Início Site Página 298

Cristãos recebem ajuda emergencial em Mianmar

Cristãos recebem ajuda emergencial em Mianmar (Foto: Portas Abertas)
Cristãos recebem ajuda emergencial em Mianmar (Foto: Portas Abertas)

Há quase três anos, Mianmar sofreu um golpe militar que tornou a vida, especialmente dos cristãos, muito difícil. Desde o início do golpe, nossos parceiros locais se mobilizaram no ministério de presença, ou seja, por meio de oração, visitas e encorajamento, para atender nossa família da fé perseguida. Na semana em que o país celebra o Dia da Independência de Mianmar, veja como os cristãos locais estão sendo socorridos nesse momento de crise.

Comunidades cristãs indígenas ficaram isoladas quando os militares avançaram e aqueles que conseguiram fugir deixaram casa, trabalho e pertences para trás e lutam para sobreviver como deslocados internos. Por isso, nossos parceiros locais se mobilizaram recentemente para entregar itens de ajuda emergencial a esses cristãos perseguidos.

Os deslocados receberam sacos de arroz em uma mobilização em setembro de 2023. Os voluntários visitaram os cristãos nos acampamentos de deslocados internos e viram as casas de bambu e tábuas de madeira com telhados finos e frágeis onde os refugiados estão provisoriamente abrigados.

Encorajamento

Mais do que a alegria de receber alimento e apoio, os cristãos estavam ansiosos por serem ouvidos. Eles compartilharam suas histórias, desafios e dores com nossos parceiros e a escuta foi essencial na crise. A ajuda continua sendo arrecadada e distribuída mesmo nos locais mais difíceis com a ajuda dos parceiros locais.

Outra forma de apoio que os cristãos locais receberam foram treinamentos bíblicos para resistir à perseguição, também ministrados em 2023. Parceiros locais se organizam para ensinar os cristãos perseguidos a resistirem à pressão em Cristo e a encorajarem outros irmãos na fé em suas comunidades ou acampamentos de deslocados internos a fazerem o mesmo.

Presença e preparação 

Nós somos parte do corpo de Cristo e temos a responsabilidade de fortalecer outros cristãos em necessidade. Quando apoiamos ou oramos por um cristão perseguido, fortalecemos nosso próprio corpo e nutrimos a nós mesmos. Ao doar, você prepara cristãos em Mianmar para enfrentarem a perseguição de maneira bíblica. 

Fonte: Portas Abertas

Padre é excomungado da igreja após chamar Papa de ‘usurpador’

Padre durante celebração de missa
Padre durante celebração de missa

Um padre foi excomungado da Igreja Católica na Itália após afirmar, durante a homilia de uma missa, que o papa Francisco “não é o Papa”, mas sim “um usurpador”.

Ramon Guidetti, pároco de San Ranieri, em Guasticce, foi expulso pelo bispo de Livorno, dom Simone Giusti, após dar declarações polêmicas no último 31 de novembro, dia em que foi lembrado o primeiro aniversário da morte do papa emérito Bento XVI.

Um dia depois, Guidetti recebeu o documento de excomunhão assinado pelo chanceler da Diocese, dom Matteo Giavazzi, que explica que o sacerdote “cometeu publicamente um ato de natureza cismática, recusando a submissão ao Sumo Pontífice e a comunhão com os membros da Igreja”.

“Dom Simone Giusti, bispo da Diocese de Livorno, hoje, 1º de janeiro de 2024, emitiu um decreto com o qual declara que dom Ramon Guidetti incorreu, de fato, na excomunhão ‘latae sententiae'”, acrescenta a nota.

Desta forma, o padre está suspenso por “divinis” e destituído do cargo de pároco da paróquia de San Ranieri em Guasticce.

No comunicado, a Igreja Católica adverte ainda “os sacerdotes e fiéis a não participarem de nenhuma das suas celebrações ou outras práticas de culto, porque incorreriam na gravíssima pena de excomunhão”.

Com informações de Terra

Jovem cristã é interrogada e acusada de terrorismo em Cuba

Bandeira de Cuba (Foto: Canva)
Bandeira de Cuba (Foto: Canva)

Ingrid*, uma voluntária da Portas Abertas, foi interrogada e acusada pelo governo cubano de apoiar terroristas. Mesmo em meio à perseguição intensa, Ingrid não deixou de orar e na intercessão encontrou forças para resistir.

Ingrid estava de repouso, na cama, por causa de uma gripe forte quando o telefone tocou em meados de junho de 2023. Era a polícia cubana que pediu que a jovem, pela primeira vez, fosse ao escritório do governo no dia seguinte. Quando chegou ao escritório, uma mulher e um homem estavam esperando por ela e a conduziram a uma sala completamente fechada, sem janelas, para começar o interrogatório.

“Você sabe por que está aqui, não sabe? Você deveria saber”, eles disseram. Os oficiais mostraram duas fotos para ela. Na primeira, Ingrid estava sozinha e na segunda estava com Josué*, um pastor e parceiro da Portas Abertas que viajou para Cuba em 2022 para visitar e encorajar cristãos perseguidos. Ingrid o conheceu nessa visita, por meio de um parceiro local da Portas Abertas.

