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Igreja luta contra herança comunista no Leste da Europa

Depois da ex-Alemanha Oriental, Hungria e República Tcheca, a Polônia é o último país do antigo bloco do Leste Europeu a confrontar-se com revelações de que parte do clero local colaborou com os comunistas.

Na Polônia as igrejas costumam lotar, milhões de pessoas demonstraram luto pela morte do papa João Paulo 2º no ano passado e ministros do atual governo fizeram repetidos apelos por moralidade nas escolas e por referências a Deus na Constituição da União Européia.

No momento em que as primeiras revelações deram conta de que alguns membros do clero da Igreja Católica na Polônia colaboraram com a ditadura comunista, muitos habitantes desse país extremamente católico custaram a acreditar.

Inicialmente, Michal Czajkowski, um líder católico conhecido pelo trabalho em prol das relações entre católicos e judeus, rejeitou as acusações. Mas em julho ele voltou atrás e admitiu ter espionado colegas por 24 anos, desde 1960. Pouco tempo após a confissão, o religioso renunciou ao posto de presidente do Conselho Cristão-Judeu da Polônia.

Envolvimento da Igreja é golpe duro para a Polônia

“Quero desculpar-me e pedir perdão, especialmente àqueles que prejudiquei. Eu demonstrei fraqueza de caráter,” afirmou Czajkowski em declaração publicada por jornais poloneses. “Já expressei meu arrependimento diante de Deus. Agora o faço diante do povo.”

Em outros países do antigo bloco comunista, ainda lidando com problemas do passado, confissões desse tipo podem ser uma surpresa. Mas não têm o poder de chocar como na Polônia, onde durante as quatro décadas de domínio comunista a Igreja Católica permaneceu mais forte que em qualquer outro país socialista e era vista como foco de resistência passiva e oposição ao regime.

Na antiga Tchecoslováquia, por exemplo, a religião desempenhou um papel de menor importância na sociedade e, mesmo atualmente, os tchecos estão entre as nações menos devotas da Europa. Na Hungria a Igreja Católica também admitiu que dezenas de padres espionaram colegas, mas a revelação não despertou a mesma comoção vista na Polônia.

Alemanha ainda investigando o passado

Assim como em outros países da Cortina de Ferro, as Igrejas na antiga Alemanha Oriental também tiveram que lidar com acusações de que o clero, especialmente da Igreja Luterana, apoiou o governo comunista.

Michael Zöller, professor de Sociologia e Religião na Universidade de Bayreuth, afirmou que a colaboração com os comunistas era mais comum na Igreja Protestante da antiga Alemanha Oriental

“A Igreja Católica estava mais protegida porque a RDA [República Democrática Alemã] queria manter boas relações com o Vaticano”, disse Zöller. “Protestantes eram forçados a cooperar, especialmente para conseguir um pouco de liberdade para suas ações.

A abertura dos arquivos da Stasi, a polícia secreta da RDA, gerou acusações contra membros da Igreja. Um dos casos mais famosos é o do ex-governador do Estado de Brandemburgo Manfred Stolpe, que também foi ministro alemão de Transportes até 2005. Stolpe, que negou as acusações, era um alto funcionário da Igreja Luterana na antiga Alemanha Oriental.

Zöller acredita que a colaboração do clero com o regime comunista é um assunto que continuará a emergir na medida em que historiadores seguirem investigando os arquivos da Stasi. “A análise dos documentos continua”, disse. “Ninguém sabe ao certo que tipo de informação eles contêm.”

Mais de 10% dos padres poloneses colaboraram

O padre polonês Czajkowski era um espião voluntário, de acordo com o Instituto Nacional da Memória, sediado em Varsóvia, que gerencia arquivos comunistas e investiga crimes dos tempos do regime. O instituto informa que ele reportava sobre as atividades da Igreja e do clero em prol da democracia e que apenas suspendeu a ação depois que agentes do regime assassinaram o capelão do sindicato Solidariedade, Jerzy Popieluszko, que teria sido espionado por Czajkowski.

O crescimento do sindicato Solidariedade é creditado por muitos à Igreja Católica na Polônia, assim como ao ex-papa João Paulo 2º. O movimento, que assumiu o controle político do país em 1989, foi fundamental para derrubar o regime comunista. Apesar do claro apoio da Igreja ao Solidariedade, o Instituto Nacional da Memória afirma que entre 10% e 15% do clero colaboraram com os comunistas.

