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Mais de 40 cristãos mortos em acidente de ônibus a caminho de reunião de Páscoa

Mulheres cristãs na África
Mulheres cristãs na África

Os líderes políticos em toda a África estão oferecendo orações e condolências depois de mais de 40 cristãos terem sido mortos a caminho de uma reunião anual de Páscoa.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse num comunicado que 45 pessoas perderam a vida quando um ônibus que as transportava do Botswana para a cidade de Moria, na província sul-africana de Limpopo, caiu na quinta-feira enquanto “viajava na estrada R518 perto de Mokopane, Limpopo”.

O Departamento de Transportes da África do Sul disse num comunicado, na quinta-feira, que o ônibus transportava 46 pessoas, tendo todas elas perdido a vida, exceto uma.

“Alega-se que o motorista perdeu o controle, colidindo com barreiras da ponte, fazendo com que o ônibus passasse pela ponte e caísse no chão, onde pegou fogo”, observou o departamento. A Ministra dos Transportes da África do Sul, Sindisiwe Chikunga, expressou as suas “sinceras condolências às famílias afetadas pelo trágico acidente”, acrescentando: “Os nossos pensamentos e orações estão convosco durante este momento difícil”.

Um comunicado divulgado pelo Departamento de Transportes e Segurança Comunitária do Limpopo detalhou o impacto do acidente, identificando o único sobrevivente como uma menina de 8 anos, observando que “alguns corpos foram queimados de forma irreconhecível, outros presos dentro dos escombros e outros espalhados no local.” O ônibus caiu 50 metros de uma ponte antes de pegar fogo.

O serviço religioso do fim de semana de Páscoa para o qual os passageiros viajavam é o “maior encontro cristão no país durante a Páscoa”, de acordo com a publicação sul-africana The Daily Vox. O evento é realizado em Zion City Moria, sede da Igreja Cristã de Sião, com sede na África. De acordo com o meio de comunicação, “cálculos aproximados estimam que entre 3 milhões e 5 milhões de peregrinos visitam Moria para a peregrinação da Páscoa”.

O Partido Democrático do Botswana divulgou uma declaração em nome de Mokgweetsi EK Maswisi, presidente do Botswana e líder do partido, oferecendo “as mais profundas condolências aos membros [da Igreja Cristã de Sião] e às suas famílias afetadas pelo doloroso acidente”.

O escritório central nacional da INTERPOL do Serviço de Polícia Sul-Africano confirmou na sexta-feira que todos os passageiros do ônibus eram cidadãos do Botswana.

A agência policial informou ainda que até sexta-feira os corpos pertencentes a 34 dos 46 passageiros foram recuperados, mas apenas nove foram identificados. A menina de 8 anos que sobreviveu ao acidente está recebendo tratamento para os ferimentos em um hospital.

O primeiro-ministro do Limpopo, Stan Mathabatha, divulgou um comunicado prometendo “priorizar a segurança e práticas de condução responsáveis ​​para evitar que acidentes tão devastadores ocorram no futuro”. Ele sustentou que “as rotas cênicas do Limpopo deveriam ser caminhos de alegria e conexão, não locais de tragédia e perda”.

“Os meus pensamentos e orações estão com as famílias e entes queridos das vítimas, tanto no Botswana como na África do Sul, enquanto passam por esta perda e sofrimento inimagináveis”, acrescentou. “Apresento minhas mais profundas condolências e sinceras condolências a todos os afetados por esta tragédia. Que eles encontrem força, conforto e consolo neste momento difícil.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Historiadores mostram evidências arqueológicas da crucificação de Jesus

Cena do filme A Paixão de Cristo.
Cena do filme A Paixão de Cristo.

Embora para os cristãos, o nascimento de Jesus, sua crucificação e ressurreição sejam fatos inquestionáveis, para muitos isso não passa de uma invenção. Mas, segundo a Arqueologia Bíblica, é possível provar tais fatos através de evidências.

O arqueólogo e historiador, Rodrigo Silva, apresenta uma cópia de pergaminho do século 11, com os escritos de Tácito sobre Jesus Cristo. 

Tácito foi um historiador romano muito importante do século 1. Ele  deixou registrada o que é provavelmente a referência mais importante sobre Jesus fora do Novo Testamento. 

“Ele não apenas confirma que Jesus morreu nas mãos de Pôncio Pilatos, mas que coisas esplendorosas foram ditas depois de sua morte”, disse o arqueólogo ao apresentar também um testemunho do historiador Flavio Josefo. 

Jesus existiu e foi crucificado

Conforme Rodrigo Silva ressalta: “Flavio Josefo testemunhou pessoalmente a destruição de Jerusalém, no ano 70. Ele viveu na época dos apóstolos e escreveu que Jesus fez coisas maravilhosas, que foi condenado e que as pessoas da época diziam que ele ressuscitou”. 

Apesar de muitos críticos afirmarem que os escritos de Josefo foram inventados pelos cristãos, o arqueólogo garante que todos os manuscritos já analisados por ele apresentam os mesmos textos. 

Rodrigo também apresenta um desenho encontrado no Monte Palatino, na Itália, onde ficava o palácio de César, onde havia uma escola de meninos da família real. 

