Viver como um cristão no Irã é uma tarefa perigosa, mas fugir do país e ser deportado pode ser ainda pior. Há dois meses, Amir (pseudônimo) vive essa realidade em um campo de deportação e pode ser expatriado a qualquer momento.
O medo faz parte do cotidiano dos cristãos no Irã, pois correm o risco de ser presos, torturados e condenados. “Eu saí porque não conseguia mais esconder minha fé. Mas se me mandarem de volta agora, não sei o que me espera”, conta.
O campo de deportação é um teste de sobrevivência, pois a comida é pouca e o local é sujo. Durante o inverno rigoroso, o pátio permanece fechado e os refugiados ficam aglomerados e sem ventilação.
Apesar da dificuldade, Amir encontra propósito em sua prisão e compartilha o amor de Jesus sempre que consegue: “A maioria das pessoas aqui é muçulmana. Algumas ouvem, outras não querem, mas algumas creem! Lemos a Bíblia juntos quando temos oportunidade”.
Durante o Ramadã, a situação no campo de deslocados ficou mais desafiadora. “Como chegou o mês do Ramadã, muitos jejuaram e rezaram Namaz e leram o Alcorão com mais frequência do que antes. Tudo isso faz com que os novos fiéis se sintam ainda mais isolados”, conta Amir.
Nesses momentos de incertezas, o cristão os lembra: “Não abandonamos o islã por causa das pessoas, abandonamos porque encontramos a verdade. Jesus é a verdade, e ele não muda só porque sentimos medo. Vamos nos lembrar da nova identidade que encontramos em Jesus”.
À medida que os dias passam, Amir continua a encorajar os novos fiéis a se apegarem a Jesus neste lugar de incerteza. “Orem para que os novos fiéis não sejam abalados, para que permaneçam fortes na fé e para que eu não seja enviado de volta ao Irã”, pede o cristão.
Pedidos de oração
Clame por segurança e provisão a Amir e outros cristãos que correm o risco de serem deportados ao Irã.
Interceda para que os cristãos que conheceram a Jesus no campo de deportados se mantenham firmes na fé por meio do Espírito Santo.
Ore para que o governo do país abra as portas e receba Amir e outros cristãos como refugiados.
A morte do Papa Francisco, ocorrida em 21 de abril de 2025, aos 88 anos, após complicações de saúde, reacendeu debates sobre profecias antigas e o fim dos tempos. Se você tem acompanhado alguns veículos de comunicação e Youtubers que amam falar de escatologia, já deve ter ouvido algumas destas histórias.
Entre as mais comentadas estão as atribuídas a São Malaquias, que supostamente preveem o fim do papado e da Igreja Católica com o 112º pontífice, número que coincide com Francisco. Essas interpretações, muitas vezes sensacionalistas, têm sido amplamente discutidas nas redes sociais e em círculos religiosos inclusive.
A chamada “Profecia dos Papas”, atribuída a São Malaquias, arcebispo irlandês do século XII, consiste em 112 lemas em latim que supostamente descrevem os papas desde Celestino II até o fim da Igreja Católica. O último lema refere-se a “Pedro, o Romano”, que “alimentará seu rebanho entre muitas tribulações”, culminando na destruição de Roma e no julgamento final.
No entanto, estudiosos questionam a autenticidade dessas profecias. Elas só foram publicadas em 1595, mais de 400 anos após a morte de São Malaquias, e acredita-se que foram forjadas para influenciar o conclave papal da época. A Igreja Católica não reconhece oficialmente essas profecias, considerando-as, no máximo, revelações particulares sem obrigatoriedade de crença.
Interpretações evangélicas e o livro do Apocalipse
Para líderes evangélicos, é importante abordar essas narrativas com discernimento. “Não vejo fundamento bíblico que relacione a morte do Papa Francisco com as profecias do Apocalipse. alguns teólogos tentam associar Apocalipse 17, especialmente os versículos 9 e 10, aos papas, interpretando as sete cabeças como sete montes e sete reis. no entanto, esses ‘reis’ estão mais ligados aos governos europeus do que à figura do papa”, afirma o pastor Manoel Júnior, da Igreja Evangélica em Praia Grande/SP.
Ele enfatiza que o Apocalipse é um livro simbólico que deve ser interpretado com cuidado e à luz de toda a Escritura. “O mais importante é ler com discernimento e à luz de toda a Escritura”, destaca.
