Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera entre os católicos. O petista tem 53% das intenções de voto contra 28% do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Opções da terceira via, Ciro Gomes (PDT) tem 7%, e Simone Tebet (MDB), 5%. O cenário é praticamente o mesmo do divulgado na pesquisa anterior, de 15 de setembro, com o petista oscilando dois pontos para cima, dentro da margem de erro de dois pontos, e o candidato do PL estagnado.
Entre os evangélicos, o panorama é o oposto. O atual presidente leva vantagem contra os outros candidatos. Bolsonaro concentra 50% das intenções de votos, contra 32% do ex-presidente. Ciro e Tebet estão empatados em 5%. Neste caso, os números também refletem os dados anteriores. Enquanto o ex-presidente manteve 32%, Bolsonaro oscilou positivamente um ponto percentual.
O Datafolha trouxe um recorte sobre adeptos de outras denominações e também com números do eleitorado que declarou não ter religião.
Entre eleitores que praticam outras religiões, a vantagem de Lula chega a 11 pontos percentuais: 43% a 32%. Ciro tem 9%, e Tebet, 6%.
Em relação aos ateus e agnósticos, o ex-presidente consolida 54% das intenções de voto, contra 22% de Bolsonaro. Ciro marca 9%, e Tebet, 5%.
Segundo o artigo 19 da Constituição, é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.
A carta magna também garante o direito de praticar diferentes religiões, no artigo 5º: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.
Cruz é arrancada do prédio de uma igreja com guindaste na China
Depois da revolução chinesa, em 1949, quando Mao Tsé-tung proclamou a República Popular da China, deu-se início à implantação do comunismo no país. Desde então, a perseguição às religiões tornou-se cada vez mais intensa.
Quem contradiz as ordens dadas pelo Estado está em perigo. Fotos tiradas de arquivos da polícia chinesa mostram alguns dos milhões de uigures que foram mantidos em pelo menos 1.200 campos de concentração chineses.
Eles não são criminosos, eles podem ter “cometido o erro” de ter solicitado um passaporte ou apenas ter parentes em outros países. Ou ainda podem ter tido mais de três filhos e até terem sido flagrados com religiosos.
Qualquer uma dessas ações podem servir para que sejam declarados como “indignos de confiança”. Isso vem acontecendo há anos na província chinesa ocidental de Xinjiang e o mundo não fez quase nada para impedir, conforme reportagem da CBN News.
Tursunay Ziyawundun, uma uigur que foi presa pelos chineses por visitar sua família no vizinho Cazaquistão, revelou: “Nossa cela tinha quatro metros quadrados e havia mais de 20 pessoas. Tinha apenas um balde para ser usado como banheiro”.
“À noite, eles levavam algumas pessoas, especialmente algumas meninas para interrogatório. E podíamos ouvir seus gritos. Algumas das meninas sangravam muito. Uma mulher tinha marcas de mordida por todo o corpo. E, às vezes, elas morriam por causa do sangramento”, relatou.
Tursunay foi estuprada por guardas prisionais e torturada com choques elétricos em seus órgãos genitais. Outros presos enfrentam esterilização forçada, trabalho escravo e lavagem cerebral.
Os prisioneiros são mortos regularmente para que seus órgãos possam ser colhidos. “Todo mundo, literalmente cada prisioneiro, foi submetido a um exame de órgão. E depois do exame, algumas pessoas foram colocadas em um ônibus e levadas para outro lugar” disse Tursunay.
Vigilância total
Se a vida dentro dos campos de concentração é assim, tão violenta, humilhante e mortal, fora dele as pessoas são submetidas a viver em constante vigilância. Cada casa tem um código QR na entrada, para que a polícia saiba quem está dentro, e um aplicativo necessário para telefones registra tudo o que as pessoas fazem.
A polícia chinesa usa um aplicativo que informa tudo sobre a pessoa que está questionando, desde seu tipo sanguíneo até quanta eletricidade ela usa. O aplicativo pergunta ao policial se a reação da pessoa ao ser questionada foi “normal ou anormal” e se a pessoa “requer mais investigação”.
