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Mel Gibson pede desculpas a judeus e nega ser anti-semita

Mel GibsonO ator Mel Gibson, 50, divulgou nesta terça-feira um novo comunicado no qual pede desculpas aos judeus por suas declarações anti-semitas. O ator foi preso na última sexta-feira por dirigir embriagado em Malibu, Califórnia. Durante a prisão, ele agrediu verbalmente os policiais.

“Os judeus são responsáveis por todas as guerras do mundo”, teria sido uma das frases ditas pelo ator e diretor, após se referir aos policiais (incluindo um delegado judeu) como “judeus de merda”. O delegado James Mee afirmou à àgência de notícias Associated Pres que não levou a sério os comentários que o ator fez logo após ser preso.

Gibson foi detido por dirigir a 140 km/h, 75 km/h acima da velocidade máxima permitida na estrada de Malibu. Segundo a polícia, o nível de álcool no sangue dele no momento da detenção era de 0,12%, quando o limite legal é de 0,08%. No carro do ator, um Lexus LS, foi encontrada uma garrafa de tequila. Gibson foi liberado logo em seguida após pagamento de uma fiança de US$ 5 mil.

O episódio reacendeu as críticas feitas ao ator quando dirigiu “A Paixão de Cristo” (2004), filme que descreve as últimas horas da vida de Jesus Cristo. Ele foi acusado de anti-semitismo ao incriminar os judeus pela sua morte.

“Não há desculpas e não deveria haver tolerância para ninguém que pensa ou expressa qualquer tipo de comentário anti-semita. Quero me desculpar espeficicamente com todos da comunidade judaica pelas palavras sarcásticas e danosas que eu disse a um oficial da polícia na noite em que fui preso”, diz o ator em nota oficial divulgada hoje.

Gibson afirma ser uma pessoa pública e que, quando diz algo, mesmo em um “momento de insanidade”, suas palavras ganham um peso maior na mídia. “Devo assumir a responsabilidade por minhas palavras e pedir desculpas diretamente àqueles que ficaram magoados e ofendidos por essas palavras”, ressaltou o ator.

“Todo ser humano é um filho de Deus, e se eu desejo honrar meu Deus, tenho de honrar seus filhos”, continuou. “Por favor, saibam, do meu coração, que não sou anti-semita. Não sou invejoso. Qualquer tipo de ódio vai contra a minha fé. […] Não estou apenas pedindo perdão. Gostaria de dar um passo além e encontrar os líderes da comunidade judaica, com quem poderei ter uma conversa cara a cara para encontrarmos o caminho apropriado para uma resolução.”

No comunicado, Gibson comentou ainda seu ingresso em um programa de reabilitação para tratar-se do alcoolismo. “Percebo agora que não posso fazer isso sozinho”, disse o ator, que pediu a ajuda da comunidade judaica para o seu restabelecimento. “Sei que haverá muitos na comunidade que não irão querer nada comigo, e é compreensível. Mas rezo para que as portas não estejam fechadas para sempre.”

O ator finalizou o comunicado dizendo que suas palavras não têm relação apenas com o episódio da prisão. “Isso não diz respeito a um filme nem a uma licença artística. Isso diz respeito à vida real e ao reconhecimento das conseqüências dolorosas que as palavras podem ter. É sobre conviver em harmonia em um mundo que parece ter ficado louco”, considerou Gibson.

Reações

A Liga dos Estados Unidos Contra a Difamação declarou que o pedido de desculpas é insuficiente, e quer que Gibson seja gravemente punido. “Parece que a combinação de bebida e a prisão revelou seu verdadeiro caráter”, disse Abraham H. Foxman, diretor da Liga Contra a Difamação, à Associated Press. “O único jeito de combater intolerantes é estabelecer um preço para a intolerância”, continuou.

Nesta terça, a rede de televisão ABC cancelou uma minissérie sobre o holocausto que seria produzida junto com o ator e sua produtora, a Icon Productions. A informação foi divulgada pela emissora em um breve comunicado.

“Já se passaram dois anos e ainda não vimos o primeiro rascunho ou roteiro, por isso decidimos não levar adiante o projeto com a Icon”, disse a ABC,que não comentou a prisão de Mel Gibson na última sexta-feira e o fato dele ter proferido frases anti-semitas.

A minissérie da ABC seria baseada em um livro de memórias sobre um judeu holandês durante a Segunda Guerra Mundial.

Líder judeu aceita perdão de Gibson, mas Hollywood mantém crítica

Um influente dirigente da comunidade judaica americana, Abraham H. Foxman, aceitou o novo perdão do astro Mel Gibson pelas declarações anti-semitas feitas pelo ator na sexta-feira.

