Reverendo Dr. Hkalam Samson é pastor e ex-presidente da Convenção Batista Kachin, em Mianmar (Foto: Reprodução/CSW)
O pastor Hkalam Samson, ex-presidente da Associação Batista de Kachin, foi sentenciado à prisão em Myitkyna, capital do estado de Kachin, Mianmar, na sexta-feira, 7 de abril. Depois de quatro meses esperando a decisão da corte, o pastor foi condenado a seis anos de prisão.
O julgamento aconteceu em uma corte interna, contando com a presença do advogado do pastor e poucas testemunhas. O pastor de 65 anos não pôde ver a família. O último encontro com a esposa, Zung Nyaw, aconteceu no tribunal quando ela foi convocada como testemunha. O advogado fará apelo da sentença, mas tem poucas esperanças.
Zung disse ao jornal New York Times que o marido esteve sob interrogatório severo durante 24 dias após a prisão. Ela também contou que “ele é um homem que conhece e ama a Deus. É um pregador. Não tem inimigos. É uma pessoa que sacrifica a si mesmo em favor dos outros”.
“Estamos com medo até de respirar”
O pastor Hkalam já havia sido detido em dezembro do ano passado quando estava no aeroporto a caminho de um tratamento médico na Tailândia. As acusações levantadas contra ele foram de terrorismo, associação ilegal e incitação à oposição ao atual regime que domina Mianmar há dois anos.
A prisão aconteceu por causa de uma reunião online de oração organizada pelo pastor em que citou a Bíblia e disse que a juventude poderia “reconstruir a nação”. A decisão foi baseada na seção 505 do Código Penal de Mianmar que “proíbe falas que induzam as pessoas a perturbarem a ordem pública”. Essa medida é usada para censurar arbitrariamente jornalistas, advogados e ativistas.
“Seis anos é muito tempo para manter uma pessoa inocente presa. Eles não estão ameaçando apenas a liberdade de expressão. Estamos com medo até de respirar”, disse a filha do pastor Hkalam.
O pastor Teslay Yihdego morreu após desenvolver um tumor fatal na prisão na Eritreia (foto representativa)
O pastor Teslay Yihdego, que liderava a igreja Meserete Kristos Church, na Eritreia, faleceu na manhã do dia 9 de abril aos 58 anos de idade.
Após ser diagnosticado com um tumor maligno no cérebro, que ele desenvolveu enquanto estava na prisão e era irreversível pelo diagnóstico tardio, Teslay foi liberado para voltar para casa, onde faleceu.
O pastor Teslay se formou em Teologia na Etiópia e serviu a igreja etíope durante alguns anos. Em 1988, ele foi para a Eritreia e serviu fielmente a igreja local até 2013, quando foi preso em uma das séries de detenção de cristãos que o governo eritreu estabeleceu na época.
Sepultamento impedido
Teslay ficou preso durante dez anos e dois meses. Parceiros da Portas Abertas disseram que muitos líderes cristãos contraem doenças fatais quando submetidos a longos períodos na prisão, pois as condições de saneamento e alimentação nos presídios são insalubres.
O caso do pastor Teslay não é isolado. Muitos cristãos morrem na prisão ou após sentenças longas na prisão. Tudo porque eles seguem a Jesus em uma nação que olha o cristianismo como uma religião suspeita.
A família ainda aguarda a autorização para sepultá-lo. O enterro foi planejado para acontecer em um vilarejo perto da capital da Eritreia, Asmara, mas a decisão está envolvendo uma grande burocracia e estresse para a família enlutada.
Parceiros locais da Portas Abertas explicaram que autoridades usam essa estratégia contra cristãos para tornar o luto, que já é difícil, ainda mais desgastante.
A Portas Abertas pede a todos os cristãos no Brasil que orem pela família e a igreja do pastor Teslay e por todos os cristãos que continuam presos na Eritreia.
Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)
A Frente Parlamentar Evangélica, conhecida como Bancada Evangélica, está em campanha contra uma lista de normas afirmativas editadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre elas a que instituiu o programa de equidade de gênero e raça no SUS e a que criou grupo para o enfrentamento da discriminação contra religiões de matriz africana.
Os deputados que estão a frente da bancada evangélica dizem que o governo está usurpando a função do Congresso para legislar sobre esses temas, incluindo a “ideologia de gênero” cunhada por grupos religiosos de direita para atacar ações em defesa da comunidade LGBTQIA+.
