Início Site Página 3965

Especialista afirma que pastores não podem diagnosticar depressão

Nem as igrejas e nem os pastores estão preparados para diagnosticar a depressão, declarou o pastor Jorge A. León, ao questionar artigo publicado no domingo, no diário La Nación.

O artigo sustenta que capacitar religiosos, que muitas vezes são os primeiros a serem procurados por pessoas deprimidas, seria uma forma eficaz de combatê-la.

Autor de “Psicologia Pastoral para todos os cristãos” e outros 15 livros sobre o tema, León afirmou que a depressão não é um estado espiritual, mas uma doença causada por diversos fatores e que se apresenta de diferentes maneiras. Muitas vezes nem os médicos animam-se a diagnosticá-la, preferindo apoiar-se num trabalho em equipe, afirmou.

“A onipotência de alguns religiosos, ao diagnosticar, como se fossem médicos, põe em evidência sua impotência de serem capazes de interpretar as Sagradas Escrituras corretamente, ter um adequado nível de saúde mental e uma adequada formação teológica”, disse León.

Na opinião do pastor cubano, mas que reside há décadas na Argentina, o aumento de casos de depressão no mundo deve-se à situação de tensão que a humanidade vive atualmente. Ele alertou, contudo, que os fatores que contribuem para o aumento da depressão variam de um país para outro.

O especialista admitiu que a fé “pode ajudar a diminuir o nível de depressão em muitos casos”, mas a fé não é uma panacéia, assegurou. “Toda tentativa de substituir a ciência pela religião é uma tola pretensão de trasladar a história para a etapa medieval”, argumentou.

A publicação de La Nación assinala que pastores e religiosos estariam em condições de diagnosticar a depressão de seus fiéis, caso fossem previamente treinados através de programa de extensão comunitária que lhes permitissem identificá-los.

O projeto desenvolvido por equipe de psiquiatras do Centro de Educação Médica e Pesquisas Clínicas (CEMIC) busca oferecer ferramentas aos religiosos que trabalham em comunidades para que identifiquem as pessoas que possam estar deprimidas e as encaminhem para instituições adequadas de tratamento, disse ao jornal o chefe de Psiquiatria do Centro, doutor Pablo Rozic.

Rozic informou que, em meados de setembro, cerca de 40 religiosos católicos, judeus, muçulmanos e evangélicos participarão do primeiro desses programas de educação desenvolvidos pela Organização Panamericana da Saúde (OPS).

“As pessoas consultam, muitas vezes, antes o religioso do que o médico. Uma característica peculiar é que essa aproximação não é estigmatizada, diferentemente do que significa para muitas pessoas ir ao psiquiatra; ao contrário, ela tem um alto valor social”, explicou Rozic.

Fonte: ALC

Presidente da LBV lança “Evangelho do Sexo” neste sábado

O presidente da LBV (Legião da Boa Vontade), José Simões de Paiva Netto, 65, vai lançar neste dia 15 (sábado) o livro “Evangelho do Sexo” (192 pág., editora Elevação, R$ 19,90).

A obra será lançada no ginásio da Portuguesa (zona norte de São Paulo). O escritor tem mais de 3 milhões de exemplares vendidos, segundo sua assessoria.

“Evangelho do Sexo” é um ensaio que aborda “tabus e preconceitos” que rondam o tema. Netto afirma que se fundamentou no Evangelho e Apocalipse de Jesus para tratar questões como sexualidade e o casamento.

“Acho que o assunto não deve ser nenhum tabu, como o sexo também não deve servir de motivo de qualquer tipo de discriminação. Meu livro é dirigido aos heteros, aos bissexuais, aos homossexuais. Não me importa a forma de amar das pessoas, o que me importa é a sua dignidade e a dignidade como conduzem suas vidas”, diz Netto.

O livro fala sobre virgindade, anatomia e doença venérea com a pretensão de “conduzir a uma reflexão séria sobre a natureza do sexo, que não se restringe apenas à transa”.

“Evangelho do Sexo” também faz referências a estudos e artigos, publicados em revistas e jornais do país e do exterior, além de palestras de improviso do autor.