O pastor Elmir Dell’Antonio, psicoterapeuta, cientista social e missionário, também compartilha uma visão cautelosa. “Do ponto de vista profético bíblico da igreja, principalmente a igreja evangélica, existe uma vertente que fala, por exemplo, relacionando o Papa a uma das bestas ou algumas figuras apocalípticas. Eu particularmente acho isso bem forçado”, declara.
Ele ressalta a importância de focar na essência do evangelho e não se deixar levar por teorias conspiratórias.
Ao comentar o falecimento do Papa Francisco, o pastor Álvaro Oliveira Lima, presidente da Convenção Evangélica dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo (Cemades), ressalta que embora a figura papal tenha grande envergadura mundial, não há qualquer significado escatológico relacionado à sua morte — nem à luz das Escrituras, nem fora dela.
“O que está acontecendo é o círculo da vida. Esta é a minha opinião”, afirma. Para ele, apesar das muitas teorias que circulam em torno dos papas, não há profecias apocalípticas bíblicas que tratem diretamente da figura do Papa. “Na verdade, o que existe são muitos estudiosos ainda arranhando na questão teológica, criando suas teorias que não condizem com a realidade”, observa.
Uma história em si
A morte de um líder religioso global como o Papa Francisco naturalmente gera comoção e reflexões sobre o futuro da Igreja Católica. “A opinião papal, a opinião do sumo pontífice da Igreja Católica tem muita relevância e peso. Haja vista a movimentação dos líderes mundiais para o velório e o sepultamento do Papa Francisco”, observa o pastor Elmir do ponto de vista pragmático e político.
O pastor Álvaro Lima também contesta especulações que tentam vincular os papas à figura do anticristo. “Cada papa que surge, alguns dizem que é o anticristo. E não há base bíblica nenhuma para isso. É apenas especulação de iniciantes nos estudos teológicos.” Segundo ele, os papas devem ser respeitados como líderes religiosos cristãos que, à sua maneira, cumprem o “ide” de Jesus, levando o cristianismo a povos, línguas e nações. “O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. E quem convence o homem do pecado e do juízo é o Espírito Santo, não quem o propaga”.
Pastor Elmir destaca inclusive que a necessidade de compreender a história da Igreja e suas transformações ao longo dos séculos, lembrando que a origem do cristianismo está em Jerusalém, não em Roma.
Em tempos marcados por teorias inflamadas e narrativas virais, a morte do Papa Francisco convida a uma pausa necessária, que mostra que em vez de buscar sinais a qualquer custo, todos são chamados a olhar para as Escrituras com reverência, discernimento e fé madura. A profecia bíblica não deveria estar sendo usada para espetáculo nem combustível para teorias conspiratórias — ela é, antes de tudo, um convite à vigilância, à esperança e à fidelidade a Cristo.
O que Nostradamus disse?
O famoso escritor de “profecias”, Nostradamus fez algumas previsões que muitos interpretam como referências ao papado, embora de forma bastante vaga e simbólica. Um dos séculos (as quadras enigmáticas que ele escreveu) menciona “o pastor com o chapéu vermelho” e há especulações de que isso possa aludir a cardeais ou ao Papa.
No entanto, os estudiosos sérios alertam que essas interpretações são altamente subjetivas, já que as profecias de Nostradamus são abertas a múltiplas leituras e não mencionam nomes ou datas específicas. Assim como no caso das profecias atribuídas a São Malaquias, é importante ter cautela para não misturar fé com previsões sensacionalistas que mais confundem do que edificam.
Baba Vanga, um fenômeno pop mais atual
Baba Vanga está super em alta mesmo quando o assunto é previsões — especialmente nas redes sociais. Ela foi uma mística búlgara cega, falecida em 1996, e virou uma espécie de “oráculo pop” por supostamente ter previsto eventos como o 11 de setembro, a queda da União Soviética e até desastres naturais.
Quanto aos papas especificamente, não há registros confiáveis de que ela tenha mencionado algum pontífice diretamente. No entanto, há boatos — difíceis de verificar — de que ela teria previsto uma crise espiritual global e um possível “colapso da religião tradicional”, o que muitos interpretam como referências indiretas ao Vaticano. De novo, essas interpretações são amplamente especulativas, e é sempre bom lembrar que o fascínio por videntes como Baba Vanga muitas vezes mistura misticismo, cultura pop e fake news num só caldeirão.
Fé em Cristo, não em previsões humanas
Diante de tantas especulações e previsões, é essencial que os cristãos mantenham o coração e os olhos firmes em Cristo, a única Verdade que não muda. Como lembra o pastor Manoel Júnior, o foco da Igreja deve ser sempre esperar em Jesus, interpretando os tempos com base na Palavra de Deus e não em discursos místicos ou sensacionalistas que ganham força fora das Escrituras.