Uma das normas criticadas pela bancada está na portaria 230/2023 do Ministério da Saúde, que instituiu o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS (Sistema Único de Saúde).
A portaria, que foi lançada na véspera do Dia Internacional da Mulher (8 de março), estabelece, entre outras diretrizes, “promover a equidade de gênero e raça no Sistema Único de Saúde buscando modificar as estruturas machista e racista que operam na divisão do trabalho na saúde”.
A portaria foi criticada pelos poíticos evangélicos principalmente por conter, em seu anexo, diretrizes como o “enfrentamento do machismo cultural, das formas de misoginia, sexismo discriminação étnico-racial, religiosa, geracional, orientação sexual e identidade de gênero ou quaisquer outras formas de preconceito”; e a “inclusão da temática da orientação sexual e identidade de gênero nos processos de educação permanente desenvolvidos pelo SUS”.
“Esse [a portaria], para mim, é o mais grave, porque ele deixa em aberto, o que nunca existiu numa portaria, a questão de ideologia de gênero. Ela botou todo o arcabouço da ideologia de gênero nos anexos, e aí eu acho que isso é gravíssimo”, afirma o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
“Abre um precedente e tem financiamento público na formação de médicos, de enfermeiros, fisioterapeutas, toda área da saúde com dinheiro do SUS para esse tipo de política pública”, completa.
Sóstenes presidiu a frente evangélica em 2022 e atualmente é o segundo vice-presidente da Câmara.
Ele disse ainda que, na reunião, o líder do governo se mostrou surpreso com a extinção da Senapred (Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas).
Guimarães teria afirmado na ocasião desconhecer esse ato, acrescentando destinar emendas parlamentares para comunidades terapêuticas conveniadas à Senapred, cujo acolhimento geralmente é baseado no isolamento, abstinência e religiosidade.
Após pressão de setores evangélicos, o governo Lula criou o Departamento de Apoio a Comunidades Terapêuticas, embora o governo diga que o modelo está sob revisão.
Religiões de matriz africana
Outro ponto que a bancada evangélica é contra é a criação, por decreto, de um grupo interministerial para elaborar políticas de enfrentamento à discriminação contra religiões de matriz africana.
“Nós respeitamos todas as religiões e queremos que todas as religiões sejam respeitadas. Porém nós não podemos fazer uma ação de uma religião em detrimento da outra. Acho que todas, de igual modo, têm a mesma liberdade, até para fazer preleções a favor ou em detrimento uma da outra”, afirma o atual presidente da frente, o deputado Eli Borges (PL-TO).
Além da portaria e do decreto, o documento entregue pela bancada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e ao líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), contém outras 11 normas baixadas pelo governo em março, com o título “decretos com gênero”.
Entre eles, estão: 1) o que instituiu o grupo de trabalho para a elaboração do Programa Nacional de Ações Afirmativas; 2) o que cria uma cota para negros no preenchimento de cargos em comissão na máquina federal; 3) o que institui o Programa Mulher Viver sem Violência; 4) e o que estabelece procedimentos para acesso à Terra Indígena Yanomami —que contém a proibição “do exercício de quaisquer atividades religiosas junto aos povos indígenas”.
Eli Borges afirma haver pontos positivos e negativos em todas essas medidas, mas que elas deveriam ser tratadas pelo Congresso, não por normas editadas pelo governo sem participação do Legislativo.
“Quando se olha a lista de decretos do presidente Lula e de portarias que vêm de ministérios, nós percebemos que ele está em um esforço hercúleo para governar através de decretos e portarias, sem respeitar o Poder Legislativo. Parte desses decretos tem a política que nós discordamos dela. A política afirmativa, que tem que nascer do Parlamento”, diz o deputado.
A bancada evangélica reúne mais de 100 dos 513 deputados da Câmara e, historicamente, tem se colocado como adversária dos partidos do campo da esquerda.
O que dizem os ministérios
O Ministério da Saúde afirmou considerar fundamental o debate entre os Poderes, mantendo constante diálogo com o Congresso.
“Sobre o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS), a iniciativa trata do enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, discriminação e preconceito de qualquer tipo de violências a trabalhadoras e trabalhadores de saúde”, disse a pasta, acrescentando que as mulheres representam 74% da força de trabalho no SUS.