“Naquela época, garotos picharam [desenharam] numa parede, um cavalo crucificado e um rapaz em posição de adoração. E escreveram em grego a chacota: Alexandre adora Deus”, mencionou ao explicar que crianças estavam zombando de quem adorava Jesus, o que prova que Ele realmente existiu e foi crucificado.

Descobertas do primeiro século

O pastor e doutor em Teologia, Bobby Harrington, também confirma a historicidade de Jesus e diz que os principais acontecimentos de sua vida foram corroborados por historiadores antigos, mesmo por aqueles que não eram cristãos.

“Sabemos que os dois principais líderes que autorizaram a morte de Jesus, Caifás e Pilatos, eram pessoas reais e que viveram no local e tempo exatos que as Escrituras dizem e tiveram o papel exato que a Bíblia descreve. Nenhum historiador ou estudioso respeitado contesta esses fatos”, afirmou Bobby. 

Sobre a verdade da crucificação, o pastor lembra que a ação foi amplamente descrita na literatura da época, mas foi somente em 1968 que foram encontrados os restos reais de uma pessoa crucificada em época e local semelhantes. 

“Enquanto trabalhavam em Jerusalém, trabalhadores da construção civil descobriram uma tumba antiga. Dentro da tumba encontraram um prego em madeira com nós, perfurando um osso detornozelo. A descoberta foi datada do primeiro século”, disse.

Fontes não cristãs comprovam a crucificação

“Além da Bíblia, existem fontes antigas não-cristãs que nos dizem que a crucificação foi a forma como Jesus morreu. Estes incluem Josefo, Tácito e Luciano. Temos também outras fontes externas à Bíblia e aos cristãos, além de testemunhos antigos. Por exemplo, o respeitável Talmude judaico nos diz que foi assim que Jesus morreu. Existem fontes principais antigas e não-cristãs: Flavio Josefo, Tácito, Luciano e Mara Bar-Serapião”, reforçou Bobby Harrington.

Sobre a tumba de Jesus

Atualmente, no local onde estava a tumba de Jesus, existe a Igreja do Santo Sepulcro: “Desde 136 d.C., os cristãos identificaram o lugar onde acreditavam que Jesus foi crucificado e sepultado em Jerusalém. A Igreja do Santo Sepulcro foi construída naquele local”, disse Bobby. 


Basílica do Santo Sepulcro, na Cidade Antiga de Jerusalém. (Foto: Wikimedia Commons/Jorge Láscar)

“Existe uma forte tradição histórica e arqueológica que demonstra que esta igreja foi construída no local certo. Foi facilmente identificado na época de Jesus pelos moradores de Jerusalém como Gólgota, que significava ‘o lugar da caveira’, conforme Mateus 27:33”, continuou. 

“O local ainda era reconhecido [no primeiro século] quando o imperador romano Adriano reprimiu uma rebelião em Jerusalém — a Revolta de Bar Kokhba — e a transformou em uma cidade romana, chamada Aelia Capitolina. No processo, Adriano destruiu muitos dos locais religiosos”, disse ainda. 

“Ele também construiu um templo ao deus pagão Vênus no topo do local tradicional do Gólgota, provavelmente num esforço para impedir que os cristãos se reunissem para adorar naquele lugar”, disse ao apontar que o arqueólogo Shimon Gibson deu uma descrição resumida desta evidência. 

“Podemos supor que a situação exata do Gólgota foi transmitida de geração em geração entre os apoiadores de Jesus, mesmo quando o próprio local passou a ser escondido sob a calçada do Fórum e Templo de Vênus, em Aelia Capitolina, que foi construído depois de 135 d.C. para substituir as ruínas de Jerusalém. Isto fica claro a partir de Eusébio, um estudioso erudito que escreveu no final do século III, que observou que o ‘Lugar da Caveira’ ainda era ‘apontado em Élia’, no lado norte do Monte Sião, indicando que o conhecimento do paradeiro do Gólgota foi mantido desde 70 EC até seus dias.

“Portanto, temos boas razões para pensar que o Gólgota era conhecido desde a época de Jesus e até a época de Eusébio (o historiador), no início dos anos 300. Então, na época de Eusébio, Constantino e os líderes do Império Romano construíram uma igreja naquele exato local”, disse Bobby. 

Dentro do prédio da igreja, eles marcaram o local que acreditavam ser o túmulo de Jesus. Era para estar sob um santuário chamado Edícula dentro do prédio”, destacou. 

A verdade sobre a ressurreição de Jesus

Ao concluir, o Dr. Bobby mencionou um estudo e um livro enorme e altamente respeitado de NT Wright sobre as narrativas da ressurreição: “Ele termina o livro afirmando que o túmulo vazio e as aparições têm uma probabilidade histórica tão alta que é ‘virtualmente certa’, como a morte de Augusto em 14 DC ou a queda de Jerusalém em 70 DC”. 

“Por muitos anos, Richard Swinburne foi presidente do departamento de filosofia da Universidade de Oxford. Ele é altamente respeitado por todo o seu trabalho acadêmico. Depois de rever todas as evidências e discutir todas as probabilidades, ele demonstrou, numa base estritamente fatual, que há 97% de probabilidade de Jesus ter ressuscitado dos mortos.