Foxman havia rejeitado o primeiro pedido de desculpas de Gibson, que foi detido ao dirigir alcoolizado em Malibu, nos EUA. Executivos de Hollywood, porém, preferiram continuar censurando a atitude do ator e diretor.

“Esta é a desculpa que esperávamos e que pedimos. Comemoramos que Mel Gibson finalmente tenha assumido o fato de que deu declarações anti-semitas, e suas desculpas parecem sinceras”, disse Foxman.

“Não existe nenhuma desculpa, nem deve existir qualquer tipo de tolerância para alguém que pensa ou expressa qualquer tipo de afirmação anti-semita. Quero pedir perdão a todos na comunidade judaica pelas palavras ácidas e prejudiciais que eu disse a um oficial da polícia”, admitiu mais cedo o ator em um comunicado enviado pelo porta-voz.

Foxman se mostrou aberto a ter uma ponte de diálogo com Gibson, como solicitou o astro em seu pedido de desculpas.

O dirigente havia rejeitado as desculpas anteriores do ator, apresentadas no sábado, nas quais ele não mencionou as declarações anti-semitas, machistas e irônicas que fez no momento de sua prisão, na sexta-feira, e que foram divulgadas pelo site especializado na vida das celebridades “tmz.com”.

“Os judeus são responsáveis por todas as guerras do mundo”, teria dito Gibson, segundo o site, que noticiou a prisão em primeira mão. De acordo com a fonte, o ator e diretor ainda teria dito “judeus de merda” para se referir a um policial após ter sido detido por dirigir embriagado.

Hollywood

Segundo especialistas em mídia, embora o público seja condescendente com o ator, o mesmo não ocorrerá com a indústria do entretenimento, “onde trabalham muitos judeus”.

Como primeira sanção, a importante emissora ABC anunciou em um comunicado o cancelamento de uma minissérie sobre o Holocausto que estava sendo preparada pela produtora de Gibson, a Icon Productions, embora nem o comunicado, nem os porta-vozes do ator mencionem a polêmica.

“Considerando que levamos quase dois anos (trabalhando) e que ainda veremos o primeiro esboço do roteiro, decidimos não continuar mais este projeto com a (produtora) Icon”, informou a ABC em um comunicado.

Para dezembro está prevista a estréia de um filme sob direção de Gibson, “Apocalyto”, fita de grande orçamento rodada no México e cuja distribuição ficará a cargo da Disney, mas ainda está em aberto saber se este incidente não comprometerá seus planos.

Vários executivos de Hollywood fizeram duras críticas na imprensa local contra a atitude do ator.

“Fazer todo o dinheiro com os judeus de Hollywood e depois dizer após alguns poucos drinques que se tem ódio dos judeus é chocante. Se não gosta dos judeus, não trabalhe com eles”, declarou ao jornal Los Angeles Times o israelense Arnon Milchan, produtor do filme “Sr. e Sra. Smith”, com Brad Pitt e Angelina Jolie.

Rejeitando o pedido de desculpas de Gibson, Milchan acrescentou: “é como jogar uma bomba nuclear e dizer: ‘Não sabia o dano que causaria, lamento de verdade'”.

A alta executiva da Sony Pictures, Amy Pascal, disse por sua vez que “é incrivelmente surpreendente que alguém de sua posição se expresse desta forma, especialmente em um momento sensível”.

Este não é o primeiro incidente entre a comunidade judaica e Gibson, considerada uma das pessoas mais influentes e requisitadas de Hollywood.

Há dois anos, o ator já havia sido criticado por seu filme, “A Paixão de Cristo”, que conta as últimas horas de vida de Jesus segundo uma interpretação literal da Bíblia. A fita, que rendeu a Gibson 611 milhões de dólares de bilheteria, gerou protestos por referências consideradas anti-semitas.

Fonte: Folha Online

EUA ordenam mulheres sacerdotisas, contrariando o Vaticano

Oito mulheres americanas católicas foram ordenadas sacerdotisas e quatro diaconisas nesta segunda-feira em Pittsburgh (Pensilvânia, leste), anunciou nesta terça-feira a Conferência para a Ordenação das Mulheres, organização que milita há 30 anos contra o repúdio do Vaticano pelo sacerdócio feminino.

A cerimônia, presidida por três bispas, foi celebrada no fim da tarde de segunda-feira em um barco, segundo uma tradição estabelecida após as primeiras ordenações deste tipo, em 2002.

O barco simboliza para os organizadores a fragilidade de sua posição na Igreja Católica, mas além disso permite aos celebrantes agir fora da jurisdição de uma diocese.

“Temos uma estrutura hierárquica dominada pelos homens e eles conhecem apenas uma forma de ser sacerdotes. Devemos realmente renovar a Igreja e voltar aos primeiros tempos, quando Jesus considerava as mulheres parceiras e iguais”, explicou à CNN Bridget Mary Meehan, uma das ordenadas na segunda-feira, antes da cerimônia.

