Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi condenado em segunda instância por transfobia contra a deputada Duda Salabert (PDT-MG). O parlamentar havia se negado a usar pronomes femininos para se referir a Duda, que é transexual.
A decisão saiu nesta terça-feira (05), após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), manter por unanimidade a denúncia e a exclusão da indenização de R$ 80 mil para R$ 30 mil.
O processo movido em 2020 se refere a uma discussão entre o bolsonarista e a parlamentar, após Nikolas usar o pronome masculino para se referir a Duda, mesmo sendo alertado que a deputada se apresentava como mulher.
Nessa época ambos eram vereadores de Belo Horizonte. Em entrevista ao Estado de Minas, o político afirmou que não temia ser processado por não reconhecer Duda como mulher.
Em uma postagem nas redes sociais, Duda Salabert comemorou a decisão. “Se não aprendeu na família e na escola, aprenderá na Justiça a respeitar as travestis”, escreveu.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou um vídeo em suas redes sociais em que mostra sua indignação diante da decisão da Justiça de Minas Gerais, que o condenou por danos morais à deputada Duda Salabert. No vídeo, Nikolas usa a tribuna na Câmara dos Deputados para exprimir sua reação.
– Hoje fui condenado na Justiça a pagar uma indenização de R$ 30 mil. Por corrupção? Por dinheiro na cueca? Por conta de tráfico? Claro que não – iniciou, ironizando.
– Porque eu chamei um trans de ele. Eu sabia que esse dia ia chegar, em que a verdade não é aquilo que você vê, mas aquilo que o interlocutor te impõe – continuou.
Nikolas defende que o desejo do indivíduo “não pode se tornar um ensejo de direitos e deveres para o outro”.
O deputado também chegou a sugerir campanha para arrecadar dinheiro para o pagamento da multa, e citou o caso recente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
– Não vai ser isso que vai me parar. Assim como um dia o Bolsonaro levantou um Pix, é R$ 30 mil a multa, eu vou levantar também e eu tenho certeza de que as pessoas ajudarão. Faz o que você quiser, eu não tô obrigando ninguém. Para fazer vaquinha para a Dilma e para ao Lula na cadeia pode, mas para ajudar alguém que está defendendo e dando voz a elas, aí não pode – disse.
O parlamentar encerrou com uma citação de Martinho Lutero:
– A paz, se possível, a verdade a todo custo.
Nikolas Ferreira também é alvo de uma denúncia do Ministério Público de Minas pela publicação de um vídeo no qual ele constrange uma adolescente trans que estava no banheiro feminino de uma escola na capital mineira quando ainda era vereador.
Min-jae contrabandeou dez Bíblias para a Coreia do Norte. (Foto: The Voice of the Martyrs)
O cristão norte-coreano Min-jae conheceu o Evangelho durante uma viagem de negócios à China, em 2004.
Enquanto estava no país, ele foi a igreja de um amigo, aceitou Jesus e se apaixonou pela Palavra de Deus. Cinco meses depois, Min-jae foi batizado e recebeu sua pequena Bíblia em coreano.
Enquanto se preparava para retornar à Coreia do Norte, a igreja lhe fez um pedido ousado: receber um contrabando de 10 Bíblias quando voltasse ao país.
No início, o cristão recusou, porque já estava com medo de levar sua própria Bíblia para o país comunista. Min-jae sabia que, se fosse pego com um carregamento de exemplares das Escrituras, poderia ser enviado a campos de concentração, ser torturado ou morto.
Arriscando sua vida
Porém, ele se lembrou que havia entregado sua vida a Cristo e ela não era mais sua, e aceitou arriscar sua vida para levar a Palavra aos norte-coreanos.
“Agora acredito em Deus, e em Deus tudo é possível. Posso fazer o que Ele quiser. Mesmo que pareça difícil, talvez Deus simplesmente faça o seu trabalho”, pensou.
