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Governo da Nicarágua acusa Igreja Católica de lavagem de dinheiro

Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)
Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)

A Polícia Nacional da Nicarágua, controlada pelo governo de Daniel Ortega e de sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, publicou um comunicado acusando a Igreja Católica de vários crimes, como lavagem de dinheiro, uma acusação que não tem fundamento segundo os defensores dos direitos humanos.

O comunicado diz que a polícia fez “investigações que levaram à descoberta de centenas de milhares de dólares, escondidos em bolsas encontradas em instalações pertencentes a dioceses do país”, como as de Matagalpa e Estelí.

O texto também diz que com as investigações “foi confirmada a retirada ilegal de recursos de contas bancárias que haviam sido congeladas por ordem da lei, bem como outros atos ilícitos que ainda estão sendo investigados como parte de uma rede de lavagem de dinheiro descoberta em dioceses de vários departamentos”.

No dia anterior, segundo noticiado por vários meios de comunicação, o regime havia ordenado o congelamento das contas das dioceses e paróquias do país.

O comunicado de sábado (27) dizia que a Procuradoria-Geral da República, a Superintendência de Bancos e a Unidade de Análise Financeira, organizações controladas pelo regime, “confirmaram movimentações criminosas com fundos que entraram no país de forma irregular para as dioceses e são investigados, e procedimentos foram abertos para todos esses crimes”.

O texto também diz que a Superintendência de Bancos pediu à Conferência Episcopal e ao arcebispo de Manágua, cardeal Leopoldo Brenes, a apresentação dos documentos que mostram as movimentações das contas bancárias das dioceses “para que em todo momento as leis do país sejam cumpridas, evitando os atos ilícitos que vem sendo cometidos”.

“É ridículo”

Félix Maradiaga, ex-candidato presidencial e defensor dos direitos humanos exilado nos EUA, disse hoje (29) à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, que “é impossível que a polícia tenha encontrado estes supostos dinheiros ilícitos na diocese de Matagalpa, porque essa diocese esteve, tanto a casa paroquial como muitas das paróquias, sob intervenção policial durante os últimos seis meses”.

“Isso é absolutamente inaceitável, mas também é orwelliano. É ridículo que a própria casa paroquial, da qual foi retirado dom Rolando Álvarez, seja agora apontada como foco de atos ilegais”, disse Maradiaga, que foi deportado para os EUA em 9 de fevereiro junto com mais de 200 outros ex-presos políticos.

Dom Rolando Álvarez, bispo de Matagalpa, foi preso pelo regime durante meses, antes de ser condenado injustamente a 26 anos e 4 meses de prisão, pena que cumpre desde 10 de fevereiro.

Maradiaga disse que, com as acusações policiais contra a Igreja, “o regime está usando argumentos totalmente desproporcionais para desmantelar a presença das dioceses, especialmente de Matagalpa e Estelí”.

“A perseguição à Igreja Católica na Nicarágua continua. A ditadura não cessa de tentar calar a voz profética e pastoral da Igreja”, lamentou.

“Guerra contra toda a Igreja”

Martha Patricia Molina, advogada e pesquisadora nicaraguense, autora do relatório “Nicarágua, uma Igreja perseguida?”, disse à ACI Prensa que com o depoimento da polícia “a ditadura confirma sua guerra contra toda a Igreja nicaraguense, e mais ainda com a opção de ter bloqueado as contas bancárias das diversas dioceses do país, das paróquias e também das escolas paroquiais”.

“A ditadura faz uso do poder judiciário, da justiça nicaraguense, que não cumpre a Constituição política nem as leis do país, mas apenas cumpre as ordens do que diz o casal presidencial nicaraguense”, disse.

“Sem dúvida, este é um processo cheio de arbitrariedades do começo ao fim. Acho que já prepararam a sentença que vão entregar à Igreja Católica Nicaraguense, lembrando que Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, e sua esposa, a vice-presidente, se referiram várias vezes à Igreja Católica como uma máfia organizada, terrorista e criminosa”, disse Molina, que atualmente mora no exílio.

No dia 21 de fevereiro, em ato público, Ortega disse que Cristo “vive nas cidades cristãs, não pelo exemplo que padres, bispos e Conheço cardeais e papas, são uma máfia”.

Molina disse à ACI Prensa que na investigação contra a Igreja “vai-se ignorar o princípio da inocência, ou seja, já estão vendo a Igreja Católica como culpada”.

Situação caótica

Martha Patricia Molina disse ainda que “neste momento vive-se uma situação caótica, porque, também no final do mês, todas as paróquias têm de cumprir as suas obrigações e também as escolas paroquiais, com o pagamento de serviços básicos como luz, água, telefone e funcionários”.

“Muitas famílias estão perdendo o direito ao trabalho. Os professores que dão aulas nas escolas paroquiais vão ficar sem dinheiro, sem salário. Quando alguém viola um direito humano, viola os demais”, acrescentou Molina.