As primeiras mulheres ordenadas em 2002 foram solenemente excomungadas, mas desde então o Vaticano se manteve mais discreto, com as autoridades eclesiásticas contentando-se em repetir que as ordenações de mulheres não têm valor.

No total, cerca de 30 mulheres católicas entre casadas, divorciadas ou religiosas foram ordenadas sacerdotisas. Quatro se tornaram bispas. Várias dezenas de candidatas fazem cursos de formação em todo o mundo.

Embora as Igrejas Católica e Ortodoxa rejeitem a ordenação de mulheres, a Igreja Anglicana aceita mulheres entre seus sacerdotes. A maioria das igrejas protestantes tem mulheres pastoras e às vezes bispas. Entre os judeus liberais há mulheres rabinas, mas não há registro de mulheres imames entre os muçulmanos.

Fonte: AFP

No RJ, Paes vai disputar votos de evangélicos com Crivella

Um pastor evangélico de 74 anos, estatura baixa e fala mansa tornou-se o sonho de consumo dos candidatos à sucessão de Rosinha Garotinho. O alagoano Manoel Ferreira nunca ocupou cargos públicos, mas preside a Convenção Nacional das Assembléias de Deus – que reúne, segundo ele, 5.445 igrejas e 298 mil fiéis no estado.

Ontem de manhã, o tucano Eduardo Paes visitou o templo de Madureira em busca de apoio do religioso, candidato a deputado federal pelo PTB. Criticou o peemedebista Sérgio Cabral, aliado do partido de Ferreira, e saiu com uma promessa de voto.

— Ele é o candidato mais preparado para o cargo — disse o pastor.

Apesar do elogio, Ferreira participará de caminhada amanhã com Marcelo Crivella, candidato a governador pelo PRB e bispo da Igreja Universal. O pastor — que recebeu 1,78 milhão de votos ao Senado em 2002 e concorreu a vice-prefeito do Rio na eleição seguinte, ao lado de Luiz Paulo Conde — disse não se sentir constrangido por trair a aliança com Cabral.

— Trabalho com meu segmento, que é independente do partido — justificou o líder da Assembléia de Deus, que desde 2004 já passou pelo PP e pelo PDT.

Para o antropólogo Flávio Conrado, do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), os encontros com pastores evangélicos são uma ferramenta valiosa para conquistar eleitores no estado:

— Esses líderes funcionam como formadores de opinião. Isso não significa que todos os fiéis vão votar em seus candidatos, mas é uma influência poderosa.

Para buscar apoio na igreja, Paes trocou o uniforme tradicional de campanha — camisa azul e calça social — por um terno cinza com gravata escura. Diante de cerca de 300 pastores convocados para ouvi-lo, usou metáforas bíblicas ao criticar os adversários na disputa pelo governo do estado.

— Ao contrário de Davi, o que importa a essa gente é o rei, não o reino — atacou, antes de dizer que Ferreira é “uma das maiores referências éticas do estado”.

Depois do encontro, o pastor atravessou a rua com o candidato do PSDB ao Senado, Ronaldo Cezar Coelho, para visitar um de seus 92 comitês de campanha. Acompanhada por uma comitiva de líderes religiosos, a dupla posou para fotos diante de cartazes com a foto de Cabral.

— Estou aqui como convidado — disse o tucano.
Ronaldo informou que as placas em que aparece ao lado de Ferreira foram encomendadas pelo pastor. Amanhã, ele cederá um helicóptero para acompanhar Ferreira na caminhada com Crivella em Seropédica.

Fonte: Globo Online

Inri Cristo vai se mudar para Brasília

Figura que desperta polêmica por onde passa, o folclórico Inri Cristo, que se diz a reencarnação de Jesus Cristo, anunciou que vai se mudar para Brasília. Ele reside desde o início da década de 80 em Curitiba, onde estabeleceu a sede de sua igreja.

A maior parte dos móveis já foi transferida para Brasília, e Inri Cristo deve seguir para a capital federal nos próximos dias.

”No estatuto da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust), estava escrito que a sede seria em Brasília. Em Curitiba, era provisória. O Senhor me colocou em Curitiba, a segunda capital mais alta do Brasil, para eu passar o tempo da reprovação. Agora, vou para Brasília, que é a capital mais alta. A altitude é importante, foi pela mesma razão que eu dei o sermão na montanha”, disse Inri Cristo.

”O período em Curitiba foi necessário, inevitável. Em Lucas, capítulo 17, versículos 25 a 35, está previsto que eu seria rejeitado pela minha geração antes de ser reconhecido. Em qualquer lugar que eu esteja, ouço vozes contra mim. Por isso, o Senhor escolheu Curitiba. Foi aqui, em 2000, que o Tribunal de Justiça reconheceu minha identidade como Inri Cristo. Isso quer dizer que o meu reconhecimento está próximo. Até eu ser reconhecido pela Justiça, eu vivi no Brasil como apátrida. Meu pai disse que era necessário eu viver sem pátria, como fizeram com os judeus”, apontou.