O pastor Elmir também reforça que a fé cristã tem raízes profundas no evangelho vivido e pregado desde Jerusalém, e não em tradições que se distanciaram de seu fundamento original. Em vez de alimentar temores com teorias sobre o fim, os crentes são chamados a discernir com sabedoria e a viver com esperança, conscientes de que, mesmo em meio a grandes acontecimentos, nossa segurança não está nas previsões humanas, mas na promessa fiel do retorno de Cristo.
Com o avanço acelerado da tecnologia, crianças e adolescentes têm sido expostos cada vez mais cedo aos smartphones e às redes sociais. Essa realidade tem gerado debates não apenas sobre saúde mental, mas também sobre como essa nova rotina digital pode afetar a espiritualidade dos mais jovens.
Ted Gioia, escritor e crítico cultural, destacou recentemente que “o número de jovens que leem por diversão está diminuindo”. Segundo ele, as redes sociais estão promovendo conteúdos viciantes que afastam as pessoas de atividades saudáveis como a leitura de livros e momentos de reflexão. Essa mudança impacta diretamente a forma como os jovens consomem informação e vivenciam sua espiritualidade.
Outro estudo do National Literacy Trust aponta que crianças que leem apenas em telas têm significativamente menos chances de desenvolver o gosto pela leitura. Isso levanta uma preocupação: se o hábito de ler está sendo reduzido, como isso impactará o tempo dedicado à leitura da Bíblia e de outros textos que contribuem para o crescimento espiritual?
A influência na vida devocional
Jeffrey S. Siker, autor de Liquid Scripture: The Bible in a Digital World (Escritura Líquida: A Bíblia em um Mundo Digital), refletiu sobre a transição das Bíblias impressas para versões digitais. ” Essa mudança é benigna? Há novos insights significativos que podem resultar do uso de milhões de Bíblias digitais? Há problemas significativos dos quais simplesmente não temos consciência que surgirão à medida que essa transição para a mídia religiosa digital contínua?”, questiona. Siker alerta que a experiência espiritual pode ser alterada pela superficialidade da leitura em telas e pelo risco de os jovens se limitarem a interpretações fragmentadas e distorcidas.
A superficialidade promovida pelos conteúdos rápidos das redes sociais pode prejudicar a capacidade de meditação e oração silenciosa, elementos fundamentais para uma vida cristã equilibrada e madura.
Prevenindo os impactos negativos
Diante desse cenário, muitos pais cristãos têm buscado alternativas para proteger seus filhos. Movimentos como a “educação clássica”, que incentiva o ensino por meio de grandes obras literárias, têm ganhado força. Essa abordagem não apenas fortalece habilidades cognitivas, mas também incentiva princípios e valores que ajudam a moldar uma fé sólida.
Outro exemplo positivo é a iniciativa de pais que decidiram adiar o uso do smartphone por parte dos filhos. Essa decisão visa proporcionar uma infância mais rica em relações reais, brincadeiras ao ar livre e interações sociais presenciais.
Construindo uma relação saudável com a tecnologia
Para ajudar as crianças a desenvolverem uma relação equilibrada com a tecnologia, é essencial que pais e líderes cristãos incentivem momentos de qualidade em família, com espaços dedicados à oração e à leitura da Bíblia.
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6) é um lembrete valioso de que a orientação espiritual desde cedo pode ajudar os jovens a desenvolverem discernimento na forma como utilizam as telas.
Fone: Comunhão com informações de The Christian Today
Com a morte do Papa Francisco, na manhã desta segunda-feira (21), aos 88 anos, em sua residência no Vaticano, em consequência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e saúde debilitada após 37 dias de internação por pneumonia bilateral e insuficiência respiratória, líderes da Igreja Católica analisam os desafios a serem enfrentados pela instituição.
Entre eles está a perda de fiéis, predominantemente para as igrejas evangélicas, conforme destacado em uma reportagem da BBC.
Embora a diminuição católica seja um fenômeno global, no Brasil o crescimento das igrejas evangélicas tem sido notável. Dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em 2000, os católicos representavam 74% da população brasileira. Dez anos depois, esse percentual caiu para 65%.
Além disso, muitos dos que se identificam como católicos o fazem apenas de forma “estatística”, sem envolvimento ativo na vida religiosa.
“A existência do católico não praticante é uma questão cultural brasileira”, diz a antropóloga e historiadora Lidice Meyer Pinto Ribeiro, professora da Universidade Lusófona, em Portugal.
