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Líder da bancada evangélica, Cezinha de Madureira quer diálogo com Lula

Cezinha de Madureira é deputado federal
Cezinha de Madureira é deputado federal

O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), um dos principais nomes da bancada evangélica no Congresso, se disse aberto ao diálogo com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao Estadão, ele declarou que já foi procurado por aliados de Lula e está disposto a sentar-se a mesa com o petista – o que não vê como traição a Jair Bolsonaro (PL).

“Traição foi a punhalada que o presidente recebeu nas costas com a deputada correndo na rua com arma na mão, talvez por um deslize mental. Cuidar do povo não é traição”, disse, em entrevista ao Estadão. A referência é à deputada Carla Zambelli que, um dia antes da eleição, no sábado (29), perseguiu um jornalista negro, com uma arma de fogo apontada para ele, após uma discussão política.

Cezinha de Madureira é porta-voz do bispo Samuel Ferreira e é um expoente da Assembleia de Deus, uma das maiores denominações evangélicas no Brasil. O deputado avalia que tanto Carla Zambelli quanto Roberto Jefferson (PTB), que atirou em policiais federais, foram motivadores da derrota de Bolsonaro.

“A Zambelli cometeu a pior bobeira, é gente despreparada. Nossa eleição estava ganha. Para o Tarcísio, nossa previsão era de 16 milhões de votos. Eu digo que Lula não ganhou, nós que perdemos”, afirmou. A estimativa de Cezinha é que os episódios tenham feito Bolsonaro perder 3 milhões de votos, aproximadamente.

Sobre as pautas conservadores, Cezinha de Madureira assegurou que a bancada evangélica não pretende deixar que propostas progressistas passem na Câmara, mas afirmou que os evangélicos não devem votar contra aumento de salário mínimo, por exemplo.

“Bolsonaro terá nosso respeito, admiração e lealdade. Mas não significa que vamos votar contra o aumento de salário, contra o combate à fome”, afirmou ao Estadão. “Com o crescimento da bancada evangélica, óbvio que nenhuma pauta aberrante vai passar, como liberação de drogas e aborto. Mas estamos dispostos a trabalhar para pautas que ajudem o Brasil. Vamos conversar sobre o que for importante para o país.”

Edir Macedo

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, gravou um vídeo nesta quinta-feira (3) falando em perdoar e não ter mágoa por causa da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente.

Macedo afirmou que orou pela vitória de Jair Bolsonaro (PL), mas disse que a vontade de Deus foi feita nas eleições.

“Nós oramos, eu orei: ‘eu quero que o Bolsonaro ganhe, mas seja feita a sua vontade acima de tudo’. Deus fez a vontade dele. Eu pedi pra ele fazer a vontade dele e ele fez. Graças a Deus”, disse ele.

Edir Macedo declarou apoio à reeleição de Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno das eleições, porém, nos bastidores do poder evangélico, a adesão da Universal à candidatura vencedora, fosse a que fosse, era favas contadas. Macedo se alinhou a todos os presidentes desde Fernando Collor, em 1989.

Fonte: Yahoo Notícias e G1

Cerca de 50 mil Bíblias são enviadas para igrejas da China na fronteira com a Rússia

Chineses com a Bíblia na mão (Foto: Reprodução)
Chineses com a Bíblia na mão (Foto: Reprodução)

50 mil Bíblias estão sendo enviadas para igrejas chinesas em Moscou, na fronteira da Rússia com a China, em uma nova estratégia para abastecer o país comunista com a Palavra de Deus.

A “Bibles for China”, uma organização missionária que envia exemplares das Escrituras a China, planejava distribuir as Bíblias ao longo da fronteira, mas a Guerra da Ucrânia explodiu e impediu o plano.

“Nosso objetivo era distribuir Bíblias ao longo da fronteira China-Rússia no lado russo para chineses que faziam negócios na China. Esperávamos que alguma Escritura pudesse chegar às casas dessas pessoas na China”, contou Kurt Rovenstine, presidente da “Bibles for China”.

Imprevisto durante a Guerra da Ucrânia

Com o conflito, distribuir Bíblias em outras partes da Rússia se tornou impossível. O principal contato da organização no país acabou fugindo para escapar do recrutamento da guerra.

