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Vereador propõe que Bíblia seja utilizada como apoio pedagógico no Recife

Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)
Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)

A Câmara Municipal do Recife recebeu o Projeto de Lei nº 144/2025, de autoria do vereador Alef Collins (PP), que propõe a utilização da Bíblia como recurso paradidático em escolas públicas e privadas da capital pernambucana. A proposta abre caminho para que o conteúdo bíblico seja usado como material complementar em atividades escolares, reconhecendo seu valor histórico, cultural e educacional.

Segundo o texto, o uso da Bíblia nas escolas não será obrigatório, respeitando as convicções e crenças de cada estudante. A intenção, segundo o vereador, é oferecer a obra como ferramenta de apoio pedagógico, e não como instrumento de doutrinação.

“A Bíblia é o livro mais lido, traduzido e estudado no mundo. Ela ultrapassa as barreiras da fé e se destaca como verdadeiro patrimônio da humanidade, com ensinamentos éticos e valores que ajudam a formar o caráter e a consciência social das nossas crianças e adolescentes”, argumenta Alef Collins.

O parlamentar reforça que a proposta não fere o princípio da liberdade religiosa garantido pela Constituição Federal. O projeto também reconhece práticas já realizadas em algumas instituições de ensino, como a criação de atividades voluntárias de educação cristã. Com a proposta, Collins busca garantir respaldo legal para ampliar essas ações, desde que respeitadas as diretrizes pedagógicas e a autonomia das escolas.

Agora, o projeto será analisado pelas comissões permanentes da Câmara Municipal e, se aprovado, segue para votação em plenário. A proposta levanta debates sobre os limites entre educação e religiosidade, e deve mobilizar opiniões diversas tanto no meio educacional quanto no campo jurídico. Por outro lado, também abre espaço para uma reflexão mais ampla sobre o papel da formação ética e da valorização do patrimônio cultural na escola.

Folha Gospel com texto original de Comunhão

Crise deixa cristãos ainda mais vulneráveis no Mali

Cristãos se tornam deslocados internos no Mali (Foto: Portas Abertas)
Cristãos se tornam deslocados internos no Mali (Foto: Portas Abertas)

“A notícia de que as autoridades militares no Mali, em 13 de maio, dissolveram todos os partidos políticos e revogaram leis que protegiam a participação política é extremamente preocupante”, disse Jo Newhouse (pseudônimo), porta-voz da Portas Abertas na África Subsaariana. A medida vai contra a Constituição do Mali promulgada pelo governo de transição em 2023, após o referendo que garantiu o sistema multipartidário. Também representa mais um passo na crescente deterioração do respeito pelos direitos humanos básicos.

Em um comunicado na TV estatal do Mali na terça-feira, as autoridades declararam que “todas as reuniões de membros de partidos políticos e organizações de caráter político estão dissolvidas em todo o território nacional”. O líder militar Assimi Goïta, que tomou o poder após os golpes de 2020 e 2021, validou a decisão.

O general Goïta deve permanecer no poder por pelo menos mais cinco anos, apesar das promessas de realizar eleições em fevereiro de 2022, de acordo com o portal de notícias BBC. Uma conferência nacional organizada pelo regime em abril passado recomendou que ele fosse nomeado presidente até 2030, mas o encontro foi boicotado pelos principais partidos de oposição.

Novo deslocamento em massa

Nesse contexto, figuras da oposição e grupos de direitos humanos condenaram a medida mais recente. Após protestos contra o decreto, pelo menos três membros da oposição foram supostamente presos e seu paradeiro é atualmente desconhecido. Esse é um exemplo do agravamento das condições de segurança após o encerramento da missão de paz da ONU, MINUSMA, no final de 2023, no país.

Segundo o escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH), as violações e abusos aumentaram em quase 120% entre 2023 e 2024 no Mali. Civis em todo o país continuam enfrentando ataques mortais, incluindo assassinatos, sequestros e violência sexual e de gênero por grupos extremistas como o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) e o Estado Islâmico na Província do Sahel. Forças governamentais, como “Corpo Africano” ou “Wagner”, também foram acusadas de abusos graves.

“Cristãos no Mali têm enfrentado perseguição crescente nos últimos anos. Os perigos são particularmente intensos na fronteira com Burkina Faso e Níger, conhecidas como região de Liptako-Gourma, o epicentro da atividade terrorista no Sahel. A violência causou deslocamento em massa e uma crise humanitária. Embora todos sejam afetados, os cristãos são alvos preferenciais dos jihadistas e, como minoria, enfrentam complexidades adicionais. Ao fechar o espaço democrático e restringir ainda mais as liberdades civis, a junta está adicionando uma pressão indesejada a uma situação já volátil”, concluiu Newhouse.

Fonte: Portas Abertas

Mulheres cristãs enfrentam batalha silenciosa no Egito

Mulheres cristãs no Egito (Foto: Portas Abertas)
Mulheres cristãs no Egito (Foto: Portas Abertas)

Nas cidades no Norte do Egito, onde os cristãos enfrentam perseguição severa, as mulheres cristãs são obrigadas a cobrir os cabelos e usar o hijab (véu islâmico). Caso não usem, elas correm o risco de ser assediadas nas ruas.