“A minha oração é que você leve a sério todas essas evidências e se abra à presença do Espírito Santo de Deus, que o convencerá pessoalmente sobre essas verdades, se você permitir”, finalizou.

Fonte: Guia-me com informações de Renew.org e Rodrigo Silva

Terroristas matam pastor e mais cinco cristãos no centro da Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Terroristas Fulani mataram um pastor e cinco outros cristãos no estado de Nasarawa, no centro da Nigéria, em ataques na semana passada, disseram fontes.

Na área de Kadarko, no condado de Keana, o líder comunitário Denis Utsa disse que terroristas Fulani atacaram na sexta-feira da semana passada a aldeia predominantemente cristã de Tse-Abir Azer, matando a tiros dois cristãos, incluindo um pastor que morreu no dia seguinte.

“Os pastores muçulmanos Fulani armados invadiram a área de Tse-Abir Azer, em Kadarko, por volta das 16h, e além dos mortos, dezenas de outros cristãos sofreram ferimentos de bala”, disse Utsa em uma mensagem de texto. “Um pastor, Kingsley Orshase, que foi baleado e ferido pelos terroristas, foi transportado para um hospital em Lafia no sábado, mas morreu no hospital devido aos ferimentos fatais que sofreu.”

No domingo, os agressores mataram quatro agricultores cristãos na área de Kadarko, numa segunda ronda de ataques, disse ele.

“O número de mortos agora é de seis cristãos mortos nos dois dias de ataques”, disse Utsa. “Os terroristas também invadiram um campo que abrigava cristãos deslocados, forçando-os a fugir para as cidades de Kadarko e Gizé, na área do governo local de Keana. Alguns destes cristãos deslocados sofreram ferimentos graves e estão sendo tratados em alguns hospitais”.

Ramhan Nansel, porta-voz do Comando da Polícia do Estado de Nasarawa, disse que oficiais foram destacados para a área para conter os ataques.

A Nigéria contina sendo o lugar mais mortal do mundo para seguir a Cristo, com 8 mil pessoas mortas pela sua fé entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, de acordo com a Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety). Mais sequestros de cristãos do que em qualquer outro país também ocorreram na Nigéria, com 3.300.

A Nigéria foi também o terceiro país com maior número de ataques a igrejas e outros edifícios cristãos, como hospitais, escolas e cemitério

Na Lista Mundial da Perseguição de 2024 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria ficou em 6º lugar, tal como no ano anterior.

Quem são os Fulani

Numerados na casa dos milhões em toda a Nigéria e no Sahel, os Fulani predominantemente muçulmanos compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm opiniões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido para a Liberdade Internacional ou Crença (APPG) observada em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma intenção clara de atingir os cristãos e símbolos potentes da identidade cristã”, afirma o relatório da APPG.

Os líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques dos pastores às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo seu desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, uma vez que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem os seus rebanhos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Mais de 1,25 bilhão de pessoas tiveram acesso à Bíblia Sagrada em 2023

Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)
Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)

Em 2023, as Sagradas Escrituras alcançaram mais de 1,25 bilhão de pessoas, em 106 línguas, graças às traduções realizadas pelas Sociedades Bíblicas de todo o mundo.

Esse marco representa o compromisso das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) em tornar a Palavra de Deus acessível a diversas comunidades linguísticas ao redor do planeta com o avanço da missão: “A Bíblia Para Todos”.

“No ano de 2023, os esforços coletivos das equipes de tradução das SBU entregaram textos das Escrituras em vários formatos para uma em cada oito pessoas em todo o mundo. Juntos, continuamos a desempenhar um papel fundamental na realização de uma mudança profunda na vida de indivíduos e comunidades, pois continuamos dedicados à nossa missão de anunciar o poder transformador inerente à mensagem da Bíblia”, detalha o secretário-geral das SBU, reverendo Dirk Gevers.

Cabe destacar que as Sociedades Bíblicas expandiram o alcance para 72 grupos linguísticos, beneficiando um total de 100 milhões de pessoas. Agora, pela primeira vez, elas têm mais acesso às Escrituras na língua nativa.

Além disso, as Sociedades Bíblicas continuaram revisando ou desenvolvendo novas traduções, o que inclui edições de estudo, em 36 línguas, atingindo mais de 1,15 bilhão de pessoas.

Em 2023, foram publicadas ainda 72 primeiras traduções, incluindo 16 Bíblias completas e 17 Novos Testamentos, em línguas faladas por 100 milhões de pessoas. Essas iniciativas refletem o comprometimento das Sociedades Bíblicas em garantir que os textos sagrados permaneçam relevantes e significativos para as gerações modernas.

As edições de Estudo podem ajudar as pessoas a compreenderem melhor as Escrituras. Dez línguas faladas por mais de 833 milhões de pessoas na Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio receberam Edições de Estudo, em 2023. Foram publicadas seis edições completas de estudo da Bíblia em diversas regiões.

