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Livros cristãos para comprar na Book Friday da Amazon

Book Friday Amazon (Foto: Montagem/Folha Gospel)
Book Friday Amazon (Foto: Montagem/Folha Gospel)

A Book Friday da Amazon, vai até amanhã, 19 de maio, e está oferecendo uma ótima oportunidade para renovar sua estante com obras que fortalecem a fé e alimentam a alma.

Para te ajudar nesta curadoria de títulos, a equipe do site Guia-me reuniu uma seleção especial de livros cristãos sobre temas como espiritualidade, propósito, relacionamentos, cura, protagonismo feminino e até aventuras épicas ilustradas.

Seja você um leitor de romances edificantes, ensaios teológicos, histórias em quadrinhos ou devocionais transformadores, essa lista tem opções perfeitas para cada momento de vida. Confira as indicações e aproveite as ofertas para garantir sua próxima leitura — ou presentear alguém com uma mensagem de esperança e renovação.

Crônicas de Eva e o princípio de tudo: a teóloga Maria Lúcia de Miranda Vidal revisita a história de Eva ao destacar sua importância além do pecado, com uma narrativa que mescla ficção e fundamentação bíblica. O livro apresenta a primeira mulher bíblica que já existiu como alguém sensível, arrependida e fiel a Deus. Mais do que a vilã por comer o fruto proibido, ela surge neste livro como protagonista na criação do mundo, maternidade e redenção, convidando o leitor a refletir sobre o papel da figura feminina no plano divino.

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Memórias em papel timbrado: no novo romance cristão de Pat Müller, uma jovem busca recomeçar a vida no interior de Santa Catarina e decide escrever cartas nunca enviadas a um futuro amor. Entre saudades, fé e afeto, os escritos se tornam um espaço de cura e amadurecimento. Anos depois, são essas memórias que ajudam sua filha a compreender a história da família. Um livro sobre novos começos, amor-próprio e confiança em Deus.

Este livro será lançado em 20 de maio e está na Promoção Pré-venda com Preço Mais Baixo Garantido na Amazon.

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O amor não está à venda: a linguista cristã Ana Azevedo Bezerra Felicio propõe uma releitura do Cântico dos Cânticos a partir do resgate do protagonismo da mulher negra nas Escrituras. Com base no hebraico original, ela revela como traduções bíblicas reforçam um viés racista e patriarcal. A autora questiona a lógica que separa beleza e negritude, desejo e santidade, corpo e fé. Em um ensaio poético e teológico, convida as leitoras à redescoberta de um amor encarnado, relacional e libertador, sem preconceitos.

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Mapeando o Diabo: o pastor e teólogo Eduardo Reis mostra como o inimigo age silenciosamente para enganar os fiéis com medo, dúvida e orgulho. Baseado em referências de estudiosos como Merrill F. Unger, Norman Geisler e George Eldon Ladd, este livro ensina a se proteger e resistir ao Mal com uma rotina de fé, obediência e adoração à vitória já conquistada por Cristo na Cruz. Uma leitura essencial para quem deseja entender a verdadeira batalha espiritual e viver com confiança na Palavra de Deus.

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O Semeador de Virtudes: uma aventura épica de entretenimento cristão que une ilustrações vibrantes e ensinamentos das Escrituras Sagradas. Em formato de história em quadrinhos, a obra narra a jornada de Rhavel, missionário escolhido para levar os valores do povo logosiano às terras distantes de Mundhen. Durante a missão, ele enfrenta perigos que testam sua fé, como monstros e florestas sombrias. Escrita pelo premiado autor, ilustrador e membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira, Paulo Debs, apresenta às novas gerações uma HQ repleta de lições sobre propósito e esperança.

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Liderança Disposicional: especialista em Liderança Corporativa, professor e pastor evangélico, Aécio Ribeiro Filho une três níveis de inteligência a serem desenvolvidos por profissionais: técnica, emocional e espiritual — relacionando aos princípios de integridade de conduta.

Segundo o autor, ao desenvolver estes níveis, o colaborador será capaz de inspirar, acolher e contribuir para o desenvolvimento da equipe. O livro é um convite à reinvenção pessoal, coletiva e espiritual, que valoriza o poder da presença e escuta.

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O que me fez Tricampeão: após encerrar a carreira como tricampeão da América, o ídolo do futebol brasileiro, Felipe Melo, revisita neste livro os bastidores da própria jornada e expõe o homem de fé, propósito e liderança.

Inspirado na trajetória de Davi, o ex-futebolista compartilha versículos bíblicos sobre valores familiares e conexão com Deus. Ele apresenta ainda o conceito de “visão profética”, ou seja, a capacidade de visualizar vitórias pela fé — assim como Davi fez diante de Golias e como ele mesmo conquistou no tricampeonato.

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O Peregrino: inspiração para aqueles que buscam trilhar a própria jornada de fé, este livro, escrito por John Bunyan, é um clássico de 1678 que atravessa os séculos sem envelhecer. A nova edição conta com xilogravuras que retratam a peregrinação espiritual do jovem Cristão e prefácio do teólogo, filósofo, escritor e professor Jonas Madureira. Mais do que uma narrativa sobre a salvação individual, o livro retrata a constante luta entre o bem e o mal, a importância da fé e a esperança na redenção divina.

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O Evangelho completo: em uma época de fragmentação da fé, o pastor Leandro Vieira resgata a essência bíblica e propõe uma vivência cristã mais autêntica, de acordo com a verdadeira mensagem de Deus.