“Estávamos mantendo a esperança de que poderíamos concluir o projeto como foi projetado. Mas recentemente decidimos que o melhor curso de ação não é manter Bíblias em um depósito. Isso não faz o menor sentido”, afirmou Kurt.

Assim, a missão mudou sua estratégia e forneceu as Bíblias à igrejas chinesas na região de Moscou, para serem usadas em treinamentos e evangelismo.

“A intenção é que eles voltem para a China, deixem sua Bíblia com familiares e amigos e voltem para receber outra”, explicou Kurt.

E refletiu: “Muitas vezes penso que, como americanos, montamos um plano que, em nossa mente, é perfeito. E, de repente, tivemos um soluço ao longo do caminho. Podemos esquecer que Deus pode trabalhar em qualquer cenário”.

A “Bibles for China” também planeja enviar Bíblias para comunidades chinesas espalhadas em outros países.

“Essa é uma das coisas que estamos considerando em nosso futuro: pequenos projetos em países ao redor do mundo onde existem essas grandes populações de chineses e dar a eles Bíblias”, comentou Kurt.

Aumento da repressão ao cristianismo

Em março deste ano, uma nova lei na China entrou em vigor, tornando ilegal a criação ou compartilhamento de qualquer conteúdo religioso online.

Dessa forma, todo tipo de encontro online de cunho religioso, desde uma simples reunião até uma pregação são atos considerados “fora da lei”.

Para postar ou compartilhar qualquer conteúdo online é necessário uma ‘Permissão de Serviço de Informação Religiosa da Internet’. Na prática, estes só serão disponibilizados para as igrejas já ‘legalmente estabelecidas’.

Mesmo assim o conteúdo será examinado de perto, para garantir que a mensagem esteja de acordo com os ensinamentos do Partido Comunista Chinês. Todas as outras igrejas clandestinas estão efetivamente sendo expulsas da internet.

Em maio de 2021, aplicativos da Bíblia e sites cristãos foram fechados na China. As autoridades também retiraram as contas públicas do Christian WeChat.

Enquanto os aplicativos bíblicos foram removidos da App Store, as Bíblias impressas não estão mais disponíveis para venda online.

Fonte: Guia-me com informações de Bibles for China

Bíblia é totalmente traduzida para 27 dialetos da Nigéria

Mulheres nigerianas celebram a chegada da Bíblia. (Foto: Bible Society of Nigeria)
Mulheres nigerianas celebram a chegada da Bíblia. (Foto: Bible Society of Nigeria)

O Antigo e Novo Testamento já foram completamente traduzidos em 27 dialetos nigerianos, anunciou a Sociedade Bíblica da Nigéria (BSN). A mais recente tradução foi feita para o Okun, um dialeto da língua iorubá falado nos estados de Kogi, Kwara e Ekiti.

“Agora temos a Bíblia Sagrada completa em 27 dialetos nigerianos. A tradução ou revisão está em andamento em outras 10 línguas nigerianas”, informou o pastor Samuel Sanusi, secretário-geral da BSN, em coletiva de imprensa no domingo (30).

Com a conclusão da tradução em Okun, a Sociedade Bíblica estabeleceu outra marca importante na tradução da Bíblia, já que o projeto foi concluído em um tempo recorde de cinco anos.

“Com isso, quebramos o recorde global de tradução da Bíblia que tínhamos anteriormente, quando fizemos a tradução completa da língua comum Igala em 11 anos”, disse Sanusi.

Sanusi lembra que a meta final estabelecida pelas Sociedades Bíblicas Unidas é de 12 anos para a conclusão de qualquer projeto de tradução. “Isso não foi alcançado por nenhuma sociedade, exceto pela BSN’”, celebra.

A tradução da Bíblia custou cerca de N 87 milhões (pouco mais de 1 milhão de reais), informa o site Vanguard. Os falantes do dialeto Okun são um dos principais grupos étnicos iorubás.

Além da Bíblia em Okun, a organização irá lançar mais de 77 histórias cronológicas da Bíblia na língua de sinais nigeriana, para beneficiar os fiéis com deficiência auditiva.

“Apenas os Estados Unidos possuem a Bíblia completa em língua de sinais no mundo, e isso foi feito em 2020 após 38 anos”, avaliou Sanusi. “Confiamos em Deus que chegará o tempo em que os surdos na Nigéria terão a Bíblia completa na língua de sinais nigeriana”.