Os dados mais recentes, referentes ao Censo de 2022, estão previstos para serem divulgados somente em junho deste ano.
De acordo com um levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em 2020, 50% da população brasileira se identificava como católica, enquanto 31% como evangélica.
“O catolicismo não está perdendo fiéis porque estes se tornam ateus, mas sim porque abraçam um cristianismo mais conservador”, explica o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, editor do jornal O São Paulo, da Arquidiocese de São Paulo.
Conservadorismo
Há, contudo, quem argumente que o conservadorismo católico é, na verdade, o principal fator responsável pela redução no número de seus fiéis.
“As igrejas evangélicas crescendo têm no catolicismo um grande fornecedor de fiéis. A Igreja Católica precisa preservar o que ainda resta, estancar a crise da perda de fiéis”, pontua ele.
O teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, avalia que a Igreja Católica está diante de um desafio duplo: por um lado, vem perdendo a hegemonia com os fiéis migrando para outras denominações; por outro, não pode descuidar daqueles que seguem sendo católicos – é preciso “manter acesa a chama do catolicismo no país, ainda o maior país católico do mundo”.
“As igrejas evangélicas crescendo têm no catolicismo um grande fornecedor de fiéis. A Igreja Católica precisa preservar o que ainda resta, estancar a crise da perda de fiéis”, avalia ele.
Em paralelo, avalia Moraes, a Igreja Católica sofre com a falta de padres e, em um contexto político extremamente polarizado, parece ainda não ter encontrado o ponto certo para se posicionar de forma contundente frente a questões importantes para o século 21.
Placa escrito "Sem Refugiados" e uma bandeira dos EUA em uma cerca na fronteira do país (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Membros de uma igreja da Carolina do Norte estão pedindo ao governo Trump que não deporte quase duas dúzias de refugiados cristãos do Afeganistão depois que eles receberam ordens de deixar os Estados Unidos poucos dias antes de seus pedidos de asilo serem ouvidos por um juiz.
Julie Tisdale, uma estudante de seminário que frequenta a Igreja dos Apóstolos em Raleigh, está entre os membros de sua igreja que têm se manifestado em nome dos cristãos afegãos que foram obrigados a deixar o país dentro do prazo que expirou há cerca de uma semana.
“Temos defendido a causa junto a membros do Congresso e senadores”, disse ela em entrevista ao The Christian Post. “Tivemos algumas conversas com a equipe que trabalha com questões de imigração nesses escritórios. Então, em termos de advocacy, eu diria que isso tem sido o principal, assim como algumas questões da mídia.”
Em um artigo de opinião publicado pelo The Christian Post na semana passada, Tisdale lamentou que cristãos afegãos que frequentavam sua igreja tenham recebido e-mails informando que tinham sete dias para deixar o país. Os refugiados em questão chegaram aos EUA depois que a retirada das tropas americanas do Afeganistão levou o Talibã a assumir o controle do país, colocando os cristãos no país sob grave risco de perseguição e tortura.
Tisdale disse que todos esses indivíduos “foram considerados como enfrentando um medo crível e receberam status legal e documentado para estar no país, obter autorizações de trabalho, carteiras de motorista, alugar apartamentos — para fazer todas as coisas normais que precisam fazer para se sustentarem”.
“Suas jornadas para os Estados Unidos foram angustiantes, longas e complicadas, mas todos entraram legalmente nos EUA”, escreveu ela. “Na verdade, isso não é fácil. As autoridades de imigração entrevistam os indivíduos para avaliar se eles enfrentam um medo real de perseguição e tortura em seus países de origem.”
A aluna do seminário caracterizou seus esforços como “tentar apenas espalhar a palavra e garantir que uma ampla base de pessoas esteja ciente do que está acontecendo”.
“Muitas pessoas também escreveram cartas individuais para seus senadores e congressistas, ou fizeram ligações para seus escritórios”, disse ela.
Até agora, Tisdale diz que eles receberam “dois tipos de respostas”, que vão desde “respostas automatizadas que não abordam a questão que nos preocupa” até “reuniões pessoais, telefonemas, e-mails com membros da equipe que trabalham especificamente em questões de imigração nesses escritórios” que resultaram em “envolvimento significativo”.
‘Conexões pessoais’
Tisdale disse que um membro de sua igreja passou um tempo no Afeganistão e conhecia “muitas dessas pessoas”.
“Então, foi por meio de suas conexões pessoais que eles chegaram aos Apóstolos e começaram a se conectar com outros membros da igreja”, disse ela. “Então, tudo aconteceu de forma muito orgânica, por meio de relacionamentos pessoais.”