Além disso, um novo perigo está afetando especialmente as jovens líderes cristãs que viajam para vilarejos remotos, em locais de difícil acesso, para ministrar em grupos de meninas e encontros de discipulado.

Em suas jornadas, essas mulheres, frequentemente, encontram grupos de rapazes armados que bloqueiam as estradas. Eles param os ônibus ou tuk-tuks (pequenos veículos de três rodas muito comuns na área rural do Egito), atacam os passageiros e roubam seus pertences.

Mulheres e meninas sofrem assédio verbal e ameaças desses extremistas muçulmanos. Por causa do perigo, muitas jovens líderes sentem medo de voltar para casa depois de suas ministrações. As ruas se tornaram locais de medo e insegurança.

Pressão familiar: servir ou se proteger?

Quando as famílias ficam sabendo sobre os riscos, elas geralmente pressionam essas mulheres a pararem de servir. Isso as coloca em uma posição muito difícil, divididas entre o chamado de Cristo e os riscos a sua segurança.

A ameaça é real e está crescendo. Sequestros estão se tornando cada vez mais comuns nesses vilarejos, aumentando o medo das mulheres. Além de privadas da liberdade, elas são submetidas a casamentos forçados, em uma estratégia de islamização da região. Essas jovens líderes egípcias encaram lutas e desafios constantes para viver sua fé e oferecer apoio a outras cristãs que vivem as mesmas situações.

Fonte: Portas Abertas

Pesquisa revela que 1 em cada 5 pastores nos EUA já pensou em suicídio

Pastor estressado (Foto: IA/Canva)
Pastor estressado (Foto: IA/Canva)

Um recente levantamento do Instituto Barna, dos Estados Unidos, revelou uma estatística alarmante: 18% dos pastores protestantes afirmaram ter pensado em autolesão ou suicídio no último ano. O dado, que assusta e entristece, evidencia uma epidemia de solidão e esgotamento emocional que se esconde atrás dos púlpitos e que, muitas vezes, passa despercebida pela própria igreja.

“Estamos diante de uma geração de líderes espirituais adoecidos em silêncio”, alerta a Dr. Ilma Lúcia Gomes Cunha, pastora, psicanalista e terapeuta familiar. Segundo ela, a cultura do desempenho e a ideia de que o pastor “precisa estar bem o tempo todo” impedem que esses líderes busquem ajuda. “Eles cuidam de todos, mas não se sentem autorizados a cuidar de si mesmos. Isso é extremamente perigoso”, afirma.

O estudo também apontou que quase metade dos pastores (47%) se sente solitária ou isolada. “Não é fácil a pessoa se confrontar com as suas vulnerabilidades e fragilidades. Até mesmo pela posição que a pessoa ocupa, entra, muitas vezes, em um distanciamento das suas próprias questões emocionais. É mais fácil fazer de conta que nada está acontecendo, passar uma imagem de forte, do que lidar com as fragilidades, observa Ilma Cunha.

Diante desse cenário, surgem iniciativas que buscam romper o silêncio e oferecer acolhimento específico. Uma delas é o aplicativo Touch Peace, uma iniciativa sem fins lucrativos que disponibiliza os “Conselheiros da Paz”, profissionais capacitados para oferecer apoio individual, imediato e sigiloso por videochamada. Mais de 100 mil pessoas no Brasil e em outros países já receberam atendimento.

“Muitas lideranças, inclusive pastorais, utilizam o Touch Peace. São pessoas de todas as esferas eclesiásticas, cristãs. Alguns mantém o anonimato, mas informam que desempenham um alto cargo de liderança, sem falar qual é a denominação”, informa o CEO do Touch Peace, pastor Marciley Neves.

A plataforma oferece recursos terapêuticos, conexão entre líderes, aconselhamento com psicólogos cristãos e espaços de oração. Uma das intenções é ensinar às pessoas que está tudo bem caso haja necessidade de apoio psicológico, afinal, somos humanos.

A Dra. Ilma reforça que apenas a terapia não é suficiente. “A cura da alma pastoral passa pela reconstrução de vínculos, pela formação de redes de apoio seguras, e pelo rompimento da cultura da invulnerabilidade. É urgente que as lideranças das igrejas se tornem parte da solução e não do problema.”

Enquanto maio, mês da conscientização sobre a saúde mental, nos convida à reflexão, a Igreja brasileira precisa fazer um exame profundo. O sucesso ministerial não pode ser medido apenas por números, mas pela integridade da alma de quem lidera afinal, ministério não é espetáculo, é vida e, vida, precisa de cuidado.

Artigo publicado originalmente em Comunhão

Nasce Davi Yudi, filho de Yudi Tamashiro e Mila Braga

Nasce o filho de Yudi Tamashiro (Foto: Reprodução)
Nasce o filho de Yudi Tamashiro (Foto: Reprodução)

O apresentador e cantor Yudi Tamashiro anunciou, nesta segunda-feira (19), o nascimento de seu primeiro filho com a esposa Mila Braga. O bebê, chamado Davi Yudi, nasceu em São Paulo, por parto normal, como era o desejo da mãe. O momento foi compartilhado por Yudi nas redes sociais, acompanhado de uma mensagem carregada de emoção, fé e exaltação à força da mulher.