“As ações previstas pelo programa vão ampliar as condições necessárias à prática da equidade.”
O ministério deu uma resposta inicial que, posteriormente, afirmou ter sido enviada de forma equivocada. O texto foi atualizado.
O Ministério da Igualdade Racial afirma que é preciso “apresentar uma solução para os crescentes casos de invasões a terreiros de candomblé, umbanda e outras religiões de matriz africana”.
De acordo com dados enviados pela pasta, de 2015 a 2018 foram registrados 3.288 casos de racismo religioso, “sem contar que os homicídios (seis, em 2016 no Pará) e a expulsão de lideranças religiosas dos territórios de favelas e bairros periféricos não têm sido contabilizados”.
“O decreto faz-se necessário nesse momento. Não impedindo então, de qualquer forma, que a matéria seja foco de discussão no Congresso Nacional a partir da sociedade. Inclusive, acreditamos que no futuro o Estado brasileiro possa aprovar um projeto de lei que promova mecanismos de combate ao racismo religioso e promoção da liberdade de crenças e religiões no Brasil.”
Os cantores gospel Aline Barros e Anderson Freire estão confirmados para se apresentarem no São João de Caruaru, uma festa junina a céu aberto, realizada no município de Caruaru, em Pernambuco. Entretanto, a participação dos dois cantores já é motivo de críticas entre os evangélicos, que consideram a festa pagã.
Muitos criticaram os cantores por sua ida ao evento, alegando que eles só querem dinheiro e fama, e que não compreendem os Evangelhos de Jesus. “É nítido que é por dinheiro, ah, e não pode adorar santos, dizem os evangélicos! Mas pode ganhar dinheiro em festa de santos né”, questionou um internauta.
Outros evangélicos foram além e afirmaram que a participação de Aline Barros e Anderson Freire no São João de Caruaru é uma afronta aos valores cristãos. Para eles, a festa é uma celebração pagã que não tem qualquer relação com os ensinamentos de Jesus.
No entanto, também houve quem defendesse a escolha dos artistas gospel em participar do evento. Segundo eles, o São João de Caruaru reserva espaço para atrações gospel e católicas justamente para oferecer uma programação diversificada, que agrade a todos os públicos.
A Prefeitura de Caruaru anunciou uma programação de 65 dias de festa, que começa em 28 de abril e termina em 1º de julho, com mais de mil apresentações no período festivo.
Além de Aline Barros e Anderson Freire, outros nomes da música secular como Ivete Sangalo, Simone Mendes, Gusttavo Lima, Luan Santana e Zé Vaqueiro foram confirmados no evento.
Com a onda de ataques a escolas em diversas partes do país nas últimas semanas, muitos pais estão assustados e receosos quanto à rotina dos filhos nas unidades de ensino. Outra situação que tem gerado alarde e insegurança são as mensagens de apologia à violência e ameaças a colégios que circulam nas redes sociais.
As informações são do portal Comunhão.
O pastor Valdir Steuernagel afirma ser natural que os pais estejam muito inseguros e nervosos com os ataques recorrentes nas escolas nesses últimos dias no país. Segundo ele, os acontecimentos mostram uma espécie de iceberg quanto às crianças e à segurança. “Na montanha de gelo, a gente só vê a ponta, mas há a parte escondida. A nossa sociedade está violenta e enraivecida a tal ponto que não há fronteiras respeitadas. Quando escolas passam a ser invadidas é sinal que a sociedade está muito doente”, avalia o autor do livro “Fazendo Teologia de Olho na Criança”, da Mundo Cristão, e embaixador da Visão Mundial no Brasil.
Valdir diz que a sociedade precisa set tratada de várias formas e ações. Uma delas, segundo o pastor, está relacionada ao papel das igrejas, que devem ser agentes de paz, espaços de cuidado e uma espécie de faróis, que identificam sinais de alerta e perigo. Ele salienta ainda que a sociedade, assim como os cristãos, precisa participar da construção de grupos, de comissões, de encontros com o objetivo de criar uma proteção para crianças e adolescentes. “A visão Mundial tem um programa chamado de Comissões de Proteção na Escola. Essas comissões precisam ser criadas, sustentadas e multiplicadas”.