Língua de sinais e braille

Apenas cerca de 60 das 400 línguas de sinais existentes possuem alguma Escritura, e apenas uma tem a Bíblia completa. No ano passado, as Sociedades Bíblicas concluíram porções adicionais das Escrituras em 15 línguas de sinais.

Embora as Escrituras em áudio atendam a muitas línguas, um número significativo de pessoas com deficiência visual prefere usar o braile para mergulhar na Palavra de Deus de forma mais profunda e independente. Em 2023, Bíblias completas em braile foram lançadas em três línguas africanas. Esse acréscimo significativo eleva para 51 o número total de línguas com Bíblias completas em braile.

Impacto em 2024

A partir do início de 2024, graças aos esforços das Sociedades Bíblicas e de outras agências de tradução da Bíblia, a Palavra de Deus completa está disponível em 743 línguas faladas por 5,96 bilhões de pessoas. Mais de 70% dessas traduções foram facilitadas pelas equipes de tradução que trabalham com as 155 Sociedades Bíblicas que são membros da Fraternidade das Sociedades Bíblicas Unidas.

Este ano, as Sociedades Bíblicas de todo o mundo concluíram traduções das Escrituras em 106 línguas, alcançando mais de 1,25 bilhão de pessoas. Nesses primeiros meses de 2024, quase 350 novos textos em 265 línguas exclusivas foram adicionados à Biblioteca Digital da Bíblia® (DBL), elevando o número total de textos para 3.440 em 2.069 línguas.

Essas línguas são faladas por mais de 6,15 bilhões de pessoas. Mais de 60% das 1.453 Bíblias completas na DBL foram fornecidas pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Graças à Biblioteca Digital da Bíblia®, centenas de milhões de pessoas em todo o mundo podem acessar as Escrituras em sua própria língua e no formato escolhido por meio de sites e aplicativos como Bíblia SBB e YouVersion.

Mesmo diante de todo esse avanço, existe muito trabalho a ser realizado. Isto porque um total de 3.710 línguas, mais da metade das línguas faladas no mundo, ainda não possui nenhuma forma de Escritura.

Fonte: Comunhão

Menos da metade dos cristãos frequentam regularmente a igreja, revela pesquisa

Culto em uma igreja (Foto: canva)
Culto em uma igreja (Foto: canva)

Três em cada dez pessoas nos Estados Unidos frequentam regularmente serviços religiosos, o que representa um declínio em comparação com as últimas duas décadas, de acordo com uma pesquisa da Gallup.

A Gallup informou que 21% dos americanos disseram que frequentam serviços religiosos semanalmente, enquanto 9% disseram que frequentam serviços religiosos quase todas as semanas.

Em contraste, 11% dos entrevistados relataram frequentar cerca de uma vez por mês, 25% relataram frequentar “raramente”, enquanto 31% disseram que “nunca” vão a serviços religiosos.

Isto representa um declínio em relação a uma década atrás, quando a Gallup descobriu que 38% dos americanos frequentavam semanalmente ou quase semanalmente, e em relação a duas décadas atrás, quando 42% dos americanos relataram frequentar semanalmente ou quase semanalmente.

Para a sua pesquisa, a Gallup baseou-se em dados agregados de pesquisas realizadas por telefone em 2021, 2022 e 2023, com amostras anteriores recolhidas de pesquisas realizadas em 2000-2003 e 2011-2013, respetivamente.

A Gallup descobriu que os mórmons eram os mais propensos a relatar que iam aos seus cultos regularmente, com 67% dizendo que compareciam semanalmente ou quase semanalmente. Os protestantes vêm em seguida com 44%, seguidos pelos muçulmanos (38%), católicos (33%), cristãos ortodoxos (26%), judeus (22%), budistas (14%) e hindus (13%).

O relatório também descobriu que os católicos experimentaram a queda mais acentuada na frequência em comparação com duas décadas atrás, passando de 45% de frequência regular em 2000-2003 para 33% em 2021-2023.

Ao longo dos últimos anos, muito se tem falado sobre o aumento da população sem filiação religiosa nos Estados Unidos, também conhecida como “nones”, especialmente entre as gerações mais jovens.

Em janeiro de 2023, por exemplo, o Survey on American Life (SAL), um projeto do American Enterprise Institute, divulgou um relatório que concluiu que a frequência à igreja ainda não tinha recuperado do que era antes dos confinamentos da COVID-19.

Embora o número de americanos que participaram nos cultos tenha aumentado de 13% no Verão de 2020 para 27% na Primavera de 2022, este número ainda estava abaixo dos níveis pré-pandemia.

Além disso, de acordo com o SAL, 33% dos americanos relataram em 2022 que nunca frequentavam serviços religiosos, um aumento em relação aos 25% que diziam o mesmo antes da pandemia.

As maiores quedas na frequência foram observadas entre adultos com menos de 50 anos, católicos hispânicos, protestantes negros e protestantes brancos da linha principal, de acordo com o estudo de 2023.

Em dezembro de 2022, contudo, a Gallup divulgou uma análise indicando que o crescimento de americanos não afiliados religiosamente abrandando, tendo efetivamente “estabilizado” desde 2017.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor questiona Malafaia após afirmar que sua igreja tem policiais como segurança

Pastor Alexandre Gonçalves
Pastor Alexandre Gonçalves

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), gravou um vídeo após ter o nome da sua igreja envolvida com os mandantes da morte da vereadora Marielle Franco.