Pressão intensa

Desde então, ela se tornou uma voluntária da Portas Abertas e faz relatório de todas as atividades de campo em Cuba. Josué também foi investigado há um ano sob acusação de participar de “organizações terroristas”, mas, depois de uma hora de interrogatório e muitas tentativas fracassadas de forçá-lo a aceitar as acusações, ele foi liberado.

Já para Ingrid, o interrogatório durou uma hora e meia, sem contar os intervalos durante os quais os policiais saíam temporariamente da sala. Ela foi questionada se conhecia Josué e confirmou que sabia que ele era um pastor que tinha viajado a turismo para Cuba e que visitou alguns pastores enquanto esteve no país.

Os oficiais ficaram frustrados com a resposta e se tornaram agressivos. Eles chamaram Ingrid de mentirosa e ameaçou punir a cristã com uma sentença de 15 a 25 anos de prisão caso ela não dissesse a verdade pelo crime de lesa-pátria.

“Os policiais disseram que Josué estava fingindo ser um pastor, mas, na verdade, era parte de uma organização terrorista que quer desestabilizar a segurança do país e que eu o estava acobertando”, disse Ingrid. Apesar de negar as acusações, os policiais continuaram a atacar e pressionar a jovem a reconhecer as denúncias.

Fonte: Portas Abertas

Líderes cristãos dizem que 2024 será um ano difícil, mas abençoado

Pastores Josué Gonçalves, Jorge Linhares e Lourenço Stelio Rega (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Pastores Josué Gonçalves, Jorge Linhares e Lourenço Stelio Rega (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Para muita gente, 2023 já vai tarde. Guerras, catástrofes climáticas, administração pública ineficaz, problemas financeiros, aumento de doenças relacionadas à saúde mental, enfim, um ano para esquecer. Contudo, também houve vitórias, conquistas e bênçãos. E é exatamente o lado positivo da história que gera, em cada cristão, a esperança de dias melhores. Mas o que aguardar de 2024, em especial, em setores basilares da sociedade, como família, política, missões e, claro, a igreja?

O site cristão Comunhão ouviu três lideranças de expressão nacional que fizeram um balanço de 2023 e opinaram sobre o que vem pela frente em áreas como família, política, missões e igreja.

Antes de fazer qualquer prognóstico para o que virá é importante, porém, avaliar o que passou. De acordo com o pastor, escritor e terapeuta familiar Josué Gonçalves, 2023 foi o ano da retomada das atividades da igreja após a pandemia, principalmente em relação à frequência presencial aos cultos.

“Os irmãos voltaram gradualmente a se envolver nas atividades da igreja, participando e desfrutando da comunhão, dos cultos e das terapêuticas atividades da comunidade dos crentes.

A frequência agora está em suave crescimento. Com relação aos dízimos, tivemos uma redução na época da pandemia e, assim como a frequência, foi gradativamente voltando aos padrões pré-pandemia”, ressaltou Gonçalves.

Mas para o teólogo, professor, escritor e Ph.D. em Ciências da Religião Lourenço Stelio Rega, o ano de 2023 ajudou a fortalecer um tipo de igreja que precisa ser olhado com muita atenção. “Vejo a semeadura de dois movimentos de igrejas emergentes no Brasil: primeiro, a igreja de consumo e entretenimento, em que o culto deixa de ser adoração para ser ‘aeróbica gospel’ e Deus passa a ser uma espécie de ‘personal guru’, que resolve as mazelas da vida dando um projeto legal a cada um; e segundo, a igreja de consumo cultural, em que a cosmovisão pós-moderna de que o ser-indivíduo é bom por natureza, e que deve ser incluído em seu meio, seja qual for sua condição, sem necessidade de transformação de vida”, alerta Rega.

Com mais de 40 anos de ministério, o pastor, escritor, doutor em Psicanálise, presidente da Igreja Batista Getsêmani e do Conselho de Pastores do Estado de Minas Gerais (CPEMG), Jorge Linhares, diz que a própria igreja tem sentido a necessidade de consagração, principalmente, dos seus líderes. “A minha avaliação da igreja é que ela tem que ser ‘luz’.

Pastor Jorge Linhares (Foto: Reprodução/Instagram/Igreja Batista Getsêmani)
Pastor Jorge Linhares (Foto: Reprodução/Instagram/Igreja Batista Getsêmani)

Como viajo pelo Brasil e falo para muitos líderes, então, posso falar: há um temor, um clamor das ovelhas por homens santos no altar”, afirma.

Mesmo assim, a expectativa em relação à igreja e boa, mas com muitos desafios. “Nossas expectativas são de que o Senhor alcançará dezenas de milhares, semanalmente; que ele restaurará mais casamentos, aproximará pais de filhos e filhos dos pais.

Ele trabalhará poderosamente e nós, pela graça dEle, trabalhamos também. Que Ele nos encontre cuidando da obra, quando voltar em glória!”, acredita o pastor Gonçalves.

