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Extremistas islâmicos mataram mais de 22 mil pessoas na África em 2024; maioria era cristã

Cristãos em momento de adoração no Oeste da África (Foto: Reprodução)
Cristãos em momento de adoração no Oeste da África (Foto: Reprodução)

Grupos militantes islâmicos ampliaram sua atuação na África, provocando mais que o dobro de mortes relacionadas à violência em áreas específicas do continente, segundo análise do Centro Africano de Estudos Estratégicos (ACSS).

O estudo foi divulgado em meio a um ataque brutal contra cristãos na cidade de Komanda, no leste da República Democrática do Congo, pelas Forças Democráticas Aliadas, grupo militante vinculado ao ISIS (Estado Islâmico no Iraque e na Síria) e ISIL (Estado Islâmico no Iraque e no Levante).

A organização terrorista reivindicou a autoria do massacre de 43 cristãos dentro da igreja, além de incendiar lojas e casas. Dias antes, também assumiu a responsabilidade por outro atentado, ocorrido no início de julho, que deixou 66 mortos na província de Ituri, próxima à fronteira com Uganda.

Ao longo do ano encerrado em 30 de junho, dez grupos militantes islâmicos foram responsáveis pela morte de 22.307 pessoas – em sua maioria cristãos – nas regiões da África Ocidental, Oriental e Central.

Recentemente, o pastor Franklin Graham denunciou o silêncio do mundo diante do massacre de cristãos na África:

“Enquanto as notícias se concentram em tarifas e outras coisas, o mundo está estranhamente silencioso sobre o massacre de cristãos na República Democrática do Congo (RDC) por jihadistas muçulmanos”, escreveu Graham nas redes sociais.

Violência letal

A análise revela que, desde 2023, os grupos intensificaram o uso de violência letal, resultando em um aumento de 60% nas mortes em comparação com o período de 2020 a 2022.

“Quase metade das mortes (10.685) no ano passado ocorreram no Sahel”, uma vasta região que abrange 10 países, como Mali, Chade, Nigéria, Burkina Faso e Camarões.

“Juntamente com a Bacia do Lago Chade, essas três regiões (incluindo a Somália) são responsáveis por 99% das mortes relacionadas a militantes islâmicos na África no último ano”, afirmou o estudo, que também mapeou como os grupos militantes expandiram seu domínio territorial no continente.

“Em toda a África, estima-se que 950.000 quilômetros quadrados (367.000 milhas quadradas) de territórios povoados estejam fora do controle governamental devido a insurgências de militantes islâmicos. Isso equivale ao tamanho da Tanzânia.”

Militantes islâmicos

Segundo o estudo, grupos militantes islâmicos foram responsáveis por mais de 150.000 mortes na África ao longo da última década.

A partir de 2022, o Al Shabaab intensificou sua atuação na Somália, enquanto facções ligadas ao JNIM (Jama’at Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin) ampliaram suas ofensivas no Sahel – ambas as regiões registraram mais de 49.000 mortes cada.

Já os países da Bacia do Lago Chade contabilizaram cerca de 39.000 vítimas no mesmo período.

A instabilidade política no Sahel tem impulsionado a violência militante, elevando a média anual de mortes para 10.500 nos últimos três anos, um aumento de sete vezes em relação a 2019.

“O ritmo e a escala da violência no Sahel são provavelmente ainda maiores do que os relatados, dado que as juntas militares que tomaram o poder no Mali, Burkina Faso e Níger restringiram o acesso da mídia na região, que é a principal fonte de dados sobre o conflito”, afirma o estudo publicado em 28 de julho.

Mídias sociais, drones e inteligência artificial

Com até 7.000 militantes, a rede JNIM é responsável por mais de 80% das mortes registradas no Sahel, especialmente nas regiões norte, central e sul do Mali, além do sul de Burkina Faso, onde atualmente controla mais da metade do território.

Recentemente, os grupos têm ampliado o uso de mídias sociais, drones e inteligência artificial para recrutar novos militantes, difundir propaganda e enfrentar forças militares na Nigéria, Mali e Burkina Faso.

No Mali, o JNIM tem divulgado vídeos alegando abusos das forças de segurança contra membros da comunidade Fulani, buscando se posicionar como “defensor das populações marginalizadas”

Em contrapartida, as forças governamentais acusam essa comunidade de colaborar com os militantes. O estudo atribui cerca de 17.700 mortes de civis às ações das forças estatais e seus aliados.