Para ele, seguir o Evangelho vai além de participar de ritos ou doutrinas isoladas: o amor por Cristo se manifesta na transformação de vidas, famílias e comunidades inteiras. Este livro convida cada um a buscar a restauração da comunhão entre fiéis por meio da missão e do propósito cristão.

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O horizonte mora em um dia cinza: e se a superação da dor levar mais tempo que o esperado? Neste livro, a autora best-seller Tatielle Katluryn apresenta Ayla Vasconcellos: uma jovem que está em meio ao processo de esperar que as feridas se tornem cicatrizes quando, inesperadamente, ocorre o esbarrão. Seria apenas coincidência o fato de Joon Hyuk, aquele coreano de olhos angulares e voz melodiosa, estar ali à sua frente, naquele exato segundo, numa universidade na Coreia do Sul? Ou algo mais profundo aguardava aqueles dois jovens que pertenciam a culturas tão distintas e que, no entanto, pareciam dividir as mesmas dores e as mesmas esperanças?

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A oração que Deus responde: toda pessoa se comunica com Deus de um jeito único, mas será que oramos como Jesus ensinou? Nesta obra, Magno Paganelli revela os significados profundos do Pai-Nosso e mostra como essa oração pode transformar a vida espiritual. Mais do que repetir palavras, orar é alinhar o coração ao propósito divino. A obra oferece clareza, devoção e um novo olhar sobre a fé. Uma leitura para quem deseja orar com mais consciência e conexão.

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Puxa conversa evangélicos: inspirado em ensinamentos bíblicos, este livro-caixinha, escrito por Juliano Spyer, propõe encontros transformadores entre familiares, amigos e novos conhecidos. Com 100 perguntas, estimula conversas sinceras, trocas de experiências e fortalecimento de vínculos. A proposta é praticar, de forma leve e divertida, a convivência e o amor ao próximo. Uma ferramenta valiosa para quem busca comunhão e relações saudáveis guiadas pela fé.

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Fonte: Guia-me

Deive Leonardo vai estrear 1º programa cristão no SBT

Deive Leonardo (Foto: Divulgação)
Deive Leonardo (Foto: Divulgação)

Na última quinta-feira (15), o SBT anunciou que o pastor e evangelista Deive Leonardo irá estrear o primeiro programa cristão da emissora, chamado “Bom Dia Esperança”.

A informação foi divulgada em uma coletiva de imprensa realizada pelo SBT que apresentou as próximas novidades da emissora.

A partir do dia 26 de maio, Deive comandará o “Bom Dia Esperança”, uma produção curta de 5 minutos com reflexões e mensagens que serão exibidas diariamente dentro do telejornal Primeiro Impacto, exibido nas manhãs.

“Fala, meu lindo, minha linda. Que alegria poder mandar essa mensagem a vocês com o coração extremamente feliz. O ‘Bom Dia Esperança’ tem o objetivo de trazer alegria, esperança e fé para o começo do dia de todos os nossos brasileiros”, disse Deive em vídeo divulgado pela emissora.

“Trazer uma mensagem que deixa a pessoa inspirada, feliz, motivada, para começar bem o dia. Tenho certeza que vai ser um bálsamo para milhares de brasileiros”, acrescentou.

Esta é a primeira vez que o SBT terá um espaço para um programa religioso na programação, algo que não acontecia por ordem de Silvio Santos (1930-2024).

No entanto, a inclusão do pastor na programação faz parte da reformulação da gestão de Daniela Beyruti Abravanel, que está tocando o SBT desde a morte do pai.

Deive Leonardo

Deive, de 34 anos, nasceu em Joinville, Santa Catarina e cresceu em um lar evangélico. Na adolescência, ele se afastou do Senhor, porém logo se reconciliou e hoje atrai multidões para ouvir o Evangelho.

O evangelista chegou a cursar Direito e foi o primeiro da família a entrar na faculdade, mas abriu mão da carreira de advogado para seguir o chamado de Deus.

“Toda a expectativa da família estava sobre a minha carreira. Foi um desafio. Nós, eu e minha esposa, entendemos que demandaria uma entrega total. Minha mãe não conseguia compreender essa necessidade. Uma vez, ela foi a um dos eventos em que eu ministrava e, ao final, me abraçou, dizendo: ‘Filho, você nasceu para isso. A partir de hoje, viva exclusivamente para o que Deus te chamou’. Foi como uma bênção dos meus pais. Hoje, eu entendo que abri mão do nada para abraçar o tudo que Deus tinha para mim”, disse ele em uma entrevista ao UOL.

Deive começou a se comunicar pela internet e passou a chamar a atenção em 2019, por meio de vídeos e pregações online: “É uma graça de Deus alcançar tantas pessoas”.

Em 2023, ele se tornou tema de uma produção na Netflix, chamada “Deive Leonardo: A Resposta”, onde reflete sobre o amor de Deus, canta e narra histórias sobre a jornada espiritual do discípulo Pedro.

“É real e oficial, estamos na Netflix e isso é histórico. Pela primeira vez na história do streaming, uma pregação do Evangelho é lançada para 190 países”, disse ele na época.

É autor dos livros Devocional Alegria do AmanhecerO Amor Mais Louco da HistóriaCoragem pra Recomeçar e Final da Tempestade. Em 2023, lançou Colocando a Vida em Ordem, da Editora Vida.