A China está usando todas as ferramentas à sua disposição em sua guerra contra a fé, seja ela qual for — qualquer crença que possa competir com o estado comunista.
Pequim também está aprisionando um grande número de membros do Falun Gong, uma seita budista e cristãos de igrejas domésticas.
O embaixador-geral do ex-presidente Trump para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, disse: “Os cristãos são presos. Os pastores são presos. Congregações inteiras são forçadas a ir à clandestinidade. Há câmeras para todas as pessoas”, relatou.
Ele também contou que há uma delegacia de polícia a cada 50 metros nas grandes cidades. “As pessoas são rastreadas constantemente. Eles coletaram amostras genéticas de todos. Há sistemas de reconhecimento facial”, continuou.
Ainda conforme a CBN News, a intenção dos líderes chineses é quebrar linhagens e acabar com as raízes. Pequim está usando esterilização forçada e casamentos forçados para acabar com os uigures como povo e cultura.
“O governo chinês, além de esterilizar nossa população, quer essencialmente nos criar. Então, eles estão forçando as jovens uigures a se casar com homens chineses han”, disse o primeiro-ministro exilado do Turquistão Oriental.
Han é o maior grupo étnico da China, representando quase 92% de toda população. O nome vem da dinastia Han, que governou várias partes da China.
O homem por trás dessa repressão é o membro do Politburo chinês Chen Quanguo, que teve tanto sucesso em esmagar a resistência no Tibete que foi enviado a Xinjiang para implantar um sistema para destruir a cultura uigur. Ele governou lá até o final do ano passado”, disse Salih Hudayar. “Eles levam isso muito a sério. Eles temem a religião”, enfatizou Brownback.
Sob um programa do governo chinês, mais de 1 milhão de membros do partido foram designados para se mudar para casas de uigures e outras minorias étnicas.
Eles passam semanas com as famílias, como “convidados indesejados”, monitorando comportamentos e, às vezes, compartilhando suas camas e tentando convertê-los ao comunismo.
Enquanto isso, as vítimas da repressão chinesa se sentem abandonadas pelos Estados Unidos e pelo mundo. O mundo sabe exatamente o que está acontecendo e não faz nada, conforme o CBN News.
Genocínio, escravização e guerra contra a fé
Um relatório da ONU sobre a repressão da China em Xinjiang absteve-se de usar o termo “genocídio”, embora a própria Convenção de Genocídio da ONU defina “genocídio” como o que a China está fazendo com os uigures.
O primeiro-ministro Hudayar suspeita que a ONU cedeu à pressão da China. A Casa Branca alegou que Joe Biden levantou o tema do genocídio e da escravização de muçulmanos uigures em um telefonema com o líder chinês Xi Jinping. Mas, recentemente, o governo chinês insistiu que não, que não houve tal conversa.
E as sanções dos EUA e de outras nações ocidentais não funcionaram. Brownback diz: “Você pode olhar para isso [perseguição aos uigures] e dizer: ‘Olha, eu sou um cristão. Isso realmente não se aplica a mim.’ Mas isso se aplica a você porque assim como eles vão atrás de um grupo religioso, eles vão atrás de outros”.
“O alvo são as pessoas de fé, a guerra é a guerra da China contra a fé e são todas as fés”, ele acrescentou. Tursunay Ziyawundun disse: “O governo americano sabe exatamente o que a China está fazendo com os uigures. O mundo sabe exatamente o que está acontecendo”, concluiu.
Fachada de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus
Uma pergunta que vira e mexe agita as redes sociais é: pode fechar igreja no Brasil? E a resposta é sim, isso pode acontecer, caso a estrutura do templo apresente risco de desmoronamento ou ainda em situações em que há desvirtuamento das finalidades essenciais da organização religiosa, entre outras situações. É o que explicam membros da Comissão da Liberdade Religiosa do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Thiago Rafael Vieira e Jean Regina.
Thiago Rafael Vieira, que é presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), e Jean Regina, que é 2º vice-presidente também do IBDR, informam que não existe “Lei de Liberdade Religiosa” em vigência no Brasil. Existem, no entanto, algumas leis estaduais e municipais, como, por exemplo, a Lei Estadual de São Paulo, nº 17.346/2021.