O avanço dos ataques do Al Shabaab, com base na Somália, provocou 6.224 mortes entre 2024 e 2025. Com uma receita estimada em US$ 200 milhões – oriunda de extorsões, pedágios e pirataria – o grupo rivaliza com a arrecadação interna do país, o que tem impulsionado o recrutamento de combatentes, atualmente estimados entre 7.000 e 12.000.

Um ponto de alerta crescente é a expansão do Estado Islâmico na Somália (EIS), que, segundo as Nações Unidas, passou a funcionar como centro administrativo e financeiro do ISIS em escala global.

Fonte: Guia-me com informações de Christianity Daily

Morre reverendo Wildo Gomes, fundador da Missão Vida, aos 62 anos

Reverendo Wildo dos Anjos morre aos 62 anos e deixa mensagem póstuma. (Foto: Missão Vida/Divulgação)
Reverendo Wildo dos Anjos morre aos 62 anos e deixa mensagem póstuma. (Foto: Missão Vida/Divulgação)

“Hoje é o dia mais feliz da minha vida”. A mensagem póstuma, escrita há 10 anos pelo reverendo Wildo Gomes dos Anjos, fundador da Missão Vida, e divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira (06), reflete bem seu ministério de fé. Ele morreu nesta madrugada, em Anápolis, Goiás.

Wildo tinha 62 anos e faleceu enquanto dormia. A família confirmou que a causa foi um infarto fulminante. Conhecido nacionalmente pelo trabalho social e missionário com pessoas em situação de rua, dependentes químicos e famílias em vulnerabilidade, Wildo deixa esposa, quatro filhos e um legado de mais de quatro décadas de dedicação à restauração de vidas por meio do Evangelho.

Nascido em 1963 na cidade de Corumbá de Goiás, mudou-se ainda bebê para Anápolis, onde viveu por toda a vida e iniciou seu ministério. Em 1983, com apenas 20 anos, fundou a Missão Vida. O projeto cresceu e hoje está presente em todas as regiões do Brasil, com unidades em sete estados e no Distrito Federal.

A instituição acolhe homens e famílias em situação de rua, oferece alimentação, abrigo, acompanhamento espiritual e psicológico, e promove programas de capacitação profissional e reinserção social. O trabalho é sustentado majoritariamente por doações e pelo apoio de igrejas e voluntários.

Além do trabalho social, o reverendo Wildo era conferencista, apresentador de programas de rádio e TV, pregador em igrejas de diferentes denominações e incentivador de missões urbanas. Também atuou como servidor público, presidiu conselhos e comissões voltadas à assistência social e foi reconhecido por diversas instituições pela contribuição ao combate à desigualdade e à marginalização.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Missão Vida compartilhou uma mensagem escrita por Wildo há cerca de dez anos. O texto, preparado por ele mesmo como despedida, revela a serenidade e a firmeza de sua fé. Nele, o reverendo afirma que o dia de sua morte é o mais feliz da sua vida, por finalmente ter se encontrado com seu Salvador.

Momento planejado

Escreveu que planejou todos os detalhes de seu velório junto com Ivanete, a secretária que chamava de filha do coração e fiel escudeira. Pediu para permanecer guardado por dois dias, a fim de dar tempo para que todos os que o amam possam comparecer ao culto fúnebre e ao sepultamento.

Disse que todos que contribuíram com a Missão Vida ou que estiveram presentes em momentos importantes de sua vida estavam convidados. Finalizou com uma frase que carrega o tom direto que sempre marcou sua personalidade, afirmando que aqueles que nunca o amaram, não deveriam ir.

A equipe da Missão Vida lamentou profundamente a perda de seu fundador e reafirmou o compromisso de seguir com os projetos e ações conforme a visão deixada por ele. Igrejas, lideranças evangélicas e instituições parceiras manifestaram pesar e gratidão nas redes sociais. O legado de fé, serviço e compaixão de Wildo dos Anjos permanece como referência no cenário cristão brasileiro.

Confira a mensagem póstuma deixada pelo reverendo 

“Hoje é o dia mais feliz da minha vida! Me encontrei com meu Salvador! Há cerca de 10 anos preparei junto com minha secretária, filha do coração e fiel escudeira Ivanete o programa do meu velório. Todos os que contribuem ou contribuíram com a Missão Vida, (…) enfim todos os que me amam ou me amaram estão convidados. Você que nunca me amou, não venha! Passou o tempo”.

Reverendo Wildo Gomes dos Anjos

Fonte: Comunhão

Livros cristãos para presentear e inspirar pais a liderar com propósito

Pai e filha lendo livro (Foto: Canva Pro)
Pai e filha lendo livro (Foto: Canva Pro)

O papel de ser pai carrega alegrias, desafios e uma grande responsabilidade espiritual. Mais do que prover sustento ou proteção, a figura paterna exerce um papel vital na formação emocional, espiritual e moral dos filhos. Seja você um pai de primeira viagem, um líder em busca de propósito ou alguém que deseja se reconectar com sua missão familiar, esta seleção de livros é para você.

