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Aprovada lei que limita atividades de cristãos no meio digital no Sri Lanka

Mãos de uma mulher segurando um smartphone (Foto: Canva Pro)
Mãos de uma mulher segurando um smartphone (Foto: Canva Pro)

A nova Lei de Segurança Digital foi amplamente debatida, desde 18 de dezembro, até chegar ao Parlamento do Sri Lanka no dia 24 de janeiro. O representante do Parlamento endossou o apoio à legislação que foi aprovada na quinta-feira, 1° de fevereiro, sob grande objeção de políticos e ativistas.

Os indiciados pela nova lei podem ser presos ou enfrentar outras consequências legais sérias. Parceiros locais da Portas Abertas entrevistaram um advogado que explicou os efeitos da nova lei. Ele afirmou que a liberdade de expressão impacta potencialmente os direitos humanos de ativistas e de especialistas da comunicação.

“Apesar de ter sido apresentada como uma medida de combate aos crimes cibernéticos e fraudes online, a lei é uma ameaça direta aos direitos humanos”, disse o advogado entrevistado. Empresas conhecidas, como Google e Amazon, advertiram o país quanto à legislação e exigiram alterações nos trechos que podem impactar diretamente os direitos dos cidadãos no ambiente virtual.

Abuso de poder

Em sua essência, a nova lei garante que cinco autoridades escolhidas terão poder para processar legalmente indivíduos que postem conteúdos nas redes sociais que sejam considerados um insulto a eles. O advogado reforçou que o maior problema da lei é a falta de definição clara sobre a natureza dos crimes. Isso permite que as autoridades abusem do poder, com a possibilidade de até mesmo prender e condenar indivíduos sem o pressuposto jurídico de inocência até a comprovação de culpa.

Acima de todas as circunstâncias, a lei pode ser usada contra atividades religiosas nas redes sociais. Cristãos podem ser alvos de opressão de grupos nacionalistas budistas e das agências de segurança do Estado que os enxerguem como possíveis ameaças. Consequentemente, até mesmo a conclusão subjetiva de que um conteúdo é ofensivo pode resultar em punições arbitrárias.

“Os cristãos no Sri Lanka já enfrentam diversas restrições quanto ao exercício da liberdade religiosa e às expressões de fé, dado que predominam os valores culturais e políticos da comunidade budista. O propósito da legislação de segurança online é limitar a liberdade e criar muitas incertezas que podem ser usadas de modo impróprio pelos grupos majoritários. Pedimos igualdade de proteção legal independentemente de nossa identidade religiosa”, disse um de nossos parceiros locais.

Como a comunidade cristã ainda não está familiarizada com a lei, as precauções precisam ser tomadas ao máximo. O advogado reforçou a possibilidade de perseguição aos cristãos por meio do mau uso da nova lei e a necessidade de cautela dos cristãos quanto a expressões de conteúdo religioso nas redes sociais no Sri Lanka.

Prontos para perseverar 

Cada vez mais, o monitoramento e as restrições de autoridades locais fazem com que cristãos no Sudeste Asiático se sintam sozinhos e isolados em sua fé. Com sua doação, a Portas Abertas os treina para enfrentar a perseguição biblicamente com material apropriado a sua cultura e idioma.

Fonte: Portas Abertas

Evangelista é agredido e preso em Bangladesh

Bandeira de Bangladesh (Foto: Canva)
Bandeira de Bangladesh (Foto: Canva)

Mojnu Miah, um cristão de origem muçulmana de 27 anos, foi preso na quarta-feira (31). Ele foi detido por um grupo de muçulmanos locais na cidade de Rangpur, no Norte de Bangladesh. Depois de ser interrogado e agredido fisicamente, o cristão foi entregue à polícia local.

Mojnu foi acusado de compartilhar o envagelho e entregar panfletos para pessoas não cristãs. Um homem muçulmano local preencheu um boletim de ocorrência falso contra o cristão e Lovelu Saddik Lebeo, o líder da igreja que ele frequenta. Apesar de Lovelu não estar presente no incidente, o homem muçulmano alegou que o líder cristão estava por trás do evangelismo e por forçar muçulmanos a se converterem ao cristianismo.

