O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) apresentou nesta quarta-feira (15/3) uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê a isenção de impostos de templos religiosos para a aquisição de bens “e serviços necessários à formação do patrimônio, à geração de renda e à prestação de serviços”.
O documento, no entanto, ainda precisa do apoio mínimo de 171 deputados para que seja oficializado no sistema da Casa.
Nesta quarta, o texto de Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, e com a coautoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), foi entregue a Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara.
A proposta de Crivella propõe o fim dos impostos para construção e reformas dos templos e para obras para prestação de serviços, como construção de creches, asilos ou comunidades terapêuticas.
Se aprovada, as igrejas serão contempladas, também, na isenção de tributos com os gastos com a manutenção das atividades, além de compras relacionadas a utensílios necessários para a realização dos cultos.
O Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record, fez um relato impactante expondo o que fez por Lula (PT), atual presidente do Brasil. Por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, o televangelista falou que nunca havia dito antes.
De acordo com Edir Macedo, o político lhe procurou quando estava com câncer, orou e ele foi curado. “O Lula esteve oito anos no governo, pergunta a ele o que ele me fez, o que ele me deu, o que ele deu a Record?”, iniciou o Bispo.
“Ele não deu nada, ele apenas fez o que ele tinha que fazer e não fez com todas as demais emissoras de propaganda, obviamente que pagou, honrou seus compromissos. Eu não devo nada ao Lula, eu estou livre, pergunte a ele.”, prosseguiu o líder religioso de 78 anos.
Em seguida, o dono da Record relatou o que ele fez com presidente. “Ele [Lula] deve, ele me deve, não a mim, mas obviamente Deus. Ele nos usou quando ele estava com câncer na garganta, o Lula foi ele foi lá em João Dias na Igreja falar comigo.”, entregou o televangelista.
“Eu pedi que saíssem da sala e então fechamos a sala, ou seja, fechei a porta eu impus as mãos sobre o pescoço dele e orei por ele.”, disse ainda Edir Macedo no vídeo.
No fim, o Bispo entregou o que fez por Lula. “Eu orei pelo Lula e ele ficou curado, fez tratamentos la no Einstein, mas ficou curado, quer dizer eu fiz um favor para ele, ele não me fez favor nenhum. Oito anos que esteve lá não fez nenhum favor pra mim.”, completou.
Cristãos enlutados após um ataque na Nigéria. (Foto: International Christian Concern)
Extremistas islâmicos mataram 17 cristãos durante um ataque recente, em mais um caso de perseguição no estado de Kaduna, na Nigéria.
De acordo com o International Christian Concern (ICC), organização que apoia cristãos perseguidos, um grupo de militantes chegou à noite na aldeia Ungwan Wakili e atacou com armas sofisticadas.
Um funcionário local do ICC viu as fotos das 14 vítimas no chão da aldeia, que foram baleadas e morreram na hora.
Segundo um líder local, mais três cristãos não resistiram aos ferimentos e morreram mais tarde no hospital.
Funcionários do governo local afirmaram que irão investigar o caso e acusaram os militares, que possuem um posto de controle próximo a Ungwan Wakili, de permitirem o ataque.
Nos últimos meses, o estado de Kaduna, de maioria cristã, tem sido alvo constante de extremistas muçulmanos.
Perseguição aumenta na Nigéria
Em 2022, o número de cristãos mortos por sua fé na Nigéria cresceu. Segundo a Lista Mundial de Perseguição da Portas Abertas foram:
O número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos também aumentou. Em 2021, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques a igrejas e pessoas deslocadas internamente.
Esse ano, na Lista Mundial de Perseguição dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o 6° lugar. É a classificação mais alta de todos os tempos, já que no ano anterior o país esteve na 7º posição.
“Militantes do Fulani, Boko Haram, Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e outros conduzem ataques a comunidades cristãs, matando, mutilando, estuprando e sequestrando para resgate ou escravidão sexual. Este ano também vimos essa violência se espalhar para a maioria dos crentes ao sul da nação. O governo da Nigéria continua negando que isso seja perseguição religiosa, então as violações dos direitos dos cristãos são realizadas com impunidade “, observou a Lista Mundial da Perseguição.