Fonte: Folha Online

Papa Bento XVI quer colocar a liturgia em ordem

O Papa Bento XVI colocará um fim nos “abusos na celebração da missa e nos enfrentamentos com os partidários da missa em latim”, declarou nesta quinta-feira um responsável do Vaticano à agência I-Media, especializada em informações sobre o Vaticano

Segundo o bispo cingalês Albert Malcom Ranjith Patabendige Don, novo secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Papa tomará medidas, já que a liturgia da Igreja Católica é, em várias ocasiões, um “escândalo”.

O religioso, nomeado por Bento XVI, denunciou certos “abusos” na aplicação das reformas da liturgia adotadas depois do Concílio Vaticano II, há 40 anos. Estas reformas, entre elas o abandono da chamada missa “tridentina” (celebrada em latim e na qual sacerdote dá as costas aos fiéis), “não deu os resultados esperados”, segundo Monsenhor Ranjith.

As reformas não foram aceitas em momento algum pela corrente católica tradicionalista organizada em torno do bispo francês Marcel Lefebvre, já falecido.

O Papa Bento XVI, que recebeu no verão passado o líder dos lefebvristas, Monsenhor Bernard Fellay, colocou como objetivo fazê-los retornar ao seio da Igreja Católica.

Segundo Monseñor Ranjith, Bento XVI “tomará medidas para nos indicar a seriedade com a qual devemos celebrar a missa”.

O bispo cingalês declarou que o Vaticano recebe “todos os dias (…) inúmeras cartas, nas quais as pessoas lamentam os numerosos abusos: sacerdotes que fazem o que querem, bispos que se desentendem ou que justificam o que fazem os sacerdotes em nome da ‘renovação’ (…) ao final, a pessoas vão à missa tridentina e nossas igrejas se esvaziam”.

No entanto, “a missa tridentina não pertence aos Lefebvristas”, destacou Monsenhor Ranjith, acrescentando que já está na hora de “acabar com os conflitos”.

Fonte: AFP

Ajuda alimentar a Angola pode parar por falta de dinheiro

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou que, se não receber novas doações para financiar seus programas de assistência, vai ser obrigado a encerrar suas operações humanitárias em Angola no final de agosto.

A iniciativa de assistência do PMA em Angola – orçada em US$ 88 milhões (o equivalente a cerca de R$ 192 milhões) – começou a ser aplicada em abril e teria duração de três anos. No entanto, só para distribuir as 7,7 toneladas de alimentos que estão previstas até o final deste ano, faltam mais de US$ 12,6 milhões (R$ 25 milhões) à agência da ONU.

A ajuda alimentar do PMA chega, atualmente, a 700 mil angolanos – em sua maioria, crianças do ensino primário, mulheres grávidas e lactantes, doentes de Aids e tuberculose e refugiados que retornaram ao país – de um total de 900 mil que vivem em situação de insegurança alimentar.

De acordo com o responsável pelas operações da agência no país, Sonsoles Ruedas, “o apoio da comunidade doadora diminuiu de forma alarmante”. Dados mostram que, até agora, apenas foram recebidas contribuições dos EUA (US$ 3,5 milhões), da França (US$ 3,5 milhões), de Angola (US$ 1,9 milhões), do Canadá (US$ 439 mil), da Itália (US$ 319 mil), de Portugal (US$ 118 mil) e da Irlanda (US$ 56 mil).

Fonte: Lusa

Amy Grant lança primeiro CD/DVD ao vivo após 25 anos

Depois de vender mais de 25 milhões de cd’s no mundo inteiro, ganhar inúmeros prêmios Grammy (o Oscar da música americana) e outros incontáveis marcos na carreira, Amy Grant estará lançando seu primeiro CD e DVD ao vivo em 25 anos, intitulado “TIME AGAIN…AMY GRANT LIVE”, no dia 26 de setembro.

Antecipando este lançamento e celebração de sua ilustre carreira, Amy Grant será honrada com uma Estrela na “Calçada da Fama” de Hollywood no dia 19 de setembro. Ela será a primeira artista com raízes na Música Cristã Contemporânea a receber esta homenagem (Al Green,com seu estilo Urban/Gospel, também já recebeu uma Estrela na “Calçada da Fama”)

Sucedendo o álbum “Rock of Ages…Hymns of Faith,” vencedor do Grammy, “TIME AGAIN…AMY GRANT LIVE” traça uma retrospectiva de uma vida inteira cheia de grandes sucessos durante os 30 anos de carreira de Amy Grant.