Na mesma tarde, 31 de janeiro, por volta das cinco horas da tarde, Mojnu foi levado à corte. A acusação foi apresentada à polícia, com a afirmação de que os dois cristãos estavam comprando a conversão de famílias muçulmanas pobres, inocentes e desamparadas através de enormes quantias de dinheiro. E também foram acusados de profanar o nome de Maomé e espalhar falsas informações sobre o profeta, levando muçulmanos inocentes para o inferno.

Foi afirmado também que Mojnu e Lovelu estão destruindo a religião islâmica ao propagar o cristianismo. Lovelu ainda está procurando um representante legal que o defenda e também tentou obter liberdade sob fiança para ele e para Mojnu.

Como Mojnu é a única fonte de sustento da família, a esposa e o filho que ficaram em casa estão em pânico. Eles pediram que oremos pela segurança de todos eles, especialmente nesse momento quando dependem completamente do sustento divino.

Batida policial

Na noite de 1º de fevereiro, a polícia fez uma batida policial na casa de Lovelu. O cristão fugiu para um local secreto com medo de ser preso. “É difícil para mim conseguir a liberdade sob fiança sem a oportunidade de comparecer perante a Corte. Não sei mais quanto tempo consigo ficar escondido”, disse Lovelu.

“Tenho minha família para cuidar. Preciso cuidar das necessidades deles, preciso trabalhar. Mojnu deve conseguir a liberdade condicional antes que eu tenha qualquer chance de comparecer perante a Corte, pois me tornei um fugitivo”. Ainda hoje, Mojnu continua preso. Por favor, ore por Mojnu e Lovelu e por toda os cristãos perseguidos em Bangladesh.

Parceiros locais da Portas Abertas foram mobilizados na região. Eles visitaram a família de Mojnu e de Lovelu e buscaram compreender quais as necessidades mais urgentes de cada uma delas para ajudá-los. A primeira medida é levantar o valor da fiança.

Fonte: Portas Abertas

Brasil tem mais templos religiosos que escolas e hospitais, revela IBGE

Culto em um templo da Igreja Universal
Culto em um templo da Igreja Universal

O Brasil tem mais templos ou outros tipos de estabelecimentos religiosos do que a soma de instituições de ensino e unidades de saúde. É o que mostra levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira (2), com base em dados do Censo 2022.

De acordo com a análise dos números, o país possuía 579,8 mil estabelecimentos religiosos em 2022, enquanto havia 264,4 mil de ensino e 247,5 mil de saúde. No Amazonas e em Rondônia, a proporção de estabelecimentos religiosos é o dobro da soma dos de ensino e saúde.

TOTAL DE ESTABELECIMENTOS:
– Saúde: 247.510;
– Ensino: 264.445;
– Religiosos: 579.798.

São Paulo, Piauí e os três estados da região Sul, por sua vez, são as únicas Unidades da Federação cuja soma entre os estabelecimentos de ensino e de saúde superam os religiosos.

O levantamento foi feito a partir das coordenadas geográficas das espécies de endereços do Censo 2022, e que agora integram o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) do IBGE.

No Censo, são considerados estabelecimentos religiosos igrejas, templos, sinagogas, terreiros e outros locais de culto de todas as religiões.

Segundo o instituto, o Brasil possuía 90,6 milhões de domicílios particulares e 104,5 mil de domicílios coletivos. Havia ainda 4,05 milhões de estabelecimentos agropecuários e 11,7 milhões com outras finalidades – como lojas, por exemplo. Em alguns casos, o mesmo endereço apresentava duas finalidades, podendo abrigar uma moradia e um estabelecimento comercial.

O Censo 2022 foi divulgado em junho do ano passado, e apontou que o país ultrapassou a marca de 203 milhões de habitantes. Apesar disso, o levantamento registrou o menor ritmo de crescimento de todo o período de análise, que data do fim do século 19.

Comparado à pesquisa anterior, de 2010, o Brasil teve taxa média de crescimento anual da população de 0,52%.