A chegada do pequeno Davi representa um marco na vida do casal, que está junto há quatro anos. Convertido ao cristianismo, Yudi aproveitou a ocasião para fazer uma reflexão espiritual sobre o nascimento do filho, ressaltando a presença de Deus em cada detalhe do processo.

As informações são do site Fuxico Gospel.

“O amor é o que sustenta. O amor é o que dá força. Eu vi isso com meus próprios olhos. Ali dentro do quarto, vendo minha esposa parindo nosso filho, entendi algo que escola nenhuma me ensinou: o corpo sente dor, mas é o amor que sustenta”, escreveu Yudi em uma das postagens.

“Ela é tudo, menos normal. Ela é guerreira”, disse Yudi sobre Mila.

Durante o relato, Yudi destacou a determinação da esposa, que insistiu no parto normal mesmo diante do cansaço físico e da dor. Segundo ele, Mila se manteve firme durante todo o trabalho de parto, repetindo que conseguiria realizar o nascimento de forma natural.

“A força de uma mãe é algo que só o céu explica. A Mila decidiu que seria parto normal. Mesmo exausta, mesmo com dores… ela repetia: ‘vai ser normal’. E foi. Porque ela é tudo, menos normal — ela é guerreira. Enquanto eu tremia, ela lutava. E quando eu achei que ela ia desistir, ela foi além. Tudo por amor.”

O apresentador também prestou homenagem à equipe médica que acompanhou o nascimento, agradecendo às profissionais que classificou como “anjas em forma de gente”.

“Estudaram anos, se prepararam, e agora são instrumento de milagre todos os dias. Senti a mão de Deus em cada detalhe.”

Yudi, que nos últimos anos se afastou da televisão tradicional e passou a se dedicar à música gospel e à evangelização, encerrou sua mensagem reforçando o propósito que acredita ter recebido de Deus.

“Saí dali lembrando que eu e a Mila também fomos levantados com uma missão: Evangelizar, Amar e Servir. Que a gente nunca perca o propósito. Que a gente nunca se esqueça de fazer por amor, e não só por obrigação. Porque quando o amor é a motivação, a missão vira milagre.”

Carreira e mudança de vida

Yudi Tamashiro ficou nacionalmente conhecido como apresentador do programa “Bom Dia & Cia”, no SBT, ainda na infância. Com o passar dos anos, se reinventou como cantor, dançarino e palestrante. Sua conversão ao evangelho ocorreu após um período turbulento em sua vida pessoal, e desde então ele vem usando sua história como instrumento de fé.

Ao lado de Mila Braga, com quem é casado desde 2021, Yudi vem compartilhando nas redes sociais momentos de devoção, intimidade e agora, a alegria de se tornarem pais.

Artigo publicado originalmente em Fuxico Gospel

Cristãos fogem de suas casas e enfrentam ameaças de morte, na Índia

Mulheres cristãs na Índia (Foto: Portas Abertas)
Mulheres cristãs na Índia (Foto: Portas Abertas)

Aldeões praticantes de religião tribal que agrediram famílias cristãs e as expulsaram de suas casas no centro da Índia por praticarem sua fé ameaçaram matá-las se elas retornassem, disseram fontes.

No distrito de Sukma, estado de Chhattisgarh, famílias cristãs foram agredidas, ameaçadas e expulsas à força de suas casas por causa de sua fé em 24 de abril. Cerca de 45 membros de 10 famílias cristãs fugiram da aldeia de Durandarbha, em Konta tehsil, e se espalharam para colinas e florestas próximas. Eles passaram a noite ao ar livre antes de se refugiarem em uma igreja em Chintalnar, a 17 quilômetros de distância.

Em 28 de abril, os cristãos enviaram duas mulheres a Durandarbha para avaliar a atitude dos moradores. Elas retornaram aterrorizadas, relatando que os moradores ameaçaram matá-las se retornassem ainda seguindo a Cristo.

“Deixem Jesus Cristo e só então entrem na aldeia”, foi-lhes dito, de acordo com Hirma Markam, que estava ajudando a cuidar das famílias cristãs em Chintalnar.

Em 29 de abril, eles receberam a notícia de que a casa de um dos fugitivos, Mediyam Lakhma, havia sido destruída por um incêndio. Os autores permanecem desconhecidos, mas “parece óbvio que os moradores foram os responsáveis”, disse Markam.

Santosh Markam, outro ajudante, acrescentou: “As famílias tiveram que fugir para as colinas e algumas para a floresta com mulheres, crianças e idosos para escapar da fúria dos moradores e não retornaram para suas casas desde então”.

Uma das famílias atacadas, incluindo três crianças, permaneceu na aldeia, disse Kunjam Bechem, um dos cristãos expulsos.

“O cristão e um de seus filhos [menores] foram severamente agredidos, e a família está em prisão domiciliar desde então pelos moradores”, disse Bechem ao Morning Star News.

