Sessão na Câmara Municipal de Araçatuba (SP) - (Foto: Reprodução)
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que os vereadores da Câmara Municipal de Araçatuba, no interior de São Paulo, estão proibidos de fazer a leitura bíblica no início das sessões e usar a frase “sob a proteção de Deus”.
De forma unânime, o TJ-SP acatou um pedido feito pelo Ministério Público de que considera o rito “inconstitucional”. Não cabe mais recurso.
A decisão entrará em vigor a partir do dia 7 de agosto. Data do encerramento do recesso parlamentar no município.
O rito praticado pelos vereadores há décadas consta no parágrafo primeiro do artigo 141 do Regimento Interno da Câmara, onde é indicado dizer a expressão “sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos” e, em seguida, fazer uma leitura da Bíblia.
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), o MP questionava a manutenção dessa sequência, dizendo que o dispositivo viola o princípio da laicidade do estado.
O relator da ADI, desembargador Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim, teve o mesmo entendimento e votou pela proibição dizendo que a Câmara não pode privilegiar uma religião em detrimento das demais ou daqueles que não possuem crença religiosa.
Para o desembargador, que foi seguido por seus pares, o trecho do Regimento Interno da Câmara configura uma interferência do Estado no direito à liberdade religiosa, ofendendo também os princípios da isonomia, da finalidade e do interesse público.
Desta forma, a partir de 7 de agosto, quando os vereadores retornam do recesso, o ritual não será mais executado no início das sessões.
A mesma decisão já foi proferida contra as Câmaras Municipais de Piracicaba, Araras, Itapecerica da Serra e Catanduva, todas no estado de São Paulo, como bem citou o relator em seu voto.
Ativista muçulmano Ahmad Alush. (Foto: Captura de tela/YouTube/ Crux)
O ativista muçulmano Ahmad Alush, de 32 anos, que recebeu permissão para queimar uma Bíblia do lado de fora da embaixada israelense, na Suécia, disse que recuou de seu plano, já que a intenção era somente chamar a atenção para a recente queima do Alcorão no país.
Quando Alush teve a permissão das autoridades suecas para realizar o ato, ele atraiu ampla condenação e protesto de Israel e de vários grupos judeus. O ativista disse que nunca foi sua intenção queimar livros sagrados judeus ou cristãos, conforme o The Times of Israel.
“Ninguém deveria fazer isso”, disse ao reforçar que apenas queria dar uma resposta às pessoas que queimam o Alcorão. “Quero mostrar que a liberdade de expressão tem limites que devem ser levados em conta”, comentou com os repórteres reunidos no local.
‘Temos que nos respeitar’
Depois da permissão que Alush conseguiu das autoridades suecas, as autoridades israelenses protestaram na Suécia. Grupos judeus se mostraram indignados. O presidente israelense, Isaac Herzog, chegou a dizer que o ato seria uma expressão de “puro ódio”.
Mas o ativista muçulmano explicou: “Quero mostrar que temos que nos respeitar, vivemos na mesma sociedade. Se eu queimar a Torá, outro a Bíblia, outro o Alcorão, haverá guerra aqui. O que eu queria mostrar é que não é certo fazer isso”, enfatizou.
A emissora pública sueca SVT disse que Alush jogou o isqueiro no chão e disse que não precisava daquilo. A polícia local confirmou que havia aprovado o pedido do muçulmano para realizar a manifestação em frente à embaixada de Israel, em Estocolmo, onde a Torá judaica e a Bíblia cristã seriam queimadas.
‘Existem outras maneiras de expressar a liberdade’
Em entrevista ao The Times of Israel, a historiadora americana e professora de Judaísmo Moderno, Deborah Lipstadt, disse que a queima “criaria um ambiente de medo” e que os EUA estavam preocupados.
Ela também disse que os americanos condenam a queima de qualquer livro sagrado: “Existem maneiras melhores de manifestar a liberdade de expressão do que profanar textos sagrados”.
A Associação Judaica Europeia em um comunicado conjunto com a Coalizão Europeia para Israel, um grupo sionista cristão, também se manifestou: “Está claro que o ato de queimar uma Bíblia em frente à embaixada israelense é tudo menos pacífico. Em vez disso, é provocativo, grosseiramente inapropriado e projetado apenas para ofender”.
