Em maio deste ano, Mington* foi preso por autoridades de uma comunidade tribal no Centro do Laos. Três meses depois, Sonexay*, pai do jovem, também foi detido. Apesar da perseguição e ameaças dos líderes da tribo e autoridades locais, eles permanecem resolutos em não negar a fé em Jesus.
Sonexay tornou-se cristão no começo de 2021. Não demorou muito para que a comunidade descobrisse a conversão. A tribo onde ele e o filho viviam segue o animismo como religião, ou seja, acredita que os elementos da natureza como sol, lua e terra têm alma e são espíritos poderosos.
Ao descobrir que Sonexay deixou a fé animista, o líder da tribo o convocou para um encontro no qual exigiu que abandonasse a fé em Jesus. A tribo ameaçou perseguir o cristão e a família e chamar a polícia para prendê-lo. Por fim, prometeu expulsá-los do vilarejo. Ainda assim, Sonexay não cedeu.
“Eu escolhi Jesus. Apesar da perseguição, a vida era muito mais difícil sem Jesus em minha vida”, disse o cristão. A polícia tentou prendê-lo outras vezes, mas sem sucesso. Apenas as duas prisões, do pai e do filho, foram executadas. Mington foi liberado da prisão em julho e o pai em setembro, porém, ambos continuam ameaçados de novas retaliações.
André Valadão grava vídeo dizendo que recebeu intimação do TSE, que desmentiu
As contas do pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, no Twitter e no Instagram foram retiradas do ar nesta terça-feira (1º).
O Twitter disse que a conta de Valadão foi retida no Brasil “em resposta a uma demanda judicial”.
No Instagram, ele tinha mais de 5,5 milhões de seguidores.
No dia 19 de outubro, Valadão publicou um vídeo nas redes sociais em que dizia se “retratar” pela divulgação de falsas acusações contra o ex-presidente Lula (PT), então candidato e agora presidente eleito.
O pastor, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que foi intimado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a se declarar. No entanto, o órgão negou a existência de uma decisão.
Ao contrário do que foi dito por André Valadão, não houve determinação para que ele se retratasse e, sim, uma citação. O documento foi enviado ao pastor para que ele tivesse ciência do processo que tem como requerente a Coligação Brasil da Esperança.
Perguntado se a remoção das contas foi determinada pelo TSE, o Tribunal não respondeu.
Procurado, o Instagram disse que não vai comentar. A reportagem tenta contato com o Twitter.
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, promete ser oposição a Lula (PT), independentemente do rumo que o seu partido, o PL, tomará no futuro governo do petista. Cavalcante é um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) no meio evangélico e passou os últimos anos batendo firme em Lula, a quem chama de “Barrabás”.
Ele disse fará uma oposição pessoal contra o futuro presidente, mesmo que o PL de Valdemar Costa Neto e a própria bancada evangélica venham a cair nas graças de Lula. “O cenário ainda não está claro. Vamos saber nos próximos meses se teremos partido de oposição no país no novo governo. O Lula vai comprar o PL? Eu não sei. A bancada do PL e o Valdemar ainda não se reuniram. Eu serei oposição ao governo independentemente da posição que o PL vá tomar”, disse ele.
A bancada evangélica tem pouco mais de 100 parlamentares, a maioria mais identificada com Bolsonaro do que com Lula. Cavalcante reconheceu, contudo, que poderá haver lideranças religiosas da frente que queiram dialogar com o petista. Ele enquanto presidente do bloco não pode impedir esses movimentos, mas afirmou que qualquer reunião em nome do grupo com o Lula precisará ser deliberada e decidida pela maioria.
Cavalcante afirmou que não parabenizou Lula pela vitória e nem pretende fazê-lo. Nas suas redes, ele saudou os eleitores de Bolsonaro. “Se houver maioria na frente, podemos conversar institucionalmente, mas eu pessoalmente não sento com Lula”, disse.