Convocado e emboscado

Os moradores convocaram 11 famílias para uma reunião em 24 de abril. Quando os cristãos se reuniram conforme as instruções, cerca de 60 moradores armados com grossos pedaços de madeira os cercaram e começaram a desafiar sua fé.

Eles exigiram duramente que os cristãos renunciassem a Cristo, mas as famílias permaneceram firmes, fornecendo explicações para sua crença.

“Estávamos morrendo em nossa doença, e vocês não se importavam com a nossa forma de viver”, disse uma mulher cristã aos moradores, segundo Bechem. “Agora que Jesus nos curou e estamos vivendo uma vida saudável, nossa saúde e nossa vida pacífica os incomodam, e vocês questionam nossa fé.”

O confronto verbal rapidamente evoluiu para violência física, com os moradores atacando indiscriminadamente.

“Eles não demonstraram misericórdia com mulheres idosas e crianças”, disse Hirma Markam. “O ataque foi implacável.”

Os moradores invadiram as casas dos cristãos, em busca de Bíblias e documentos governamentais importantes que comprovassem suas identidades, e posteriormente os queimaram.

“Alguns homens entraram em nossas casas e apreenderam nossas Bíblias, cartazes com versículos bíblicos, nossos documentos bancários, nossos cartões de racionamento [que dão acesso às rações alimentares mensais do governo], meu cartão Aadhaar [um documento de identificação biométrica], juntaram tudo e queimaram”, disse Padaam Hidma, que sustenta cinco dependentes.

Os cristãos foram espancados tão severamente que fugiram em direção às colinas e florestas, perseguidos pelos agressores.

“Todos nos dispersamos — alguns se abrigaram nas colinas e outros na floresta”, disse Bechem. “Só na manhã seguinte nos encontramos na aldeia de Chimli, a cerca de cinco quilômetros de Durandarbha, e seguimos em direção à nossa igreja em Chintalnar, a quinze quilômetros de Chimli, e nos reunimos.”

Em 25 de abril, os cristãos se dirigiram à delegacia de polícia de Jagargunda, a 13 quilômetros de Chintalnar, na floresta, para relatar o ataque. A polícia escoltou os cristãos a um hospital público para exames médicos em 26 de abril.

Três menores, nove mulheres e seis homens sofreram agressões brutais, de acordo com Bechem.

Os cristãos não receberam uma cópia da queixa, nem foram informados se acusações formais foram feitas contra seus agressores.

“A polícia nos aconselhou a não retornar à aldeia imediatamente, mas a deixar a questão se resolver”, disse Bechem.

A polícia convocou os agressores à delegacia e emitiu advertências verbais, disse Bechem. Os cristãos foram posteriormente informados de que os moradores haviam sido avisados ​​de que a reincidência resultaria em severas consequências legais.

Os cristãos também registraram uma queixa no cartório, mas “a polícia ainda não fez nada e nenhuma prisão foi feita”, disse Santosh Markam.

Os 45 membros dessas 10 famílias continuam refugiados na igreja improvisada.

Quando o Morning Star News contatou Hirma Markam em 8 de maio para perguntar sobre as condições dos cristãos, ele mencionou que choveu duas vezes e que o telhado da igreja, feito de feno e toras de madeira, estava vazando.

“Tem sido muito difícil para os cristãos permanecerem secos e seguros em dias chuvosos a noite toda”, disse ele.

Violência anterior

Bechem e sua esposa Kamla, que agora têm um bebê de 5 meses, praticam o cristianismo há três anos.

“Os moradores nunca tiveram problemas com a nossa fé antes”, disse Bechem, dono de terras agrícolas na aldeia, “mas de repente eles chegaram ao extremo de nos agredir até a morte”, acrescentou.

Alguns membros da comunidade praticam o cristianismo há cinco anos, outros, como Bechem, há três anos e alguns há dois anos.

Bhima Sodi, líder cristão na região de Sukma, revelou que o incidente de Durandarbha não foi um caso isolado de expulsão. Em 12 de abril, sete famílias tribais cristãs, totalizando 36 pessoas, foram expulsas da aldeia de Karigundam, sob jurisdição da Delegacia de Polícia de Kistaram, em Sukma, a 34 quilômetros de Durandarbha.

Durante uma reunião do conselho da aldeia, da qual participaram cerca de 2.000 moradores de oito aldeias, 15 famílias cristãs de Karigundam foram pressionadas a abandonar sua fé.

Sete famílias cederam à pressão “por medo de perder suas casas, rebanhos e trabalho”, enquanto oito famílias permaneceram resolutas, recusando-se a renunciar à sua fé, de acordo com Sodi.

Após a recusa, uma decisão unânime foi tomada, resultando na expulsão dessas oito famílias da aldeia.

O superintendente adjunto da polícia e a Força Policial de Reserva Central da Índia (CRPF) visitaram a vila em 14 de abril, depois que a cobertura da mídia social chamou a atenção das autoridades para o incidente.

Relatos indicam que eles confrontaram os líderes do conselho da aldeia sobre a resolução ilegal e alertaram sobre as consequências legais de futuras ações semelhantes. Eles também garantiram que os cristãos recuperassem seus pertences.