Medo X liberdade
Diante do atual cenário de violência e ameaças, o pastor Rodolfo Capler também considera natural que os pais e mesmo as própria crianças sejam dominadas pelo medo. “Alias. quando o poder público não resguarda os cidadãos, o pânico se alastra e consequentemente as pessoas se afastam de suas atividades, buscando se livrar das inseguranças”, diz o autor do livro “Geração Selfie”, Editora Quitanda.
Ele cita o filosofo polonês Zygmunt Bauman, autor da obra “Confiança e Medo na Cidade, ao afirmar que “afastar-se de tudo por causa do medo é arriscar-se a própria liberdade”. Os criminosos e os perpetradores, de acordo com Rodolfo, desejam justamente causar terror e tirar a liberdade das pessoas.
“Por isso, os pais devem permanecer com suas rotinas mesmo diante do medo e da insegurança, levando os filhos à escola. Medo gera mais medo. Portanto, o único caminho é confiar em Deus e evocar a segurança do Estado”, assevera o pastor da Igreja Batista Alternativa, em Piracicaba (SP), que finaliza: “Enfrentar o medo é uma clara mensagem de resistência aqueles que desejam instalar o terror. A vida continuará. Nada é mais precioso do que a nossa liberdade”.
Prudência e vigilância
Dentro desse contexto, no último dia 4 de abril, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que o governo federal disponibilizará uma verba de R$ 150 milhões a estados e municípios para o fortalecimento de rondas policiais escolares. Ele afirmou ainda que o contingente de policiais federais que monitoram as redes sociais e outros ambientes virtuais, em busca de ameaças, foi aumentando de 10 para 50 agentes.
“A palavra de Deus fala que precisamos ser prudentes e que em vão vigia o sentinela se Deus não guardar a cidade. É claro que nos precisamos ter prudência para enviá-los a escola e recomendo que você envie, mas, que a escola tenha segurança. O governo tem projetos para reforçar a segurança nas escolas e isso vai nos dar mais tranquilidade”, afirma o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo.
De acordo com ele, “não podemos nos ausentar do mundo. Temos armas espirituais para nos dar livramentos. Todos os dias, não deixe de ungir seu filho, o abençoe, peça proteção a Deus e o envie em paz e segurança”.
Estevam também cita a passagem bíblica de Salmos 91.1, que diz: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” E completa com Salmos 91.7: “Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.”
Para concluir, o apóstolo prega: “Seguindo esses princípios, você pode levar seu filho à escola, sim, e nós vamos lutar para que o governo aumente a segurança e possamos ter algumas regras definidas não só nas escolas particulares, mas também nas escolas públicas, porque estamos à mercê dessas contas nas redes sociais com essa ignorância, brutalidade dessa bestialidade. Isso vai acabar em nome de Jesus.
Imagem do manuscrito com a tradução do Novo Testamento. (Foto: Reprodução/OeAW)
Através de uma técnica de captação de imagem por luz, um cientista descobriu uma tradução bíblica antiga de 1.750 anos que estava escondida.
O fragmento contém partes do livro de Mateus, no Novo Testamento, que pode ser o único “resto do quarto manuscrito que atesta a versão siríaca Antiga” dos Evangelhos, produzido no século III e copiado no século VI.
Os pesquisadores, incluindo o medievalista Grigory Kessel da Academia Austríaca de Ciências, (OeAW) sigla em inglês, usaram a chamada fotografia ultravioleta para encontrar a tradução antiga escondida sob três camadas de texto.
Grigory conseguiu tornar as palavras perdidas neste manuscrito em camadas duplas, chamadas de “palimpsesto”, descobertas no Mosteiro de Santa Catarina no Monte Sinai. As páginas individuais legíveis, foram recentemente identificadas em um curso do “Projeto Palimpsestos do Sinai”.
Segundo o Christian Post, o estudo publicado no mês passado na revista New Testament Studies, apresenta uma interpretação de Mateus 11:30 ao capítulo 12:26, originalmente traduzido como parte das traduções siríacas antigas há quase 1.500 anos.
Importância do manuscrito na língua siríaca
De acordo com a Biblioteca Britânica em Londres, onde um desses fragmentos é mantido, desde o primeiro século até a Idade Média, o siríaco era um dialeto do aramaico oriental usado pela Igreja na Síria e em vários países do Oriente Médio.
Embora tenha sido escrito no mesmo alfabeto que o hebraico, a língua siríaca tem seus próprios caracteres distintos.