Para Stelio Rega, o grande desafio da igreja no ano que vem é exatamente retornar à sua visão original, resgatar suas origens missionárias e voltar ao “primeiro amor”. “A igreja precisa redescobrir o seu papel como uma comunidade atrativa de contraste, para mostrar o que é a vida diante do plano de Deus para o mundo, que foi rompido na queda. A palavra-chave é redescobrir o seu papel na Missio Dei, como uma comunidade atrativa e de contraste diante do mundo e da cultura mundana”, defende o teólogo.

Na avaliação do pastor Jorge Linhares, é o momento de a igreja voltar a assumir o seu papel como porta-voz de Deus a este mundo, um lugar de comunhão dos santos.

“Portanto, a igreja precisa cumprir o papel profético dela. Isso é ir muito além do que um coach ou de pensamentos pessoais. É pregar a Palavra de Deus. Então, espero isso da igreja, dos pastores: que ela cumpra o ‘Ide’ e evangelize. Cada ovelha ganhando seu familiar para Jesus e os pastores sempre com responsabilidade de transformar o púlpito”, enfatiza.

Os desafios do cristão com a política em ano eleitoral

O ano de 2024 também será marcado pelas eleições municipais, quando serão escolhidos os novos prefeitos e vereadores.

E como tem sido recorrente em período eleitoral, a participação dos evangélicos, quer como candidatos, quer como eleitores, será fundamental e, muitas vezes, decisiva. Mas afinal, o cristão deve se envolver nesse meio?

Para o pastor Jorge Linhares, sim. “Se nós quisermos mudar o andamento de uma nação, temos que nos envolver com a política. Não podemos ficar alienados. É importante que quem se envolve com a política tenha uma vocação primeiramente cristã, de compromisso com Deus. E, segundo, que ela esteja preparada para ocupar um cargo público, e não para trocar favores em benefício próprio. Mas o que infelizmente acontece é que muitos, ao chegarem lá, não cumprem o que prometeram e acabam se corrompendo, tornando-se verdadeiramente alvos de escândalo”, pontua.

Pastor Josué Gonçalves
Pastor Josué Gonçalves

Já o pastor Josué Gonçalves lembra que o evangélico tem dupla nacionalidade: uma do Reino dos céus e a outra, brasileira. “Em ambas as nações o crente tem direitos e obrigações. Se colocar na balança, a nacionalidade do Reino de Deus pesa muito mais e nosso chamado principal é para alterar a família, a igreja, a sociedade e o mundo através do Evangelho, e não da política. O ‘poder de Deus para salvação de todo aquele que crê’ é o Evangelho, que muda a pessoa de dentro para fora.”

Para ele, a grande necessidade de o crente se envolver com a política é exatamente para que haja pessoas que defendam os direitos da família cristã. “Preocupam-me questões educacionais que o governo planeja controlar e regulamentar conforme padrões socialistas, a formação dos pequenos, assumindo um protagonismo indesejável, colocando-se acima dos pais e da igreja, no sagrado devem de educar”, afirma.

O teólogo Stelio Rega compartilha do mesmo pensamento. Ele acredita que tanto o Brasil quanto o mundo seriam lugares muito melhores se fossem regidos por leis criadas por homens usados por Deus. “Imagine um político discipulado com os valores cristãos, ao dar o seu voto, ao fazer as suas propostas, a partir da cosmovisão e dos valores cristãos? Devemos ser sal, luz e embaixadores do Reino onde estivermos, inclusive no exercício da cidadania responsável.

Não é porque um político defende algumas ideias alinhadas aos valores bíblicos que ele será perfeito e totalmente aceito. O extremismo acabou dividindo igrejas, pastores, famílias e amigos, uma pena”, lamenta.

A necessidade de missões nunca foi tão grande

Com o mundo entrando em um verdadeiro colapso por conta de guerras, catástrofes climáticas, corrupção e violência, é notório que a volta de Jesus tenha retornado à pauta da igreja com mais força. Na prática, isso significa um aumento na responsabilidade das missões, sejam elas locais ou internacionais. Mas o desafio também ficou ainda maior.

“O mundo apresenta oposição consistente e constante aos valores judaico-cristãos. Isso não é segredo.

O cerco contra os cristãos está apertando e deve piorar, pois a rebeldia do príncipe desse século está organizada e tem muitos seguidores. Mesmo assim, Deus não conhece impossíveis. Ele tem feito e continuará fazendo a Sua obra de maneiras inéditas. Nos organizamos e ajudamos as missões nacionais e internacionais, mas nossa esperança é no poder de Deus para cumprir Seus propósitos”, ressalta Gonçalves.

Segundo o pastor Jorge Linhares, o momento deve ser de reflexão e paz entre as denominações religiosas, já que não adianta investir em missões no exterior enquanto o Evangelho não está sendo pregado dentro de casa ou para os vizinhos.

“Que as igrejas possam cumprir o ‘Ide’ de Jesus, fazendo missões. E que nós não digladiemos, briguemos ou acusemos outras denominações, outros pastores e pessoas que pensem diferente de nós. Outro grande desafio é ganharmos nossos parentes, vizinhos, nossa cidade, o país para Cristo, sem esquecermos, claro, de ajudar as agências missionárias que estão na linha de frente em outros países”, afirma.