Fonte: Guia-me com informações de Vanguard

Edir Macedo fala em perdoar Lula, eleito pela ‘vontade de Deus’

Edir Macedo e Lula na inauguração da Record News em 2007
Edir Macedo e Lula na inauguração da Record News em 2007

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, gravou um vídeo nesta quinta-feira (3) falando em perdoar e não ter mágoa por causa da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente.

Macedo afirmou que orou pela vitória de Jair Bolsonaro (PL), mas disse que a vontade de Deus foi feita nas eleições.

“Nós oramos, eu orei: ‘eu quero que o Bolsonaro ganhe, mas seja feita a sua vontade acima de tudo’. Deus fez a vontade dele. Eu pedi pra ele fazer a vontade dele e ele fez. Graças a Deus”, disse ele.

Nesta quinta, ele disse que estava em uma reunião, quando uma mulher, em prantos, gritou em oração: “Eu perdoo você, Lula”.

O bispo falou que teve uma reflexão sobre a oração da mulher e sobre o perdão. Macedo afirmou que acredita que muitos cristãos estão magoados com Lula por causa dos supostos casos de corrupção, mas que é necessário perdoar.

“A escolha foi da maioria, que votou. Nós não podemos ficar com mágoa, porque é isso que o diabo quer. O diabo quer acabar com a sua fé, acabar com seu relacionamento com Deus por causa de Lula ou dos políticos. Não dá, bola para frente.”

“O perdão é uma atitude pensada, raciocinada. Porque se você esperar sentir no coração vontade de perdoar, você não vai perdoar nunca. O coração é indomável”, afirmou.

Edir Macedo declarou apoio à reeleição de Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno das eleições, porém, nos bastidores do poder evangélico, a adesão da Universal à candidatura vencedora, fosse a que fosse, era favas contadas. Macedo se alinhou a todos os presidentes desde Fernando Collor, em 1989.

Publicamente, a igreja se posicionou ferozmente contra Lula e a esquerda em geral. A Folha Universal, jornal da casa, produziu editoriais em série nesse sentido. O texto publicado no domingo seguinte ao 7 de Setembro bolsonarista dizia que a esquerda podia “chorar copiosamente” à vontade, porque “as “manifestações cívicas” galvanizadas pelo presidente deixaram claro que “o líder supremo da esquerda no Brasil não terá vida fácil”.

Edir Macedo e Lula

Macedo tem um histórico de vaivéns com Lula. Em 1989, incentivou a demonização do petista, então candidato de primeira viagem.

Três anos depois, o líder evangélico em ascensão foi preso, acusado de práticas como charlatanismo. Lula foi um dos raros políticos a visitá-lo na prisão. “Se não tomarmos cuidado, daqui a pouco a polícia está na sua casa, prendendo sem critério”, disse à época.

A Universal retomou a hostilidade com ele nas campanhas seguintes, vencidas pelo tucano FHC.

Os dois se reconciliaram quando o PT entrou no Palácio do Planalto, em 2002. O então vice de Lula, José Alencar, era do PL, partido que concentrava nomes da Universal, e depois migrou para o PRB (atual Republicanos), arquitetado pela igreja em 2003.

Em 2018, Macedo a princípio optou por endossar Geraldo Alckmin. Declarou voto em Bolsonaro de última hora, quando ficou claro que o ex-governador paulista, hoje vice de Lula, não tinha chances naquele pleito.

A opção por perdoar Lula é vista como fisiológica por pares evangélicos. Após o triunfo lulista, vários pastores bolsonaristas baixaram o tom e lembraram que a Bíblia manda orar pela autoridade constituída, mas a sinalização de Macedo subiu alguns degraus nessa benevolência com o homem que até ontem era defenestrado por praticamente todas as lideranças de expressão nacional do país.

Presidente da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) diz que Macedo “só esqueceu de uma parte da Bíblia”.

“Você só pode perdoar quem reconhece o pecado e pede perdão. Ele já quer perdoar o cara que nem reconheceu que pecou?”

Sóstenes pertence à igreja do pastor Silas Malafaia, que tem lá seus atritos com Macedo. Em 2020, Malafaia acusou a Universal de fazer um “jogo estratégico nojento” ao respaldar Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal.