Iuri Thais nasceu em Santa Catarina, em 1948. Ele alega que desde a infância obedece a uma voz que fala no interior de sua cabeça. Em 1969, aos 21 anos, Inri Cristo passou a se dizer profeta. Em 1979, submeteu-se a um jejum em Santiago do Chile. Inri Cristo afirma que foi nessa ocasião que Deus lhe falou que ele era a reencarnação de Jesus Cristo. Após peregrinar por vários países, em 1982 ele instituiu a Soust em Belém do Pará e estabeleceu a sede em Curitiba. Inri Cristo afirma que a ordem seria a substituta da Igreja Católica.

Em Brasília, ele irá organizar um plebiscito. ”Meu pai diz que eu devo articular um plebiscito para decidir se devo ou não falar diretamente. O povo brasileiro precisa se pronunciar. Eu sou vítima de boicote. Toda vez que falo na TV, aparece alguém para me contradizer, para me interromper. Nenhum líder conduziu seu povo sem falar com ele. Eu preciso me pronunciar sem interrupções. O povo precisa decidir se quer me ouvir”, explicou.

Inri Cristo afirmou que o plebiscito só deverá ocorrer a partir do ano que vem, depois das eleições. ”Aliás, quero deixar claro que não sou candidato a nada. Já vim ao mundo com um mandato, da parte do meu pai”, disse.

Fonte: Folha de Londrina

Justiça proíbe doação de área para templos religiosos

Mais de 46 mil metros quadrados de área voltam ao domínio público. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça (TJDFT) julgou o mérito de uma ação de inconstitucionalidade argüida pelo ex-governador Joaquim Roriz, suspendendo definitivamente duas leis complementares que doavam terrenos a entidades civis e religiosas em Brasília.

A extensão do menor lote era de 680 metros quadrados, o maior chegava a 30 mil metros quadrados. “Os projetos de lei de autoria de deputados distritais deveriam ter sido elaborados pelo chefe do Poder Executivo local, já que a matéria é de iniciatica privativa”, afirmam os desembargadores, na decisão.

As doações previstas na Lei Complementar (LC) 534/2002 beneficiava a Igreja Batista Ebenezer, em Taguatinga, a Adventista Central Brasília de Educação e Assistência Social, em Águas Claras, a Convenção Nacional de Igrejas Evangélicas Independentes do Brasil com dois lotes em Ceilândia, o Ministério Fé e Louvor, também em Ceilândia, a Igreja Católica Ortodoxa Siriana, em Taguatinga, a Igreja Adventista do 7º Dia e a Igreja Batista da Graça, ambas em Taguatinga, além da Igreja Evangélica Deus Vivo. Já a LC 540/2002 previa a doação de lote situado em Ceilândia à Grande Loja Maçônica de Brasília.

Fonte: ComuniWeb

Igreja da Promessa fechará caso não apresente alvará

A Prefeitura de Santo André informou que notificará a Igreja Internacional da Promessa, que funciona de maneira irregular há quatro anos na rua Carlos de Campos, no Centro, a apresentar o alvará de funcionamento do salão comercial que ocupa em até oito dias.

Se não apresentar o documento, a igreja fecha, de acordo com a administração municipal. Segunda-feira, após a publicação de diversas denúncias de charlatanismo contra a entidade na edição de domingo do Diário do Grande ABC e no portal FolhaGospel, o esquema de atendimento aos fiéis havia mudado. Não há mais a cobrança de ‘contribuições voluntárias’ e nem mesmo consultas espirituais com bispos. Apenas orações.

Na semana passada, um bispo da igreja cobrou R$ 500 para retirar uma entidade da casa do repórter, que havia contado uma falsa história, na qual relatava vários problemas familiares. Antes disso, uma vítima chegou a perder quase R$ 50 mil e outra, cerca de R$ 25 mil.

Segunda-feira, a vizinhança havia tomado conhecimento das práticas de charlatanismo da igreja por meio da reportagem publicada domingo. “Essa era a única igreja que eu conhecia que não tinha um horário certo para missa ou culto. Era um entra e sai de vez em quando, e só”, disse um comerciante vizinho à igreja. Ele lembrou que, mesmo nos horários marcados para o culto (10h e 14h), não havia mudança no movimento.

Motoristas de taxi da região disseram conhecer o bispo Carlos Roberto de Miranda, presidente da organização religiosa, e que já acompanhavam as denúncias contra a igreja desde a primeira vez que o Diário publicou acusações contra a instituição, em junho. Eles disseram que o movimento na igreja segunda-feira foi o mesmo que nos demais dias da semana.