Então, meses depois de seu retorno à Coreia do Norte, Min-jae recebeu as Bíblias em uma madrugada, na margem do rio Yalu. Ele colocou as três grandes mochilas nas costas e correu até sua casa, no escuro.
“Eu estava com medo e nervoso. Foi bom receber, mas quando abri as sacolas comecei a me perguntar: ‘Como posso distribuí-las neste momento?’ Comecei a ter dúvidas’”, afirmou, à missão Voz dos Mártires (VOM).
O cristão secreto orou a Deus, pedindo que mostrasse para quais pessoas deveria dar as Bíblias. Até que certo dia em fevereiro de 2006, enquanto caminhava pela sua aldeia, ouviu um homem assobiar um hino .
Min-jae descobriu onde ele morava e decidiu deixar 8 Bíblias na porta de sua casa, sem deixar um bilhete para não ser descoberto.
Família convertida
Meses depois, Min-jae viajou novamente à China com o objetivo de desertar. Mas acabou sendo descoberto e foi extraditado para a Coreia do Norte.
Na cela da prisão, ele encontrou um amigo, que também havia sido preso por sua fé cristã. O amigo contou que seu tio também estava detido naquele presídio, após ter se convertido e dado oito Bíblias para parentes.
Nesse momento, Min-jae percebeu que o tio do seu amigo era o homem que ele havia dado as Bíblias contrabandeadas.
A família de 27 pessoas, incluindo o amigo, acabou se convertendo após lerem a Palavra de Deus e passaram a se encontrar para adorem. Tempo depois, eles foram descobertos e levados para a prisão.
Min-jae nunca contou ao amigo que havia sido ele que deixou as Bíblias na casa do seu tio, porque era muito arriscado. Um mês depois, todos os 27 cristãos foram levados para um campo de concentração.
Desertor na Coreia do Sul
Após 7 meses na cadeia, Min-jae foi libertado e, em 2014, conseguiu fugir para a Coreia do Sul.
O contrabandista revelou que ainda se sente preocupado e um pouco culpado pela família estar detida no campo. Porém, ele crê que foi guiado por Deus para levar o Evangelho aos norte-coreanos.
“Acredito que essas 27 pessoas são filhos de Deus e que Deus irá de alguma forma libertá-los milagrosamente”, declarou Min-jae.
Hoje, o desertor cristão é ajudado pela Voz dos Mártires e serve em sua igreja local. Ele pediu aos cristãos que orem para que mais norte-coreanos conheçam o amor de Deus.
“Eu só quero que o povo norte-coreano ouça e compartilhe o Evangelho. Essa é minha única oração”, declarou ele.
Daddy Yankee testemunhou sua conversão durante show em Porto Rico (Foto: Reprodução/Instagram/Daddy Yankee)
Daddy Yankee anunciou que aceitou Jesus e viverá uma nova vida, durante seu último show em Porto Rico, no domingo (3).
O cantor de 46 anos, considerado um dos pioneiros do reggaeton com o hit “Gasolina”, surpreendeu a multidão de fãs no final do show, na capital San Juan, o último de sua recente turnê e também carreira musical.
“Meu povo, este dia para mim é o dia mais importante da minha vida. E quero compartilhar com vocês, porque viver uma vida de sucesso não é o mesmo que viver uma vida com propósito”, começou Yankee, em um discurso de quase três minutos, que foi compartilhado por ele no Instagram.
E revelou: “Durante muito tempo tentei preencher um vazio na minha vida que ninguém conseguia preencher. Eu estava tentando preencher e encontrar um significado para minha vida. Às vezes eu parecia muito feliz, mas faltava algo para me completar. E devo confessar que esses dias acabaram”.
Fama não preeencheu vazio
O cantor portoriquenho confessou que nem mesmo a fama e o sucesso na música preencheram o vazio que sentia.