“Atos provocativos, racistas e repugnantes como esses não têm lugar em nenhuma sociedade civilizada”, concluiu o presidente da EJC, Ariel Muzicant.
Um levantamento feito pelo jornal O Globo, mostrou que 40 entidades filantrópicas, casas de repouso e instituições de ensino atreladas aos templos de líderes evangélicos bolsonaristas, serão beneficiadas pela extensão da isenção de impostos das igrejas para “associações beneficentes e assistenciais da Reforma Tributária.
Essa emenda foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado. O texto recebeu o apoio dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e é o maior aceno do presidente aos evangélicos desde o começo do mandato.
O relator da matéria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), esteve com as lideranças evangélicas às vésperas da votação, em reunião que ocorreu na sala de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
No encontro, uma proposta ainda mais ampla foi entregue pelos parlamentares, que visa mais isenções, como IPVA para carros da igreja, o que não havia sido acatado inteiramente.
“No início da [discussão da] PEC [Proposta de Emenda à Constituição], ainda no mandato de Bolsonaro, fiz pontuações ao relator para evitar excessos que a Receita vem cometendo com as entidades religiosas. Tomei a frente para conversar com o governo Lula sobre o tema e assim foi aceita a inclusão do artigo. Não alcançamos tudo que queríamos, mas foi um grande avanço, tem que tirar o chapéu [para Lula]”, disse Cezinha de Madureira (PSD-SP), da Assembleia de Deus, ao jornal.
A extensão da isenção também agradou outros líderes evangélicos que estiveram ao lado de Bolsonaro, como o fundador da Comunidade Sara Nossa Terra, bispo Robson Rodovalho. Ele terá pelo menos duas organizações beneficiadas pela imunidade tributária.
Outros pastores que serão beneficiados são José Wellington Bezerra, Silas Malafaia, Abner Ferreira, Samuel e Keila Ferreira, da Assembleia de Deus. A Igreja Universal, de Edir Macedo, e a Lagoinha, de Márcio Valadão, também têm instituições que ficarão isentas.
Apesar disso, metade da bancada na Câmara dos Deputados votou contra a Reforma Tributária e alegou questões com outros artigos do projeto e orientação partidária.
As instituições mapeadas pelo jornal O Globo têm como finalidade oferecer à igreja apoio logístico e parceria como agência missionária, servir como casa de repouso para idosos ou fornecer ensino religioso e formação educativa aos fiéis.
Malafaia diz que não vai receber isenção tributária
O pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, (ADVEC), usou as redes sociais neste domingo (16), para rebater a reportagem do O Globo. Segundo o pastor, o jornal “mente e deturpa”.
O líder evangélico disse que não vai receber nenhuma isenção tributária oferecida pelo presidente Lula (PT).
O GLOBO MENTE E DETURPA! Não vou receber nenhuma isenção tributária oferecida por Lula. A imunidade tributária é direito constitucional para TODAS AS RELIGIÕES! EU DISSE TODAS! As 2 entidades que comandamos são religiosas e independente uma da outra e já possuem imunidade tributária. A jornalista está a serviço do governo Lula, não fala das outras religiões. O objetivo é propaganda para enganar evangélicos e tentar quebrar a rejeição de Lula no mundo evangélico”, respondeu Malafaia, no Twitter.
Manifestantes LGBT em frente a cafeteria cristã. (Foto: Reprodução/Facebook/Denver Communists)
Uma cafeteria cristã aberta recentemente em Denver, no Colorado (EUA), tem sido alvo de protestos e vandalismo devido a seu posicionamento bíblico sobre o pecado sexual.
Desde sua inauguração no mês passado, o ministério “The Drip Café”, fundado pela organização sem fins lucrativos “Recycle God’s Love”, tem sido alvo de manifestantes por sua crença de que a homossexualidade é contrária à vontade de Deus.
O proprietário Jamie Sanchez acredita que os textos bíblicos citados no site da instituição foram mal interpretados pelos “comunistas de Denver e outros manifestantes LGBT”.
