Bandeira da Austrália e bola de futebol australiano
Uma das equipes esportivas mais importantes da Austrália demitiu seu novo CEO depois que se tornou público que ele era membro de uma igreja evangélica que afirma os ensinamentos bíblicos sobre sexualidade.
Na segunda-feira, Andrew Thorburn, 57, foi nomeado CEO do Essendon Football Club, que compete na Australian Football League – o mais alto nível de competição no esporte único do “futebol de regras australiano”.
Mas Thorburn deixou o cargo apenas 24 horas depois, dizendo que o clube o forçou a fazer uma escolha entre sua nova posição e sua associação com uma igreja evangélica sediada na Austrália, City on a Hill , onde ele atua como presidente e é membro.
A congregação afirma os ensinamentos bíblicos sobre gênero e sexualidade e acredita que o casamento é definido como a união de um homem e uma mulher.
As crenças da igreja sobre questões LGBT e sua postura pró-vida em relação ao aborto foram os assuntos mais criticados.
Thorburn, um fã de longa data dos “Bombers”, disse que sua nomeação como CEO foi “um dos dias de maior orgulho da minha vida”.
“No entanto, hoje ficou claro para mim que minha fé cristã pessoal não é tolerada ou permitida em praça pública, pelo menos por alguns e talvez por muitos”, disse Thorburn em um comunicado. “Eu estava sendo obrigado a me comprometer além de um nível que minha consciência permitia. As pessoas devem ser capazes de ter opiniões diferentes sobre assuntos pessoais e morais complexos e ser capazes de viver e trabalhar juntos, mesmo com essas diferenças, e sempre com respeito. O comportamento é a chave. Tudo isso é uma parte importante de uma sociedade tolerante e diversificada”.
Anteriormente, Thorburn atuou como executivo-chefe do National Australian Bank.
“Deixe-me ser claro – eu amo todas as pessoas e sempre promovi e vivi um local de trabalho inclusivo, diversificado, respeitoso e solidário – onde as pessoas são bem-vindas independentemente de sua cultura, crenças religiosas e orientação sexual”, disse Thorburn. “Acredito que meu histórico por um longo período de tempo atesta isso.”
Ele escreveu sobre ser forçado a sair: “Isso me entristece muito”.
Dave Barham, presidente do Essendon Football Club, disse que um sermão de 2013 no qual a homossexualidade foi chamada de “pecado” foi o foco da controvérsia. Thorburn não pregou o sermão.
“O conselho deixou claro que, apesar de não serem pontos de vista que Andrew Thorburn expressou pessoalmente e que também foram feitos antes de ele assumir seu cargo como presidente, ele não poderia continuar servindo em seus papéis duplos no Essendon Football Club e como presidente. de City on the Hill”, disse Barham.
Thorburn, porém, afirmou que a sociedade é melhor quando pessoas de diferentes crenças aprendem a trabalhar juntas.
“Acredito que estamos mais pobres pela perda de nossas grandes liberdades de pensamento, consciência e crença que criaram uma comunidade verdadeiramente diversa, justa e respeitosa”, disse Thorburn. “Minha fé é central para quem eu sou. Desde que cheguei à fé em Jesus há 20 anos, vi uma mudança profunda em minha vida e acredito que Deus me tornou um marido, pai e amigo melhor. Também me ajudou a me tornar um líder melhor. Isso porque no centro da minha fé está a crença de que você deve criar uma comunidade e cuidar das pessoas porque elas são criadas e amadas por Deus e têm um valor intrínseco profundo”.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Os resultados de um novo estudo em do Springtide Research Institute, confirmaram uma relação positiva entre religião, espiritualidade e saúde mental.
E Josh Packard, diretor executivo da organização, sugeriu maneiras pelas quais as igrejas podem garantir que permaneçam instituições relevantes para a geração mais jovem, a medida que aumenta o número de pessoas no ambiente virtual.
O estudo, The State of Religion & Young People 2022: Mental Health–What Faith Leaders Need to Know, reflete uma pesquisa com quase 10.000 jovens de 13 a 25 anos, sobre suas crenças, práticas, comportamentos, relacionamentos e saúde mental.
O estudo descobriu que durante os anos de pandemia, a maioria (53%) dos entrevistados relatou que a saúde mental era seu maior desafio.