Em âmbito nacional, o que existe é a garantia constitucional de liberdades de crença (consciência, crença ou fé espiritual individual) e religiosa (expressão, organização e culto individual ou coletivo, assistência e ensino religioso e objeção de consciência religiosa). Vieira comenta também que o Estado pode “fechar” um templo de qualquer culto atualmente por várias razões, seja por situações envolvendo o local do templo em si, por sanções administrativas ou mesmo por decisões judiciais que acabam por inviabilizar o funcionamento de determinada organização religiosa, como o risco de desabamento.
“Fora disso, é ilegal e inconstitucional fechar uma igreja, inclusive exigir alvará. O Alvará se exige de empresa e associações, nunca de uma organização religiosa”, aponta o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião.
O advogado também comenta que não existe um dispositivo específico que condicione o comportamento de organização religiosa sob pena de fechamento. Isso vai contra a ideia de laicidade colaborativa brasileira, presente no art. 19, I, da Constituição, que veda ao Estado embaraçar o exercício, seja privado ou coletivo, organizado ou não, personalizado ou não, da fé religiosa.
“art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”
O que se sabe sobre a “Lei de Liberdade Religiosa” no Brasil?
Vieira e Regina explicam e lamentam que não há uma “Lei de Liberdade Religiosa” federal.
No Brasil, existem o que os especialistas chamam de leis esparsas que ajudam a concretizar as garantias constitucionais, porém não há uma lei nacional sobre o tema. Além disso, os advogados comparam o contexto nacional com países com Estado laico.
“Países que têm também uma laicidade colaborativa (mesmo que não tão avançada como nós) em plano constitucional, como Portugal e Espanha possuem leis ordinárias (lei da liberdade religiosa) regulamentando vários aspectos práticos, o que não possuímos ainda por aqui.”, declaram Vieira e Regina.
Penalidades
O desrespeito religioso é considerado crime no país e equipara o preconceito ou a discriminação religiosa ao racismo. Vieira e Regina reforçam que esse é o mesmo artigo que hoje penaliza a discriminação de orientação sexual ou identidade de gênero. A pena, nesse caso, é a reclusão de um a três anos e multa.
Como denunciar
A discriminação deve ser combatida, denunciada e punida. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos possui o canal DISQUE 100 para atender denúncias de casos de discriminação religiosa.
Os indicados à 23ª edição do Grammy Latino foram anunciados na terça-feira (20) pela Academia Latina da Gravação, representando os vários gêneros e campos criativos, incluindo artistas, compositores, produtores e engenheiros de gravação e mixagem.
Dentre as 53 categorias premiadas está o gospel, que deu destaque a cantores como Asaph, Antonio Cirilo, Clovis, Bruna Karla e Eli Soares.
Todas as músicas consideradas para indicações devem ser novas e ter um percentual mínimo de letra (51%) em espanhol ou português. Os álbuns indicados foram lançados entre 1 de junho de 2021 a 31 de maio de 2022.
Confira a lista de indicados a Melhor Álbum de Música Cristã:
1. Asaph ANTES DA TERAPIA [Sony Music Entertainment Brasil]
2. Antonio Cirilo O SAMBA E O AMOR [Sonora Digital]
3. Clovis EPIFANIA [Som Livre]
4. Bruna Karla ÉS TUDO [MK Music]
5. Eli Soares LABORATÓRIO DO GROOVE [Universal Music]
A rodada final de votação para selecionar os ganhadores do Grammy Latino terá início em 30 de setembro. A Academia Latina realizará a entrega dos prêmios em 17 de novembro de 2022, em Las Vegas.
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou na noite de sexta-feira (23) decisões do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) que mantiveram a cassação do vereador Renato Freitas (PT), decretada em junho pela Câmara Municipal de Curitiba. Com isso, o mandato do político é restabelecido.
O Supremo foi acionado pela defesa do petista na quarta-feira (21) sob o argumento de que o processo de cassação ultrapassou 90 dias, prazo máximo previsto na lei.