Tisdale expressou gratidão pelo fato de “nada ter acontecido” aos cristãos afegãos, embora quase uma semana tenha se passado desde o prazo final para eles deixarem o país.
“Continuamos buscando todos esses meios para tentar garantir que seu quadro jurídico e seu status legal aqui permaneçam claros. Eles sempre estiveram aqui legalmente. Sempre seguiram todas as regras e, portanto, buscamos esclarecimentos e garantias de que seu status legal não mudou”, disse ela.
“E, além dos nossos esforços para esclarecer a situação e garantir que eles tenham as garantias e a documentação de que precisam… nada mudou. Também estamos arrecadando dinheiro… para ajudar com as despesas legais deles. Portanto, contribuiremos para isso nas próximas semanas, meses, independentemente do tempo que levar para que seus pedidos de asilo sejam processados.”
Desde a retirada dos EUA do Afeganistão em 2021 e a consequente tomada do poder pelo Talibã, os cristãos afegãos têm estado entre aqueles que se reinstalaram nos EUA, além daqueles que ajudaram os militares americanos durante a guerra. No início deste mês, o Departamento de Segurança Interna dos EUA indicou que não renovaria o Status de Proteção Temporária para milhares de afegãos no país, com potenciais deportações que poderiam começar em maio. O governo Biden concedeu o Status de Proteção Temporária a pessoas que fugiram do Afeganistão em 2022.
O CP solicitou diversas declarações à Casa Branca e a diversas agências de imigração sobre os afegãos ligados à igreja de Tisdale. Nenhum comentário direto foi fornecido sobre esses indivíduos. Mas a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA reconheceu ao CP que “o CBP emitiu notificações encerrando a liberdade condicional para indivíduos que não possuem status legal para permanecer”. A agência acrescentou: “Este processo não se limita aos usuários do CBP One e não se aplica atualmente àqueles em liberdade condicional por meio de programas como [Unindo pela Ucrânia] e [Operação Aliados Bem-vindos]”.
A Operação Aliados Bem-vindos, iniciada em 2021, é um programa para afegãos vulneráveis que se reinstalaram nos Estados Unidos.
O Afeganistão é o 10º pior país do mundo em termos de perseguição a cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas Internacional. A maioria dos cristãos no Afeganistão são convertidos do islamismo, o que torna a prática da fé em público quase impossível, afirma o grupo.
A organização evangélica de ajuda humanitária Samaritan’s Purse ajudou a conectar centenas de afegãos que se reinstalaram nos EUA com igrejas que podem atender às suas necessidades.
O Rev. Franklin Graham, que lidera a Samaritan’s Purse e é filho do lendário evangelista Billy Graham, também manteve contato com líderes em Washington sobre o assunto.
“Conversei com o senador Lindsey Graham sobre isso esta semana e sei que outros líderes em Washington estão discutindo essa questão com o presidente”, disse ele em comunicado à WORLD. “Também me disseram que o prazo foi prorrogado para que os casos sejam analisados. Agradeço os esforços para tentar ajudar os cristãos afegãos neste país.”
Em uma carta à secretária do DHS, Kristi Noem, na quarta-feira, o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, expressou preocupação com a revogação das proteções para cristãos que fogem do Afeganistão, pedindo uma pausa de 90 dias.
“Esses refugiados, muitos dos quais já solicitaram asilo e possuem documentação de liberdade condicional legal, enfrentam uma ameaça crível de prisão, tortura ou morte se forem devolvidos ao Afeganistão controlado pelo Talibã”, escreveu Raffensperger.
Tisdale disse que os refugiados que frequentam sua igreja se reúnem em seu prédio há pouco mais de um ano e dizem que realizam estudos bíblicos e cultos em sua língua nativa.
“Aqueles que têm um melhor domínio do inglês também se juntam a nós e adoram conosco”, disse ela.
“Nós os conhecemos um pouco”, acrescentou. “Temos várias pessoas em nossa congregação que trabalham com refugiados de alguma forma ou simplesmente estão interessadas e preocupadas, então foi uma adaptação bem natural para nós.”
Identificando os 22 refugiados como uma mistura de famílias e indivíduos, ela enfatizou que “eles são inteiramente ou, pelo menos, principalmente autossuficientes”.
“Alguns deles que conheço terão audiências iniciais já no mês que vem, mas essas são audiências iniciais, não audiências finais”, detalhou ela, dizendo que o sistema está “sobrecarregado”.
“Não tenho certeza se há realmente um limite para o tempo que isso pode levar”, continuou ela. “Eles estão considerando processos longos.”