Até recentemente, a Igreja recusou-se a cooperar com as investigações ou a fornecer nomes que possam ter colaborado com o regime. Mas no ano passado, após o surgimento de acusações contra um assessor do ex-papa João Paulo 2º, Konrad Hejmo, a Igreja decidiu suspendê-lo. Hejmo negou as afirmações, que incluíam até mesmo espionagem contra o ex-papa.

Acertando contas com o passado

A Igreja Católica polonesa está agora trabalhando para resolver as contradições com seu passado durante os tempos do comunismo. No começo deste ano, líderes católicos afirmaram que começariam a investigar membros do clero por colaborações com os comunistas. Pouco tempo depois, a Conferência Nacional dos Bispos Católicos da Polônia divulgou desculpas oficiais ao público.

“Padres e outros vinculados à Igreja que colaboraram com serviços secretos do Estado comunista lançam uma sombra sobre a história heróica da Igreja Católica durante o regime comunista”, escreveram os bispos, adicionando que a iniciativa de publicar a completa lista de colaboradores está em andamento.

As ações de poucos padres não podem diminuir o papel da Igreja na promoção da democracia, de acordo com Wojtec Muszynski, do Instituto Nacional da Memória. “A Igreja Católica na Polônia ainda assim foi um herói”, disse. “Independentemente do tanto que o serviço secreto tentou, eles não conseguiram convencer entre 85% e 90% dos padres”.

Fonte: DW World.de

Pastores gays anglicanos se casam na Inglaterra

A união civil entre dois pastores anglicanos homossexuais, Jeffrey John e Grant Holmes, foi realizada há poucos dias em St Albans, Inglaterra. A informação foi divulgada pelo jornal “The Times”.

A união criou uma polêmica entre os membros mais conservadores da Igreja Anglicana, que se recusam a reconhecer os direitos reivindicados por alguns pastores gays nos últimos anos.

O reverendo Christopher Herbert, que celebrou privadamente a união, declarou: “Acredito que uma união civil confere os direitos legais e humanos, refletindo em uma sociedade de diferenças e mudanças”.

John foi o primeiro religioso anglicano a declarar publicamente sua opção sexual, há três anos, o que o levou a renunciar sua posição na diocese de Reading, depois de enfrentar protestos. Holmes é capelão em um hospital.

Na cerimônia estavam presentes cerca de 150 convidados. Os dois vestiam hábitos religiosos.

Fonte: Folha Online

Morreu o cardeal Willebrands, artífice do diálogo inter-religioso

O cardeal mais antigo da Igreja católica, o holandês Johannes Willebrands, considerado um dos principais artífices do diálogo inter-religioso, morreu nesta quarta-feira, aos 96 anos, anunciou o arcebispado de Utrecht (centro).

Willenbrands foi, de 1976 a 1983, arcebispo de Utrecht, o mais importante da Holanda.

O religioso era membro desde 1960 do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o qual presidiu de 1969 a 1989.

Nesse cargo desempenhou um papel importante no diálogo entre o Vaticano e as Igrejas ortodoxa, anglicana e luterana.

Willenbrands era considerado responsável pelos documentos do Concílio Vaticano II sobre as religiões não-cristãs, que também facilitaram o diálogo com a comunidade judaica.

Johannes Gerardus Maria Willebrands nasceu em 4 de setembro de 1909 em Frise Ocidental (noroeste da Holanda) e foi ordenado sacerdote em 1934.

O Papa Bento XVI lamentou a morte do religioso em uma mensagem enviada ao cardeal alemão Walter Kasper, sucessor de Willebrands no Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O Papa recordou seu papel ativo “como promotor fervoroso das relações ecumênicas depois do Concílio Vaticano II”.

Fonte:AFP

Bandidos levam quadros e castiçais de igreja católica

Em mais um ataque contra o patrimônio histórico do Rio, bandidos invadiram a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, e levaram quadros e dois castiçais de madeira folheados a ouro do século XVII.

Detetives da 32 DP (Taquara) investigam a participação de um falso pastor evangélico, ainda não identificado, que visitou a igreja dias antes do crime.