Já Lourenço Stelio Rega diz que um dos principais desafios são as igrejas serem missionais, e não apenas missionárias. “Faço uma diferença entre ‘intencionalidade missionária’, que é levar o Evangelho a lugares onde ainda não chegou, e ‘dimensão missional’, que é assumir o Evangelho como ideal de vida em todos os sentidos, pois todos somos enviados ao mundo não somente para anunciar verbalmente as Boas Novas, mas para permitir que elas nos transformem”, argumenta.

Família tradicional estará no “olho do furacão” em 2024

Sem dúvidas, a família tradicional cristã estará no centro das atenções no Brasil em 2024. Primeiro, por conta de debates importantes que serão travados no Supremo Tribunal Federal (STF), como a descriminalização do aborto, permitindo a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação. Segundo, por conta de pautas, no âmbito político, que afetam diretamente os valores cristãos, como por exemplo a ideologia de gênero.

Pastor Lourenço Stelia Rega. (Foto: Divulgação)
Pastor Lourenço Stelia Rega. (Foto: Divulgação)

“O diabo não brinca e há ações planejadas e deliberadas no sentido de acabar com a família, principalmente no Ocidente. As armas principais são a mídia e o entretenimento.

Nossos filhos são doutrinados enquanto brincam, jogam e se divertem. Equipes altamente competentes inserem o doutrinamento anticristão nos conteúdos e se os pais e a igreja não se atentarem e desenvolverem alternativas, haverá muito mais sofrimento”, alerta o pastor Gonçalves. “A instituição que ainda mantém os valores de família tradicional é a igreja, com suas diversas denominações e confissões. Precisamos nos unir para oferecer ao mundo uma alternativa celestial de vida nessa Terra. O padrão de Deus na Bíblia é o mais saudável”, complementa.

Lourenço Stelio Rega aponta que desde o Iluminismo vem sendo construído um programa mundial que visa a enaltecer o indivíduo como pessoa e que hoje se fortalece com a hipermodernidade ou a pós-modernidade. “O mote de hoje é ‘se isso te traz satisfação e deixa feliz, então, é certo, assuma!’ Assim, estamos no terreno do relativismo não-conceitual. O que me preocupa é que temas como esse não estão na agenda das denominações, igrejas e dos líderes cristãos”, enfatiza.

Já o pastor Jorge Linhares lembra que não há risco de a família “acabar”, exatamente porque ela foi criada por Deus. Por outro lado, ideologias perigosas estão adentrando os lares, colocando a pureza e a santidade da família em perigo. “A família sofre com aquilo que não se ouvia antes, como a homossexualidade e a liberação sexual de jovens solteiros morando juntos.

A virgindade passou a ser motivo de piada nas universidades.

E a própria faculdade zomba do jovem que entra lá puro, limpo e santo. Ele passa a ser alvo de zombarias dos colegas e até dos professores. Então, é um mundo mau, sujo, onde as leis são feitas contra a família”, sublinha.

Consagração para que haja dias melhores no ano que vem

Contudo, de uma forma geral, todos os entrevistados são unânimes em afirmar que o modo de vida cristão, pautado nos princípios bíblicos, será fundamental para que 2024 seja um ano feliz e abençoado. “Jesus nos chama de luz do mundo e sal da terra. O cristão não precisa gritar, só precisa viver. Ele não precisa dizer que a família tradicional é melhor, ele só precisa amar os seus filhos e cuidar dos avós. Quando nos amamos, pregamos o Evangelho e salgamos esse mundo, impedindo que o manto de ódio e indiferença destrua tudo ao nosso redor”, ressalta o pastor Gonçalves.

Ele lembra ainda que o segredo para uma vida feliz em 2024 passa pela comunhão com Jesus. “Andar com Deus, ter uma vida íntima com o Senhor da Criação. Somente buscando íntima comunhão com o Pai a família crescerá saudável, individual ou coletivamente.

Precisamos fomentar a conexão com nossa pátria celestial, trazendo de lá poder e visão, enquanto levamos para lá as necessidades e desafios dessa Terra perdida”, afirma.

Já o teólogo Lourenço Stelio Rega alerta que 2024 será o ano de tomarmos uma decisão, escolher de que lado estamos. “De qual história fazemos parte?

Só podemos responder à pergunta sobre a nossa importância se respondermos a pergunta que a antecede, como nos ensina o estudioso Alasdair MacIntyre: de que história a igreja faz parte? Da esquerda, da direita, ou da história de Deus?

Além disso, uma família cristã deve discipular seus filhos e ensiná-los a compreender de que história farão parte: se da “Missio Dei” ou da visão contemporânea de mundo”, orienta.

Para o pastor Jorge Linhares, é fundamental que a família dedique mais tempo ao discipulado, ao estudo da Palavra de Deus e à oração, que passe a testemunhar dentro de casa, que aja com amor e respeito para com todos.