Cerca de 57% disseram que novas práticas espirituais os ajudaram a suportar a pandemia e mais da metade (51%) disse que recorreu à oração. Outros se voltaram para atividades como leitura, ioga, artes ou estar na natureza.
O estudo descobriu que, embora a religião e a espiritualidade “podem ser fortes antídotos para muito do que contribui para as lutas de saúde mental entre os jovens” e que “as pessoas religiosas estão melhor mental e emocionalmente”, apenas 35% dos entrevistados estão ligados a uma comunidade religiosa.
Os entrevistados ligados a uma comunidade religiosa foram mais propensos a dizer que estão “florescendo muito” em seu bem-estar mental e emocional (29%) diferente daqueles que não estão ligados a uma comunidade religiosa (20%).
Os entrevistados que se dizem “muito religiosos” eram mais propensos a relatar que estão “florescendo muito” (40%) em comparação com aqueles que dizem não ser religiosos (17%).
Os entrevistados que “não são religiosos” foram duas vezes mais propensos a dizer que “não estão florescendo” (44%) do que os “muito religiosos”.
Embora o estudo indique que a religião pode ter um impacto positivo na saúde mental, Packard observa no relatório que “as soluções para as lutas com a saúde mental são mais complicadas do que apenas ‘dar aos jovens mais religião’” pois cerca de 20% dos “muito religiosos não estão florescendo”.
“A realidade é que, sem abordar questões de saúde mental, um jovem que está mental e emocionalmente doente não será capaz de realmente se envolver ou entender a profundidade, beleza, poder, admiração e amor que podem vir com religião e espiritualidade. “, escreveu Packard.
Quando perguntado como as igrejas podem ser mais positivas para a saúde mental, Packard disse que as igrejas devem primeiro se envolver mais na conversa geral sobre saúde mental.
O líder da Springtide também sugeriu que as igrejas possam se concentrar mais em levar o Evangelho aos jovens, em vez de esperar que eles entrem nas paredes de sua comunidade da igreja para se conectar.
Packard disse que os jovens precisam ver a fé como um “recurso para resolver os maiores desafios de suas vidas”. “E se eles veem a fé como desconectada disso, eles serão menos propensos a se envolver”, enfatizou.
Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post
Dois evangelistas no leste de Uganda foram espancados e cortados com facas depois de levar vários muçulmanos a Cristo, disseram fontes.
No início deste mês, Robert Okia, 43 anos, pai de seis filhos, e Wilberforce Mutenga, pai de dois filhos, compartilharam o evangelho na aldeia predominantemente muçulmana de Busakira, no leste de Uganda, onde oito muçulmanos depositaram sua fé em Cristo, disse Mutenga.
Eles, então, continuaram seu alcance na vila de Ikule, distrito de Mayuge, onde foram atacados em 7 de outubro, disse ele.
“Fomos espancados por levar o evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo à comunidade puramente muçulmana da vila de Ikule”, disse Mutenga, 38 anos, ao Morning Star News. “Não sabíamos que os muçulmanos deste lugar tinham ouvido falar de nossa missão bem-sucedida na vila de Busakira.”
Depois de visitar duas casas em Ikule, na segunda casa os muçulmanos os cercaram e começaram a fazer perguntas sobre o Islã que eles não conseguiam responder, disse ele.
“Um gritou o slogan islâmico de ‘ Allah Akbar [Deus é maior]’ três vezes, e todos começaram a pegar paus e começaram a nos bater muito”, disse ele.
Mutenga sofreu um ferimento de faca na cabeça e hematomas nas pernas, deslocando o joelho direito quando um dos agressores o derrubou, disse uma fonte da área. No momento em que escrevo, ele estava recebendo tratamento em uma clínica particular em Kampala.
Okia sofreu um ferimento de faca no joelho, costelas e ferimentos nas mãos, inchaço na boca e rosto e dores no corpo por toda parte, disse a fonte. Okia foi encaminhada para um hospital em Jinja para tratamento mais especializado.
“Depois de nos bater, eles nos carregaram e nos jogaram perto do pântano que separa Busakira e Kigandaalo, onde um pastor nos viu sangrando e gritando por socorro”, disse Mutenga ao Morning Star News. “O homem correu e chamou as autoridades locais, que nos levaram a uma clínica próxima para tratamento.”