Fonte: Pleno News

Sorriso da cantora Amanda Wanessa pode ser uma farsa, diz site

Amanda Wanessa sorrindo na cama (Foto: Reprodução/Instagram de Amanda Wanessa)
Amanda Wanessa sorrindo na cama (Foto: Reprodução/Instagram de Amanda Wanessa)

Essa semana foi publicada nas redes sociais da cantora gospel Amanda Wanessa, pelo seu marido, o empresário Dobson Santos, uma imagem em que a artista aparece com um sorriso no rosto e com os olhos abertos, esboçando felicidade.

A imagem rapidamente viralizou nas redes sociais e trouxe esperança para quem viu a imagem, sobretudo, para os seguidores da artista que oram e torcem por uma recuperação.

No entanto, O Fuxico Gospel apurou que a imagem, na verdade, não reflete um avanço no estado de saúde da artista, mas sim, um reflexo natural presente em pacientes na condição de coma vigil.

De acordo com o site Manual MSD, “O córtex é severamente danificado (eliminando a função cognitiva), mas o sistema de ativação reticular (SAR) permanece funcional (tornando possível o estado de vigília). Reflexos do mesencéfalo ou pontinos podem ou não estar presentes. Os pacientes não têm consciência de si mesmos e interagem com o ambiente somente por meio de reflexos.”

A verdade é que, para fazer esse tipo de fotografia com Amanda sorrindo, basta alguém bater palmas no ambiente, ou um barulho repentino, que ela olha involuntariamente, como um reflexo.

Por que agora?

Segundo O Fuxico Gospel, a foto foi publicada como resposta à uma reportagem gravada para o programa Domingo Espetacular, exibido nas noites de domingo pela Record TV. A família de Amanda Wanessa e suas advogadas gravaram uma entrevista e a reportagem acionou Dobson para contar sua versão.

Depois do contato da reportagem, Dobson publicou a foto, possivelmente com o intuito de mostrar que ela está bem, diz o site Fuxico Gospel.

Sobre o acidente

A cantora Amanda Wanessa sofreu o acidente na PE-060, em Barreiros (PE), no dia 4 de janeiro de 2021. Acompanhada do pai, da filha e uma amiga, ela conduzia o carro que se chocou contra um caminhão na rodovia.

Apesar da gravidade do acidente, os acompanhantes não sofreram ferimentos graves. Já Amanda sofreu múltiplas fraturas e foi levada a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Português, em Recife.

Fonte: Fuxico Gospel e TV Jornal

Juristas evangélicos repudiam cancelamento de curso com temática cristã na USP

Fachada do prédio da Escola de Enfermagem (EEUSP). (Foto: Marcos Santos/ EEUSP)
Fachada do prédio da Escola de Enfermagem (EEUSP). (Foto: Marcos Santos/ EEUSP)

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) emitiu uma Manifestação Pública sobre o cancelamento do curso de extensão “Parto e Espiritualidade Cristã”, que seria oferecido a enfermeiros e outros profissionais e estudantes de obstetrícia da Universidade de São Paulo (USP).

Em 16 de janeiro, a universidade cancelou o curso coordenado pela Dra. Joyce da Costa Silveira de Camargo (PhD em Ciências de Enfermagem pela Universidade do Porto), cujas aulas estavam previstas para fevereiro, com quatro encontros promovidos pela EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).

O curso propunha reflexões sobre a junção entre a espiritualidade cristã e o processo de parto em suas diferentes fases, com aulas ministradas para a atualização de profissionais da área obstétrica e enfermagem, tendo em vista a humanização do atendimento através de uma abordagem holística que busca compreender a integralidade do paciente.

Segundo comunicado, a USP declarou que o cancelamento teve como propósito “preservar a natureza pública e laica da Universidade de São Paulo”. A nota ressalta que a decisão foi tomada pela Comissão de Cultura e Extensão da Escola, entidade responsável pelas atividades de extensão na USP.

Para a ANAJURE, “tal afirmação, além de violar a carga valorativa do princípio constitucional da laicidade (art. 5º, VI, da Constituição Federal) e desrespeitar o pluralismo de ideias (art. 206, da Constituição Federal), também contradiz a conduta anterior da Universidade, que promoveu múltiplos cursos dedicados a temas de outras confissões religiosas.”

Violação à laicidade

“A proteção dos direitos fundamentais é a característica basilar do Estado Democrático de Direito, sendo as instituições do Estado e o sistema jurídico projetados para assegurar o exercício pleno e efetivo das liberdades individuais e coletivas”, diz a ANAJURE.