Este foi o segundo ataque ao templo, que é tombado e se encontra em péssimo estado de conservação, em menos de um ano: em 2005, um casal, com o homem vestido de padre, roubou uma imagem de Cristo. Segundo funcionários da igreja, a obra foi recuperada e está sob a guarda da matriz, a Igreja de Nossa Senhora da Saúde, em Curicica.

O furto, segundo voluntários que trabalham no local, ocorreu na madrugada do último dia 26. Os bandidos entraram e saíram por uma das janelas, que ficam sem trancas. Além das obras de arte que reproduzem imagens de Santo Antônio e São João Batista (autoria desconhecida) e dos castiçais, os bandidos levaram dois microfones e uma mesa de som. O crime foi descoberto pela manhã, por funcionários do templo.

— A gente lamenta, pois estamos lutando pela restauração da igreja, mas até agora nada foi feito. Os bandidos chegaram a deixar marcas de sapatos nos bancos logo abaixo da janela — contou Esmeralda Justino Gonçalves Afonso, que há dez anos trabalha como zeladora do templo.

As portas da igreja, por exemplo, sequer têm fechadura e são mantidas fechadas por um tronco de madeira. O reboco da fachada também caiu em vários pontos.

O supervisor de segurança da colônia, Fernando Coutinho, acredita que o furto foi praticado por alguém que conhecia bem obras de arte. O Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) fará hoje uma vistoria ao local.

Igreja foi inaugurada por Dom Pedro II em 1862

Com projeto de Theodoro Marx (arquiteto oficial do Império), a Igreja Nossa Senhora dos Remédios foi inaugurada em 19 de outubro de 1862, em cerimônia com a presença de D. Pedro II. O terreno escolhido era o mesmo onde escravos construíram uma capela, também em homenagem à santa, em meados do século XVII. A igreja é apontada como um dos poucos exemplos no Rio da fase neo-clássica da arquitetura brasileira. Desde então, o templo passou por duas grandes reformas: em 1953 e em 1972 — esta última depois de um incêndio.

Fonte: Globo Online

Adesão metodista é um marco no ecumenismo, diz Noko

O secretário geral da Federação Luterana Mundial (FLM), pastor Ishmael Noko, classificou a adesão do Conselho Mundial Metodista (CMM) à Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, firmada por católicos romanos e luteranos em 1999, como um novo marco no ecumenismo.

A Igreja Metodista é a primeira grande família denominacional que reconhece o documento firmado pela FLM e a Igreja Católica, em Augsburgo, Alemanha, no dia 31 de outubro de 1999. Além de admitir a importância da justificação por graça e fé, um dos pilares da Reforma protestante de 1517, o documento relativiza as condenações mútuas entre católicos e luteranos estabelecidas na época, e diz que elas não se aplicam nem atingem a doutrina da outra igreja.

O artigo 41 da Declaração reza: “Com isso também as declarações doutrinais do século XVI, na medida em que dizem respeito à doutrina da justificação, aparecem a uma nova luz: a doutrina das igrejas luteranas apresentada nesta Declaração não é atingida pelas condenações do Concílio de Trento. As condenações contidas nos escritos confessionais luteranos não atingem a doutrina da Igreja Católica exposta nesta Declaração.”

A adesão dos metodistas à Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação foi oficialmente formalizada no encontro da Conferência Mundial Metodista, reunida em Seul, dias 20 a 24 de julho. As três igrejas se comprometem a aprofundar sua compreensão a respeito da justificação pela fé no estudo da Teologia, no ensino e na pregação, e se esforçar para o testemunho comum no mundo.

A Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, informa o serviço de imprensa da FLM, é resultado de 30 anos do diálogo católico-luterano, superando controvérsias que levaram à cisão da Igreja, há mais de 450 anos.

O documento de adesão à Declaração Conjunta foi assinado pelo presidente do CMM, sua eminência Sunday Mbang, pelo secretário geral desse organismo, pastor George Freeman, pelo pastor Noko, pelo secretário adjunto da FLM para assuntos ecumênicos, pastor Sven Oppegaard, pelo presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, e o arcebispo emérito cardeal Sôo-Hwan Kim. O encontro da CMM enfocou o tema “Deus reconcilia em Cristo”.