Tanto Karigundam quanto Durandarbha estão localizadas no distrito de Sukma, que tem uma densidade populacional extremamente baixa, de 45 pessoas por quilômetro quadrado. As florestas cobrem 65% da área do distrito e quase 85% da população é tribal, com a menor taxa de alfabetização da Índia, de 29%.

A organização de apoio cristão Portas Abertas classificou a Índia em 11º lugar em sua Lista Mundial da Perseguição de 2025, que reúne os países onde os cristãos enfrentam a perseguição mais severa. A Índia ocupava a 31ª posição em 2013, mas tem caído constantemente no ranking desde que Narendra Modi assumiu o poder como primeiro-ministro.

Defensores dos direitos religiosos apontam para o tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo Partido Nacionalista Hindu Bharatiya Janata, que eles dizem ter encorajado extremistas hindus na Índia desde que Modi assumiu o poder em maio de 2014.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente no Morning Star News

Divórcio cresce enquanto nascimento e casamento diminuem, informa IBGE

Casal com a mulher grávida segurando sapatinhos de bebê (Foto: Canva Pro)
Casal com a mulher grávida segurando sapatinhos de bebê (Foto: Canva Pro)

O número de nascimentos no Brasil em 2023 foi o menor em quase 50 anos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta-feira (16).

No total, 2,52 milhões crianças nasceram — o número é 12% menor do que a média de nascimentos nos cinco anos anteriores à pandemia da Covid-19 (2,87 milhões).

O IBGE também apresentou uma comparação da quantidade de nascimentos no país a cada ano desde 1974, baseada nas Estatísticas do Registro Civil. O número de registros de 2023 é o menor desde 1976, quando 2,467 milhões de bebês nasceram.

Segundo a gerente da Pesquisa de Registro Civil, Klivia Brayner de Oliveira, a redução no número de nascimentos no Brasil está relacionado com mudanças sociais, como o custos para criar filhos, disseminação de métodos contraceptivos e as mulheres priorizando a carreira profissional e a formação educacional.

“As mulheres [estão] adiando a vontade de querer ter filhos, dando prioridade para estudos. Conforme a idade vai passando, você vai adiando essa decisão de ter filhos e a chance de ter mais filhos também é menor”, explicou Klivia, em entrevista à GZH.

A pesquisadora do IBGE, Cintia Simões Agostinho, observou que a queda de nascimentos não acontece apenas no Brasil, mas é uma tendência mundial.

“Em países desenvolvidos, países em desenvolvimento, é um fenômeno bastante conhecido”, esclareceu.

O levantamento ainda revelou que as brasileiras estão decidindo ter filhos com idade mais avançada.

Em 2023, apenas 11,8% dos nascidos foram gerados por mulheres de até 19 anos, enquanto 39% dos nascimentos foram de mães a partir de 30 anos.

Comparando as regiões do Brasil, o Norte e o Nordeste tiveram mais mães de até 19 anos ganhando bebês. Já no Sul e Sudeste, houve mais nascimentos por mulheres com 30 anos ou mais.

Menos casamentos, mais divórcios

Os dados do IBGE também mostraram uma queda no número de casamentos no país. Em 2023, foram registrados 940.799 casamentos civis, representando uma queda de 3% em relação a 2022.

Tanto casamentos heterossexuais como casamentos homossexuais entre dois homens sofreram queda. Porém, casamentos homoafetivos entre duas mulheres cresceram, com 11.918 uniões registradas.

Pesquisas mostram que o número de casamentos no Brasil tem diminuído há décadas. Durante a pandemia da Covid-19, houve uma diminuição abrupta: em 2019, houve 1 milhão de casamentos, e em 2020, 757 mil.

Nos dois anos seguintes, a porcentagem de uniões voltou a subir. Mas, conforme os dados de 2023, o aumento se encerrou.

Matrimônios estão durando cada vez menos

Enquanto os casamentos diminuem, o número de divórcios continua crescendo. Foram 441 mil em 2023, a maior porcentagem desde 1974.

O tempo médio de duração dos matrimônios caiu de 16 anos em 2010 para 13 anos em 2023. Quase metade dos divórcios em 2023 foram de casamentos com menos de 10 anos, e mais da metade dos rompimentos (53%) envolvem casais com filhos menores de idade.

O estudo do IBGE ainda descobriu que os brasileiros estão se casando mais tarde; as mulheres aos 29 anos e os homens, aos 31.

Fonte: Guia-me com informações de G1

Cresce o envolvimento com a Bíblia entre homens mais jovens, surpreendendo pesquisadores

Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)
Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)

Após anos de declínio constante, o engajamento com a Bíblia nos Estados Unidos aumentou pela primeira vez em quatro anos, impulsionado em grande parte por um grupo demográfico surpreendente: homens mais jovens.

De acordo com o relatório State of the Bible de 2025, publicado pela Sociedade Bíblica Americana (ABS), aproximadamente 11 milhões de americanos a mais estão lendo a Bíblia este ano em comparação a 2024. O aumento é especialmente pronunciado entre a geração Y, a geração X e os homens — grupos que anteriormente demonstravam menor envolvimento com as Escrituras.

