Evangélicos na Nicarágua. (Foto: Facebook/Alcaldía de Masaya)
A repressão do regime de Daniel Ortega está afetando não só a Igreja Católica na Nicarágua, mas também a Igreja Evangélica. A polícia nicaraguense impediu pastores de realizarem um ato comemorativo do Dia da Bíblia, que é celebrado no último domingo de setembro.
A notícia veio a público na quarta-feira (23) pela imprensa local, que informou que a polícia de Ortega proibiu a celebração dos 453 anos da tradução da Bíblia nas ruas do país “por razões de segurança”.
O Conselho Nacional de Pastores Evangélicos da Nicarágua enviou uma carta a líderes cristãos na segunda-feira (19), orientando que as festividades sejam celebradas dentro dos templos, por causa da proibição.
“Através desta carta informamos que devido às orientações das autoridades civis, não será comemorado o 453º aniversário da tradução da Bíblia para o castelhano, eles expressam que o motivo é a segurança dos participantes, por isso convidamos cada um de vocês a realizar suas celebrações em seus templos, elevando orações a Deus para que possamos viver tranquila e pacificamente”, diz o texto.
Em entrevista ao site nicaraguense 100% Noticias, alguns pastores disseram que pediram autorização à Polícia Nacional para um ato público do Dia da Bíblia, mas tiveram a solicitação recusada.
“Se há uma orientação a nível nacional de que não temos autorização para fazer uma marcha ou nenhuma concentração em comemoração ao dia da Bíblia, a mesma coisa que estão fazendo com a Igreja Católica [estão fazendo com os evangélicos], porque estão proibindo toda atividade pública em massa nas ruas”, disse um pastor sob anonimato, por medo de represálias.
Falando ao site Despacho 505 nesta quinta-feira (22), outro pastor disse: “A primeira recusa a comemorar foi recebida no norte do país, na zona de Matagalpa, e ontem à noite soubemos que o desfile nacional que estava marcado para este domingo, 25 de setembro, foi suspenso”.
O pastor explica que o desfile tem sido feito todos os anos na Nicarágua, com trios elétricos, enquanto a Bíblia é lida e louvores são cantados. “Mas não podemos sair para a rua”, disse o pastor anonimamente.
Cristãos no alvo do governo
O pastor acredita que este ato da polícia é um sinal de que a situação pode se tornar ainda pior na Nicarágua. “Que Deus nos livre, mas perseguições como a que estão fazendo contra nossos irmãos padres e bispos podem vir [contra os evangélicos]”, destacou.
A Polícia da Nicarágua impediu também, nesta terça-feira (20), a celebração de festividades católicas nas ruas da cidade de Masaya. As festas de São Jerônimo costumam acontecer de setembro a novembro, sendo consideradas as festividades mais longas do país.
O advogado Yader Morazán lembra que manifestar atos religiosos é um direito previsto no artigo 69 da Constituição da Nicarágua. Falando ao Despacho 505, ele destaca que a Polícia deveria eliminar as condições que impedem o exercício religioso, não o contrário.
Fonte: Guia-me com informações de 100% NOTICIAS E DESPACHO 505
Matt Markins, que é chefe da organização de discipulado infantil Awana — ministério cristão que discipula crianças para que amem e sirvam a Cristo — fez um alerta para as igrejas que não investem com o objetivo de discipular os pequenos..
Conforme a organização de pesquisa Barna Group, a maioria das pessoas formaram sua cosmovisão por volta dos 13 anos de idade. Por esse motivo, Matt acredita que é importante inserir o discipulado na formação infantil e não esperar até o ensino médio.
Ele lembra que, no ensino médio, é justamente quando os adolescentes começam a abandonar a igreja. Matt disse ao Christian Post sobre a importância do Fórum de Discipulado Infantil de Awana, que acontece nos dias 22 e 23 de setembro, em Nashville, no Tennessee, EUA.
Sobre o evento
Espera-se que cerca de 500 pessoas participem do evento de dois dias que incluirá apresentações sobre pesquisas conduzidas por Awana e pelo Barna Group.
Entre os palestrantes estão o pastor da Igreja da Transformação, Derwin Gray, a apologista e acadêmica Rebecca McLaughlin, o CEO do Barna Group, David Kinnaman, o professor do Grove City College, Carl Trueman, o teólogo Ray Ortlund, entre outros.
“As igrejas realmente precisam investir nas crianças. É o que estamos fazendo com as crianças de 8 anos”, disse.