“Me dei conta que eu não era nada sem Ele. Pude viajar pelo mundo durante anos, ganhando muitos prêmios, aplausos. Mas, me dei conta de algo que a Bíblia diz: ‘Que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro se perder a vida?’”, afirmou.
“Por isso, nesta noite reconheço e não tenho vergonha de dizer ao mundo inteiro que Cristo vive em mim e que viverei para Ele. Começo de algo completamente novo”, declarou.
E citou também a passagem bíblica de Mateus 10:32: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus”.
Daddy Yankee concluiu seu discurso, dizendo que todo sucesso e fama que Deus lhe deu durante sua carreira musical será oferecido para o Reino, e espera que os fãs o acompanhem em sua nova vida.
“Cristo te ama e Cristo está vindo, não se esqueça disso”, pregou o cantor. E orou: “Da mesma forma, Jesus, que você me permitiu, por sua misericórdia, viajar pelo mundo, me permita de Porto Rico evangelizar o mundo. Finalmente, alcancei o objetivo. Sou livre. Amém!”.
No início de 2022, Yankee anunciou que iria se aposentar após 32 anos de carreira. Logo depois, ele lançou seu álbum de despedida e fez sua última turnê mundial, que acabou no último domingo (3) em sua terra natal.
Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)
A Aliança dos Cristãos de Cuba (ACC), que reúne cerca de 50 líderes religiosos de diversas denominações cristãs do país, realizou recentemente o seu terceiro encontro nacional na cidade de Santiago.
Ao final do evento, emitiram um comunicado conjunto, com três solicitações ao governo cubano. Em primeiro lugar, “a libertação de todos os presos pelo exercício dos seus direitos inerentes”.
Em segundo lugar, que “cada movimento religioso da ilha possa exercer o seu direito de associação, obtendo estatuto jurídico e proteção legal”. Em terceiro, que o governo “respeite o direito de cada cidadão cubano de exercer todos os seus direitos inerentes e que não os persiga por isso”.
Por sua parte, os membros da ACC comprometeram-se a “trabalhar pela cura das feridas da nossa nação danificada, dividida por um projeto social fracassado”, e assim “criar uma atmosfera de compreensão mútua, respeito e compaixão entre os cubanos na ilha e na diáspora”.
“Trabalhamos e trabalharemos para defender mais liberdades políticas, econômicas, religiosas e sociais para que todos os cubanos possam viver com dignidade e autodeterminação”, acrescentaram.
Tudo isto, a partir de “uma base de fé na importância da vida familiar, no valor inerente a todos os seres humanos, no respeito pelo Estado de Direito, no apreço pela educação, na promoção da justiça social e na ajuda aos necessitados, que fazem parte dos fundamentos do humanismo cristão”, sublinhou a ACC.
Além disso, os líderes religiosos afirmaram que “como cristãos e cidadãos cubanos abençoamos e honramos a nação de Israel e condenamos, de todo o coração, os atos de terrorismo cometidos contra essa nação”.
Apoio internacional
Anna Lee Stangl, chefe de defesa da Solidariedade Cristã Mundial (CSW), disse que o grupo apoia a Aliança dos Cristãos em Cuba e “seu apelo por reformas reais para proteger e defender a liberdade de religião ou crença e direitos associados e para a libertação de todos os presos políticos ”.
Ela sublinhou a coragem que os líderes da igreja tiveram para organizar tal reunião e publicar a declaração, apesar do assédio e das ameaças do regime.
A CSW insta o governo cubano a “fazer as mudanças que foram solicitadas”, e a comunidade internacional a “monitorar de perto e se envolver com os líderes religiosos, nos seus esforços para promover os valores democráticos e o respeito pelos direitos humanos fundamentais ”.
Milhares na marcha organizada por cristãos evangélicos pela paz em Chiapas, México. (Foto: El heraldo de Chiapas via Evangélico Digital)
No domingo, 3 de dezembro, milhares de cristãos evangélicos de vários municípios de Chiapas (México) uniram-se numa marcha pela paz em Tuxtla Gutiérrez.