Fonte: Guia-me com informações de international Christian Concern
Moradores de uma vila no Congo (Foto: Portas Abertas)
O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque a um vilarejo no estado de Kivu do Norte, Leste da República Democrática do Congo. O atentado deixou 40 cristãos mortos e um rastro de destruição.
“Matamos os cristãos com armas e facas e destruímos as propriedades deles na vila de Mukondi”, disseram os extremistas em pronunciamento para agência de notícias no dia 9 de março. Fotos das casas em chamas foram compartilhadas por outras agências de mídia, confirmando o ataque.
Segundo autoridades locais, ao menos 45 pessoas foram assassinadas em ataques às vilas no estado de Kivu do Norte na última semana. Nesse grupo, 40 eram cristãos, confirmou um parceiro local da Portas Abertas.
Aliança extremista
O ataque do Estado Islâmico se soma ao contexto violento que as Forças Aliadas Democráticas (ADF, da sigla em inglês), um grupo extremista aliado ao Estado Islâmico, vem semeando há ao menos dois anos.
No sábado, 11 de março, outro ataque matou ao menos 22 cristãos na cidade de Kirindera, também no estado de Kivu do Norte. Fontes locais contaram à Portas Abertas que o grupo ADF atacou uma clínica de saúde, um hospital e um hotel.
Outros ataques recentes resultaram em igrejas bombardeadas, propriedades cristãs, como hospitais, destruídas e um número crescente de cristãos mortos e deslocados internos.
Cristãos sob ameaça
A República Democrática do Congo está na 37ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2023. O Leste do país é uma região perigosa para os cristãos.
Enquanto grupos rebeldes estão disputando o controle da região, os cristãos vivem sob constante ameaça de sequestros e ataques violentos.
Os terroristas costumam sequestrar e violentar sexualmente as mulheres, que são depois forçadas a se casarem com soldados da milícia. Dessa forma, eles mantêm as cristãs como um tipo de “troféu” que exibe o poder e a vitória do grupo.
A organização explica que as chances de encontrar justiça através do sistema legal do país são pequenas. Muitos cristãos são forçados a fugir de casa e buscar refúgio em vilarejos próximos.
Os líderes cristãos que discursam e se opõem à corrupção e violência são assediados e ameaçados pelo governo. A Portas Abertas pede orações pela Igreja no Congo.
Ryan Koher, Annabel Koher e seus dois filhos em foto sem data. (Foto cortesia)
Um piloto missionário americano e dois outros homens presos em Moçambique por mais de quatro meses por suspeita de apoiar insurgentes no país devastado pela guerra foram libertados da prisão.
Ryan Koher e dois sul-africanos, WJ du Plessis e Eric Dry, deixaram a prisão no final da tarde de terça-feira, de acordo com o ministério norte-americano Mission Aviation Fellowship (MAF).
Diz-se que Koher está “indo bem” após sua libertação e falou várias vezes com sua esposa, Annabel, e seus dois filhos desde sua libertação, disse um porta-voz ao The Christian Post.
Todos os três homens são obrigados a permanecer em Moçambique e o caso ainda está em andamento.
Dizendo que a organização está “agradecida aos tribunais de Moçambique por esta decisão”, o MAF “continua a aprender mais sobre os próximos passos do caso com o nosso advogado”, acrescentou o porta-voz.
“A equipe de liderança executiva do MAF-US expressa seus agradecimentos a todos aqueles que oraram por Ryan e sua família”, acrescentou o comunicado. “Pedimos orações contínuas para que o resultado final seja a libertação total de Ryan de quaisquer acusações e julgamento.”
A libertação de Koher parecia ser uma resposta à oração depois que sua esposa Annabel disse em entrevista na semana passada que, embora não tivesse certeza de como o processo legal iria se desenrolar, ela orava para que Deus usasse o tempo de Koher na prisão para Sua glória e o trouxesse de volta em segurança para sua família.