Os advogados de Freitas ainda apontaram que manter a cassação implicaria em “dano grave e irreparável”, pois, além da perda do cargo, ele ficaria impedido de concorrer a deputado federal.
A decisão de Barroso proferida na sexta é liminar (provisória) e ainda terá o mérito julgado. No documento, o ministro do STF cita o racismo estrutural como elemento que levou à cassação de Freitas.
Sobre o caso
O caso remete a uma manifestação na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no dia 5 de fevereiro, no centro histórico de Curitiba, pela morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, no Rio, espancado até a morte aos 24 anos.
O caso provocou comoção nacional e o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para acenar a seus apoiadores religiosos e pediu uma investigação dos responsáveis pelo ato. Por outro lado, na esquerda o episódio foi lido internamente como um tiro no pé, já que os vídeos do vereador petista invadindo a igreja viralizaram e passaram a ser utilizada para atacar o ex-presidente Lula, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Folha Gospel com informações de Jornal Opção e UOL
Professor cristão Enoch Burke sendo preso na Irlanda.
Um professor cristão que se recusou a usar pronomes de gênero neutro está preso em Dublin, na Irlanda, depois de ser detido em 5 de setembro por desacato ao tribunal.
Enoch Burke teve que retornar à prisão de Mountjoy na quarta-feira (14), após ter seu pedido negado em uma audiência. A juíza Eileen Roberts recusou as liminares que foram apresentadas pela defesa do professor, solicitando seu retorno ao trabalho e o fim da licença disciplinar.
Burke é professor de alemão, história e política na Wilson’s Hospital School, uma escola da Igreja da Irlanda no condado de Westmeath.
Por ser evangélico, ele se recusou a se dirigir a um aluno em transição de gênero como “elu” em vez de “ele”, o que deu início a uma disputa entre o professor e a escola. Ele foi suspenso em um processo disciplinar, mas se recusou a deixar de ir à escola para trabalhar.
Burke foi preso por desacato ao tribunal em 5 de setembro, por violar uma liminar que o impedia de ir à escola para dar aulas.
Na audiência da semana passada, a juíza alegou que Burke tem o direito de manter suas crenças religiosas, mas justifica que seu processo disciplinar não foi um ataque a essas crenças.
Após sua decisão, muitas pessoas no tribunal gritaram com a juíza e saíram em apoio a Burke, informa o site Irish Times.
A juíza Roberts deu a Burke a oportunidade de pedir desculpas por seu desacato, mas ele disse que não podia fazer isso, já que “o tribunal roubou meus direitos constitucionais”.
“Eu acho que é uma grande injustiça que o reclamante e o tribunal estejam tentando me negar as minhas crenças religiosas e tirar algo que, em última instância, é garantido”, disse. “Volto para a prisão como um súdito cumpridor da lei deste Estado sempre, mas um súdito de Deus primeiro.”
De acordo com uma equipe de pesquisa entre pai e filha, o declínio da religião nos Estados Unidos, conforme destacado em uma recente análise da Pew Research , afetará não apenas as organizações religiosas, mas a saúde de uma pessoa.
Em 2016, o Dr. Brian Grim, presidente da Religious Freedom & Business Foundation, e sua filha, Dra. Melissa Grim, pesquisadora sênior e diretora de projetos da fundação, publicaram um estudo detalhando que a religião fornece cerca de US$ 1,2 trilhão por ano ao valor socioeconômico da economia americana.
Conforme relatado pelo The Christian Post, eles publicaram um estudo de acompanhamento em 2019 no Journal of Religion and Health. O estudo de acompanhamento descobriu que o trabalho de quase 130.000 programas de apoio à recuperação de abuso de substâncias baseados em congregações nos Estados Unidos foi avaliado em cerca de US $ 316,6 bilhões.
“Descobrimos que esses grupos de apoio voluntários baseados na fé contribuem com até US$ 316,6 bilhões em economias para a economia dos EUA todos os anos, sem nenhum custo para os contribuintes”, escreveram os pesquisadores em um post publicado no site da Religious Freedom & Business Foundation no sábado.