Segundo a OeAW, cerca de 1.300 anos atrás, um escriba na Palestina apagou um livro do Evangelho inscrito com texto siríaco para reutilizá-lo. O pergaminho era escasso no deserto na Idade Média, então os manuscritos eram frequentemente apagados e reciclados.
“A tradição do cristianismo siríaco conhece várias traduções do Antigo e do Novo Testamento. Até recentemente, apenas dois manuscritos eram conhecidos por conter a antiga tradução siríaca dos evangelhos”, afirmou Grigory.
O fragmento identificado pelo medievalista oferece uma “porta de entrada” para uma fase inicial da “transmissão textual” dos Evangelhos.
“Por exemplo, enquanto o grego original de Mateus capítulo 12, versículo 1 diz: ‘Naquele tempo, Jesus passou pelas searas no sábado; e seus discípulos ficaram com fome e começaram a colher as espigas e comer’, a tradução siríaca diz : “[…] começou a colher as espigas, esfregá-las nas mãos e comê-las”, explicou um comunicado divulgado pela OeAW.
Junção de novas tecnologias
Claudia Rapp, diretora do Instituto de Pesquisa Medieval da OeAW, elogiou Grigory pela descoberta e seu “profundo conhecimento” de textos siríacos antigos e suas características de escrita.
Claudia informou que a tradução siríaca foi produzida pelo menos um século antes de alguns dos mais antigos manuscritos gregos sobreviventes, como por exemplo o Codex Sinaiticus, um texto completo dos Evangelhos que acredita-se ser mais antigo do que o século IV.
“Esta descoberta prova o quão produtiva e importante pode ser a interação entre as tecnologias digitais modernas e a pesquisa básica ao lidar com manuscritos medievais”, concluiu ela.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Enterro de cristãos em uma aldeia na Nigéria. (Foto: Reprodução/Facebook/Morning Star News)
De acordo com o relatório intitulado “Cristãos Mártires na Nigéria”, publicado pela Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety), sediada no leste da Nigéria, cerca de 52.250 pessoas foram mortas nos últimos 14 anos no país africano por serem cristãs.
Desde a chegada do presidente Muhhamadu Buhari ao poder em 2015, o relatório indica que 30.250 cristãos foram assassinados. O relatório atribui a responsabilidade dessas mortes ao que chama de “islamismo radical” de Buhari. Além disso, aproximadamente 34.000 muçulmanos moderados também foram vítimas de massacres ou assassinatos no mesmo período.
Infelizmente, o relatório indica que a situação em 2023 não apresentou melhora, pois nos primeiros 100 dias do ano (de 1º de janeiro a 10 de abril), 1.041 “cristãos indefesos” foram massacrados e sequestrados.
O relatório da Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety) também revela que sob a presidência de Buhari, cerca de 18.000 igrejas e 2.200 escolas cristãs foram incendiadas na Nigéria.
Além disso, o relatório destaca que os ataques aos cristãos na Nigéria resultaram em sérios problemas de deslocamento forçado. Mais de 50 milhões de cristãos, principalmente no norte do país, enfrentam “sérias ameaças jihadistas por serem cristãos professos”, e cerca de “14 milhões foram desenraizados e 8 milhões forçados a fugir de suas casas para evitar serem mortos a golpes”.
Segundo a Lista Mundial da Perseguição de 2023 da Portas Abertas, divulgada em janeiro, a Nigéria é um dos lugares mais perigosos para os seguidores de Jesus. O relatório diz que a Nigéria é responsável por 89% dos cristãos martirizados em todo o mundo.
Refugiados
Cerca de “5 milhões foram deslocados e forçados a ir para campos de pessoas deslocadas internamente (PDI) na Nigéria e campos de refugiados nas fronteiras regionais e sub-regionais”.
O grande número de cristãos e muçulmanos moderados mortos ou deslocados tem sido motivo de grande preocupação para muitas pessoas, incluindo Andrew Boyd, porta-voz da Release International, organização que atua em defesa da igreja perseguida em cerca de 30 países. Ele descreveu as descobertas do relatório como “um número impressionante de mortes”.
“É absolutamente chocante que tantos cristãos sejam perseguidos por sua fé e mortos na Nigéria, enquanto o governo nigeriano parece ficar parado e deixar isso acontecer. Não é menos chocante que a comunidade internacional pareça satisfeita em ficar à margem e assistir”, disse ele à OSV News.