Organizada pela igreja Jesus é o Caminho, a reunião pública foi um testemunho de ação de graças a Deus pela paz em Chiapas e um pedido de orientação divina para os líderes governamentais.
O Pastor Josué Pérez Pardo destacou a importância desta atividade como sinal de gratidão pela paz que prevalece em Chiapas. Os participantes também oraram pelo bem do governo do estado e dos deputados, pedindo que se orientem pela justiça e busquem o bem-estar social e o desenvolvimento.
A marcha contou com a presença de evangélicos de vários grupos étnicos, incluindo Tzotzil, Chol, Tojolabal e Tzeltal. Expressaram a sua fé em Cristo e a sua esperança através de cânticos e louvores nas suas línguas maternas.
O pastor Pérez Pardo observou que a marcha foi uma resposta aos recentes acontecimentos em Chiapas, incluindo a violência nas terras altas e os acidentes de trânsito. Ele lamentou a persistência da violência, principalmente na região Norte do estado.
Chiapas viveu muitos episódios de intolerância religiosa para com os cristãos evangélicos. Os crentes foram expulsos das suas cidades e as suas casas destruídas, por não contribuírem para as festividades católicas romanas.
A igreja Jesus é o Caminho organizou eventos semelhantes no passado, incluindo caravanas motorizadas de oração em resposta à elevada mortalidade da COVID-19. Estes eventos são um testemunho da resiliência e da fé da comunidade evangélica em Chiapas.
Quase um quarto dos jovens britânicos proibiria a Bíblia se sentissem que as suas páginas continham “discurso de ódio”, de acordo com uma sondagem.
No mês passado, o grupo de sondagens Whitestone Insights perguntou a 2.088 adultos do Reino Unido se concordavam com a seguinte afirmação: “A menos que as partes ofensivas possam ser eliminadas, os livros que contêm o que alguns consideram como discurso de ódio devem ser banidos da venda geral, incluindo, se necessário, textos religiosos como a Bíblia.”
Os jovens dos 18 aos 34 anos foram os que mais concordaram com esta afirmação (23%), seguidos dos 35 aos 54 anos (17%). Pessoas com mais de 55 anos eram menos propensas a concordar (13%).
Lois McLatchie, da Alliance Defending Freedom, no Reino Unido, expressou preocupação com os resultados numa aparição no GBNews.
Ela disse que o Reino Unido só precisava olhar para a Finlândia para ver as consequências de “fechar os cristãos”. A antiga Ministra do Interior, Päivi Räsänen, foi, no mês passado, absolvida das acusações de discurso de ódio pela segunda vez, após uma batalha legal de quatro anos. Ela foi acusada criminalmente depois de twittar um versículo bíblico sobre casamento e sexualidade.
“Podemos já não ser uma população maioritariamente cristã aqui na Grã-Bretanha. Isso é ainda mais uma razão para proteger a liberdade de expressão e de crença para todos”, disse McLatchie.
Ela disse que medidas preocupantes no sentido da censura já tinham sido tomadas sob o governo conservador, incluindo a prisão de pregadores de rua por citarem a Bíblia em público e ativistas pró-vida levados a tribunal por orarem silenciosamente perto de clínicas de aborto.
“Censurar um tipo de crença porque não se enquadra na ortodoxia dominante dos nossos dias não é melhor do que impor as leis iliberais de blasfêmia da Idade Média.
“Precisamos de uma defesa robusta da liberdade religiosa por parte daqueles que elaboram a nossa legislação e precisamos educar a geração que ‘seja gentil’ sobre as consequências verdadeiramente odiosas da censura antes que este tipo de pensamento se insinue ainda mais na realidade.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
A Câmara Municipal de Manaus aprovou um projeto de lei que autoriza o uso da Bíblia como recurso pedagógico nas escolas da capital do Amazonas.