Fonte: ALC

Projeto de lei prevê a regulamentação da capelania cristã

A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei que prevê a regulamentação da profissão de capelania cristã. Segundo o documento, só poderá exercer a profissão as pessoas formadas pelo Conselho Federal de Capelania Cristã do Brasil (CFCB) e registradas em conselhos regionais, vinculados a um conselho federal.

“Entendemos ser urgente a regulamentação da profissão, a fim de disciplinar todos os ângulos do seu exercício, socialmente útil e legalmente fiscalizável, para a conservação do respeito mútuo citado entre católicos e evangélicos”, disse o autor da proposta.

Caso seja aprovada a proposição, as associações de capelania deverão apresentar ao CFCB, no prazo de 60 dias a contar da vigência da lei, seus estatutos, regimentos, etc, para que sejam habilitadas para formação de capelães.

Fonte: ELNet

Mel Gibson pede desculpas a judeus e nega ser anti-semita

Mel GibsonO ator Mel Gibson, 50, divulgou nesta terça-feira um novo comunicado no qual pede desculpas aos judeus por suas declarações anti-semitas. O ator foi preso na última sexta-feira por dirigir embriagado em Malibu, Califórnia. Durante a prisão, ele agrediu verbalmente os policiais.

“Os judeus são responsáveis por todas as guerras do mundo”, teria sido uma das frases ditas pelo ator e diretor, após se referir aos policiais (incluindo um delegado judeu) como “judeus de merda”. O delegado James Mee afirmou à àgência de notícias Associated Pres que não levou a sério os comentários que o ator fez logo após ser preso.

Gibson foi detido por dirigir a 140 km/h, 75 km/h acima da velocidade máxima permitida na estrada de Malibu. Segundo a polícia, o nível de álcool no sangue dele no momento da detenção era de 0,12%, quando o limite legal é de 0,08%. No carro do ator, um Lexus LS, foi encontrada uma garrafa de tequila. Gibson foi liberado logo em seguida após pagamento de uma fiança de US$ 5 mil.

O episódio reacendeu as críticas feitas ao ator quando dirigiu “A Paixão de Cristo” (2004), filme que descreve as últimas horas da vida de Jesus Cristo. Ele foi acusado de anti-semitismo ao incriminar os judeus pela sua morte.

“Não há desculpas e não deveria haver tolerância para ninguém que pensa ou expressa qualquer tipo de comentário anti-semita. Quero me desculpar espeficicamente com todos da comunidade judaica pelas palavras sarcásticas e danosas que eu disse a um oficial da polícia na noite em que fui preso”, diz o ator em nota oficial divulgada hoje.

Gibson afirma ser uma pessoa pública e que, quando diz algo, mesmo em um “momento de insanidade”, suas palavras ganham um peso maior na mídia. “Devo assumir a responsabilidade por minhas palavras e pedir desculpas diretamente àqueles que ficaram magoados e ofendidos por essas palavras”, ressaltou o ator.

“Todo ser humano é um filho de Deus, e se eu desejo honrar meu Deus, tenho de honrar seus filhos”, continuou. “Por favor, saibam, do meu coração, que não sou anti-semita. Não sou invejoso. Qualquer tipo de ódio vai contra a minha fé. […] Não estou apenas pedindo perdão. Gostaria de dar um passo além e encontrar os líderes da comunidade judaica, com quem poderei ter uma conversa cara a cara para encontrarmos o caminho apropriado para uma resolução.”

No comunicado, Gibson comentou ainda seu ingresso em um programa de reabilitação para tratar-se do alcoolismo. “Percebo agora que não posso fazer isso sozinho”, disse o ator, que pediu a ajuda da comunidade judaica para o seu restabelecimento. “Sei que haverá muitos na comunidade que não irão querer nada comigo, e é compreensível. Mas rezo para que as portas não estejam fechadas para sempre.”

O ator finalizou o comunicado dizendo que suas palavras não têm relação apenas com o episódio da prisão. “Isso não diz respeito a um filme nem a uma licença artística. Isso diz respeito à vida real e ao reconhecimento das conseqüências dolorosas que as palavras podem ter. É sobre conviver em harmonia em um mundo que parece ter ficado louco”, considerou Gibson.