Em busca de uma fé duradoura
Outra pesquisa que Matt considerou significativa revela que 39% das crianças relataram ter pelo menos um adulto em sua igreja além de seus pais que “os conhece, os ama e cuida deles”.
Ele observou que essas crianças que estão sendo cuidadas espiritualmente se saíram melhor em assuntos como “engajamento bíblico”, “servir na igreja”, sentir que “pertencem à igreja” e continuar “a seguir a Cristo nos próximos anos”.
“Não há comparação entre as crianças que têm outro adulto envolvido com elas com as crianças que não têm”, acrescentou.
“Então, qual é o ponto para pastores e líderes? Se você cultivar uma cultura em sua igreja onde as crianças são conhecidas, amadas e cuidadas por outros adultos amorosos e atenciosos, você vai desenvolver crianças que se tornam adolescentes, estudantes e jovens adultos que têm uma fé duradoura”, apontou.
O que a Igreja deve fazer?
No ano passado, durante o primeiro Fórum de Discipulado Infantil Awana, Matt disse que “foi dado o pontapé inicial” sobre a questão de ajudar a Igreja a passar do ministério infantil para o discipulado infantil.
“Neste ano, o foco será no ministério infantil do ‘mapa antigo’ versus o ministério infantil do ‘mapa novo’ — como as igrejas podem mudar de um para o outro”, explicou.
Matt definiu o mapa antigo como se concentrando mais no número crescente de membros e sendo “atraente”, enquanto o novo mapa é centrado no discipulado e sendo “mais formativo”.
“Como formamos uma fé duradoura nas crianças? O que a Igreja deve fazer para ajudar nisso?”, questionou Matt ao alertar que esse é um tema urgente e que as igrejas não podem mais fazer o que têm feito há duas décadas.
“Se continuarmos a olhar para o ministério infantil apenas através das lentes do entretenimento e do atrativo — como forma de atrair mais pessoas para nossa igreja — não vamos formar as crianças antes dos 13 anos para serem discípulos que fortalecem uma cultura cristã”, disse.
“Queremos construir um caminho para um futuro melhor. Mas se não tomarmos a decisão de avançar nessa direção, em algum momento a Igreja no Ocidente perceberá que está numa plataforma em chamas”, enfatizou.
Fundada em 1950, Awana é uma organização de ministério infantil que possui uma programação que atinge milhões de crianças em cerca de 68.000 igrejas em mais de 130 países.
O nome Awana deriva da frase “Obreiros aprovados não se envergonham”, que alude a 2 Timóteo 2.15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Don Ogden, fundador cristão do departamento de música do Grace College, morreu em 2015
Para o mundo exterior, Don Ogden, fundador do departamento de música do Grace College & Seminary em Winona Lake, Indiana, nos EUA, era um carismático e amado líder cristão, marido e pai.
Quando ele morreu aos 88 anos em 27 de junho de 2015, uma publicação da faculdade cristã privada descreveu Ogden como um pai de família apaixonado que “amava ser um servo do Senhor” acima de tudo.
O pai de três filhos, casado duas vezes, que fundou o departamento de música do Grace College em 1950 e atuou como presidente até 1987, era tão apaixonado por música que se deleitava em “promover a compreensão e o prazer da música dos ‘mestres’, tanto seculares quanto sagrado.” Ele também defendeu a “preservação e uso significativo de grandes hinos cristãos”, disse a faculdade na época.
Mas Ogden, que foi pai de duas filhas e um filho, e serviu por 42 anos combinados em duas igrejas da área, incluindo a Igreja Winona Lake Grace Brethren, se aposentou em 1993 depois que sinais de que ele estava escondendo algo terrível começaram a surgir.
O homem que havia declarado que “amava ser um servo do Senhor” também era um predador sexual em série que tinha atração por sexo com meninos, que ele uma vez comparou a um “dentista que come doces”. O vício de Ogden era tão profundo que, mesmo aos 80 anos, oito anos antes de sua morte, ele ainda estava ativamente envolvido em sua predação.
Uma declaração de seis páginas com evidências de apoio recentemente compartilhadas com o The Christian Post pelas filhas adultas de Ogden, Diane e Kathleen, disse que descobriram em fevereiro de 2021 que, juntamente com seu legado na música, seu pai deixou para trás cerca de 100 a 200 vítimas masculinas de sua predação.
Eles também acusam funcionários do Grace College e da Igreja Winona Lake Grace Brethren de lidarem mal com seu abuso por medo de que eles atrapalhassem o financiamento de suas operações se um escândalo sobre a predação de Ogden fosse tornado público.
