Os candidatos do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra, assistiram juntos a um culto da Assembléia de Deus. Foi na noite de sábado, 8 de julho, na décima edição da Festa dos Estados, na igreja do Bom Retiro.
Na presença de cerca de 10 mil fiéis, Serra chegou a entoar um coro. Católico praticante, Alckmin dedicou pelo menos uma hora de sua noite à celebração. Apesar do interesse de dar visibilidade às atividades conjuntas dos dois candidatos, a participação de Alckmin e Serra na festa não foi divulgada na agenda da campanha.
Para atrair o voto evangélico nessas eleições, o comando de campanha de Serra e Alckmin chegou a criar um núcleo responsável pela articulação com esse segmento. Um dos coordenadores do grupo, o pastor Alcides Cantoia Jr. conta que, após a presença no evento, os candidatos pediram que fossem agendados outros encontros. Segundo ele, os tucanos já teriam participado de mais dois desde então.
Ele não soube dar detalhes porque teriam sido organizados por outras igrejas que não a Assembléia do Bom Retiro.
Coordenador de mobilização da campanha em São Paulo, o vereador Gilberto Natalini disse não se lembrar da participação dos dois em cultos evangélicos, à exceção da Assembléia de Deus do Bom Retiro. “Só participei dessa. A agenda deles é feita em cima da hora.”
Os dois já foram também convidados para um evento da Comunidade Paz e Vida, no dia 14, quando também receberiam o apoio da igreja.
Segundo Natalini, a estratégia da campanha é atrair segmentos sociais com a criação de grupos como o de nordestinos, idosos, mulheres, negros, sindicalistas e categorias profissionais. Essas coordenadorias organizam eventos dos quais os candidatos participam conforme a disponibilidade da agenda. Quando não podem, enviam representantes.
Os dois teriam ido juntos apenas ao ato da Assembléia de Deus. Em março, ainda na prefeitura, Serra se reuniu com pastores da Assembléia de Deus do bairro do Belém.
Segundo a última pesquisa Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 43% dos votos dos evangélicos da igreja pentecostal contra 25% de Alckmin. Entre os fiéis da igreja evangélica não-pentecostal, Lula tem 34% dos votos contra 32% de Alckmin.
O governo de Evo Morales aceitou manter a disciplina referente à educação religiosa nos programas escolares e reiterou seu respeito à liberdade de culto na Bolívia, depois de reunir-se domingo com a hierarquia católica.
O acordo coloca fim à polêmica que havia atingido o próprio presidente, que acusou alguns membros da Igreja de “agirem como nos tempos da inquisição”.
Depois o presidente pediu aos bispos a abertura de um diálogo para superar as diferencias, que começaram quando o ministro da Educação, Félix Patzi, anunciou que eliminaria a religião do currículo escolar.
Depois da reunião entre o presidente Evo Morales e o cardeal Julio Terrazas, governo e Igreja divulgaram domingo à noite um comunicado segundo o qual “coincidiram no respeito à liberdade religiosa, crenças e espiritualidades”.
“O Governo Nacional e a Igreja Católica concordaram também em preservar a disciplina de religião [nos programas escolares, ndr], respeitando a liberdade religiosa existente no país”, diz o documento conjunto.
O sucinto comunicado convoca “os diferentes setores, organizações e instituições a enriquecer o documento de conclusões do Segundo Congresso Nacional Educativo, para garantir uma educação libertadora”.
Este Congresso, reunido em Sucre há 15 dias, aprovou um projeto de lei de reforma educativa, mas na ausência de representantes da Igreja, dos docentes do sistema urbano, do sistema universitário e das associações de pais de família.
Os professores urbanos, que apoiavam a educação laica, protestam porque o projeto do governo tenta eliminar o escalão do magistério e implantar um sistema de controle social.
O sistema universitário impugna o projeto oficial, porque o governo diminuiria sua autonomia ao impor-lhes também o controle social da administração de seus recursos econômicos.
Enquanto a Igreja iniciou, ainda antes do encerramento do Congresso de Sucre, mobilizações exigindo a manutenção do ensino religioso nos programas escolares, os professores e universitários preparam agora ações de protesto e já anunciaram que não acatarão as conclusões aprovadas majoritariamente por organizações indigenistas.
Domingo, em todas as igrejas de La Paz, milhares de fiéis aderiram ao abaixo-assinado que pedem o “respeito à religião e ao direito dos pais de escolher a educação que querem para seus filhos”.
Segundo o porta-voz presidencial, Alex Contreras, a reunião de ontem à noite em Cochabamba (500 quilômetros ao sudeste de La Paz), da qual participaram também o vice-presidente da República e as autoridades da Conferência Episcopal, “colocou fim a uma polêmica artificial”.