“É lutarmos para sermos o exemplo junto aos nossos familiares. Eles olharão para o meu casamento, meu comportamento, minha vida como marido, esposo, pai, para minha esposa como mulher de Deus, como mãe, como filho, filha, educadora. Participar de congressos para casais, das células, dos congressos de homens, de mulheres, da escola bíblica. O pastor não consegue entrar em todas as casas, mas cada cristão é uma lâmpada, uma luz no trabalho, na escola, na vizinhança e, principalmente, dentro da sua família”, enfatiza.

Para Linhares, a prioridade sagrada para 2024 é manter Jesus no centro da família. “Muitos de nós, pastores, perdemos a família porque construímos grandes igrejas, um patrimônio enorme, mas deixamos o núcleo familiar de lado.

O desafio é manter o diálogo entre marido e esposa, pais e filhos, conservando as prioridades sagradas. A alegria no Senhor é a minha força. Quanto mais eu me alegrar em Deus, mais serei fortalecido”, finaliza o pastor.

Fonte: Comunhão

Papa Francisco condena repressão à Igreja Católica na Nicarágua

Papa Francisco (Foto: Reprodução/Vaticano)
Papa Francisco (Foto: Reprodução/Vaticano)

O papa Francisco denunciou hoje, 1º de janeiro, uma intensificação da repressão à Igreja Católica na Nicarágua por parte do governo do presidente Daniel Ortega.

Nos últimos dias, doze padres e um bispo foram detidos no país da América Central, onde Ortega iniciou uma ofensiva contra a Igreja após manifestações nacionais em 2018.

“Observo com preocupação o que está ocorrendo na Nicarágua, onde bispos e padres foram privados de sua liberdade”, declarou Francisco em sua mensagem semanal dominical e bênção na Praça de São Pedro.

“Expresso minha proximidade em oração a eles, suas famílias e toda a Igreja na Nicarágua… Espero que o caminho do diálogo possa ser seguido para superar as dificuldades.”

Mais 2 padres presos

As autoridades da Nicarágua detiveram mais dois padres católicos seniores, aumentando as tensões entre o Estado e a Igreja Católica. Os padres, identificados como Carlos Aviles e Hector Treminio, estão intimamente associados ao principal líder católico do país.

Aviles, que atua como o segundo clérigo mais graduado na Arquidiocese de Manágua, e Treminio, o tesoureiro, teriam sido detidos por orarem publicamente pelo bispo Rolando Alvarez, que estava preso, de acordo com a agência de notícias.

Alvarez, um crítico ferrenho do presidente Daniel Ortega, foi condenado no início deste ano a uma pena de prisão de 26 anos sob a acusação de traição. Ele condenou a resposta do governo aos protestos em massa em 2018.

Protestos de 2018

Uma tendência de perseguição começou na Nicarágua após protestos contra as reformas do sistema público de pensões em Abril de 2018. Os protestos ocorreram após cerca de uma década de deterioração das condições econômicas no país. Os manifestantes, na sua maioria estudantes, exigiram reformas democráticas e que Ortega e a sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, renunciassem ao estabelecimento de uma ditadura marcada pelo nepotismo e pela repressão.

Durante os primeiros dias dos protestos de 2018, Ortega solicitou que a Igreja Católica atuasse como mediadora. Mas a sua administração também começou a usar força brutal contra os manifestantes e, mais tarde, contra o clero católico.

O clero católico ajudou e forneceu refúgio aos manifestantes e manifestou o seu apoio ao direito de protestar pacificamente. Mas, como resultado, Ortega usou o seu governo e os seus apoiantes para perseguir o clero, os fiéis e várias organizações católicas.

Centenas de pessoas morreram nos protestos de 2018. Desde então, Ortega acusa os padres de estarem envolvidos em uma conspiração para derrubá-lo. Os bispos haviam solicitado ao presidente da Nicarágua justiça para as vítimas dos protestos e eleições antecipadas.

Em 2023, após o governo fechar uma universidade jesuíta em Manágua, o líder mundial da ordem religiosa acusou Ortega de tentar “sufocar” a Igreja Católica e as instituições cívicas.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Maioria pretende orar e frequentar mais a igreja em 2024, mostra pesquisa

Mão virando um cubo representando a mudança de ano (Foto: Canva)
Mão virando um cubo representando a mudança de ano (Foto: Canva)

Quase seis em cada 10 americanos que tomam resoluções de Ano Novo dizem que querem orar mais e concentrar-se mais na sua fé em 2024, de acordo com uma nova sondagem que também descobriu que cerca de metade do país está esperançoso no caminho para o novo ano.

A pesquisa CBS News/YouGov descobriu que 47% dos americanos se sentem esperançosos para 2024, enquanto 22% se sentem desanimados e 31% respondem “ambos igualmente”.

Pouco mais de um terço dos americanos (37%) afirmam que tomam resoluções ou metas de Ano Novo. Entre estes, 59 por cento dizem querer “orar ou frequentar mais serviços religiosos” em 2024, uma resposta que empatou em sétimo lugar com “perder peso”.

As seis principais respostas foram: melhorar a saúde (94 por cento), fazer exercícios (88 por cento), “passar mais tempo pessoalmente com pessoas de quem você gosta” (84 por cento), fazer dieta/comer melhor (81 por cento), “aprender uma nova habilidade, desafio ou hobby” (73 por cento) e abandonar um mau hábito (70 por cento).