O presidente da frente disse ainda que não acredita em tentativas de golpe ou ruptura institucional de qualquer natureza nos próximos dois meses até a posse do novo governo. Segundo ele, os caminhoneiros que bloqueiam estradas pelo país são representantes de um grupo minoritário que se frustrou pelo resultado das urnas e que em breve irá desmobilizar os protestos. Ele minimizou ainda o silêncio de Bolsonaro, que não falou ao país desde a sua derrota neste domingo.
“Não acredito em ruptura institucional daqui até janeiro. Não falei com o presidente ainda, mas como o feriado é amanhã, já havia essa previsão dele enforcar a segunda, mesmo se o resultado fosse outro. Na quarta, ele volta ao trabalho normalmente”, disse.
A Coreia do Sul está em luto oficial pela tragédia que matou mais de 150 pessoas em festa do Dia das Bruxas.
Líderes cristãos da Coreia do Sul lamentaram e pediram orações pelo país, após a tragédia em festa de Halloween na noite de sábado (29), que vitimou mais de 150 pessoas.
Cerca de 100 mil jovens, na casa dos 20 anos, se aglomeraram nas ruas estreitas em Itaewon, bairro famoso por sua vida noturna em Seul, para a celebração do Dia das Bruxas, após três anos de restrições da pandemia.
O caos começou quando a região superlotou e uma aglomeração de pessoas se espremeram em um beco estreito e íngreme de Itaewon.
Vídeos, publicados nas redes sociais, mostraram os jovens tentando escalar as paredes dos prédios para escapar do esmagamento da multidão, outros choravam, gritavam e xingavam.
Com as pessoas do topo da rua empurrando, aqueles que estavam abaixo caíram sobre os outros, segundo testemunhas.
“Uma pessoa ao meu lado caiu, mas as pessoas atrás de mim continuaram a me empurrar, então mais pessoas caíram e se empilharam umas sobre as outras. Eu gritei para as pessoas que estavam me empurrando: ‘Não empurre! As pessoas caíram!'”, relatou um estudante de pós-graduação de 30 anos de Seul, à Reuters.
Imagens que circularam na web também mostraram centenas de vítimas no chão, recebendo reanimação cardiorespiratória dos socorristas e policiais lutando para afastar a multidão.
Nesta segunda-feira (31), o número de mortos subiu para 154. Outras 149 pessoas ficaram feridas, 33 delas em estado grave.
País em luto
Com o país em luto oficial, muitas igrejas na Coreia do Sul prestaram homenagem às vítimas no culto de domingo (30).
O Reverendo Young-mo Ryu, das Igrejas Cristãs Unidas da Coreia (UCCK), declarou: “Expressamos nossas mais profundas condolências às vítimas e suas famílias enlutadas nesta tragédia chocante. Também oramos para que os feridos se recuperem o mais rápido possível”.
“Oro para que o conforto de Deus esteja com as famílias enlutadas que sofreram, e expressamos nossas mais profundas condolências ao povo da Coreia”.
O pastor Song Tae-seop, também da UCCK, afirmou que o mais trágico era que muitas das vítimas eram jovens de 20 anos.
“Eu não posso acreditar como um desastre tão terrível pode acontecer no meio de Seul no século 21”, comentou Song, pedindo que medidas de segurança “abrangentes e sistemáticas” sejam implementadas.
Já o reverendo Soon-chang Lee, presidente da Igreja Presbiteriana da Coréia (PCK), destacou que lições devem ser aprendidas para que uma tragédia como a de Itaewon não aconteça novamente.
O líder ainda solicitou que o governo garanta que as famílias das vítimas sejam apoiadas e pediu que as igrejas orem pelos feridos e enlutados.
O primeiro-ministro da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, pediu uma investigação completa para descobrir as causas do incidente e verificar se há responsáveis pela tragédia.
Nesta segunda-feira (31), flores brancas e velas foram postas na saída da estação de metrô em Itaewon, em homenagem às vítimas.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Today
Daniela, seu esposo, André, e os filhos do casal Lucca e João Foto: Reprodução Instagram
A cantora Daniela Araújo anunciou nas redes sociais que seu filho caçula, João, de apenas 2 meses, está internado na UTI com quadro de pneumonia e anemia.
Segundo o relato da cantora, o pequeno foi internado com bronquiolite, doença pulmonar que evoluiu. Pela gravidade, os médicos entubaram o bebê.