Koher e os outros dois voluntários do MAP foram presos em novembro de 2022 enquanto se preparavam para ajudar a carregar vitaminas e outros suprimentos em um avião com destino a um orfanato em Cabo Delgado, a província mais ao norte de Moçambique.
Até o momento, nenhuma acusação foi feita no que ainda está em andamento, disse a família.
Desde 2017, um grupo rebelde que se acredita ter ligações com o Estado Islâmico ocupou aldeias, igrejas e mesquitas na região norte do país africano, deixando centenas de mortos.
Nos últimos cinco anos, cerca de 1 milhão de pessoas fugiram de suas aldeias em Cabo Delgado devido à guerra entre as forças de segurança e os insurgentes.
Por meio de seu parceiro local Ambassador Aviation, o MAF diz que transporta suprimentos para vários orfanatos anualmente desde 2014.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Leonardo Sales e pastor Elizeu Rodrigues (Foto: Reprodução)
O pastor Leonardo Sale, da Igreja Pentecostal Tempo de Milagres, pediu perdão à Igreja após um bate-boca nas redes sociais, envolvendo ele e o pastor Elizeu Rodrigues.
“Eu quero pedir perdão à Igreja porque eu sou sanguíneo. É o meu jeito. Eu não sou um personagem”, disse ele no Instagram. Leonardo disse que o motivo de ter se exaltado na live polêmica foi porque não gostou de Elizeu ter chamado alguns famosos de “filho do diabo”.
“E no momento que ele chamou a Priscilla Alcantara e a Bruna Marquezine de filhas do diabo, então se elas são filha do diabo porque estão fora da igreja,do ‘sistema’ – eu não concordo com o posicionamento dela -, mas se chamar ela do diabo, ele está chamando milhões de seguidores dela de filho de quem? Deus?”, falou.
“Quantas pessoas têm o mesmo comportamento que elas? É todo mundo mundo filho do diabo?”, completou ele.
O pastor relembrou que na sua adolescência se desviou, e destacou que voltar é mais difícil do que aceitar Jesus pela primeira vez.
Ele justificou dizendo que a Igreja não foi chamada para isso, e disse que é preciso ter misericórdia como Jesus teve do ladrão da cruz.
Para finalizar, Leonardo Sale disse que tudo que fala é dentro da Palavra e alfinetou Elizeu dizendo: “Eles não entendem sobre o amor, usam a Palavra para cortar a orelha, usa a Palavra para colocar no lugar” disse.
Sobre o bate-boca
Na última terça-feira (14), Leonardo Sale e Elizeu Rodrigues bateram boca durante uma live pelo Instagram e movimentaram as redes sociais. A discussão começou quando Sale fez um vídeo no TikTok criticando Elizeu Rodrigues pelo fato dele denunciar durante suas pregações os artistas que abandonaram a música gospel, entre eles Priscilla Alcantara e Jessé Aguiar.
A discussão prosseguiu por vários minutos e foi assistida por milhares de pessoas em tempo real. Na live, ambos se questionaram, estranharam, debocharam um do outro e discordaram em vários pontos.
O cantor gospel Kleber Lucas mais uma vez está no centro de uma polêmica. Desta vez, o pastor da Batista Soul disse que a igreja ser contra o Carnaval soa como racismo.
Segundo o cantor, é uma festa com influência direta das religiões e culturas de matriz africana.
“O preconceito fundamentalista contra essa festa ressoa uma prática de racismo”, disse.
Kleber escreveu um artigo para o blog Observatório Evangélico onde comentou sobre as declarações do pastor Teofilo Hayashi sobre a participação da cantora Priscilla Alcantara no Carnaval deste ano.
O cantor afirmou que Teofilo Hayashi fez o video na intenção de conseguir fama em cima da ex-cantora gospel.
“Contudo, o fato de a crítica do referido pastor ter contemplado a opinião de tantos outros, que não tardaram em ecoar a denúncia de apostásia contra Priscilla, leva-nos a situar a polêmica num patamar mais amplo. Nesse movimento, verificamos que os afetos políticos e o racismo estrutural também explicam o Repúdio à cantora”, afirmou o pastor Kleber.
