André Valadão grava vídeo dizendo que recebeu intimação do TSE, que desmentiu
O pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha (MG), admitiu ontem, em postagem no Instagram, que não recebeu intimação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se retratar de acusações feitas ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi isso que ele disse na quarta-feira, em vídeo que viralizou nas redes sociais. Vídeo que o próprio Instagram classificou como “Informação falsa”.
Valadão, que é apoiador de Jair Bolsonaro, retificou a informação, dizendo que recebeu citação do TSE para que se manifestasse sobre ação da campanha de Lula que o acusa de ter divulgado fake news contra o petista e resolveu se antecipar a uma decisão judicial.
“A fim de que o pedido perdesse o objeto, para que não houvesse invasão ao meu perfil, sob um manto de um pseudo direito de resposta, gravei um vídeo em sentido contrário ao inicialmente feito”, explicou o pastor no Instagram, na mesma postagem em que publicou foto do documento de citação.
A versão é muito diferente da divulgada antes, em que atribuía ao ministro Alexandre de Moraes a ordem para uma retratação. Como a coluna mostrou ontem, o TSE informou que não houve nenhuma determinação nesse sentido.
A tal “retratação” lida por Valadão no vídeo anterior tinha um texto dúbio, em que ele dizia que Lula não é a favor do aborto, nem da descriminalização das drogas, ou de liberar pequenos furtos. Mas na frase seguinte voltava a acusar o petista: “Os trombadinhas entrarão na sua casa, roubarão sua TV, roubarão seu celular. Você correrá risco de vida e nada acontecerá com eles”.
Em outro trecho, disse que Lula não é a favor da regulação da mídia, mas completou de uma forma que dava a entender o contrário.
O pedido de retratação feito pela campanha de Lula ainda não foi julgado pelo TSE.
Abaixo o primeiro vídeo classifica pelo Instagram como “Informação falsa” e o post com a citação do TSE.
Depois de um pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus da cidade de Caaporã (PB) afirmar em culto que “o Espírito Santo vai pegar os gays”, ele e a instituição firmaram acordo com o Ministério Público Estadual. O objetivo foi evitar processo judicial por homofobia.
“Tu é Coca ou Fanta! Hoje Jeová vai pegar as cocas e transformar em fanta. O espírito santo vai ‘pegar’ os gays: tu é macho, rapaz”, disse o Pastor Sérgio José Lima da Silva, de acordo com a portaria de instauração de inquérito da Promotoria de Justiça de Caaporã.
A Promotora de Justiça propôs a celebração de um acordo de não persecução penal, em razão de o delito e seu executor preencherem, entre outros motivos, ter pena mínima inferior a quatro anos. Com isso, o pastor se comprometeu a pagar prestação pecuniária no valor de um salário mínimo convertido em cestas básicas a serem destinadas às famílias carentes cadastradas no Fórum de Caaporã. Segundo o MP, as cestas já foram distribuídas.
Em relação a Igreja, o Ministério Público entrou em acordo por meio de termo de ajustamento de conduta (TAC), por meio do qual firmou compromisso de se retratar do discurso preconceituoso dentro de suas dependências. A determinação foi cumprida em postagem na página oficial do templo no Facebook.
A retratação aconteceu no dia 15 de setembro, em postagem no Facebook oficial da Igreja. “Em razão do TAC firmado com o Ministério Público do estado da Paraíba , nos autos do inquérito policial civil número 001.2022.005613 , ciente dos direitos fundamentais de que é titular o grupo lgtbqi+ , caracterizando , segundo atendimento (sic) do Supremo Tribunal Federal , a homofobia e transfobia a prática de crime do racismo (lei número 7.716/1989). Vem retrata-se da pregação hostil em desfavor da aludida minoria , veiculada pelo Pastor Sérgio José Lima da Silva , em culto realizado em nossa sede , no início do mês de fevereiro de 2022”, disse a íntegra do comunicado.
A instituição pentecostal também se comprometeu a tomar as providências necessárias para evitar a repetição das manifestações homofóbicas em seus cultos. Por fim, ficou igualmente comprometida a destinar um salário-mínimo a um Fundo Especial de Proteção dos Bens, Valores e Interesses Difusos da Paraíba, a título de danos morais coletivos.
Há dois meses que o pastor Lian Changnian, Lian Xuliang e outra líder da Igreja da Abundância, Fu Juan, foram presos na China. Os três foram enviados para cumprir sentença em “prisão domiciliar” em local determinado pelas autoridades chinesas.