Mudanças

Se por fora parecia tudo igual, dentro da Igreja Internacional da Promessa, as práticas eram bem diferentes do que na semana passada. Uma portinhola na escadaria, que leva ao salão dos cultos, que sempre fica aberta, segunda-feira estava fechada.

A repórter se passou por fiel em busca de ajuda. Diferentemente do último atendimento recebido pela reportagem, a uma integrante da igreja pediu o nome da repórter e a orientou a fazer uma oração. Nenhuma menção a dinheiro.

Durante a conversa, o telefone da igreja tocou. Era um fiel perguntando sobre a reportagem de domingo. “Me sinto uma vitoriosa, porque assim como Jesus que foi perseguido, nós também somos. Estou orando por essas pessoas (os repórteres). Para mim, é o demônio que está tentando derrubar a obra de Deus através dessas pessoas”, respondeu a recepcionista.

Fonte: Diário do Grande ABC

Centro Martin Luther King pede orações pelo presidente Fidel Castro

A primeira reação vinda do âmbito cristão diante da surpreendente mensagem do presidente Fidel Castro, que na noite desta segunda-feira delegou provisoriamente suas responsabilidades políticas, militares e de Estado por motivos de doença, foi oferecida pelo Centro Memorial Martin Luther King, em Havana, capital de Cuba.

O Centro presidido pelo pastor da Igreja Batista e deputado nacional, Raúl Suárez Ramos, divulgou nota, nesta terça-feira, manifestando solidariedade ao presidente cubano e colocando-se à disposição “dos companheiros a quem Fidel delegou suas múltiplas responsabilidades e cargos provisoriamente”.

O líder cubano sofreu uma crise intestinal aguda e foi submetido a uma complicada cirurgia poucos dias depois de seu retorno de Córdoba, Argentina, onde participou da Cúpula do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL).

“A força da nossa fé e de nossos valores éticos, morais e espirituais que sustentaram nosso compromisso e lealdade ao projeto socialista cubano, a colocamos, mais uma vez, à disposição de nosso povo e da Revolução”, afirma o breve comunicado do organismo ecumênico.

A nota pede aos “irmãos e irmãs das diferentes comunidades religiosas do país e do mundo a se unirem em oração pela saúde do presidente”. Também clama pela defesa do direito do povo cubano de viver em paz e segurança.

O Centro Martin Luther King alerta que a atual administração dos Estados Unidos não renunciou seus projetos hegemônicos e reitera a plena confiança e esperança pelo presente e o futuro do povo cubano e do projeto social que apoiou durante 47 anos, desde o triunfo da revolução, em 1959.

Fonte: ALC

Defensores da teoria da evolução preparam contra-ataque

Deus e Charles Darwin não serão votados nas urnas das eleições de Kansas nesta terça-feira, mas mais uma vez uma contenciosa eleição escolar tem a religião e a ciência como oponentes em um Estado que reencena uma batalha de 75 anos de idade sobre o ensino da evolução.

Menos de um ano após a maioria republicana conservadora na Diretoria Estadual de Educação ter adotado os padrões mais radicais do país ao definir a educação científica de forma a desafiar a teoria da evolução de Darwin, republicanos moderados e democratas estão preparando um feroz contra-ataque para recuperar o poder e fazer com que os padrões de ensino retomem aquilo que eles chamam de ciência convencional.

A eleição em Kansas está sendo acompanhada atentamente por ambos os lados deste debate nacional para determinar se a evolução deveria ser ensinada nas salas de aula. No decorrer dos últimos anos, houve batalhas acirradas entre o establishment científico e os proponentes daquilo que é chamado de desenho inteligente, que alega que a natureza sozinha não seria capaz de explicar a origem e a complexidade da vida.

Em fevereiro, a Diretoria de Educação de Ohio anulou a sua determinação de 2002 que exigia que nas aulas de biologia do 2º ano do segundo grau a evolução fosse analisada criticamente. A ação se seguiu à determinação de um juiz federal segundo a qual o ensino do desenho inteligente nas escolas públicas de Dover, na Pensilvânia, seria inconstitucional.

Uma derrota para a maioria conservadora de Kansas na terça-feira poderia ser mais uma evidência do declínio do movimento do desenho inteligente, enquanto que uma vitória preservaria um importante bastião desse grupo no Estado. O currículo adotado pela diretoria de educação não se refere ao desenho inteligente, mas os defensores dessa crença fizeram lobbies pelas mudanças e os alunos pediram “explicações mais adequadas para os fenômenos naturais”.