“No que se refere à laicidade, em termos doutrinários, esta não se concretiza, por si própria, enquanto um direito fundamental; antes, ela atua como um princípio garantidor que possibilita a devida proteção a outros direitos fundamentais, como a liberdade religiosa, a liberdade de expressão, a liberdade de cátedra, etc.”, continua.

A entidade diz que é preciso distinguir entre o modelo de laicidade adotado pela Constituição da República, também denominado de laicidade positiva ou aberta, e o laicismo restritivo vigente em países como a França.

“Este último se caracteriza pela hostilidade e perseguição às manifestações do fenômeno religioso no espaço público, buscando restringi-lo à esfera privada dos indivíduos, independentemente da confissão religiosa”, afirma.

E lembra que “a laicidade não significa descrença ou extermínio do religioso da esfera pública; antes, simboliza a abertura do espaço público para a diversidade de crenças da comunidade.”

A ANAJURE afirma que o caso viola o princípio da laicidade, tal como constitucionalmente previsto.

“Ao adotar uma compreensão distorcida e excludente do conceito de laicidade, a administração da USP impediu a exploração acadêmica de uma dimensão do fenômeno religioso – a interseção entre a espiritualidade cristã e o processo de parto – fundamentada tão somente em sua rejeição à presença do discurso religioso no espaço público da Universidade de São Paulo. Desse modo, é evidente a violação à neutralidade religiosa do Estado em face da manifesta hostilidade que busca excluir o fenômeno religioso do espaço da universidade.”

Conduta discriminatória

Para os juristas evangélicos, a conduta da Universidade de São Paulo foi discriminatória.

“Questiona-se sobre a existência de possível caráter discriminatório do cancelamento do curso de extensão em ‘Espiritualidade Cristã e o Parto’. Deve-se ressaltar que esta não é a primeira ocorrência de cancelamento de eventos acadêmicos que abordam a interseção entre a fé cristã e áreas do conhecimento. Em 2014, a USP cancelou o Curso Faraday-Kuyper de Ciência, Tecnologia e Religião, que ocorreria na Escola Politécnica da USP, sob o argumento de que sua realização feriria a laicidade do Estado”, lembrou.

E continuou: “Poder-se-ia considerar o cancelamento do curso de extensão universitária, com base em objeções ideológicas laicistas, como uma ofensa à laicidade e à liberdade religiosa em sua hostilidade ao fenômeno religioso em geral. Contudo, uma consulta ao histórico da Universidade de São Paulo mostra que a promoção de cursos e atividades acerca da intersecção de áreas do conhecimento com outras religiosidades não foi vista como problemática em outras ocasiões.”

E exemplifica:

“Apenas no ano de 2023, a USP ofertou os seguintes cursos: ‘270400296 – A costura do sagrado: trajes de umbanda, candomblé e de folguedos derivados de ritos afro-brasileiros’ e ‘80402270 – Cursos de Inverno da FFLCH 2023 – Mitologia dos orixás femininos na poesia’, e No Caminho do Alabê, que aborda as manifestações musicais relacionadas ao culto dos orixás”.

A ANAJURE menciona outros cursos ofertados pela universidade que incluem as religiões budista e xintoísta.

“Ora, se o suposto caráter ‘laico’ da instituição a impede de ofertar um curso de extensão sobre espiritualidade cristã e parto, a mesma compreensão deveria ser posta em prática no que tange a outros cursos com propostas diversas de intersecção entre o ensino e a religiosidade”, questiona.

E chama o cancelamento do atual curso com referência ao cristianismo de discriminação religiosa.

A ANUJURE declarou que repudia a discriminação religiosa manifesta no cancelamento do referido curso e que “enviará ofício à USP, repudiando a medida adotada e requerendo explicações e a apuração da devida responsabilidade, bem como adotará outras medidas cabíveis diante do caso.”

Fonte: Guia-me com informações de ANAJURE

Suíça: número de pessoas sem religião ultrapassa os cristãos

Vista da Igreja Protestante Grossmünster em Zurique, Suíça.(Foto: Unspash)
Vista da Igreja Protestante Grossmünster em Zurique, Suíça.(Foto: Unspash)

Pela primeira vez na Suíça, o número de pessoas sem filiação religiosa ultrapassou as que pertencem a uma religião, de acordo com as estatísticas do Serviço Federal de Estatística Suíço (FSO).