Após a prisão, os membros da igreja foram abordados por policiais e, conforme notícias do Bitter Winter, assediados e espancados para que “colaborem com as investigações”, que se concentram nas doações.
O governo chinês tenta acusar os líderes de extorquir os membros pedindo dinheiro. Os fiéis, no entanto, seguem firmes com seus testemunhos, alegando que não foram pressionados a fazer doações e, muito menos enganados pelos pastores.
Pelo contrário, eles afirmam que a liderança da igreja sempre usou seu próprio dinheiro pessoal para ajudar os pobres e os idosos.
A Igreja da Abundância é considerada uma “igreja doméstica histórica” e existe em Xian, que fica na província de Shaanxi, há cerca de 30 anos.
Em agosto, a igreja foi fechada porque se negou a fazer parte da “Igreja das Três Autonomias” — um movimento patriótico chinês.
Agora, a Igreja da Abundância é apontada pelo governo comunista como uma “seita” e as investigações tentam acusar os líderes de supostamente “recolher doações ilegais”.
Um novo apelo foi divulgado na última segunda-feira (17), pelos cônjuges dos líderes detidos.
As esposas dos pastores Lian Changnian e Lian Xuliang, e o marido de Fu Juan, relatam que os três estão detidos em residências que o próprio governo designou, acusados de “fraude religiosa”.
No apelo, há também um alerta de que “alguns irmãos foram assediados e espancados” e “algumas irmãs foram agredidas verbalmente e intimidadas”.
De acordo com a Sociedade Bíblica Americana (ABS, na sigla em inglês), em sua última edição do “Estado da Bíblia 2022”, as Bíblias impressas continuam sendo a escolha mais popular entre os leitores.
“Você pode pensar que ninguém mais está lendo Bíblias impressas, mas na verdade, é o formato da Bíblia utilizado com mais frequência”, disseram os pesquisadores.
Quase 7 em cada 10 leitores dizem que leram a Bíblia por conta própria, no mês passado, a partir de uma versão impressa, embora haja várias opções tecnológicas disputando o segundo lugar.
Conforme dados da pesquisa, 69% dos usuários da Bíblia a leram no formato impresso no mês passado, enquanto 48% usaram um aplicativo no celular, tablet ou computador.
Entre os métodos adicionais de acesso às Escrituras, 46% assistiram a um programa sobre a Bíblia, outros 46% pesquisaram conteúdo bíblico online, 29% se inscreveram em um plano de leitura da Bíblia baseado em aplicativo e 28% ouviram um podcast relacionado à Bíblia.
A Bíblia impressa continua popular entre as gerações, embora pessoas de 18 a 57 anos sejam mais propensos a utilizá-la de forma online.
‘A Bíblia transforma vidas’
Um ponto interessante da pesquisa foi analisar o quanto a Bíblia transformou a vida de quem a lê. Entre os leitores, 925 disseram que a mensagem bíblica transformou suas vidas. Apenas 8% afirmou não ter vivido nenhuma transformação.
Mesmo aqueles que não usam a Bíblia pelo menos três vezes por ano – referência do ABS para categorizar as pessoas como usuários da Bíblia – 38% concordaram que a Bíblia transformou suas vidas. Usuários não bíblicos encontraram as Escrituras por meio da frequência ocasional à igreja ou por meio de conversas pessoais, raciocinou ABS.
“É claro que desejamos que mais americanos interajam com as Escrituras regularmente”, disse a ABS em seu relatório. “Mas esta é uma estatística notável. Dos 155 milhões de usuários não bíblicos, nos Estados Unidos, quase 60 milhões disseram que a mensagem da Bíblia os transformou.
Perdão através das Escrituras
A ABS citou também que, dentro dos temas bíblicos, o perdão é um dos mandamentos bíblicos mais difíceis de alcançar. Os pesquisadores revelam que os leitores classificados como “engajados nas Escrituras” relataram mais sucesso em perdoar os outros.
Na questão: “Sou capaz de perdoar sinceramente tudo o que alguém fez comigo, independentemente de pedir perdão ou não — 47% dos entrevistados engajados nas Escrituras concordam plenamente e outros 47% concordaram em partes com a afirmação.
Entre os desengajados, apenas 11% concordaram plenamente com a declaração, 48% concordaram e partes e os outros 40% discordaram.