Pensando nisso — e em homenagem ao Dia dos Pais (celebrado neste 2º domingo de agosto) — o site cristão Comunhão reuniu sete livros cristãos que oferecem orientação, inspiração e suporte prático para pais em diferentes estágios da jornada. Entre as obras selecionadas estão títulos de autores como René Breuel, Telmo Martinello, Cassiana Tardivo, Luciano Subirá, Larry Titus e outros.

Abaixo, conheça mais sobre cada um desses livros e saiba onde encontrá-los.

1. Não é fácil ser pai – René Breuel

Com uma escrita leve, mas profunda, René Breuel compartilha suas experiências como pai de forma honesta e cativante.

Através de relatos pessoais, o autor oferece apoio emocional e espiritual aos pais de primeira viagem, ajudando-os a rir de seus erros e a lidar com os medos comuns da paternidade com mais empatia e confiança. 

Onde encontrar: Amazon.

2. Seja Homem – Telmo Martinello

Este livro é um chamado à verdadeira masculinidade cristã. Telmo Martinello convida homens a resgatarem seu papel como líderes espirituais dentro do lar, baseados na humildade, responsabilidade e compromisso com Deus.

Uma leitura essencial para pais que desejam deixar marcas eternas em suas famílias e na sociedade. 

Onde encontrar: Amazon.

 

3. Como Flechas – Luciano e Kelly Subirá

Inspirado no Salmo 127, este livro propõe uma abordagem prática e bíblica sobre a criação de filhos. Luciano e Kelly Subirá compartilham princípios que ajudam os pais a prepararem seus filhos para o propósito de Deus.

O diferencial é a escrita conjunta do casal e as participações dos filhos, tornando a leitura ainda mais rica. 

Onde encontrar: Amazon. 

4. O Homem Completo – Larry Titus

Com base no conceito bíblico do homem “teleios” — completo e maduro —, Larry Titus orienta os leitores a viverem plenamente o projeto de Deus em todas as áreas da vida.

Um guia espiritual e prático para homens que desejam refletir a imagem de Cristo como maridos, pais e líderes. 

Onde encontrar: Amazon. 

5. Resgate seu filho das telas – Cassiana Tardivo

A autora une fundamentos bíblicos e ciência para abordar um tema urgente: a exposição das crianças às telas.

Mais do que impor limites, ela ensina os pais a se tornarem referências seguras na vida dos filhos, fortalecendo vínculos e equilibrando o uso da tecnologia com os valores da fé cristã. 

Onde encontrar: Amazon. 

6 – Famílias Indestrutíveis – Pastor Rafael Nery 

Em “Famílias Indestrutíveis”, publicado pela Editora Vida, o pastor Rafael Moura Nery destaca a sacralidade dessa instituição, ancorada na relação entre Cristo e a igreja. Nery, um ex-militar que escolheu o ministério pastoral, compartilha insights valiosos sobre o casamento, recomendando a leitura a pastores, seminaristas, professores e o público em geral. O livro aborda o casamento como algo sagrado, focando em Jesus como o cerne desse importante aspecto da vida, oferecendo orientação e inspiração para fortalecer e edificar famílias. 

Onde Encontrar: Amazon.

7- Homens mais parecidos com Jesus – David J. Merkh

Em um mundo repleto de distorções sobre o que é ser homem, David Merkh aponta para o único modelo seguro e eterno de masculinidade: Jesus. Nesta obra transformadora, o autor desafia os leitores a não apenas imitarem as atitudes de Cristo, mas a desenvolverem o Seu caráter de forma profunda e duradoura.

O livro aborda com sensibilidade e firmeza temas como liderança familiar, serviço à comunidade, vida espiritual e decisões do dia a dia — tudo com base na vida do Filho de Deus. Ideal para pais que desejam liderar com amor, sabedoria e propósito eterno. 

Onde encontrar: Amazon. 

Fonte: Comunhão

Ed René Kivitz deixa presidência da IBAB após 36 anos

Pastor Ed Rene Kivitz
Pastor Ed Rene Kivitz

O pastor Ed René Kivitz anunciou oficialmente, nesta segunda-feira (4), sua saída do cargo de pastor presidente da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), em São Paulo. A decisão foi comunicada nas redes sociais, um dia após a despedida realizada no culto de domingo (3).