O porta-voz disse que essa polêmica teve origem “em opiniões interessadas, que colocaram em dúvida as relações de mútuo respeito entre a hierarquia eclesiástica e as autoridades do Poder Executivo”.
O defensor dos direitos humanos Gao Zhisheng foi espancado e preso por algumas horas por agentes da polícia chinesa que o seguem constantemente, segundo afirmou sua esposa.
Zhisheng, que tem 42 anos, é um advogado que defende dissidentes políticos, ativistas religiosos e outros perseguidos, sendo considerado, ele próprio, um dissidente pelo governo chinês.
Além disso, o advogado é seguidor da Igreja Protestante “clandestina”, outro motivo de exasperação por parte do governo.
No ano passado, ele teve sua licença de trabalho suspensa.
Logo depois, para protestar contra a execução de um outro dissidente, Zhisheng organizou uma greve de fome da qual participaram dezenas de pessoas, em diversas cidades da China.
Agora, o advogado é vigiado 24 horas por dia por uma equipe de agentes. Segundo informou sua esposa, Zhisheng saiu de casa no domingo à noite para pedir aos policiais que desligassem o motor do carro em que estavam, porque perturbava os vizinhos.
Como resposta, os agentes o agrediram e depois o levaram preso por algumas horas.
Cerca de 85 mil pessoas ouviam fielmente a Rádio Nova Visão em Nogales, Sonora, no México. De vez em quando a emissora alcançava o primeiro lugar de audiência.
A rádio era dirigida por Hector Manuel Lopez Delgado, advogado e pastor do Centro Cristão Rios de Água Viva e líder do ministério evangelístico internacional A Unção. O ministério no rádio começou em fevereiro de 2002, operando 24 horas por dia em ondas médias (1130 am), com 1.100 watts de potência. O ministério era sustentado por ofertas.
O México não permite que igrejas possuam estações de rádio ou televisão, embora haja esperança de que o próximo governo possa mudar a lei.
O forte impacto espiritual de seus programas, incluindo apenas músicas cristãs das 19h30 até às 6 horas da manhã, atraiu toda a comunidade, incluindo criminosos. Bilhetes anônimos começaram a aparecer grudados no carro do pastor, avisando-o para “tomar cuidado”. Também surgiram mensagens como: “As coisas ficarão piores para você e sua família”.
Ameaças e ofensas por telefone se tornaram comuns.
Milagres pelo rádio
O pastor decidiu diminuir o tom dos programas no rádio, ter o carro vigiado, tentar viajar em companhia de outro pastores e manter-se longe de problemas.
Os programas de rádio ajudavam as pessoas a resistir ao mal. Os ouvintes frequentemente ligavam para pedir oração pelas necessidades da comunidade, por cura, por proteção contra bruxaria e outras práticas de ocultismo. O pastor Hector Lopez disse que eles viam milagres – pessoas curadas de câncer e cegos com a visão restaurada.
Os ataques começaram a ficar mais sérios. Em 2005, por duas vezes, alguém subiu até o morro onde estava o transmissor e destruiu todos os cabos e antenas. Nas duas ocasiões a estação ficou fora do ar por uma semana. Tentando ser generosos, os cristãos acharam que talvez alguém quisesse roubar os cabos por causa do cobre.
Tentativa de assassinato
Certa noite o pastor estava deixando a igreja com seus três filhos, a esposa e outro cristãos quando um homem alto e forte empurrou-o por trás, jogando-o no chão. Ele tinha intenção de matar o pastor Hector Lopez, conforme confessou posteriormente. Os cristãos começaram a orar e finalmente conseguiram dominar o homem, que começou a fazer espuma com a boca e a tremer, aparentemente possuído por forças espirituais.
Os inimigos colocaram a vida do pastor a prêmio com a intenção de destruir o ministério no rádio, a igreja, e sua influência. Preocupados, os membros da igreja formaram grupos de jejum e oração.
Em 16 de junho veio o golpe fatal. Vândalos voltaram ao transmissor com machados e outras ferramentas e destruíram totalmente as instalações. A Rádio Nova Visão estava definitivamente fora do ar.
Quando os cristãos foram denunciar o ataque junto às autoridades, disseram a eles que “os outros ataques definitivamente não foram para roubar o cobre”.
Ex-perseguidor
Certa vez, quando o pastor Hector Lopez estava do outro lado da fronteira, em Nogales, Arizona, ele recebeu um telefonema anônimo em seu celular dizendo: “Sabemos que um grupo de traficantes e satanistas está contra você”.
O pastor disse que sua paixão por pregar o evangelho veio do fato de ele ter perseguido a igreja por muitos anos; descrevendo-se como “perverso e terrível”, ele contou que se tornou cristão há 20 anos, depois que foi milagrosamente curado de câncer.
Em 1992, ele deu início ao Rios de Água Viva no lado mexicano da fronteira; do outro lado, ele começou um ministério norte-americano equivalente: A Unção.