‘Devemos mostrar que a Bíblia faz parte do cotidiano’
Ao explorar maneiras de expandir a leitura da Bíblia, a pesquisa encontrou as indicações mais promissoras entre aqueles que se aproximam das Escrituras lendo um ou mais capítulos ou uma história completa de cada vez.
Nessa categoria, 48% eram mais propensos a aumentar sua leitura da Bíblia. Em outras categorias, 42% daqueles que seguem um cronograma, plano ou programa são mais propensos a aumentar sua leitura da Bíblia, em comparação com 24% daqueles que leem a Bíblia no mesmo horário todos os dias.
“Em nossas igrejas e ministérios, precisamos continuar encontrando pessoas, onde quer que estejam e mostrar-lhes como fazer da Bíblia parte de sua vida cotidiana”, destacaram os pesquisadores.
“Mostre-lhes como a Bíblia aborda seus problemas e sempre reconheça a obra transformadora que Deus está fazendo em cada um deles”, concluíram.
A ex-ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), eleita Senadora em 2022, Damares Alves (Republicanos) , afirmou nesta quarta-feira (19), em evento de campanha em São Paulo que um tiro disparado contra uma igreja em Fortaleza tinha Michelle Bolsonaro como alvo. No entanto, Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social nega que uma organização criminosa tenha atirado contra a primeira-dama .
O caso aconteceu na sexta-feira (14), no bairro Sapiranga, onde a esposa do presidente e a senadora eleita iriam participar de um evento. O tiro alcançou o muro da igreja onde elas tinham o compromisso. No momento do disparo, Damares e Michelle não estavam presentes.
“Vocês sabem que deram tiros na igreja em que a gente estava. Aqueles tiros eram para Michelle”, disse a senadora, sem apresentar provas, durante ato de campanha para Tarcísio Freitas (Republicanos), que concorre ao cargo de governador em São Paulo nestas eleições .
A ex-ministra responsabilizou a esquerda pelo tiro “Querer matar a Michelle, não tem lógica. Uma mulher que só faz o bem. Até onde vai o ódio desta esquerda sanguinária no Brasil?”.
Segundo nota da SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social), as investigações não se relacionam com essa hipótese mencionada por Damares. Além disso, não há indícios, de acordo com o órgão, de que o tiro tenha sido realizado a mando de uma facção criminosa.
“Não procedem insinuações de que ele integraria organização criminosa e que teria praticado o ato inspirado em ocorrência que teria sido registrada no Rio de Janeiro.”
Ainda segundo as autoridades do Ceará, um homem de 22 anos, autor do disparo, foi preso e se identificou como vigilante. Ele não tinha antecedentes criminais e usou um revólver calibre 38.
Após o pagamento de fiança, o homem foi liberado. “As apurações seguem em andamento visando identificar a motivação do crime”, diz nota divulgada pela SSPDS.
Denúncias de Damares
No dia 8 de outubro, a ex-ministra afirmou durante um culto em Goiânia, que crianças da Ilha de Marajó estavam sendo traficadas e tinham os dentes “arrancados pra elas não morderem na hora do sexo oral”. Ela também afirmou que eles só se alimentam de “comida pastosa para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal”.
Damares afirmou, ainda, que “explodiu o número de estupros de recém-nascidos” e que no MMFDH há imagens de crianças de oito dias de vida sendo estupradas. De acordo com a ex-ministra, um vídeo de estupro de crianças é vendido por preços entre R$ 50 e R$ 100 mil.
Após as declarações, o Ministério Público Federal (MPF) determinou que o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos explique detalhadamente as denúncias feitas por Damares. O MMFDH pediu 30 dias para apresentar os documentos.
Manifestação de estudantes no Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina (Faculdades IELUSC)
Circular nas redes sociais postagens com imagens de suposta invasão de militantes de esquerda ao templo da Paróquia da Paz da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB), em Joinville (SC).
Sites evangélicos publicaram matérias sobre a suposta invasão, com as imagens acusatórias ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), com base em postagens em mídias sociais, incluindo menção ao Instagram da igreja, sem apuração.
As informações são do Coletivo Bereia, que verifica a veracidade de notícias de conteúdo religioso.
Outros sites divulgaram a falsa notícia com títulos como: “Militantes de extrema esquerda invadem igreja em Santa Catarina”, “Esquerdistas invadem igreja em Joinville (SC)”.
Estas notícias, que estão repercutindo nas redes sociais e no WhatsApp, com discursos de campanha eleitoral antipetistas, antiesquerda e pró-candidatura do presidente Jair Bolsonaro, dizem que os militantes invadiram a paróquia, interromperam o culto e tocaram o sino da igreja.
