamos abordar essas questões por meio de nossas próprias iniciativas, como programas de vigilância de bairro e policiamento comunitário. No entanto, a situação piorou a um ponto em que exigimos intervenção imediata das agências de segurança relevantes e da comunidade global. Os casos de sequestro de pessoas inocentes na área são alarmantes e desnecessários”, acrescentou.
Nas comunidades de Kumana e Kauru, milhares de pessoas foram deslocadas e mortas em diversas outras aldeias do país.
Adamu destacou que uma mulher foi morta em Kiffin Chawai após pagar o resgate exigido pelos bandidos que a sequestraram.
“Para resolver esse problema, estamos pedindo ao governo que estabeleça duas bases militares, uma em Kauru e outra em Kumana, se possível em Dokan Karji e Kaibi. Essas bases militares fornecerão uma segurança permanente na área, ajudando a deter ataques e fornecer uma sensação de segurança para a população local, que agora está dormindo com os dois olhos abertos com medo do desconhecido”, concluiu.
Outros ataques
Em 30 de janeiro, também no Condado de Kauru, um pastor e dois outros cristãos foram mortos por Fulanis. Outros 17 cristãos foram sequestrados em Fadan Ruruma no dia 2 de fevereiro.
Augustine Baye, diretor da Baye Child Foundation, disse em um comunicado à imprensa que o pastor conhecido como, Ezekiel, foi emboscado e morto por “bandidos”, e que seu corpo foi encontrado dois dias depois, após uma extensa busca da família.
“O assassinato do pastor Ezekiel deixou a comunidade em choque e luto. Tragicamente, ele foi atacado por bandidos no caminho de volta. Eles o arrastaram para longe e o mataram brutalmente, deixando sua motocicleta abandonada perto de um rio. Depois de dois dias agonizantes, seu irmão, apesar dos perigos, embarcou em uma busca e finalmente encontrou o corpo do pastor. A visão era angustiante; ele havia sido morto com a cabeça quase decepada”, relatou Baye.
Essa tragédia deixou a esposa e quatro filhos pequenos do pastor com dificuldades financeiras para suprir necessidades básicas.
“O assassinato do pastor Ezekiel é um lembrete devastador da insegurança que assola muitas comunidades no estado de Kaduna. Ele destaca a necessidade urgente de maior segurança e apoio para famílias que sofrem tais perdas, garantindo que elas possam reconstruir suas vidas diante de uma tragédia inimaginável”, afirmou Baye.
Nehemiah James, outro morador da área, pediu uma intervenção urgente do governo nigeriano para acabar com o derramamento de sangue.
“As aldeias outrora pacíficas foram lançadas em um estado de pânico e medo, pois bandidos tomaram conta das comunidades, causando medo nos corações do meu amado povo”, disse James ao Morning Star News.
E continuou: “Nos últimos meses, as comunidades testemunharam um aumento nos sequestros, com vários moradores, incluindo idosos, sendo sequestrados por bandidos. As pessoas, que são predominantemente fazendeiros e comerciantes, agora vivem em medo constante, incapazes de realizar suas atividades diárias sem olhar por cima dos ombros”.
Os ataques também levaram a uma crise financeira, já que muitos abandonaram suas fazendas e negócios por medo de serem sequestrados.
“Apesar de vários relatos às autoridades, os sequestros continuam inabaláveis, com as pessoas se sentindo abandonadas e desamparadas. A falta de presença de segurança adequada nas áreas encorajou os bandidos, que agora operam com impunidade”, explicou James.
Sunday Marshall Katung, um senador da parte sul do estado de Kaduna, informou em uma recente sessão da Assembleia Nacional que extremistas tomaram conta da maioria das comunidades na região e pediu intervenção militar imediata.
A Nigéria ficou em 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2025 como um dos lugares mais difíceis para ser cristão.
Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News
Com uma carreira iniciada em 2011, Marcela Taís é uma das referências quando o assunto é o folk e o indie dentro do segmento gospel. Com uma música cheia de poesia, ela alcançou popularidade principalmente entre o público mais adolescente por cantar sobre a vida em seus altos e baixos e sobre o amor.
E é com toda essa bagagem e poesia que a cantora chega para somar ao cast da Onimusic, onde quebra um hiato de quatro anos lançando um single que traz o curioso nome “Copinho de Extrato de Tomate”.
A canção surgiu como um poema em 2017, quando Marcela ainda estava solteira. A cantora se casou em 2019 com o músico Samuel Antunes e, em 2022, os versos ganharam melodia e arranjos durante a pandemia. Em 2024, prestes a dar à luz à filha Serena, “Copinho de Extrato de Tomate” foi finalizada e gravada.