De acordo com o site, eles citam os textos de 1 Timóteo 1:10 e 1 Coríntios 6:9: “O estilo de vida homossexual é contrário à Palavra de Deus e ao propósito para a humanidade, e é pecado”.
“Além disso, esta organização é instruída a amar aqueles que vivem tais estilos de vida. Acreditamos que mostrar ódio às pessoas nessas comunidades não é a maneira como Jesus responderia. Portanto, embora discordando do estilo de vida, devemos mostrar amor”, escreveram eles.
Jamie informou ao Christian Post que, nos últimos 11 anos de seu ministério em Denver, sempre atendeu a comunidade LGBT. Assim como ministra à população local sem-teto.
“Acreditamos que Jesus nos chama para servir a todos, assim como Ele fez”, afirmou o proprietário.
Protestos e vandalismo
Segundo Jamie, os protestos começaram no dia 2 de junho, dia da inauguração do café, em frente à loja.
“Encontramos pichações em nosso prédio e janelas danificadas por pedras”, contou ele.
No dia 8 de julho, os manifestantes voltaram ao local:
“Eles assediaram clientes e também nosso amigo cristão deficiente visual que apresentava seu programa de rádio em frente ao nosso prédio”.
Em uma publicação no Facebook, o grupo chamou o estabelecimento de “café do ódio” e previu que os protestos acabariam forçando a cafeteria a fechar.
O café funciona com trabalho voluntário de igrejas, então, Jamie observou que eles têm “uma luta pela frente”.
Nas imagens, o grupo aparece segurando cartazes com frases anti-cristãs: “Chega de ditadura cristã”.
No protesto, eles também se referiram às igrejas cristãs como “incubadoras-chave da homofobia, transfobia e misoginia que sustentam o atual ataque aos direitos LGBT”.
Segundo o Christian Post, os manifestantes afirmaram anteriormente que, ao chamar a homossexualidade de “pecado que leva à morte”, uma declaração encontrada em 1 João 5, o Drip Café está “defendendo a violência”.
Após o vandalismo, Jamie procurou a polícia, que informou:
“As pessoas podem protestar e exercer a liberdade de expressão desde que estejam em propriedade pública, como uma calçada pública”.
Um policial de Denver disse que as autoridades atenderam ao chamado do café duas vezes no mês de junho. Ninguém foi preso, mas os casos de vandalismo estão sob investigação.
Apesar dos confrontos, Jamie, ele quer que o Drip Café seja conhecido por amar a comunidade e servir aos outros como Cristo fez.
“Quero que o mundo conheça o amor de Jesus Cristo através do nosso amor. O Drip Café tem como propósito ajudar as pessoas que vivem à margem da sociedade e que foram marginalizadas”, disse ele.
“Não mostramos ódio a ninguém, embora este grupo tenha mostrado ódio a nós”, concluiu ele afirmando que continuarão defendendo seus princípios baseados na Bíblia.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Cerca de duas semanas depois que um muçulmano de 22 anos no leste de Uganda colocou sua fé em Cristo, os moradores no sábado (8 de julho) o mataram por deixar o Islã, disseram fontes.
Abudu Amisi, do vilarejo de Kasanvu, distrito de Pallisa, foi esfaqueado várias vezes enquanto voltava de um mercado no vilarejo de Kasasira West, conselho municipal de Kasasira, distrito de Kibuku, e morreu a caminho de um hospital, disseram testemunhas oculares.
Amisi aceitou a Cristo em 22 de junho, após seis meses aprendendo sobre o cristianismo. Ele deixa esposa e um filho de 3 anos.
Amisi tinha laços com um missionário muçulmano ativo nos distritos de Pallisa e Kibuku, disse um líder cristão cuja identidade foi preservada por razões de segurança.
“Imediatamente após sua conversão, Amisi estava com muito medo de sua vida por parte dos muçulmanos em sua aldeia em Kasanvu, no distrito de Pallisa”, disse o líder ao Morning Star News. “A igreja então o hospedou em uma casa alugada, e ele permaneceu dentro de casa por duas semanas.”