“É com o coração partido que minha irmã e eu estamos trazendo nossa história adiante. Depois de falar com muitos especialistas cristãos que lidam com abusos em instituições cristãs, fomos informados de que, se não houver confissão pública e ajuda para as vítimas, devemos ir à mídia. Depois de escrever oito cartas nos últimos 16 meses, ambas sentimos, infelizmente, que não temos absolutamente nenhuma escolha”, diz o comunicado enviado pelas irmãs.
“Nosso objetivo é trazer luz para a escuridão em nossa cultura e em nosso mundo, e trazer cura e encerramento para muitas, muitas vítimas de nosso pai, que os especialistas estimam que seriam entre 100 e 200. Infelizmente, sem uma confissão pública da má gestão dos erros cometidos anos atrás, não há como localizar as vítimas”, disseram eles.
“Nosso pai usou sua posição, seu poder, sua inteligência e persuasão para ganhar a confiança dos jovens e, mais tarde, cometer crimes contra eles que mudariam suas vidas para sempre. Percebemos, olhando para trás, que isso infelizmente ainda acontecia quando ele tinha 80 anos.”
Prisão em 1993
As irmãs alegam que a predação de Ogden foi um segredo no Grace College por anos, mas por causa da força de seu nome como ferramenta de arrecadação de fundos para a escola, ele nunca foi confrontado até 1993. Naquela época, ele “foi preso no Kansas por agredir sexualmente um menor enquanto viajava como parte de seu trabalho no departamento de ex-alunos de Grace”, disse um comunicado da faculdade.
Um relatório de 15 de março de 1993 no The Hutchinson News revisado pelo CP disse que Ogden, que tinha 66 anos na época, foi preso por suspeita de sodomia agravada em Wichita, Kansas. Um garoto de 16 anos alegou que Ogden o sequestrou do Hutchinson Mall, depois o levou para uma área vazia a leste do shopping e o sodomizou. Quando ele terminou, Ogden teria levado o menino de volta ao shopping e o soltou.
Sargento aposentado Joseph Gimar, que era detetive do departamento juvenil do Departamento de Polícia de Hutchinson, transferiu Ogden para a cadeia do condado de Reno na noite de sua prisão. Em setembro de 2021, ele disse a Diane em um e-mail revisado pelo CP que Ogden não foi processado após a prisão porque o menino desmentiu sua história e disse que o sexo foi consensual.
“As alegações iniciais eram de que Ogden pegou o jovem no shopping e solicitou favores homossexuais dele. O jovem então entrou em contato com o PD com alegações de que ele foi sequestrado e forçado a fazer sexo com Ogden”, disse Gimar.
“Depois de questionar Ogden, houve alguns detalhes em conflito, o mais importante é a questão desse ato ser consensual. Ao entrevistar novamente o jovem, ele retratou sua declaração e me disse que havia inventado o incidente”, explicou Gimar. “Ele estava tentando encobrir seus rastros por desaparecer de seu grupo no shopping. O jovem é gay e enquanto ele não estava buscando ativamente um contato, Ogden pegou as pistas e acho que você pode dizer que o resto é história.”
Gimar disse que porque a idade de consentimento no Kansas é 16 anos , e ambas as partes concordaram que o sexo foi consensual, o caso foi encerrado.
Diane disse que na noite em que seu pai estava na prisão, ela foi à casa de sua mãe e a encontrou ao telefone com ele.
Ainda sem conhecer a história completa por trás do comportamento de seu pai, ela disse que também ligou para ele e disse: “Deus vai usar isso, papai. Você pode ajudar alguém que seja acusado injustamente algum dia”.
Ela lembrou como seu pai respondeu em lágrimas: “Você tem muita fé em mim.”
“Ele estava admitindo, mas minha mente não me deixava acreditar”, disse ela, observando que seu pai também disse: “Ninguém vai querer apertar minha mão novamente”.
Mais tarde, Diane disse que pediu ao pai para confessar o que ele fez diante de sua igreja, e ele argumentou contra isso e se comparou a um “dentista que come doces”.
Cerca de 14 meses depois, depois que ele foi removido dos cargos de liderança no Grace College e na Igreja Winona Lake Grace Brethren, Ogden confessou uma versão higienizada de sua predação, chamando-a de “sedução” para os meninos.