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Hoje, Deive Leonardo tem mais de 10 milhões de inscritos em seu canal no YouTube e quase 17 milhões de seguidores no Instagram.

Fonte: Guia-me com informações de Folha e UOL

Bíblia é traduzida em país muçulmano após 60 anos de trabalho missionário

Cristãos papuas celebram tradução completa da Bíblia Ngalik. (Foto: Cortesia da MAF)
Cristãos papuas celebram tradução completa da Bíblia Ngalik. (Foto: Cortesia da MAF)

Após 60 anos de trabalho dedicado feito por duas gerações da mesma família, a Bíblia foi finalmente traduzida por completo para o idioma Ngalik, na província de Papua, que fica na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo.

O Novo Testamento em Ngalik foi finalizado em 1992, resultado de 25 anos de dedicação dos missionários Ed e Shirley Maxey, da Aliança Cristã e Missionária.

No processo, contaram com o auxílio de dois jovens, Amos e Enos. Anos depois, dando continuidade ao legado dos Maxey, seu filho Buzz e sua esposa Myrna trabalharam junto a Amos e Enos para concluir a tradução do Antigo Testamento em 2023.

A tradução completa da Bíblia Ngalik, junto ao trabalho missionário da família Maxeys e dos cristãos locais, foi celebrada em uma cerimônia de dedicação realizada em fevereiro.

Perseguição

A conclusão da tradução da Bíblia Ngalik acontece em meio a uma intensificação da perseguição contra os cristãos papuas em sua província.

Desde 2018, a região enfrenta conflitos armados e um movimento de independência, que, nos últimos anos, resultou em tensões políticas e denúncias de violações de direitos humanos envolvendo autoridades muçulmanas.

A província de Papua, onde cerca de 70% da população é cristã, se destaca como uma exceção dentro da Indonésia, por ser de maioria muçulmana.

Como parte de um movimento de islamização, muçulmanos de outras regiões do país têm migrado para Papua, buscando alterar a composição religiosa e cultural da população local, majoritariamente de origem melanésia ou polinésia.

Relatos de conversões forçadas ao islamismo e outras violações religiosas e de direitos humanos continuam a surgir em Papua.

Apesar dos desafios, o Evangelho segue avançando em toda a Indonésia. A conclusão da tradução da Bíblia em Ngalik é vista como um marco que deve fortalecer os esforços de evangelização e discipulado na região.

Fonte: Guia-me com informações de MNN

Massacre jihadista deixa dezenas de civis e cristãos mortos em Burkina Faso

Aldeia em Burkina Faso (Foto: Reprodução)
Aldeia em Burkina Faso (Foto: Reprodução)

Uma nova onda de violência jihadista deixou dezenas de cristãos e civis mortos na cidade de Djibo, no norte de Burkina Faso, após uma série de ataques simultâneos de insurgentes armados no último domingo.

O número de mortos ainda não foi confirmado, embora fontes locais e de segurança falem de um número de mortos “muito alto” .

Segundo testemunhas, os agressores, viajando em motocicletas e veículos todo-terreno, cercaram a cidade desde as primeiras horas da manhã e lançaram ataques coordenados contra instalações militares, postos policiais e bairros residenciais.

O ataque durou várias horas, com tiros ouvidos do meio-dia até o final da tarde , e eles deixaram o local pouco antes da chegada das forças especiais burquinenses.

Em meio ao caos, execuções sumárias foram relatadas . Um morador disse que vários homens foram mortos do lado de fora de suas casas, enquanto mulheres e crianças tentavam escapar.

A organização jihadista Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), afiliada à Al Qaeda e ativa na região, assumiu a responsabilidade pelo ataque .

Não muito tempo atrás, Burkina Faso era conhecido como um farol de harmonia inter-religiosa, mas isso agora está em risco, pois extremistas islâmicos exploram a instabilidade política e travam uma guerra que está deixando os cristãos do país diante de uma “ameaça existencial”.

A cidade, sitiada há anos, se tornou um dos principais focos de conflito na região do Sahel, onde grupos extremistas ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico estão espalhando terror.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Morre Nélio Brum, pai da cantora Fernanda Brum

Fernanda e seu pai, Nélio Brum (Foto: Arquivo Pessoal)
Fernanda e seu pai, Nélio Brum (Foto: Arquivo Pessoal)

A cantora gospel Fernanda Brum comunicou, nesta quinta-feira (15), a morte de seu pai, Nélio Brum. Em publicação nas redes sociais, a pastora afirmou estar com o “coração em lágrimas, mas firmada na esperança que temos em Cristo”.

– Meu herói, meu melhor amigo, meu exemplo de força, fé e amor incondicional. Hoje o céu recebeu alguém muito especial. Deus, em Sua soberania, decidiu que era hora de descansar aquele que tanto viveu para amar, ensinar e proteger. Meu pai foi mais do que palavras podem expressar, ele foi presença, foi abraço, foi conselho, foi riso e foi joelho no chão com muita oração. Foi o reflexo do amor de Deus na minha vida – assinalou.

A líder cristã não chegou a detalhar a causa do falecimento do pai, que era policial rodoviário federal aposentado. Em março, contudo, ele esteve hospitalizado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, tendo recebido alta no dia 11 do mês em questão. À época, uma corrente de oração e apoio foi feita por parte de amigos e seguidores da cantora.

No comunicado desta quinta, Fernanda ressaltou que, embora a “dor da saudade seja imensa”, ela tem certeza de que “ele agora está nos braços do Pai eterno, onde não há mais dor nem sofrimento”.