Em 2022, com uma percentagem de 34%, os sem religião são maiores do que os católicos romanos (32%) e os protestantes reformados (21%), que se tornaram cada vez mais pequenos nos últimos anos. Os restantes pesquisados afirmaram ser muçulmanos (5,9%) ou pertencer a outras comunidades cristãs (5,6%).

Nos últimos 50 anos, a proporção dos “sem religião” entre a população suíça tem crescido constantemente. De apenas 1% em 1970, aumentou para 20% em 2010 e, desde então, aumentou mais de 13 pontos percentuais.

Região, idade e sexo

Os números variam em cada cantão, que são os divisões territoriais do país. Na cidade de Basileia (56%) e Neuchâtel (53%), as pessoas sem filiação religiosa constituem a maioria da população, enquanto nos cantões centrais da Suíça de Nidwalden (24%), Obwalden (22%) e Uri (19 %) o valor é inferior a metade. A menor proporção de não-crentes é encontrada no Cantão de Appenzell Innerrhoden (15%), que tem uma forte tradição católica romana.

Os “sem religião” também são mais jovens que o resto da população. Apenas 16% das pessoas com 75 anos ou mais não pertencem a nenhuma religião. Em termos de proporção, as pessoas sem filiação religiosa estão mais fortemente representadas no grupo etário dos 25 aos 34 anos (42%). No geral, mais homens não têm afiliação religiosa do que mulheres (36% vs 31%).

Razões para sair

O estudo mostra que muitos só abandonaram a religião mais tarde na vida. Cerca de metade deles pertencia anteriormente à Igreja Católica Romana e 40% à Igreja Protestante (a ERKS nacional).

A principal razão para desistir é que perderam a fé ou nunca tiveram fé (15% e 17%, segundo o estudo). Outro terço não concordou com as declarações e opiniões sobre certas questões da comunidade religiosa a que pertenciam.

Além disso, pouco menos de um terço das pessoas sem filiação religiosa consideram-se algo ou definitivamente espirituais.

A religião ou a espiritualidade também desempenham um papel bastante ou muito importante em algumas situações para pessoas sem filiação religiosa, como em momentos difíceis da vida (28%) ou em caso de doença (22%). Cerca de 30% deles não acreditam em um ou mais deuses, mas sim em um poder superior.

1 em cada 3 não é religioso

Uma pesquisa do Departamento Federal de Estatística em junho de 2023, mostrava que as pessoas não religiosas já estavam prestes a se tornar o maior grupo na Suíça. A pesquisa, baseada nos números finais do ano de 2021, já mostrava que os suíços que não se identificam com uma determinada religião já representam 32,3% da população.

A pesquisa também mostrou que muitos suíços que pertencem às igrejas históricas nacionais não praticavam sua fé e que metade dos principais protestantes reformados assistiam a um culto religioso menos de 5 vezes por ano.

Evangélicos: precisamos nos perguntar qual é a nossa missão aqui

De acordo com estes dados, os cristãos evangélicos membros de igrejas livres (incluindo batistas, pentecostais, independentes…) estão incluídos entre os 5,6% das “outras comunidades cristãs”.

O codiretor da Aliança Evangélica Suíça disse ao Evangelical Focus em 2020 sobre o processo de secularização “rápido e radical” da Suíça. Segundo Andi Bachmann-Roth, na Suíça existem cerca de 200 mil evangélicos (de uma população de mais de 8,7 milhões de pessoas).