“De acordo com o que acreditamos que a Bíblia ensina, quero compartilhar com vocês, minha família cristã, o seguinte: algum grau de sedução ao pecado relacionado às acusações me incomodou em vários momentos durante a maior parte da minha vida. Eu pequei nesta área da minha vida. Esse problema me deixou vulnerável à abordagem que levou finalmente às acusações exageradas que temos combatido”, escreveu ele em uma carta datada de 13 de maio de 1994.
Ele agradeceu à esposa e aos amigos que o apoiaram e pediu orações e perdão daqueles que “foram feridos por mim de alguma forma”.
O denunciante
Diane disse que ela e sua irmã ficaram “mortificadas” quando um denunciante lhes disse em fevereiro de 2021 que a predação de seu pai contra meninos havia durado mais de 40 anos.
“[Ele] molestava meninos por mais de quatro décadas. Os casos ocorreram por todo o país, nas casas das pessoas, nossa casa, shoppings, conferências de jovens e outros lugares”, disseram elas em seu comunicado.
A revelação levou as irmãs a confrontar os líderes tanto do Grace College quanto da igreja Winona Lake Grace Brethren e os exortou a obter ajuda da organização Godly Response to Abuse in the Christian Environment (Resposta piedosa ao abuso no ambiente cristão, em tradução livre), fundada por Boz Tchividjian, popularmente conhecida como GRACE.
A GRACE, com sede em Lynchburg, Virgínia, ajuda grupos cristãos a enfrentar o abuso e tem um histórico de encontrar e ajudar vítimas.
“Fomos informados pela igreja que eles estavam de acordo com isso, mas eles teriam que ter o Grace College financiando a maior parte”, disse Diane. “Um líder da administração do Grace College me ligou e disse que entrou em contato com a organização ‘GRACE’ e depois discutiu com o conselho do Grace College. O conselho disse que não usaria a organização porque não podia pagar e porque queria ter o controle da investigação.”
“A organização GRACE não permitiria que eles tivessem o controle, pois a única maneira de proteger a integridade da investigação é fazê-lo externamente. Também me disseram que o Grace College poderia ajudar ‘algumas das vítimas, mas não todas elas’, o Grace College então contratou um advogado da Campus and Workplace Solutions e prosseguiu com sua própria investigação. ”
A investigação do Grace College
O Grace College confirmou que, assim que souberam do relatório do denunciante, contrataram Elizabeth H. Canning, Campus and Workplace Solutions “para conduzir uma investigação independente”. Essa investigação examinou o que a faculdade sabia, quando soube e como respondeu.
O Grace College disse que, como o contato principal de Ogden era com os alunos do programa de música, 900 cartas foram enviadas para membros do programa de música e ex-alunos do programa com perguntas sobre sua experiência com Ogden.
Apenas 11 indivíduos responderam dizendo que “experimentaram ou testemunharam má conduta sexual do Sr. Ogden, com a maioria dos incidentes ocorrendo durante as turnês do coral ou do grupo musical”, afirmou o documento.
O documento observou ainda que alguns ex-membros da equipe da escola foram informados de sua má conduta, mas não responderam adequadamente.
“A investigação comprovou alegações de assédio sexual e agressão sexual perpetradas pelo Sr. Ogden dentro do curso e escopo de seu emprego no Grace College. Os incidentes relatados ocorreram entre 1960 e 1990, com a maioria dos incidentes ocorrendo na década de 1980. A investigação também revelou que alguns ex-funcionários tinham conhecimento da má conduta e não responderam adequadamente às informações na época”, disse o documento, observando também a prisão de Ogden em 1993.
Um total de 140 pessoas responderam por e-mail ou telefone à carta do investigador ou contato direto, incluindo 19 ex-alunos e 18 atuais e ex-funcionários.
Grace College relata que desde que a investigação foi conduzida, a escola fez várias mudanças, incluindo “treinamento para a comunidade do campus que comunica claramente as definições de comportamento proibido, expectativas de comportamento, aplicação de políticas para alunos e funcionários, [e] a seriedade com o qual o Colégio trata de má conduta.”
A resposta da Igreja dos Irmãos Winona Lake Grace
No final de agosto, Rhonda Raber, que lidera o Ministério da Mulher da Igreja Winona Lake Grace Brethren, disse ao CP que quando chegou à igreja em 1981, Ogden já estava lá. Ela o descreveu como “uma alegria estar por perto”.