A cantora finalizou deixando o versículo registrado em 2 Timóteo 4:7, que diz “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”, e compartilhando uma canção sobre luto e paternidade.

Na publicação, é possível ver diversos momentos que a cantora compartilhou com o patriarca.

Fonte: Pleno News

Estudo revela que livros didáticos promovem preconceito religioso por meio de conteúdo islâmico excessivo, no Paquistão

Professor ensinado o alcorão para crianças muçulmanas (Foto: Canva Pro)
Professor ensinado o alcorão para crianças muçulmanas (Foto: Canva Pro)

Uma análise dos livros didáticos escolares no Paquistão descobriu que conteúdos problemáticos continuam incorporados ao currículo, contribuindo para a exclusão de minorias religiosas da corrente social e da narrativa nacional do país.

Um estudo intitulado “O que estamos ensinando na escola?”, realizado pela organização de pesquisa e defesa Center for Social Justice (CSJ), sediada em Lahore, analisou 145 livros didáticos de disciplinas obrigatórias do 1º ao 10º ano. As disciplinas incluíam inglês, urdu, conhecimentos gerais, estudos sociais, história e estudos paquistaneses em uso por escolas públicas e privadas durante o ano letivo de 2022–2023.

O estudo descobriu que o conteúdo religioso estava fortemente inserido em disciplinas não religiosas, tornando obrigatório para todos os alunos — incluindo os não muçulmanos — estudar e passar em exames sobre os ensinamentos islâmicos.

“O excesso de material da religião majoritária em disciplinas obrigatórias afeta desproporcionalmente os alunos de minorias religiosas, forçando-os a estudar conteúdos que podem não estar alinhados com sua fé ou crenças pessoais”, observou o relatório.

A maior porcentagem de conteúdo religioso foi encontrada em livros didáticos da província de Khyber Pakhtunkhwa (39,6%) e da província de Punjab (39,4%), seguidas pela Fundação Nacional do Livro (29,8%), província de Baluchistão (25,9%) e província de Sindh (18,7%).

As disciplinas com maior concentração de conteúdo religioso foram Estudos Paquistaneses (58%), seguidos por Urdu (38%), Estudos Sociais (33,1%), História (26,8%), Inglês (24,2%) e Conhecimentos Gerais (12,3%).

O relatório observou que os livros didáticos careciam de conteúdo alternativo para alunos de minorias, tornando os ensinamentos islâmicos em disciplinas não religiosas inevitáveis. Exemplos incluem capítulos sobre os califas, Seerat (vida do Profeta Muhammad), Naat (poesia em louvor ao Profeta Muhammad) e Hamd (poesia em louvor a Deus) aparecendo em disciplinas de língua urdu e inglesa, apesar de serem tópicos religiosos.

O estudo também destacou que a terminologia islâmica nos livros didáticos de inglês — como o uso de “Alá” em vez de “Deus” e “Masjid” em vez de “Mesquita” — reforçava a predominância linguística. Honoríficos árabes para o Profeta Maomé apareciam com frequência em diversas disciplinas, dificultando a leitura, a memorização ou a escrita por alunos de minorias.

Além disso, à medida que os alunos avançam para séries mais avançadas, o volume de conteúdo religioso aumenta, especialmente em disciplinas às quais ele naturalmente não pertence. Por exemplo, os livros didáticos de inglês do 9º ano contêm capítulos como “Hazrat Muhammad – O Modelo de Tolerância” e “A Carta de Medina”. Os livros didáticos de urdu do 10º ano apresentam “Simplicidade e Humildade de Hazrat Muhammad” e “Hazrat Umar”, que deveriam fazer parte dos Estudos Islâmicos, e não das disciplinas obrigatórias de idiomas”, observou.

O estudo constatou que as imagens religiosas — particularmente de locais de culto — também estavam desequilibradas. “Pelo menos 389 imagens foram usadas em disciplinas obrigatórias como urdu, inglês e ciências sociais. Locais de culto de minorias tiveram pouco espaço do 1º ao 10º ano. Igrejas cristãs e templos hindus foram retratados sete vezes cada, gurdwaras sikh quatro vezes, enquanto as das comunidades bahá’í, kalasha, budista e zoroastriana estavam ausentes”, observou o relatório.

As mesquitas continuaram altamente representadas nos livros didáticos publicados por conselhos de livros didáticos em três das quatro províncias e pela Fundação Nacional do Livro.

Cada um deles apresentou entre 56 e 61 imagens de mesquitas. Apenas o quadro de livros didáticos da província de Sindh apresentou comparativamente menos imagens de mesquitas, com 23.

“A representação esmagadora de locais religiosos majoritários e a sub-representação de locais de culto de minorias ressaltam um desequilíbrio no sistema educacional”, afirma o relatório.

O estudo enfatizou que incorporar conteúdo islâmico e imagens de mesquitas em assuntos não religiosos viola o Artigo 22 da Constituição do Paquistão, que proíbe a instrução religiosa obrigatória para estudantes de outras religiões.

“Isso coloca os alunos de minorias em relativa desvantagem em comparação aos seus colegas muçulmanos, que também estudam o mesmo conteúdo em Estudos Islâmicos, que já é uma disciplina obrigatória para eles”, afirmou.