Enfrentando a morte “certa”
Tisdale expressou certeza de que, se fossem deportados para o Afeganistão, os refugiados seriam torturados e mortos.
“E eles sabem disso porque já foram torturados por nenhum crime além da conversão”, disse ela. “Eu ouvi essas histórias em primeira mão. Ouvi as histórias sobre como as autoridades foram informadas da conversão deles e os prenderam prontamente. Eles desapareceram por dias, semanas, possivelmente mais.”
“Eles sofreram todos os tipos de tortura enquanto estavam na prisão e, tendo sofrido isso uma vez, se fossem devolvidos, não haveria como o Talibã permitir que sobrevivessem”, previu ela. “Não seria uma morte rápida. Seria uma tortura significativa, e eles morreriam.”
Ela elogiou os refugiados que frequentam sua igreja como “pessoas boas e normais, cristãos que vivem em paz e tranquilidade”.
“Eles são autossuficientes. Só querem trabalhar e ter a chance de viver uma vida sem medo”, disse ela. “Não estão pedindo nada de extraordinário. Não são pessoas que cometeram qualquer tipo de crime. Eles simplesmente querem viver e poder exercer sua fé.”
“Faça o que é bom”
Citando as instruções de São Paulo em Romanos 13 para “fazer o bem” e “não temer quem está em autoridade”, Tisdale disse: “Esses cristãos afegãos têm feito e continuam fazendo o bem”.
“Ninguém que enfrente medo real de perseguição e tortura em seu país de origem deve, depois de fugir para os Estados Unidos, ser forçado a viver com medo aqui”, afirmou ela.
“Os refugiados que estão seguindo a instrução de Paulo de ‘aspirar a viver em paz, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos, para que possam andar com dignidade diante dos estrangeiros e não dependam de ninguém'” estão “vivendo com medo”, disse ela.
Ela acredita que a ordem para os cristãos do Afeganistão deixarem o país vai contra os princípios americanos: “um país que convida as ‘massas amontoadas que anseiam por respirar livremente'”.
“No cerne da nossa identidade estão os ideais fundadores de liberdade, liberdade religiosa e justiça. Na Declaração de Independência, Jefferson escreve que todos os homens são dotados por Deus com o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade, e que os governos são instituídos entre os homens com o propósito de garantir esses direitos. É isso que pedimos agora ao governo dos EUA”, afirmou. “Esses cristãos afegãos não pedem nada além da chance de buscar a vida, a liberdade e a felicidade.”
Tisdale pediu aos cristãos que “orem por misericórdia e escrevam aos seus senadores, representantes e à Casa Branca” em nome dos refugiados cristãos, acrescentando: “Nossa maior esperança de ajudar nossos irmãos e aliados é fazer com que nossas vozes coletivas sejam ouvidas”.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Desde 2018, uma onda de violência propagada por grupos extremistas islâmicos invadiu a região norte de Moçambique e ceifou a vida de centenas de pessoas. Os radicais destroem tudo por onde passam sob o pretexto de implantar um governo baseado na sharia (conjunto de leis islâmicas). Assim, os cristãos são considerados inimigos, que devem ser destruídos, assim como suas comunidades e igrejas.
Em janeiro de 2024, o Estado Islâmico criou a campanha contra cristãos chamada “Mate-os onde quer que os encontre”. Os extremistas foram encorajados a assassinar os seguidores de Jesus e isso resultou em ataques generalizados no país. Algumas imagens de mortes e propriedades destruídas foram veiculadas na revista semanal do grupo extremista, chamada Al-Naba.
Os pastores Antônio* e Paulo* viram tudo mudar com a chegada dos insurgentes islâmicos na província de Cabo Delgado do Norte. “Antes daquele primeiro ataque, a vida estava boa. As relações entre cristãos e muçulmanos eram boas. Vivíamos como amigos nas mesmas comunidades”, testemunha o pastor Paulo.
Perseguidores ao lado
Os soldados do grupo extremista não eram pessoa desconhecidas, alguns homens viviam na aldeia e outros são filhos de vizinhos que o pastor viu crescer. Eles se desiludiram com promessas vazias de ter trabalho, esperança no futuro e buscam ascender na vida por meio do radicalismo religioso.
Em resposta à ascensão de grupos extremistas, o governo moçambicano restringiu a liberdade religiosa dos cristãos e limitou a educação cristã e as expressões públicas de fé. Além disso, comunidades cristãs estão em meio aos conflitos entre as forças governamentais e os jihadistas. O resultado de tamanha violência é que os sobreviventes foram obrigados a fugir de suas casas e comunidades.