“Uma vez que a ditadura congela as contas, o próximo passo que costuma dar é o confisco dos bens, e neste caso é provável que farão o mesmo. Acredito que a ditadura está tentando sufocar financeiramente a Igreja, pensando que assim deixará de levar aquela voz profética. Mas a Igreja vai além das contas bancárias”, disse.

Molina disse que na Nicarágua “as leis antilavagem estão sendo usadas exclusivamente para criminalizar pessoas e instituições que pensam diferente do governo, instituições que exigem paz, justiça e o estabelecimento da ordem democrática”, como a Igreja Católica.

“Os países também devem condenar esta ação tão injusta que está sendo feita neste momento contra o clero”, disse.

Cardeal Brenes se pronunciou

Na homilia da missa que rezou na catedral de Manágua no domingo (28), solenidade de Pentecostes, o cardeal Brenes aludiu à situação que vivem as paróquias.

O cardeal exortou os fiéis a “não perder a calma” e também “a ouvir muitas notícias, muitas publicações que exageram”.

“Eles dizem ‘fontes confiáveis’, mas a fonte confiável nunca é revelada, então vamos ficar calmos, tranquilos, e sem dúvida o Espírito Santo é quem está conduzindo esta Igreja e em breve teremos as respectivas soluções”, continuou.

“As nossas paróquias continuam trabalhando. Vivemos crises difíceis, como o tempo da pandemia, mas o Espírito sustenta as paróquias e também a generosidade de todos vocês”, disse o cardeal.

“Por isso, convido vocês a manter sempre a calma e não se deixar influenciar por redes e notícias que realmente exageram. Raramente as leio, mas às vezes me mandam e me dá vontade de rir ao ver tudo o que dizem, porque não consigo encontrar nenhum fundamento nelas”, comentou o arcebispo de Manágua.

Até a publicação deste artigo, nem o cardeal Brenes nem a Conferência Episcopal da Nicarágua se pronunciaram sobre a decisão do governo sobre o congelamento de contas bancárias, nem sobre as acusações de crimes como lavagem de dinheiro.

Sobre o que disse o cardeal Brenes, Martha Patricia Molina disse à ACI Prensa que logicamente os meios de comunicação não vão revelar suas fontes “em nenhum momento, porque sua identidade deve ser protegida”, já que, se o nome for divulgado, “imediatamente a ditadura vai iniciar um processo criminal”.

Para Félix Maradiaga, o que disse o cardeal se deve ao fato de que “a Igreja na Nicarágua foi obrigada a se calar para não comprometer a segurança de outros religiosos e outros membros do clero”.

“Cabe a nós, leigos nicaraguenses e ao mundo, denunciar o que está acontecendo na Nicarágua: uma perseguição à Igreja sem precedentes na América Latina”, disse.

Nos últimos cinco anos houve pelo menos 529 ataques de Ortega contra a Igreja, e 90 deles foram cometidos até agora em 2023, segundo o relatório “Nicarágua: uma Igreja perseguida?”

Entre os ataques, o documento detalha a prisão injusta do bispo Rolando Álvarez, desde fevereiro. Também relata 32 freiras expulsas do país, sete igrejas confiscadas pelo regime e vários meios de comunicação fechados.

Fonte: ACI Digital

Morre pastor Joel Holder, líder da Assembleia de Deus, aos 80 anos

Pastor Joel Holder liderou igreja Assembleia de Deus Missão em Rondônia, por 30 anos (Foto: Reprodução/Facebook)
Pastor Joel Holder liderou igreja Assembleia de Deus Missão em Rondônia, por 30 anos (Foto: Reprodução/Facebook)

O pastor Joel Holder morreu nesta quinta-feira (31), aos 80 anos, em Porto Velho. Ele estava internado na capital, mas a causa da morte não foi divulgada.

Joel esteve à frente por 30 anos da igreja Assembleia de Deus ‘Missão’, na capital, sendo um dos maiores líderes da comunidade evangélica. Ele deixa esposa e três filhos.

O velório do pastor acontece a partir das 18h desta quarta-feira no Novo Templo Sede da Assembleia de Deus, na rua Pastor Messias Barbosa, bairro Tiradentes. O culto fúnebre será realizado na quinta-feira (1°), a partir de 14h30, no cemitério Jardim da Saudade.

Carreira

Nascido em 25 de julho, no ano de 1942, Joel levou uma vida dedicada à palavra de Deus. Já foi presidente e vice da Convenção Estadual de Ministros das Assembleias de Deus em Rondônia (Cemaderon), do Conselho Fiscal e Conselho de Educação da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, do Conselho da EETAD, Conselho da Casa Publicadora-CPAD e ex-presidente do Diretório da Sociedade Bíblica do Brasil em Rondônia.

Por mais de 30 anos ele comandou a igreja sendo pastor. Quando a Assembleia completou o centenário, o pastor Holder foi jubilado, aos seus 79 anos de idade.