Neste domingo, 24, o colunista de O Globo, Lauro Jardim, publicou que ‘segurança’ de Domingos Brazão recebia pagamentos da milícia em igreja de Silas Malafaia. Os irmãos Chiquinho Brazão, deputado federal pelo União Brasil, e Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, além de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, foram presos na capital fluminense na manhã deste domingo, 24.

No vídeo abaixo, publicado na segunda-feira, 25, Malafaia chamou a publicação de “inescrupulosa” e disse que, até mesmo em sua segurança pessoal, possui oito policiais, e que é impossível saber se algum deles possui envolvimento com a milícia ou com a criminalidade.

“Na minha segurança, tenho oito policiais. Tem alguém da milícia? Não sei. Tem algum policial que trabalha em segurança em alguma igreja [e que é] da milícia? Não sei. Eu não tenho bola de cristal, nem adivinhação. Eu pergunto à sociedade, existe algum instrumento, algum instrumento público que você pode consultar para saber se um policial é correto ou não? Se um policial pertence à milícia, ao narcotráfico, roubo de carga, roubo de carro, execução? Eu não posso adivinhar. Isso é papel da polícia e do Ministério Público”, disse.

O pastor Alexandre Gonçalves, da Igreja de Deus em Santa Catarina, que também é policial da Polícia Rodoviária Federal há 20 anos, fez alguns questionamentos na sua conta do X (ex-Twitter), após observar que, na sua fala, Malafaia afirma ter policiais contratados como seguranças e disse que já houve troca de tiros entre seus seguranças e bandidos na frente de uma de suas igrejas.

“Esse filho de Belial, nuvem sem água, árvore sem fruto, 2 vezes filho do inferno terá de responder a algumas perguntas:

Como ele contratava policiais para fazer sua segurança e de sua igreja se é PROIBIDO ao policial, que tem dedicação exclusiva, fazer trabalho remunerado?

Se ele precisava de segurança (o que é um absurdo em se tratando de um pastor, qual o motivo de não contratar legalmente uma empresa de segurança?

Como ele pagava esses policiais que faziam serviço clandestino? Era “por fora”? Igreja não pode pagar nada por fora!

Ele fala de troca de tiros na sua igreja após ter contratado seguranças policiais de forma ilegal e clandestina. Fez Boletim de Ocorrência por disparo de arma de fogo em via pública? Falou as autoridades que os disparos foram feitos por policiais contratados clandestinamente?

Tenho 20 anos de polícia e afirmo de forma categórica: pastor que contrata segurança de forma clandestina está à margem da lei, ou seja, é um MARGINAL pois está agindo ilegalmente e com toda a certeza o dinheiro que quer defender não é sagrado, é fruto de peita. Seja ANÁTEMA!“

Lei que exige Bíblia em bibliotecas de Sorocaba é inconstitucional, decide Justiça

Bíblia Sagrada na biblioteca
Bíblia Sagrada na biblioteca

Por maioria de votos, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo declarou a Lei Municipal nº 7.205/04, de Sorocaba, inconstitucional. Essa lei instituiu a obrigatoriedade de exemplares da Bíblia nas bibliotecas municipais.

A ação direta de inconstitucionalidade foi movida pelo Ministério Público, argumentando que tal dispositivo viola a laicidade do Estado e o princípio constitucional da isonomia.

Isso ocorre ao privilegiar determinado grupo de pessoas em detrimento de outros, em um ambiente onde a religião ou o credo não podem receber tratamento especial.

Este foi o entendimento da maioria do colegiado. O relator designado, desembargador Campos Mello, destacou que, embora a Bíblia seja um livro e não haja qualquer impedimento para que esteja em uma biblioteca, a obrigatoriedade imposta pela lei é incompatível com a laicidade do Estado.

“Não há notícia de que outros textos religiosos devam fazer parte obrigatória das bibliotecas municipais. Nem o Alcorão, nem o Talmude ou a Torá terão sido objeto dessa obrigatoriedade. Ao contrário, o art. 19 da Lei Maior veda que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estabeleçam cultos religiosos, embaracem os respectivos funcionamentos ou com eles mantenham relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público. No caso em tela, porém, a nítida opção do legislador municipal pela difusão apenas das religiões cristãs implica relação de aliança vedada pela Carta Magna”, escreveu.

‘Orem por Sorocaba’

Em seu perfil oficial no Instagram, o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, defendeu a manutenção da Bíblia nas bibliotecas municipais da cidade.

“Infelizmente, a Justiça julgou ilegal a obrigatoriedade de ter uma Bíblia na biblioteca de Sorocaba, nós perdemos por 17 a 7. Eu fico pensando como que pode alguém ter perdido tempo de ir contra a Palavra de Deus e fazer a gente passar por toda essa luta”, disse.

“Eu sei o que Deus fez na minha vida, o que Deus faz nessa cidade e o que faz na vida das pessoas”, declarou o prefeito.