“Embora experiências negativas com religião (por exemplo, abuso sexual por parte do clero e outros exemplos horrendos) tenham contribuído para o abuso de substâncias entre algumas vítimas, dado que mais de 84% dos estudos científicos mostram que a fé é um fator positivo na prevenção ou recuperação de vícios e um risco em menos de 2% dos estudos revisados, concluímos que o valor das abordagens orientadas pela fé para a prevenção e recuperação do abuso de substâncias é indiscutível”, escreveram eles.
“E, por extensão, também concluímos que o declínio da afiliação religiosa nos EUA não é apenas uma preocupação para as organizações religiosas, mas constitui uma preocupação nacional de saúde”.
A pesquisa também destacou a correlação entre o declínio da religião e o crescimento das mortes relacionadas às drogas nos Estados Unidos. Por exemplo, os jovens religiosos são três vezes menos propensos a consumir álcool em excesso e são quatro vezes menos propensos a consumir drogas ilegais. Além disso, adolescentes com transtorno por uso de substâncias (SUD) dizem que permanecer conectado a Deus foi a principal razão pela qual permaneceram sóbrios após a reabilitação.
A recente análise do Pew projetou a composição religiosa nos EUA sob vários cenários de mudança pela primeira vez, como parte do projeto Pew-Templeton Global Religious Futures, que analisa a mudança religiosa e seu impacto nas sociedades ao redor do mundo.
No estudo, Pew destaca quatro cenários hipotéticos entre várias possibilidades para demonstrar como o cenário religioso dos EUA pode mudar ao longo do próximo meio século. O impacto de jovens adultos cristãos abandonando sua fé sem limitação foi modelado em um desses cenários.
Embora os outros três cenários reflitam graus variados de desfiliação religiosa, “todos eles mostram que os cristãos continuam diminuindo como parcela da população dos EUA, mesmo sob a suposição contrafactual de que todas as mudanças pararam completamente em 2020”. As fileiras dos não afiliados, no entanto, devem crescer em todos os quatro cenários.
“Claro, é possível que eventos fora do modelo do estudo – como guerra, depressão econômica, crise climática, mudanças nos padrões de imigração ou inovações religiosas – possam reverter as atuais tendências de mudança religiosa, levando a um renascimento do cristianismo nos Estados Unidos”. observaram os pesquisadores. “Mas não há padrões de comutação atuais nos EUA que possam ser levados em consideração nos modelos matemáticos para projetar tal resultado”.
Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Headlines
A Associação Vitória em Cristo (Avec), fundada por Silas Malafaia, deve pagar R$ 25,4 milhões de tributos. O valor estava sendo alvo de um recurso no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), já que a entidade solicitava uma nova avaliação sobre a sua imunidade tributária sobre IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, com base na Lei nº 9.532/1997.
Acontece que para estar isento desses impostos e se enquadrar na Lei citada, era necessário que, entre outras coisas, a entidade não remunerasse dirigentes e aplicasse integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos sociais.
De acordo com os autos do processo administrativo, obtido e divulgado pelo site O Antagonista, “a imunidade que a contribuinte usufruía, relativamente ao ano-calendário de 2010, foi suspensa por meio do Ato Declaratório Executivo nº 41/2015 publicado em 11 de maio de 2015”.
“Em síntese, a fiscalização concluiu que a contribuinte teria remunerado dirigentes da associação; aplicado recursos em desacordo com os objetivos sociais da entidade; e deixado de recolher imposto de renda retido na fonte de diversos pagamentos de forma a contribuir para que terceiros praticassem ilícitos fiscais”, diz o material.
Em sua defesa, a Avec disse que a maior parte de sua receita vinha de doações anônimas e espontâneas: “Os valores lançados se referem, em sua grande monta, a recursos de gotas tenuíssimas, de milhares de mantenedores, e que, descabe à entidade ou a qualquer empresa produzir provas da existência, proveniência ou consistência das disponibilidades, declaradas ou não, ao fisco pelos seus patrocinadores”. Eles anexaram, inclusive, três boletos emitidos por doadores no valor de R$ 30,00, a cópia de um cheque de R$ 100 mil em nome de uma pessoa física, e a cópia de uma TED de pessoa jurídica no valor de R$ 200 mil.