Por tradição da igreja, se torna jubilado o pastor que alcançou notável número de anos de serviço prestado à denominação.

Repercussão e homenagens

Várias entidades, políticos e fiéis prestaram homenagens ao pastor Joel Holder nesta quinta-feira.

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) decretou três dias de luto oficial. Com isso, a bandeira da Casa de Leis será hasteada a meio mastro enquanto durar o período do luto e ficam suspensas celebrações, comemorações ou festividades no âmbito legislativo.

“É com grande tristeza no coração que recebo a notícia sobre o falecimento do pastor Joel Holder. Ele sempre foi um bom pastor, amigo e conselheiro. E nada mais justo do que a Assembleia Legislativa prestar esta homenagem a quem fez tanto pela população e pelos princípios cristãos”, escreveu o presidente Marcelo Cruz, da Alero.

O governador Marcos Rocha também divulgou nota de pesar pela morte do líder evangélico.

“Hoje uma grande referência de homem de Deus no estado de Rondônia, descansou! Pastor Joel Holder, pastoreou a igreja Assembleia de Deus em Porto Velho, por mais de 30 anos, além de ocupar vários cargos de destaque no cenário cristão nacional. Mas muito além disso, quem conviveu com este pastor, teve o prazer de testemunhar uma história de um homem temente a Deus, amoroso, servo… Um homem digno e de exemplo. “, escreveu o chefe do executivo.

O senador Confúcio Moura, durante discurso em sessão no plenário em Brasília, destacou o trabalho de Joel no comando da igreja em Porto Velho e se solidarizou com a família.

“Neste momento de dor, solidarizo com a família enlutada do Pastor Joel Holder, amigos e fiéis da igreja que perdem um grande líder. Que Deus possa confortá-los e dar-lhes forças para superar este momento difícil”, destacou.

O Bispo Ronaldo Cabrera, da igreja Metodista Wesleyana, prestou condolências e diz que a memória deixada por Joel seja uma inspiração a todos cristãos.

“Neste momento de dor e tristeza, rogamos ao Senhor que console os corações aflitos, que traga paz e força aos familiares e amigos enlutados. Que a memória do pastor Joel Holder seja uma fonte de inspiração e motivação para continuarmos na missão, propagando o amor e a mensagem de esperança que ele ensinava”, escreveu.

Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho, diz que Joel é referência de fé e vai deixar um legado por ter liderado a igreja durante três décadas.

“É com tristeza e pesar que recebemos a notícia do falecimento do pastor Joel Holder, aos 80 anos. Referência de fé, de oração e dedicação entre a comunidade evangélica, Holder teve um honroso legado de 30 anos à frente da Igreja Assembleia de Deus em Rondônia, bem como, em cargos de liderança na IAD em âmbito nacional.”

Fonte: G1

Cristão é condenado à morte por blasfêmia no Paquistão

Noman Masih, cristão condenado à morte por blasfêmia, no Paquistão. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Noman Masih, cristão condenado à morte por blasfêmia, no Paquistão. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Um tribunal em Bahawalpur, no Paquistão, condenou na terça-feira a pena de morte a um cristão de 22 anos por uma condenação sem fundamento sob as leis de blasfêmia do país, disseram fontes.

Lazar Allah Rakha, advogado de Noman Masih, disse que o tribunal de sessões anunciou seu veredicto na Nova Cadeia Central de Bahawalpur, na província de Punjab, embora a promotoria não tenha fornecido evidências da acusação de blasfêmia contra ele.

“Estou extremamente desapontado com a condenação, porque não houve absolutamente nenhum caso”, disse Rakha ao Morning Star News. “Não havia provas contra Noman, e nenhuma das testemunhas apresentadas pela polícia poderia corroborar a alegação de blasfêmia contra ele.”

O julgamento de Masih foi concluído em janeiro, mas o tribunal adiou repetidamente o veredicto sob vários pretextos, disse Rakha. Masih foi condenado por blasfemar contra Maomé, o profeta do Islã, o que acarreta uma sentença de morte obrigatória de acordo com a Seção 295-C dos estatutos de blasfêmia do Paquistão.

“Apesar de tantas contradições no caso, não consigo entender por que o juiz das Sessões Adicionais de Bahawalpur, Muhammad Hafeez Ur Rehman, sentenciou Noman em vez de absolvê-lo”, disse Rakha. “Isso é assassinato da justiça.”
O advogado disse que o tribunal emitiria seu veredicto por escrito em um ou dois dias, após o qual ele entraria com um recurso contra a condenação junto ao Bahawalpur Bench do Tribunal Superior de Lahore dentro do período obrigatório de sete dias.

Com relação ao status de um caso separado de blasfêmia contra Noman em Bahawalnagar, Rakha disse que o julgamento foi concluído e que o tribunal deve anunciar um veredicto em junho.

‘Acusação infundada’

O pai de Noman, o trabalhador do saneamento Asghar Masih, disse que a família ficou chocada com o veredicto, mas que “estamos firmes em nossa fé e buscando em Deus a liberdade de Noman”.