Manga disse ainda que a Bíblia não será tirada do equipamento público:

“Nós não vamos retirar a Bíblia da biblioteca, nós vamos entrar no Supremo Tribunal Federal porque, independente de religião, nós sabemos a importância que a obra de Deus, através da Palavra de Deus, faz na vida das pessoas”.

E finalizou pedindo oração.

“Ore por nós aqui de Sorocaba, porque se isso acontecer aqui vai acontecer no Brasil todo”, disse. “Nós vamos vencer isso, eu preciso do Brasil todo em oração para que a obra, a Palavra de Deus, seja valorizada; e aqui em Sorocaba será”.

Fonte: Guia-me com informações de TJSP

Líderes cristãos estão sendo “mortos, torturados e desaparecidos” na Ucrânia ocupada

Bandeira da Ucrânia (Foto: Canva)
Bandeira da Ucrânia (Foto: Canva)

Líderes cristãos estão sendo “mortos, torturados e desaparecidos” em partes da Ucrânia ocupadas pela Rússia, disse uma instituição de caridade cristã pela liberdade religiosa.

Paul Robinson, CEO da Release International, disse: “À medida que o Presidente Putin inicia o seu quinto mandato, os nossos parceiros descrevem uma pressão crescente sobre a Igreja”.

Os parceiros relatam que, em fevereiro, o padre ortodoxo ucraniano de 59 anos, Stepan Podolchak, foi encontrado morto nas ruas de Kalanchak, em Kherson, ocupada pela Rússia, e o seu corpo apresentava sinais de tortura.

A trágica descoberta foi feita dois dias depois de ele ter sido detido e levado pelo que se acredita terem sido agentes pertencentes ao Centro de Combate ao Extremismo do Ministério do Interior russo.

O Fórum 18 relata que antes do seu sequestro e assassinato, ele resistiu à pressão para deixar a Igreja Ortodoxa Ucraniana e ingressar no Patriarcado de Moscou.

“Cada vez mais, outras denominações além da Ortodoxa Russa do Presidente Putin estão sendo consideradas extremistas”, disse a Release International.

Podolchak não é o único cristão que sofreu este destino depois que Anatoly Prokopchuk, um diácono pentecostal, e seu filho Aleksandr, de 19 anos, foram sequestrados, baleados e mutilados em Kherson em novembro passado.

De acordo com o Fórum 18, “as forças de ocupação russas também sequestraram, torturaram e mataram outros líderes religiosos ucranianos desde a invasão russa”.

A publicação informa que outros desapareceram ou foram deportados para a Rússia, alguns depois de se recusarem a aceitar a cidadania russa.

Fome do Evangelho

No entanto, há também sinais de esperança, com pessoas a encherem igrejas em Kherson e a mostrarem uma fome pelo Evangelho.

“Diante do medo, da insegurança e da opressão, a fome pelo evangelho está a crescer. Ouvimos relatos de igrejas lotadas e de muitos que entregaram as suas vidas a Cristo”, disse Robinson.

Um associado da Release International disse: “As pessoas recorrem à palavra de Deus e convertem-se a Cristo, em quem encontram a sua única esperança na conflagração da guerra”.

A Release International está trabalhando para apoiar os cristãos que permaneceram na Ucrânia e aqueles que procuraram segurança em outros lugares.

Robinson continuou: “Em nosso trabalho com cristãos perseguidos, descobrimos repetidamente que a opressão concentra a mente e faz com que as pessoas pensem profundamente sobre o significado de suas vidas”, diz Paul Robinson da Release International.

“Quando todo o resto é eliminado, as pessoas enfrentam questões realmente importantes: “Por que estou aqui? E qual é o meu propósito?”

“Embora a perseguição seja uma coisa terrível, descobrimos que Deus está poderosamente presente para restaurar a esperança e o significado. Os nossos parceiros estão trabalhando na Ucrânia para servir uma Igreja que está a ser refinada pelo fogo – e onde o evangelho é pregado, essa Igreja está crescendo. “

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Nicarágua proíbe a Igreja Católica de fazer procissões da Semana Santa em meio à repressão

Procissão da Semana Santa em León, Nicarágua, em abril de 2015. (Foto: Wikimedia Commons)
Procissão da Semana Santa em León, Nicarágua, em abril de 2015. (Foto: Wikimedia Commons)

A Nicarágua proibiu as celebrações públicas da Semana Santa da Igreja Católica pelo segundo ano consecutivo, em meio a outras medidas repressivas que incluíram organizações protestantes.

Na Semana Santa que antecede a Páscoa, a Igreja Católica tradicionalmente organiza coloridas procissões religiosas nas ruas das vilas e cidades de toda a Nicarágua. Ao prender e exilar padres no ano passado, o governo também limitou as celebrações da Semana Santa ao interior dos edifícios da igreja e, no mês passado, renovou a proibição para a época da Páscoa deste ano.

A vice-presidente Rosario Murillo, esposa do ditador Daniel Ortega, indicou que as autoridades substituirão as procissões religiosas tradicionais por “procissões populares” que propagam a ideologia comunista. Em fevereiro, ela disse à estação de televisão estatal da Nicarágua que o Instituto de Turismo organizaria as “procissões populares” enfatizando a ideologia do governo comunista durante a Semana Santa que antecede a Páscoa, em 31 de março.