“Ficamos incrivelmente encorajados”, disse o Dr. John Plake, Diretor de Inovação da Sociedade Bíblica Americana, em entrevista ao Christian Daily International após sua apresentação na recente convenção anual da Associação de Imprensa Evangélica (EPA) em Branson, Missouri. “Ainda não é uma tendência, mas é um passo significativo na direção certa.”

O relatório “Estado da Bíblia“, agora em seu 15º ano, entrevista anualmente um painel representativo de adultos americanos para avaliar sua relação com as Escrituras, seu envolvimento com a igreja e sua fé. As últimas descobertas, coletadas em janeiro de 2025, sugerem uma mudança notável na forma como os americanos estão interagindo com a Bíblia, especialmente em regiões e grupos demográficos tradicionalmente desinteressados.

O uso da Bíblia se recupera do declínio da pandemia

Em 2021, 50% dos adultos americanos se qualificaram como “usuários da Bíblia” — definidos pela ABS como pessoas que leem as Escrituras fora dos cultos religiosos pelo menos três a quatro vezes por ano. Mas, após o breve impacto espiritual da pandemia, o número despencou: 40% em 2022, 39% em 2023 e 38% em 2024.

Então, houve uma recuperação de 3 pontos percentuais no início de 2025. A equipe do ABS ficou surpresa. “Isso equivale a 11 milhões de pessoas que pegaram a Bíblia e não pegaram no ano passado”, disse Plake.

Esse aumento não foi uniforme. Entre mulheres e adultos mais velhos — a espinha dorsal tradicional dos leitores da Bíblia — o engajamento permaneceu estável. Mas os homens registraram um aumento de 21%, a geração Y teve um aumento de 30% e a geração X teve um aumento de 14%.

“Isso nos diz que algo está acontecendo, principalmente entre os homens jovens adultos”, observou Plake. “E não era isso que esperávamos ver.”

Geograficamente, os aumentos mais marcantes ocorreram em algumas das áreas mais seculares do país.

No Nordeste, o uso da Bíblia aumentou de 28% para 33% — um aumento estatisticamente significativo de 18%. O oeste dos EUA registrou um aumento idêntico de 18%, enquanto o Centro-Oeste teve um salto de 15%. Em contraste, o uso da Bíblia nos estados do Sul — frequentemente chamados de Cinturão da Bíblia — manteve-se estável.

A região da Baía de São Francisco, há muito conhecida pela baixa afiliação religiosa, também apresentou resultados surpreendentes. Uma análise regional especial da ABS constatou que, embora apenas 19% dos moradores da região com 61 anos ou mais sejam usuários da Bíblia — em comparação com 46% em nível nacional nessa faixa etária —, os millennials e a geração Z na região se mostraram mais engajados do que seus pares em todo o país.

Entre os millennials da Bay Area, 40% se identificaram como usuários da Bíblia, ligeiramente acima da média nacional de 39%. Para a Geração Z, a diferença foi de 37% na Bay Area contra 36% em nível nacional.

“Essas descobertas desafiam a suposição de que lugares como a Área da Baía de São Francisco são desertos espirituais”, disse Plake. “Não é que as gerações mais jovens estejam fechadas às Escrituras — muitas vezes, são os mais velhos que estão mais desinteressados.”

Mudanças culturais e um “meio móvel”

Os autores do relatório são cautelosos para não interpretar exageradamente as descobertas, mas Plake acredita que isso pode indicar tendências culturais mais profundas.

Em outubro passado, o Wall Street Journal relatou um aumento de 22% nas vendas de Bíblias em relação ao ano anterior, com evidências de que muitas compras foram feitas por pessoas que compraram pela primeira vez — principalmente jovens. Isso, somado aos dados da própria ABS, sugere que a curiosidade espiritual pode estar crescendo.

“Há 71 milhões de americanos no que chamamos de ‘meio móvel’”, explicou Plake. “Eles têm curiosidade sobre a Bíblia, mas também incertezas. Precisam de alguém que os acompanhe, responda às suas perguntas e os ajude a descobrir a história maior das Escrituras.”

A pesquisa da ABS também mostra que quase metade de todos os americanos que se identificam como cristãos, mas não são praticantes ativos — chamados de “cristãos não praticantes” — estão abertos a se reconectar com a Bíblia e aprender mais sobre Jesus.

“Eles podem estar desencantados com a igreja ou com a forma como a Bíblia lhes foi apresentada”, disse Plake. “Muitas vezes, lhes ensinaram histórias bíblicas como contos morais — Sansão, Jonas, Noé —, mas perderam a grande narrativa que aponta para Jesus. É aí que precisamos melhorar.”

Embora o relatório destaque 52 milhões de americanos identificados como “engajados com a Bíblia” — aqueles que interagem consistentemente com as Escrituras de maneiras que moldam seus relacionamentos e escolhas de vida — muitos não se sentem preparados para compartilhar sua fé.