Entretanto, o Conselho usou como argumento o uso dessas doações, por exemplo, para o pagamento de mensalidades da faculdade da sobrinha de Malafaia, que é dirigente da Avec. Desse modo, ao beneficiar Lívia Santos Malafaia, estaria ocorrendo uma “remuneração indireta”. Para além disso, teriam sido identificadas despesas duplicadas e gastos com cartão de crédito.
Ainda segundo as investigações do site, a Avec adquiriu um jatinho Citation III – C650, que agora estaria sendo vendido para a aquisição de uma aeronave maior e mais moderna. O negócio, porém, não foi adiante. Como está inscrita na dívida ativa da União, a entidade não conseguiu expedir uma certidão negativa de débitos.
Em defesa, Malafaia disse que vai entrar na Justiça Federal para reverter a decisão e afirmou ainda que se tratava de uma ação política: “Essa safadeza foi feita no governo Dilma”. O pastor defendeu ainda o trabalho da entidade que “beneficia mais de 3 mil pessoas por dia com trabalho em presídios, recuperação de mendigos e drogados, reforço escolar para crianças em áreas carentes, construção de igrejas e escolas com alimentação em Guiné-Bissau etc. Uma safadeza e covardia sem limites”
Com relação ao pagamento da faculdade de Lívia, o advogado Jorge Vacite Neto, que defende a Avec, afirmou que a instituição concede bolsas de estudos aos seus funcionários, dando-lhes especialização e condições humanas e profissional adequadas para alcançarem seus objetivos, valendo destacar que tais desembolsos se prestam a qualificar a mão de obra que serve à própria Instituição”.
Já com relação a aeronave, o Vacite disse que considerando a realização de seminários, encontros, jornadas e cultos em todo o país, “não há qualquer vedação legal para tal e que sua utilização é exclusivamente destinada ao propósito da instituição”.
Folha Gospel com informações de O Antagonista e BNews
Léia Miranda e David Miranda Neto, líderes da Igreja Deus é Amor
A cantora gospel e pastora evangélica Léia Miranda realizou na noite desta quinta-feira (22/09), uma transmissão ao vivo para revelar o resultado de um laudo pericial a respeito de um áudio vazado que foi atribuído a ela.
Léia já havia dito nesta semana que havia contratado um perito profissional para averiguar se o áudio polêmico foi forjado. Nesta quarta-feira (21/09), a pastora informou que faria uma live nesta quinta para mostrar o resultado do laudo.
Na transmissão, que começou às 19h, Léia iniciou orando o Salmo 140. “Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento. Que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra. Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios”, diz trecho do capítulo bíblico.
Ela conta que aprendeu a orar esse texto da Bíblia com seu pai, o missionário David Miranda, fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor. Além disso, falou que o patriarca da família ensinou todos os filhos a orar o texto para que Deus os livrarem de todo tipo de ataque.
Em seguida, Léia Miranda se dirigiu à sua mãe, Ereni Miranda, que é a atual presidente da IPDA. No vídeo, Léia pede perdão por uma declaração recente em que afirmou que a diretoria da igreja é corrupta. Segundo ela, a declaração não foi direcionada a sua mãe, isso porque, de acordo com ela, Ereni Miranda está em “um patamar” acima da atual diretoria. Ela conta que quando se referiu à diretoria, não estava falando da mãe, a qual diz muito respeitar.
Logo depois, Léia entrou em uma dos assuntos mais comentados e esperados por todos; o áudio. A pregadora confirmou que o resultado do laudo deu inconclusivo, ou seja, que não foi possível confirmar se a voz é mesmo dela.
Ela explicou que o laudo também confirma que as vozes do áudio partiram de um gravador de som stereo, e não por envios através de aplicativos de celulares. Léia fez questão de frisar que o perito contratado por ela é um profissional conceituado e bastante conhecido no mercado brasileiro.