A PL 216 foi aprovada na última quarta-feira (29), após discussão dos vereadores. Agora, o texto vai para a sanção do prefeito David Almeida (Avante).
O projeto estabelece que nenhum aluno será obrigado a participar das atividades bíblicas, respeitando a opção religiosa e filosófica dos estudantes.
Segundo o autor da PL, vereador Raiff Matos (Democracia Cristã), a aprovação da pauta é uma vitória para as famílias.
“Agora, é esperar a sanção do prefeito, que certamente não irá se opor à inclusão do conteúdo do livro mais importante da história da humanidade nas escolas de Manaus”, afirmou.
Matos ainda ressaltou que a Bíblia não é apenas um livro religioso, mas também possui “natureza literária, arqueológica, histórica e cultural”.
“É um tesouro de conhecimento e as escolas não podem deixar de aproveitar seu conteúdo”, declarou o vereador.
Nayab Gill e sua família. (Foto: Global Christian Relief).
Uma adolescente cristã, que foi forçada a se casar com um muçulmano, está testemunhando como conseguiu fugir do cativeiro com a ajuda de Deus, no Paquistão.
Em 2021, Nayab Gill, com apenas 13 anos, foi sequestrada de sua casa, em Gujranwala, pelo seu empregador, Saddam Hayat – um homem de 30 anos, casado e pai de quatro filhos.
Nayab Gill contou que começou a trabalhar com o muçulmano para ajudar sua família a se sustentar.
“Saddam era um visitante frequente da nossa casa. Ele era dono de algumas lojas em nossa região, uma foi alugada por meu pai. Saddam prometeu me pagar um salário de 10 mil rúpias paquistanesas (34 dólares) e disse que o dinheiro ajudaria minha família pobre a complementar sua renda. Meu pai concordou com sua proposta, porque Saddam lhe disse que eu era como se fosse sua própria filha”, revelou a menina, ao Global Christian Relief.
Entretanto, o muçulmano passou a tentar assediar Nayab no trabalho. Por duas vezes, ele tentou abusá-la, mas a adolescente não contou nada a seus pais.
“Tive medo de que, se contasse à minha família sobre os avanços de Saddam, o meu pai me impedisse de trabalhar e a minha família perdesse o dinheiro de que precisávamos tão desesperadamente”, explicou ela.
Casamento e conversão forçada
No dia 20 de maio de 2021, Saddam buscou a menina em casa para ir trabalhar, como de costume.
Porém, em vez de levá-la para a loja de produtos faciais, ele a levou para uma casa deserta, onde a forçou a se converter ao islã e a assinar uma certidão de casamento. O homem ameaçou Nayab de que mataria seu pai caso não lhe obedecesse.
“Eu gritei e chorei, mas ninguém me ouviu. Depois de conseguir que o papel fosse assinado à força, Saddam me trancou em um quarto e foi embora. Fui mantida lá por dois dias, durante os quais recebia comida apenas uma vez em 24 horas”, lembrou ela.
Família ameaçada
No dia seguinte, Saddam voltou a casa e ordenou que ela desse falso testemunho no tribunal, afirmando que havia se casado por sua própria vontade.
“Ele disse que meu pai tinha registrado um caso de rapto contra ele. Me disse que eu seria apresentada perante um juiz e que se eu não testemunhasse que tinha me convertido ao Islão e casado com ele por minha livre vontade, minha família e eu seríamos mortos no tribunal”, relatou a menina.
Com medo das ameaças, Nayab declarou ao juiz que havia se casado por sua vontade. E o muçulmano recebeu a custódia da garota como sua esposa legítima.
Então, a menina cristã passou dois anos em cativeiro, sofrendo abuso e violência. “Saddam me levou para sua casa e me trancou em um quarto no segundo andar. Ele me agrediu repetidamente contra minha vontade e me tratou como uma escrava. Mas não perdi a esperança e minha fé em Cristo!”, disse.