“Essas pessoas amam a Palavra de Deus e foram profundamente transformadas por ela”, disse Plake. “Mas nem sempre sabem como defendê-la. Esse é o próximo desafio para igrejas e ministérios: ajudá-los a compartilhar essa mensagem de forma natural e eficaz.”

Plake vê isso não apenas como uma oportunidade institucional, mas pessoal.

“Se você se importa com a Bíblia, agora é a hora de se manifestar”, disse ele. “Seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho — eles estão fazendo perguntas espirituais. Muitos deles estão abertos, mesmo que não estejam sentados num banco da igreja no domingo. E você pode ser aquele que trilhará esse caminho com eles.”

Além das tendências nacionais, a ABS começou a comparar suas descobertas com dados globais. O Capítulo Dois do relatório “Estado da Bíblia” de 2025 inclui insights do Estudo Mundial de Engajamento Bíblico da PATMOS, uma nova pesquisa internacional conduzida pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira em parceria com a Gallup.

Divulgado em 30 de abril, o estudo PATMOS oferece um panorama comparativo do engajamento bíblico em 85 países. O capítulo da ABS estabelece conexões entre tendências americanas e movimentos espirituais globais.

“Estamos vendo como os EUA se encaixam nesse ecossistema espiritual mais amplo”, disse Plake. “É fascinante ver onde os americanos se alinham ou divergem de outras partes do mundo no que diz respeito ao engajamento nas Escrituras, ao florescimento humano e à identidade de fé.”

Outro capítulo futuro explorará o florescimento humano com mais profundidade, usando dados de um estudo global também publicado em abril de 2025.

Conectando texto ao contexto

Plake, que ingressou na ABS em 2017, traz para o seu trabalho uma combinação única de experiência pastoral, pesquisa acadêmica e visão missiológica. Ele vê os dados não apenas como números, mas como histórias que precisam ser compreendidas.

“Meu objetivo sempre foi ajudar a conectar o texto das Escrituras ao contexto da vida das pessoas”, disse ele. “Números não mudam vidas, mas nos ajudam a entender o mundo que estamos tentando alcançar.”

Plake espera que o relatório de 2025 incentive igrejas e líderes cristãos — tanto nos EUA quanto no mundo — a aproveitar as oportunidades, não apenas os desafios, do nosso momento atual.

“Sim, menos pessoas estão lendo a Bíblia do que gostaríamos”, disse ele. “Mas o fato de o número estar aumentando, especialmente entre aqueles que tradicionalmente se mantiveram afastados, significa que o terreno é mais fértil do que imaginamos.”

Uma palavra para a Igreja global

Falando para pessoas de fora dos EUA, Plake enfatizou que, embora o relatório State of the Bible se concentre nos Estados Unidos, suas implicações se estendem muito além das fronteiras americanas.

“A igreja global pode aprender com o que está acontecendo aqui — e certamente podemos aprender com o que está acontecendo no exterior”, disse ele. “A fome espiritual que estamos observando entre os jovens americanos pode refletir tendências em outros lugares. É por isso que essas comparações internacionais são tão importantes.”

Plake destacou a importância da colaboração entre sociedades bíblicas no mundo todo e observou que a ABS continua comprometida com o acesso global às Escrituras, tradução e inovação digital.

“Seja por meio de aplicativos, impressos, programas de cura de traumas ou histórias contadas oralmente, queremos que as pessoas em todos os lugares encontrem Deus por meio de Sua Palavra”, disse ele.

Com os próximos capítulos do relatório State of the Bible de 2025 prontos para abordar tópicos como recuperação de traumas, Escritura e saúde mental, e o papel da fé na vida pública, Plake acredita que a pesquisa continuará a equipar os cristãos para servir com mais fidelidade e compaixão.

“Os dados não são a missão”, disse ele. “São apenas uma ferramenta. Mas são poderosos quando nos ajudam a entender onde o Espírito já está atuando — e como podemos participar.”

Para mais informações sobre o relatório State of the Bible de 2025, visite AmericanBible.org .

Folha Gospel com texto original de Christian Daily

As igrejas são as principais responsáveis pela resposta à crise de deslocamento na África

Cristãos na África (foto representativa – IMB.ORG)
Cristãos na África (foto representativa – IMB.ORG)

À medida que a África enfrenta uma crescente crise de deslocamentos, as igrejas locais estão cada vez mais preenchendo a lacuna deixada pelo declínio da ajuda internacional, de acordo com os participantes de uma recente mesa redonda organizada pela Refugee Highway Partnership Africa (RHP Africa).

O evento, realizado em abril em Nairóbi, reuniu 32 líderes de ministérios que atendem pessoas deslocadas à força em todo o continente e fora dele. O objetivo do encontro foi refletir sobre o papel emergente da Igreja como uma resposta primária às necessidades dos refugiados, pessoas deslocadas internamente (IDPs) e solicitantes de asilo.

A África abrigou mais de 45 milhões de pessoas deslocadas à força até 2024, um aumento de 14% em relação ao ano anterior e quase o dobro do número registrado em 2018. A crise foi impulsionada por conflitos contínuos, desastres climáticos e instabilidade política.