De acordo com o Coletivo Bereia, o presidente (leigo conforme a organização da IECLB) Álvaro Kleper Filho explicou que a Igreja da Paz e o Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina (Faculdades IELUSC) dividem o mesmo espaço, um pátio. Ele conta que houve um protesto de alunos do curso de Jornalismo contra a demissão de uma professora com o apoio de outros grupos da cidade.
A manifestação ocorreu no horário das aulas, mesmo momento em que acontecia um culto na igreja. Os discursos por megafone, segundo o presidente da paróquia, de fato, atrapalharam o culto que ocorria e, depois, a saída das pessoas ao término, mas diz que não houve qualquer tipo de invasão à área interna da igreja. As imagens em que aparecem pessoas dentro de um espaço, de acordo com Álvaro Kleper Filho, não são da igreja mas das faculdades, do IELUSC.
O IELUSC, instituição de ensino superior com dez cursos de graduação, mais oito de especialização e um mestrado, é parte da Associação Educacional Luterana Bom Jesus IELUSC, em Joinville, à qual está integrado o Colégio Bonja. O culto na Igreja da Paz, ao lado da instituição, estava sendo dirigido pela pastora Camila Faber Kerber.
“Não entraram na Igreja. Apenas ficaram do lado de fora durante o culto com megafone, apitos, algazarra. A Pastora Camila conduziu o culto até o fim, mas de fato terminou com 15 minutos, pois as pessoas ficaram apreensivas. Entraram sim, na Deutscheschulle [termo usado na tradição alemã luterana para “escola alemã~] e obstruiram a saída das pessoas que estavam no culto no portão principal. Os integrantes do coral não puderam entrar no estacionamento. Essa situação durou uns 20 minutos, até a chegada da Polícia Militar, esta liberou o trânsito. A manifestação foi basicamente contra a demissão de uma docente do Colégio Bom Jesus que se posicionou contra a motociata do presidente em Joinville. A manifestação foi de alunos e de agremiações políticas.”, declarou outro pastor da paróquia, Cleo Martins.
Em nota, a Paróquia da Paz afirmou que não houve invasão.
“Ao contrário do que vem sendo reportado, especialmente nas redes sociais, a paróquia informa que não houve invasão de nenhum espaço da Igreja da Paz, antes ou durante o ato estudantil e que os sinos foram acionados como de costume, no ao da Oração do pai Nosso.”, diz trecho da nota abaixo.
André Valadão grava vídeo dizendo que recebeu intimação do TSE, que desmentiu
Um vídeo em que o pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha (MG), aparece lendo um texto em que se retrata de acusações feitas ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viralizou e atingiu milhões de internautas na noite desta quarta-feira, 19.
Segundo Valadão diz na gravação, a retratação teria sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o portal UOL, a assessoria do TSE garante que não houve nenhuma determinação nesse sentido emitida pela corte.
Usando blusa preta, em vídeo gravado na penumbra, o pastor diz que recebeu há alguns dias uma “intimação do TSE através do senhor Alexandre de Moraes”. Ele começa dizendo que Lula não é a favor do aborto, nem da descriminalização das drogas, ou de liberar pequenos furtos. Na frase seguinte, porém, volta a acusar o petista ao dizer: “Os trombadinhas entrarão na sua casa, roubarão sua TV, roubarão seu celular. Você correrá risco de vida e nada acontecerá com eles”.
Depois diz que Lula não é a favor da regulação da mídia, mas completa de forma que dá a entender o contrário. Com expressão séria, termina pedindo que Deus abençoe o Brasil.
Enquanto alguns apoiadores de Lula comemoraram a “retratação” nas redes sociais, muitos estranharam o conteúdo.
“O que o André Valadão fez não foi uma retratação. Foi um escárnio com a cara do TSE e do Alexandre de Morais”, tuitou o influencer Felipe Neto. “Deboche, erros de propósito nas legendas, carinha de vítima e sarcasmo. Se ficar impune será um dos maiores vexamos do Tribunal”.
Muitos avaliam que o vídeo teve o objetivo de atrair audiência para a mensagem dúbia e para o próprio pastor.
Acusado de espalhar fake news
O pastor e cantor gospel André Valadão tem aproveitado as suas redes sociais para falar de política nas últimas semanas.