“Só posso dizer o que vi. Ele era um homem muito carismático. Uma alegria estar por perto, muito divertido. Ele fazia música, era carismático, contava as piadas mais bregas de uma maneira divertida. Ele parecia ser um homem super legal”, disse ela.
Questionada se já tinha ouvido alguma das alegações sobre Ogden, ela disse: “Neste momento, está confuso o que eu sabia no passado e o que sei com os rumores que ouço agora”.
“Eu sei que houve um problema; Eu sei o que foi abordado. Houve uma confissão, mas não posso lhe contar detalhes”, acrescentou.
Quando perguntada se ela estava se referindo à prisão de 1993 por sodomia, ela disse “sim”.
Raber disse que as revelações feitas pelas filhas de Ogden são novas para ela.
“Muitas das coisas parecem ser novas que eu desconhecia totalmente antes”, disse ela.
Quando lhe disseram que Diane e sua irmã alegaram que a igreja ajudou a encobrir os crimes de seu pai, ela respondeu: “É uma pena que eles digam isso”.
Kip Cone, o atual pastor líder da Igreja Winona Lake Grace Brethren, disse ao Christian Post que os líderes da igreja não conduziram uma investigação adequada do tempo de Ogden na igreja após sua prisão em 1993. Ele disse que em setembro de 2021, os líderes reconheceram que o processo disciplinar e de restauração do falecido professor de música não expôs toda a extensão de seu pecado.
“Meu entendimento é que a polícia realizou uma investigação criminal, que foi suspensa quando as acusações foram retiradas. Como não havia alegações sobre membros da igreja, participantes ou programas patrocinados pela igreja, a liderança da igreja local naquela época se concentrou em apoiar Wanita, a esposa de Don, e em abordar questões espirituais com Don, o que levou a uma confissão pública” disse Cone.
“Não temos conhecimento de nenhuma vítima de Don na igreja ou em relação à sua função como ministro de música em tempo parcial na igreja”, disse Cone.
Quando perguntado se a igreja havia feito alguma investigação independente para encontrar possíveis vítimas, Cone disse que decidiu não fazer uma porque o Grace College já havia contratado uma equipe para investigação e “não recebemos nenhum feedback apontando para nenhuma vítima na igreja. ”
Cone afirmou ainda que desconhece qualquer evidência sugerindo que os pastores da igreja estavam cientes de qualquer comportamento desqualificante da liderança antes da prisão de Ogden em 1993.
“Não conheço nada que indique que os pastores naquela época tivessem tal conhecimento”, disse ele. “Depois da prisão, Don nunca mais foi contratado pela igreja.”
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Ereni Miranda, viúva do fundador da Igreja Deus é Amor, David Miranda.
Por meio de um vídeo publicado nas redes sociais oficiais da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), Ereni Miranda, presidente da instituição, desmentiu a própria filha, Léia Miranda, e defendeu a diretoria da igreja.
– A minha filha Léia cometeu um erro bem grande. Não estou falando daquele vídeo não. Mas na quinta-feira passada, ao invés dela orar e entregar tudo nas mãos do Senhor, ela foi ao púlpito e isso não resultou em boa coisa – disse Ereni.
A viúva do reverendo David Miranda declarou que a diretoria não é corrupta; e se colocou à disposição para comprovar o que afirma para qualquer membro que estiver com dúvidas sobre a conduta da direção.
Outro ponto comentado pela matriarca da IPDA é sobre a denúncia de que há membros da diretoria envolvidos com maçonaria. A afirmação também partiu de Léia Miranda.
– Ela errou porque estava irada. Eu sempre aconselho meus filhos a não cometerem esse erro e não fazerem nada na hora da ira. Ela fez uma rebelião – comentou.
A filha dos fundadores da denominação foi disciplinada pela direção da igreja após o vazamento de um áudio com uma conversa íntima supostamente entre ela e um pastor de Florianópolis.
Descontente com a decisão, Léia Miranda tentou eleger uma nova diretoria para cancelar a decisão. Mas foi impedida com a chegada da polícia.
O vídeo da IPDA não pode ser compartilhado por outros sites. Para assisti-lo clique aqui.
O pastor Silas Malafaia foi condenado pela Justiça a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais ao deputado federal e candidato ao governo do RJ Marcelo Freixo.
O julgamento foi unânime na ação em que Freixo argumentou que, em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio, o pastor promoveu campanha difamatória contra ele no YouTube, com vídeos com declarações injuriosas e ofensivas.
O entendimento da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi de que líder religioso que ultrapassa os limites da crítica política em ataques a candidato a cargo eletivo prejudica a campanha deste, devido à ampla repercussão social de suas falas.