“João está entubado na UTI em estado grave, a bronquiolite evoluiu pra uma pneumonia e anemia, e eu como serva de Deus, com autoridade do Espírito Santo, já declarei cura sobre a vida do meu filho, e vou continuar declarando cura nesse hospital”, disse a compositora de Criador do Mundo.
Daniela também revelou que tenta não ficar aflita e que tem fé que tudo será para a glória de Deus.
“Vamos continuar orando por Ele. Em nome de Jesus, sairemos mais fortalecidos dessa experiência. João, eu vou ficar aqui do seu lado até você sair desse hospital, vou cantar pra você todos os dias e você já está curado em nome de Jesus”, afirmou a artista.
Crianças da Macedônia do Norte leem Bíblias entregues pela EEM em 2022. (Foto: Reprodução/EEM)
Um ministério cristão baseado no Texas recentemente entregou sua maior doação de Bíblias para a Macedônia do Norte, onde muitos não têm acesso à Palavra de Deus em seu idioma.
O governo da Macedônia do Norte permitiu que as Missões do Leste Europeu (EEM) doassem mais de 225.000 Bíblias infantis na região em julho depois de ouvir sobre o trabalho anterior da organização, incluindo a entrega de 650.000 Bíblias para escolas públicas na Croácia no ano passado.
“A palavra de Deus é uma semente que estamos plantando, e nos unimos e nos reunimos com várias organizações diferentes para nos ajudar a fazer isso”, disse o presidente da EEM, Bob Burckle, ao The Christian Post em uma entrevista. “Nós vamos a grandes tradutores da Bíblia como a Liga Bíblica e depois a diferentes sociedades bíblicas para obter suas traduções. E então eles pegam, e eles formatam os livros, os colocam na palavra impressa, e então nós imprimimos, publicamos e distribuímos.”
Burckle observou que igrejas e indivíduos são responsáveis pela maior parte do financiamento do grupo, acrescentando que pelo menos 1.082 igrejas dos EUA estão atualmente apoiando a missão da EEM.
Depois que a EEM entregou as Bíblias, o Departamento de Relações Religiosas da Macedônia do Norte distribuiu os livros para igrejas e indivíduos. Burckle e o vice-presidente de operações europeias da EEM, Bart Rybinski, também participaram de uma cerimônia celebrando a doação e compartilhando cópias da Bíblia com crianças em idade escolar.
Rybinski explicou que o pedido do governo foi feito devido à falta de influências positivas na Macedônia do Norte, que tem um histórico de turbulência após a queda da Iugoslávia no início dos anos 1990. A República da Macedônia declarou sua independência da Iugoslávia em 1991.
“Durante muitos anos, houve conflito com o Estado grego sobre o nome de seu país”, disse ele. “Eles também tiveram um conflito recentemente este ano com a Igreja Ortodoxa Sérvia sobre ser reconhecida como uma Igreja Ortodoxa nacional por direito próprio. Do lado búlgaro, há divergências de cultura e história.”
Rybinski acrescentou que o governo do país e os líderes da igreja agora podem se beneficiar de ter a Bíblia em sua língua nativa, que não estava disponível anteriormente.
“É mais do que apenas a Bíblia”, disse Rybinski. “É a Bíblia em sua língua nacional, e isso é muito significativo para eles.”
Burckle acrescentou que a EEM entregará outras 225.000 bíblias em 2023, a pedido dos líderes da Macedônia do Norte.
“Você tem que ter [a palavra de Deus] em seu coração; você tem que tê-la totalmente dentro de todo o seu corpo e alma para apreciar e entender completamente o que Deus fez por nós e qual é a nossa esperança futura de como administrar as dificuldades da vida, que todos nós temos.”
O EEM foi lançado em 1961 depois que um pequeno grupo de missionários começou a introduzir Bíblias na União Soviética. Desde a sua criação, a organização distribuiu Bíblias gratuitamente para países da Europa Oriental e arredores, especialmente em lugares que não têm acesso à Bíblia.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines e The Christian Post
O triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) gerou, ao menos num primeiro momento, recuo no tom belicoso de vários pastores que fizeram campanha nas igrejas pela reeleição do presidente.