Segundo o site Fuxico Gospel, oito em cada dez publicações do religioso falam sobre o tema. Apenas no Instagram, André tem mais de 5 milhões de seguidores, que acompanham diariamente suas críticas ao ex-presidente Lula e aos partidos de esquerda.
Muitas de suas publicações são rebatidas e o pastor da Igreja Batista da Lagoinha está sendo acusado de espalhar fake news contra a esquerda e o candidato Lula.
O deputado federal André Janones (Avante) afirmou, na semana passada, que vai pedir o desligamento do pastor André Valadão da Igreja Batista da Lagoinha. A igreja é comandada pelo pai de André, o também pastor Marcio Valadão.
O deputado afirmou que o pedido será simbólico, pois sabe que ele não será aceito.
Apoio de peso, mesmo sendo mentira
Mesmo não sendo verdade o vídeo de André Valadão, muitos nomes famosos no meio evangélico deixaram mensagens de apoio ao pastor e de críticas ao TSE e a esquerda política.
“Deus tenha misericórdia do nosso Brasil”, disse a cantora Bruna Karla.
“Que Deus nos proteja e abra os olhos de cada um dia 30. Só nós podemos mudar impedir coisas piores”, disse o humorista cristão Vini.
“Que Deus guarde o nosso Brasil!”, disse o famoso influencer cristão Deive Leonardo.
“QUE TRISTEZA. ACORDA POVO BRASILEIRO”, disse a atriz Karina Bacchi”
“Esses bandidos terão que se retratar com o Deus todo poderoso”, disse o pastor Lucinho.
“Você não está só , estamos juntos nessa batalha contra aqueles que desejam destruir nossos valores”, disse o pastor Josué Gonçalves.
“Absurdo! Inacreditável! Que Deus tenha misericórdia!”, disse a cantora Damares.
Outros nomes como Ana Paula Valadão (irmã de André Valadão), a cantora Eyshila,a pastora e cantora Midian Lima reagiram com emojis demonstrando espanto.
Homens armados atacaram uma igreja no centro-norte da Nigéria, no último domingo (16), durante um culto. Eles mataram uma mulher e sua filha, conforme informações da AP News.
Os assassinos chegaram de motocicleta à Igreja Celestial, que fica na área de Lokoja, a 105 quilômetros da capital da Nigéria, Abuja, conforme relatou Jerry Omodara, principal autoridade de segurança do estado de Kogi.
O ataque violento despertou ainda mais as preocupações sobre a segurança das igrejas que atuam na Nigéria. Só neste ano, houve pelo menos sete ataques semelhantes.
No mês de junho, aconteceu um massacre no estado de Ondo, onde 40 fiéis foram mortos. As autoridades suspeitam que os criminosos que mataram a mulher e a criança, em Kogi, tinham como alvo específico a igreja e seus membros.
“Pareceu que o ataque foi planejado especificamente para aquela igreja em particular, porque seu altar foi queimado por eles, que utilizaram gasolina para isso”, disse Omodara.
Cristãos nigerianos vivem sob tensão
As notícias que chegam sobre os cristãos na Nigéria são carregadas de sequestros, estupros, espancamentos, prisões e mortes.
Verdadeiras chacinas acontecem constantemente e os cristãos pagam com a própria vida para manter a igreja em pé naquele país.
Em agosto, terroristas invadiram casas, sequestraram e estupraram quatro mulheres cristãs, numa aldeia do estado de Kaduna. No mesmo mês, quatro crianças e três adultos foram mortos durante um ataque de radicais Fulani, no estado de Plateau. Além disso um bebê de apenas 4 meses teve a mão cortada pelos militantes.
Essas são apenas algumas notícias, entre muitas outras que relatam o sofrimento da Igreja na Nigéria. Apesar de tudo, os cristãos permanecem firmes em sua fé.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu liberdade religiosa e separação entre Igreja e Estado em encontro com evangélicos hoje (19) em São Paulo.
Entre pastores e lideranças políticas religiosas, foi lida a aguardada “carta aos evangélicos”, com compromissos do petista a este público.
A divulgação ou não da carta foi fruto de um debate intenso na campanha entre núcleos que viam o gesto como necessário e outros que preferiam não entrar nessa discussão.
No evento de hoje, em sua fala, Lula refutou fake news sobre sua campanha e o PT relacionadas à religião, alfinetou novamente o presidente Jair Bolsonaro (PL) e lembrou que já teve de fazer outros acenos a religiosos em campanhas anteriores.