Reações

A Liga dos Estados Unidos Contra a Difamação declarou que o pedido de desculpas é insuficiente, e quer que Gibson seja gravemente punido. “Parece que a combinação de bebida e a prisão revelou seu verdadeiro caráter”, disse Abraham H. Foxman, diretor da Liga Contra a Difamação, à Associated Press. “O único jeito de combater intolerantes é estabelecer um preço para a intolerância”, continuou.

Nesta terça, a rede de televisão ABC cancelou uma minissérie sobre o holocausto que seria produzida junto com o ator e sua produtora, a Icon Productions. A informação foi divulgada pela emissora em um breve comunicado.

“Já se passaram dois anos e ainda não vimos o primeiro rascunho ou roteiro, por isso decidimos não levar adiante o projeto com a Icon”, disse a ABC,que não comentou a prisão de Mel Gibson na última sexta-feira e o fato dele ter proferido frases anti-semitas.

A minissérie da ABC seria baseada em um livro de memórias sobre um judeu holandês durante a Segunda Guerra Mundial.

Líder judeu aceita perdão de Gibson, mas Hollywood mantém crítica

Um influente dirigente da comunidade judaica americana, Abraham H. Foxman, aceitou o novo perdão do astro Mel Gibson pelas declarações anti-semitas feitas pelo ator na sexta-feira.

Foxman havia rejeitado o primeiro pedido de desculpas de Gibson, que foi detido ao dirigir alcoolizado em Malibu, nos EUA. Executivos de Hollywood, porém, preferiram continuar censurando a atitude do ator e diretor.

“Esta é a desculpa que esperávamos e que pedimos. Comemoramos que Mel Gibson finalmente tenha assumido o fato de que deu declarações anti-semitas, e suas desculpas parecem sinceras”, disse Foxman.

“Não existe nenhuma desculpa, nem deve existir qualquer tipo de tolerância para alguém que pensa ou expressa qualquer tipo de afirmação anti-semita. Quero pedir perdão a todos na comunidade judaica pelas palavras ácidas e prejudiciais que eu disse a um oficial da polícia”, admitiu mais cedo o ator em um comunicado enviado pelo porta-voz.

Foxman se mostrou aberto a ter uma ponte de diálogo com Gibson, como solicitou o astro em seu pedido de desculpas.

O dirigente havia rejeitado as desculpas anteriores do ator, apresentadas no sábado, nas quais ele não mencionou as declarações anti-semitas, machistas e irônicas que fez no momento de sua prisão, na sexta-feira, e que foram divulgadas pelo site especializado na vida das celebridades “tmz.com”.

“Os judeus são responsáveis por todas as guerras do mundo”, teria dito Gibson, segundo o site, que noticiou a prisão em primeira mão. De acordo com a fonte, o ator e diretor ainda teria dito “judeus de merda” para se referir a um policial após ter sido detido por dirigir embriagado.

Hollywood

Segundo especialistas em mídia, embora o público seja condescendente com o ator, o mesmo não ocorrerá com a indústria do entretenimento, “onde trabalham muitos judeus”.

Como primeira sanção, a importante emissora ABC anunciou em um comunicado o cancelamento de uma minissérie sobre o Holocausto que estava sendo preparada pela produtora de Gibson, a Icon Productions, embora nem o comunicado, nem os porta-vozes do ator mencionem a polêmica.

“Considerando que levamos quase dois anos (trabalhando) e que ainda veremos o primeiro esboço do roteiro, decidimos não continuar mais este projeto com a (produtora) Icon”, informou a ABC em um comunicado.

Para dezembro está prevista a estréia de um filme sob direção de Gibson, “Apocalyto”, fita de grande orçamento rodada no México e cuja distribuição ficará a cargo da Disney, mas ainda está em aberto saber se este incidente não comprometerá seus planos.

Vários executivos de Hollywood fizeram duras críticas na imprensa local contra a atitude do ator.

“Fazer todo o dinheiro com os judeus de Hollywood e depois dizer após alguns poucos drinques que se tem ódio dos judeus é chocante. Se não gosta dos judeus, não trabalhe com eles”, declarou ao jornal Los Angeles Times o israelense Arnon Milchan, produtor do filme “Sr. e Sra. Smith”, com Brad Pitt e Angelina Jolie.