Como o resultado deu inconclusivo, Léia então pediu que fosse realizada mais uma etapa. Na próxima semana o perito fará uma nova captação de áudio, desta vez, em um estúdio a fim de realizar mais uma comparação. Segundo Léia, uma comparação já foi feita através de vozes de vídeos e pregações, mas que o novo trabalho se faz necessário para que não haja dúvida.
No final da live, Léia disse que, a pedido da sua mãe Ereni, não irá expor os laudos. Ela, bem como a diretoria, vão aguardar a perícia após a nova captação, para assim, divulgar os resultados dos mesmos. Além disso, falou que sua advogada pediu para que ela se manifestasse em alguns momentos, e por causa disso, não tem feito pronunciamentos constantes a respeito do caso.
Léia Miranda disse que já encaminhou os laudos para a sua mãe, que preside a IPDA, e, que por sua vez, já apresentou para a diretoria. Segundo Léia, “decisões positivas já surgiram disso”, mas que não poderá revelar por enquanto.
David Miranda Neto fala sobre laudo
O diácono da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), David Miranda Neto, respondeu a um seguidor no Instagram que o áudio de uma conversa sensual foi periciado e o laudo comprovou que uma das vozes é de Léia Miranda, sua tia.
Léia Miranda está afastada de todas as suas funções desde que o áudio veio à tona. Ela negou e disse que o laudo iria provar que era tudo forjado, mas, de acordo com David, o resultado não era o que a religiosa esperava.
David fez uma declaração respondendo um seguidor no Instagram, após o usuário fazer um comentário no vídeo publicado por ele, depois de seu afastamento.
No comentário, David disse: “Já saiu o laudo da igreja, comprovando que é ela”. Em seguida, ele apagou a declaração, mas usuários já haviam “printado” a sua resposta.
No áudio que circula nas redes sociais, a cantora pentecostal elogia a performance do amante e declara que queria encontrá-lo novamente.
Paulo Elias foi desligado da denominação. Pelas redes sociais, ele disse que o seu telefone foi hackeado e que deu parte na polícia para encontrar o autor do crime.
O pastor Stanislav Moskvitin foi detido em sua igreja. (Foto: Reprodução/FSB).
Uma igreja evangélica em Omsk, na Rússia, está sendo acusada pelo governo de fazer “lavagem cerebral” nos fiéis.
Em junho do ano passado, agentes mascarados do Serviço Federal de Segurança Russo (FSB) invadiram o prédio da Igreja do Centro Apostólico Nova Criação e prenderam o pastor Stanislav Moskvitin.
O líder da igreja está sendo acusado pela promotoria de organizar associações religiosas “causando danos à saúde de seus membros”, conforme o artigo 239 do Código Penal da Rússia.
A FSB alegou que o pastor Stanislav “usou várias técnicas psicológicas para influenciar os membros a fim de subjugá-los e obter lucro”.
O Serviço Federal chegou a afirmar que o líder usava vários tipos de hipnose: clássica, fracionária e ericksoniana.
O pastor também foi acusado de arrecadar fundos, de forma ilegal, para a construção de uma igreja.
Entretanto, as autoridades admitiram que o dinheiro arrecadado foi guardado para o propósito inicial e que Stanislav tem um estilo de vida modesto.
Moskvitin fundou sua igreja em 2014 e a registrou dois anos depois, após receber treinamento nos Estados Unidos, na Transformation Center Church.
A Nova Criação é uma igreja pentecostal, assim como o estilo da pregação de Stanislav. Nos cultos, é comum relatos de curas sobrenaturais e visões.
O julgamento do pastor Moskvitin começou no dia 14 de setembro em Omsk.
Igrejas evangélicas alvo de perseguição
Congregações como a de Moskvitin têm sido alvo de perseguição no país, já que muitos fiéis da Igreja Ortodoxa Russa tem se convertido à fé evangélica.
Organizações anti-seitas russas, ligadas a Igreja Ortodoxa, consideram as igrejas evangélicas “cultos totalitários”.
Segundo a Bitter Winter, revista que cobre liberdade religiosa e direitos humanos, a falsa acusação de “lavagem cerebral” tem sido usada para perseguir e combater grupos evangélicos, como os Testemunhas de Jeová.