Por enquanto, sua Rádio Nova Visão foi silenciada.
O Conselho Nacional Evangélico do Peru (CONEP) saudou o presidente Alan García e expressou esperança de que o novo governo assuma o compromisso de “velar pelo bem comum, administrar a justiça e restituir a dignidade dos peruanos e peruanas, especialmente dos pobres e excluídos”.
O CONEP disse que o governo recebeu o mandato para abordar as tarefas pendentes e impostergáveis para o fortalecimento da democracia, incluindo em sua agenda política a luta contra a corrupção e a pobreza, a igualdade entre os peruanos e a atenção às vítimas da violência.
“O país necessita com urgência de um efetivo rearmamento moral”, sustentou o CONEP em carta pastoral emitida na quinta-feira, assinada por Rafael Goto Silva e Víctor Arroyo Cuyubamba, respectivamente presidente e secretário executivo dessa organização. Ela entende que para atacar a corrupção devem prevalecer relações sociais, econômicas e políticas transparentes.
“Fazemos um chamado para que o governo assuma uma liderança efetiva neste sentido, e concretize uma vontade política para executar com eficácia as medidas que se requeiram”, afirmam na carta.
O documento alerta que a pobreza é um assunto do Estado, mas também da sociedade civil. “É necessário estabelecer políticas eficazes que busquem reduzir a pobreza e as grandes brechas que existem na nossa sociedade entre ricos e pobres”, instou o CONEP. O organismo evangélico também advogou uma postura ética que supere “as indiferenças” e o “individualismo egocêntrico” frente à pobreza.
O CONEP animou o governo do presidente García a “exercer uma liderança política que impulsione no país uma democracia onde não existam nunca mais cidadãos e cidadãs de primeira, segunda ou terceira categoria”, para que “ninguém se sinta estrangeiro em sua própria terra”, nem tenha espaço qualquer tipo de discriminação por idéias, idade, sexo, cultura, religião ou condição social.
A carta pastoral destacou a necessidade de se fazer justiça para os que sofreram violência política. “É preciso fazer justiça aos que foram vítimas da violência. É preciso reparar o que deve ser reparado no nome de Deus, e por uma ação plena e autêntica de reconciliação”, demandou o CONEP.
O agente de Mel Gibson (foto), de 50 anos, que foi preso por dirigir embriagado e em alta velocidade, disse que o ator procurou tratamento para a sua batalha contra o álcool. “Mel entrou em um programa de reabilitação” disse Alan Nierob ao The showbuzz.com site sobre show business da rede CBS americana.
“Ele está tentando permanecer vivo”, afirmou Nierob sem especificar o nome da clínica onde o ator estaria internado.
Segundo informou a polícia, o nível de álcool no sangue de Gibson no momento de sua detenção às 2h36 da última sexta-feira em Malibu, nos Estados Unidos, era de 0,12%, quando o limite legal é de 0,08%. Ele dirigia seu Lexus LS, onde foi encontrada uma garrafa de tequila, a mais de 140 quilômetros por hora, em um local onde o limite de velocidade era de 72 quilômetros por hora.
Grupos judeus querem expulsar de Hollywood o ator Mel Gibson, que supostamente fez comentários anti-semitas quando detido por policiais segundo publicou o Haaretz, um dos mais importantes jornais de Israel.
O ator norte-americano, que foi liberado da prisão depois de pagar multa de US$ 5 mil, emitiu um longo comunicado no sábado pedindo desculpas por ter dito coisas horríveis ao delegado quando foi preso. “Eu agi como uma pessoa completamente fora do controle, disse coisas que não acredito que sejam verdadeiras, coisas desprezíveis”.
A Liga dos EUA Contra a Difamação considerou o pedido insuficiente e quer que Gibson seja gravemente punido. “Parece que a combinação de alguns drinks e a prisão revelou seu verdadeiro caráter”, declarou Abraham H. Foxman, diretor da Liga Contra a Difamação. “O único jeito de combater intolerantes é estabelecer um preço para a intolerância”, acrescentou ele. “Se Gibson realmente fez comentários anti-semitas seus colegas terão que se distanciar dele”.
“Isto é como um desastre nuclear para ele”, disse o agente Michael Levine, que já representou Michael Jackson e Charlton Heston, entre outras personalidades hollywoodianas. “Eu não vejo como ele poderá ser reabilitar”.
Gibson que é ator e diretor de cinema, ganhou um Oscar por Coração Valente (1995). O último filme que dirigiu foi o polêmico A Paixão do Cristo (2004), que causou polêmica com grupos religiosos, especialmente os judeus. Atualmente conclui as filmagens de Apocalypto, produção que é rodada em dialeto maio e que deve ser lançada em dezembro. O ator estrelou filmes como Máquina Mortífera, Mad Max, Do que as Mulheres Gostam e Homem Sem Rosto, entre outros.