A revisão também encontrou exemplos de conteúdo de ódio e linguagem depreciativa em livros didáticos. Entre eles, referências à “mentalidade hindu”, ao “domínio completo dos hindus sobre os muçulmanos” e referências ao sistema de castas, como “intocáveis” e “casta inferior”. 

As disciplinas com maior prevalência desse tipo de conteúdo incluíram Estudos Paquistaneses (15%), seguido por História (4%) e Urdu (0,66%). O estudo constatou que os livros didáticos de Estudos Sociais, História e Estudos Paquistaneses frequentemente apresentavam grupos religiosos de forma unilateral, retratando um como vítima e outro como opressor, limitando a compreensão dos alunos sobre realidades históricas complexas.

Em 2023, o Conselho Nacional de Currículo aprovou a publicação de livros didáticos de religião para sete religiões minoritárias: hinduísmo, sikhismo, cristianismo, bahá’í, zoroastrismo, kalasha e budismo.

No entanto, o CSJ observou que a implementação dessa política — incluindo a disponibilidade de professores qualificados — era lenta, especialmente em escolas onde apenas um ou dois alunos pertenciam a religiões minoritárias.

O estudo constatou que a proporção de conteúdo inclusivo nos livros didáticos variou entre as províncias, com Khyber Pakhtunkhwa (7%) e a Fundação Nacional do Livro (7%) liderando, seguidas por Sindh (6,4%), Baluchistão (5,4%) e Punjab (5,2%). Apesar de uma porcentagem ligeiramente menor de capítulos inclusivos, o Conselho de Livros Didáticos de Sindh demonstrou uma abordagem mais abrangente, incluindo protagonistas diversos e referências a diversos festivais religiosos, refletindo um esforço em prol da representação e da aceitação.

Em contraste, Punjab e Baluchistão tiveram o conteúdo menos inclusivo, oferecendo apenas menções ocasionais às contribuições de mulheres ou pessoas com deficiência, com pouca profundidade ou consistência.

“Disciplinas como Estudos Sociais (13%) e História (14,2%) apresentaram a maior proporção de conteúdo inclusivo, enquanto Urdu (3,2%), Conhecimentos Gerais (5,4%) e Inglês (6,5%) permaneceram menos inclusivos. Alguns exemplos notáveis ​​de inclusão incluem a menção de nomes diversos como Vicky, Rita, Priya e John; festivais religiosos como Natal, Holi e Eid; e mulheres que serviram de exemplo, incluindo a Dra. Ruth Pfau”, observou o relatório.

O CSJ instou o governo a desenvolver currículos escolares e universitários que promovam a tolerância religiosa e social.

Também apelou às autoridades para que se abstivessem de introduzir legislação ou políticas que violem as proteções constitucionais da liberdade religiosa e da não discriminação, conforme descrito nos artigos 20, 22(1) e 25 da Constituição do Paquistão.

“O governo deve garantir que os livros didáticos de disciplinas obrigatórias para estudantes de todas as religiões não incluam conteúdo que possa ser interpretado como pregação de qualquer fé, garantindo o total cumprimento do Artigo 22 (1) da Constituição do Paquistão, que garante que nenhum estudante será obrigado a receber instrução religiosa diferente de suas crenças. 

“Além disso, deve garantir que os livros didáticos para disciplinas obrigatórias não contenham nenhuma lição que projete a superioridade de uma fé sobre as outras, promovendo assim um ambiente de aprendizagem inclusivo e imparcial para todos os alunos.” 

O relatório também pediu representação equitativa de todas as comunidades religiosas, incorporando conteúdo sobre suas crenças, práticas, locais de culto e festivais para refletir a diversidade do Paquistão e fortalecer a coesão social.

Ele acrescentou que a incorporação de narrativas positivas que enfatizem a herança compartilhada, a diversidade cultural e as contribuições das comunidades minoritárias para a história e o desenvolvimento do Paquistão promoveria um senso de pertencimento e respeito mútuo entre estudantes de todas as origens.

Por fim, o CSJ instou o governo a conduzir revisões independentes de currículos e livros didáticos antes da publicação para identificar e remover preconceitos, fechar lacunas de conteúdo e garantir que os materiais educacionais sejam inclusivos e equitativos.

Os hindus continuam sendo a maior minoria religiosa do Paquistão, representando 1,61% da população de 240 milhões de habitantes do país. Segundo dados de 2023 do Departamento de Estatísticas do Paquistão, os cristãos representam 1,37%, enquanto os muçulmanos, 96,35%. Outras minorias, como sikhs, budistas e zoroastristas, representam menos de 1%.

Folha Gospel com texto original de Christian Daily

STF invalida norma que proíbe linguagem neutra em escolas e prédios públicos de SC

Linguagem neutra escrita no quadro em uma sala de aula (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Linguagem neutra escrita no quadro em uma sala de aula (Foto: Montagem/FolhaGospel)

O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou norma do Estado de Santa Catarina que proibia o uso de linguagem neutra, sem designação de gênero masculino ou feminino, em escolas e órgãos públicos estaduais. A decisão foi tomada por unanimidade no julgamento virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6925, concluída em 6/5.

A vedação estava prevista no Decreto estadual 1.329/2021, que impedia ainda o uso da chamada “linguagem não binária” – com terminações neutras como “x”, @ ou “u” (elu) – em documentos oficiais.

A ação foi proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o partido, a norma de Santa Catarina violava os princípios constitucionais da igualdade, da não-discriminação, da dignidade humana e do direito à educação.