Apesar de enfrentar perseguição, os cristãos no Norte de Moçambique se mantêm firmes em Jesus. “Ore para que Deus aumente nossa fé e compreensão de sua palavra para que possamos ensiná-la aos outros”, pede o pastor Paulo.
Os cristãos sobreviventes de ataques extremistas procuram igrejas locais para socorrê-los. Mas muitas comunidades de fé não têm preparo e nem recursos para isso. Faça uma doação e capacite igrejas moçambicanas para apoiar e treinar nossos irmãos na fé.
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Mais de 9 mil crimes contra igrejas e outros locais de culto foram registrados no Reino Unido ao longo dos últimos três anos, conforme levantamento realizado pela organização Countryside Alliance.
A pesquisa foi feita durante uma campanha de conscientização sobre o aumento da criminalidade em templos situados em áreas rurais. Para isso, a entidade analisou informações fornecidas por 33 das 45 forças policiais do país.
De acordo com os dados, entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, foram contabilizados 9.148 registros de crimes em igrejas, incluindo casos de furto, roubo, vandalismo, agressão e danos criminais. Isso representa uma média de pelo menos oito ocorrências por dia ao longo do período analisado.
Entre os registros, estão 179 furtos de chumbo e metal, 3.758 furtos e roubos diversos, 3.237 atos de vandalismo, danos ou incêndio criminoso e 1.974 casos de violência.
As regiões com maior incidência foram West Yorkshire, Kent e Grande Manchester, todas na Inglaterra. Em West Yorkshire, os crimes em igrejas incluíram quase 100 casos de perseguição e assédio, além de um episódio de tráfico de drogas e 11 denúncias de estupro, além de outros crimes de natureza sexual.
“Ataques horríveis a igrejas e locais de culto continuam acontecendo em todo o país. Ladrões e criminosos os tratam como alvos fáceis, roubando descaradamente e causando danos criminosos a esses pontos focais de nossas comunidades”, afirmou Mo Metcalf-Fisher, diretor de Assuntos Externos da Countryside Alliance.
“Igrejas e locais de culto são o coração pulsante de muitas cidades e vilas rurais. Eles devem ser lugares de santidade, consolo e refúgio. Cada vez mais, no entanto, eles parecem estar sendo submetidos a terríveis atos de crime regularmente”, acrescentou.
A organização também divulgou dados relativos ao período de sete anos, entre 2017 e 2024, que somam 39.544 crimes registrados contra igrejas. Nesse total, constam 15.506 furtos, 11.253 casos de vandalismo e incêndios criminosos, além de 4.568 ocorrências de violência.
Diante da situação, a Countryside Alliance solicitou que o governo implemente um plano nacional de segurança e proteção para os locais de culto na Inglaterra e no País de Gales.
“Roubar ou danificar quaisquer locais de culto, edifícios históricos e locais culturais é abominável. As igrejas são importantes para muitas comunidades em todo o país e esses crimes afetam diretamente as pessoas que visitam, adoram e desfrutam desses espaços. São ataques ao nosso patrimônio nacional e local e podem causar danos insubstituíveis”, declarou a policial Rachel Nolan, líder do Conselho Nacional de Chefes de Polícia para Crimes Patrimoniais.
Metcalf-Fisher concluiu: “Não podemos permitir que esses lugares queridos continuem desprotegidos contra as maquinações de criminosos – é vital que o público fique atento e relate quaisquer problemas à polícia”.
Fonte: Guia-me com informações de Countryside Alliance
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
A preocupação está crescendo na Nigéria com as ameaças a dois líderes cristãos, Wilfred Anagbe e Remegius Ihulya, que testemunharam perante o Congresso dos Estados Unidos sobre os assassinatos em massa de seguidores de Jesus na Nigéria. Isso ocorreu em meio ao aumento de assassinatos e ataques a comunidades cristãs antes da Páscoa, na última semana.
Foi revelado que depois da declaração, Anagbe foi avisado pelo Ministério das Relações Exteriores da Nigéria para “tomar cuidado com suas palavras” antes de falar. Avisos anônimos separados foram passados também a Ihulya. Uma mensagem afirmava que “poderia haver” um mandado de prisão para o líder cristão. No entanto, a origem dos avisos permanece misteriosa.
O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria tentou se defender, acusando os clérigos de deturpações. “Seus testemunhos deturpam os fatos e simplificam demais um desafio nacional profundamente complexo”, disse o Ministério das Relações Exteriores, depois de reconhecer as falas como um direito de liberdade de expressão garantido pela Constituição nigeriana, mesmo que não concorde com elas.