As declarações de Gibson
O site de entretenimento TMZ postou os comentários anti-semitas feitos supostamente por Gibson quando foi preso. De acordo com o site, o ator teria dito: “Os judeus são responsáveis por todas as guerras que já aconteceram no mundo” e então teria perguntado para o policial James Mee “você é judeu?”.
O policial James Mee, que prendeu Gibson, disse à AP que considerava sua prisão um ato rotineiro, e que não levaria quaisquer comentários feitos pelo ator à sério. Mee disse que não se sentia bem em relação ao dano causado à imagem do ator, mas que esperava que Gibson pensasse duas vezes antes de beber e dirigir. “Eu não desejo arruinar sua carreira”, disse Mee.
O porta-voz de Gibson, Alan Nierob, não quis comentar sobre o incidente por escrito. O porta-voz do delegado do município de Los Angeles, John Hocking, disse que não podia confirmar os depoimentos postados no site TMZ, garantindo que o caso está sendo investigado.
Opinião da Disney, produtora de “Apocalypto”
Segundo a Associated Press, Gibson parece preocupado com a Walt Disney, companhia que distribui seu novo filme, Apocalypto, e com a ABC, rede de televisão que tem parceria com a empresa de Gibson para produzir uma minissérie sobre o holocausto.
Executivos da Disney disseram que não vão comentar sobre o futuro do novo projeto. Entretanto, segundo o blog de Kim Masters, no site da revista Slate, Oren Aviv, o diretor de marketing que se tornou o novo presidente dos estúdios Disney, de origem judaica, disse que “ele está preparado para perdoar a esquecer”.
Apesar da prisão de Gibson em Malibu, Apocalypto deve ser lançado em 8 de dezembro nos Estados Unidos.
Tratamento preferencial
O jornal Los Angeles Times publicou em seu site neste sábado que, enquanto o departamento investiga o caso, as autoridades vão oferecer a Gibson um tratamento preferencial e vão tentar encobrir o comportamento do ator. O delegado Lee Baca defendeu seu departamento. “Ninguém vai encobrir nada”, disse ele ao New York Times. “Julgar alguém por boatos ou insinuações não é uma investigação, ao menos não uma investigação feita com integridade”, afirmou ele.
“Eu tive sorte de ter sido detido antes que pudesse causar danos a outras pessoas”, declarou Gibson. “Eu decepcionei a mim mesmo e a minha família por meu comportamento e por isso estou extremamente arrependido. Eu tenho lutado contra o alcoolismo por toda a minha vida adulta”, disse o ator, assumindo problemas com bebidas alcoólicas.
Esta é a segunda vez que Gibson é detido por dirigir sob o efeito do álcool. A primeira aconteceu há mais de 20 anos, nos anos 90, no Canadá, quando Gibson rodava com Diane Keaton o filme Mrs. Soffell – Um Amor Proibido. Após sua primeira detenção, Gibson passou a freqüentar o Alcoólicos Anônimos.
Antiga polêmica com os judeus
Também não é a primeira vez que Mel Gibson cria polêmica com os judeus. O filme dirigido por ele em 2004, A Paixão de Cristo, que relata as 12 últimas horas da vida de Cristo, ocupou espaço na imprensa durante quase um ano antes de sua estréia. Os judeus protestaram contra a versão da morte de Cristo proposta pelo filme, ao colocar a culpa pela crucificação de Cristo nos judeus e não nos romanos, incentivando um sentimento anti-semita.
Nos Estados Unidos, dois importantes líderes judeus assistiram ao filme um mês antes da estréia naquele país, ocorrida em 25 de fevereiro de 2004. O rabino Marvin Hier, reitor do Centro Simon Wiesenthal, e Abraham Foxman, diretor nacional da Liga Antidifamação, pediram a retirada de uma cena em que o líder judeu Caiaphas chama uma maldição para o povo judeu declarando, sobre a crucificação: “Que seu sangue caia sobre nós e nossas crianças.”
No Evangelho de São Mateus, essa frase é creditada a uma multidão de judeus pedindo a morte de Cristo, mas foi repudiada pelo segundo Concílio do Vaticano, em 1965. Gibson, que pratica uma forma tradicionalista do catolicismo romano, não reconhece as reformas feitas na década de 60.
Logo após a estréia de A Paixão de Cristo nos Estados Unidos, em 28 de fevereiro, um dos grandes rabinos de Israel, Yona Metzger, solicitou a intervenção do papa João Paulo II para condenar o polêmico filme e evitar manifestações contra o povo judeu. Aqui, a Confederação Israelita do Brasil e a Federação Israelita do Estado de São Paulo divulgaram nota oficial, em 12 de março de 2004, protestando contra o filme.