O PT ainda alegou que há pessoas que não se sentem representados pela língua portuguesa que possui dois gêneros gramaticais: masculino e feminino.

“O objetivo é claro: tornar a língua portuguesa inclusiva para pessoas transexuais, travestis, não-binárias, intersexo ou que não se sintam abrangidas pelo uso do masculino genérico”, afirmou o PT no pedido.

Base nacional curricular

O colegiado seguiu o voto do relator, ministro Nunes Marques, que lembrou que o STF, em diversas ocasiões, já definiu que é da União a competência para editar normas que garantam uma base curricular única e nacional para a educação infantil e os ensinos fundamental e médio, como estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/1996). Marques observou que estados e demais unidades federativas podem atuar de forma concorrente, desde que suas medidas não afetem o que está estabelecido em lei federal.

De acordo com o relator, o STF considera que tanto a proibição do uso de determinada modalidade da língua portuguesa como sua imposição ferem a Constituição Federal. Para Nunes Marques, qualquer tentativa estadual ou municipal de impor mudanças ao idioma por meio de disposição normativa, como se a língua pudesse ser moldada mediante decreto, será ineficaz.

Invalidação de leis

O uso da linguagem neutra substitui os artigos feminino e masculino por um “x”, “e” ou até pela “@” em alguns casos.

Assim, “amigo” ou “amiga” virariam “amigue” ou “amigx”. As palavras “todos” ou “todas” seriam trocadas, da mesma forma, por “todes”, “todxs” ou “tod@s”. A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido.

Desde o ano passado, o Supremo tem derrubado leis que proíbem a linguagem neutra. Em fevereiro, o STF invalidou uma lei municipal de Uberlândia (MG), que proibia o uso de “linguagem neutra” e “dialeto não binário” nos currículos e materiais didáticos das escolas públicas e privadas da cidade.

Em abril, o Supremo também invalidou leis municipais que proibiam o ensino da linguagem neutra em cidades do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Alguns municípios têm como objetivo impedir que instituições de ensino, públicas ou privadas, adotem ou inovem com “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa” em currículos escolares e editais, quando estas estão “em contrariedade às regras gramaticais consolidadas e previstas nas diretrizes e bases da educação nacional”.

De acordo com a Gazeta do Povo, 18 leis municipais foram questionadas por entidades LBGTs no STF, todas alegavam que não compete aos municípios legislar sobre tema que é exclusivo da União. As entidades afirmam que a lei viola direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a liberdade de ensino.

Atualmente, há projetos de lei no Congresso Nacional, como o PL 198/23, que proíbe o uso, em qualquer contexto ou disciplina, de linguagem que empregue o gênero neutro na educação básica.

Contudo, a proposta ainda aguarda análise nas comissões legislativas e antes de virar lei, precisa ser aprovada na Câmara e no Senado.

Gênero neutro

Na semana passada, o STF também permitiu, por unanimidade, que uma pessoa seja identificada com gênero neutro em seu documento de identificação civil.

No caso, um cidadão havia pedido para trocar o sexo de seu documento após realizar tratamento hormonal e cirurgia de resignação para mudança de gênero.

Porém, a pessoa acabou não se identificando com o novo sexo e fez um novo pedido na Justiça para adotar o gênero neutro em sua identidade civil.

A ministra Nancy Andrighi afirmou que a ação se tratava de uma “questão muito dramática”.

“É muito importante este julgamento. Temos um processo em que a pessoa se deu conta de que não estava bem no segundo sexo. Então não estava bem no primeiro e no segundo concluiu que não estava confortável, não era aquilo que emocionalmente estava passando no coração dela”, argumentou Nancy.

Fonte: Guia-me com informações de O Antagonista e STF

Novo livro de Gary Chapman ensina como construir uma família saudável

Família reunida lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Família reunida lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Toda família busca uma conexão mais profunda ou, ao menos, entender melhor uns aos outros, mas nem sempre sabe por onde começar. Em “As 5 marcas de uma família saudável” (clique aqui para comprar), publicado no Brasil pela Editora Mundo Cristão, Gary Chapman – autor do best-seller “As 5 linguagens do amor” – traz um caminho prático para fortalecer os laços dentro de casa.

Com mais de 45 anos de experiência aconselhando casais e pais, ele apresenta orientações acessíveis e aplicáveis no dia a dia, longe de fórmulas genéricas.

Chapman entende que poucas coisas são tão recompensadoras quanto ter uma família harmoniosa. Mas também entende que nada pode machucar tanto quanto relações familiares disfuncionais. O problema? Muita gente sabe o que não quer para sua família, mas não faz ideia de como construir algo diferente.

A boa notícia é que há um caminho claro para transformar o lar em um espaço de amor e respeito.  Aqui estão as cinco marcas que definem uma família realmente saudável, segundo um dos maiores conselheiros familiares do mundo:

1. Famílias que servem: a base de qualquer lar feliz é o altruísmo. Quando cada membro se esforça para ajudar o outro, a casa se torna um refúgio, não um campo de batalha.

2. Maridos e esposas conectados: relacionamento não é só dividir tarefas ou a cama. Intimidade é emocional, intelectual, social e espiritual. Cônjuges que se comunicam e se apoiam criam um ambiente seguro para toda a família.

3. Pais que guiam: educar não é apenas impor regras. Pais saudáveis ensinam pelo exemplo, disciplinam com amor e ajudam os filhos a se tornarem adultos equilibrados.