Ele disse que, ao contrário da alegação da polícia de que os policiais prenderam Noman em 1º de julho de 2019, seu filho foi preso em uma batida noturna horas depois que o primo do jovem, Sunny Waqas, foi levado sob custódia a 174 quilômetros (108 milhas) de distância. pela polícia de Bahawalnagar sob acusação de blasfêmia em 29 de junho de 2019.

“As alegações em ambos os Primeiros Relatórios de Informação (FIRs) são infundadas”, disse Asghar Masih ao Morning Star News. “Noman estava dormindo na casa quando foi preso, mas a polícia alegou que ele estava em um parque exibindo imagens blasfemas para 9 a 10 pessoas às 3h30”

Os últimos quatro anos foram extremamente difíceis para a família, tanto emocional quanto financeiramente, disse ele.

“A mãe de Noman e eu ansiamos por ele todos os dias”, disse ele ao Morning Star News. “Nossos corações se partiram hoje quando nosso conselho nos informou sobre o veredicto de morte. Mas nossa fé em Cristo não cedeu, e confiamos em Deus que Ele nos resgatará deste sofrimento.”

A família precisa urgentemente de oração e apoio financeiro, disse ele.

“Eu trabalho como faxineiro e mal consigo administrar as despesas domésticas com meu magro salário”, disse ele. “Desde a prisão de Noman, acumulei uma dívida enorme, porque tenho que arcar com suas despesas de prisão em cada visita.”

Membro da Igreja Anglicana do Paquistão, Asghar Masih disse que estava grato a Rakha por estar ao lado deles e trabalhar para conquistar a liberdade para os dois jovens.

“No entanto, essa dívida crescente alimentada pela inflação está exacerbando nossas misérias”, disse ele. “Apelamos à nossa igreja e líderes comunitários para nos ajudar neste momento difícil.”

FIRs duvidosos

Noman Masih e Waqas foram presos depois que a polícia em seus respectivos distritos, citando “informações secretas”, abriu processos contra eles sob a Seção 295-C dos rígidos estatutos de blasfêmia.

No FIR nº 359/19, o subinspetor estagiário Fraz Ahmed da delegacia de polícia de Faqirwali em Bahawalnagar afirmou ter recebido “informações secretas” de que Waqas havia impresso esboços blasfemos do profeta do Islã e os carregava em uma bolsa preta para mostrar a outras pessoas.

De acordo com o reclamante, ao ser questionado, Waqas disse à polícia que seu primo Noman havia compartilhado as supostas imagens sacrílegas com ele no WhatsApp, afirma a FIR. Waqas foi então levado sob custódia em 29 de junho de 2019 e acusado de blasfêmia.

Seu primo foi preso em 1º de julho de 2019 pela polícia de Bahawalpur. FIR No. 366/19, registrado pela Delegacia de Polícia de Baghdadul Jadeed na denúncia do Subinspetor Muhammad Arshad Nadeem, afirma que Nadeem recebeu “informação secreta” que Noman Masih estava sentado em um parque público às 3h30 com nove ou 10 pessoas e mostrava imagens blasfemas em seu telefone.

No início deste ano, em 17 de janeiro, o LHC Bahawalpur Bench concedeu fiança a Waqas, mas ele só foi libertado em 3 de fevereiro devido a dificuldades em levantar a fiança exorbitante e sem precedentes de 4 milhões de rúpias (US$ 13.994).

O valor máximo permitido para fiança de acordo com a Seção 295-C é de 500.000 rúpias (US$ 1.750).

“Parece que o juiz queria tornar a libertação de Waqas impossível, estabelecendo o valor dos títulos em 4 milhões de rúpias”, disse a advogada Aneeqa Maria, da The Voice Society, ao Morning Star News na época. A organização de Maria estava apoiando Rakha como advogado de defesa nos dois casos.

O juiz concedeu fiança porque o julgamento contra Waqas não foi concluído dentro do período obrigatório de dois anos, disse Maria.

Os tribunais rejeitam rotineiramente os recursos de fiança de suspeitos de blasfêmia, especialmente quando as acusações são feitas sob a Seção 295-C, onde a punição é a morte, um crime inafiançável.

Há casos em que suspeitos de crimes inafiançáveis, incluindo assassinato, podem receber fiança de acordo com a terceira cláusula da Seção 497 (1) do Código de Processo Penal. A seção 497 estabelece que, se os suspeitos não tiverem sido formalmente acusados, o julgamento não tiver sido concluído em dois anos e o atraso não for devido ao acusado, eles devem receber fiança.

O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2023 da Portas Abertas dos lugares mais difíceis para ser cristão, acima do oitavo lugar no ano anterior.