Enquanto isso, a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), em seu próprio relatório, deu voz aos milhares de cristãos perseguidos por sua fé na Nigéria.
Violência e sofrimento
Apenas com 7 anos, Maryamu Joseph foi vítima do ataque do Boko Haram, uma organização extremista jihadista, que invadiu sua comunidade em Bazza, levando-a e outras 21 pessoas à força para a floresta de Sambisa, onde ela permaneceu por nove anos. Foi somente em julho de 2022 que Maryamu conseguiu escapar e compartilhar sua história com a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN).
“Nove anos vivendo em cativeiro! Nove anos de tortura! Nove anos de agonia! Sofremos muito nas mãos dessas pessoas sem coração e implacáveis”, disse ela à ACN.
“Durante nove anos, vimos o derramamento de sangue inocente de meus irmãos cristãos, mortos por pessoas que não valorizam a vida. Eles assassinaram sem remorso, como se fosse uma coisa normal de se fazer, e em um piscar de olhos. Palavras não podem fazer justiça ao que eu passei.”
Andrew Boyd disse que sua organização identificou a Nigéria como “um país de particular preocupação”. Mas os números daqueles que foram mortos em dezenas de milhares, e os testemunhos desanimadores de sobreviventes como Maryamu Joseph, “gritam mais claramente do que jamais poderíamos”, disse Boyd. Ele disse que as estatísticas eram sem dúvida terríveis, mas não surpreendentes.
“Release International tem reportado ano após ano sobre o alvo de cristãos na Nigéria por militantes islâmicos. Não apenas os cristãos da Nigéria enfrentam massacres nas mãos do Boko Haram e do Estado Islâmico, eles estão sendo mortos diariamente por extremistas Fulani bem armados”, disse Boyd à OSV News, referindo-se aos pastores Fulani que se juntaram a grupos extremistas islâmicos.
Traumas
Ele alertou que poderia haver “um êxodo em massa de cristãos do país mais populoso da África, a menos que o novo presidente nigeriano tome medidas urgentes para proteger os cristãos da violência desses jihadistas”.
Ele disse que sua organização estava trabalhando com parceiros na Nigéria “para fornecer apoio aos cristãos que sofrem”. Isso inclui aconselhamento de trauma.
“Tantos perderam membros de suas famílias e suas casas. Estamos trabalhando com parceiros de confiança para trazer algum conforto e apoio. Estamos levantando suas vozes e suas preocupações em todo o mundo. E continuaremos a fazê-lo”, enfatizou Boyd.
Fonte: Guia-me com informações de Detroit Catholic
A Líbia fica no Norte da África e faz parte da história cristã conhecida como patrística, a época em que a igreja cristã estava amadurecendo e dando os primeiros passos para além de Jerusalém. Mas, desde o século 7, a comunidade islâmica cresceu na região e começou a pressionar os cristãos locais.
Pouco depois da independência do país, os cristãos foram perseguidos também sob a gestão do ditador Muanmar Kadafi, durante quase 40 anos. A situação tornou-se ainda mais desafiadora depois da Primavera Árabe, revolução política que derrubou o ditador Kadafi em 2011.
Nas mãos de extremistas e criminosos
Sem um governo central, extremistas islâmicos e grupos de crime organizado tomaram o poder e ditam as regras das regiões abandonadas. A pressão em todas as esferas da vida permanece no nível extremo. Assassinatos, sequestros e outras formas de perseguição são recorrentes.
Declarar publicamente a fé em Jesus é proibido. Cristãos que o fazem são presos e podem receber outros tipos de retaliações dos grupos extremistas. Por isso, a Líbia ocupa a 5? posição na Lista Mundial da Perseguição 2023, ou seja, é um dos onze Países Mais Perigosos para os Cristãos.
A nação também é conhecida pelas jazidas de petróleo e visada por pessoas que querem chegar à Europa através do mar Mediterrâneo. A maioria dos imigrantes que passam pela Líbia são refugiados cristãos vindo da África Subsaariana que enfrentam violência extrema por seguirem a Jesus.
As punições atingem os cristãos de origem muçulmana também. Eles enfrentam abuso da família e da comunidade local que procuram de todas as formas forçá-los a renunciar à fé, em alguns casos, causando a morte dos seguidores de Jesus. Ajude os cristãos perseguidos na Líbia em oração.