Os dois conseguiram identificar alguns dos agressores e denunciaram a agressão às autoridades locais; eles planejam registrar um boletim de ocorrência na polícia quando deixarem o tratamento hospitalar, disse ele.
“Precisamos de suas orações o tempo todo, porque quando nos recuperarmos, temos que continuar com a mensagem, não importa a perseguição pela qual passamos”, disse Mutenga.
Os evangelistas foram enviados para pregar Cristo por uma igreja, não revelada por razões de segurança, na Câmara Municipal de Mayuge.
O ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição de cristãos registrados em Uganda.
A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter de uma fé para outra. Os muçulmanos não representam mais de 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.
Segundo o Glorify, aplicativo que possibilita que cristãos façam reflexões, meditações guiadas, orações e leiam passagens bíblicas, os usuários brasileiros estão cada vez mais consumindo a sessão de meditação da ferramenta. Projetado para ajudar a adquirir bons hábitos de adoração com funções de qualidade, o aplicativo vê na meditação um dos seus carros-chefes, por permitir um desenvolvimento espiritual e ser uma das funções mais procuradas pelo público.
De acordo com o levantamento do Glorify no Brasil, os usuários já iniciaram mais de 3,5 milhões de meditações no aplicativo, sendo 1,8 milhão só em 2022. Neste ano, o número de reproduções na categoria “ouvir” já ultrapassou 8 milhões, entre os conteúdos estão poemas, orações, conteúdos para crianças, além da sessão de meditação.
Vale dizer que, como o Glorify traz seus conteúdos levando em consideração a perspectiva cristã, a meditação guiada dentro do aplicativo significa separar tempo para ler, ouvir e refletir sobre os textos bíblicos, para contribuir na compreensão e entender como aplicá-los no dia-dia.
“A Meditação Cristã, ao invés de focar em ‘esvaziar a mente’, incentiva a enchê-la com a Palavra de Deus. Dessa forma, abordamos temas e desafios que nossos usuários enfrentam, apresentamos conteúdos que contribuam para uma reflexão sobre os assuntos e colaborem no bem estar individual”, destaca Ed Beccle, CEO do Glorify.
E os benefícios da meditação ainda vão além, se justificando ainda por uma questão médica. Um estudo feito na Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, diz que meditar durante 30 minutos todos os dias ajuda a aliviar sintomas da ansiedade, depressão e dores crônicas.
Com mais de quatro milhões de usuários no Brasil, sendo 2,6 milhões de downloads realizados em 2022, o Glorify é o principal aplicativo devocional cristão do mundo. Além disso, mundialmente, a ferramenta já soma mais de 8 milhões de downloads. Reinventando a maneira como os fiéis se conectam com Deus e sua comunidade por meio da tecnologia, a plataforma possibilita que cristãos de todo o mundo mantenham a fé e se conectem com Deus diariamente através de conteúdos digitais voltados ao bem-estar do usuário, tais como passagens bíblicas, meditações guiadas, devocionais, declarações e espaço para oração e reflexão.
Sobre o Glorify
Fundado em 2019 pelos empreendedores britânicos Henry Costa e Ed Beccle, o Glorify é um aplicativo móvel com a missão de possibilitar que cristãos em todo o mundo se conectem com Deus diariamente através de leituras bíblicas, meditações, declarações e espaço para oração e reflexão. Tem como objetivo se tornar a principal plataforma digital cristã, reinventando como os fiéis se conectam com Deus e sua comunidade por meio da tecnologia. O aplicativo está disponível para download no Google Play Store e Apple Store. Mais informações: https://glorify-app.com/pt-br/
Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, é voz dissonante entre evangélicos contra o bolsonarismo e o fundamentalismo religioso.
Com mais de 300 mil seguidores no Instagram, o teólogo viu viralizar nesta semana um vídeo no qual afirma que o Brasil está diante de marcos civilizatórios nesta eleição.
“Não estamos escolhendo apenas o tipo de governo que desejamos, mas em qual sociedade queremos viver”, repetiu à Folha de S.Paulo.
“Os conservadores querem um Brasil em que as hierarquias sejam mantidas, onde os brancos valem mais que os pretos, os homens mais que as mulheres, os ricos mais que os pobres, os heterossexuais mais que os homossexuais e assim por diante.”
Posicionamentos fortes como este resultaram na expulsão da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. “Fui expurgado pelo fundamentalismo.”