Bolsonaro lidera entre os evangélicos, segundo as pesquisas eleitorais —e tem reforçado a presença em cultos na campanha do segundo turno. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) têm participado de eventos com mulheres evangélicas para ganhar voto.
A carta
O PT tem procurado adotar um tom diferente da abordagem de Bolsonaro ao tratar de religião. Desde o início da campanha, os petistas pregavam conquistar este eleitorado por meio do discurso da recuperação da economia e não pelas pautas de costume. A carta segue tom semelhante —leia a íntegra abaixo. Lula fala em projetos, economia, questões sociais e defende o Estado laico.
“Em meio a este triste escândalo do uso da fé para fins eleitorais, assumo com vocês este compromisso: meu governo jamais vai usar símbolos de sua fé para fins político-partidários, respeitando as leis e as tradições que separam o Estado da Igreja, para que não haja interferência política na prática da fé”, diz trecho da carta.
“Se Deus e o povo brasileiro permitirem que eu seja eleito, além de manter esses direitos, vou estimular sempre mais a parceria com as Igrejas no cuidado com a vida das pessoas e das famílias brasileiras”, promete o texto, em um tom um pouco mais religioso do que o comum nos discursos do petista e de aliados.
Contra mentiras
Com o objetivo de desmentir notícias, em especial as que diziam que, caso ele ganhe, fecharia igrejas, o texto relembra o governo de Lula (2003-2010) e reforça que não houve mudanças. “Todos sabem que nunca houve qualquer risco ao funcionamento das Igrejas enquanto fui presidente”, argumenta.
“Posso lhes assegurar, portanto, que meu governo não adotará quaisquer atitudes que firam a liberdade de culto e de pregação ou criem obstáculos ao livre funcionamento dos templos.”
Como tem feito em seus discursos, ele voltou a citar projetos das gestões petistas, como a reforma do Código Civil “assegurando a liberdade religiosa no Brasil” e os decretos que criaram o dia da Marcha para Jesus e o Dia Nacional dos Evangélicos.
Recado
A carta faz ainda indiretas a Bolsonaro. Sem citar diretamente o presidente, o texto critica uma suposta tentativa de “divisão por meio da fé” e diz que “Jesus Cristo nos ensinou Liberdade e paz, respeito e união”.
A tentativa de uso político da fé para dividir os brasileiros não ajuda ninguém, nem o Estado, nem as igrejas, porque afasta as pessoas da mensagem do Evangelho.”
No discurso durante o encontro, Lula foi mais contundente. Chamou Bolsonaro de “psicopata” e “mentiroso” e disse que ele “não pode ganhar as eleições mentindo”.
O encontro
A campanha reuniu mais de cem lideranças religiosas e políticas de diferentes locais de país —incluindo até parlamentares tucanos— em um hotel na região central da capital paulista. Com banda, música gospel e pregação, a maioria das lideranças falou em reposicionamento da igreja e citou perseguição por parte de colegas religiosos.
“Às minhas irmãs e meus irmãos, não permitam o sequestro da nossa fé. Nós já nos convertemos em Jesus, não temos que nos converter a Bolsonaro. Eu sei que vocês estão passando por isso, porque eu também estou: de olharem na cara da gente e dizer que não é crente porque a gente escolheu estar do lado da Justiça.”, disse Aava Santiago (PSDB), vereadora de Goiânia. “Uma igreja que depende do estado para defender seus valores é uma igreja fraca, porque quem defende nossos valores é a mentalidade de Cristo, renovada em nós pelo conhecimento da verdade”.
Estavam presentes o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula; o ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo; os deputados eleitos Marina Silva (Rede-SP), Benedita da Silva (PT-RJ) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).
Leia a íntegra da carta:
Meus Amigos e Minhas Amigas, nesta reta final do segundo turno, decidi escrever esta Carta Pública ao Povo Evangélico.
A grande maioria dos brasileiros e brasileiras que viveram os oito anos em que fui Presidente da República, sabe que mantive o mais absoluto respeito pelas liberdades coletivas e individuais, particularmente pela Liberdade Religiosa.
Como todos devem se lembrar, no período de meu governo, tivemos a honra de assinar leis e decretos que reforçaram a plena liberdade religiosa. Destaco a Reforma do Código Civil assegurando a Liberdade Religiosa no Brasil, o Decreto que criou o dia dedicado à Marcha para Jesus e ainda o Dia Nacional dos Evangélicos.