“Como se celebrar só fosse legítimo nos marcos da fé. Então, quando uma cantora, já conhecida e adorada pela juventude evangélica, realiza um movimento de celebração na direção da cultura secular, esse tipo de conduta tende a chocar muitos religiosos”, completou.
Kleber continua dizendo que o gesto de Priscilla “é contrário aos princípios de uma igreja que se contrapõe ao carnaval, incentivando o afastamento da juventude em retiros espirituais. Sua celebração foge do dogma defendido por muitas igrejas e por isso é suscetível de chocar”, explicou.
Segundo o cantor gospel, o posicionamento da cantora a favor de bandeiras como LGBTQIA+ são “incompatíveis com o projeto do governo derrotado nas urnas”, e por causa disso, vem despertando a fúria dos evangélicos.
“Nesse sentido, o grande problema não é uma evangélica ter cantando no carnaval da Bahia, mas o fato de ela não defender o projeto de governo derrotado”, afirmou.
O cantor continua: “No meio evangélico mais conservador ainda existe um descontentamento exacerbado com o resultado das eleições. Cantores e artistas evangélicos que se recusam a compactuar com o bolsonarismo tendem a intensificar nos evangélicos conservadores o sentimento de mágoa. Estes, por sua vez, começam a procurar qualquer motivo para justificar e destilar seu ódio e intolerância, como foi o caso dos ataques contra Priscilla”.
“A crítica à Priscilla Alcantara pode ter sido uma estratégia de autopromoção por parte de seus detratores, e certamente a aceitação dessa critica por parte de muitos evangélicos acusa uma intolerância de natureza politica. Nada disso exclui, porém, a ingerência do racismo estrutural nessa critica”, finalizou o pastor.
A Hillsong anunciou uma revisão independente de suas estruturas financeiras depois que o parlamentar independente australiano Andrew Wilkie acusou a igreja de fraude, lavagem de dinheiro e evasão fiscal.
Wilkie disse ao Parlamento australiano que as doações da igreja eram usadas “para fazer o tipo de compras que envergonharia um Kardashian”.
O deputado usou o privilégio parlamentar para tornar públicas milhares de páginas de registros financeiros fornecidos por um denunciante não identificado.
Ele acusou a igreja de ganhar $ 80 milhões de dólares a mais do que declara a cada ano, usando honorários para esconder renda e “tratando jatos particulares como Ubers”.
Ele alegou que a igreja financiou um “retiro de luxo de três dias em Cancun, México” no valor de $ 150.000, voos em jatos particulares para o ex-pastor sênior Brian Houston e vários voos em classe executiva para o novo pastor sênior Phil Dooley.
Outras despesas supostamente incluem milhares de dólares em malas e joias de grife para os líderes da Hillsong, bem como US$ 16.000 em skates personalizados.
Wilkie alegou ainda que o ex-pastor da Hillsong NYC, Carl Lentz, recebeu “dezenas de milhares de dólares” para financiar uma “sala verde de celebridades para cobrir o bufê e o custo de presentes para celebridades visitantes”.
“No ano passado, um denunciante me forneceu registros financeiros e documentos do conselho que mostram que a Hillsong está infringindo várias leis na Austrália e em todo o mundo relacionadas a fraude, lavagem de dinheiro e evasão fiscal”, disse ele.
“Os seguidores de Hillsong acreditam que o dinheiro que colocam na caixa dos pobres vai para os pobres, mas esses documentos mostram como esse dinheiro é realmente usado para fazer o tipo de compra que envergonharia um Kardashian”.
Em resposta, Houston chamou as alegações de “fora de contexto, enganosas ou falsas”.
As revelações levaram a Comissão Australiana de Caridades e Sem Fins Lucrativos (ACNA) a anunciar que está iniciando uma investigação sobre as alegações.
Dirigindo-se ao culto da Hillsong em Sydney no domingo, Dooley disse que a igreja encomendou uma avaliação terceirizada de sua estrutura e processos financeiros e está “examinando todas as despesas para garantir que está indo para empreendimentos ministeriais focados na missão”.
As mudanças, disse ele, também incluem uma nova política de presentes e honorários.