Orando no cativeiro
Nayab contou que foi fortalecida por Deus durante a provação e orou pedindo libertação.
“Eu orava todas as noites, dizendo: ‘Deus, por favor, me ajude’. Eu também orei pela segurança da minha família”, afirmou.
“Eles se recusaram a desistir e continuaram avançando pelo sistema judicial para minha recuperação. Mas eu estava com muito medo de revelar a verdade. Cada vez que era convocada ao tribunal, eu dizia que era adulta e que me casei com Saddam por livre e espontânea vontade”.
E acrescentou: “A família de Saddam me tratou como um pária. Muitas vezes me humilharam por ter nascido em uma família cristã. Houve momentos em que pensei que deveria acabar com a minha vida, mas acho que foi a minha fé em Deus que me deu forças para enfrentar essa situação”.
Fuga
Até que em abril de 2023, a adolescente encontrou uma chance de escapar do sequestrador.
“Era a última semana do mês sagrado muçulmano do Ramadão, quando a ex-mulher de Saddam registou um processo contra ele por a ter ameaçado. Com medo de serem presos, Saddam e seus irmãos fugiram de casa, mas na correria esqueceram de me trancar”, comentou.
“Parecia que Deus havia respondido às minhas orações por liberdade. Saí discretamente de casa e comecei a correr, sem nem saber aonde a estrada me levaria”.
A menina foi socorrida por uma mulher que a encontrou na rua e levada de volta à sua família.
“Não tenho palavras para expressar a alegria que senti quando vi meu pai. Lágrimas rolaram pelos nossos olhos enquanto ele me abraçou e beijou minha testa, prometendo me manter segura para sempre”, declarou ela.
Nayab Gill concluiu: “Eu esperava que o Supremo Tribunal ouvisse minha história, mas parece que não se interessou. Agora quero retomar meus estudos e fazer amigos”.
Meninas cristãs violadas
O sequestro e o casamento forçado de meninas cristãs têm se tornado comuns no Paquistão. De acordo com a Portas Abertas, o Paquistão é o país com mais casos de casamentos forçados, com cerca de mil cristãos vítimas nos últimos dois anos.
As garotas cristãs raptadas por muçulmanos sofrem ameaças de que elas ou suas famílias serão mortas caso não declarem no tribunal que se converteram ao islã e se casaram por vontade própria.
No país, relações sexuais com meninas com menos de 16 anos é considerado legalmente como estupro, porém, na maioria dos casos uma certidão de conversão falsificada e uma certidão de casamento islâmica influenciam a polícia a não imputar punição aos sequestradores.
Flávio Dino e Silas Malafaia (Foto: Montagem/Reprodução)
A Frente Parlamentar Evangélica, mais conhecida como bancada evangélica, lançou uma página na internet para monitorar o posicionamento de cada senador em relação à indicação do ministro Flávio Dino, titular da Justiça e Segurança Pública, feita pelo presidente Lula, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma cadeira na corte foi aberta devido à aposentadoria da ministra Rosa Weber, em 30 de setembro.
“Estamos empenhados em derrotar o nome dele”, afirmou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), vice-líder da Frente Parlamentar Evangélica, ao Congresso em Foco. O parlamentar reconheceu o conhecimento jurídico do ministro e também que preenche o requisito constitucional. “Mas ele é muito mais político do que jurista. Vai para a Corte nos perseguir”, ressaltou Sóstenes, que completou: “Será dez vezes pior que o Alexandre de Moraes”, emenda, referindo-se ao ministro que se destacou nos últimos anos no confronto com Jair Bolsonaro e relator das ações envolvendo participantes dos atos de 8 de janeiro.
Já o líder da bancada evangélica no Senado, Carlos Viana (Podemos-MG), ex-líder do governo Bolsonaro, encabeça a articulação política. Ele conta com 16 senadores da frente evangélica dos 81 membros da Casa.