Rejeitando o pedido de desculpas de Gibson, Milchan acrescentou: “é como jogar uma bomba nuclear e dizer: ‘Não sabia o dano que causaria, lamento de verdade'”.

A alta executiva da Sony Pictures, Amy Pascal, disse por sua vez que “é incrivelmente surpreendente que alguém de sua posição se expresse desta forma, especialmente em um momento sensível”.

Este não é o primeiro incidente entre a comunidade judaica e Gibson, considerada uma das pessoas mais influentes e requisitadas de Hollywood.

Há dois anos, o ator já havia sido criticado por seu filme, “A Paixão de Cristo”, que conta as últimas horas de vida de Jesus segundo uma interpretação literal da Bíblia. A fita, que rendeu a Gibson 611 milhões de dólares de bilheteria, gerou protestos por referências consideradas anti-semitas.

Fonte: Folha Online

EUA ordenam mulheres sacerdotisas, contrariando o Vaticano

Oito mulheres americanas católicas foram ordenadas sacerdotisas e quatro diaconisas nesta segunda-feira em Pittsburgh (Pensilvânia, leste), anunciou nesta terça-feira a Conferência para a Ordenação das Mulheres, organização que milita há 30 anos contra o repúdio do Vaticano pelo sacerdócio feminino.

A cerimônia, presidida por três bispas, foi celebrada no fim da tarde de segunda-feira em um barco, segundo uma tradição estabelecida após as primeiras ordenações deste tipo, em 2002.

O barco simboliza para os organizadores a fragilidade de sua posição na Igreja Católica, mas além disso permite aos celebrantes agir fora da jurisdição de uma diocese.

“Temos uma estrutura hierárquica dominada pelos homens e eles conhecem apenas uma forma de ser sacerdotes. Devemos realmente renovar a Igreja e voltar aos primeiros tempos, quando Jesus considerava as mulheres parceiras e iguais”, explicou à CNN Bridget Mary Meehan, uma das ordenadas na segunda-feira, antes da cerimônia.

As primeiras mulheres ordenadas em 2002 foram solenemente excomungadas, mas desde então o Vaticano se manteve mais discreto, com as autoridades eclesiásticas contentando-se em repetir que as ordenações de mulheres não têm valor.

No total, cerca de 30 mulheres católicas entre casadas, divorciadas ou religiosas foram ordenadas sacerdotisas. Quatro se tornaram bispas. Várias dezenas de candidatas fazem cursos de formação em todo o mundo.

Embora as Igrejas Católica e Ortodoxa rejeitem a ordenação de mulheres, a Igreja Anglicana aceita mulheres entre seus sacerdotes. A maioria das igrejas protestantes tem mulheres pastoras e às vezes bispas. Entre os judeus liberais há mulheres rabinas, mas não há registro de mulheres imames entre os muçulmanos.

Fonte: AFP

No RJ, Paes vai disputar votos de evangélicos com Crivella

Um pastor evangélico de 74 anos, estatura baixa e fala mansa tornou-se o sonho de consumo dos candidatos à sucessão de Rosinha Garotinho. O alagoano Manoel Ferreira nunca ocupou cargos públicos, mas preside a Convenção Nacional das Assembléias de Deus – que reúne, segundo ele, 5.445 igrejas e 298 mil fiéis no estado.

Ontem de manhã, o tucano Eduardo Paes visitou o templo de Madureira em busca de apoio do religioso, candidato a deputado federal pelo PTB. Criticou o peemedebista Sérgio Cabral, aliado do partido de Ferreira, e saiu com uma promessa de voto.

— Ele é o candidato mais preparado para o cargo — disse o pastor.

Apesar do elogio, Ferreira participará de caminhada amanhã com Marcelo Crivella, candidato a governador pelo PRB e bispo da Igreja Universal. O pastor — que recebeu 1,78 milhão de votos ao Senado em 2002 e concorreu a vice-prefeito do Rio na eleição seguinte, ao lado de Luiz Paulo Conde — disse não se sentir constrangido por trair a aliança com Cabral.

— Trabalho com meu segmento, que é independente do partido — justificou o líder da Assembléia de Deus, que desde 2004 já passou pelo PP e pelo PDT.