Com mais de três décadas de liderança à frente da IBAB, Kivitz afirmou ter chegado a esse novo momento de sua vida e ministério com sentimento de realização plena e gratidão.

“Depois de 36 anos nos quais me dediquei a cooperar para construir uma igreja viva e relevante, fiel ao Evangelho e à missão redentora de Deus em Jesus Cristo, nosso Senhor, chego nesse momento absolutamente realizado, e com o coração cheio de gratidão”, escreveu.

Apesar de deixar a presidência, Ed René não se desligará da igreja. Segundo ele, continuará servindo à IBAB como presbítero, conselheiro e assessor do novo pastor presidente, além de manter sua atuação como pregador no púlpito aos domingos.

“Alegremente passo a exercer essas novas funções. Ao Kenner Terra, novo pastor presidente da IBAB, todo meu apoio e orações pela bênção de Deus sobre sua vida e ministério”, declarou.

Em tom de despedida, o pastor também reiterou seu amor pela comunidade que liderou por mais de três décadas:

“À IBAB, minha renovada declaração de amor. Sigo fazendo o caminho de Jesus, do jeito de Jesus, na companhia de Jesus.”

Referência entre os evangélicos progressistas e respeitado por seu trabalho teológico e pastoral, Kivitz deixa um legado de influência espiritual e intelectual à frente da IBAB, marcada por sua abertura ao diálogo, atuação social e compromisso com uma fé centrada em Jesus Cristo.

A transição de liderança acontece em um momento de estabilidade e maturidade institucional da igreja. Kenner Terra, agora à frente da presidência, assume com o apoio explícito do antecessor e da comunidade local.

Ed René finalizou sua mensagem com uma citação bíblica de louvor e confiança:

“Ao Deus que nos guarda de tropeçar para nos apresentar santos e inculpáveis diante da sua glória, ao único Deus, Salvador, por meio de Cristo, o Senhor — majestade e glória, poder e reino, antes e agora, e para todo sempre. Amém.”

Fonte: Fuxico Gospel

Pesquisador brasileiro diz que imagem no “Santo Sudário” não é de um ser humano real

Pesquisador e designer 3D brasileiro revela que a imagem no "Santo Sudário" não foi impressa por um corpo humano. (Crédito: Cícero Moraes)
Pesquisador e designer 3D brasileiro revela que a imagem no "Santo Sudário" não foi impressa por um corpo humano. (Crédito: Cícero Moraes)

O Sudário de Turim ou Santo Sudário continua dividindo opiniões, com a mais recente revelação sendo a afirmação de um pesquisador brasileiro de que o objeto é uma “obra-prima da arte cristã” e não uma relíquia genuína.

Diz-se que o sudário, descoberto em 1354, na França, é o pano usado para envolver o corpo de Jesus quando ele foi descido da cruz. Ele traz a imagem do rosto de um homem, que alguns acreditam ser a marca milagrosa do rosto de Jesus.

Os que acreditam na autenticidade da vestimenta apontaram a precisão e a exatidão anatômica da representação como estando além das dos artistas medievais. Outros apontam para amostras de pólen originárias do Oriente Médio e amostras de sangue consistentes com as de um homem que foi crucificado.

Os oponentes, no entanto, observam que a datação por carbono do artefato coloca sua criação em algum momento nos séculos XIII ou XIV, algo que condiz com a falta de qualquer registro histórico da existência do sudário antes dessa época.

Cícero Moraes, designer e pesquisador 3D brasileiro, contribui com sua própria visão para o debate. Moraes tentou recriar digitalmente o sudário por meio de dois métodos: um com um corpo humano real e o outro com uma escultura em relevo.

Foi a escultura em relevo, e não o corpo humano, que apresentou a maior semelhança com o Sudário de Turim, sugerindo que o sudário original foi criado como uma obra de arte, e não envolvido em um cadáver real.

Moraes, que publicou seu trabalho no periódico Archaeometry , disse: “A imagem do Sudário é mais consistente com uma representação artística em baixo relevo do que com a impressão direta de um corpo humano real”.

Em declarações à Live Science , ele disse: “A imagem no Sudário de Turim é mais consistente com uma matriz de baixo relevo.

“Tal matriz poderia ter sido feita de madeira, pedra ou metal e pigmentada — ou mesmo aquecida — apenas nas áreas de contato, produzindo o padrão observado.”

Folha Gospel com informações de Olhar Digital e The Christian Today

Oficina G3 confirma novo álbum para 2026

Banda Oficina G3 (Foto: instagram/@oficinag3)
Banda Oficina G3 (Foto: instagram/@oficinag3)

A banda de rock gospel Oficina G3 confirmou que lançará um novo álbum com músicas inéditas em 2026, encerrando um hiato de 12 anos desde o último trabalho autoral, Histórias e Bicicletas, de 2013.