Filmado e gravado ao vivo no Bass Hall, em Worth, cidade no Missouri; distrito na Georgia (EUA) – a cidade de sua primeira apresentação – Amy Grant convida os expectadores para dentro de sua “sala de estar”, inclusive levando uma poltrona e um quadro de sua própria casa, como parte do cenário para o DVD.

“Eu sinto que este projeto está marcado por um antigo relacionamento entre cantora/compositora e seu público, e eu acho que você sente isso”, observa Amy Grant.”É um relacionamento de qualidade única entre um artista e seu público que se desenvolve por décadas, não é sequer sobre uma canção em especial, é sobre uma familiaridade com algo que tem sido uma parte de sua vida por muito tempo. Este é o motivo de toda esta ênfase em tudo desde a montagem do palco, a forma que fizemos as músicas, as nossas brincadeiras, foi o ponto-auge desta familiaridade, relacionamento e amizade – o compartilhar experiências.”

O projeto traz músicas dos últimos 25 anos de carreira de Amy Grant e inclui: “Lead Me On,” “Good For Me,” “Stay For A While,” “Simple Things,” “Saved By Love,” “Out In The Open,” “In A Little While,” “Thy Word,” “Father’s Eyes,” El Shaddai,” “Oh How The Years Go By,” “Baby Baby,” “Eye To Eye,” “Ask Me,” “After The Fire,” “Carry You,” “Believe,” “Every Heartbeat” and “If These Walls Could Speak.” O CD adicional traz uma nova gravação em estúdio de “In A Little While” e o material bônus do DVD inclui os bastidores,making-of das cenas, descrição de cada música, café da manhã com o fã clube de Amy Grant, e muito mais.

Biografia

Amy Grant é uma verdadeira filha de Nashiville, ela nasceu em Augusta, Geórgia, durante residência médica de seu pai. Ela ainda era um bebê quando a família retornou a Nashiville. A mais jovem de quatro filhas, Amy e as irmãs (Mimi, Kathy e Carol) cresceram em uma casa com lealdade familiar forte e de fé religiosa fervente. Na igreja, ela aprendeu os hinos e histórias que inspirariam a vida e a música dela.

Como uma história de Hollywood, a entrada de Amy Grant na música, começou enquanto ela trabalhava meio expediente varrendo chão e desmagnetizando fitas em um estúdio em Nashiville. O amigo dela,o produtor, Brown Bannister, permitiu que ela gravasse uma fita de suas canções que ela queria dar para sua família.

O produtor da Word Records ouviu as músicas e disse ter achado um talento novo dentro de Nashville. Ele tocou a fita no telefone para os executivos da gravadora ouvirem. O contrato dela foi quase que imediatamente assinado aos dezessete anos de idade.

Em1978 ela lançou seu primeiro álbum intitulado “Amy Grant”, e depois não parou mais. Foi um sucesso atrás do outro, e até hoje é assim.

No final da década de 90 a vida de Amy Grant ficou meio conturbada. Foi anunciada sua separação do cantor e compositor Gary Chapman com quem esteve casada desde 1982 e tiveram três filhos. Diante disso, surgiram boatos de que ela teria se afastado do Evangelho e que não gravaria mais músicas cristãs.

Tudo superado, em 2000 Amy Grant casou-se com também cantor e compositor Vince Gill e uma no depois tiveram uma filha, a Corrina.

Com diversos prêmios Grammy e Dove (o troféu aos melhores da música cristã americana), Amy Grant, um dos maioresnome das música cristã no mundo, agora se prepara para marcar, de vez, sua carreira lançando seu CD e DVD ao vivo em setembro.

Discografia

Nacida no dia 25 de novembro de 1960 em Augusta, Geórgia, Amy Grant lançou seu primeiro disco auto-intitulado em 1978, depois vieram: My Father’s Eyes; Never Alone; In Concert; Age to Age; A Christmas Álbum; Straight Ahead; Unguarded; The Collection; Lead Me On; Heart In Motion; Home For Christmas; House of Love; Behind The Eyes; A Christmas To Remember; Legacy… Hymns & Faith; Simple Things; Greatest Hits 1986 – 2004; Rock of Ages…Hymns & Faith; Hymns For The Journey.