Para o antropólogo Flávio Conrado, do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), os encontros com pastores evangélicos são uma ferramenta valiosa para conquistar eleitores no estado:

— Esses líderes funcionam como formadores de opinião. Isso não significa que todos os fiéis vão votar em seus candidatos, mas é uma influência poderosa.

Para buscar apoio na igreja, Paes trocou o uniforme tradicional de campanha — camisa azul e calça social — por um terno cinza com gravata escura. Diante de cerca de 300 pastores convocados para ouvi-lo, usou metáforas bíblicas ao criticar os adversários na disputa pelo governo do estado.

— Ao contrário de Davi, o que importa a essa gente é o rei, não o reino — atacou, antes de dizer que Ferreira é “uma das maiores referências éticas do estado”.

Depois do encontro, o pastor atravessou a rua com o candidato do PSDB ao Senado, Ronaldo Cezar Coelho, para visitar um de seus 92 comitês de campanha. Acompanhada por uma comitiva de líderes religiosos, a dupla posou para fotos diante de cartazes com a foto de Cabral.

— Estou aqui como convidado — disse o tucano.
Ronaldo informou que as placas em que aparece ao lado de Ferreira foram encomendadas pelo pastor. Amanhã, ele cederá um helicóptero para acompanhar Ferreira na caminhada com Crivella em Seropédica.

Fonte: Globo Online

Inri Cristo vai se mudar para Brasília

Figura que desperta polêmica por onde passa, o folclórico Inri Cristo, que se diz a reencarnação de Jesus Cristo, anunciou que vai se mudar para Brasília. Ele reside desde o início da década de 80 em Curitiba, onde estabeleceu a sede de sua igreja.

A maior parte dos móveis já foi transferida para Brasília, e Inri Cristo deve seguir para a capital federal nos próximos dias.

”No estatuto da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust), estava escrito que a sede seria em Brasília. Em Curitiba, era provisória. O Senhor me colocou em Curitiba, a segunda capital mais alta do Brasil, para eu passar o tempo da reprovação. Agora, vou para Brasília, que é a capital mais alta. A altitude é importante, foi pela mesma razão que eu dei o sermão na montanha”, disse Inri Cristo.

”O período em Curitiba foi necessário, inevitável. Em Lucas, capítulo 17, versículos 25 a 35, está previsto que eu seria rejeitado pela minha geração antes de ser reconhecido. Em qualquer lugar que eu esteja, ouço vozes contra mim. Por isso, o Senhor escolheu Curitiba. Foi aqui, em 2000, que o Tribunal de Justiça reconheceu minha identidade como Inri Cristo. Isso quer dizer que o meu reconhecimento está próximo. Até eu ser reconhecido pela Justiça, eu vivi no Brasil como apátrida. Meu pai disse que era necessário eu viver sem pátria, como fizeram com os judeus”, apontou.

Iuri Thais nasceu em Santa Catarina, em 1948. Ele alega que desde a infância obedece a uma voz que fala no interior de sua cabeça. Em 1969, aos 21 anos, Inri Cristo passou a se dizer profeta. Em 1979, submeteu-se a um jejum em Santiago do Chile. Inri Cristo afirma que foi nessa ocasião que Deus lhe falou que ele era a reencarnação de Jesus Cristo. Após peregrinar por vários países, em 1982 ele instituiu a Soust em Belém do Pará e estabeleceu a sede em Curitiba. Inri Cristo afirma que a ordem seria a substituta da Igreja Católica.

Em Brasília, ele irá organizar um plebiscito. ”Meu pai diz que eu devo articular um plebiscito para decidir se devo ou não falar diretamente. O povo brasileiro precisa se pronunciar. Eu sou vítima de boicote. Toda vez que falo na TV, aparece alguém para me contradizer, para me interromper. Nenhum líder conduziu seu povo sem falar com ele. Eu preciso me pronunciar sem interrupções. O povo precisa decidir se quer me ouvir”, explicou.

Inri Cristo afirmou que o plebiscito só deverá ocorrer a partir do ano que vem, depois das eleições. ”Aliás, quero deixar claro que não sou candidato a nada. Já vim ao mundo com um mandato, da parte do meu pai”, disse.

Fonte: Folha de Londrina

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