A Paixão de Cristo não foi exibido em Israel, pois os distribuidores de cinema locais se recusaram a comprar os direitos de exibição, segundo publicou o jornal Washington Times, lembrando que justamente “na terra onde dois mil anos atrás ocorreram os fatos dramatizados pelo filme”, ele não seria exibido. Apenas o diretor da Cinemateca de Tel Aviv, Alon Garbuz, mostrou interesse, na época, em exibir o filme seguido de um debate.
Um casamento entre duas mulheres foi realizado no domingo à noite em Goiânia. Ana Paula Silva, 25, e Katiane Freire da Silva, 23, receberam as “bênçãos” de um “pastor” e assinaram também um contrato de união estável.
A cerimônia acontece justamente em um mês especial para o Grupo Lésbico de Goiás (GLG), que organiza até o final de agosto uma série de eventos para comemorar o Mês da Visibilidade Lésbica no Estado.As leis brasileiras não permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo assim, em todo o Brasil, casamentos homossexuais são realizados. A forma encontrada é o contrato de parceria civil.
Segundo a advogada Helena Caramaschi, que trabalha com homossexuais que querem se casar, o contrato de união civil, assinado ontem pelas noivas, é aceito pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e planos de saúde. “Ele é um documento que serve para fins de previdência e herança”, explica.O documento serve também para prevenir problemas após separação ou morte de um dos cônjuges. “Muitas famílias que nem consideravam a pessoa como filho, por ser homossexual, após a sua morte, querem ter o direito sobre seus bens”, explica a advogada.
Helena conta que já realizou dez casamentos de homossexuais com este tipo de contrato em Goiânia, 90% entre homens. Segundo ela, todos foram feitos nos dois últimos anos e a tendência é de que existam mais. “As pessoas estão realmente buscando o que querem”, diz.
De acordo com o pastor Patrick Thiago, da Igreja Comunidade Cristã (ICM), de Brasília, que celebrou a cerimônia, a maioria dos casamentos acontece mesmo entre homens. “Esta é a primeira vez que celebro para mulheres”, conta.
Katiane explica que isso se deve porque as mulheres têm mais medo de magoar a família. “Eu mesmo passei muito tempo assim. Mas chega uma hora que não dá mais”, acredita. Sobre sua relação com a família, ela conta que foi preciso manter uma certa distância. “Eles não me visitam e eu não visito eles”, diz. Mas nem por isso ela se sente sozinha. “Tenho ao meu lado uma companheira ótima e isso é o que vale”, atesta.
Vestida de fraque e muito nervosa antes da cerimônia, Ana Paula dizia estar realizando um sonho. “Penso nisso desde quando começamos a morar juntas, o que aconteceu um dia após nos conhecermos”, revelou.
O presidente do Peru, Alan García, participou, sábado, 29 de julho, de culto de ação de graças em templo da Aliança Cristã e Missionária, em Lima, capital de Peru, pelos 185 anos da proclamação da independência do país.
O culto festivo foi preparado por comitê de pastores de diferentes igrejas, num feito sem precedentes em 120 anos de presença evangélica no Peru.
A celebração adquiriu maior notoriedade, pois tratou-se da segunda atividade pública do presidente desde sua posse, na sexta-feira passada. A primeira foi o Desfile Cívico Militar. Os dois acontecimentos foram transmitidos ao vivo pela televisão para todo o país.
Antes de ir ao templo, no distrito limenho de Pueblo Libre, García entrevistou-se com o cardeal e arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, talvez para evitar que se aprofunde o clima de mal-estar do episcopado católico.
Pouco depois de García confirmar participação em templo evangélico, na terça-feira passada, o presidente da Conferência Episcopal Peruana, dom Miguel Cabrejos, disse que a notícia não o alegrava, pois o Peru estabelecera a tradição católica do Te Deum, celebrado a cada 28 de julho, dia da independência nacional.
García assistiu a cerimônia no templo evangélico acompanhado pelo presidente do Conselho de Ministros, Jorge del Castillo, e pelos ministros da Defesa, Allan Wagner, do Interior, Pilar Mazzetti, dos Transportes e Comunicação, Verônica Zavala, do Comércio Exterior, Mercedes Aráoz, da Saúde, Carlos Vallejos, e da Educação, José Antonio Chang.
Também participaram da celebração evangélica a presidenta do Congresso, Mercedes Cabanillas, que integra a Igreja Bíblica Emmanuel, parlamentares de diversos partidos, o embaixador dos Estados Unidos, James Curtis Strubble, e o presidente do partido Restauração Nacional, pastor Humberto Lay Sun.
Mais de dois mil líderes evangélicos, mas com a notória ausência dos diretores do Conselho Nacional Evangélico (CONEP), estiveram no culto, que teve cânticos de louvor e orações de intercessão pelo país e pelas autoridades recém instaladas.