O pastor Silas Malafaia, um dos cabos eleitorais mais vocais de Bolsonaro, estava num culto de sua Assembleia de Deus Vitória em Cristo quando a derrota do seu candidato foi confirmada.
Puxou, pouco depois, uma oração pelo petista que passou o ano todo chamando de bandido. Não que Malafaia tenha aplaudido a vitória lulista, mas a beligerância refluiu.
“Como eu disse aqui na igreja, a vontade do povo se estabelece, e o povo que vota, que faz escolha, é responsável por suas consequências”, disse e emenda uma risada. “Só isso. A igreja vai marchar triunfante.”
“Qual é o meu papel? Orar pelo presidente que foi eleito”, afirmou. “Nós temos que orar pela autoridade constituída.” O bíblico Livro de Timóteo recomenda “súplicas, orações, intercessões e ação de graças” por “todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”.
Pediu, então, “uma bênção sobre o Lula, sobre governadores, sobre senadores, sobre deputados”. Antes, lembrou que já havia, no passado, apoiado um candidato vencido –o tucano Aécio Neves– e nem por isso deixou de orar pela campeã daquele pleito, Dilma Rousseff (PT).
“Na época da eleição, eu largo o aço”, disse. Depois, a história muda. Malafaia contou que esteve com Dilma oito meses antes de seu impeachment, e por ela orou. “Pedi licença, pode botar a mão na sua cabeça? ‘Pode.’ […] Tem que orar por ela, meu irmãozão.”
O pastor não poupou Lula por completo, contudo. Criticou líderes evangélicos que se omitiram na eleição, o que para ele aconteceu por medo que o PT ganhasse, e disse que a igreja continuou firme e forte mesmo após o comunismo do século 20 e Nero, o quinto e incendiário imperador romano, que governou no século 1. “Não tenho medo de diabo, rapá, vou ter medo de homem?”
O deputado Marco Feliciano (PL-SP), outro aguerrido defensor de Bolsonaro, também suavizou o tom contra Lula. Terminado a fala de vitória do petista, foi ao Twitter: “Vi o discurso de Lula. Começou agradecendo a Deus. Falou de Deus em vários momentos. Reafirmou compromisso pela liberdade religiosa, evitou temas que causam divergências com o segmento evangélico e terminou agradecendo a Deus. Aprendeu a nos respeitar? Tenho dúvidas. O tempo dirá”.
Na manhã desta segunda (31), num esquema morde e assopra, recorreu à Bíblia para sugerir que o PT é um mal a ser combatido. “Bom dia! ‘Mas o Senhor é fiel; ele os fortalecerá e os guardará do Maligno.’ 2 Tessalonicenses 3:3.”
O apóstolo Renê Terra Nova, importante liderança do Norte, disse que domingo havia sido “um dia muito difícil”, mas frisou que votou em Bolsonaro como cidadão, não como igreja. Pediu respeito ao resultado e disse que “os justos não temem as más notícias”, uma passagem bíblica.
“O Brasil não é o Brasil dos evangélicos, tem evangélicos. Não é o Brasil dos cristãos, tem cristãos. O Brasil é o Brasil dos brasileiros.”
Seguido por milhões nas redes sociais, o pastor Cláudio Duarte usou o Instagram para passar sua mensagem, o que fez com a camisa do Brasil, símbolo dos apoiadores de Bolsonaro. Na legenda, uma nota irônica: “Bom dia Brasil!!!! Nada como uma boa noite de sono e uma oração matinal para levantar a cabeça e prosseguir na caminhada. Vem aí o melhor Governo que a esquerda já fez!!!!”
Na fala, um aceno à pacificação. “Obviamente não tô alegre com isso [a derrota], mas se dizer que estou entristecido, não mudo nada.” Duarte também pediu que é preciso “orar para que o Brasil cresça” e “respeitar esse resultado”.
O apóstolo Estevam Hernandes, idealizador da Marcha para Jesus e da igreja Renascer em Cristo, preferiu a camisa do São Paulo, seu time, para uma live em que reforçou nunca ter se levantado “para falar pessoalmente contra A ou B”.