Folha Gospel com informações de The Christian Today e Morning Star News

Cristãos são multados por evangelizar nas ruas da Bielorrússia

Vista aérea de Misk, capital da Bielorrússia
Vista aérea de Misk, capital da Bielorrússia

Um tribunal em Minsk, capital da Bielorrússia (também chamada de Belarus), multou 7 jovens cristãos, no valor de 2 meses de salário cada um, por falarem de Jesus para pessoas que estavam nas ruas.

Na ocasião, eles estavam explicando o significado da Páscoa por ocasião da comemoração cristã, mas foram punidos pelo governo e acusados de “organizar manifestação ou evento em massa”, conforme explica a Voz dos Mártires em seu site.

Os jovens se defenderam dizendo que estavam apenas conversando com indivíduos na rua. Quando foi solicitado aos oficiais do governo que explicassem os motivos das prisões e multas, eles se recusaram a comentar.

Perseguição aos cristãos

Os cristãos foram multados com a pena máxima permitida pelo estatuto, mas optaram por não apelar de suas sentenças.

Cinco deles fazem parte da Igreja Nova Vida, que já enfrentou repetidos incidentes de perseguição ao longo dos anos e foi selada pelas autoridades em fevereiro de 2021.

Vários casos de perseguição religiosa no país já foram publicados no Folha Gospel, entre eles, do pastor que foi multado por realizar batismos e dos cristãos que foram presos por protestarem contra uma eleição polêmica e o governo ameaçou tirar seus filhos.

Cristãos bielorrussos continuam a orar e a jejuar pelo país. Há relatos de que durante o protesto que durou mais de 100 dias, muitos foram espancados e torturados em centros de detenção.

Fonte: Guia-me com informações de Voice Of The Martyrs

Igreja e rádio evangélicas são investigadas por lavagem de dinheiro

Carro da polícia (Foto: Canva Pro)
Carro da polícia (Foto: Canva Pro)

Uma igreja e uma rádio evangélica, suspeitas de movimentarem mais de R$ 6 bilhões em lavagem de dinheiro, foram alvo da operação Mamon feita nesta terça-feira (30) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de Minas Gerais. As ações aconteceram em cidades de cinco estados.

Um grupo criminoso usava empresas fantasmas, uma igreja e uma rádio evangélicas para fazer a lavagem de dinheiro, segundo o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais). Os dois estabelecimentos religiosos estão localizados em Vespasiano (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte.

Os bilhões foram movimentados ao longo de cinco anos. O grupo, segundo o MP, “lavava quantias” oriundas de crimes como fraudes, estelionatos e tráfico de drogas, e até mesmo de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os mandados foram cumpridos em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Alagoas e Amapá. As investigações começaram há dois anos, após comunicações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), segundo explicou o promotor de Justiça Gabriel Mendonça: “É uma grande ‘lavanderia’ que tem por objetivo o branqueamento de capital ilícito”, disse.

“Algumas [empresas] efetivamente existem. Outras, só no papel. A igreja existe efetivamente, assim como a rádio. A gente tem identificado, fora do estado [de Minas Gerais], uma padaria que existe mas, pela dimensão do volume financeiro e pela constatação visual, a gente percebe que é uma movimentação financeira fraudulenta. Uma única padaria, movimentando R$ 30 milhões”, completou o promotor Gabriel Mendonça.

Além das ordens de busca e apreensão, foram sequestrados judicialmente R$ 170 milhões, entre veículos e dinheiro. Também foram apreendidos documentos, celulares e tablets que serão analisados, após autorização judicial, para sequência das investigações.

Nesta fase, ninguém foi preso. Os nomes das empresas de fachada, da rádio e da igreja, ou da padaria, usadas como fachada para o esquema, não foram divulgados pelos órgãos.

Com o material obtido, a polícia espera entender a dimensão das atividades da organização criminosa, bem como identificar possíveis ramificações: “Associados a essa grande rede de lavagem de dinheiro estão diversos crimes correlatos que fazem uso dessa estrutura, como tráfico de drogas, fraudes e estelionatos”, explicou o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, da Polícia Civil de Minas Gerais.

Fonte: EBC e UOL

PF contradiz versão de Damares Alves sobre avião da Igreja Quadrangular com drogas

Damares Alves é senadora e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro (Foto: Agência Senado)
Damares Alves é senadora e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro (Foto: Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) informou que ação que apreendeu um avião que transportava 290kg de maconha no último sábado (27), no Pará, foi realizada a partir de informações de inteligência do Núcleo de Polícia Aeroportuária da PF.

A informação da PF contradiz a versão dada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), de que a própria Igreja do Evangelho Quadrangular fez a denúncia sobre a “carga suspeita”.

O avião onde as drogas foram encontradas é de propriedade do ex-deputado federal e pastor Josué Bengtson, tio de Damares, e era usado pela Igreja do Evangelho Quadrangular, liderada por Bengtson. Em nota enviada ao Correio Braziliense, Damares afirmou que soube do caso pela imprensa e que entrou em contato com a família para ter mais detalhes.