O pastor Miguel Bardales, da Igreja Bíblica Emmanuel e principal gestor da aproximação entre o presidente García e a comunidade evangélica, agradeceu a presença das autoridades e disse que esse momento era uma resposta às orações de milhares de homens e mulheres no país.
Na reflexão bíblica, Bardales destacou a importância de amar a Deus sobre todas as coisas, obedecer aos seus princípios e ser temente a Ele, mas também de mostrar solidariedade ao próximo. Ele conclamou os participantes a se converterem para Deus e aceitar que Jesus é o próximo. “Somente mudando a cada um se poderá mudar o país”, disse.
Ao término da celebração, duas crianças entregaram uma Bíblia ao presidente García, que mostrou-a à congregação em meio à ovação.
Um ataque aéreo de Israel matou neste domingo pelo menos 54 libaneses, incluindo 37 crianças, na cidade de Qana -a mesma onde um bombardeio israelense matou mais de cem civis, em 1996. Foi o maior ataque em número de mortos desde o início do conflito, iniciado depois que o grupo terrorista Hizbollah seqüestrou dois soldados israelenses, em 12 de julho.
O governo israelense lamentou o episódio e decidiu suspender os bombardeios no sul do Líbano por 48 horas, até que o Exército conclua um inquérito sobre o ocorrido em Qana. As autoridades, falando em condição de anonimato por não terem sido autorizadas a dar declarações à imprensa, disseram que a pausa deveria começar “imediatamente”.
O bombardeio provocou protestos na Europa e em países muçulmanos, fez crescer os apelos internacionais por um cessar-fogo e provocou a suspensão das negociações iniciadas no sábado na região pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. O governo libanês, que acusou Israel de “terrorismo”, deixou claro que ela não seria bem-vinda a Beirute ontem, onde tinha uma visita planejada.
Durante todo o dia, equipes de socorro às vítimas em Qana, que fica a 85 km de Beirute e a 11 km da fronteira israelense, removiam com as próprias mãos os escombros do edifício de três andares, em cujo porão estavam mais de 60 refugiados. Eram membros de duas famílias que se escondiam ali em busca de proteção, por não poderem pagar um táxi para deixar Qana.
No resgate, corpos de crianças cobertos por poeira eram retirados de baixo dos escombros de concreto. Os últimos corpos a ser retirados dos escombros eram justamente os menores -às vezes intactos, mas com os pulmões destruídos pela forte corrente de ar do bombardeio.
Muitos morreram enquanto dormiam. “Por que atacaram crianças de um, dois anos, e mulheres indefesas?”, perguntava Mohamed Samai, que estava no local.
Os corpos foram enrolados em plástico e levados para uma tenda. Flores eram colocadas ao lado dos cadáveres. Duas escavadeiras, uma delas fornecida pela ONU, também eram usadas no resgate, mas os membros das equipes de ajuda diziam precisar de mais equipamentos para a remoção dos escombros.
Segundo testemunhas, no início da madrugada de ontem houve duas explosões no prédio. Os sobreviventes da primeira, desesperados, corriam de um lado para o outro, até que houve a segunda explosão. Foram encontrados oito sobreviventes, com ferimentos.
“Deus é grande”, murmurava um policial que levava nos braços um menino de no máximo dez anos, coberto por poeira e com nariz e ouvidos ensangüentados.
O resgate seguia, enquanto jatos israelenses continuavam sobrevoando a cidade.
Desacordo
A suspensão dos sobrevôos israelenses no sul do Líbano foi anunciada pelo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Adam Ereli. Segundo ele, Israel manteve o direito de atacar se souber de ataques preparados contra o Estado.
Em Jerusalém, o porta-voz do Exército israelense disse não saber nada sobre um acordo para suspender temporariamente os ataques aéreos ao Líbano.
Um membro do Departamento de Estado disse, sob condição de anonimato, que Condoleezza Rice já estava negociando um acordo como esse antes do ataque a Qana.
Uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocada na manhã de ontem, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, instou o conselho a condenar o ataque e a pedir o fim imediato das hostilidades.
O premiê israelense, Ehud Olmert, “lamentou profundamente” o bombardeio, mas garantiu que a guerra contra o Hizbollah continuaria. Ontem, o premiê israelense disse a Rice que o Exército de seu país precisaria de entre dez e 14 dias para apertar a ofensiva contra o Hizbollah, segundo um porta-voz do governo.
A raiva tomou conta do Líbano e do mundo árabe. Manifestantes chegaram a promover quebra-quebra diante do prédio da ONU no centro de Beirute. O premiê libanês, Fouad Siniora, disse que não negociaria antes de um cessar-fogo.
O Hizbollah prometeu retaliação. “Esse massacre terrível não vai ficar sem resposta”, declarou. O grupo extremista palestino Hamas também prometeu ataques a Israel.
Pelo menos 561 pessoas foram mortas no Líbano desde o início do conflito, a maioria civis. Em Israel, os mortos são 51.