“[Mudar] significa fazer as coisas de maneira diferente… reconhecendo nossos erros e encontrando maneiras de fazer melhor”, disse ele.
“Em qualquer organização, a forma como as decisões financeiras são tomadas é baseada em uma certa estrutura e cultura.
“Nossa estrutura e cultura estão mudando e precisam mudar mais para garantir que tenhamos um nível mais alto de responsabilidade, e eu saúdo isso.
“Se estivermos fazendo as coisas de maneira excessiva ou desalinhadas com nossa missão, essas coisas vão parar.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Bolsonaristas radicais invadem e destroem Congresso, Palácio do Planalto e STF em Brasília. (Foto: Reprodução/YouTube)
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito e está investigando igrejas evangélicas de Mato Grosso pela suspeita de organizar caravanas e enviar fiéis para participarem de atos antidemocráticos e de vandalismo do dia 8 de janeiro, em Brasília. A informação foi divulgada em uma reportagem do portal de notícias UOL.
Segundo a reportagem, logo após os atos de 8 de janeiro, a PF abriu inquéritos para identificar os financiadores das caravanas com destino a Brasília. A informação sobre o financiamento por igrejas evangélicas foi citada aos investigadores por pelo menos cinco pessoas presas pela PF no acampamento montado no quartel-general do Exército.
A documentação inédita está sendo analisada pela PF para o aprofundamento das investigações sobre os financiadores e organizadores dos atos antidemocráticos.
Como havia uma grande quantidade de pessoas a serem ouvidas, os termos de depoimento são curtos e pouco se aprofundam sobre os temas, mas são usados como ponto de partida para as apurações
Entre os depoimentos, está o de Sirlei Siqueira, moradora de Sinop (480 km de Cuiabá). Ela afirmou à PF que viajou em uma “excursão da Igreja Presbiteriana Renovada”. Jamil Vanderlino, também morador de Sinop, disse ter viajado em um “ônibus financiado por igreja evangélica”. No entanto, os dois não deram detalhes sobre quem financiou a viagem. Jamil disse que “fará uso de seu direito de permanecer calado”.
A reportagem do UOL procurou a Igreja Presbiteriana Renovada de Sinop, que disse que os pastores não participaram do ato do dia 8 de janeiro e afirmou desconhecer quem teria organizado a caravana.
Um outro alvo preso pela PF, morador de Maceió, Ademir Almeida da Silva, disse que tinha remuneração mensal de R$ 400 e citou o nome de um pastor da Igreja Batista, Adiel Brandão de Almeida, como um dos financiadores de sua viagem. Procurado, o pastor disse que viajou com Ademir para Brasília e que “cooperou” durante a viagem porque ele estava com pouco dinheiro, mas que não houve relação da igreja com essas despesas.
“Ao longo da viagem, a gente foi cooperando com ele. Ele pagou algumas coisas, ele estava com pouco dinheiro, alguns lanches nós rateamos, outros lanches não. Além disso, nós não tivemos participação em nada disso aí”, afirmou à coluna. “Isso é financiar a ida de alguém? Não é. Financiar é quando você está dizendo que todas as despesas, transporte, comida, almoço e janta eram por minha conta, aí seria financiar. E mesmo que alguém fosse financiar, não é da conta de ninguém não”, disse Almeida.
Já uma moradora de Xinguara (PA) relatou ser frequentadora da Assembleia de Deus e que integrantes da denominação religiosa participaram da caravana na qual ela viajou a Brasília, mas não deu detalhes sobre o responsável pelo financiamento.
Além das igrejas, outros presos relataram também a participação de empresários no financiamento e até mesmo o recebimento de doações para que viajassem a Brasília para participar do ato antidemocrático. Os depoentes, entretanto, evitaram fornecer detalhes sobre esses financiadores. Mesmo sem muitos detalhes nos depoimentos, as investigações avançam, já que a PF está analisando celulares apreendidos com os presos, o que vai permitir aprofundar as informações citadas.
A investigação também analisa quebras de sigilo bancário e relatórios de movimentação financeira dos contratantes dos ônibus, para saber se há financiadores ocultos que não aparecem formalmente nos documentos.