“Damares Alves, que é sobrinha do ex-deputado federal Josué Bengtson, entrou em contato com a família e foi informada que os responsáveis pelo avião, ou seja, a própria Igreja, fizeram a denúncia à Polícia Federal sobre uma carga suspeita que havia sido carregada na aeronave sem autorização. Em seguida, a Polícia Federal assumiu o caso e tomou as medidas cabíveis”, informou a assessoria da senadora.

Além de tio da senadora, Josué Bengtson é considerado padrinho político de Damares, que foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro (PL), e se elegeu senadora pelo Distrito Federal, em 2022.

Procurada, a PF disse que não comenta investigações em andamento, e que “a ação foi realizada a partir de informações de inteligência do Núcleo de Polícia Aeroportuária da PF”.

Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (30), Damares Alves ironizou o caso colocando imagens de um avião, de uma igreja e de um homem, que seria seu “tio”, ligadas a ela, sob a legenda “Entendeu?”.

Fonte: Diário de Pernambuco e Correio Braziliense

Pastor é assassinado no Norte de Burkina Faso

Parceiros locais da Portas Abertas visitaram a viúva do pastor Yaro no último sábado, em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)
Parceiros locais da Portas Abertas visitaram a viúva do pastor Yaro no último sábado, em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)

Na última quinta-feira, 25 de maio, o pastor Jonas Yaro e outras sete pessoas foram assassinados no Norte de Burkina Faso. As vítimas estavam no vilarejo Molokadou quando jihadistas atacaram.

O atentado aconteceu no final da tarde, por volta das 16h. “Os terroristas cercaram o vilarejo e atiraram no ar para criar pânico. Depois, entraram em um complexo onde assassinaram duas pessoas. A terceira pessoa que estava no local conseguiu fugir para a casa do pastor”, conta um parceiro local da Portas Abertas.

O jovem achava que tinha escapado, mas na verdade foi seguido pelos jihadistas e os levou diretamente para o complexo de casas dos líderes da igreja. “Eles mataram o jovem e o pastor, na frente da esposa”, disse o parceiro.

Igrejas sem pastor

O pastor Jonas Yaro tinha 39 anos e servia a igreja no vilarejo há oito anos, com a esposa e os três filhos. Até agora foi confirmado que uma das outras seis vítimas era um cristão. A identidade das outras vítimas ainda está sendo investigada.

No último ano, Burkina Faso enfrentou dois golpes de Estado, o que torna a resposta do governo contra a insegurança ineficiente. Ainda em maio, jihadistas atacaram o vilarejo de Silmidougou, também no Norte de Burkina Faso, onde mataram três cristãos, incluindo o pastor Antoine Kouma Ouedraogo.

A crescente insegurança esvaziou muitos vilarejos no Norte do país e causou uma massa de mais de dois milhões de deslocados internos, segundo o Conselho Nacional de Ajuda Emergencial e Rehabilitação em Burkina Faso. A agência ReliefWeb também relatou que dois entre três deslocados internos são crianças.

O trabalho dos parceiros locais se intensificou por causa dos ataques de jihadistas desde 2019. Eles procuram ajudar a igreja a responder biblicamente à perseguição por meio de treinamentos nas regiões mais afetadas e com cuidados pós-trauma. No último sábado, 27 de maio, eles visitaram e oraram pela viúva do pastor Yaro.

Fonte: Portas Abertas

Atriz de “Mulheres Apaixonadas” é pastora há 3 anos: “Minha vida está melhor hoje”

Giselle Policarpo. (Foto: Reprodução/TV Globo/Instagram/Giselle Policarpo)
Giselle Policarpo. (Foto: Reprodução/TV Globo/Instagram/Giselle Policarpo)

Giselle Policarpo iniciou sua carreira artística há 30 anos, um dos seus trabalhos mais conhecidos foi sua personagem na novela “Mulheres Apaixonadas”, gravada em 2003 e atualmente sendo reprisada no Vale a pena ver de novo da TV Globo.

A primeira participação dela da TV foi em um especial da Escolinha do Professor Raimundo, em 1993, e a primeira novela foi Zazá (Globo, 1997).

Atualmente, a atriz de 41 anos vive uma nova história depois de sua conversão. Há três anos, ela se tornou pastora da Igreja Bola de Neve e descobriu sua vocação como missionária.

“Minha vida tomou um outro rumo de forma orgânica. Não foi planejado deixar de atuar para me tornar pastora. Foi realmente orgânico e fui gostando. Deus foi trabalhando no meu coração. Sempre gostei de muito de atuar e era o que eu fazia desde menina”, afirma Giselle.

Casada com o pastor e arquiteto Rocini Tavares, com quem tem um filho, João, de 2 anos, Giselle afirma estar feliz com a trajetória que trilhou. “Sou realmente muito grata a tudo que eu vivi tanto no teatro, quanto na televisão. É uma carreira difícil, mas muito legal. Fui muito feliz na minha carreira. Guardo recordações muito boas e acho que minha vida está melhor ainda hoje.”