Mundo condena pior ataque de Israel no Líbano; veja repercussão
A comunidade internacional condenou o ataque mais violento desde o início da guerra não declarada entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e Israel. Ao menos 56 pessoas morreram nos bombardeios contra o vilarejo de Qana na madrugada deste domingo. Dentre as vítimas, 37 eram crianças, segundo fontes da polícia libanesa e das equipes de resgate.
Líderes da França, Espanha, Alemanha, Egito, Brasil, Jordânia e outros países condenaram os ataques, pedindo cessar-fogo imediato. “A França condena essa ação injustificável, que mostra mais do que nunca a necessidade de um cessar-fogo”, disse um comunicado do presidente francês Jacques Chirac.
O representante das Relações Exteriores da União Européia, Javier Solana, afirmou em um comunicado que “nada pode justificar” a morte de civis inocentes.
“Estou instruindo o Ministro das Relações Exteriores [Celso Amorim] no sentido de que o Governo brasileiro apóie o apelo de Vossa Excelência para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas imponha cessar-fogo imediato ao conflito. Estou profundamente chocado, indignado e consternado”, disse Luiz Inácio Lula da Silva por meio de nota.
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, classificou como “irresponsável” o bombardeio. Na nota, o presidente egípcio voltou a pedir um imediato cessar-fogo na guerra não declarada entre Israel e o Hizzbolah.
“Não é possível calar sobre isso (…). O silêncio equivaleria ao silêncio que guardaram durante muito tempo personagens e Estados frente à irracionalidade do nazismo, ao silêncio cúmplice diante do genocídio cometido contra o povo judeu”, disse o vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, em comunicado.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, acusou Israel de ter cometido um crime em Qana, no sul do Líbano, e pediu à ONU que instaure um cessar-fogo imediato.
Washington pediu a Israel que “tenha mais cuidado”, mas não mencionou um cessar-fogo imediato após o massacre, classificado como “incidente trágico e terrível” em comunicado do porta-voz da Casa Branca, Blair Jones.
O rei Abdullah, da Jordânia, tradicional aliado dos Estados Unidos e um dos poucos países árabes que mantém relações com Israel, disse que o ataque foi um “crime horrível” e uma gritante violação da lei internacional.
A secretária de relações exteriores do Reino Unido, Margaret Beckett, disse que a morte dos civis era “pavorosa” e reafirmou que o governo britânico defendia uma resposta proporcional de Israel ao Hizbollah.
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), por sua vez, que convocou reunião de emergência para domingo, disse ser necessário “que o Conselho [de Segurança] tome medidas para evitar que a situação se torne incontrolável e a escalada de violência se espalhe.”
Países do Norte da África também manifestaram sua condenação ao ataque de Qana. A Argélia chamou o bombardeio de “ato criminoso”, a Tunísia de “massacre horrível” e o Marrocos pediu uma grande ação da ONU para encerrar o conflito.
O Papa Bento 16 também pediu, durante a benção do Angelus, um cessar-fogo imediato no Oriente Médio. “Em nome de Deus me dirijo a todos os responsáveis por esta espiral de violência, para que as armas sejam depostas imediatamente por todas as partes”, disse em Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas, perto de Roma.
Na manhã de ontem, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, afirmou estar “profundamente triste com a terrível perda de vidas inocentes”. “Queremos um cessar-fogo o mais rápido possível”, afirmou Rice, que teve sua visita ao Líbano cancelada.
Qana: sinônimo de massacre e local polêmico de um milagre de Jesus
A cidade de Qana no sul do Líbano, onde pelo menos 57 pessoas, dentre elas 37 crianças, foram mortas neste domingo em um bombardeio israelense, é há dez anos sinônimo de massacre de civis libaneses em confrontos entre Israel e o Hezbollah.
Durante a operação armada israelense no Líbano, denominada “Vinhas da ira”, dirigida contra o movimento xiita, vários obuses israelenses atingiram em cheio, no dia 18 de abril de 1996, um abrigo da ONU do contingente fijiano da Força interina das Nações Unidas no Líbano (Finul). O ataque deixou 105 mortos, entre eles vários civis que se refugiavam no local.
Esta matança marcou uma reviravolta na ofensiva. Diante da reprovação do mundo inteiro e dos incessantes apelos pelo fim das hostilidades, um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah foi concluído em 26 de abril.
O cessar das hostilidades estabelecia que os beligerantes, o Exército israelense e sua milícia complementar, o Exército do Líbano Sul (ALS) além dos grupos anti-israelenses, principalmente o Hezbollah, não poderiam realizar ataques contra ou a partir de zonas habitadas para que os civis fossem poupados.
A operação “Vinhas da Ira”, desencadeada no dia 11 de abril de 1996, que registrou cerca de 600 incursões aéreas israelenses e o disparo de 23.000 obuses, deixou em 16 dias 175 mortos e 351 feridos, civis em maioria.