No sábado (8 de julho), a igreja enviou dois jovens para ir com Amisi comprar comida em um mercado em Kasasira para um seminário de treinamento de líderes cristãos, disse ele. Um dos jovens disse que, ao entrarem na área do mercado, um muçulmano que parecia conhecer Amisi de sua aldeia os cumprimentou alegremente e eles passaram 10 minutos com ele antes de seguirem para o mercado.
“Depois de comprar os alimentos, começamos nossa jornada de volta à igreja”, disse o jovem, cuja identidade não foi divulgada por motivos de segurança. “A cerca de 50 metros da área do mercado, as pessoas começaram a gritar e mencionar o nome de Amisi, dizendo: ‘Aí vem o traidor do Islã. Ele não deveria ver a luz do dia.’ Nesse momento, eles o cercaram e começaram a cortá-lo com longas facas na cabeça, rosto e pescoço, e fraturaram suas pernas e mão.”
Os jovens aterrorizados fugiram e ligaram para o pastor da igreja, que imediatamente ligou para a polícia, e os policiais correram para o local.
“Eles tentaram resgatá-lo às pressas, mas era tarde demais, já haviam cortado Amisi, ele havia perdido muito sangue e morreu a caminho do Hospital Regional de Referência de Mbale”, disse o pastor.
O corpo de Amisi foi levado para um necrotério, onde permaneceu, pois os líderes da igreja temiam que o enterro pudesse provocar mais retaliações dos muçulmanos da área, disse ele.
“Agora estamos contratando o Conselho do Condado de Pallisa para ajudar a chegar à família do falecido para seu enterro”, disse ele.
A polícia fazia buscas pelos assassinos.
A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra. Os muçulmanos representam não mais do que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.
No dia 8 de maio deste ano, o cristão egípcio Fady estava celebrando o seu aniversário. Uma semana depois, ele foi assassinado por Mohammed, um radical islâmico, durante o trabalho. O extremista confessou para a polícia que matou Fady por causa da fé do cristão e descreveu em detalhes como cometeu o crime.
Mohammed havia entrado na empresa onde Fady trabalhava há pouco tempo. Ele foi contratado para dirigir uma escavadeira, já Fady era um arquiteto que estava na empresa há um bom tempo e trabalhava monitorando o andamento das obras.
Esmagado por uma escavadeira
Na manhã do assassinato, no dia 15 de maio, os dois homens foram trabalhar. Era um dia comum para ambos no Egito. Mohammed estava cavando com os tratores e Fady estava no escritório, observando o andamento do trabalho. De repente, Mohammed virou a escavadeira e começou a atacar o cristão com ela.
Fady tentou correr e se esconder, mas Mohammed foi mais rápido que ele, o seguiu e o pressionou contra a parede e o chão. O extremista ficava indo e voltando com a máquina sobre o cristão e não parou até ter certeza de que ele estava morto.
“Odeio os cristãos. Eu o matei porque ele era um cristão”, disse Mohammed à polícia. O radical foi preso durante quatro dias e depois foi encaminhado para uma clínica de cuidados mentais para receber tratamento.
Dois pesquisadores estão unindo a tecnologia da Inteligência Artificial às Escrituras para alcançar as comunidades que não têm acesso à Palavra de Deus em seus idiomas.
Ulf Hermjakob, cientista pesquisador sênior do Instituto de Ciências da Informação (ISI) da Universidade do Sul da Califórnia na Escola de Engenharia USC Viterbi, e Joel Mathew, engenheiro de pesquisa do ISI, estão liderando o projeto.
Os pais de Mathew estavam envolvidos na tradução da Bíblia na Índia, onde ele cresceu, o que o fez estar envolvido com esta missão: “É uma das minhas paixões ver a Bíblia traduzida em todas as línguas.”
Denominado “Sala Grega”, o projeto pode mudar definitivamente o cansativo e demorado trabalho de tradução da Bíblia, que tem cerca de 700.000 palavras.
A Sala Grega é composta por três ferramentas principais: verificação ortográfica, alinhamento mundial para garantir consistência na tradução e o Gnu, utilizado para detectar caracteres impróprios em um texto.
“Havia muitas áreas em que eu sentia que a tecnologia de software poderia realmente acelerar, melhorar, dar suporte e ajudar [os tradutores]”, disse Mathew.