A atriz contou que durante seu último trabalho na TV, na novela “Milagres de Jesus”, em 2014, já frequentava a igreja.

“Aos poucos, fui me envolvendo mais, entendendo o meu chamado e descobrindo uma nova vida. Também formei minha família, fui mãe. Deus foi preenchendo meu coração com outras atividades além da atuação”, disse Giselle.

“Claro que tenho saudade de muitos momentos que vivi em cada novela, em cada espetáculo de teatro. Conheci pessoas maravilhosas no trabalho, mas avalio que foi um ciclo. Hoje, estou vivendo outro ciclo e estou muito feliz. É um ciclo maravilhoso e melhor ainda. Sou grata a Deus por ter me permitido viver isso”, acrescentou ela.

Vida com Deus

Giselle contou que o ator Guilherme Berenguer, com quem contracenou em “Malhação”, a levou para a Igreja Bola de Neve pela primeira vez.

“Eu estava querendo encontrar uma igreja e ele já frequentava a Bola de Neve. Um dia, conversando, falei: ‘Gui, quero conhecer a Bola de Neve’. Depois que conheci, fiquei e estou lá desde 2008”, disse ela.

A atriz afirmou que ao se aproximar de Deus e se aprofundar no estudo da Bíblia, passou a identificar sua identidade e propósito. Ela reconheceu que todos têm uma missão e um dom diferente na vida.

Há três anos e meio, enquanto estava grávida, ela sentiu o Senhor a chamando para cuidar de uma igreja.

Ela e o marido eram missionários da Igreja Bola Neve de Nova Friburgo, onde ficaram por cerca de dois anos. Atualmente, eles estão pastoreando na mesma congregação em Niterói.

“Quando algumas pessoas falavam que me viam como pastora, eu achava que era algo que não tinha nada a ver comigo, que isso nunca aconteceria. Mas Deus foi preparando meu coração e me sinto privilegiada em ter encontrado esse caminho”, afirmou Giselle.

E continuou: “Quero continuar servindo a Deus e crescer nessa caminhada. Quero dar maior atenção e dedicação para a minha família e ao ministério”.

De acordo com a revista Quem, Giselle não descartou a possibilidade de voltar a trabalhar como atriz, porém, ela afirmou que sua prioridade é o segmento cristão.

“Estou na melhor fase da minha vida. Sou muito grata por tudo o que eu vivi na TV, mas hoje vivo um momento ainda melhor”, concluiu a atriz.

Fonte: Guia-me e Revista Quem

Coreia do Norte condena criança de 2 anos à prisão perpétua depois que pais foram pegos com Bíblia

Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)
Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)

De acordo com o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2022 do Departamento de Estado dos EUA, um menino de dois anos e sua família foram condenados à prisão perpétua pela posse de uma Bíblia.

O caso de grande repercussão na mídia ilustra a repressão do regime comunista norte-coreano contra indivíduos com crenças religiosas.

Segundo o relatório, estima-se que cerca de 70.000 pessoas, incluindo cristãos e indivíduos de outras religiões, estão detidos na Coreia do Norte devido à perseguição religiosa.

“O direito à liberdade de pensamento, consciência e religião [na RPDC] também continua a ser negado, sem sistemas de crença alternativos tolerados pelas autoridades”, afirmou António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), descrevendo as atrocidades que a Coreia do Norte comete contra a liberdade religiosa nos últimos anos.

De acordo com a ONU, as restrições de viagens impostas devido à pandemia de Covid-19 reduziram as informações sobre a perseguição religiosa, o que piorou a verificação de detalhes sobre os casos de abuso.

No entanto, o Departamento de Estado americano afirmou ter finalmente confirmado os detalhes do relatório com base em informações de organizações não governamentais (ONGs), grupos de direitos humanos e a própria ONU.

De acordo com o relatório, algumas instituições registradas, como igrejas, existem especialmente na capital coreana, Pyongyang. No entanto, os visitantes relataram que a igreja “operava sob rígido controle do estado e funcionava em grande parte como uma vitrine para estrangeiros”.

O Departamento de Estado também afirmou que é difícil quantificar o alcance e o número de igrejas subterrâneas ou secretas devido o governo proibir atividades religiosas privadas.

Segundo informações de desertores, o governo norte-coreano encoraja os cidadãos a denunciarem qualquer pessoa envolvida em atividades religiosas não autorizadas ou que possua materiais religiosos, como a Bíblia.

Eles relataram que cristãos frequentemente escondem suas atividades religiosas de familiares, vizinhos, colegas de trabalho e outros, por medo de serem rotulados como desleais ao governo norte-coreano e denunciados às autoridades.

Abusos da liberdade religiosa

A Korea Future divulgou, em 2021, um relatório com base em entrevistas feitas com 244 vítimas de abusos da liberdade religiosa.