Fonte: Site oficial de Amy Grant (www.amygrant.com)

Evangélicos marcham pela abolição da Concordata com o Vaticano

Portando exemplares da Bíblia nas mãos e entoando cânticos religiosos, dezenas de evangélicos marcharam, na terça-feira, na frente da sede da Suprema Corte de Justiça para pedir o fim da concordata vigente entre a Igreja Católica e o Estado dominicano, assinada na era do ditador Rafael Leonidas Trujillo, há mais de 50 anos.

“Não é uma guerra contra a Igreja Católica, o que buscamos é igualdade entre as diferentes manifestações religiosas”, disse o presidente da Coordenadoria Nacional de Igrejas Evangélicas, Domingo Paulino Moya, aos jornalistas.

Diferentes organizações cristãs apresentaram ação de inconstitucionalidade da Lei da Concordata perante a Suprema Corte de Justiça, argumentando que ela viola a Carta Política do país e é “ilegal”.

A concordata foi firmada entre o Vaticano e o Estado dominicano em 1954, período da ditadura de Rafael Leónidas Trujillo (1930-1961), com o objetivo de garantir recursos para a Igreja Católica e reconhecê-la como religião oficial do país.

Os evangélicos protestaram por causa do tratamento discriminatório contra as igrejas não-católicas, que não contam com o apoio do Estado, advertiram os participantes da mobilização.

Moya explicou que a concordata é o motivo pelo qual os governos, desde 1954, destinarem recursos somente aos templos católicos. Ele disse que o Estado investiu na construção de”luxuosos templos, doou recursos e apoiou obras sociais católicas.

A marcha desta terça-feira foi o primeiro passo de uma série de medidas que serão adotadas pelos evangélicos dominicanos para demandar a abolição da concordata e repudiar as pretensões de permitir o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, indicou o porta-voz evangélico.

A Suprema Corte deverá pronunciar-se nos prazos legais a respeito do tema, mas antes terá de considerar que se trata de uma questão sensível, porque o acordo é defendido pela influente Igreja Católica dominicana, disse uma fonte.

Fonte: ALC

Vaticano lucra US$ 12 milhões em 2005, melhor saldo em 8 anos

O Vaticano fechou seu balanço de 2005 com um lucro de € 9,7 milhões (US$ 12,3 milhões), o que está sendo considerado o valor mais significativo dos últimos oito anos, devido ao “bom andamento das atividades financeiras”, segundo o cardeal Sergio Sebastiani, presidente da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé.

Esse resultado foi qualificado por Sebastiani como uma “boa notícia”. Em entrevista coletiva, o cardeal explicou que esse lucro é uma melhora de € 6,6 milhões (US$ 8,38 milhões) se comparado com o resultado do balanço de 2004.

O relatório mostra que o Vaticano gastou cerca de € 7 milhões (US$ 8,9 milhões) com o processo de transição entre a morte do papa João Paulo II e a reunião do Conclave para a escolha de seu sucessor, Bento XVI.

O importante capítulo de atividades institucionais —que inclui os dicastérios da Cúria romana, a Secretaria de Estado e o Sínodo de Bispos— fechou com um déficit de € 36,9 milhões (US$ 46,9 milhões). Em 2004, as perdas foram de € 23,2 milhões (US$ 29,5 milhões).

As doações, procedentes das conferências episcopais, dioceses, institutos religiosos e outras entidades, geraram uma receita de € 73,9 milhões (US$ 93,9 milhões). No ano anterior, a renda foi de € 73,3 milhões (US$ 93 milhões).

Os custos em 2005 com conferências episcopais, dioceses, institutos religiosos e outras entidades também cresceram, para € 121,6 milhões (US$ 154,4 milhões), mais do que os € 101,6 milhões (US$ 129 milhões) em 2004. “[O aumento] está relacionado, sobretudo, com os custos de pessoal”, acrescenta o relatório.

Além disso, os custos de “manutenção e consertos” aumentaram para € 10,5 milhões (US$ 13,3 milhões), devido às despesas para diversas obras nos edifícios do Santo Ofício e nos na Praça de Espanha em Roma.

O capítulo de atividades financeiras, que inclui as da seção extraordinária da Administração do Patrimônio da Sede Apostólica, fechou 2005 com um lucro de € 43,3 milhões (US$ 54,9 milhões), em relação aos € 6,1 milhões (US$ 7,7 milhões) de 2004.