“Percebemos que agora somos minoria e isso às vezes pode levar à frustração. Mas em todo este recuo vejo sobretudo uma oportunidade. Obriga-nos a perguntar-nos novamente: por que estamos aqui como cristãos? E qual é a nossa missão?”, disse nesta entrevista.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Fábio Silva, da Rádio Melodia, é cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder religioso

Martelo e balança, símbolos da justiça
Martelo e balança, símbolos da justiça

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou nesta quinta-feira (1º), em sessão plenária, o diploma do deputado estadual Fábio Francisco da Silva, do União Brasil. Em decisão unânime, ele foi condenado por abuso de poder religioso com repercussão econômica nas eleições de 2022. Pela decisão, o político fica inelegível até 2030. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Corte entendeu que Fábio Silva promoveu a própria candidatura na condição de apresentador, diretor e sócio da Rádio Melodia (FM 97,5), uma emissora evangélica. No veículo, foram divulgados festivais de música em igrejas, com cantores famosos do meio. Segundo o relator do processo, desembargador Henrique Carlos Figueira, eram semelhantes a “showmícios”.

O magistrado disse que o então deputado estadual e candidato à reeleição esteve presente no púlpito da igreja em pelo menos dois eventos do “Culto da Melodia”, que ocorreram em Campo Grande, bairro da zona oeste da capital fluminense, e em Itaguaí, município da Região Metropolitana do Rio, ambos em setembro de 2022. Nessas ocasiões, teria sido feito discurso político e distribuição de material de campanha. Nas redes sociais, a divulgação alcançou 1,5 milhão de seguidores.

“Com o desvirtuamento de santuário e apropriação como espaço privado de autoridade e influência eleitoral (…) ficou tipificado o abuso de poder, tendo em vista a elevada repercussão dos fatos, a alta expressividade econômica dos eventos e o prejuízo da igualdade e oportunidade dos candidatos e da normalidade e legitimidade do certame eleitoral”, disse o relator no voto.

Houve também o entendimento de que o deputado divulgou notícias falsas, de que havia um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para proibir “a pregação do evangelho”. Para o relator, a atuação de Fábio da Silva causou desequilíbrio na disputa eleitoral.

“A jurisprudência do TSE está consolidada no sentido de que a prática do abuso de poder de autoridade religiosa, conquanto não disciplinada legalmente, pode ser sancionada quando as circunstâncias do caso concreto permitam o enquadramento da conduta em alguma das formas positivadas de abuso”, disse o magistrado.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Fábio da Silva, mas não obteve resposta até o momento.

Fonte: Agência Brasil

Cristãos são torturados e forçados a recitar credo islâmico no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

Na última semana, dois cristãos foram torturados por muçulmanos depois de serem forçados a recitar credo islâmico no distrito de Sialkot, no Paquistão.

No dia 22 de janeiro, Azam Masih, de 28 anos, e seu irmão, Nadeem Masih, foram sequestrados, espancados com barras de ferro e pressionados a se converterem ao Islã.

Segundo Adil Ghauri, presidente do “Movimento para o Despertar Cristã, Azam estava trabalhando em sua alfaiataria quando um homem chamado Naseem Shah e seus cúmplices chegaram armados e o levaram à força para a casa de Sunny Shah, um dos suspeitos.

“Os agressores acusaram Azam de patrocinar ‘crimes’ na área e começaram a espancá-lo com barras de ferro”, disse Ghauri ao Morning Star News.

Os extremistas também sequestraram seu irmão mais novo e o submeteram à mesma tortura.

“O suspeito forçou os dois cristãos a recitarem o Kalima [proclamação da conversão islâmica] se quisessem salvar suas vidas, ameaçando matá-los se recusassem. Os irmãos não tiveram escolha e se renderam à exigência”, contou Ghauri.

E continuou: “Os suspeitos também gravaram um depoimento em vídeo dos dois irmãos, no qual eles foram forçados a dizer que estavam se convertendo ao Islã por vontade própria”.

Os agressores levaram os celulares e outros pertences dos cristãos antes de os libertarem.

Suporte à família

De acordo com Ghauri, os irmãos concordaram em não denunciar a agressão, pois temiam às ameaças dos extremistas.

“Tivemos conhecimento deste incidente em 24 de janeiro e imediatamente entramos em contato com a família”, disse Ghauri.

“Depois de muita insistência, conseguimos convencê-los de prestar queixa à polícia, pois manter o silêncio encorajaria os agressores a atacarem mais cristãos que vivem na aldeia”, acrescentou.

Mais de 300 famílias cristãs vivem na região. A polícia local prendeu alguns muçulmanos acusados de terem conduzido o crime e registrou acusações contra os suspeitos.