Kivitz reafirma que a Bíblia precisa ser atualizada. “Sob pena de continuarmos, em nome de Deus, praticando violências e injustiças de gênero, de raça e de classe social.”
A seguir, os principais trechos da entrevista, na qual avalia o bolsonarismo como uma ideia maldita e diz esperar que os evangélicos vejam que o “rei está nu” e votem pela democracia em 30 de outubro.
PERGUNTA – Por que estamos diante de marcos civilizatórios nesta eleição de 2022?
ED RENÉ KIVITZ – O bolsonarismo aparece como uma força de captura do antipetismo, mas se torna mais do que isso, porque se constrói a partir de críticas explícitas a conquistas de direitos civis.
Não estamos escolhendo apenas o tipo de governo que desejamos, mas em qual sociedade queremos viver. Os conservadores querem um Brasil em que hierarquias sejam mantidas, onde os brancos valem mais que os pretos, os homens mais que as mulheres, os ricos mais que os pobres, os heterossexuais mais que os homossexuais, o Sul mais que o Norte e Nordeste e assim por diante.
O bolsonarismo é reação da sociedade conservadora para tentar brecar um forte processo de emancipação da mulher e de superação do racismo nas relações pessoais e nas estruturas sociais. O conservadorismo considera degeneração social essa sociedade plural, horizontal, igualitária e libertária.
O bolsonarismo não vende um discurso de liberdade?” É um paradoxo falar de liberdade quando se tem um governo militarizado e miliciano, cujo símbolo é uma arma. Essa fala “um povo armado jamais será escravizado” é fascista. É acreditar que um povo armado supera a violência. É uma estupidez acreditar que um revólver na bolsa da minha filha vai impedir sequestro relâmpago..
Nas periferias, a violência é caracterizada pelos conflitos do crime organizado com a polícia. Armar a população só piora o quadro. Há pouco tempo, violência doméstica era um homem batendo na mulher, agora ele bate com o revólver na mão. A legalidade desse porte de arma não impede a violência. Pelo contrário.
P. – É também paradoxal falar de cristianismo?”
EK – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” é lema de um governo conhecido como o mais mentiroso, que se utiliza de fake news e do tal gabinete do ódio. Eu disse do púlpito que era inadmissível um sujeito fazer um voto em plenário em homenagem a Brilhante Ustra [torturador na ditadura] e não ter perdido seu mandato. E mais: tenha sido alçado a presidente da República, com pastores como cabos eleitorais.
Infelizmente, eu estava certo ao dizer que soltaram os monstros. Deram legitimidade, autorizaram monstruosidades.
A fake news não é somente a mentira explícita. É a verdade fora de contexto, manipulada. Tem uma frase de padre Antônio Vieira que diz que a palavra de Deus, usada com sentido diverso daquele que Deus pretendeu ao proferi-la, passa a ser palavra do diabo.
Quando o presidente tem uma fala misógina, não interessa dizer “eu não sou misógino”, porque é apropriada para alimentar uma cultura misógina.
P. – O que acha do argumento de que essas falas são brincadeiras?
EK – É nessa descontração e em brincadeiras que Bolsonaro revela quem ele é. É uma política do deboche, do escracho.
O bolsonarismo é uma ideia, uma ideologia que prescinde do Bolsonaro. Ele não tem genialidade para dar sustentação a um sistema de ideias. As piadas e o chamado politicamente incorreto que vocaliza à exaustão reproduzem e retroalimentam essa ideia maldita.
Vou dizer uma coisa muito forte. Nem todo bolsonarista é nazista, mas todo nazista é bolsonarista. Todo supremacista, quer seja social, racial, de gênero, é bolsonarista.
P. – Como vê essa agenda moral em defesa da família e contra gays puxada por pastores?
EK – O fanatismo tem três grandes características que afrontam o espírito do Evangelho. A primeira é a interpretação literal dos textos sagrados. Isso é um problema gravíssimo, porque o Evangelho é uma nova consciência. Não é uma nova moral, no sentido em que ela não tem uma legislação. Quando interpreto o texto sagrado literalmente, eu caio num legalismo que, levado ao extremo, me faz apedrejar pessoas.
O fundamentalismo fere o espírito do Evangelho também por tentar impor a parte para o todo. A minha fé, meu código moral, minha opção existencial tem que valer para você. Não quero saber quem é você, se acredita no que acredito. Ou concorda comigo ou está no engano, na maldade, nas trevas. A experiência religiosa só é legítima quando é resultado de uma escolha, nunca quando é imposta.