Entre as vítimas estão 150 pessoas que aderiram ao Xamanismo, 91 ao Cristianismo, uma ao Cheondoísmo e outra pessoa ligada a outras crenças. Essas pessoas tinham entre dois e mais de 80 anos. Mulheres e meninas representaram mais de 70% das vítimas documentadas.

Conforme relatado, o governo acusou indivíduos de envolvimento em práticas religiosas, realização de atividades religiosas na China, posse de itens religiosos, contato com pessoas religiosas e compartilhamento de crenças religiosas.

Esses indivíduos foram submetidos a prisões, detenções, trabalhos forçados, tortura, negação de um julgamento justo, execuções públicas e violência sexual, de acordo com o relatório.

Crianças também são vítimas

Um dos incidentes destacados no relatório foi a prisão de uma família em 2009 devido às suas práticas religiosas e posse de uma Bíblia.

Como resultado, toda a família, incluindo uma criança de dois anos, foi condenada à prisão perpétua em campos de prisioneiros.

Outro incidente relatado pela ONG Korea Future descreve um caso chocante em que um homem foi espancado quase até a morte por guardas ao ser descoberto orando.

Além disso, foi registrado um incidente envolvendo um membro do Partido dos Trabalhadores Coreanos que foi encontrado com uma Bíblia. Ele foi levado pelas autoridades para um aeródromo e executado publicamente diante de milhares de pessoas.

Segundo relatam os cristãos, as terríveis condições dos campos de prisioneiros norte-coreanos, incluem desnutrição extrema, alimentação forçada com comida contaminada, abuso verbal e físico e execução.

A Portas Abertas dos EUA informou que, para os cristãos na Coreia do Norte, a vida é um “caldeirão de pressão constante” e “a captura ou a morte estão a apenas um erro de distância”.

Segundo a Portas Abertas, os cristãos são considerados os mais baixos da sociedade e estão constantemente “vulneráveis ​​e em perigo”.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News

A maioria dos fiéis apoia o voluntariado, mas poucos realmente servem, diz pesquisa

Voluntários em uma ação social (Imagem Canva Pro)
Voluntários em uma ação social (Imagem Canva Pro)

Existe uma lacuna entre os fiéis que dizem querer participar de um esforço de caridade e aqueles que realmente o fazem, de acordo com um novo relatório da Lifeway Christian Resources.

Em um relatório publicado na semana passada, a Lifeway descobriu que 86% dos fiéis entrevistados disseram que querem servir as pessoas, incluindo as de fora da igreja, a fim de promover o Evangelho.

No entanto, o relatório também revelou que 66% dos entrevistados admitiram não ter se voluntariado para uma instituição de caridade, seja afiliada ou separada de sua igreja, no ano passado.

Dos entrevistados, 30% disseram ter sido voluntários no ano anterior, enquanto 4% não tinham certeza. Como comparação, a Lifeway citou um relatório do US Census Bureau, que descobriu que 23% da população geral dos EUA se voluntariou em uma organização entre setembro de 2020 e setembro de 2021.

Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway, explicou em uma declaração incluída no relatório que sua pesquisa se concentrou apenas no voluntariado por meio de um grupo, e não em ações individuais.

“Este estudo não mediu o serviço que os fiéis podem ter feito individualmente para seus vizinhos. Atender a essas necessidades à medida que surgem é uma grande forma de serviço”, disse ele.

“Mas algumas das necessidades mais comuns nas comunidades exigem voluntários trabalhando juntos, algo que a maioria dos fiéis não faz ao longo de um ano.”

A Lifeway extraiu seus dados de uma pesquisa com 1.002 frequentadores de igrejas protestantes americanos, realizada de 19 a 29 de setembro de 2022, e tem uma margem de erro de mais ou menos 3,3%.

A pesquisa também descobriu que 91% dos fiéis entre 18 e 49 anos relataram o desejo de servir pessoas não afiliadas à sua igreja, em comparação com 79% daqueles com mais de 65 anos. No entanto, 40% dos entrevistados com mais de 65 anos disseram aos pesquisadores que eles participaram de trabalho voluntário no ano passado, tornando-os o grupo mais provável de fazê-lo.

Além disso, aqueles que frequentam um culto de uma a três vezes por mês eram mais propensos a não ter se voluntariado no ano passado do que aqueles que frequentavam quatro ou mais vezes por mês (73% vs. 60%) e os entrevistados com crenças evangélicas tinham mais probabilidade de ter se voluntariado no ano passado do que aqueles que não tinham crenças evangélicas (37% vs. 25%).

Entre os grupos religiosos cristãos, os luteranos foram os que mais relataram voluntariado em um grupo no último ano (53%), seguidos pelos batistas (29%), membros da Igreja de Cristo e afiliados a igrejas não denominacionais (ambos com 28%) e Metodistas (7%).

De acordo com um relatório da American Bible Society divulgado em novembro passado, os cristãos americanos fortemente engajados com as Escrituras doaram aproximadamente US$ 145 bilhões para caridade em 2021.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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