Embora não exista nenhum dado confiável disponível, Joseph Aistrup, diretor de ciência política da Universidade do Estado de Kansas em Manhattan disse que as profundas divisões ideológicas entre os republicanos, assim como uma convergência incomum de interesses entre republicanos moderados e alguns democratas, estão ajudando os candidatos que procuram ocupar as vagas de atuais membros da diretoria.

Os democratas de Kansas contam com uma forte aliada na figura da governadora Kathleen Sebelius, que se distanciou do debate.

Vários candidatos republicanos moderados prometeram, caso percam na terça-feira, apoiar os vencedores democráticos em novembro. Com a campanha agitada por um campo político lotado por 16 candidatos que disputam cinco cadeiras – quatro ocupadas pelos conservadores que votaram favoravelmente aos novos padrões para ensino da ciência no ano passado -, uma mudança de duas cadeiras poderia reverter a atual maioria de 6 a 4. Os mandatos de quatro anos são elaborados de maneira que somente a metade dos dez membros da diretoria precise disputar a reeleição a cada dois anos.

A acrimônia na disputa pela diretoria não se limita a diferenças quanto ao currículo de ciências, mas diz respeito também a outras questões ideologicamente carregadas, como a educação sexual, escolas semi-autônomas e educação financeira. O poder na diretoria tem se alternado a quase toda eleição desde 1998, sendo que a atual maioria conservadora se estabeleceu em 2004.

“Será que não podemos simplesmente concordar que Deus inventou Darwin?”, pergunta uma exausta Sue Gamble, de Shawnee Mission, cidade próxima a Kansas City, uma integrante moderada da diretoria que não está disputando a reeleição.

O presidente da diretoria, Steve E. Abrams, veterinário do centro-sul de Kansas e líder da maioria conservadora, diz que poucos dos candidatos da oposição são realmente moderados. “Eles são liberais”, afirma Abrams, que não disputa a reeleição.

“Neste momento, nos sentimos muito bem”, disse ele, referindo-se às eleições. “Os cidadãos parecem estar respondendo à nossa mensagem”.

Ele disse que o novo currículo de ciência não abriu de forma alguma as portas para o ensino do desenho inteligente ou do criacionismo, e que qualquer alegação em contrário “é uma total falsidade”.

“Nós afirmamos explicitamente que os padrões precisam se basear na evidência científica”, diz Abrams. “Naquilo que é observável, mensurável, testável, passível de ser repetido e não falsificável”.

“Na ciência, tudo é supostamente temporário, exceto o ensino da evolução, que é um dogma”.

Harry E. McDonald, professor aposentado de biologia que se autodescreve como um republicano moderado, tem batido de porta em porta pedindo votos no seu distrito, próximo a Olathe. Ele diz que a diretoria deveria ter deixado as referências religiosas explícitas fora dos padrões curriculares. “Mas acho que eles protestam demais. Eles dizem que a ciência não é capaz de fornecer respostas e, portanto, só Deus é capaz de fazê-lo. Este é o ‘deus que preenche lacunas'”.

Connie Morris, professora aposentada e escritora, que mora no oeste de Kansas e que é uma republicana conservadora que disputa a reeleição, diz que a diretoria meramente autorizou críticas cientificamente válidas à evolução. Morris diz que não acredita na evolução, que ela descreve como um “conto de fadas antigo”.

“É uma boa história para dormir”, diz ela. “Mas a ciência não a sustenta”.

Abrams diz que o seu próprio ponto de vista, segundo o qual Deus criou o universo 6.500 anos atrás, nada tem a ver com os padrões científicos adotados.

“Segundo a minha fé pessoal, sim, sou um criacionista”, diz ele. “Mas isso nada tem a ver com ciência. Sou capaz de separar as coisas. Sei que o meu ponto de vista pessoal com relação às escrituras não tem lugar nas aulas de ciência”.

Ele conta que em uma reunião comunitária lhe perguntaram se seria possível acreditar na Bíblia e na evolução, e que respondeu: “Existem aqueles que procuram acreditar nas duas coisas -os teístas evolucionários -, mas em determinado momento é preciso decidir no que você vai de fato acreditar”. Mas ele frisa que isso também não afeta a sua capacidade de atuar como presidente da diretoria de educação.

A diretoria eleita em 1998 introduziu as primeiras modificações nos padrões no ano seguinte – modificações que foram revertidas assim que os moderados retomaram o controle em 2000. As eleições de 2002 deixaram a diretoria ideologicamente dividida em 5 a 5, e em 2004 os conservadores ganharam de novo, instituindo as suas maiores revisões de padrões em novembro de 2005.

Os críticos afirmam que as mudanças alteraram os padrões científicos de uma forma que deu margem a interpretações teístas. A definição de ciência segundo o sistema educacional existente, como sendo “a atividade humana de busca de explicações naturais para aquilo que observamos no mundo à nossa volta” foi modificada para “um método sistemático de investigação contínua” usando métodos que incluem “argumento lógico e construção de teoria para conduzir a explicações mais adequadas dos fenômenos naturais”.