Evangélicos, na época, defendiam a nomeação de um dos seus para a cadeira, desejo atendido com a chegada de André Mendonça à corte.

Fonte: G1 e Folha de S. Paulo

Assembleia de Deus emite nota sobre pastor que teria profetizado morte de Lula

Pastor Juraci da Costa
Pastor Juraci da Costa

A Igreja Assembleia de Deus (ADOP), da cidade de Andirá (PR), publicou uma nota de esclarecimento onde se manifesta sobre as declarações do pastor Juraci da Costa Cândido, presidente da denominação.

O líder religioso, supostamente, “profetizou”, no culto do último domingo (30 de outubro), que Lula morreria e não terminaria o mandato.

“Pode filmar, filma aí, em nome de Jesus. Ninguém para a igreja do Deus altísssimo… [fala em línguas], seja quem quiser, quem ganhar. Se o Lula ganhar, e ele ganhou, eu profetizo a morte dele, mas a igreja não para, ele não termina o mandato”, disse o pastor.

A denominação disse em nota que, “o vídeo está fragmentado e fora de contexto, não mostrando a realidade da mensagem”.

Para concluir, a nota diz que a instituição religiosa repudia qualquer crime de ódio ou que instigue a violência.

Leia nota na íntegra:

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Igreja Assembleia de Deus M. Madureira – ADOP, representada por seu Pastor Presidente Juraci da Costa Cândido, situada no município de Andirá – Estado do Paraná, em virtude da repercussão de PARTE de um vídeo publicado no story do instagram da igreja em 30/10/2022, vem a público esclarecer que o video foi fragmentado e esta fora de contexto não mostrando a realidade da mensagem.

Por fim, a Igreja ADOP ressalva que repudia qualquer crime de ódio ou que instigue a violência, sendo que a mensagem não se trata de cunho político ou qualquer ato de violência.”

Fonte: Fuxico Gospel

Pastores batistas pedem a proibição de mulheres pastoras nos EUA

Mulher lendo a Bíblia (Imagem: freepick)
Mulher lendo a Bíblia (Imagem: freepick)

Cerca de 700 pastores batistas do sul escreveram uma carta aberta à Convenção Batista do Sul pedindo uma emenda à constituição da Convenção que proibiria as mulheres de servir “como pastor de qualquer tipo”.

De acordo com o The Christian Post, o pastor Mike Law, da Igreja Batista de Arlington, em Arlington, Virgínia, escreveu na carta intitulada “Um chamado para manter nossa unidade” que há um número crescente de igrejas batistas do sul que empregam mulheres como pastoras na igreja.

“Pessoalmente, senti a necessidade de oferecer esta emenda porque cinco igrejas batistas do sul, a cerca de 8 quilômetros de minha própria congregação, estão empregando mulheres como pastoras de vários tipos, incluindo mulheres servindo como “Sr. Pastor”, disse Law. “Muitas outras descobriram que várias igrejas batistas do sul também nomeiam, afirmam ou empregam mulheres como pastoras em suas áreas”.

Law e os outros pastores estão pedindo uma emenda ao Artigo III, parágrafo 1º da Constituição da SBC sobre “Composição”.

A declaração da Fé e Mensagem Batista de 2000 já afirma que “enquanto homens e mulheres são dotados para o serviço na igreja, o ofício de pastor é limitado a homens qualificados pelas Escrituras”.

A “Resolução sobre a ordenação e o papel das mulheres no ministério” também já reconhece que a Bíblia “exclui as mulheres da liderança pastoral” e das “funções pastorais”.

“Este assunto foi resolvido há muito tempo pelos batistas do sul”, disse Law.

“Permanecer mulheres no escritório pastoral prejudica materialmente o trabalho da Convenção porque cultiva a desunião onde estamos unidos há muito tempo”, escreveu Law. Contamina o solo de nossa Convenção com desconfiança e desobediência às Escrituras, particularmente 1 Timóteo 2:12 e 3:1-7”, acrescentou.