Símbolos dos sexos masculino e feminino (Foto: Canva Pro)
Quando se trata de ideologia transgênero, o Dr. André Van Mol diz que simplesmente ser um médico de família certificado no clima político atual pode ser considerado controverso.
Falando na conferência Generation Indoctrination (Doutrinação de Geração, em tradução livre) do The Christian Post no mês passado, Van Mol, que também é co-presidente do Comitê de Sexualidade Adolescente do Colégio Americano de Pediatras, disse que se ele fosse testemunhar em um tribunal, os advogados do outro lado trabalharia para que seu testemunho fosse rejeitado, alegando que ele não é um especialista. Mas se trabalhasse para uma clínica de gênero, seria considerado um “especialista”.
“Se eu fosse um médico de família trabalhando para a clínica de gênero, agora sou um especialista”, observou ele, apontando para o que descreveu como “captura ideológica de organizações médicas, legisladores, mídia como um todo, [e] a comunidade acadêmica mundo” pela política de gênero.
Van Mol chamou o movimento trans de “ideologia disfarçada de ciência, reforçada com chantagem emocional – ‘Você tem que apoiá-los ou eles vão se matar’ – o que também não é verdade”.
Essa dinâmica, acrescentou, talvez seja melhor sintetizada pela Associação Profissional Mundial para Saúde Transgênero (WPATH), que Van Mol chama de grupo de defesa.
“Todas as estradas levam de volta ao WPATH”, explicou ele, usando o acrônimo da organização anteriormente conhecida como Harry Benjamin International Gender Dysphoria Association (Associação Internacional de Disforia de Gênero Harry Benjamin).
De acordo com os Padrões de Cuidados (SOC) da WPATH para a Saúde de Transexuais, Transgêneros e Pessoas Não Conformes com o Gênero, disse Van Mol, todas as restrições de idade para bloqueadores de puberdade, hormônios do sexo oposto e cirurgia foram removidas.
A versão mais recente do SOC da WPATH agora inclui “eunuco” como uma identidade de gênero, que descreve como “indivíduos [que são] designados como homens no nascimento e desejam eliminar características físicas masculinas, órgãos genitais masculinos ou funcionamento genital”.
A resposta de Van Mol à mudança foi breve, mas direta.
“Isso não pode ser ciência”, disse ele.
“Sempre há uma resposta mais honesta para a disforia ou confusão de gênero em um menor do que a esterilização química e a mutilação cirúrgica em um corpo jovem e muito saudável”, disse ele. “O que eles precisam é resolver esses problemas subjacentes.”
Muitas vezes, disse Van Mol, grande parte da controvérsia decorre de uma mistura tóxica de manchetes da mídia convencional e pesquisas científicas de baixa qualidade.
Ele apontou para a tendência familiar de meios de comunicação perseguindo manchetes em vez de seguir a ciência.
“Você notará que sempre que há um novo estudo elogiando a transição, magicamente, imediatamente, é coberto pela mídia de costa a costa, com praticamente os mesmos pontos de discussão, e isso não pode ser coincidência”, disse ele.
Van Mol também disse que os estudos que apoiam os procedimentos de mudança de sexo “mostram uniformemente que esses estudos são de baixa, muito baixa qualidade”.
“Por definição, isso significa que eles falham em mostrar o que afirmam estar mostrando”, acrescentou.
Ele também apontou para o fechamento da Tavistock Clinic, Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Gênero da Grã-Bretanha (GIDS), a maior clínica pediátrica de gênero do mundo, marcada para o final deste ano após seis análises abrangentes de literatura no Reino Unido, Suécia, Finlândia e Flórida.
“O que vemos agora é … quatro nações que lideravam o mundo em ‘intervenções médicas de transição de afirmação de gênero’ fizeram uma reviravolta completa, eles lideravam nisso e agora estão tipo, ‘Não , isso não é suportado por bons dados’”, disse ele.
Disforia de gênero e a “ciência lixo”
De acordo com dados recentes, o número de menores nos Estados Unidos que receberam um diagnóstico de disforia de gênero triplicou de 2017 a 2021, com mais de 42.000 recebendo o diagnóstico em 2021. Na plataforma de mídia social TikTok, especialmente popular entre os jovens, a hashtag “trans” registrou 50,2 bilhões de visualizações, quase dobrando no espaço de um ano.