Na ação, Freixo argumentou que, quando ele concorreu à Prefeitura do Rio, em 2016, Malafaia promoveu campanha difamatória contra ele no YouTube, com vídeos desrespeitosos e ofensivos. O pastor disse que o parlamentar “é a favor de cartilhas eróticas nas escolas”. Também declarou que o político é contra a Polícia Militar e que, se fosse eleito prefeito, crianças de seis anos aprenderiam sexualidade nos colégios. O líder religioso ainda se referiu ao candidato a governador como “frouxo”, “cínico”, “covarde”, “dissimulado”, “mentiroso”, “vagabundo”, “safado” e “vigarista”.
Em sua defesa, Malafaia — que apoiou o candidato Marcelo Crivella (Republicanos), que derrotou Freixo no segundo turno — alegou que apenas fez uso da liberdade de expressão para informar a população sobre a ideologia e a política defendidas pelo integrante do PSB.
A 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro condenou o pastor, em 2020, a pagar indenização por danos morais de R$ 15 mil a Freixo. Os dois recorreram.
O relator do caso no TJ-RJ, desembargador Fernando Cerqueira Chagas, afirmou que o valor da indenização fixada pela primeira instância era baixo, levando em conta a gravidade do dano, o caráter punitivo-pedagógico e o porte econômico das partes. Dessa maneira, votou para elevar a quantia para R$ 100 mil.
O magistrado destacou que, nos vídeos, Malafaia usa palavras duras contra Freixo, como “esquerdopata”, “imoral”, “indecente”, “cínico”, “mentiroso” e “dissimulado”, mas que, no contexto em que foram proferidas, não revelam violação a direito da personalidade do deputado, tendo em vista que ele é um político.
Em outros trechos, porém, o pastor, no intuito de defender sua ideologia, extrapolou os limites da liberdade de expressão e opinião política, atacando Freixo de forma abusiva, segundo Chagas. Isso ocorreu quando Malafaia afirmou que o parlamentar “é a favor de cartilhas eróticas nas escolas”, quando declarou que, “com ele (Freixo), crianças de seis anos aprenderiam sexualidade na escola” e que o político “apoia todo o lixo moral”.
“Isto é, os vídeos publicados pelo réu, em certas passagens, não podem ser considerados veiculadores de meras críticas, pois tinham a intenção de fazer com seguidores e destinatários dessas publicações acreditassem que o autor defenderia a sexualização de crianças, desde a mais tenra idade nos bancos escolares”, opinou o desembargador.
Tais declarações, ressaltou, deixam claro que Malafaia excedeu a liberdade de expressão, com o objetivo de ferir a honra de Freixo e prejudicar a sua campanha a prefeito em 2016, usando o alcance de que desfruta na internet.
Folha Gospel com informações de Conjur e Fuxico Gospel
O pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda de São Paulo, disse em uma pregação recente que homossexuais deveriam ter orgulho de serem gays e dar um basta nos cristãos que não aceitam a prática. O trecho da ministração foi publicado em suas redes sociais nesta semana.
No vídeo, Gondim, que anunciou em junho que a Igreja Betesda se tornou uma denominação inclusiva, isso é: vai se adaptar a uma teologia diferente para atender os LGBTs, prega sobre autoconfiança.
“Chega! Chega desse papinho piedoso de crente que diz: ‘Eu te amo, mas odeio o seu pecado’, para! Está na hora do homossexual ter orgulho gay, se levantar e dizer: ‘Eu não devo nada a ninguém, eu sou quem sou’”, disse ele no vídeo.
Ele continua: “É bom a gente se ver de fora, porque às vezes a gente está em uma crise de autoafirmação ou identidade, se sentindo um lixo, e alguém tem que olhar de fora e dizer: ‘Você não é um lixo, você não é um promíscuo, você não é um pecador, você é uma pessoa amada por Deus’. E quando ouvimos isso, de um olhar de fora, a gente cresce na nossa autoestima”, finaliza.
Na legenda do vídeo, Gondim citou uma declaração de Martin Luther King para confirmar sua declaração.
“Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos”, citou ele.
Após a publicação do trecho nas redes sociais, Gondim foi bastante aplaudido por seguidores. Muitos parabenizaram a coragem do pastor em pregar sobre o assunto: “Coisa mais linda de se ver, pastor! Que o Senhor te dê forças para resistir aos ataques dos fariseus e que você alcance mais e mais almas com a palavra de Amor!”, comentou um seguidor.