O anúncio foi feito nesta semana por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, que também marca a reta final da DDG Tour, turnê comemorativa dos 15 anos do álbum Depois da Guerra, vencedor do Grammy Latino em 2009.

As informações são do site Fuxico Gospel.

Três anos atrás decidimos voltar ao ponto de partida. Anunciar Jesus, com verdade, com a nossa música”, diz o comunicado narrado no vídeo. “O desejo era claro: celebrar, reunir os de casa e voltar para a estrada.”

O vídeo também faz um retrospecto dos últimos anos da banda, destacando momentos de grande impacto emocional, como a Tour Humanos, que chegou a virar filme e reuniu ex-integrantes como PG, Manga, Walter Lopes, Déio Tambasco, Alexandre Aposan, entre outros. Segundo a banda, foi um tempo de “alegria, cura e perdão”, marcado por reencontros e reconciliações históricas com o público e entre os próprios membros.

Outro momento lembrado foi a turnê NADOQ Indy, voltada para os clássicos da banda:

“Voltamos aos hits que nunca saíram da nossa memória. Uma super dose de nostalgia que encheu o nosso coração.”

Em tom sincero, a banda também chegou a mencionou o que pode ser a ausência de Mauro Henrique, vocalista das fases mais recentes do Oficina, que optou por não participar da DDG Tour:

“A gente tinha um plano, mas Deus reescreveu tudo. No meio do caminho, algo mudou. Mas Deus esteve lá, em cada detalhe invisível.”

Mesmo com os ajustes inesperados, a banda destaca que os últimos três anos foram intensos e bem-sucedidos, com centenas de shows e milhares de pessoas impactadas.

Novo álbum, novos nomes e expectativas

“O Oficina G3 não está nem perto de parar. É hora de buscar algo novo.”, diz o vídeo.

Embora ainda sem título oficial, o projeto de 2026 já conta com uma imagem de divulgação. Na arte, aparecem os três membros oficiais — Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos — acompanhados das sombras de dois integrantes convidados, cujas identidades ainda não foram reveladas, gerando especulações entre os fãs.

Com mais de três décadas de história, a banda sinaliza que está entrando em uma nova fase criativa e espiritual, mantendo firme sua missão de anunciar o evangelho por meio da música.

“É hora de buscar algo novo”, conclui o vídeo — indicando que, para o Oficina G3, o fim da turnê não é encerramento, mas início de um novo capítulo.

Fonte: Fuxico Gospel

Igreja Anglicana da Nigéria rompe com a de Gales após nomeação de arcebispa lésbica

Arcebispa lésbica Cherry Vann (Foto: Igreja Anglicana no País de Gales)
Arcebispa lésbica Cherry Vann (Foto: Igreja Anglicana no País de Gales)

De acordo com a imprensa local, o Arcebispo da Igreja da Nigéria (como é conhecida a Igreja Anglicana no país), Henry Ndukuba, afirmou numa conferência realizada na terça-feira, na capital Abuja, que a escolha de uma mulher lésbica contradiz os ensinamentos da Bíblia.

Cherry Vann, que mantém uma união civil com outra mulher, Wendy Diamond, desde 2015, foi eleita 15º Arcebispo do País de Gales por uma maioria de dois terços no Colégio Eleitoral no final do mês passado.

Ndukuba rejeitou “a ação dos revisionistas da Igreja Ocidental do Reino Unido, concretamente da Igreja do País de Gales”, acusando-os de não recuarem na sua “agenda maligna”, mas de a intensificarem.

“A eleição de uma mulher lésbica não tem origem numa missão (…) Rejeitamos a eleição da reverenda Cherry Vann como arcebispa do País de Gales” e “rompemos todos os laços e relações com a Igreja do País de Gales”, afirmou o líder religioso.

Contudo, Ndukuba demonstrou apoio aos setores conservadores do anglicanismo galês através da Conferência Global do Futuro Anglicano (GAFCON, na sigla em inglês), um encontro de líderes e bispos anglicanos conservadores realizado de cinco em cinco anos.

Vann tornou-se, em 30 de julho, a primeira mulher a ocupar o cargo de arcebispa no Reino Unido, marcando um novo avanço para as mulheres e para a comunidade LGBTI (lésbicas, gays, transgênero, bissexuais e intersexo) na Igreja anglicana.

Ainda assim, as divisões no seio desta confissão, na qual as mulheres podem exercer o sacerdócio há pouco mais de três décadas, tornaram-se visíveis nos últimos tempos.