Segundo ele, a verificação ortográfica geralmente demanda muitas pessoas e tempo. No caso da tradução para línguas raras, apenas os membros da igreja local possuem a qualificação necessária, mas não possuem acesso à tecnologia para auxiliá-los em seu trabalho.
Ele explicou: “Esses não são problemas triviais; são desafios muito complexos. No entanto, as grandes empresas não estão interessadas em resolvê-los, pois não faz parte de seu modelo de negócios focar em idiomas extremamente raros.”
‘Alcançar todos’
O grande objetivo do trabalho é espalhar as Escrituras para os milhares de idiomas sem tradução, alcançando seus falantes.
“Queremos alcançar todas as línguas do mundo; o objetivo é alcançar a todos”, disse Mathew.
O trabalho de tradução pode levar uma década ou mais do início ao fim, pois muitas vezes depende de uma única pessoa aprender o idioma antes de iniciar o processo.
Entre as 7.100 línguas existentes, a Bíblia já foi traduzida para mais de 700, fazendo dela o livro mais traduzido em todo o mundo.
Mesmo que mais de 3.500 idiomas tenham pelo menos um livro da Bíblia, ainda assim outros 6.000 idiomas não têm uma versão completa das Escrituras.
“As pessoas não percebem que existem cerca de 7.100 idiomas no mundo. O Google Tradutor abrange cerca de 100 deles”, disse Hermjakob. Recentemente, o USC Viterbi onde ele trabalha, apresentou o perfil do projeto em um comunicado à imprensa.
“Para esta tradução da Bíblia, estamos realmente visando idiomas com poucos recursos que não estão nem entre os 500 melhores”, disse Hermjakob.
Aumentar a eficiência
Mathew e Hermjakob estão construindo ferramentas para ajudar a aumentar a eficiência da tradução da Bíblia. Grande parte da tradução da Bíblia é “objetiva”, o que significa que há pouco ou nenhum debate sobre o que o texto deve dizer. Outras partes, dizem eles, são mais subjetivas e precisam do olhar humano. Por exemplo, alguns conceitos não se traduzem facilmente em idiomas locais, disse Mathew.
“Existe uma comunidade que vive nas montanhas e eles vivem em cabanas sem portas, então não há o conceito de porta em sua cultura”, disse Mathew. “Na Bíblia há um versículo que diz: ‘eis que estou à porta e bato’. A questão é: como você traduz isso para as pessoas de modo que seja significativo para elas?”
Segundo ele, o objetivo da Sala Grega é permitir que as partes subjetivas também sejam explicadas que tenham correta aplicação ao leitor da Bíblia.
“Tentamos explicar isso não especificamente como uma batida na porta, mas descrevendo uma cena em que alguém está parado na entrada de sua casa e pedindo para ser convidado a entrar”, disse Mathew.
Os dois pesquisadores se dizem apaixonados pela tradução da Bíblia. E a ideia é tornar a Sala Grega “código aberto” e disponível para tradutores em todo o mundo.
A iniciativa já está sendo apoiada pela Wycliffe Bible Translators USA, de acordo com o Religion News Service.
“Queremos fazer com que outros esforços de tradução da Bíblia também possam usar o que construímos para suas próprias pesquisas, então uma coisa que decidimos desde o início é que queremos tornar nossos dados e código públicos”, disse Hermjakob.
Fonte: Guia-me com informações de Christian Headlines
De acordo com um relatório atual da ONU, entre 691 a 783 milhões de pessoas passaram fome em 2022, com uma faixa média de 735 milhões. Isso representa um aumento de 122 milhões de pessoas em comparação com 2019, antes do início da pandemia por Covid.
A Bíblia diz que “haverá fomes em vários lugares”, conforme Mateus 24 e, no livro de Apocalipse, diz que haverá um tempo de escassez extrema de alimentos, em todo o mundo, de acordo com Apocalipse 6, onde é descrito de forma simbólica, a passagem do “cavalo preto”, por ocasião da abertura do terceiro selo. Diante das atuais notícias, podemos dizer que esse tempo está próximo.