“Igreja inclusiva”
A Igreja Betesda de São Paulo se tornou uma denominação inclusiva. O anúncio foi feito por Gondim em um culto no final de junho. A novidade, no entanto, não deixou os fiéis da igreja tão surpresos, já que Ricardo Gondim já vinha fazendo publicações nas redes sociais em favor da causa gay.
Em maio, por exemplo, Gondim usou as redes sociais para defender os homossexuais e os transgêneros, que segundo ele, são pessoas que “sofrem, com discriminação, repúdio e exclusão”.
Além disso, ele já afirmou que a homossexualidade não é pecado. E tentou justificar sua tese em passagens de livros da Bíblia:
“Leio textos em Levíticos e Romanos a partir do contexto de práticas religiosas pagãs e não da proibição do amor entre pessoas do mesmo sexo”, escreveu. “Pastores e igrejas perdem inúmeras pessoas lindas por elas virem de fora das normas culturais. Por outro lado, acolhem fariseus moralistas, imorais e violentos”, afirmou.
Pastor caminha em frente a sua igreja destruída pelos fulanis, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Terroristas e radicais fulanis mataram 25 cristãos em ataques nas últimas três semanas, no estado de Benue, na Nigéria.
De acordo com o Morning Star News, o último ataque aconteceu na tarde de domingo (18) na aldeia de maioria cristã Tse Ngban, no condado de Guma.
“Os pastores Fulani que atacaram a comunidade Ngban eram mais de 20, e todos estavam armados. Eles mataram três membros da nossa comunidade”, relatou Michael Juhul, um morador local, ao Morning Star News.
Segundo Michael, nas últimas semanas, pastores muçulmanos também assassinaram 13 cristãos, incluindo duas mulheres, durante ataques às aldeias de Tse Numgbera, Umella, Yogobo e Ukohol.
“Os pastores também destruíram casas pertencentes a esses cristãos, incendiando-os durante os ataques, que duraram dois dias, em 9 e 10 de setembro”, afirmou o presidente do condado de Guma, Mike Ubah.
Na primeira semana de setembro, outros nove crentes foram mortos em ataques a duas aldeias da região, conforme Mike.
Como resultado dos ataques recentes, mais de 6 mil cristãos do estado de Benue foram deslocados, de acordo com a Agência de Gerenciamento de Emergências do Estado de Benue (SEMA).
“Esses ataques contínuos de pastores a comunidades cristãs no estado também resultaram na destruição de instalações como igrejas, escolas, mercados e estabelecimentos de saúde”, disse Emmanuel Shior, secretário executivo da SEMA.
O Comando da Polícia do Estado de Benue confirmou os ataques e informou que investigações estão em andamento.
As comunidades cristãs na Nigéria se tornaram alvos constantes de ataques de radicais, devido a sua fé.
O país africano foi o lugar onde mais cristãos morreram em 2021, registrando 4.650 mortes, segundo o relatório da Portas Abertas. O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500.
“A situação na Nigéria continua a se deteriorar. O fracasso total do governo nigeriano em reinar no extremismo criou um ambiente em que os extremistas se sentem justificados para atacar os cristãos”, declarou David Curry, CEO da Portas Abertas.
Na Lista Mundial da Perseguição de 2022 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 9º lugar no ano anterior.
Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News
Depois do lançamento de “Lifemark”, nesta semana, o ator e produtor Alex Kendrick expressou sua gratidão pelo sucesso do novo filme e revelou o impacto que ele tem causado no cinema, com algumas pessoas aceitando a Cristo.
Kendrick conta que teve um ótimo retorno por parte dos telespectadores, conforme a Faithwire. “Estamos muito gratos pelo que está acontecendo e mal podemos esperar para ver o que mais Deus fará”, disse o diretor.
Lifemark é uma produção pró-vida e bate de frente com a cultura do aborto, além de ressaltar a importância dos valores cristãos para a atual sociedade. Vale destacar que o filme chega em meio à luta para a derrubada da lei americana Roe v. Wade — que busca garantir o aborto sem restrições governamentais.
Lifemark foi produzido pelo ator Kirk Cameron e pelos irmãos Kendrick. O filme conta uma história verídica que celebra o dom da vida.
No enredo, David de 18 anos, tem seu mundo confortável lançado no caos quando sua mãe biológica surpreendentemente decide conhecê-lo. Cameron e os Kendricks adicionaram especificamente 10 minutos de conteúdo adicional ao final do filme com o objetivo de ajudar as pessoas a entender verdadeiramente o coração e o amor de Deus por Sua criação.