Em abril de 2023, mais de 1.300 líderes anglicanos reunidos no Ruanda para a GAFCON manifestaram a sua oposição a uma moção aprovada em fevereiro desse ano pelo Sínodo Geral, que permite abençoar casais homossexuais casados ou unidos em cerimónias civis, embora sem celebrar os seus casamentos.

Os setores mais conservadores de várias correntes cristãs vem ganhando força nos últimos anos na África, onde tem aumentado o discurso e a implementação de leis anti-LGBTI.

O continente africano abriga mais de 30 dos mais de 60 países no mundo que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo.

Líderes lamentaram nomeação

Líderes anglicanos criticaram duramente a nomeação de Cherry Vann, uma lésbica em união estável como a nova Arcebispa do País de Gales.

O Reverendíssimo Dr. Laurent Mbanda , Presidente do Conselho de Primazes da Gafcon, chamou sua eleição de um “ato de apostasia” e um “fracasso na liderança”.

Escrevendo aos membros da Gafcon, ele pediu aos anglicanos ortodoxos que “tomassem uma posição” contra a “pressão implacável dos revisionistas anglicanos que impõem descaradamente sua imoralidade à preciosa igreja de Cristo”.

“É com o coração pesado que escrevo a vocês sobre os acontecimentos graves em nossa amada Comunhão Anglicana”, disse ele.

“A decisão da Igreja no País de Gales de eleger o Reverendo Cherry Vann como Arcebispo e Primaz é mais um doloroso prego no caixão da ortodoxia anglicana.

“Ao celebrar esta eleição e seu relacionamento imoral entre pessoas do mesmo sexo, a Comunhão de Canterbury mais uma vez cedeu à pressão mundana que subverte a boa palavra de Deus.

“Porque a Bíblia é clara sobre aqueles que ‘trocam a verdade de Deus pela mentira’ ( Romanos 1:25 ).”

Ele acrescentou: “Devemos confrontar erros graves que comprometem a palavra gloriosa e autoritária de Deus sobre a sexualidade humana.

“Devemos nos manifestar e tomar uma posição.”

O Reverendíssimo Dr. Justin Badi Arama, Primaz do Sudão do Sul e Presidente da Global South Fellowship das Igrejas Anglicanas, lamentou que a “rejeição divisiva do ensino bíblico e anglicano histórico sobre casamento e sexualidade humana tenha continuado sem nenhuma restrição efetiva” desde a eleição do assumidamente gay Gene Robinson na Igreja Episcopal dos EUA em 2003.

Ele disse: “Os fiéis anglicanos do Sul Global lamentarão que o rompimento no tecido da nossa amada Comunhão esteja agora estabelecido no mais alto nível, mas isso também fortalecerá nossa determinação de restaurar as Escrituras ao seu lugar central em nossa vida juntos e construir relacionamentos de aliança por meio dos quais seremos capazes de reconhecer uns aos outros com alegria como parceiros na missão e membros da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.”

O Reverendíssimo Samy Fawzy, Arcebispo de Alexandria, também expressou sua “profunda tristeza” pela nomeação de Vann.

“Esta não é uma decisão local ou privada”, escreveu ele em uma carta à Diocese do Egito.

“É uma rejeição pública do ensinamento bíblico e da ordem católica. Os bispos servem não apenas localmente, mas como parte de uma comunhão global.”

Ele continuou: “A unidade não pode existir sem a verdade. Esta medida da Igreja no País de Gales torna extremamente difícil encontrar uma solução fiel e duradoura para as divisões dentro da Comunhão Anglicana.

“Enquanto muitos de nós trabalhamos diligentemente para discernir um caminho a seguir neste doloroso dilema, ações contínuas dessa natureza dificultam a reconciliação, aprofundam as fraturas e correm o risco de tornar nossos esforços infrutíferos.”

Folha Gospel com informações de Notícias Ao Minuto e The Christian Today

Pastor questiona os reais motivos dos ataques na Nigéria

Acampamento de cristãos deslocados em Benue, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Acampamento de cristãos deslocados em Benue, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Para entender a crise em Benue, Nigéria, é preciso conhecer a visão de quem vive ali e presenciou os ataques. Jonathan Ugbede é um reverendo e membro da Associação Cristã da Nigéria.

Leia abaixo, seu depoimento que mostra como estão os cristãos nigerianos em meio à onda de violência e perseguição:

A violência contra os cristãos na Nigéria é uma tentativa de islamização e acontece de diversas formas. Algumas pessoas estão dizendo que se trata de um conflito entre agricultores e criadores de cabras, mas essa não é a verdade. 
 