Globalmente, mais de 120 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas, incluindo quase 44 milhões de refugiados ou solicitantes de asilo, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Uma parte significativa dos deslocados está localizada na África. A região da África Oriental e dos Grandes Lagos abriga mais de 5,4 milhões de pessoas, sendo que somente o Sudão responde por cerca de 2 milhões, o que torna essa a maior crise de refugiados do continente. A África Ocidental e Central abrigam cerca de 3,3 milhões, enquanto a África Austral acomoda 10 milhões de refugiados e solicitantes de asilo.

Com o declínio do financiamento tradicional de doadores, as igrejas locais estão preenchendo o vazio. Os participantes da mesa redonda compartilharam relatos em primeira mão de comunidades religiosas oferecendo terras, mobilizando recursos e prestando serviços essenciais aos necessitados.

O Rev. Clement, do Chade, descreveu como as congregações estão sacrificando seus próprios recursos para apoiar os refugiados. Em Uganda, as igrejas assumiram a liderança no atendimento a traumas – um papel que antes era ocupado por organizações não governamentais. Salome, do Sudão do Sul, relatou a morte de uma mulher em uma fila de alimentos, ressaltando a necessidade urgente de respostas sustentáveis e baseadas na comunidade.

Os participantes enfatizaram a mudança da ajuda emergencial para a sustentabilidade e a resiliência de longo prazo. Iniciativas como o treinamento de habilidades em alfaiataria, fotografia e agricultura estão equipando os deslocados com ferramentas práticas para a autossuficiência.

Programas como o He Is Like Me International Ministries estão trabalhando com mulheres e jovens em campos de refugiados, promovendo a resiliência e a esperança em condições difíceis.

À medida que as opções de reassentamento em outros países diminuem, modelos liderados pela África, como o Plano Shirika do Quênia e a Estrutura Abrangente de Resposta aos Refugiados (CRRF) de Uganda, estão sendo considerados. No entanto, ainda há desafios, incluindo preocupações com a politização e a falta de consultas significativas à comunidade.

A educação foi identificada como uma lacuna crítica nas respostas humanitárias atuais. Em resposta, as iniciativas lideradas pela igreja estão incorporando esportes, artes e programas para jovens para atender às necessidades de crianças e adolescentes deslocados.

“Na mesa redonda, vimos organizações usando o futebol para reunir os refugiados, criando espaços para o diálogo e o crescimento espiritual”, disse um participante. Outro acrescentou: “A esperança é que, eventualmente, ministérios com a mesma mentalidade como esses possam desenvolver a capacidade da Igreja.”

A mesa redonda destacou uma convicção crescente entre os participantes de que as igrejas não devem apenas responder às necessidades imediatas, mas também ajudar a construir soluções de longo prazo enraizadas nas comunidades locais.

Folha Gospel com texto original de Christian Daily

Cristãos perseguidos relatam milagres em Mianmar

Cristãos sofrem perseguição em Mianmar (Foto: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição em Mianmar (Foto: Portas Abertas)

O trabalho de socorro às vítimas dos terremotos em Mianmar não cessa. Um parceiro local compartilha: “Conhecemos muitas esposas de pastores e elas nos contaram como estavam traumatizadas por causa do terremoto. Elas têm medo de dormir dentro de suas casas. A vida tem sido difícil por causa da guerra civil em andamento e agora o terremoto tornou tudo mais difícil”, conta um parceiro local.

Os pastores estão frequentemente ocupados ajudando as pessoas afetadas em suas localidades, o que torna difícil priorizar suas próprias famílias. As esposas, por outro lado, assumem a responsabilidade de atender às necessidades das famílias, especialmente dos filhos, o que é muito desafiador.

“Pudemos ministrar a elas, encorajá-las e afirmar que têm um papel importante no ministério de Deus. Elas começaram a sorrir depois de ouvir isso”, conta o parceiro local da Portas Abertas. Ma Thiri*, outra parceira local, relatou como foi doloroso ver os efeitos dos tremores na vida de cristãos locais.

“Meu coração se partiu quando vi a casa de Han*, um líder cristão, destruída pelo terremoto. Os líderes de sua associação de igrejas sugeriram que ele se mudasse para outro local, mas ele recusou, dizendo: ‘Não posso deixar outros membros que são como minha família’”, acrescentou o parceiro local.

Deus abriu os caminhos para nós

Win Tin, outro parceiro local compartilha: “Deus abriu os caminhos para nós. Muitas pessoas alertaram sobre os engarrafamentos de duas ou mais horas, pois as estradas estavam danificadas, mas não houve engarrafamento para nós enquanto viajávamos. Saímos do veículo em que estávamos viajando para que pudesse atravessar um ponto ruim na estrada. Assim que descemos, sentimos os tremores e nossas cabeças começaram a girar. Mais tarde, recebemos um alerta de terremoto em nossos telefones”.

Apesar das dificuldades com logística e do perigo de mais terremotos, os parceiros locais conseguiram alcançar os cristãos afetados, estando ao lado deles com alívio e ministério de presença. Um deles compartilha: “Ninguém veio nos ver e até meus parentes que estão em outra região não vieram. Isso significa muito para nós, fomos muito encorajados por meio de suas visitas”.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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