“A escolha da música tem tudo a ver com esse momento de volta porque ela fala justamente sobre superação, sobre como Deus coloca tudo de volta no lugar, nos refaz depois de quebrados e nos dá novos sonhos. Eu assino a composição e produção, mas tive parceiros essenciais para o resultado final. Um parceiro já antigo na criação das melodias e arranjos que é o Tobias Adoniran, que tocou por anos na minha banda e entende bem os caminhos malucos da minha cabeça. Outro que chamei já na fase final e que inclusive gravou as guitarras foi o amigo Alexandre Magnani que acabou acrescentando arranjos e dicas bem legais nas gravações. O estilo lembra o rock dos anos 60 mas tem uma pegada ‘vintage moderna’ que eu fui colocando experimentações”, relatou Marcela.
Juntamente com a música, a cantora também lançou o videoclipe em seu canal no YouTube, que segue esse estilo vintage na estética da produção, com direito à banda e vários elementos visuais que se encaixam na história, além da participação do marido da artista. Quem assistir vai poder conferir Marcela Taís nas últimas semanas de gestação, mas mesmo assim ela não mediu esforços na hora de entregar sua performance a cada take.
“Eu sabia desde o ínicio que este clipe deveria carregar o mesmo tom “humorado dramático” que a canção já expressava e sempre o imaginava num fundo branco com integrantes da banda expressando comigo as emoções descritas na canção. Por isso, eu precisava ter alguém na direção com visão bem artística e poética para organizar e dar vida a essas ideias. Convidei o Rodrigo de Paula que, juntamente com a Sarah Martins, da SARÇA films, assinarem ‘Copinho de Extrato de Tomate’. Inclusive ele já dirigiu outros clipes meus e juntos temos ideias muito legais”, destacou a artista.
Nova fase e projetos experimentais
Sobre os próximos projetos, Marcela Taís revela que “Copinho de Extrato de Tomate” faz parte de um EP que ela considera bem experimental e que trará poemas que ela escreveu e que ainda não haviam virado música.
“São canções bem do meu ‘Acervo pessoal’ se assim posso dizer, que foram nascendo em momentos bem diferentes da minha vida, bem na pegada poética, despretensiosa e orgânica que gosto de compor. São canções que fiz sem a pressa de cumprir um lançamento e acabaram carregando muita liberdade criativa. Neste EP teremos, por exemplo, uma canção com estilo sertanejo raiz, com viola caipira que eu amo, falando sobre relacionamento de pais e filhos e será uma realização pessoal em memória da minha infância e origem sul-mato-grossense. Estou trazendo muitas experimentações. O que não deixa também de ser já marca do meu trabalho que é misturar e criar dentro de estilos que eu curto. Eu gosto muito do folk e está também em minhas raízes, mas eu me sinto muito mais empolgada e livre agora para fazer as melodias, ritmos e arranjos, deixando fluir ainda mais os sons que tocam dentro da minha cabeça e alma”, disse a cantora.
Em relação aos temas que estarão presentes no EP, Marcela Taís pretende falar sobre “assuntos propícios a este tempo presente, o qual tem nos sufocado e diluído verdades”.
“Quero que minhas canções nesta minha nova fase deem palco ao puro, ao que é verdadeiro, ao belo, ao que é louvável, ou seja, reforçar os valores originais que vêm de Deus, que são os únicos meios de alcançar sanidade espiritual, mental e manter os relacionamentos vivos em tempos tão mentirosos. Irei abordar sobre a Graça de Deus como a única forma de trazer graça à vida, continuarei falando sobre relacionamentos incluindo de casados e também pais e filhos, falarei das emoções e a necessidade de Deus na cura delas e o quanto precisamos mais depender dEle para sobrevivermos estes tempos. Foi o repertório mais fácil de definir porque, como disse, desta vez eu não compus para um lançamento, eu já tinha um acervo com várias canções e escolhi as que mais senti fazerem parte deste momento”, contou ela.
Sobre a entrada na Onimusic, Marcela explica o que pesou em sua decisão de assinar com a gravadora que conta com nomes da adoração em seu cast, como Gabriela Rocha, Gabriel Guedes, Diante do Trono e Isaías Saad, e também artistas com um estilo mais alternativo e regional, como Rodolfo Abrantes, Coletivo Candiero, Milena Pina, Pagode Restaura e Sarau do Reino.
“Hoje com a Onimusic estamos em parceria com a distribuição digital de todas as minhas canções e duas coisas aconteceram que foram chave. A primeira é que eu estava vindo de uma experiência muito negativa com o selo que administrou meus trabalhos anteriores. Então eu sabia que quando fosse o momento de “voltar”, eu não queria mais lidar com abusos. A Oni é uma empresa sólida e cantores amigos me deram boas referências”, relatou Marcela.