Mantenho o mesmo respeito e o mesmo compromisso que me motivou a apoiar essas conquistas do povo evangélico.
E o nosso Povo sabe também que cuidei, com especial carinho, dos mais pobres e injustiçados e assim, sob as Bênçãos de Deus, meu governo contribuiu para melhorar a vida de milhões de famílias brasileiras. Sempre penso, neste sentido, no trecho bíblico que diz: “a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades?” (Tiago, 1,27)
Vivemos, entretanto, um período em que mentiras passaram a ser usadas intensamente com o objetivo de provocar medo nas pessoas de boa-fé, e afastá-las do apoio a uma Candidatura que justamente mais as defende. Por isso senti a necessidade de reafirmar meu compromisso com a liberdade de culto e de religião em nosso País.
Todos sabem que nunca houve qualquer risco ao funcionamento das Igrejas enquanto fui Presidente. Pelo contrário! Com a prosperidade que ajudamos a construir, foi no nosso Governo que as Igrejas mais cresceram, principalmente as Evangélicas, sem qualquer impedimento e até tiveram condições de enviar missionários para outros países.
Não há por que acreditar que agora seria diferente. Posso lhes assegurar, portanto, que meu Governo não adotará quaisquer atitudes que firam a liberdade de Culto e de Pregação ou criem obstáculos ao livre funcionamento dos Templos.
Envio-lhes esta mensagem, portanto, em respeito à Verdade e ao apreço que tenho a esse Povo crente no Verdadeiro Deus da Misericórdia e a seus dedicados pastores e pastoras.
Se Deus e o povo brasileiro permitirem que eu seja eleito, além de manter esses direitos, vou estimular sempre mais a parceria com as Igrejas no cuidado com a vida das pessoas e das famílias brasileiras.
Sei muito bem que em todas as regiões do Brasil há Igrejas com Irmãos e Irmãs que trabalham ativamente nas suas comunidades com a propagação do Evangelho e com o cuidado do povo, dedicando-se a tornar mais leve os fardos espiritual e social de milhões de pessoas.
Declaro meu respeito e minha admiração pela fé, dedicação e amor com que os evangélicos realizam sua missão, seja na área da difusão do evangelho, seja na área da assistência social, proteção da infância, da juventude, das mulheres, dos idosos e das pessoas com deficiência. Da mesma forma é bem-vinda a participação de Evangélicos nas diversas formas de participação social no Governo, como Conselhos Setoriais e Conferências Públicas.
Em meio a este triste escândalo do uso da Fé para fins eleitorais, assumo com vocês este compromisso: meu Governo jamais vai usar símbolos de sua Fé para fins político-partidários, respeitando as leis e as tradições que separam o Estado da Igreja, para que não haja interferência política na prática da Fé.
Esse é um ensinamento que a própria Bíblia nos dá: andar pelo caminho da Paz com todos. Jesus nos mostra que a casa dividida não prospera. A religião é para ser respeitada e vivida de acordo com a livre escolha de cada pessoa.
Portanto, a tentativa de uso político da fé para dividir os brasileiros não ajuda ninguém, nem ao Estado, nem às igrejas, porque afasta as Pessoas da mensagem do Evangelho. Jesus Cristo nos ensinou Liberdade e paz, respeito e união, disso precisamos. E os cristãos evangélicos têm dado mostras, ao longo da História, de seu compromisso com a paz, seguindo o que Jesus ensinou: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus” (Mateus, 22,21).
Outro compromisso que assumo: fortalecer as famílias para que os nossos jovens sejam mantidos longe das drogas. Nós queremos nossa Juventude na escola, na iniciação profissional, realizando atividades esportivas e culturais para que tenham mais oportunidades e exerçam cidadania de forma produtiva, saudável e plena.
O respeito à família sempre foi um valor central na minha vida, que se reflete no profundo amor que dedico à minha esposa, aos meus filhos e netos. Por isso compreendo o lugar central que a família ocupa na fé cristã.
Também entendo que o lar e a orientação dos pais são fundamentais na educação de seus filhos, cabendo à escola apoiá-los dialogando e respeitando os valores das famílias, em a interferência do Estado.
A preocupação com as Famílias Brasileiras deve ser integral. O povo brasileiro está numa condição de desespero, e precisaremos muito da ajuda das Igrejas para, o quanto antes, reverter esta situação. De nada adianta se dizer defensor da Família e ao mesmo tempo destruí-las pela miséria, pelo desemprego, pelo corte das políticas sociais e de moradia popular.