Disse, na sequência, que a postura cristã é a de dar exemplos. “Jesus nos deu o desafio de orar até pelos nossos inimigos. Em caso de política, não temos inimigos, mas sim divergentes.”
Em julho, Hernandes disse à Folha de S.Paulo achar que a reconciliação com Lula era “impossível”. “Creio que [as predileções eleitorais] são caminhos bem definidos, e que obviamente se vai até o final por esse caminho. Agora, claro, a gente tem que aguardar o resultado das urnas para saber aquilo que vai acontecer do governo que virá”, afirmou à época.
Nem todos no meio, no entanto, diminuíram a carga contra Lula. Viralizou em círculos evangélicos uma frase atribuída a João Calvino, um dos próceres da Reforma Protestante: “Quando Deus quer julgar uma nação, Ele lhes dá governantes ímpios”. O apóstolo Agenor Duque, da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, foi um dos que compartilhou a máxima.
O chefe máximo da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo, também dono da TV Record, gravou um vídeo direcionado aos seguidores no qual afirma que “o resultado (da eleição) não foi o que a gente esperava”, mas que foi feita a vontade de Deus.
“Clamamos a Deus para que viesse nos dar um governo de acordo com os nossos princípios. Que são os princípios da família, sobretudo de Deus, e também da pátria. Mas nós também incluímos no nosso clamor que fosse feita a Sua vontade. E a vontade de Deus foi feita. Graças a Deus”, afirma.
E acrescenta. “A minha fé não está no homem, não está no presidente A, B ou C (…) , a minha fé está na palavra de Deus”. E aconselha. “Vamos olhar para a frente, não vamos ficar chorando o leite derramado. Você não vai perder a sua paz por causa de política”, disse.
Outro líder importante da igreja, o seu sobrinho Marcelo Crivella, ex-senador, ex-prefeito do Rio de Janeiro e também bispo, foi na mesma linha em outro vídeo dirigido aos fiéis para falar sobre o resultado da eleição. “Às vezes, a gente ora, jejua por semanas, implora por uma coisa que a gente acha tão justa, mas o importante é aprendermos que a vontade de Deus é soberana, justa e perfeita. E quando a gente cumpre a vontade de Deus, mais na frente nós vamos entender que é o melhor”, afirma.
O pastor Marcos Pereira, deputado federal reeleito e presidente nacional do Republicanos – o partido ligado à Igreja Universal –, também foi na linha de tranquilizar os eleitores da legenda, mas deu um tom mais político à pregação. “Apoiamos o presidente Bolsonaro até o último minuto, trabalhamos, mas, nas urnas, o povo escolheu. E as urnas são soberanas”, disse.
Apontado como sucessor de Edir Macedo na Igreja Universal, seu genro Renato Cardoso afirmou numa live que o momento é de provação.
“Tudo isso aí simplesmente vai fortalecer aqueles que já são da fé. Vamos ver daqui pra frente uma distinção cada vez maior entre o bem e o mal.” Cardoso é o bispo quem assinou um texto, no site da igreja, dizendo que é impossível ser cristão e de esquerda ao mesmo tempo, tese que ajudou a criar uma onda de perseguição nos templos contra pastores e fiéis alinhados ao campo progressista.
André Valadão, o membro mais barulhento do clã à frente da Igreja Batista Lagoinha, não freou sua agressividade contra o presidente eleito. Postou uma montagem do rosto de Lula como dom Pedro 1º. “Dom Preso Primeiro – se for para roubar, diga ao povo que volto!”
Também questionou se Geraldo Alckmin (PSB), vice do petista, seria “mais rápido do que Temer”, alusão ao impeachment de Dilma que colocou Michel Temer (MDB) na Presidência. E publicou em caixa alta: “DESORDEM E RETROCESSO”.
Pastor Rodrigo Mocellin. (Foto: Captura de tela/Vídeo YouTube Pastor Rodrigo Mocellin)
Para que servem os feriados? De acordo com o professor e pastor, Rodrigo Mocellin, da igreja Resgatar Guaratinguetá: “Os feriados servem para retratar a identidade de um povo”.