“[O resultado] pode ser atribuído à melhora na situação dos mercados financeiros, registrada ao longo de 2005”, indica o relatório.

Desta forma, houve uma perda líquida próxima a € 11 milhões em 2004, devido às oscilações das divisas. Em 2005, obteve-se lucro líquido de € 21,7 milhões (US$ 27,6 milhões).

O setor imobiliário do Vaticano terminou 2005 com um resultado líquido de € 22,2 milhões (US$ 28,2 milhões), enquanto, em 2004, o valor foi de quase € 24,9 milhões (US$ 31,6 milhões).

O relatório explica que a queda em 2005 se deve às vendas de imóveis em 2004, que geraram um acréscimo de seis milhões de euros.

No ano passado, o valor só chegou a € 1,3 milhão (US$ 1,65 milhão).

O setor de mídia gerou um déficit líquido de € 11,8 milhões (US$ 14,9 milhões). O resultado se deve em maior parte ao resultado negativo da Rádio Vaticano e do jornal “L’Osservatore Romano”.

A Rádio Vaticano terminou 2005 com um prejuízo de € 23,5 milhões (US$ 29,8 milhões) —a emissora não tem receita de publicidade. O déficit do jornal foi de € 4,6 milhões (US$ 5,8 milhões).

No entanto, a Tipografia Vaticana fechou o ano financeiro com um lucro de € 653 mil (US$ 829 mil) e o do Centro Televisivo Vaticano foi de € 650 mil (US$ 825 mil), ambos com um aumento frente ao ano passado.

Além disso, a editora do Vaticano fechou 2005 com um resultado líquido de € 934 mil (US$ 1,19 milhão) e um aumento de € 3,8 milhões (US$ 4,9 milhões) em seu volume de atividade.

O governo que administra a Cidade do Vaticano (Governatorato) obteve um resultado positivo de € 29,6 milhões (US$ 37,6 milhões) no ano passado.

Em 2005, o chamado Óbolo de São Pedro, formado pelas doações recebidas pelo papa destinadas a obras de caridade, foi de US$ 59,4 milhões de dólares, um aumento de 14,95%.

Fonte: EFE

Educação religiosa incendeia debates na Bolívia

A temática religiosa e o impacto da Igreja Católica nas escolas promete estimular os debates do Congresso Nacional de Educação, que tiveram início ontem, em Sucre, em meio a versões contraditórias sobre o futuro da educação religiosa na Bolívia.

Segundo artigo publicado na segunda-feira, em La Razón, nem a declaração do presidente Evo Morales de seguir o catolicismo, ou as declarações do vice-presidente, Álvaro García Linera, quanto ao respeito à religiosidade, ou o anúncio do ministro da Educação, Félix Patzi, de que o ensino da religião será opcional, aplacaram o debate sobre a educação leiga proposta pelo governo e a Igreja Católica.

Embora o propósito do congresso seja desenhar a política educacional que substituirá a reforma no país, seus 700 participantes preparam-se para abordar o tema da educação religiosa como um dos eixos centrais das discussões.

A Igreja Católica boliviana sustenta que tanto os pais quanto os próprios educadores “têm o direito de buscarem para si uma educação religiosa de acordo com sua consciência e crença religiosa”. Ela pediu ao Estado, em documento, que garanta “o exercício dos direitos invioláveis do homem, como a liberdade religiosa”.

O Executivo, através do ministro Patzi, prefere deixar a decisão nas mãos do Congresso Nacional de Educação, e espera que, pela primeira vez na história da Bolívia, se incluam os critérios dos setores tradicionalmente ignorados pelo Estado.

Patzi, um jovem sociólogo de origem aymara, pronunciou-se contrário ao que denominou de “monopólio” da Igreja Católica na educação religiosa e disse que a única coisa que faz é “doutrinar”.

O ministro assegurou que não permitirá que essa situação continue e anunciou que tanto no sistema público como nos colégios religiosos será proibido o ensino da catequese, como ocorre na atualidade.

Patzi afirmou que o ensino da religião “não serve”, e propôs substitui-lo por uma disciplina de história das religiões, “aconfessional, sem compromisso do professor e do aluno”.

O sacerdote Sebastián Obermaier, conhecido por seu trabalho social na Bolívia, liderou, na sexta-feira, marcha pelo centro de La Paz em protesto aos planos de Patzi. Ele pediu a renúncia do ministro, acusando-o de pretender destruir a fé do povo boliviano, majoritariamente católico.