Um relatório da ONU concluiu que o bombardeio a Qana teria sido provavelmente deliberado.
A Cidade de Qana-al-Jalil, ao sul da cidade de Tiro e a 85 km de Beirute, é para os libaneses o local das “Bodas de Canaã”, onde Jesus realizou seu primeiro milagre, transformando a água em vinho durante um casamento.
Uma prova da existência de Jesus Cristo seria uma gruta onde teria descansado, e as rochas nas quais estão esculpidas figuras humanas.
Para Israel, entretanto, o local bíblico mencionado no Evangelho de São João se situa em uma cidade homônima na Galiléia, próxima de Nazaré, a cidade onde Jesus Cristo passou a infância.
As pesquisas dos arqueólogos e estudiosos dos textos bíblicos fizeram pesar a balança em favor da tese israelense.
O apelo do xeque xiita de Qana, Jaafar Sayegh, pela construção de uma mesquita no suposto local do milagre, em 1994, forçou o Exército libanês a intervir para proteger o lugar.
Quem considera que a figura do pai é imprescindível para o pleno desenvolvimento dos meninos está enganado, pelo menos é o que afirma Peggy Drexler, psicóloga americana que realizou uma extensa pesquisa sobre o assunto.
A autora de “Raising Boys Without Men” (Criando meninos sem homens), que será lançado em edição de bolso nos EUA em outubro após fazer muito sucesso, acompanhou durante 10 anos mais de 60 famílias, 30 delas formadas por mulheres que decidiram ser mães solteiras.
As conclusões da psicóloga contradizem as posições de alguns sociólogos, grupos religiosos e analistas.
Drexler diz que seu estudo demonstra que a moralidade e a masculinidade de um menino podem ser cultivadas sem que o pai conviva com ele.
Segundo a autora, as crianças descritas no livro possuem uma mistura de agressividade saudável e empatia que não é observada em todos os filhos de famílias que contam com mãe e pai.
A psicóloga acredita que as mães de seu livro têm a oportunidade de criar um tipo diferente de homem, forte e sensível, capaz de entender que as emoções são valiosas.
A especialista afirma que existe um grupo muito barulhento nos EUA que diviniza a família tradicional, porém “o que conta é a qualidade da criação dos filhos, não o número ou o sexo dos pais”.
“Às vezes, para um pai – ou uma mãe – jantar com seus filhos é um melhor indicador de como serão quando forem mais velhos, do que a quantidade ou o sexo dos pais na mesa”, declarou.
Drexler afirmou que as protagonistas de “Raising Boys Without Men” são mulheres educadas, de renda estável, mais velhas que a média das mães e que têm informações sobre como criar uma criança.
A professora de psicologia da Universidade de Cornell, em Nova York, teve que suportar todo tipo de acusações por causa de suas idéias e chegou a consultar uma companhia de segurança por causa da agressividade de algumas das mensagens que recebeu.
Houve quem a aconselhou a se mudar para a Europa, aqueles que a chamaram de “abominável” e acusações de odiar os homens e de promover a causa gay.
Entretanto, Drexler, mãe de dois filhos – uma menina de 12 anos e um jovem de 26 – e casada há 36 anos com o mesmo homem, diz que seus motivos foram bem diferentes do ódio pelo sexo oposto.
“Existe nos EUA a percepção de que a maior parte dos meninos americanos cresce em famílias com pai e mãe, porém na realidade menos de 23% dos lares estão dentro desta categoria”, declarou a professora universitária.
Segundo os últimos números do censo, há cerca de oito milhões de mulheres criando seus filhos sozinhas e há pelo menos outras 100.000 famílias com duas mães lésbicas.
Segundo a psicóloga, “criar um filho sozinha é difícil para qualquer mulher, mas existe uma preocupação especial no caso das mães com meninos”.
O que a autora quis comprovar é se a preocupação tinha justificativa.
“Existe a percepção de que um menino precisa de um homem no quarto da mãe para se transformar em homem. Queria ver se isto é verdade, pois o número de mães solteiras ou divorciadas aumentou de 3 milhões em 1970 para cerca de 8 milhões atualmente”, disse à Efe a psicóloga da Universidade de Cornell.
A autora afirmou que “os homens são muito importantes para os meninos, porém os que não os encontram em casa podem descobri-los na sociedade a seu redor”.
“Há vários modelos, bons e maus, na escola, nas áreas de lazer, nos livros e na televisão, que um menino pode descobrir. Nenhuma família pode oferecer todos os modelos”, declarou a psicóloga nova-iorquina, que apesar das críticas também encontrou admiradores.
Entre os que entraram em contato com ela após a publicação do livro está a mãe do ciclista americano Lance Armstrong, que criou o campeão sozinha.