Burnout, casamento, maternidade e superação
Com três álbuns já lançados — “Cabelo Solto” (2011), “Moderno à Moda Antiga” (2015) e “Não Sou Tão Forte” (2021), Marcela coleciona hits em sua carreira. Canções como “Não Tenho o Dom”, “Escolhi Te Esperar”, “Pequenas Alegrias”, “Ame Mais, Julgue Menos”, “Menina Não Vá Desanimar”, “Vai Passar Rápido” e “Sobrevivi” são só alguns dos hits da artista, que revela ter tido um início desafiador e enfrentou momentos que ela considera tóxicos ao longo da carreira.
“Nesses quase 15 anos eu suportei situações muito pesadas, abusivas, sofri injustiças, fui até roubada literalmente em meus direitos, passei muita coisa e ser mulher jovem e solteira me deixava ainda mais vulnerável infelizmente. Eu amo meu ministério mas a ‘carreira’ foi emocionalmente e, muitas vezes ‘espiritualmente’ tóxica, pois pessoas acabam misturando negócios e a fé para manipulação. Então, após dez anos intensos, acabei tendo episódios de burnout e não estava bem de saúde quando entreguei meu último álbum. Neste período eu conheci o Samuel e foi ele quem me levou para cuidar da saúde e até a uma psicóloga”, disse Marcela.
E continuou: “Casamos e veio a pandemia e Deus me levou para um descanso total, um período necessário que me prepararia para uma fase muito difícil a seguir com a perda da minha mãe. Foi aí que decidi de vez me refugiar no cuidado da família e ter uma vida mais leve. Eu nunca pensei em parar de cantar, mas foi totalmente necessária esta pausa. Hoje entendo a carreira de uma forma diferente”.
“Agora sou esposa, mãe e empresária também, tenho sonhos novos, projetos e compromissos acontecendo juntos e acho que isso na verdade trouxe uma Marcela muito mais evoluída, segura e ainda mais independente de opiniões e, o mais importante, que compreende inclusive os próprios limites e isso é essencial se realmente desejamos ir mais longe”, acrescentou.
Paralelo à música, Marcela Taís aproveitou para desenvolver seu lado empresária. Em fevereiro de 2023, ela e Samuel lançaram a Poeticamente, que se apresenta como “uma marca de produtos com poesia”. Com uma linha de joias e semijoias, a loja traz uma coleção de colares, brincos, pingentes e aneis, a marca preza por um resultado que vai além de venda de produto, proporcionando experiências, que vão desde a qualidade, beleza e criatividade do produto, quanto às elegantes embalagens e o atendimento e respeito ao consumidor.
A Poeticamente tem um espaço físico e um ateliê em Campinas, em São Paulo, mas conta com revendedoras em diversos estados e uma loja online.
E, em relação ao futuro, Marcela pretende priorizar a maternidade e concluir a faculdade de Psicologia assim que possível. Mas é claro que a música também está na sua lista de coisas importantes a seguir fazendo.
“Tenho diversas canções, das mais diversas temáticas inclusive. A propósito minhas canções românticas prediletas ficaram guardadas e sinto que chegou a hora delas. A Serena também me inspira muito, já tenho nossas musiquinhas ‘secretas’ que componho para ela e nos divertimos juntas. Isso também tem me dado boas ideias. Eu não pretendo voltar com uma carreira mirabolante e acelerada, pretendo sim fazer ainda algumas agendas e cantar por aí, mas com certeza agora num ritmo e num planejamento próprio que me permita continuar tendo uma vida leve e, é claro, minha vida privada”, concluiu.
O vereador Cezar Leite (PL), que diz ser evangélico, protocolou nesta terça-feira, 4, um projeto de lei na Câmara Municipal de Salvador (BA) para combater a “cristofobia” na cidade após a polêmica envolvendo a cantora Claudia Leitte e as religiões de matriz africana.
Ao defender a proposição, o vereador diz que a “fé cristã também precisa ser respeitada” na cidade.
“Salvador é uma cidade conhecida por sua diversidade cultural e religiosa. Não podemos aceitar ataques ou preconceitos contra nenhuma tradição. A fé cristã também precisa de proteção e respeito”, afirmou o vereador.
A proposta chega ao Legislativo uma semana após a audiência do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre a acusação de racismo religioso praticado pela cantora Claudia Leitte, com a presença da yalorixá Jaciara Ribeiro, autora da ação.