O fundamentalismo fere ainda o Evangelho por sua índole violenta. Trata o discordante, o divergente, o diferente como inimigo, uma ameaça ao meu sistema de valores, crenças e sociedade. Então, tem de ser eliminado.
A igreja evangélica hoje, na sua face hegemônica, é de índole fundamentalista. É literalista, legalista, excludente, violenta e impositiva.
P. – Como vê o crescimento da bancada evangélica e o papel de líderes religiosos com mandato?
EK – Eu tenho esperança. Não acredito que a voz do povo é a voz de Deus. Acredito que o povo é capaz de ouvir a voz de Deus, a voz do bom senso, da lucidez. Tenho esperança de que essa igreja evangélica vá perceber que o “rei está nu” e que seus líderes espirituais não são tão dignos de crédito.
Não sabemos o que é democracia no Brasil. O deputado da Assembleia de Deus não foi eleito para defender os direitos da Assembleia de Deus. O deputado espírita não foi eleito para defender o povo espírita.
Não podemos subestimar o povo, como massa ignorante e manipulada ad infinitum. Existe nas falas, inclusive dos progressistas, um preconceito de classe e religioso. Claro que as massas podem ser manipuladas, mas Bolsonaro teve menos penetração entre o povo evangélico em 2022 do que em 2018.
P. – Michelle Bolsonaro ganhou protagonismo como primeira-dama evangélica. Como avalia o uso do púlpito para fins eleitorais?
EK – Uso do púlpito como recurso de campanha é uma traição às duas instâncias: do estado democrático de direito e da igreja. Quando alguém do púlpito, que é o lugar da representatividade divina, faz campanha eleitoral, não se sabe se aquela pessoa é da confiança de Deus ou do imperador. Isso degenera o discurso religioso.
Também é uma traição ao espírito do estado de direito porque quando se associa a figura do presidente a uma unção divina, você dá a ele um poder absoluto. Quem fala em nome de Deus ou está lá porque Deus ungiu não pode ser questionado nem substituído.
P. – O sr. concorda com Michelle Bolsonaro, que disse que estamos em uma guerra espiritual?
EK – Concordo. Só que a guerra espiritual que nós estamos não é essa do ritualismo religioso mágico. Michelle Bolsonaro disse que o Palácio do Planalto foi consagrado a demônios. Não adianta fazer culto de oração no Planalto e cortar verba da educação e condenar criança a passar fome.
Se queremos falar de luz e trevas, vamos falar de negacionismo da ciência e de um presidente alterar a estrutura da Polícia Federal para proteger seus filhos, sua família e a si mesmo. Isso é guerra espiritual, é a mentira prevalecendo contra a verdade, a injustiça sobre a justiça. Assim como retardar a compra de vacina é a morte prevalecer contra a vida.
Guerra espiritual acontece na dimensão ética. A luz e as trevas estão em constante conflito. No Brasil, em Brasília, dentro de mim e de você.
P. – A sua igreja foi uma das primeiras a fechar e abolir o dízimo no auge da crise sanitária da Covid-19. Isso não seria uma heresia?
EK – Foi tratado dessa maneira. Se o dinheiro da fé não é para socorrer pessoas em suas necessidades, para que serve? Se quer dar dinheiro para Jesus, dê para alguém que está com fome.
P. – O senhor declara seu voto?”
EK – Nunca declarei. Sempre defendi que meu papel pastoral tem a ver com a crítica social e política dentro de uma pauta de valores. Quando opto por uma candidatura, no púlpito ou fora, eu me comprometo. O que fiz até agora é tentar mostrar as incoerências e contradições do bolsonarismo para com o espírito do Evangelho. Cheguei até aí.
P. – Isso não seria um apoio a Lula?”
EK – Eu me coloco dizendo que tudo aquilo que a sociedade critica no Lula e no PT é crime. Pode ser julgado, ter condenação. Enquanto o bolsonarismo se constrói com uma orientação social violenta, excludente, e nada disso é considerado crime. No mensalão, todo mundo foi julgado. Agora, o orçamento secreto não é crime. Deveria ser, mas não é.
Eu me coloco nessa polarização dizendo: Estou criticando uma cultura, que chamo de bolsonarismo, uma realidade abjeta que o Brasil tem de expurgar.