O ato antidemocrático resultou na depredação das sedes dos Três Poderes e na prisão de mais de 1.800 pessoas, que participaram do quebra-quebra ou que estavam acampadas no quartel-general do Exército.
Relator das investigações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi quem determinou as prisões dos participantes do acampamento no quartel-general do Exército, logo após os atos do 8 de janeiro. Os depoimentos também estão em seu gabinete.
Nas últimas semanas, o ministro Alexandre de Moraes proferiu decisões autorizando a soltura de aproximadamente 1.000 presos. Cerca de 400 permanecem detidos até o momento.
Treinador Joe Kennedy foi proibido pela escola Bremerton de orar em campo
Após alguns meses de sua vitória na Suprema Corte dos EUA, o treinador Joe Kennedy, que trabalhava em uma escola pública no estado de Washington e havia sido demitido por fazer orações no campo após os jogos, foi finalmente readmitido em seu cargo.
Kennedy, que havia sido punido pelo Distrito Escolar de Bremerton por orar em campo após os jogos de 2015 e reintegrado em sua função, segundo informou o grupo jurídico da First Liberty Institute em um comunicado na semana passada.
“Estamos entusiasmados com o fato de Bremerton e o treinador Kennedy estarem juntos novamente e esperamos que eles continuem invictos”, disse o conselheiro geral executivo do grupo, Hiram Sasser.
Como um cristão comprometido, Kennedy continuou praticando o ato de se dirigir à linha de 50 jardas após os jogos e se ajoelhar em oração, frequentemente acompanhado por torcedores e jogadores que se uniam a ele nesse momento.
Em outubro passado, advogados representando tanto Kennedy quanto o Distrito Escolar de Bremerton apresentaram uma estipulação conjunta no tribunal, que afirmava que o treinador seria readmitido em seu cargo anterior como assistente técnico até o dia 15 de março de 2023.
O distrito escolar inicialmente suspendeu Kennedy por se recusar a parar de orar no campo. O órgão acreditava que a oração feita pelo treinador violava a Cláusula de Estabelecimento da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Liberdade religiosa
Kennedy processou o distrito escolar em 2016, acusando-o de violar sua liberdade religiosa.
Em 2017, um painel de três juízes do Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA decidiu contra Kennedy e, inicialmente, a Suprema Corte dos EUA se recusou a ouvir uma apelação no caso em 2019.
Em março de 2021, um painel de três juízes do Circuit Court decidiu novamente contra Kennedy.
Em janeiro de 2022, a Suprema Corte dos Estados Unidos concordou em ouvir o caso de Kennedy. No entanto, um mês depois, o distrito escolar entrou com um pedido de arquivamento do caso, alegando que o caso era questionável porque Kennedy havia se mudado para a Flórida. A equipe jurídica de Kennedy, no entanto, esclareceu que o treinador havia se mudado temporariamente para cuidar de um familiar doente.
“Kennedy orou durante um período em que os funcionários da escola estavam livres para falar com um amigo, ligar para fazer uma reserva em um restaurante, verificar e-mails ou tratar de outros assuntos pessoais. Ele ofereceu suas orações em silêncio enquanto seus alunos estavam ocupados. Ainda assim, o distrito escolar de Bremerton o disciplinou de qualquer maneira”, escreveu o juiz Neil Gorsuch para a maioria.
“Tanto as Cláusulas de Livre Exercício quanto de Liberdade de Expressão da Primeira Emenda protegem expressões como a do Sr. Kennedy. … A Constituição e as melhores de nossas tradições aconselham respeito mútuo e tolerância, não censura e supressão, tanto para visões religiosas quanto não religiosas.”
Kennedy respondeu à sua vitória, dizendo que tudo o que queria “era estar de volta ao campo com meus rapazes”.
“Sou incrivelmente grato à Suprema Corte, à minha fantástica equipe jurídica e a todos que nos apoiaram”, disse ele em comunicado. “Agradeço a Deus por responder às nossas orações e sustentar minha família durante esta longa batalha.”
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post