“Apresentamos a base bíblica da vida e mostramos que Deus nos conhece mesmo no útero. E então passamos por uma apresentação do Evangelho no final”, disse Kendrick.
“Estamos ouvindo testemunhos maravilhosos de pessoas dizendo: ‘Nosso grupo da igreja estava no cinema e vimos uma mulher sentada ao lado, chorando no final do filme. Nos aproximamos para conversar e ela compartilhou sua história conosco. Então, nós ministramos e oramos por ela. Falamos da salvação”, compartilhou.
O produtor disse que fica encantado e agradecido por ouvir histórias como essa. Ele conta que era para o filme ser lançado em 2021, mas a pandemia atrasou a produção. No final, porém, o momento se alinhou perfeitamente com a derrubada de Roe [lei pró-aborto] e a discussão nacional elevada sobre proteger a vida e ajudar as mulheres em crise.
“Não imaginávamos que isso aconteceria este ano. Estamos muito, muito gratos, e parece que a cultura está começando a olhar para esta questão novamente no nível do coração”, disse o diretor.
“Quando você olha para o nível do coração, quando ouve histórias verdadeiras como essa, realmente há uma nova perspectiva sobre o tema”, continuou.
Enquanto Kendrick expressou gratidão pela derrubada da lei Roe, ele também enfatizou a importância de os cristãos continuarem a agir para ajudar mulheres e crianças necessitadas. “É muito mais do que apenas uma questão política”, concluiu.
R. R. Soares é líder e fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus (Foto: Reprodução)
A Fundação Internacional de Comunicação (FIC), que controla TVs, rádios e outros veículos do pastor R.R. Soares, está sob a mira da Justiça.
A instituição do líder da Igreja Internacional da Graça foi obrigada pela Justiça do Trabalho a mudar imediatamente o tratamento que dá aos funcionários das emissoras da casa.
Os trabalhadores acusam a emissora de preconceito e intolerância com aparência e orientação sexual, além de gordofobia e assédio moral. A queixa foi feita junto ao Ministério Público. Há queixas também de instalação de câmeras em locais impróprios na RIT TV.
Se a RIT TV descumprir qualquer uma das exigências da Justiça, pode levar multa diária de de R$ 30 mil, mais R$ 1.000 por cada funcionário que mostrar ter sido prejudicado, assediado ou ridicularizado pela direção.
Chance de acordo
Antes de pedir uma ação penal contra a fundação do pastor Romildo Ribeiro Soares, o Ministério Público do Trabalho propôs a ela um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).
O diretor da RIT TV, Kalled Adib, afirmou que rejeitou o pedido pois “seria uma admissão de culpa”.
O MPT então pediu a abertura de uma ação penal, que foi acolhida pela Justiça. Agora a FIC terá de cumprir obrigatoriamente o que recusou fazer em acordo.
Não há prazo para a conclusão do processo.
A RIT TV e a FIC não se pronunciaram sobre o caso.
Leia Miranda é cantora e pregadora da Igreja Deus é Amor
A evangelista e cantora gospel Léia Miranda usou as redes sociais para dizer que está aguardando o resultado de um laudo pericial para provar que o áudio de conteúdo íntimo atribuído a ela é falso.
A diretoria da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) decidiu afastar Léia de suas funções administrativas e ministeriais cerca de 24 hrs após o vazamento do áudio.
A cantora se recusou a ser disciplinada, e está exigindo uma nova eleição para eleger uma nova diretoria. Além disso, ela disse que alguns membros da diretoria estão ligados à maçonaria, e que a sociedade secreta dita as regras da denominação.
Após o resultado do laudo, Leía disse que virá a público para se pronunciar, pois, segundo ela, tudo foi forjado para incriminá-la.
“Venho agradecer as orações, as mensagens de apoio (são centenas de milhares. Não venço ler nem responder a todas as mensagens) e agradeço também a cada pessoa que tem demonstrado publicamente a consideração por mim e o quanto me ama.
Só Deus pode recompensar a vocês por tudo isso!
Continuamos aqui aguardando o laudo da perícia para atestar a mentira daquele áudio no vídeo forjado para me incriminar. Assim que eu tiver o laudo em mãos, virei a público mostrar a todos a grande calunia levantada contra mim através de todas aquelas mentiras”, escreveu ela no Instagram.