Em 2020, fora do contexto eleitoral, escrevi o seguinte tuíte: “Existe por trás desse governo uma mente intelectualmente limítrofe, cientificamente ignorante, ideologicamente totalitária, religiosamente obscurantista, e moralmente perversa. É urgente que seja exorcizada”.
P. – Que Brasil espera ver emergir das urnas?
EK – A minha esperança é que a democracia seja salva. E no meu entendimento, a derrota de Bolsonaro e a eleição de Lula é o único caminho para que isso se realize. Se o presidente for reeleito, com esse Congresso conservador e maioria no Senado e na Câmara, ele tem os recursos nas mãos para subversão do estado democrático de direito. É o golpe dentro da democracia.
P. – As pessoas me dizem: “Ah, você é a favor de ladrão?
EK – É abortista, gayzista, quer liberar maconha, transformar o Brasil numa Venezuela?”. Eu respondo que estou discutindo isso agora. Acho isso tudo falacioso, preconceituoso, mentiroso.
Estou discutindo democracia, o sistema que protege as minorias. É isso que vejo em risco, inclusive com força militar, paramilitar e miliciana armada. Na cabeça do presidente e de seus seguidores, democracia é o governo da maioria. Eles dizem: Ou a minoria se adequa ou procura outro lugar para viver. Isso não é democracia, é totalitarismo.
Fonte: Yahoo Notícias com informações de Folhapress
Vídeo de André Valadão classificado pelo Instagram como "Informação falsa"
O Instagram classificou como informação falsa o vídeo do pastor da Igreja Batista da Lagoinha, André Valadão, em que afirma ter sido alvo de uma determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, a se retratar sobre supostas declarações contra o candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a agência de checagem “Aos Fatos”, responsável pela classificação, a intimação não foi assinada pelo ministro e não houve decisão contra ele.
Valadão, que é apoiador de Jair Bolsonaro, retificou a informação, dizendo que recebeu citação do TSE para que se manifestasse sobre ação da campanha de Lula que o acusa de ter divulgado fake news contra o petista e resolveu se antecipar a uma decisão judicial.
“A fim de que o pedido perdesse o objeto, para que não houvesse invasão ao meu perfil, sob um manto de um pseudo direito de resposta, gravei um vídeo em sentido contrário ao inicialmente feito”, explicou o pastor no Instagram, na mesma postagem em que publicou foto do documento de citação.
Jovens cantando música pró-Bolsonaro dentro da igreja.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um grupo de pessoas na Assembleia de Deus de Rio Verde, em Goiás, cantando uma música contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.
Os fiéis entoam, repetidas vezes e acompanhados pela banda da igreja e por duas cantoras, os trechos: “Ô, Bolsonaro, você não vai perder. Eu posso ouvir o choro do PT”.
Pastor responsável pela unidade da Assembleia de Deus, o pastor Adjair Vieira afirmou que a música teria ocorrido não havia sido preparado e teria ocorrido apenas após o culto. A iniciativa dos cantos teria sido, segundo ele, do grupo de jovens da igreja.
O pastor também contou que não sabe quem publicou o vídeo nas redes sociais.
“No dia seguinte, todos os membros (da igreja) já me mandaram fotos e vídeos. Muitas pessoas criticando. A repercussão foi muito negativa e isso não é legal. No geral, as pessoas falam da igreja sem conhecer o seu trabalho”, disse.
Adjair Vieira condenou a atitude, e disse que esse não é o seu posicionamento, pois é pastor de quem defende Lula ou Bolsonaro: “Não é costume falarmos em política. Temos o nosso candidato, mas durante o culto não nos manifestamos”, explicou. “Sou pastor de pessoas que defendem tanto Lula quanto Bolsonaro. Trato e amo a todos igualmente.”
O pastor também disse que orientou os jovens a evitarem manifestações semelhantes dentro do templo religioso.
“Conversei e expliquei para a Mocidade. Informei também para a liderança superior a mim, que o episódio aconteceu após o culto. Foi uma brincadeira de jovens fazendo uma paródia. É uma música cantada na igreja e (foram) colocados dois personagens da política atual.”
Vieira afirmou que o assunto já foi tratado internamente, sem que tenha sido identificadas as pessoas que tiveram a iniciativa. Ele considerou que se tratou de um caso isolado.