A África continua sendo a região de maior risco quando se trata da crise global da fome, de acordo com o relatório intitulado “Situação da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo”, publicado na quarta-feira (12) por cinco agências especializadas das Nações Unidas — Agricultura e Alimentação, Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Organização Mundial da Saúde e o Programa Alimentar Mundial.
As cinco agências alertam coletivamente que, se a crise da fome continuar, um dos “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU” de acabar com a fome até 2030 não será alcançado.
‘O maior desafio que já vimos’
“A fome está aumentando enquanto os recursos de que precisamos urgentemente para proteger os mais vulneráveis estão ficando perigosamente escassos. Como humanitários, estamos enfrentando o maior desafio que já vimos”, disse a diretora executiva do Programa Alimentar Mundial (WFP, da sigla em inglês), Cindy McCain, em um comunicado compartilhado com o Christian Post.
“No WFP, estamos comprometidos em trabalhar com todos os nossos parceiros, antigos e novos, para criar um mundo onde ninguém questione quando chegará a próxima refeição”, ela disse.
Enquanto as autoridades observaram em seu relatório que a crise de fome persistente foi exacerbada pela pandemia, repetidos choques climáticos e conflitos como a guerra na Ucrânia, o presidente do FIDA, Alvaro Lario, divulgou uma declaração insistindo que um mundo sem fome pode ser alcançado com “investimentos estratégicos” e “vontade política”.
“Precisamos que a comunidade global aja com rapidez, inteligência e compaixão para reverter o curso e virar o jogo contra a fome”, disse.
‘Fome em proporções bíblicas’
Em 2020, quando a pandemia começou a se desenrolar, David Beasley, chefe do Programa Mundial de Alimentação, alertou em uma apresentação ao Conselho de Segurança da ONU que o número de pessoas passando fome poderia passar de 135 milhões para mais de 250 milhões.
Ele descreveu a pandemia de coronavírus como “a pior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial”. Ele previu que cerca de 300.000 pessoas poderiam começar a morrer de fome diariamente em “proporções bíblicas”.
O último relatório mostra que, embora a fome tenha diminuído na Ásia e na América Latina, ela ainda estava aumentando na Ásia Ocidental, no Caribe e em todas as sub-regiões da África em 2022. Cerca de uma em cada cinco pessoas na África enfrenta fome, que é mais do que o dobro da média mundial.
Áreas rurais e urbanas
Além da crise global de fome, o relatório destaca que mais de 3,1 bilhões, ou 42% da população mundial, não puderam pagar uma alimentação saudável em 2021. Esse número representa um aumento de 134 milhões de pessoas a mais do que em 2019.
Com as tendências de urbanização mostrando que quase 7 em cada 10 pessoas viverão em cidades até 2050, as agências destacaram as disparidades entre as populações rurais e urbanas e como a urbanização influencia os sistemas agroalimentares.
O relatório alerta para o crescente consumo de alimentos altamente processados nas áreas periurbanas e rurais de alguns países e que a insegurança alimentar é mais prevalente nas áreas rurais do que nas urbanas.
Uma maior incidência de desnutrição infantil foi observada nas áreas rurais do que nas urbanas, enquanto crianças com excesso de peso foram ligeiramente mais prevalentes nas áreas urbanas.
Visão Mundial quer levantar US$ 2 bilhões para combater a fome no mundo
A fome é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Para socorrer esses necessitados e atenuar o sofrimento das vítimas dessa tragédia, a World Vision (Visão Mundial) busca US$ 2 bilhões para combater a insegurança alimentar.
Segundo Edgar Sandoval Sr., presidente e CEO da World Vision USA, que esteve recentemente no Quênia, a pandemia, agravada pela guerra na Ucrânia, choques climáticos e inflação, transformou a iminente crise de fome em um perigo real para quase 4 milhões de pessoas naquela nação e milhões de outras em todo o mundo.
“Vou lhe dizer o que o chefe da aldeia que visitei [no Quênia me disse]”, disse ele ao The Christian Post na quarta-feira. “Ele disse: ‘A maioria das pessoas não está trabalhando. A chuva desapareceu… a seca e os preços altos têm sido muito difíceis para o casamento.’ Ele disse: ‘Eu posso ouvi-los (casais) brigando porque não há comida. Quando a comida se torna um desafio, a violência (vem).’ Isso é o que ele estava dizendo sobre a casa.”