Os criadores são vistos com seu bastão de pastoreio levando seus rebanhos para pastar. O que nós estamos vendo são militantes armados que atacam pessoas enquanto elas dormem, as expulsam de casa e ocupam suas terras. 
 
Na Nigéria, especialmente na região centro-norte, os cristãos são a grande maioria. É nesse local onde os ataques estão concentrados. Mesmo que haja algum ataque fora dessa região, a dimensão é diferente.  
 
Para aqueles que acreditam que esse é um conflito entre criadores de cabra e agricultores, eu pergunto: quais criadores levam o rebanho para pastar à noite, que é quando os ataques acontecem? Se você expulsa uma comunidade de sua terra, qual o sentido de queimar as igrejas?  

A situação dos deslocados internos 

Há mais de dois milhões de pessoas deslocadas no estado de Benue, espalhadas em 13 acampamentos. Até 2023, não havia registros de deslocados internos em Benue. Esses registros começaram assim que o novo governo foi eleito, mas os números são ainda maiores, pois há pessoas deslocadas que não vivem nos acampamentos. 
 
Essas pessoas foram deslocadas, mas encontraram abrigo na casa de parentes ou em algum pedaço de terra onde era possível cultivar algo. O governo não as considera deslocadas internas, mas elas sofreram a mesma violência e também dependem das autoridades para poder voltar para casa. 
 
Imagine viver com uma família de cinco pessoas em um acampamento durante anos. Como é possível conseguir sustento? O governo deveria prover meios para que os deslocados voltem para suas vilas. 
 
Essa situação afeta a igreja profundamente. Há casos de fome, desnutrição e até casamentos forçados de menores de idade. Os deslocados internos precisam de ajuda para reconstruírem suas vidas e voltarem para casa o quanto antes. 
 
Alguém que foi deslocado vive com raiva. Além disso, essas pessoas são privadas da comunhão que só existe na igreja. Todos que frequentam uma igreja sabem o quanto a comunhão é importante. Esses fatores acabam afetando a vida espiritual dos deslocados. 
 
Nós acreditamos que essa situação vai se resolver um dia e que a igreja de Benue será fortalecida, se levantando novamente em nome de Jesus Cristo. Deus não nos abandonará. Ele ouve nossas orações e responderá. 
 
Aos cristãos do mundo todo, eu peço que se levantem e ajudem a igreja da Nigéria da forma que o Senhor colocar em seus corações. Nós precisamos de vocês mais do que nunca. 

Sua ajuda é fundamental 

Seja resposta de oração para os cristãos nigerianos. Com sua contribuição, a Portas Abertas pode levar ajuda emergencial para as famílias deslocadas. 

Fonte: Portas Abertas

Franklin Graham denuncia silêncio global diante do massacre de cristãos na África

Evangelista Franklin Graham (Foto: Reprodução)
Evangelista Franklin Graham (Foto: Reprodução)

No último final de semana, o evangelista Franklin Graham fez um alerta incisivo nas redes sociais: o mundo está ignorando uma crescente onda de violência contra cristãos em várias regiões da África. Ele chamou atenção para a violência de extremistas islâmicos que promovem ataques sistemáticos, especialmente na República Democrática do Congo (RDC) e na Nigéria. Ambos estão na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025, da Missão Portas Abertas, figurando em 35º e 7º lugares, respectivamente.

“Enquanto as notícias se concentram em tarifas e outras coisas, o mundo está estranhamente silencioso sobre o massacre de cristãos na República Democrática do Congo por jihadistas muçulmanos”, afirmou Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham. Ele convocou cristãos de todo o mundo a orarem pelos perseguidos: “Juntem-se a mim em oração por esses cristãos”.

Graham mencionou um dos ataques mais recentes, ocorrido em julho na cidade de Komanda, no leste da RDC. De acordo com a Missão Portas Abertas, 49 fiéis foram mortos durante uma vigília em uma igreja. Relatos à emissora Fox News indicam que nove crianças teriam sido decapitadas. Os responsáveis seriam membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo ligado ao Estado Islâmico, conhecido por seus ataques a comunidades cristãs na região.

Outro ataque citado por Graham ocorreu em fevereiro, na cidade de Kasanga. Militantes da ADF teriam sequestrado e matado pelo menos 70 cristãos, utilizando facões e martelos. O ataque começou ainda na madrugada, na vila cristã de Mayba, onde moradores foram rendidos e executados. Segundo Illia Djadi, porta-voz da Portas Abertas para a África Subsaariana, o grupo tem como alvo prioritário a população cristã.