Rejeitando as acusações de perseguição à Igreja Católica, Murillo afirmou: “Se estão prendendo um padre, deve ser por algum motivo”, informou o meio de comunicação Gaceta de la Iberosfera.

Apesar da proibição, algumas igrejas católicas planejam organizar procissões de menor escala perto dos seus edifícios, disse a Gaceta a ativista antigovernamental Martha Patricia Molina, descrevendo o regime de Ortega como uma “ditadura criminosa que nem mesmo durante a Quaresma cessa o seu ódio contra a Igreja Católica. ”

A proibição das celebrações da Semana Santa é uma demonstração da descida do governo da Nicarágua a um regime autoritário brutal que tem silenciado cada vez mais os cristãos desde 2018.

Perseguição aos protestantes

As organizações protestantes não foram poupadas. Das 342 organizações religiosas que o governo fechou ou dissolveu desde 2021, pelo menos 256 estavam associadas a organizações evangélicas ou outras organizações protestantes, de acordo com um estudo divulgado em dezembro pelo Coletivo de Direitos Humanos Nunca Mais da Nicarágua intitulado “Encerramento do Espaço Cívico”. Dos restantes, 43 eram católicos e outros 43 associados a outras igrejas.

As organizações religiosas estavam entre as 3.552 organizações não governamentais (ONG) encerradas, segundo o relatório.

Os líderes evangélicos têm-se abstido em grande parte de denunciar as violações dos direitos humanos por parte do regime de Ortega, mas o governo tem-lhes retirado a capacidade de operar no país, embora de forma mais silenciosa e gradual do que as ações contra a Igreja Católica, a coordenadora do grupo sediado na Costa Rica, Wendy Flores, disse à AP.

Ela disse que o regime retirou aos protestantes licenças para operar e receber fundos do exterior. Das 256 organizações evangélicas fechadas ou dissolvidas, 183 foram fechadas em 2022, disse Flores. O governo encerrou as suas contas bancárias e confiscou propriedades, embora alguns ainda sirvam as pessoas com uma voz mais limitada.

A hostilidade do governo para com a Igreja Católica Romana tem sido mais direta e aberta. As autoridades tomaram 1.200 ações contra a Igreja Católica entre 2019 e 2023, expulsando dezenas de padres e freiras e condenando outros a penas de prisão de oito a 30 anos, de acordo com o Coletivo de Direitos Humanos Nunca Mais da Nicarágua.

Estima-se que cerca de 45% da população da Nicarágua seja católica, com uma percentagem igual considerada evangélica ou outros protestantes.

Perseguição aos católicos

A detenção, prisão e exílio de padres e freiras na Nicarágua começou depois de os líderes católicos criticarem a repressão mortal dos protestos por parte do governo sobre os cortes na segurança social dos reformados, em abril de 2018. Mais de 300 manifestantes foram mortos, apesar dos esforços dos líderes católicos para fornecer refúgio e mediar o diálogo. .

O governo libertou inesperadamente da prisão dois bispos, 15 padres e dois seminaristas em 14 de janeiro e expulsou-os para o Vaticano. Entre os libertados estava Dom Rolando Alvarez , que havia sido preso em 2022 por criticar o regime e condenado a 26 anos de prisão por “traição”. Após a sua libertação em 14 de janeiro, ele foi exilado no Vaticano, perfazendo um total de 19 padres que o regime exilou.

72 horas após as libertações de 14 de janeiro, as autoridades prenderam outro padre. Ezequiel Buenfil Batun, reitor do Convento San Juan Neumann em Chinandega, foi preso em 16 de janeiro. No mesmo dia, o Ministério do Interior cancelou o estatuto jurídico de nove organizações, incluindo a Fundação dos Missionários Consagrados de São Salvador, à qual Buenfil Batun pertencia.

Libertados em 14 de janeiro, juntamente com Alvarez, estavam os padres detidos em dezembro por expressarem solidariedade a ele e a outros.

Quando Álvarez, bispo da Diocese de Matagalpa e administrador apostólico da Diocese de Esteli, foi preso em 2022, recusou-se a aceitar o exílio para os Estados Unidos e, em 9 de fevereiro de 2023, foi transferido para a prisão de segurança máxima La Modelo. No dia seguinte foi condenado a 26 anos e quatro meses de prisão, num processo amplamente considerado ilegal.

O regime de Ortega sujeitou 203 padres e freiras ao exílio ou à prisão entre 2018 e 2024, segundo o ativista dos direitos humanos Molina, um advogado que fugiu para os Estados Unidos. Mais de 80% dos casos foram registrados em 2023, disse ela ao meio de comunicação Confidencial.

Molina contou 307 “agressões” contra a Igreja Católica em 2023. A repressão governamental teve um efeito assustador sobre os líderes católicos, com poucos sequer ousando denunciar os 30 casos de profanação dos seus edifícios, e as autoridades locais insultando aqueles que o fazem, de acordo com Molina.