Para a World Vision, uma organização cristã evangélica de ajuda humanitária, desenvolvimento e advocacia que também é o maior parceiro do Programa Alimentar Mundial da ONU na distribuição de alimentos, as famílias são uma prioridade.
Outros fatores contribuintes para a insegurança alimentar são os preços em disparada e alta taxa de desemprego.
“Se você ainda consegue ganhar US$ 1 por dia, se consegue ganhar US$ 1 por dia, agora está pagando… US$ 34 (ou mais de US$ 4.000 xelins quenianos) por um saco de milho. O triplo do preço que costumava ser”, explica Sandoval.
Devi Titus faleceu em dezembro de 2022 vítima de câncer de pulmão (Foto: Reprodução)
Devi Titus (1946-2022) esteve entre as mais reconhecidas conferencistas e escritoras cristãs da América do Norte, de acordo com a editora Mundo Cristão, que publicou seus livros traduzidos para o português. Um dos enfoques na abordagem da autora era familiar, de restauração e santificação do lar.
No dia 28 de dezembro de 2022, Devi Titus veio a falecer, vítima de câncer no pulmão. A autora deixou um legado de suma importância para a literatura cristã e a prática da vida cristã no ordinário.
O site Comunhão separou 4 livros cujos ensinamentos podem ser aplicados no cotidiano da sua família e ajudar em questões familiares. Confira a lista!
A sua família tem prezado pelo tempo à mesa, como um tempo precioso de comunicação? Esse livro mostra como essa experiência é um segredo para criar relacionamentos profundos.
“A experiência da mesa” busca evidenciar, também, como a Bíblia traz referências à mesa e a experiência ao redor dela.
Sinopse
Nunca tivemos tantas maneiras de nos comunicar, e no entanto nunca faltou tanto diálogo no ambiente familiar como nos dias de hoje. Aparentemente, a comunicação via SMS, WhatsApp, Telegram, Messenger, e-mail, celulares, e o bom e “velho” telefone já não se mostram suficientes para ajudar na manutenção ou no estreitamento dos laços entre membros de uma mesma família.
Some a isso a correria frenética do dia a dia e uma agenda cheia de atividades, e está montado o cenário típico de ruído de comunicação, prejudicando um dos momentos mais importantes que se pode ter em família: a hora das refeições. A questão não é a alimentação em si, mas o compartilhamento interpessoal e o investimento nos relacionamentos que esse tempo à mesa proporciona.
O livro “A experiência do lar” ajuda o cristão a viver a rotina da casa com princípios e propósito. Por exemplo, a autora menciona o “princípio do também”, que é sempre ir além de fazer apenas o inevitável.
Um exemplo: Se for lavar a louça, seque-as também. Pense no que pode fazer além do mínimo para buscar excelência no seu lar. Pense na sua casa como um lugar para contribuir para o reino de Deus.
O livro é:
Um guia para entender princípios essenciais da vida;
Uma orientação para aprender aptidões vitais para nossos relacionamentos;
Neste livro, Devi Titus apresenta princípios bíblicos que aprendeu em minha caminhada com Deus e que a ensinaram a ser uma mulher que usa a sabedoria para edificar o lar.
Sinopse Pressões de toda ordem têm desafiado a mulher cristã a exercer sua influência no lar. Conceitos e preceitos bíblicos importantes têm sido relegados a um plano secundário, o que oferece riscos graves à educação dos filhos e ao relacionamento entre marido e mulher.
Palestrante consagrada internacionalmente, mãe e avó bem-sucedida, Devi Titus vive o que comunica e, por isso, tem conseguido exercer seu papel influenciador junto amulheres de todo o mundo. Nosso casamento e nossa família são a prova de que os princípios que Devi compartilha neste livro são poderosos e eficazes. (Por: Larry Titus, esposo da autora).