Outras respostas incluíram “passar menos tempo online” (51 por cento) e “envolver-se mais com esforços voluntários na comunidade” (50 por cento).

“Os americanos sentem-se duas vezes mais esperançosos do que desanimados quando pensam em 2024”, disse uma análise da CBS News. “Mas são os jovens, em particular, os mais esperançosos, com dois terços a sentirem-se assim.”

Quase dois terços (64 por cento) dos americanos com menos de 30 anos sentem-se esperançosos em relação a 2024. É 51 por cento entre aqueles com idades entre 30 e 44 anos, 37 por cento entre 45 e 64 anos e 39 por cento entre aqueles com 65 anos ou mais.

As Resoluções de Ano Novo também são mais populares entre os jovens, com 60% dos que têm menos de 30 anos a fazê-las, mas apenas 15% entre os que têm 65 anos ou mais.

“Os jovens são de longe os mais propensos a tomar decisões para 2024, em oposição aos americanos mais velhos”, disse a análise, teorizando que “talvez os americanos mais velhos se sintam mais completos, ou obstinados, ou talvez a idade tenha trazido a sabedoria que muitos de nós simplesmente não os guardamos.”

A pesquisa incluiu entrevistas com 2.182 adultos.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Igreja Universal é acusada de assédio moral e de obrigar vasectomia e filiação a partido político

Martelo da justiça
Martelo da justiça

A Igreja Universal Reino de Deus foi acusada de cometer uma série de crimes em ações judiciais movidas por ex-membros integrantes da instituição religiosa. As acusações incluem assédio moral, perseguição e proibição de gerar herdeiros, conforme relatado por ex-obreiros, pastores e esposas de pastores.

Conforme o processo registrado no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), do Distrito Federal, um ex-pastor teria sido compelido a realizar uma vasectomia, isto é, um procedimento clínico que o impede de ter filhos, em uma clínica clandestina. O homem pede pelo pagamento de R$ 500 mil em dívidas trabalhistas.

O documento destaca que outra exigência para a manutenção do cargo seria a “filiação compulsória do reclamante e sua esposa ao partido político Republicanos”. Fundada por pastores da Igreja Universal em 2005, a legenda possui 4 senadores e 42 deputados federais em exercício – no Distrito Federal, o partido é representado por Damares Alves no Senado.

O autor do processo ainda aponta que a instituição estabelecia metas para recolhimento de dízimos e aplicava punições em caso de não cumprimento. O processo descreve as penalidades como “consistentes na transferência de pastores de cidade ou no rebaixamento da função de pastor para a de auxiliar de pastor, como ocorreu com o reclamante”.

Um segundo processo cobra o pagamento de R$ 3 milhões pelo ferimento de direitos trabalhistas e o pagamento dos custos em uma nova cirurgia de reversão de vasectomia. O ex-pastor relata que atuava no local quando se apaixonou pela atual esposa, mas que para casar-se com ela, precisou da permissão de um superior.

“Iniciaram as coações pela realização da cirurgia de vasectomia, assim como teve que conviver com constantes ameaças e imposições da reclamada para melhorar suas arrecadações financeiras junto aos fiéis, cujas metas eram cada vez mais complexas, sob pena de não ter seu casamento autorizado pela igreja.”

Assédio moral

Outro processo que tramita no TRT-10 diz respeito à esposa de um ex-pastor que alega ter sofrido perseguições e assédio moral dentro da Igreja Universal. Conforme a ação, a instituição teria se aproveitado de sua mão de obra sem pagar pelos direitos trabalhistas. Ela pede a condenação no valor de R$ 1,5 milhão.

“Cabe acrescentar que as esposas, junto com os maridos pastores, tinham metas para serem cumpridas”, diz o documento. O casal teria sido alvo de privações nas suas vidas particulares, desde a segregação do convívio familiar até a proibição de ter outros filhos, conforme informações relatadas pela mulher.

Ela expõe que a igreja promove um grupo direcionado a mulheres com o objetivo de decretar regras comportamentais, desde a vestimenta até hábitos pessoais de fala e ação. De acordo com ela, o núcleo criado por Cristiane Cardoso – filha do bispo Edir Macedo, líder e fundador da Igreja – exige que as mulheres passem por uma “espécie de prova”, que consiste na arrecadação de valores e cumprimento de tarefas para demonstrar a disposição.

O que diz a Universal

Por meio do Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais, a Igreja Universal divulgou uma nota em que nega as acusações das denúncias:

“A Igreja Universal do Reino de Deus esclarece — o que já é público — que a acusação de imposição de vasectomia é facilmente desmentida pelo fato de que muitos bispos e pastores da Universal, em todos os níveis de hierarquia da Igreja, têm filhos. São mais de 3 mil filhos naturais de membros do corpo eclesiástico da Igreja. O que a Universal estimula é o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal — como, aliás, está previsto em nossa Constituição Federal.

Quando uma pessoa opta pela vasectomia, como método contraceptivo, é algo completamente particular, entre médico e paciente/casal, não podendo ter qualquer ingerência de terceiros neste ato, ainda que fosse por motivo de credo.