4. Filhos que respeitam: em tempos de telas e influências externas, o respeito à autoridade dos pais é uma raridade. Mas quando os filhos aprendem o valor da obediência, o lar se torna mais harmonioso.

5. Maridos que lideram com amor: liderança não é autoritarismo. Um marido que ama, protege e valoriza a parceira constrói uma família emocionalmente segura.

O livro pode ser encontrado na Amazon (Clique aqui).

Sobre o autor: desde a década de 1970, o doutor Gary Chapman, autor de mais de 30 livros, incluindo o celebrado “As 5 linguagens do amor”, vem investindo no estudo de como potencializar a alegria, a satisfação e a compreensão quando se trata de relacionamentos humanos. Possui mestrado e doutorado em antropologia. Casado com Karolyn, tem dois filhos e três netos.

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Mundo Cristão
  • Data da publicação ‏ : ‎ 25 março 2025
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Fonte: Guia-me

Pesquisa mundial revela que 20% das pessoas não religiosas estão interessadas em aprender mais sobre a Bíblia

Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)

Em uma pesquisa mundial encomendada pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, o prestigiado instituto de pesquisas Gallup perguntou a mais de 90.000 pessoas em 150 países e 89 idiomas sobre suas atitudes em relação à Bíblia e ao comportamento religioso.

Sua metodologia era agrupar os países em seis “clusters”, ou seja, sociedades que compartilham tendências culturais e religiosas.

Em suas conclusões gerais, a Pesquisa de Atitudes Bíblicas Mundiais de Patmos afirma que “oito em cada dez pessoas em todo o mundo acreditam em Deus ou em um ‘poder superior'”. Isso confirma outros dados publicados na última década que refutam categoricamente a ideia promovida por certos filósofos no início do século XXI de que o mundo se tornaria menos religioso .

Entrevistas ao redor do mundo mostram que “os cristãos na América Latina e na África Subsaariana apresentam os maiores níveis de uso e confiança na Bíblia”.

Mas mesmo entre aqueles no mundo todo que não se consideram religiosos, um em cada cinco (20%) disse estar “interessado em aprender mais sobre a Bíblia”.

Outra descoberta que confirma a mudança espiritual apontada por vários outros estudos recentes sobre a Geração Z é que “cristãos entre 18 e 24 anos têm os maiores níveis de confiança em contar a história da Bíblia, encontrar passagens relevantes para situações específicas e conversar com amigos e familiares sobre a mensagem da Bíblia”.

O Evangelical Focus analisou mais de perto os dados fornecidos pela Pesquisa Patmos sobre o leste e sudeste da Europa (o chamado “cluster 2”) e o oeste e norte da Europa (que os autores combinaram com a América do Norte e a Austrália para formar o “cluster 5”).

Europa Oriental, uma mistura de religião e rejeição

“Na Europa Central e Oriental, observamos a maior disparidade entre a importância da religião e a crença em Deus. Trinta e nove por cento dizem que a religião é uma parte importante de sua vida diária, mas 80% dizem acreditar em Deus ou em um ‘poder superior'”, resumem os autores.

Os 11 países analisados ​​neste bloco são Albânia, Bulgária, Hungria, Lituânia, Macedônia do Norte, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia.

“O envolvimento com a Bíblia varia significativamente entre as grandes populações cristãs deste grupo, desde ativamente engajados a não engajados, mas interessados, até indiferentes e fechados à Bíblia. No entanto, pelo menos uma parcela da população, em todos os segmentos, vê a Bíblia como um guia útil para distinguir o certo do errado”, afirma o relatório.

77% desses países ainda dizem ser cristãos (bem acima de seus vizinhos atlânticos), embora apenas 40% admitam que a fé faz diferença em suas vidas diárias.

57% estão interessados ​​em aprender mais sobre a Bíblia e 68% acreditam que é bom que as crianças conheçam histórias da Bíblia.

No entanto, 63% consideram a fé uma questão privada que não deve ser compartilhada com outras pessoas.

Os países com maior número de entrevistados que são “ativos e confiantes em falar sobre a Bíblia” são a Romênia (34%) e Portugal (28%, incluídos neste cluster porque, apesar de estarem no oeste da Europa, compartilham características culturais e religiosas com países mais a leste).

Os países onde a maioria das pessoas tem alguma influência do cristianismo, mas raramente vai à igreja ou lê a Bíblia, são a Rússia (26%) e a Ucrânia (21%). Entre esse tipo de pessoa, 74% consideram a Bíblia um “guia útil para distinguir entre o certo e o errado”, mas 76% também afirmam que é melhor “guardar suas crenças religiosas para si”.

Dois em cada três muçulmanos entrevistados (muitos na Albânia) afirmam que a religião é importante em suas vidas, e 67% desses muçulmanos concordam que a Bíblia ajuda a distinguir entre o bem e o mal. No entanto, apenas 13% têm um exemplar em casa.

Por fim, outros 9% dos entrevistados nesses países “estão quase completamente fechados à Bíblia, sem interesse em aprender mais sobre ela”. Esse perfil é mais prevalente na Lituânia (26%), Sérvia (12%) e Bulgária (11%).

Europa Ocidental: o secularismo não pode impedir a abertura à fé

Os números de compromisso cristão estão baixos nos 13 países da Europa Ocidental analisados ​​(Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido), que juntos formam o “cluster 5” ao lado da América do Norte (Canadá, Estados Unidos) e Australásia (Austrália, Nova Zelândia).