Queremos dar às famílias, prosperidade e segurança. O Lar é a garantia de proteção. É inaceitável que milhões de brasileiros e brasileiras não tenham um teto. Por isso, vamos retomar o vitorioso programa Minha Casa Minha Vida, com toda intensidade, para que todas as Famílias brasileiras tenham uma casa onde possam viver com segurança e dignidade.
Nosso governo implementará políticas públicas consistentes para que nenhuma família brasileira enfrente o flagelo da fome. Sobretudo, não pouparei esforços para que possam adquirir os necessários e suficientes meios, para viver dignamente por seu trabalho, sem ter que depender da ajuda do Estado.
Nosso Projeto de Governo tem compromisso com a Vida plena em todas as suas fases. Para mim a vida é sagrada, obra das mãos do Criador e meu compromisso sempre foi e será com sua proteção. Sou pessoalmente contra o aborto e lembro a todos e todas que este não é um tema a ser decidido pelo Presidente da República e sim pelo Congresso Nacional.
Meus Queridos e Minhas Queridas, peço que recebam essas palavras como uma demonstração de meu desejo sincero de servir, de ajudar e trabalhar pelo bem de nosso país. E estejam certos de minha estima e meu compromisso com todo o povo cristão de nosso país. Reitero meu compromisso, que é o mesmo de vocês: paz, união e fraternidade entre todos os brasileiros e brasileiras.
Com as bênçãos de Deus, haveremos de honrar nossa dupla condição, de cidadãos e cristãos, pois não há contradição entre elas quando o propósito é servir, buscando a paz e o entendimento. E digo tudo isso com muito amor pelo nosso querido Brasil e pelo Povo Brasileiro: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes Amor uns pelos outros!” (João,13,35).
JUNTOS PELO BRASIL!
Luiz Inácio Lula da Silva São Paulo, 19 de outubro de 2022.
Elizabeth Tabish interpreta Maria Madalena na série cristã. (Foto: Facebook/The Chosen).
Elizabeth Tabish, a atriz que interpreta Maria Madalena na série cristã “The Chosen”, revelou que a série despertou sua fé em Deus e que conheceu seu amor através de sua personagem.
A atriz, de 35 anos, contou que seu agente a candidatou para o papel sem ela saber, em uma época em que passava por muitas dificuldades. Elizabeth achava que seu sonho de atuar havia acabado.
“[Eu] estava realmente deprimida e sem saber o que fazer. Eu não estava trabalhando o suficiente para realmente dar conta das despesas. Eu mal conseguia pagar o aluguel e estava em depressão”, disse ela, em entrevista ao Faithwire.
Tabish confessou que antes de trabalhar em “The Chosen”, era cética em relação ao Senhor. “Eu tento ser muito racional sobre as coisas”, comentou.
Porém, a atuação na produção cristã de Dallas Jenkins acabou despertando sua fé em Deus.
“Tem sido muito difícil ignorar que há algo realmente especial nesta experiência para mim. Eu sinto que eu não teria sido capaz de me conectar com a parte Lilith de [Maria Madalena] se eu não tivesse passado por algumas coisas dolorosas. Por causa disso, estou percebendo… Deus esteve lá o tempo todo”, declarou Elizabeth.
E acrescentou: “Existem esses momentos na série em que eu estou realmente dizendo: ‘Nas profundezas, nas alturas, Você está lá’. Então, tem havido essas coisas realmente doces, que são lembretes constantes de que o amor de Deus é real. É uma coisa real e estou lentamente me abrindo para isso”.
Elizabeth Tabish interpreta Maria Madalena na série cristã. (Foto: Reprodução/YouTube/CBN News).
Jesus e as mulheres
Ao interpretar Maria Madalena, a atriz disse que descobriu como Jesus valorizou as mulheres em seu ministério na terra e na Bíblia.
“Jesus elevou as mulheres, ponto final. Está enraizado no que Jesus fez. Seu cuidado, respeito e amor pelas mulheres era o mesmo que os homens – era para as pessoas, todas as pessoas”, observou Elizabeth.
“Estou animada por sermos uma série que representa uma vasta gama de tipos de mulheres: mães, esposas, empresárias, mulheres com dor, mulheres com alegria. E [os criadores de ‘The Chosen’ estão] indo em uma direção realmente honesta e às vezes crua e desafiadora, mostrando traumas e dores muito especificamente femininos”.