O vereador também esteve presente no ato e afirmou nas redes sociais que foi silenciado pelos participantes no momento da sua fala. Ele ainda citou uma “colega irmã” que foi vaiada por defender o cristianismo.
De acordo com o vereador, o projeto de lei busca instituir medidas para proteger e promover o respeito às manifestações cristãs, garantindo um ambiente de convivência harmoniosa entre as diversas tradições religiosas.
O projeto de lei propõe a implementação de campanhas educativas e ações de conscientização sobre a importância do respeito às diferenças religiosas. Além disso, prevê a criação de canais de denúncia para casos de discriminação contra cristãos e a aplicação de penalidades administrativas para atos comprovados de cristofobia.
A proposta aguarda tramitação e debates nas comissões da Câmara Municipal antes de ser submetido à votação em plenário.
O pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, obteve uma vitória judicial significativa após enfrentar uma investigação por suposta incitação à discriminação contra a comunidade LGBTQIAP+.
O Ministério Público Federal (MPF) arquivou o caso, alegando que suas declarações estavam resguardadas pela liberdade religiosa e de expressão, pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito.
O líder da Lagoinha Global foi alvo de ataques depois de divulgar na internet uma série de pregações no “mês do orgulho”, em junho de 2023, na qual ele pregava a visão cristã tradicional sobre sexualidade e pecado.
Ativistas levaram o caso à Justiça, acusando o pastor evangélico de disseminar discurso de ódio. O MPF, então, abriu uma investigação e concluiu que as declarações de Valadão estavam protegidas pela liberdade religiosa e de expressão.
No entendimento do MPF, o pastor se baseou em textos bíblicos para fundamentar suas declarações e a liberdade religiosa garante que líderes religiosos possam pregar seus valores e crenças. O órgão também não encontrou nas pregações nenhuma incitação direta à violência ou à discriminação contra qualquer grupo específico.
“Entendo que os vídeos encontram-se albergados pela liberdade de expressão e pelo direito de liberdade religiosa. Por conseguinte, inexistindo provas da materialidade que possam atestar a tipicidade da conduta realizada pelo investigado, não há como ser deflagrada a ação penal. Por todo o exposto, promovo o arquivamento dos presentes autos”, determinou a procuradora da República Águeda Aparecida Silva Couto em documento assinado nesta quarta-feira (5).
Donald Trump, presidente eleito dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)
O presidente Donald Trump anunciou que criará uma comissão para proteger a liberdade religiosa e combater o que ele chamou de “preconceito anticristão” no governo federal.
Trump fez um discurso em um evento privado na manhã de quinta-feira no Washington Hilton em Washington, DC, em homenagem ao 73º Café da Manhã Nacional de Oração, seu segundo discurso de café da manhã de oração da manhã.
Trump disse aos presentes que “criarei uma nova comissão presidencial sobre liberdade religiosa”, que “trabalhará incansavelmente para defender este direito fundamental”.
“Nos últimos anos, vimos essa liberdade sagrada ameaçada como nunca antes na história americana”, continuou Trump, afirmando que o governo Biden se envolveu em “perseguição” contra cristãos devotos.
Trump deu o exemplo de um ativista pró-vida de 75 anos que foi preso por violar a Lei de Liberdade de Acesso às Entradas de Clínicas (FACE) por orar e protestar em uma clínica de aborto.
“Eles foram terríveis com vocês e foram terríveis com as pessoas religiosas, todas as religiões”, continuou Trump, observando que foi uma honra para ele perdoar 23 manifestantes pró-vida ao assumir o cargo.
O presidente também anunciou que assinaria uma ordem executiva na quinta-feira para instruir a recém-empossada procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, a liderar uma “força-tarefa” que irá “ erradicar o preconceito anticristão ” no governo.
“A missão desta força-tarefa será interromper imediatamente todas as formas de segmentação e discriminação anticristã dentro do governo federal, incluindo o DOJ, que foi absolutamente terrível”, disse Trump. “O IRS, o FBI, terrível.”
“Além disso, a força-tarefa trabalhará para processar totalmente a violência e o vandalismo anticristãos em nossa sociedade e para mover céus e terras para defender os direitos dos cristãos e fiéis religiosos em todo o país.”
Os comentários de Trump ecoaram declarações que ele fez em dezembro de 2023, nas quais prometeu que, se reeleito, criaria uma força-tarefa federal com o objetivo de “combater o preconceito anticristão” sob um Departamento de Justiça “totalmente reformado”.
Trump também discursou em um evento realizado no edifício do Capitólio diante de autoridades eleitas para o Café da Manhã Nacional de Oração, onde falou sobre a importância da unidade e da fé nos Estados Unidos, afirmando que acredita que a religião está “começando a voltar”.