A Nigéria também enfrenta uma escalada de violência religiosa. De acordo com Graham, mais de quatro mil cristãos foram mortos no país apenas no último ano. Em junho, ataques coordenados por extremistas da etnia fulani deixaram mais de 200 civis cristãos mortos. Segundo a organização International Christian Concern, as vítimas incluíam crianças e idosos, mortos durante emboscadas e invasões a vilarejos.

A perseguição tem provocado um êxodo silencioso: mais de 16 milhões de cristãos foram deslocados na África Subsaariana por conta da violência, segundo estimativas de organizações cristãs internacionais. “O horror é inimaginável — e não se trata de incidentes isolados, mas de uma realidade contínua”, escreveu Graham. “A igreja está em retirada”, disse, citando relatos de fiéis que abandonam suas casas para escapar da violência.

O evangelista também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, por ter se posicionado contra os ataques. “Sou grato que o presidente Donald J. Trump e a Casa Branca tenham condenado esses assassinatos e estejam trabalhando para defender a liberdade religiosa em todo o mundo.”

Fonte: Comunhão

Anistia Internacional denuncia que os cristãos estão “condenados aos esgotos” no Paquistão

Imagem de um esgoto (Foto: Martin Brechtl - Unsplash)
Imagem de um esgoto (Foto: Martin Brechtl - Unsplash)

Nesta terça-feira, a Anistia Internacional divulgou um relatório intitulado “Abra-nos e veja que sangramos como eles”, que denuncia a discriminação extrema no Paquistão com base na crença de que “trabalho impuro é reservado para não muçulmanos”.

As minorias religiosas neste país representam 2% da população, mas 80% dos lixeiros são cristãos e o restante é hindu.

Segundo o relatório, pelo menos 84 pessoas morreram nos últimos cinco anos devido ao atraso da infraestrutura e das técnicas utilizadas nesse contexto.

“Suas vidas não valem o custo da modernização… O Paquistão deve reconhecer a discriminação de casta como uma forma de racismo”, enfatizou a Anistia, de acordo com relatos da mídia asiática.

Embora o sistema de castas não exista oficialmente no Paquistão, os reclamantes explicam que essa dinâmica persiste nessas profissões. O termo “Chuhra”, que tradicionalmente se refere à “casta dos catadores”, é considerado altamente pejorativo e, de fato, agora é sinônimo de cristão.

Eles acrescentaram que os poucos muçulmanos que são forçados a aceitar esses empregos se recusam a fazer as tarefas mais degradantes e frequentemente ocupam cargos de supervisão.

Testemunhos

Shafiq Masih, um cristão de 44 anos, trabalha limpando esgotos em Lahore desde os 15. “Não há equipamentos, máscaras e, às vezes, nem luvas. Entro nos poços com as próprias mãos.”

Todos os dias, ele coloca sua vida em risco em meio a gases tóxicos, poluentes e outros resíduos dentro dos esgotos entupidos de Lahore, a segunda maior cidade do país, com 11 milhões de habitantes.

“É um trabalho difícil”, disse ele à AFP . “Quando alguém desce (para o esgoto), primeiro tem que sacrificar todo o respeito próprio.”

“Quando eu estava lá dentro, caiu água misturada com detergente em mim porque as pessoas lá dentro (de casa) estavam lavando roupas. (Às vezes) as pessoas vão ao banheiro, dão descarga e toda a sujeira cai em cima da gente”, explica ele.

Em 2017, a morte de um cristão que inalou gás enquanto limpava um esgoto em Umerkot (sudeste) gerou indignação. Médicos muçulmanos se recusaram a tratá-lo, não estando dispostos a tocar em um corpo sujo durante o Ramadã.

No Paquistão, muitos cristãos são descendentes de hindus de casta inferior que se converteram durante a colonização britânica para escapar da discriminação contra sua casta.

Violação dos Direitos Humanos

Isabelle Lassée, diretora regional adjunta da Anistia Internacional para o Sul da Ásia, condenou o tratamento profundamente injusto dos trabalhadores orgânicos no Paquistão.

Ele denunciou essas ações como uma violação dos direitos humanos. “Muitos membros de minorias são forçados a esse trabalho devido a preconceitos arraigados que os impedem de escolher. O problema é que o sistema jurídico do país ainda não reconhece a discriminação baseada em castas como uma forma de racismo”, denunciou.

A Anistia Internacional pede que o governo paquistanês aprove uma lei específica que proíba a discriminação baseada em castas como uma medida urgente para garantir condições de trabalho decentes, seguras e justas.

“Não estamos falando de privilégios, mas de respeito básico à dignidade humana e aos direitos fundamentais de todos os cidadãos, sem exceção”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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