As diferenças de personalidade são um problema no seu casamento? O foco de “Ele Diz, Ela diz” é o relacionamento conjugal. Devi Titus e seu esposo Larry escreveram juntos essa narrativa sobre casamento e eles mostram que é possível ter um casamento de sucesso mesmo com as divergências.
O enfoque do livro é como dois cônjuges de personalidade diferente e bem-sucedidos como líderes em suas respectivas áreas de atuação podem se amar e respeitar por mais de cinquenta anos.
“Decidimos escrever um livro juntos, cada um apresentando a própria perspectiva sobre o tema em mãos. No fim das contas, temos um livro diferente sobre casamento. Não temos a intenção de que ele seja um material abrangente de aconselhamento conjugal. Nosso plano é que seja real, simples e de fácil compreensão.” (Larry & Devi, em Ele Diz, Ela diz).
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Arqueólogos trabalhando no local da descoberta de Sodoma e Gomorra. (Foto: Reprodução/YouTube/Joel Rosenberg on TBN)
O arqueólogo Steven Collins acredita ter encontrado as cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra, na Jordânia. Em uma entrevista recente, ele informou que há evidências que provam que o lugar foi destruído pelo fogo.
Steven participou do programa americano “The Rosenberg Report”, apresentado por Joel. C Rosenberg, onde contou como ele e sua equipe descobriram a localização de Sodoma e Gomorra.
Ele é reitor da Faculdade de Arqueologia da “Trinity Southwest University”, nos Estados Unidos, e afirmou ter usado as Escrituras como pistas para encontrar o local.
“Não é difícil. Tem tanta informação específica sobre a localização dessas cidades. Há pelo menos 25 peças conhecidas de geografia que você pode trilhar para levá-lo a Sodoma”, explicou ele.
Em 1924, o arqueólogo William Albright partiu para descobrir as cidades. Desde então, muitos arqueólogos passaram a acreditar que as cidades estavam localizadas perto do Mar Morto.
Segundo Steven, William acreditava que o aumento das águas do mar cobria sua localização, mas nada foi descoberto no fundo do oceano.
Em 2001, Steven iniciou sua busca usando uma abordagem diferente.
“Aqui está o problema com a localização de Sodoma por William. Ele nunca, jamais fornece uma interpretação do capítulo 13 de Gênesis, que é o mapa verbal para chegar à cidade de Sodoma”, disse ele.
Guiado pela Bíblia
Steven concentrou sua pesquisa no vale do rio Jordão, com pistas da Bíblia, incluindo uma referência feita em Gênesis 13:10.
“A pergunta apropriada a se fazer no local de Sodoma é: ‘Onde estava Ló quando levantou os olhos e viu que toda a planície do Jordão era bem regada?’ Em Betel e Ai”, afirmou Steven.
Isso levou o arqueólogo e sua equipe ao sítio arqueológico na Jordânia, Tall el-Hammam. Eles foram liberados pelo governo jordaniano para iniciar uma escavação na área.
“Na verdade, foi o texto bíblico que nos colocou neste local. Nós simplesmente navegamos pela geografia”, contou ele.
Eles descobriram enormes cidades da Idade do Bronze que eram ricas e grandes. Assim como, cerâmica e artefatos que pareciam ter sido derretidos.
“Quando você pensa em Sodoma, primeiro você vai ao texto. Por quê? Porque a Bíblia é o único lugar, o único texto antigo, que sobreviveu com o nome Sodoma nele”, declarou Steven.
De acordo com a CBN News, Steven foi co-autor de um artigo que confirmou que a cidade foi destruída por um incêndio ou um “evento térmico”.
“A violenta conflagração que acabou com a ocupação em Tall el-Hammam produziu cerâmica derretida, pedras de fundação chamuscadas e vários metros de cinzas e detritos de destruição misturados em uma matriz cinza escura”, observou ele.
Em outro artigo de co-autoria, o arqueólogo Phillip J. Silvia e Steven escreveram: “As evidências físicas de Tall el-Hammam e locais vizinhos exibem sinais de um evento conclusivo e térmico altamente destrutivo que se poderia esperar do que é descrito em Gênesis 19”.
A partir das evidências, eles concluíram que Sodoma e Gomorra foram destruídas por uma explosão de meteorito.