Mais nações europeias, acrescentou, estão se afastando dessa “ciência lixo” e, em vez disso, dizendo aos menores que sofrem de disforia de gênero que se submetam a uma avaliação e terapia psicológica abrangentes – tanto para o paciente quanto para a família.
“Há décadas de literatura mostrando uma probabilidade esmagadora em um menor disfórico de gênero de problemas de saúde subjacentes de experiências adversas na infância, dinâmica familiar ruim e uma super-representação da disforia do espectro do autismo, e que tudo isso é anterior à disforia de gênero”, explicou Van Mol.
Essa abordagem, disse Van Mol, é um método mais holístico de abordar o que tende a ser uma condição profundamente complexa.
“E não há absolutamente nenhuma maneira de isso acontecer em uma visita de 40 minutos à Planned Parenthood que lhe dê hormônios”, acrescentou.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Templo Central da Assembleia de Deus em Tauá, no Ceará, é vandalizado.
A deputada estadual Débora Menezes (PL) apresentou projeto de lei para “tipificar a invasão a igrejas e o ultraje a cultos religiosos no Amazonas como infração administrativa com imposição de multa”. No Brasil, os crimes são tipificados pelo CPB (Código Penal Brasileiro) e, portanto, é matéria de competência do Congresso Nacional.
De acordo com a parlamentar, por “tratar-se de tipificação de infração administrativa, logo de competência da União, estados e municípios, com previsões nos artigos 23, 24 e 30 da Constituição Federal, não há invasão de competência”.
A proposta aplica multa a “quem invadir ou ocupar igreja ou local dedicado a culto religioso, ou ali permanecer contra a vontade expressa da autoridade religiosa local, com outra finalidade qualquer que não a prática de culto e devoção da religião em questão”.
A multa é estabelecida, se o infrator for primário, é de 30 salários mínimos (R$ 39 mil). Em caso de reincidência, o valor aumenta para 50 salários-mínimos – R$ 65 mil. Reincidência por mais de duas vezes eleva a multa para 100 salários-mínimos, equivalente a R$ 130 mil. A partir de maio o salário-mínimo passará a R$ 1.320.
Questionada sobre quais os critérios adotados para estabelecer os valores das multas, Débora Menezes disse que “ressoam a vontade do legislador constituinte originário” e “possuem cunho pedagógico por violação ao direito constitucional, haja vista ser a intolerância religiosa prática que ofende não a um indivíduo, mas sim a sociedade como um todo”.
A deputada diz que “com os anos vimos a crescente onda de violência propagada contra entidades religiosas por puro preconceito com a fé alheia, causando destruição de templos religiosos, pichação e muitas das vezes também a destruição de imagens sagradas”.
Na justificativa, a parlamantar cita apenas “um caso recente”, ocorrido no Paraná, em 6 de fevereiro do ano passado. “Na ocasião, o vereador Renato Freitas (PT) invadiu uma igreja em Curitiba e proferiram palavras de baixo calão aos fiéis, além de depredarem todo o local por puro ato de vandalismo, vindo de quem deveria ter o zelo e espeito”, disse.
Ao ser questionada se além do caso de 2022, a autora citaria outros casos que motivaram a apresentação da Lei. Débora Menezes lembrou que “durante o mês de março deste ano vários casos de invasões, seguidas de roubos a igrejas católicas e protestantes foram, registrados pelo país”. Débora relacionou dois casos ocorridos no Rio Grande do Norte.
No dia 11 de março deste ano a capela de São Pedro, no município de Pau dos Ferros (RN), além de ter sido assaltada foi vandalizada. Ao menos quatro imagens foram destruídas no templo católico, entre elas a do padroeiro.
Dois dias depois, também no Rio Grande do Norte, a igreja de Nossa Senhora do Ó, no município de Serra Negra do Norte, foi invadida. Do local foi levada a coroa da padroeira da paróquia e o sacrário onde ficam as hóstias consagradas foi profanado.
A deputada não citou, mas em Manaus, no dia 4 de outubro do ano passado, na celebração de São Francisco, no bairo da Colônia Oliveira Machado, um homem não identificado atirou um pedaço de madeira contra a imagem do santo. O objeto atingiu a mão da estátua, que foi quebrada.