“Não dá pra falar que aquilo foi pra fazer uma propaganda. Os jovens começaram a cantar outros pedaços de músicas e a se alegrar, de repente, saiu aquela paródia. Nossa igreja não se envolve nesse sentido [ativismo político]. Durante todo o período de culto, é focado apenas no religioso. […] Não tem nada a ver com o que a gente faz normalmente. Foi um caso à parte”, afirmou.
Vieira diz, ainda, que a congregação tem pessoas que votam em diferentes candidatos e que trata todos da mesma forma.
Naser e Fariba haviam sido condenados à prisão por liderarem igrejas domésticas no Irã. (Foto: Release International Voice of Persecuted Christian).
Dois cristãos presos foram libertados no Irã, após uma rebelião na prisão de Irin, que provocou incêndio, explosões e mortes. Naser Navard Gol-Tapeh, de 61 anos, foi solto na segunda-feira (17) e Fariba Dalir, de 53 anos, no dia seguinte.
Segundo a Release International Voice of Persecuted Christian, não se sabe se a libertação dos crentes iranianos está ligada à recente rebelião no presídio, onde presos políticos estão detidos.
De acordo com a mídia estatal, oito detentos foram mortos nos confrontos, que acontecem em meio aos protestos contra o uso obrigatório do véu por mulheres, exigido por lei no país.
“Sua libertação é uma resposta à oração. A Release International tem orado por Navard e outros prisioneiros cristãos no Irã durante grandes eventos como o New Wine”, declarou Paul Robinson, CEO da organização que apoia os cristãos perseguidos.
E acrescentou: “A Release International há muito vem pedindo total liberdade religiosa no Irã. As autoridades iranianas devem permitir que seus cidadãos escolham sua própria fé e devem libertar todos os prisioneiros de fé”.
Condenados por liderarem igrejas domésticas
Naser Navard Gol-Tapeh foi condenado a 10 anos de prisão por liderar uma igreja doméstica no Irã. Ele já havia cumprido metade de sua pena quando foi libertado nesta semana.
Já Fariba Dalir foi presa com outros cinco cristãos em julho de 2021 e condenada a cinco anos de prisão por “agir contra a segurança nacional ao estabelecer e liderar uma igreja cristã evangélica”. Ela foi mantida na solitária por 38 dias.
No Irã, igrejas domésticas são ilegais e aqueles que lideram ou participam delas são considerados inimigos do Estado que trabalham para minar a revolução islâmica no país.
“Estamos entusiasmados por ver que Navard foi libertado. Houve muita defesa para sua libertação nos bastidores. E oramos para que outros cristãos iranianos que estão detidos também sejam libertados. A liberdade de religião é um direito humano básico. Oramos para que seja mantido no Irã”, afirmou Mike Ansari, da Heart4Iran, organização que trabalha pelos crentes iranianos.
Cristãos são condenados por causa da fé
O governo ditador do Irã é contra todo tipo de liberdade, tanto de expressão como religiosa. Só no primeiro semestre deste ano, 25 cristãos foram condenados à prisão por causa de sua fé.
Cada um deles enfrentou acusações e condenações por, nas palavras do tribunal, “agredir contra a segurança por meio de associação e administração e formação de uma igreja evangélica doméstica e gerenciar um grupo/congregação com o objetivo de perturbar a segurança do país”.
Nos últimos meses, a pressão sobre os cristãos convertidos no Irã também tem aumentado com mais prisões e processos judiciais. “Pedimos às autoridades iranianas que parem imediatamente com as campanhas sistemáticas de prisões, detenções arbitrárias, apreensão de propriedades e julgamentos injustos contra cristãos e outras minorias religiosas”, apelou a Portas Abertas, no mês passado.
Fonte: Guia-me com informações de Release international
Como a maioria dos americanos celebra o Halloween, a maioria dos pastores incentivam o envolvimento da Igreja de algumas formas bem específicas.
Como mostra uma pesquisa realizada nos EUA, pela Lifeway Research: “Mais de 7 pastores em cada 10 (71%) dizem que incentivam os membros da igreja a convidar amigos ou vizinhos para eventos da igreja, no dia do Halloween.
Quase 3 em cada 5 (58%) dos pastores dizem que querem que os membros da igreja construam relacionamentos com vizinhos que comemoram o Halloween. E 1 em cada 3 (34%) incentivam os fiéis a distribuir folhetos evangelísticos para as pessoas que pedem doces ou travessuras.