Ortega e a sua esposa Murillo compararam a defesa dos protestos civis pelo clero católico a atos de terrorismo ligados a conspirações golpistas. A vigilância aumentou à medida que os paroquianos encontram cada vez mais pessoas nos bancos que não reconhecem. Um deles disse à AP que alguns temem que até mesmo uma oração pela segurança do clero preso possa ser considerada uma oposição punível.

“Cada vez mais o silêncio fica mais profundo”, disse Molina à AP . “Se é perigoso rezar o terço na rua, é excessivamente perigoso denunciar ataques. Muitos padres acreditam que se fizerem denúncias haverá mais represálias contra as comunidades. Nós, como leigos, gostaríamos que eles falassem, mas as únicas alternativas são o cemitério, a prisão ou o exílio”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Grupo cristão leva ferramentas de tradução da Bíblia para 35 línguas na Indonésia e Sudeste Asiático

A Wycliffe Associates capacita as pessoas com recursos para entender e traduzir a Bíblia em seu idioma nativo. (Foto: cortesia Wycliffe Associates)
A Wycliffe Associates capacita as pessoas com recursos para entender e traduzir a Bíblia em seu idioma nativo. (Foto: cortesia Wycliffe Associates)

Uma organização internacional que foi pioneira num novo método para acelerar a tradução da Bíblia e colocar a Palavra de Deus nas mãos de mais pessoas em todo o mundo está a fornecer a grupos cristãos na Indonésia e no Sudeste Asiático as ferramentas necessárias para traduzir a Bíblia para 35 línguas indígenas.

A Wycliffe Associates faz parceria com falantes nativos e igrejas locais para apoiar o trabalho de tradução da Bíblia através de uma combinação de treinamento e tecnologia. O grupo está atualmente trabalhando para fornecer kits de aceleração de tradução da Bíblia a 35 grupos cristãos em toda a Indonésia e no sudeste da Ásia. Esses kits possuem vários recursos, incluindo software de tradução especial e conexão via satélite.

Numa entrevista ao The Christian Post, Mark Stedman, vice-presidente de tecnologia da Wycliffe Associates, disse que os métodos de tradução da Bíblia do grupo colocam os crentes locais “no comando desse processo”.

“Nós os ajudamos nesse processo, mas eles fazem toda a tradução da Bíblia por conta própria, no sentido de que são eles que falam a língua”, disse Stedman.

“E o que trazemos é o treinamento sobre como fazer a tradução da Bíblia, todos os recursos que eles precisam — seja o texto fonte ou todos os recursos de tradução — e ajudá-los a fazer a tradução e verificá-la para ter certeza de que está correta , ajudando-os a imprimi-lo e sendo capaz de distribuí-lo para pessoas que estão prontas e esperando para ter Bíblias em mãos e poder ter encontros transformadores com Cristo”, continuou ele.

Como observou Stedman, a Indonésia é um país de maioria muçulmana, e a melhor maneira para a Wycliffe Associates conduzir o seu ministério lá é ter uma empresa com fins lucrativos apoiando o processo de tradução da Bíblia. O vice-presidente de tecnologia disse que uma equipe de 25 indonésios que fazem parte de uma empresa de tecnologia está ajudando a incentivar a tradução da Bíblia no país.

Stedman estimou que cerca de 50 a 60 traduções estavam em andamento na Indonésia no momento desta entrevista. Os grupos de tradução têm entre quatro e 20 nativos indonésios que se voluntariam para trabalhar nas traduções, com o compromisso de realizar atos de serviço cristão, acrescentou.

“Esses são voluntários cristãos que estão fazendo este trabalho como parte de sua comunidade eclesial, ou talvez de sua comunidade denominacional”, disse Stedman.

A Wycliffe Associates encontra voluntários para seus projetos de tradução, evangelizando as pessoas sobre o que Stedman descreveu como as “boas novas da tradução da Bíblia”. A organização tem uma equipe cujo trabalho é reunir-se com pastores e líderes da igreja para discutir a parceria com a Wycliffe Associates.

“’Você não precisa esperar mais’”, disse Stedman, descrevendo o que a organização diz aos líderes da igreja. “’Se você conseguir reunir um grupo de pessoas que estejam dispostas a fazer o trabalho, podemos ajudar a equipá-los, treiná-los e ajudá-los a fazer isso, e ficaremos ao lado deles por um ano ou dois enquanto eles fazem esse trabalho . E então nós o ajudaremos a imprimir suas Bíblias para que você tenha esta Bíblia em seu idioma, e você será o dono da Bíblia no final.’”

Ele disse que o orçamento anual da Wycliffe Associates para o seu trabalho na Indonésia é de cerca de US$ 400.000 a US$ 500.000, com o valor variando de acordo com o ano. A organização recebe apoio de indivíduos que Stedman chama de “o povo muito generoso de Deus na América” que acreditam na missão do grupo.

Além do apoio financeiro, Stedman incentiva os cristãos nos Estados Unidos a apoiarem o ministério através da oração.

“Essas orações são sentidas e apreciadas, e sabemos que todo sucesso que tivemos é porque Deus abençoou este trabalho, e as orações de Seu povo são uma parte importante disso”, disse Stedman.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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