A próxima reunião do Comitê Executivo da SBC será em fevereiro de 2023. O comitê não disse se considerará o assunto.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Ser cristão é suficiente para que seja preso no Irã, diz relatório do governo britânico

Bandeira do Irã e mãos postas em cima de uma Bíblia (montagem)
Bandeira do Irã e mãos postas em cima de uma Bíblia (montagem)

O governo britânico divulgou um novo relatório que detalha que a perseguição violenta sobre a população minoritária cristã continua inabalável na República Islâmica do Irã.

“Simplesmente ser cristão é suficiente para que você seja preso” no país de maioria muçulmana, observou o estudo do Reino Unido sobre cristãos e cristãos convertidos no Irã.

O relatório disse que “muitas prisões ocorreram durante batidas policiais em reuniões religiosas” e que “os cristãos, particularmente evangélicos e convertidos do Islã, continuaram a experimentar níveis desproporcionais de prisão e detenção”.

O estudo foi publicado no final do mês passado, detalhando os graves maus-tratos aos cristãos iranianos, que compõem entre 500.000 e 800.000 pessoas de uma população total estimada de 86,7 milhões em 2022. Outras estimativas dizem que o número de cristãos iranianos pode ultrapassar 1 milhão, observou o estudo.

Segundo o relatório, 99,6% da população do Irã se identifica como muçulmana, sendo o Islã Twelver Ja’afari Shia classificado pelo governo do país como religião estatal.

Perseguição e direitos humanos

Quando perguntado sobre o que os EUA e outras potências mundiais podem fazer em relação à repressão aos cristãos iranianos, Mansour Borji, que é diretor da ONG de liberdade religiosa Article 18, escreveu em um e-mail para a Fox News Digital:

“Acreditamos que os líderes do mundo podem desempenhar um papel positivo em ajudar as comunidades religiosas perseguidas e acabar com o apartheid religioso no Irã. Uma das medidas efetivas que os governos ocidentais podem tomar para ajudar são sanções contra os oligarcas iranianos e suas famílias que estão perto do regime, vivendo no exterior, bloqueando seus ativos, impondo proibições de viagem contra eles.”

Borji, que se converteu do islamismo ao cristianismo, acrescentou: “Muitos deles desempenharam papéis significativos na formação e implementação de políticas discriminatórias e opressivas do atual regime islâmico. Eles também podem impor sanções Magnitsky contra os envolvidos em abusos dos direitos humanos”.

Em 2016, os EUA implementaram uma legislação chamada “As Sanções Magnistsky”, em homenagem ao falecido denunciante anticorrupção russo Sergei Magnitsky, para punir os violadores dos direitos humanos.

Quando perguntado sobre o relatório do governo britânico e o que pode ser feito para impedir a perseguição aos cristãos iranianos, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse à Fox News Digital:

“Pedimos persistentemente ação contra os abusos dos direitos humanos do Irã nas Nações Unidas e em outros fóruns multilaterais. Também coordenamos estreitamente com os Aliados e parceiros, incluindo o Reino Unido, para compartilhar informações sobre possíveis alvos de sanções. O Departamento de Estado anuncia regularmente sanções aos autores dessas violações e insta parceiros com ideias semelhantes a responsabilizar os autores de violações. No entanto, como prática, não anunciamos essas ações com antecedência.”

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, “desde 1999, os Estados Unidos designaram o Irã anualmente como um país de preocupação especial por se envolver ou tolerar ‘violações particularmente graves da liberdade religiosa’. A designação é baseada em informações de todas as fontes relevantes, incluindo o Relatório Anual de Liberdade Religiosa Internacional.”

Mas, apesar disso, os críticos do governo Biden argumentam que a Casa Branca está priorizando um acordo nuclear com a República Islâmica, em detrimento dos direitos humanos, e que enriquecerá os cofres de um regime totalitário em Teerã.

De acordo com o especialista da Fundação para a Defesa das Democracias no Irã, Saeed Ghasseminejad, “o novo acordo nuclear permitiria a Teerã acessar até US$ 275 bilhões em benefícios financeiros durante seu primeiro ano de vigência e US$ 1 trilhão até 2030”.

Críticas e protestos

Críticos veteranos da República Islâmica dizem que o dinheiro do alívio das sanções fortalecerá os aparatos de repressão domésticos e estrangeiros do regime clerical. As administrações republicana e democrata classificaram a República Islâmica do Irã como o pior estado-patrocinador do terrorismo do mundo.