Representantes de 26 organizações vinculadas ao governo participam do Congresso Nacional de Educação, que deve emitir projeto de lei de reforma da educação para ser encaminhado ao Congresso da República.

Fonte: ALC

Igreja Católica da Venezuela preocupada com a militarização do país

Líderes da Igreja Católica expressaram preocupação nesta quarta-feira com a militarização na sociedade venezuelana e o que definiram como a perseguição de oponentes pelo regime do presidente Hugo Chávez.

“A Venezuela presencia com assombro e desaprovação a promoção de um ambiente belicista e a militarização de nossa sociedade, incluindo a criação de milícias civis”, disse o bispo Ovidio Perez. A afirmação é parte de um documento que assinala as preocupações da Conferência dos Bispos Venezuelanos, realizada nesta quarta-feira.

A Conferência dos bispos também condenou a “suposta perseguição e discriminação por discrepâncias ideológicas”, incluindo a prisão de oponentes por “atividades ligadas a suas posições políticas”.

Chávez constantemente pede aos venezuelanos que se preparem para uma possível invasão americana e armou grupo civis que são treinados por conselheiros militares para um batalha de guerrilha.

Críticos argumentam que a meta real das milícias, que agregam centenas de partidários de Chávez, é criar meios de sufocar dissidente internos.

O presidente venezuelano e a Igreja Católica do país têm um relacionamento abalado. O líder de esquerda diz que quer ter boas relações com os líderes católicos, que definiram sua liderança no passado como um “tumor”.

Fonte: Estadão

Metodistas elegem novo Colégio Episcopal

O 18° Concílio Geral da Igreja Metodista do Brasil, reunido de 10 a 16 de julho na cidade de Aracruz, no Espírito Santo, aprovou, por 108 votos a favor e seis contra, a proposta do Colégio Episcopal de mantê-lo com oito bispos, que foram eleitos ontem.

Os oito bispos do novo Colégio Episcopal são: Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, João Carlos Lopes, Adolfo Evaristo de Souza, Luiz Vergílio Batista da Silva, Adriel de Souza Maia, Roberto Alves de Souza, Adonias Pereira do Lago e Marisa de Freitas Ferreira Coutinho.

O bispo emérito Nelson Luiz Campos Leite lembrou, após a escolha dos novos bispos, que as eleições episcopais devem transcorrer sem discussões. “Espero que este seja o último Concílio feito neste estilo, porque isso é uma hipocrisia. As decisões têm que ocorrer de forma aberta e transparente”, disse, reportando-se aos acordos prévios feitos para a eleição.

Os delegados e delegadas metodistas não estão no Concílio para promover disputas das tendências na igreja, entre carismáticos, tradicionais, acadêmicos, ecumênicos ou outras correntes, admoestou Campos Leite. “Estamos aqui em nome do Evangelho do Reino. Sabendo que a Igreja tem diversidades, temos que respeitar as diferenças, pois a divisão é pecado”, frisou. Ele conclamou a igreja a apoiar o Colégio Episcopal eleito.

Na abertura do Concílio, dia 10, o Colégio Episcopal dirigiu mensagem aos conciliares pedindo uma atitude de quebrantamento e arrependimento pelos diferentes pecados na igreja. Entre esses pecados, a carta pastoral menciona a estreiteza missionária, a desunião, a indisciplina pessoal e comunitária, a rendição à sedução do mercado, a tentativa de aprisionamento do Espírito aos “nossos conceitos e preconceitos”.

A carta incita à superação do “espírito presente na sociedade de mercado e de consumo”, que incentiva a competitividade, a luta pelo espaço e lugar de poder, a “supremacia do mais forte e belo, e o desprezo e marginalização dos que ficam pelo caminho”.

Os 131 delegados e delegadas com direito a voto aprovaram o relatório financeiro da Igreja levado ao Concílio. Os números mostram saúde financeira da instituição.

Para testar o sistema eletrônico no Concílio, foi realizado um teste, colocando em votação se o técnico da seleção brasileira de futebol, Carlos Alberto Parreira, deverá ser mantido no cargo. O resultado não surpreendeu: 120 votaram pela demissão de Parreira, sete pela sua manutenção e quatro se abstiveram.

Fonte: ALC

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-