Ao citar o calendário judaico, o pastor lembra que todas as festas e celebrações apontavam para algo especial na vida do povo. E assim, acontece com os demais povos que não adoravam ao Deus verdadeiro.
Logo, o feriado do Halloween ou Dia das Bruxas não tem nenhuma origem dentro do cristianismo. “Para alguns, participar de um evento de origem pagã, expõe seus filhos a influências demoníacas, outros não veem nenhum mal por não haver uma conotação religiosa”, explicou Mocellin.
‘Participar do Halloween é a perda da identidade cristã’
Na opinião do pastor, o cristão não deve se associar a esse tipo de feriado. Segundo ele, a origem do Halloween não é tão fácil de entender. “Alguns associam a festa ao ‘rei dos mortos’, outros dizem que tem vínculo com a cultura celta, que marcava o início do calendário em 1º de novembro”, continuou.
Logo, o dia 31 de outubro seria o último dia do ano para esse povo que acreditava que “o mundo dos vivos e dos mortos estaria mais próximo, o que abriria a porta do inferno para que os demônios saíssem para assombrar as pessoas”.
“Para conter a fúria desses demônios, os sacerdotes recolhiam oferendas das pessoas para que ficassem mais tranquilos. Desse modo, ‘doces ou travessuras’ das crianças substituiria ‘oferenda aos deuses ou a maldição em sua casa’”, esclareceu.
“Qualquer que seja a origem do Halloween, ela remete a mortos, demônios e espíritos. Participar de um evento desse é a perda da nossa identidade”, resumiu.
Que identidade imprimimos em nossos filhos?
“Em Israel, cada feriado retratava algo. O povo era escravo do Egito e, na noite de fuga da escravidão, Deus ordenou que os judeus celebrassem uma festa com um cordeiro — a Páscoa”, lembrou.
Ele continua explicando que havia um ritual a ser respeitado — cordeiro sem defeito, sangue no batente da porta e o ato de “comer às pressas”. Todos os anos, os judeus deveriam celebrar esse feriado.
E qual a razão disso? “Em Êxodo 12.26, Deus explica: ‘Imprimir uma identidade em seus filhos’. As crianças iriam olhar para aquele ritual e perguntar: ‘Por que estamos fazendo isso?’ E então, os pais contariam sobre os grandes feitos de Deus por Israel”, respondeu.
Feriados eram oportunidades de mostrar às crianças que “a formação daquele povo estava totalmente atrelada ao poder e ao amor de Deus por eles”.
“Este é o objetivo de um feriado — imprimir uma identidade nacional. E quando seu filho perguntar: Por que se vestir de monstro? Por que dizer: doce ou travessura? Você terá que levá-lo à origem ruim dessas coisas”, explicou.
Como explicar o significado do Halloween?
O pastor diz que, se os pais cristãos disserem que “o feriado não significa nada”, será tão ruim quanto participar dele.
“É deixar o paganismo para adotar o materialismo”, explicou Mocellin ao lembrar que o materialismo faz parte da identidade nacional de quase todos os países do Ocidente, onde anjos e demônios, Deus e diabo, podem ser apenas figuras.
“Sendo assim, você pode se vestir do que quiser, e é assim que pensa a maioria. No entanto, nós, protestantes, temos uma identidade e uma origem para o dia 31 de outubro”, mencionou.
Dia da Reforma Protestante
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou suas 95 teses nas portas da Igreja de Wittenberg e sua iniciativa em protestar contra a doutrina e a prática de indulgências mudou o rumo da história do cristianismo.
“Historiadores, protestantes ou não, concordam que não dá para explicar o Ocidente livre e próspero que surgiu sem falar da Reforma Protestante”, considerou o pastor.
“Se não fosse a Reforma, até hoje estaríamos rezando missa em latim, acendendo vela para morto, pagando indulgências pela nossa Salvação e nos ajoelhando diante de pedaços de gesso”, continuou.
‘Indulgências ou salvação pela graça?’