Para pressionar os senadores a não votarem no indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF, as lideranças evangélicas pretendem participar de dois atos públicos convocados pela oposição contra o atual titular da Justiça. Um está previsto para ocorrer em várias cidades do país, no dia 10 de dezembro, e outro marcado para 13 de dezembro, data em que será feita a sabatina de Dino na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Outra estratégia adotada pelos líderes evangélicos para impedir a aprovação de Dino para o STF é a realização de visitas aos gabinetes e chamadas telefônicas aos senadores. O foco principal são os que estarão envolvidos em futuras eleições municipais em 2024, como também em 2026.
No entanto, a resistência ao nome de Flávio Dino não é unanimidade entre os políticos evangélicos. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) tem conversado com lideranças religiosas para quebrar a oposição a Dino. Cabe lembrar que a parlamentar foi a articuladora da carta aos evangélicos divulgada por Lula na reta final da campanha presidencial de 2022.
Silas Malafaia convoca jejum
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, desafiou a sua igreja a fazer um jejum para Deus impedir que Flávio Dino assuma a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O religioso disse que o Brasil está vivendo um momento perigosíssimo, e destacou que Dino é “pior dez vezes” que o ministro Alexandre de Moraes.
Malafaia afirmou que Dino é comunista marxista raiz, e explicou que todo comunista batalha contra costumes, família, igreja, espiritualidade e pátria.
O líder religioso pediu a igreja que orasse, pois somente Deus pode impedir que Flávio Dino assuma ao cargo.
O pastor também criticou alguns políticos de direita, que segundo ele, já negociaram para votar no atual ministro da Justiça.
” Tá tudo programado, tá tudo acertado, de uma meia dúzia de bandidos da direita, que vendem o povo por cargos no governo pra votar nele (Dino), tá tudo acertadinho… tá tudo combinado”, desabafou.
Também não faltaram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem se referiu de “traidor do povo cristão”, pois 20% do segmento votou no petista e decidiu a eleição.
Malafaia fez questão de deixar claro que não tem “paixão política”, mas sim convicções baseado em suas crenças e valores.
O atentado ocorreu na Universidade Estadual de Mindanao, no Sul das Filipinas (imagem: Facebook)
Na manhã do domingo (3), a Universidade Estadual de Mindanao, em Marawi, nas Filipinas, foi atacada durante um evento cristão entre os estudantes.
Quatro pessoas morreram e 45 ficaram feridas durante a explosão, conforme a Portas Abertas. Os policiais reforçaram as medidas de segurança no Sul do país e em torno da capital Manila. Os feridos estão recebendo cuidados médicos.
“Não temos medo, mas estamos sendo mais cautelosos, especialmente dada a situação atual”, disse Precious (nome fictício por motivos de segurança), umas das líderes cristãs de origem muçulmana que reside na área.
Grupos pró Estado Islâmico
A organização explica que o chefe das Forças Armadas sugeriu uma possível ligação com recentes operações militares contra grupos locais pró-Estado Islâmico no Sul das Filipinas.
De acordo com o militar, uma operação de domingo em Lanao del Sur levou ao assassinato de um líder do grupo radical islâmico Dawlah Islamiya-Maute, levantando a possibilidade de que o atentado tenha sido uma retaliação.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., condenou o atentado mortal, afirmando: “Condeno nos termos mais fortes possíveis os atos hediondos e sem sentido perpetrados pelos terroristas estrangeiros. Os extremistas que exercem violência contra os inocentes serão sempre considerados inimigos da nossa sociedade”.
Mindanao é uma região de maioria cristã, onde há uma população muçulmana considerável. Os cristãos já enfrentaram desafios anteriores, incluindo um cerco prolongado por militantes afiliados ao Estado Islâmico, em 2017, em Marawi.