Posto isto, vale lembrar que, assim como acontece com qualquer instituição neste país, seja religiosa ou não, a Universal também não é responsável por quaisquer decisões particulares de nenhum dos seus oficiais — que gozam de plena capacidade de decisão, sendo totalmente aptos para sua vida civil com absoluta autonomia.”

Fonte: Revista Fórum

Governo Lula traça estratégia para diminuir rejeição entre os evangélicos

Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo
Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo

Campanha publicitária com participação de pastor-cantor, corpo a corpo para aprovar o PL das Fake News, isenção de impostos para as igrejas, treinamento de fiéis para atuarem em programas sociais bancados por projetos federais. O governo Lula tem pautado todas as suas ações em estratégias para tentar se aproximar do público evangélico.

O próprio presidente tem tecido elogios aos crentes em seus discursos e convidado pastores para seus palanques. Ciente do poder eleitoral da classe evangélica, a ideia do governo é tentar reverter um número difícil de cair, que é o da rejeição dos evangélicos em relação ao presidente.

Na última pesquisa da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), antigo Ibope, 35% dos evangélicos consideram Lula ruim ou péssimo, ou seja, um dos maiores índices de rejeição para um chefe de estado brasileiro até hoje. Pelo DataFolha, esse percentual chegou a 38% em dezembro e, pelo PoderData, passou de 60%.

A mais recente ação para tentar reverter esses números, foi a campanha midiática do governo, divulgada na semana passada na televisão.

Quase R$ 500 mil foram investidos no impulsionamento de vídeos institucionais, alguns deles trazem personagens usando bordões evangélicos como “Graça alcançada, Senhor!” e “Glória a Deus”. Nesses vídeos promocionais, são perceptíveis pelo menos três momentos direcionados a esse grupo religioso em específico.

Na propaganda do Novo PAC, uma cena ambientada em uma pequena cidade do interior mostra uma mulher expressando gratidão ao dizer “Graça alcançada, Senhor!” ao receber a notícia de que o pai de sua neta obteve um emprego em uma obra do governo federal.

No jingle “O Brasil é um só povo”, o pastor e cantor Kleber Lucas aparece como um dos intérpretes, ao lado de outros artistas brasileiros, como Sandra Sá.

Outro vídeo, relacionado ao Bolsa Família, retrata duas mulheres que resolvem suas diferenças quando uma delas, ao comprar um produto desejado pelo filho da outra, revela ter recebido o benefício do Bolsa Família, gerando um momento de comunhão entre elas.

Para impulsionar essa e outras campanhas no Instagram e no Facebook, o Governo Federal desembolsou mais de R$ 473 mil, apenas entre os dias 11 e 17 de dezembro, segundo relatório da Biblioteca de Anúncios da Meta. Paralelo a isso, o governo Lula tem mexido as peças no tabuleiro político para conquistar ainda mais apoio da bancada evangélica em Brasília.

No dia 27 de novembro, por exemplo, foi assinado um protocolo de intensões pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, para que as igrejas sejam uma porta de encaminhamento de pessoas em situação de fome, pobreza e desemprego para programas sociais, como o Bolsa Família, benefícios previdenciários e Minha Casa, Minha Vida.

Também está para ser votada a PEC 05/23, que amplia as isenções tributárias de igrejas e veda quaisquer impostos sobre a aquisição de bens e serviços para formação do patrimônio, geração de renda e prestação de serviços pelas organizações religiosas de qualquer culto.

O governo também planeja fazer um corpo a corpo com evangélicos no início do ano que vem para tentar conquistar votos para aprovar o projeto de lei (PL) das Fake News, uma prioridade em 2024. Para essa missão, foi escalado o advogado-geral da União, ministro Jorge Messias, que é evangélico.

Fonte: Comunhão e Pleno News

Perseguição aos cristãos deverá aumentar em 2024

Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

A perseguição contra os cristãos deverá aumentar em vários países no próximo ano, de acordo com a Release International.

O novo relatório “Tendências de Perseguição” da organização, divulgado esta semana, alerta para uma intensificação da perseguição em vários países, incluindo Nigéria, Índia, Paquistão e China em 2024.

A Nigéria sofreu um dos seus piores Natais, depois de 160 pessoas terem sido mortas numa série de ataques no estado de Plateau, entre 23 de Dezembro e o dia de Natal.

Os mortos incluem membros da igreja e pastores, enquanto centenas de casas foram destruídas.

O parceiro nigeriano da Release International confirmou os relatórios. Eles disseram: “Estamos profundamente tristes com estes incidentes e condenamos estes assassinatos e ataques a cristãos inocentes durante o seu culto”.

O relatório “Tendências de Perseguição” prevê que a perseguição na Nigéria aumentará em 2024. Os ataques às comunidades cristãs por parte dos jihadistas estão “despojando das suas terras, destruindo os seus abastecimentos alimentares e forçando-os a converter-se ou a fugir”. Espera-se que esses ataques continuem no próximo ano.