“Deus usou Moisés para libertar seu povo da escravidão egípcia e Deus usou seu servo Lutero para nos libertar da escravidão católica. Por que não comemorar a Reforma?”, questionou o pastor.
Como sugestão, ele disse que as crianças podem ser vestidas de monges e bater nas portas dos vizinhos, perguntando: “Indulgências ou salvação pela graça?”.
Comparando os dois feriados, Reforma e Halloween, o pastor ainda pergunta: “A Bíblia — que foi atestada por Cristo como palavra de Deus ou Concílios que se contradizem?
“Nós temos algo a celebrar no dia 31 e não é o Dia dos Mortos, é o Dia dos Heróis. Nós sabemos da nossa origem e identidade. Nós descendemos de homens dispostos a morrer por sua fé, pois sabiam que ‘1 mais Deus é maioria’”, concluiu.
Recentemente, parceiros da Portas Abertas conversaram com um cristão local que oferece estudos bíblicos para cristãos na Malásia. O trabalho permite que Bíblias em áudio e literatura cristã cheguem às mãos dos participantes dos estudos. O foco do projeto é apoiar cristãos que atuam na polícia e não tinham acesso às Escrituras.
O projeto começou há seis meses, fortalecendo a fé dos cristãos. Os materiais oferecidos foram traduzidos para o idioma local e alguns foram enviados em inglês. Parceiros da Portas Abertas enviaram 78 kits contendo um livro devocional e um aparelho com Bíblia em áudio. Desse modo, diversos cristãos têm sido abençoados com a palavra de Deus em língua materna.
Os participantes dos estudos bíblicos mostram a cada dia que estão aprofundando o conhecimento sobre a palavra de Deus e desenvolvendo o relacionamento com o Senhor. “Receber a Bíblia me ajudou a progredir na leitura das Escrituras e a firmar a minha fé em Jesus Cristo”, disse Tommy, um dos policiais que participa do projeto.
O número de interessados continua crescendo, por isso o cristão local responsável pelo projeto já solicitou outro lote de Bíblias em áudio para formar uma nova turma de estudos. Louvamos a Deus por cada cristão abençoado até agora e contamos com o apoio da igreja brasileira em oração para que outras vidas sejam transformadas pela palavra de Deus.
Arqueólogo israelense. (Foto: Captura de tela/YouTube TAUVOD)
Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (TAU) e da Universidade Hebraica de Jerusalém (HU) lideraram a equipe que desenvolveu uma nova ferramenta científica confiável para datação arqueológica.
Através da reconstrução do campo magnético da Terra, registrado em restos de rochas queimadas ou peças arqueológicas, foi possível analisar 21 camadas de destruição arqueológica em todo Israel.
Pesquisadores israelenses verificaram vários relatos que são citados na Bíblia, como campanhas militares de egípcios, arameus, assírios e babilônicos, contra os reinos de Israel e Judá.
Descobertas geomagnéticas
Os achados indicam, por exemplo, que o exército de Hazael — rei de Aram-Damasco — foi responsável pela destruição de várias cidades, entre elas Tel Rehov, Tel Zayit e Horvat Tevet, além de Gate dos Filisteus.
Outras descobertas geomagnéticas mostram que sítios no sul de Judá foram destruídos pelos edomitas, que se aproveitaram da destruição de Jerusalém e do Reino de Judá pelos babilônios.
Ao mesmo tempo, o estudo refuta a teoria predominante de que Hazael foi o conquistador que destruiu Tel Beit She’an.
Descrito como um “avanço científico”, o esforço envolveu 20 pesquisadores de diferentes países e especialidades que dataram com precisão as 21 camadas de destruição, em 17 sítios arqueológicos em Israel.
Campo magnético na destruição do Primeiro Templo
O estudo interdisciplinar foi publicado no PNAS — Publicação Oficial da Academia Nacional de Ciências dos EUA — e foi baseado na tese de doutorado de Yoav Vaknin, que foi orientado pelos professores Erez Ben-Yosef, Oded Lipschits e Ron Shaar.
Os pesquisadores disseram que os geofísicos, que buscam entender o mecanismo do campo magnético da Terra, acompanham as mudanças ocorridas ao longo da história.