A nova definição determina que os alunos aprendam a respeito “das melhores evidências favoráveis à teoria evolucionária moderna, mas também sobre aquelas áreas nas quais os cientistas estão fazendo críticas à teoria da evolução”.

Em uma da várias “especificidades adicionais” que a diretoria acrescentou aos padrões, foi declarado o seguinte: “A evolução biológica postula um processo natural não guiado que não conta com nenhuma meta ou direção discerníveis”. Mas o texto não menciona o desenho inteligente, a teoria segundo a qual a vida tem que ser criada por intervenção divina ou sobrenatural.

John Calvert, diretor da Rede de Desenho Inteligente em Shawnee Mission, nas proximidades de Kansas City, e um advogado que escreveu material para a diretoria defendendo os novos padrões para o ensino da ciência, diz que tal material não foi criado para fortalecer a religião.

“O que estamos tentando fazer é inserir objetividade, remover o preconceito do padrão que atualmente favorece a religião não teísta da evolução”, diz ele.

Janet Waugh, uma vendedora de automóveis, a única democrata na diretoria de educação e a única moderada que está disputando a reeleição, diz que o fato de algumas pessoas estarem desafiando a evolução não significa que as suas críticas pertençam ao currículo.

“Quando a comunidade científica tradicional determina que uma teoria é correta, é nesse momento que tal teoria deve estar nas escolas”, diz ela. “O pessoal do desenho inteligente está tentando negar este fato”.

As campanhas têm sido disputadíssimas. Com a ampla maioria dos 100 mil republicanos registrados para votar no distrito de McDonald, no nordeste de Kansas, geralmente ignorando as eleições para a diretoria, algumas centenas de votos podem ser a margem para uma vitória. Assim, McDonald, com uma verba de US$ 35 mil, imprimiu panfletos mostrando o seu oponente, o membro conservador da diretoria John W. Bacon, com um grande “X” vermelho sobre a face, tendo abaixo o slogan: “Tragam o Bacon para casa”. Bacon não respondeu a vários telefonemas para fazer comentários.

Mas muitos dos eleitores que McDonald visitou na noite da última sexta-feira não demonstraram interesse na campanha. Jack Campbell, diretor de segurança de um centro médico, abriu a porta alarmado, e quando McDonald recitou o seu discurso, pareceu desapontado. “Eu achei que tivesse ganhado algum prêmio”, disse ele.

Na noite da quinta-feira passada no campus da Universidade Fort Hays, Morris debateu com a sua oponente republicana moderada, Sally Cauble, ex-professora da cidade de Liberal, e com o candidato democrata, Tim Cruz, ex-prefeito de Garden City, a quem Morris já acusou de ser um imigrante ilegal (ele disse que é norte-americano de terceira geração, e Morris pediu desculpas).

A platéia perguntou sobre o fato de o Kansas ser ridicularizado em todo o país devido à sua posição quanto à evolução.

“Não fui eu quem escreveu as piadas”, respondeu Morris.

Os espectadores se dividem a respeito de quem será o vencedor. “Existem tantas questões mais importantes no Kansas neste momento”, afirma Chreyl Shepherd-Adams, professora de ciência. “Essa questão é sem dúvida divisiva, e não quero ver a nossa comunidade dividida”.

Fonte: The New York Times

Oriente Médio: Líderes religiosos exigem fim da ofensiva

Uma reunião de líderes religiosos libaneses, cristãos e muçulmanos, celebrada nesta terça-feira na sede do patriarcado maronita de Bkerkeh (norte de Beirute), exigiu que a comunidade internacional imponha um cessar-fogo imediato da ofensiva israelense, iniciada em 12 de julho, contra o Líbano.

Além disso, prestou uma homenagem ao Hezbollah xiita, cujos combatentes enfrentam as tropas israelenses no Líbano.

Os religiosos denunciaram as agressões, que chamaram de “crimes de guerra contra los libaneses”, em um comunicado lido por Mohammad Sammaq, que preside o Comitê de Diálogo Islâmico-Cristão.

“Pedimos à comunidade internacional que imponha o cessar imediato da ofensiva israelense”, acrescenta o texto.

D’Alema se reúne com Igreja Católica em Jerusalém

Os representantes da Igreja católica na Terra Santa indicaram ao ministro das Relações Exteriores italiano, Massimo D’Alema, na reunião de ontem, segunda-feira em Jerusalém, que se o conflito entre israelenses e palestinos não for resolvido “será bem difícil deixar a região pacífica”.