O estudo britânico foi divulgado em meio aos protestos generalizados contra a morte de Mahsa Amini. A polícia moral do Irã supostamente assassinou Amini por não cobrir adequadamente o cabelo com um hijab.

Os esforços atuais da República Islâmica para enfraquecer a fé cristã são abundantes. A organização Middle East Concern (MEC), que defende a liberdade religiosa dos cristãos no Oriente Médio e Norte da África, informou em agosto que dois cristãos iranianos foram presos na infame prisão de Evin, em Teerã.

Fé cristã

O MEC informa que Homayoun Zhaveh e sua esposa, Sara Ahmadi, foram detidos em 13 de agosto após prisões anteriores por praticarem sua fé cristã.

Em 2019, Zhaveh passou um mês na prisão e Sara foi presa por 67 dias, onde “suportou extrema pressão psicológica”, escreveu o MEC. Em 2020, o sistema judicial opaco do regime iraniano condenou Sara a 11 anos de prisão “por seu suposto papel na liderança de uma igreja doméstica e Zhaveh a dois anos por ser membro da igreja doméstica”, disse o MEC.

Na sexta-feira, o pastor iraniano Hekmat Salimi, sua esposa Shirini e sua filha Sama partiram da Turquia para garantir asilo nos Estados Unidos. De acordo com um comunicado do Escritório Anglicano para Assuntos Governamentais e Internacionais, “um ministro anglicano que fugiu do Irã há seis anos por causa do constante assédio de agentes de inteligência e várias prisões recebeu sua liberdade quando os EUA aprovam um pedido de emergência para realocar a família da Turquia, onde vivem escondidos.”

Fonte: Guia-me com informações de Fox News

Mais de 40 cristãos batizados em Bangladesh

Imagem ilustrativa de batismo. (Foto: Facebook/World Mission)
Imagem ilustrativa de batismo. (Foto: Facebook/World Mission)

Realizar batismos costuma ser desafiador em Bangladesh, sobretudo nas regiões rurais onde as igrejas não têm um templo próprio ou outro espaço adequado para o batismo. Além das questões espaciais, as igrejas enfrentam outros obstáculos, como a oposição das comunidades locais ao cristianismo. Há casos de ataques de extremistas que levam cristãos a deixarem a própria vila para preservar a segurança e o bem-estar da família.

Uma pequena igreja no Sul de Bangladesh enfrentou essa realidade enquanto realizava o batismo de 45 novos cristãos. Alguns hindus locais foram para interromper a celebração. “Os hindus estavam insatisfeitos porque aquelas 45 pessoas escolheram deixar o hinduísmo para seguir a Jesus. O batismo era a manifestação pública daquela decisão. Isso os enfureceu e eles queriam parar o culto a todo o custo. Depois tentaram impedir definitivamente todas as atividades da nossa igreja”, contou o pastor local.

Hindus e cristãos começaram uma discussão que logo se tornou violenta. Os extremistas começaram a usar tudo o que achavam pela frente como arma e diziam palavras abusivas e ameaçadoras contra os cristãos. Palavras torpes a ponto de o pastor se recusar a repeti-las enquanto contava o ocorrido: “Quando percebi que a situação estava fora de controle, chamei a polícia, que rapidamente veio nos defender”.

Insegurança

Após a intervenção policial, a situação voltou ao normal e o batismo pôde continuar conforme programado. Os extremistas ficaram constrangidos quando os policiais tomaram o partido dos cristãos e logo começaram a pedir desculpas ao pastor e aos outros cristãos no local.

Apesar de tudo ter corrido bem no final, a ira dos extremistas deixou os cristãos com medo. A situação se acalmou naquele momento por causa da presença da polícia, mas eles não têm certeza se longe das autoridades o comportamento dos extremistas não voltará a ser agressivo.

Os novos cristãos não imaginavam que em um dia tão especial e alegre enfrentariam um incidente como aquele. Os líderes da igreja e o pastor local pedem que a igreja global se mobilize em oração pelos cristãos batizados, para que cresçam firmes em Jesus apesar da perseguição e dos desafios.