“Os suspeitos, Naseem e Sunny, têm antecedentes criminais e estiveram envolvidos no incitamento ao ódio contra os cristãos. E esta não é a primeira vez que os cristãos são alvos naquela área”, disse Ghauri.

Ghauri contou que líderes cristãos locais se reuniram com muçulmanos e funcionários do governo para manter a paz na aldeia. No entanto, os dois irmãos e sua família se esconderam e cortaram contato com aqueles que estão tentando fornecer ajuda jurídica a eles.

“A família cortou todos os contatos por medo de represálias dos muçulmanos acusados. Estamos tentando encontrá-los, porque suas declarações são cruciais para garantir o processo contra os suspeitos”, informou ele.

“O ataque foi uma prova de que conversões forçadas estavam a ocorrer no Paquistão sob vários pretextos. Não só os menores, mas até os nossos jovens estão sendo alvo de extremistas islâmicos”, acrescentou.

E concluiu dizendo: “Estes incidentes justificam a nossa exigência genuína de criminalizar as conversões religiosas forçadas no Paquistão”.

O Paquistão está classificado como o 7º lugar mais difícil para ser cristão no mundo, na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas de 2024.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Cristãos enfrentam ‘genocídio sistemático’ na Nigéria

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

Os cristãos na Nigéria enfrentam ataques implacáveis ​​de terroristas Fulani, levando a receios de que a insegurança alimentar possa agravar os seus problemas.

Eles disseram aos repórteres numa conferência de imprensa na capital Abuja que os agricultores cristãos estão sendo expulsos das suas terras agrícolas por onda após onda de ataques mortais e que temem ser aniquilados por um “genocídio sistemático”.

A coletiva de imprensa foi organizada pela instituição de caridade com sede no Reino Unido, Release International, que apoia cristãos perseguidos em todo o mundo.

Eles disseram aos repórteres que, a menos que os agricultores cristãos possam ser devolvidos às suas terras, a Nigéria poderá mergulhar numa crise alimentar.

Um dos parceiros da Release baseados na Nigéria, Mark Lipdo, explicou: “A menos que os agricultores deslocados possam ser reassentados nas suas terras ancestrais, haverá uma escassez de alimentos na Nigéria nos próximos dias”.

O Conselho de Desenvolvimento Cultural de Bokkos (BCDC), com sede no estado de Plateau, que tem sido assolado por ataques, classificou a situação como um “genocídio persistente” e uma “ameaça à nossa existência de nos exterminar e assumir o controle de nossas terras”.

“Se o objetivo é aniquilar-nos através do genocídio sistemático, então levamos o nosso caso ao governo e a Deus, nosso criador”, afirmou num comunicado.

“Como cristãos, temos fé em Deus que nos criou e nos colocou na terra de Bokkos. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará”.

Uma série de ataques violentos contra cristãos por parte da milícia Fulani durante o Natal ceifou 238 vidas.

Lipdo alertou que a violência ameaça engolir todo o país.

“Estes ataques estão sendo vistos pelos nigerianos locais como uma jihad, como a jihad de 200 anos atrás. É por isso que eles têm como alvo o Natal e as igrejas”, disse ele.

“Os Fulani continuam o legado dos antepassados. O que está acontecendo é uma guerra religiosa.

“Está dominando toda a Nigéria. Militantes Fulani andam por aí com armas de fogo pesadas. E nada está sendo feito pelas autoridades. Esperamos que as autoridades caiam em si.”

A instituição de caridade cristã nigeriana, a Fundação Stefanos, tem monitorado os ataques desde 2001. Estima-se que cerca de 42.000 cristãos nigerianos perderam a vida desde então – mais de 4.300 só em 2023.

Paul Robinson, Release International, está pedindo aos cristãos que orem.

“As suas comunidades, as suas casas e as suas igrejas estão sendo alvos deliberados. Por uma boa razão, os nossos parceiros e muitos outros estão usando a palavra genocídio”, disse ele.

“Estamos testemunhando uma apropriação de terras e uma limpeza étnico-religiosa. E, repetidamente, os militares nigerianos simplesmente deixaram que isso acontecesse. Durante décadas, muitos na comunidade internacional atribuíram a violência a confrontos entre agricultores e pastores. Esta visão é ingênua. O que estamos vendo tem todas as características de uma jihad.