Nesses países, a porcentagem de pessoas que consideram a religião importante em suas vidas diárias cai para metade da média global (40% contra 80%). No entanto, dois em cada três entrevistados (63%) afirmam que “definitivamente ou provavelmente acreditam em um ser superior”.

53% se identificam como “cristãos” e 44% são classificados pelos autores nas categorias de “fechados, céticos ou indiferentes”. O relatório identifica o maior comprometimento com a fé cristã e a abertura para falar sobre a Bíblia nos Estados Unidos (27% dos entrevistados) e na Itália (15%).

No outro extremo do espectro, há uma rejeição cética da Bíblia na Noruega (33%), Suécia (30%), Holanda (25%) e Suíça (24%), todos países com uma clara herança protestante, mas que passaram por uma forte secularização nas últimas décadas.

Nos países mais desenvolvidos e economicamente avançados do mundo, a porcentagem de jovens descritos no relatório como “ativos-incertos” é impressionante. São pessoas interessadas em aprender mais sobre a Bíblia (77%) e a definem com palavras como “sabedoria, orientação, importante”, apesar de terem dúvidas sobre sua relevância pessoal ou social. Curiosamente, quase metade dos que se identificam como muito abertos a explorar a fé cristã são jovens entre 18 e 34 anos (48%), interesse que cai para 29% entre pessoas de 35 a 54 anos e para 22% entre aqueles com mais de 55 anos.

Esse aumento no interesse pela fé cristã entre a Geração Z contrasta com seu baixo nominalismo em comparação às faixas etárias mais velhas, nas quais muito mais entrevistados dizem ser cristãos, mas raramente frequentam cultos cristãos ou leem a Bíblia.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Índia e Paquistão: apesar do cessar-fogo, comunidade cristã teme a tensão entre os países

Bandeiras da Índia e do Paquistão (Foto: Canva Pro)
Bandeiras da Índia e do Paquistão (Foto: Canva Pro)

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado (10) que a Índia e o Paquistão concordaram com um “cessar-fogo total e imediato”. Segundo a agência de notícias BBC, mediadores norte-americanos, juntamente a canais diplomáticos e influenciadores regionais, desempenharam um papel crucial em afastar os rivais armados com equipamentos nucleares de um conflito maior.

As tensões na fronteira entre a Índia e o Paquistão aumentaram drasticamente, resultando em inúmeras mortes e ferimentos de civis em ambos os países. A Índia relatou ataques em Jammu, Caxemira (administrada pela Índia) e Punjab.

O Paquistão negou os ataques de drones nessas áreas. Isso ocorreu depois que eles acusaram a Índia de matar 31 pessoas e ferir 46 em ataques aéreos e bombardeios na fronteira na quarta-feira (7). As tensões começaram no mês passado, quando turistas indianos foram mortos em Pahalgam, na Caxemira controlada pela Índia. Nova Déli alega envolvimento do estado paquistanês, o que foi negado por Islamabad.

Como estão os cristãos na fronteira?

Retaliações contínuas tornam a região instável e as pessoas que vivem perto da fronteira militar temem novos ataques. Em ambos os países, as áreas de fronteira foram colocadas em alerta máximo. As escolas estão fechadas, eventos públicos foram cancelados e as Forças Armadas estão reforçando a segurança nas zonas de conflito. “Ouvimos as sirenes e nos disseram para apagar as luzes. Minha filha está tão ansiosa que rola no chão e vomita”, relatou uma mãe cristã no Paquistão.

A última notícia sobre o conflito entre Índia e Paquistão é que ambos os países concordaram com um cessar-fogo imediato. No entanto, a BBC relata que ambas as nações permanecem vigilantes, alertando-se mutuamente sobre as consequências caso o cessar-fogo seja violado. “Por favor, orem pelos cidadãos do Paquistão e da Índia, especialmente pelos cristãos. Em tempos de grande tensão, eles são frequentemente alvos de extremistas e estão mais vulneráveis”, relatou um parceiro local.

Priya Sharma, uma parceira Portas Abertas na Índia, compartilha: “O transporte estadual está organizado para evacuar os moradores para áreas mais seguras das aldeias fronteiriças. De acordo com as notícias, mais de 30 aeroportos foram fechados em Jammu e Caxemira, Punjab, Chandigarh, Rajasthan, Gujarat e Himachal Pradesh, enquanto outros aeroportos aumentaram as medidas de segurança. Os aeroportos foram reabertos, mas a situação ainda permanece frágil”.

Alguns de nossos parceiros locais estão acomodando e fornecendo abrigo aos cristãos deslocados que se mudaram das áreas de fronteira em alerta máximo. Eles estão em constante comunicação com os pastores e, juntamente com os cristãos locais, identificaram e confirmaram que cerca de 100 famílias cristãs se mudaram para áreas mais seguras. “Amamos nosso país. Somos leais ao Paquistão. Faremos o que Deus nos permitir para servir com amor e verdade os necessitados”, afirmou outro cristão local.

Priya Sharma compartilha: “Neste momento, é cedo para avaliar as implicações mais amplas na comunidade cristã em particular”. É crucial notar que a tensão contínua não é uma perseguição direcionada, mas sim um conflito indiscriminado que afeta civis independentemente da religião ou etnia. No entanto, a comunidade cristã perseguida é definitivamente afetada junto com os outros civis e a situação precisa de orações.

Fonte: Portas Abertas

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