O CEO da Release, Paul Robinson, está conclamando a Igreja mundial a orar pelos cristãos na Nigéria. Ele também quer que o governo nigeriano “tome medidas decisivas e eficazes para proteger as suas comunidades vulneráveis”.

“Nossos corações estão com os cristãos sitiados na Nigéria. Nós nos juntamos a eles em sua dor”, disse ele.

Na Índia, as leis anticonversão dificultaram a vida dos cristãos, enquanto Manipur ainda sofre com a violência étnica que matou cerca de 175 pessoas este ano. Dezenas de milhares de pessoas foram expulsas das suas casas e centenas de igrejas foram incendiadas durante a violência. Meses depois, muitos cristãos não têm onde se reunir.

As eleições gerais serão realizadas na Índia entre abril e maio de 2024. Se o BJP, nacionalista hindu, no poder, vencer novamente, Release prevê que “a perseguição aumentará novamente”.

Os seus parceiros no país alertam: “A perseguição aos cristãos e outras minorias religiosas aumenta dramaticamente a cada mês que passa”.

Na China, espera-se que a censura aumente no novo ano e que o Presidente Xi Jinping prossiga com o seu objetivo de “sinicização” religiosa, alinhando as igrejas com os valores e a ideologia do Partido Comunista.

“O objetivo é eliminar completamente o cristianismo na China”, afirmam os parceiros da Release International no país.

Robinson disse: “A perseguição anticristã está aumentando na Índia e em outras nações ao redor do mundo. A hostilidade está se transformando em violência. Os cristãos estão sendo atacados e expulsos de suas casas.

“A Release International trabalha com parceiros no terreno nestes países para direcionar a ajuda, o apoio e o socorro onde são mais necessários. Eles precisam urgentemente da nossa ajuda.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Convenção das Assembleias de Deus deve R$ 55 mi ao INSS mas tem fundo milionário para pastores

Nilton dos Santos é Presidente da CIADESCP e Pastor Presidente da Assembleia de Deus em Blumenau/SC (Foto: Reprodução/CIADESCP )
Nilton dos Santos é Presidente da CIADESCP e Pastor Presidente da Assembleia de Deus em Blumenau/SC (Foto: Reprodução/CIADESCP )

A Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (CIADESCP) ao mesmo tempo em que tem uma dívida ativa de R$ 55 milhões, por deixar de pagar contribuições empresa/empregador (o INSS patronal), há décadas administra um fundo pioneiro para pastores, que hoje conta mais de R$ 140 milhões.

A informação está em um recente levantamento feito pelo portal UOL via Lei de Acesso à Informação.

“Não é ilegal. Pela regulamentação, toda e qualquer entidade pode formar um grupo e ter uma previdência própria. Isso pode valer para um grupo ou uma empresa”, diz Vitor Rhein Schirato, professor de direito administrativo da USP.

“É importante frisar que a previdência privada não elimina as obrigações da previdência pública.”

Procurado por email e telefone mais de 15 vezes pelo portal UOL, o pastor Nilton dos Santos, presidente da convenção e da Assembleia de Deus de Blumenau (SC), não retornou aos pedidos de entrevista referentes à dívida ativa.

Segundo dados publicados pela própria organização, a Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em Santa Catarina e Sudoeste do Paraná congrega 2.800 templos e 300 mil fiéis.

“Foram nossos pioneiros”, conta ao UOL o pastor catarinense Eliel Batista, “que fizeram a Caixa de Evangelização”, como é chamado o fundo pastoral.

Segundo Eliel, a Caixa de Evangelização, iniciada em 1976, é um braço da convenção que busca “cuidar” dos obreiros — na saúde e na doença, mas principalmente na doença, quando necessitam de assistência.

A lei brasileira que regulamentou a previdência privada complementar foi aprovada em 2001.

“Daí, em 2002, os congregados migraram para a previdência privada complementar da Caixa de Evangelização. Depois, em 2010, foi instituído o CIADPrev”, conta o pastor, hoje gerente do Ceadescp (Caixa de Evangelização das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná).

Segundo o pastor, o CIADPrev foi instituído para dar assistência também a voluntários —”médicos, empresários e advogados que cooperam na igreja”, exemplificou.

De acordo com Eliel, a Caixa de Evangelização é mantida com “ajudas para socorro”, não dízimos.

“A Assembleia de Deus de Santa Catarina é muito bairrista, no bom sentido, no sentido de focar muito onde está instalada. Onde está sempre tem um pastor, tem um obreiro. A comunidade vê, a comunidade valoriza o que o pastor está fazendo”, diz.

Hoje, o benefício estimado de aposentadoria para os contribuintes do CIADPrev é de R$ 2.600 por mês, segundo o pastor.

O CIADPrev é voltado a “ministros religiosos da Assembleia de Deus”, segundo diz a cartilha da Sul Previdência, operadora sediada em Florianópolis.

Instituída em 2010, a Sul Previdência “nasceu devido à importância e necessidade de prevenção e preparação para um futuro mais tranquilo”, diz o site oficial.

Até o fim de julho de 2023, o total de recursos do CIADPrev era de R$ 143 milhões.

Fonte: UOL Tab

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-