Fonte: Portas Abertas

Evento de Franklin Graham quebra recorde de público na Itália; mais de 700 aceitam Jesus

Franklin Graham prega no Festival Noi em Milão, Itália, em 29 de outubro de 2022. | Cortesia da Associação Evangelística Billy Graham
Franklin Graham prega no Festival Noi em Milão, Itália, em 29 de outubro de 2022. | Cortesia da Associação Evangelística Billy Graham

Mais de 13 mil pessoas lotaram a arena Fórum Mediolanum, em Milão, na Itália, para ouvir a Palavra de Deus durante o Festival Noi, no sábado (29).

O evento evangelístico, organizado por igrejas locais em parceria com a Billy Graham Evangelistic Association, reuniu o maior público que a arena, usada para shows e jogos da Euroliga de basquete, já recebeu em seus 32 anos de história.

O evangelista Franklin Graham pregou a mensagem do Evangelho, baseado em João 3:16.

“Estou aqui para lhe dizer que religião não é suficiente. Jesus disse ao [líder religioso] Nicodemos: ‘Você precisa nascer de novo’”, ministrou Graham.

E ressaltou: “Conheci muitas pessoas que são religiosas, mas não têm um relacionamento com Deus. Religião não é suficiente. Você não pode trabalhar pela sua salvação. Você não pode comprar sua salvação”.

Após a ministração, o evangelista fez o apelo para entregar sua vida a Cristo e mais de 700 italianos responderam ao convite e foram à frente para serem ministrados.

Mais de 700 pessoas aceitaram a Jesus em evento evangeslítico na Itália. (Foto: Billy Graham Evangelistic Association).

Entre a multidão de recém convertidos, estava Rosa*, de 50 anos, que aceitou Jesus em lágrimas. Simona, uma conselheira da equipe evangelística, explicou a ela sobre a decisão que havia acabado de tomar.

“Ela se apresentou com seu tio e disse que podia sentir a presença de Deus logo atrás dela”, testemunhou Simona.

Marco*, de 44 anos, que foi ao Festival incentivado pela esposa cristã, também se rendeu a Cristo.

“Hoje, ele aceitou Jesus como seu Salvador. Ele estava tão feliz. Ele disse que nunca havia sentido essas emoções antes. Ele sentiu a presença do Senhor pela primeira vez esta noite”, contou Francesco, o conselheiro que o ministrou.

Para os líderes cristãos que trabalharam no Festival Noi, a cruzada iniciou um novo marco na união de igrejas e no evangelismo na Itália.

“Nunca tivemos algo assim – mais de 13.000 pessoas em um evento cristão”, declarou Gerry Testori, membro do comitê do Festival.

“Os pastores da parte norte de Milão estão orando com os pastores do sul. Esta é uma bênção para a nossa nação”.

*Nomes alterados para privacidade.

Estudantes cristãos perdem bolsa de estudos nas Filipinas

Cristãos nas Filipinas
Cristãos nas Filipinas

A educação é um direito humano básico. No entanto, para jovens cristãos de origem muçulmana, ter esse direito respeitado pode ser um grande desafio. Parceiros locais da Portas Abertas nas Filipinas iniciaram um programa de apoio estudantil que contemplou 38 jovens cristãos de diferentes escolas com bolsas de estudos. O projeto tenta oferecer oportunidades e vida digna para jovens cristãos que são excluídos de programas de assistência apenas por causa da fé em Jesus.

Quando líderes muçulmanos descobriram que havia um movimento cristão na comunidade com bolsas de estudos, eles notificaram os pais dos alunos, avisando que os filhos estavam sendo manipulados para se tornarem cristãos. As ameaças pressionaram os pais, que forçaram os filhos a recusar a bolsa. Cinco dos cristãos contemplados pela bolsa desistiram do benefício.

Os estudantes têm entre 13 e 18 anos e todos estão fortemente ativos nas comunidades cristãs. Eles disseram que sem a bolsa de estudos é muito difícil continuar estudando. Até agora, os outros 33 alunos mantiveram a bolsa. O pastor e a liderança da igreja local temem que outros alunos também sejam obrigados a abandonar o auxílio.

“Abrimos mão da bolsa de estudos para mostrar respeito por nossos pais. Mas vamos continuar indo aos cultos, mesmo que as ameaças continuem”, disse um dos estudantes. Apesar das ameaças e de precisarem abrir mão dos sonhos relacionados à educação, os jovens continuam buscando o Senhor Jesus.

Fonte: Portas Abertas

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