Trump também anunciou a criação do Escritório de Fé da Casa Branca, que trabalhará no esforço de coibir o “preconceito anticristão”, acrescentando que a polêmica pastora de megaigreja Paula White atuará como chefe do novo escritório.
Café da Manhã Nacional de Oração
O Café da Manhã Nacional de Oração foi lançado pela primeira vez em 1953, sob o comando do presidente Dwight D. Eisenhower, com o apoio do notável evangelista Rev. Billy Graham.
Durante décadas, o evento foi organizado por um grupo cristão secreto conhecido como Fellowship, ou a Família, que foi supervisionado pelo evangelista Doug Coe de 1969 até sua morte em 2017.
Em agosto de 2019, a Família foi tema de uma série de documentários da Netflix , que incluiu entrevistas e perspectivas de apoiadores e críticos do ministério.
Embora o encontro nunca tenha gerado nenhum litígio real, alguns grupos de fiscalização da igreja e do estado expressaram preocupação sobre os laços do governo com o encontro religioso.
Por muito tempo, o evento anual teve milhares de participantes do mundo todo, com muitas figuras religiosas e políticas proeminentes aparecendo no café da manhã de oração.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Vista aérea de Nouakchott, capital da Mauritânia (Foto: Canva)
A Mauritânia é uma república islâmica. A Constituição do país declara claramente que o islamismo é a religião do povo e do Estado. Portanto, a lei proíbe a conversão de muçulmanos ao cristianismo.
A pressão é grande e a nação ocupa a 23ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025. Apesar disso, existe uma minoria cristã de origem muçulmana na Mauritânia que enfrenta inúmeros riscos por amor a Jesus.
No final de 2023, houve incitações a violência contra cristãos mauritanos após a circulação de um vídeo mostrando uma cerimônia de batismo na Mauritânia.
Ainda hoje, os desafios para praticar a fé dificultam a pequena igreja no país que está crescendo mesmo em meio à perseguição. Por isso, as orações da igreja global são tão importantes nesse momento.
Pedidos de oração
Ore para que os cristãos mauritanos tenham liberdade de praticar a fé e adorar.
Clame para que a lei de apostasia seja abolida.
Interceda para que injustiças e várias formas de discriminação contra os cristãos mauritanos cessem.
Peça a Deus que conceda coragem e perseverança à pequena igreja mauritana para que ela continue a crescer e brilhar na Mauritânia.
Você sabe quais são os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos e discriminados? Descubra agora na Lista Mundial da Perseguição 2025 e saiba como orar pela Igreja Perseguida em países como a Mauritânia.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) decidiu reverter a condenação da pastora e cantora gospel Ana Paula Valadão por danos morais coletivos após recurso. A ação movida pela Aliança Nacional LGBTI+ contestava declarações feitas por Valadão em 2016, durante o congresso religioso “Na Terra como no Céu”, transmitido pela Rede Super de Televisão. Na ocasião, a pastora afirmou que ser gay “não é normal” e associou a AIDS à união sexual entre homens.
Inicialmente, a 21ª Vara Cível de Brasília condenou Valadão ao pagamento de R$ 25 mil por danos morais coletivos, alegando que sua fala reforçava estigmas históricos contra a população LGBTQIA+. No entanto, ao recorrer ao TJ-DF, a defesa da pastora argumentou que suas declarações estavam inseridas em um contexto de crença religiosa e não configuravam discurso de ódio.
“Não identifico, diante do contexto no qual inserido o discurso, excesso sujeito à condenação e à reparação coletiva.”, disse o relator do caso, desembargador Eustáquio de Castro, que, ao acatar o recurso, afirmou ainda que “não houve intenção ofensiva, apenas proselitismo religioso”. Ele enfatizou que, em um discurso de duas horas e meia, apenas uma frase teria sido potencialmente excessiva.
Os desembargadores Carmen Bittencourt e Teófilo Caetano acompanharam o voto, garantindo a vitória de Ana Paula Valadão no julgamento.
Por outro lado, os desembargadores Diaulas Costa Ribeiro e José Firmo Reis Soub discordaram da anulação da condenação. Ribeiro, em particular, rechaçou a visão de que a homossexualidade é uma anormalidade e comparou o discurso da pastora às falas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre diversidade e segurança pública.
Ribeiro também aceitou um pedido da Aliança Nacional LGBTI+ para aumentar a indenização para R$ 500 mil, mas foi voto vencido.
A Aliança Nacional LGBTI+ anunciou que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a decisão do TJ-DF representa um retrocesso na luta contra discursos discriminatórios.