“Embora a comunidade internacional deva agir, também apelamos aos cristãos para que orem pelos nossos irmãos e irmãs na Nigéria que estão sendo mortos aos milhares”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Governo Lula continua com alta rejeição entre evangélicos, mostra pesquisa

Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)
Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)

A nova pesquisa do PoderData divulgada nesta quarta-feira (31) mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue em alta entre os evangélicos, mas agora atinge também o eleitorado católico. Os dados mostram que 6 em cada 10 evangélicos (58%) não aprovam a atual gestão, alta de 2 pontos percentuais desde janeiro de 2023, mas apresenta uma queda de 4 pontos desde a última pesquisa em dezembro de 2023 (62%). A aprovação também caiu de 31% para 29%.

Já entre os católicos, em que a atual gestão de Lula sempre se manteve em alta, dessa vez recuou de 62% para 59%, enquanto que, a reprovação, subiu de 31% para 35% em relação à pesquisa anterior. Contudo, no cenário geral, a aprovação ao governo Lula subiu de 46% a 49%, alta de três pontos percentuais desde o último levantamento.

A pesquisa do PoderData foi realizada de 27 a 29 de janeiro de 2024, em 229 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Pesquisa vem após desgaste com fim de benefícios para pastores

A pesquisa do PoderData foi realizada exatamente após o fim da isenção tributária sobre os salários dos pastores determinado pela Receita Federal, divulgado no Diário Oficial em 17 de janeiro deste ano, a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU).

Antes do debate acalorado nas redes sociais nos últimos dias sobre esse assunto, a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontava que a desaprovação dos evangélicos em relação ao atual presidente apresentava uma leve queda, indo de 42% para 40%.

Na época, o articulista do site Comunhão, o empresário cristão e teólogo, Fábio Hertel, chegou a questionar esses números, e ainda criticou a postura do atual governo em tentar usar artifícios para melhorar a imagem junto aos evangélicos.

“Como todo governo que quer implementar suas filosofias, teorias, ideologias e seu plano de governo, acaba se ancorando no aspecto da comunicação do marketing. Lança campanhas, projetos comerciais, propagandas, paga influenciadores. Então, o povo acaba caindo nessa armadilha”, ressaltou.

O também articulista, pastor Jorge Linhares, presidente da Igreja Batista Getsêmani e do Conselho de Pastores do Estado de Minas Gerais (CPEMG), disse que a decisão do TCU é meramente política.

“Essa decisão do TCU é, acima de tudo, política. Tudo o que puder ser feito para que o nome de pastor seja execrado, infelizmente, será feito por este governo. Por quê? Porque os pastores foram os grandes apoiadores da eleição do Bolsonaro e quase a derrota do atual presidente. Então isso chama-se retaliação”, afirma.

Medidas de aproximação

A pesquisa do PoderData desta quarta-feira deve, inclusive, acelerar o processo de aproximação do governo com os evangélicos. Na semana passada, por exemplo, a Advocacia-Geral da União (AGU) já havia decidido que chamaria os líderes da bancada evangélica no Congresso para tentar chegar a um acordo referente ao fim da isenção.

O encontro estaria sendo costurado a pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), após encontro com lideranças religiosas, e o presidente da AGU, ministro Jorge Messias, que é evangélico da Igreja Batista, e foi escalado pelo Governo para tentar mediar uma solução plausível.

Paralelo a isso, o governo Lula tem se desdobrado para tentar acatar a pautas de interesse dos evangélicos, principalmente por entender a importância desse público em um ano eleitoral. Entre as investidas estão: isenção de impostos para as igrejas, treinamento de fiéis para atuarem em programas sociais bancados por projetos federais são algumas dessas ações. Também há planos de uma reunião entre o presidente Lula e as principais lideranças evangélicas do país neste mês de fevereiro.

Além disso, a Fundação Perseu Abramo – principal centro de estudos ligado ao PT – pretende criar um Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas (NAPPs) voltado a temas religiosos. A ideia é produzir estudos e pesquisas e dar sugestões sobre como o partido pode se relacionar com o segmento, em especial, os evangélicos.

Fonte: Comunhão

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