Fato é que o governo da Nigéria não consegue lidar com a violência contra cristãos causada pela perseguição religiosa. A recorrência de casos de sequestro como os de Chibok e de Leah Sharibu, ou os ataques em série que deixam milhares de mortos, feridos e sobretudo deslocados internos são reflexo das carências da comunidade cristã no país. Os que se levantam para denunciar essa realidade, como Deborah Samuel e Rhoda Jatau, perdem suas vidas, a liberdade, ou, como no caso dos dois líderes cristãos recentemente, se tornam alvos de ameaças e opressão.
Apesar dos desafios recentes, os cristãos viram como uma vitória a declaração recente do tribunal regional da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental reconhecendo as leis de blasfêmia da Nigéria como ilegais. A lei era usada regularmente para provocar execuções por multidões nas ruas, no Norte da Nigéria, daqueles considerados violadores da sharia.
Família de cristãos na República Democrática do Congo (Foto: Portas Abertas)
Os acampamentos onde os cristãos deslocados vivem na República Democrática do Congo costumam ter barracas de madeira dispostas em longas fileiras. Os telhados de zinco tornam o abrigo mais quente e o barulho de crianças chorando ecoam pelas estruturas.
A organização Save The Children estima que 130 mil pessoas foram forçadas a fugir de casa na província de Kivu do Norte em apenas um mês. Desde 2022, mais de 2,6 milhões de pessoas foram deslocadas na região em razão da violência.
Jerome (pseudônimo) e a família vivem no campo de Oicha. Eles tiveram que fugir de sua comunidade após as Forças Democráticas Aliadas (ADF) assassinarem um de seus filhos e destruir sua casa e plantação.
Mesmo na relativa segurança do campo de deslocados internos, a vida é muito difícil. Não há apoio suficiente do governo, nem de pessoas e organizações. A única coisa que as igrejas conseguiram fornecer foram os lugares onde pudessem construir seus acampamentos. Mas elas não têm recursos para alimentá-los ou supervisionar escolas.
“Conseguir comida é o nosso principal problema agora que estamos deslocados, porque não temos onde plantar. A situação é muito ruim. Se a vida continuar assim… será difícil viver”, reconhece o cristão.
As consequências do sofrimento
As dificuldades enfrentadas no campo de deslocados minou a fé de muitos cristãos na RDC: “As pessoas não pensam mais em ir à igreja. É difícil controlar [nossos filhos]. Quando [você] aconselha uma criança por um tempo, mas ela vê que você não tem a capacidade de ajudá-la, a criança fica orgulhosa [e para de ouvir]”. Jerome conclui que o deslocamento resultou em adolescentes engravidando, usando drogas e roubando.
Apesar do sofrimento, Jerome se mantém firme no Senhor e se apega ao salmo 35: “Defende-me, Senhor, dos que me acusam; luta contra os que lutam comigo. Toma os escudos, o grande e o pequeno; levanta-te e vem socorrer-me”.
Filme de animação "O Rei dos Reis" chegou na quinta (17) aos cinemas. Foto: Divulgação.
Os cinemas brasileiros já estão exibindo uma produção cinematográfica que promete tocar os corações e despertar a fé do público de todas as idades. Trata-se de “O Rei dos Reis”, uma animação que reconta a história de Jesus Cristo de uma maneira inédita e encantadora: através dos olhos curiosos e da imaginação de uma criança.
O filme apresenta uma abordagem sensível e lúdica da vida de Jesus, narrada por Charles Dickens em sua tentativa de construir uma ponte afetiva com seu filho de cinco anos, Walter. Ao compartilhar a história do Messias, Dickens não apenas busca aproximar-se do filho, mas também oferece ao público uma nova perspectiva sobre uma das narrativas mais importantes da história da humanidade.
Antes mesmo de sua estreia em terras brasileiras, “O Rei dos Reis” já conquistou um feito notável nos Estados Unidos. A animação alcançou a maior estreia de um filme bíblico animado no país, arrecadando impressionantes US$ 19 milhões em seus três primeiros dias de exibição. Esse desempenho superou o recorde anterior de “O Príncipe do Egito” (1998), um clássico do gênero que arrecadou US$ 14 milhões no mesmo período.
A expressiva bilheteria americana demonstra o potencial da animação em atrair um público amplo, que busca tanto entretenimento de qualidade quanto mensagens inspiradoras e edificantes. Com uma narrativa envolvente e uma animação caprichada, “O Rei dos Reis” promete ser uma experiência cinematográfica inesquecível para toda a família.