Pastores que rejeitam o Halloween
De acordo com outra pesquisa, mais de 3 em cada 4 (78%) dos americanos estão planejando comemorar o Halloween este ano, conforme aponta o Numerator. Mas nem todos os pastores querem que os membros de sua igreja participem.
A Lifeway Research descobriu que pouco mais de 1 em cada 8 (13%) dizem que incentivam as pessoas em suas congregações a evitar completamente o Halloween.
E outros 8% simplesmente ignoram a data e não incentivam os membros de sua igreja a fazer nenhuma dessas coisas. “São poucos os pastores que simplesmente ignoram o fato de que tantos americanos participam das celebrações do Halloween”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research.
Natureza social das celebrações
“A maioria dos pastores se concentra na natureza social dessas celebrações, incentivando suas congregações a se envolverem com outras pessoas fora de sua igreja”, explicou Scott.
Uma comparação feita entre os anos de 2016 e 2022, mostra que a tendência é que os líderes cristãos incentivem os fiéis a se envolverem com a data. “Enquanto 26% dos pastores encorajaram na distribuição de folhetos, em 2016, neste ano 1 em cada 3 (34%) dos pastores estão fazendo o mesmo.
À medida que as igrejas continuam a se recuperar do impacto da pandemia por Covid 19, muitas podem estar tentando se reconectar com seus membros e comunidades e ver o Halloween como uma oportunidade ideal para esse envolvimento.
Evitando o Dia das Bruxas
A pesquisa concluiu também que os pastores mais velhos, aqueles com mais de 65 anos, estão entre os mais propensos a incentivar suas igrejas a evitar completamente o Halloween (20%).
Eles são os mais propensos também a não incentivar suas igrejas a responder ao feriado de qualquer uma das maneiras mencionadas na pesquisa (14%).
Já os pastores afro-americanos também estão entre os mais propensos a encorajar os membros de sua igreja a evitar o feriado (32%) ou não encorajar suas congregações em qualquer direção em relação ao feriado (19%).
Em termos de tamanho da igreja, os pastores de igrejas com menos de 50 pessoas estão entre os mais propensos a encorajar suas congregações a evitar completamente o Halloween (16%).
Fonte: Guia-me com informações de Lifeway Research
O Conselho Político da Convenção das Assembleias de Deus no Maranhão divulgou uma nota em que diz repudiar o apoio da senadora evangélica Eliziane Gama (Cidadania-MA) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o texto, a manifestação da senadora que é filha de pastor e membra da Assembleia de Deus no Maranhão, está em “discordância com o posicionamento da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e da Ceadema”, que declararam apoio ao atual chefe do Executivo.
“É público e notório que a grande maioria dos posicionamentos da Senadora caminha na direção contrária ao que a CEADEMA defende e acredita, como a preservação dos bons costumes, da família tradicional, do combate à corrupção e do apoio ao Governo que defende os princípios e pautas conservadoras”, diz a nota que pode ser lida na íntegra no Instagram da igreja incorporado abaixo.
Diversas figuras políticas usaram as redes sociais para manifestar solidariedade à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), após ser alvo de uma nota de repúdio do Conselho Político da Convenção das Assembleias de Deus no Maranhão e ser hostilizada por fiéis por declarar apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uma das defesas veio do próprio Lula. “Os ataques contra a senadora Eliziane Gama após sua declaração de voto são inaceitáveis. Reflexo da intolerância bolsonarista que tenta invadir o ambiente sagrado das igrejas evangélicas. Minha solidariedade à senadora e aos evangélicos que estão sofrendo pressão”, escreveu o ex-presidente.
“Dos mesmos criadores/defensores da “escola sem partido”, agora vemos a “igreja com partido”. A perseguição contra os cristãos começou e começou dentro da igreja!”, escreveu a deputada federal eleita Marina Silva (REDE-SP).
O presidente do Cidadania, legenda da qual a senadora faz parte, também se manifestou. “O Cidadania saúda a grande senadora Eliziane Gama pela luta na defesa da liberdade e por um Brasil mais justo. A politização da religião está prestando um desserviço à liberdade religiosa no país ao criar um clima de intolerância que divide famílias. Eliziane, nossa solidariedade”, tweetou Roberto Freire.