Na reunião com D’Alema, realizada na sede da nunciatura apostólica, participaram o custódio de Terra Santa, Padre Pierbattista Pizzaballa, o cardeal Carlo Maria Martini, o núncio apostólico em Israel, monsenhor Antonio Franco, o patriarca latino de Jerusalém, monsenhor Michael Sabbah, e seu auxiliar Giacinto-Boulos Marcuzzo.

“O ministro apresentou as perspectivas de caráter político e diplomático que poderiam ser interessantes uma vez obtido o cessar-fogo e o fim das hostilidades”, explicou o padre Pizzaballa ao Serviço de informação religiosa da Igreja católica italiana.

Os representantes católicos ressaltaram a D’Alema que “a verdadeira questão do problema não é o Líbano, e sim o conflito entre israelenses e palestinos”.

“Se esse conflito não for resolvido será difícil resolver a situação no Oriente Médio”, disseram.

De acordo com Pizzaballa, “não se falou em particular da situação dos cristãos na Terra Santa nem das condições nos territórios”.

Fonte: EFE e ANSA

Eleito o novo bispo-primaz anglicano da IEAB

Em cerimônia festiva na Catedral de São Tiago, em Curitiba, Paraná, o bispo Maurício José Araújo de Andrade (foto), da Diocese de Brasília, foi instituído bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB).

Ele foi eleito no 30° Sínodo Geral da Igreja, reunido em Curitiba de 26 a 30 de julho, e substitui no posto máximo do anglicanismo brasileiro o bispo dom Orlando Santos de Oliveira.

Embora tenha sido consultado previamente, o resultado da eleição foi uma surpresa, disse o novo primaz à ALC. O 30. Sínodo, detectou Andrade, apontou três sinais: o sinal da alegria da vivência comunitária, o sinal da unidade provincial, que é muito importante para ajudar a Igreja a vencer os desafios postos, e o sinal da maturidade, de perceber o crescimento da igreja, “espraiando” a presença anglicana pelo Brasil. Esses três sinais servirão de baliza ao seu primado, de 2006 a 2009.

Dom Maurício de Araújo Andrade tem uma extensa folha de serviço na IEAB. Matriculou-se no Seminário Presbiteriano do Norte, e complementou, em 1986, seus estudos no Seminário Anglicano, os dois no Recife. Pastoreou a Paróquia de Santa Maria, em Belém do Pará, e foi chamado para a secretaria geral da Igreja, em 1994, função que desempenhou por dez anos, em Porto Alegre. Em 2003, foi eleito bispo diocesano de Brasília. Ele foi o primeiro bispo não-católico romano sagrado na Catedral Nacional, da Igreja Católica.

Ecumenismo e missão são duas dimensões bem presentes no ministério do novo primaz anglicano. Dom Maurício é o presidente do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), região Brasil, e um dos coordenadores do Fórum Ecumênico do Brasil, que teve um papel destacado na preparação da IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizada em fevereiro, em Porto Alegre.

No período em que dom Maurício esteve à frente da secretaria geral, a IEAB buscou novos caminhos de inspiração e entusiasmo missionário, cujos resultados se fortaleceram nesse Sínodo-Geral. A Diocese Anglicana de Curitiba, que abrigou o encontro nacional, foi instalada naquele período, e o Distrito Missionário da Amazônia, também fruto daquele trabalho, ganhou, agora, status de Diocese.

O Sínodo de Curitiba elegeu o reverendo Saulo Maurício de Barros para bispo da nova Diocese da Amazônia, e o bispo dom Sebastião Armando Gameleira Soares, da Diocese de Pelotas, no Rio Grande do Sul, para a Diocese do Recife. O Sínodo Geral também aceitou a indicação do primaz eleito e ratificou o nome do reverendo Francisco de Assis para assumir a secretaria geral da IEAB.

Acatando recomendação da Comissão de Constituição e Cânones, o Sínodo-Geral aprovou a divisão da Província brasileira em três regiões, em caráter experimental, para que trabalhem de forma integrada na ação pastoral e formação teológica.

Observadores e convidados do exterior acompanharam os trabalhos do 30. Sínodo-Geral, informou o serviço de imprensa da igreja brasileira. A reverenda Mary Caufield, da Diocese de Massachusetts, agradeceu o apoio pastoral que a IEAB prestou no atendimento a imigrantes brasileiros que vivem nos Estados Unidos. O bispo inglês Patrick Harris e o bispo peruano William Godfrey apresentaram-se ao Sínodo Geral como representantes pastorais do arcebispo de Cantuária.

A composição do 30. Sínodo-Geral com direito a voto foi de 54 bispos, clérigos e leigos, representantes das sete Dioceses e dois Distritos Missionários que abrangem o território nacional, que estudaram o lema sinodal e tema “Responsabilidade cristã: fortalecer a Igreja para o serviço no mundo de Deus. Adoração, serviço e compromisso”.

Fonte: ALC

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