Para isso, usaram achados arqueológicos contendo minerais magnéticos que, quando aquecidos ou queimados, registram o campo magnético no momento do incêndio.
Através de um estudo de 2020, os pesquisadores reconstruíram o campo magnético de 586 a.C., data em que o Primeiro Templo e a cidade de Jerusalém foram destruídos por Nabucodonosor e seu exército babilônico.
“Com base na semelhança ou diferença de intensidade e direção do campo magnético, podemos corroborar ou refutar hipóteses que afirmam que locais específicos foram queimados durante a mesma campanha militar”, disse Vaknin.
“Além disso, construímos uma curva de variação da intensidade de campo ao longo do tempo, que pode servir como uma ferramenta de datação científica, semelhante ao método de datação por radiocarbono”, continuou.
Sobre os últimos dias do Reino de Judá
Uma das descobertas mais interessantes reveladas pelo novo método de datação tem a ver com o fim do Reino de Judá. “Os últimos dias do Reino de Judá são amplamente debatidos”, disse Ben-Yosef.
“Alguns pesquisadores, confiando em evidências arqueológicas, argumentam que Judá não foi completamente destruída pelos babilônios. Enquanto Jerusalém e as cidades fronteiriças no sopé da Judéia deixaram de existir, outras cidades no Negev, nas montanhas do sul da Judéia e no sopé do sul da Judéia permaneceram quase inalteradas”, explicou.
Agora, os resultados magnéticos apoiam esta hipótese, indicando que os babilônios não foram os únicos responsáveis pela morte final de Judá”, prosseguiu.
Várias décadas depois de terem destruído Jerusalém e o Primeiro Templo, os locais do Negev, que sobreviveram à campanha da Babilônia, foram destruídos, provavelmente pelos edomitas que se aproveitaram da queda de Jerusalém.
“Esta traição e participação na destruição de cidades sobreviventes podem explicar por que a Bíblia hebraica expressa tanto ódio pelos edomitas, por exemplo, na profecia de Obadias”, observou ainda.
Arqueomagnética e História
O sucesso da nova ferramenta de datação se dá porque os dados geomagnéticos apontam para datas exatas das destruições, que já são conhecidas a partir de fontes históricas.
“Ao combinar informações históricas precisas com pesquisas arqueológicas avançadas e abrangentes, fomos capazes de basear o método magnético em cronologia ancorada de forma confiável”, disse Ben-Yosef.
Outro artigo sobre os princípios científicos do novo método de datação “arqueomagnética” está em preparação pelo Journal of Geological Research.
Shaar, que liderou os aspectos geofísicos do estudo, bem como o desenvolvimento do método de datação geomagnética, disse: “O campo magnético da Terra é fundamental para a nossa existência. A maioria das pessoas não percebe que, sem ele, não poderia haver vida na Terra, pois nos protege da radiação cósmica e do vento solar”.
“O campo geomagnético é gerado pelo núcleo externo da Terra, a uma profundidade de 2.900 quilômetros, por correntes de ferro líquido. Devido ao movimento caótico deste ferro, o campo magnético muda ao longo do tempo”, continuou.
Até recentemente, os cientistas acreditavam que ele permanecia bastante estável por décadas, mas a pesquisa arqueomagnética contradiz essa suposição ao revelar algumas mudanças extremas e imprevisíveis na antiguidade.
“Nossa localização aqui em Israel é particularmente propícia à pesquisa arqueomagnética, devido a uma abundância de achados arqueológicos bem datados”, disse ainda
“Na última década, reconstruímos campos magnéticos registrados por centenas de itens arqueológicos. Ao combinar esse conjunto de dados com os dados da investigação de camadas de destruição histórica de Yoav Vaknin, fomos capazes de formar uma curva de variação contínua mostrando mudanças rápidas e acentuadas no campo geomagnético”, afirmou.
“Esta é uma notícia maravilhosa, tanto para os arqueólogos que agora podem usar dados geomagnéticos para determinar a idade de materiais antigos, quanto para os geofísicos que estudam o núcleo da Terra”, concluiu.