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Eleições 2022: Bolsonaro amplia margem no voto evangélico; Lula mantém frente entre mais pobres

O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula
O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula

A pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira, 9, apontou que, apesar dos esforços da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para melhorar o desempenho do ex-presidente entre os evangélicos, a vantagem de Jair Bolsonaro (PL) neste segmento passou de 16 para 23 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado há uma semana.

O atual chefe do Executivo, que tinha 48% entre os fiéis, agora aparece com 51%, enquanto o ex-presidente foi de 32% para 28% no período. As movimentações ficam bem perto do limite da margem de erro, que, para este nicho, é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Já entre os que se declaram com outras religiões, exceto católicos e evangélicos, a diferença entre os dois candidatos no último levantamento é de apenas dois pontos percentuais – antes, era de 15. Lula trocou um 44% por 37%, e Bolsonaro passou de 29% para 35%. No grupo de eleitores católicos, o petista lidera com 54% da preferência, contra 27% do principal adversário (na sexta-feira anterior, eles possuíam 51% e 28%, respectivamente).

Se a ofensiva da campanha lulista junto aos evangélicos não se refletiu nos números do Datafolha, o mesmo pode-se dizer da tentativa de Bolsonaro de melhorar sua imagem entre as mulheres, uma das prioridades dos estrategistas do presidente nas últimas semanas. Neste segmento, as movimentações foram todas sutis, dentro da margem de erro. Lula oscilou dois pontos para baixo, de 48% para 46%, e Bolsonaro oscilou um ponto para cima, atingindo 29%. O cenário entre os homens também pouco alterou-se: o petista permaneceu com 43%, enquanto o rival foi de 37% para 39%.

Na análise geral, o panorama também é de estabilidade. A 23 dias do pleito, Lula está 11 pontos à frente de Bolsonaro, com 45% das intenções de voto, contra 34% de Bolsonaro. Há uma semana, o petista marcou o mesmo percentual, e o candidato do PL estava com 32%. O presidente oscilou, portanto, positivamente dois pontos, dentro da margem de erro.

A manutenção de uma vantagem de mais de dez pontos se deve, em grande parte, ao desempenho de Lula entre os mais pobres, que ganham até 5 salários mínimos, maior fatia do eleitorado brasileiro. Ele repetiu os 54% de preferência neste nicho e permanece com mais do que o do dobro de intenções de voto de Bolsonaro, que, a despeito da aposta no Auxílio Brasil de R$ 600, oscilou apenas um ponto percentual para cima, alcançando 26%.

Do mesmo modo, pouco mudou entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos. Ambos os candidatos oscilaram um ponto positivamente, mantendo a situação de empate técnico: o petista soma 41%; Bolsonaro tem 37%. O recorte de renda de cinco a dez salários, porém, aponta para um quadro diferente, de franca reação do presidente. Antes, ele aparecia numericamente à frente, por 40% a 37%. Agora, a vantagem passou para 15 pontos percentuais (49% a 34%).

O levantamento do Datafolha foi feito entre os dias 8 e 9 de setembro, inteiramente após as manifestações do dia 7 de Setembro, promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro. Os números gerais indicam que não houve impacto imediato dos atos na opinião dos eleitores. A estabilidade na corrida presidencial se soma à alta convicção do eleitorado: 77% dizem estar totalmente decididos sobre o voto para presidente.

Assembleia de Deus não indenizará fiel que caiu do telhado, decide Justiça

Martelo da Justiça
Martelo da Justiça

A 4ª turma do TST afastou a condenação da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Ministério Restauração ao pagamento de indenização de R$ 1,2 milhão a um fiel que caiu de uma altura de 4,5m quando colaborava com a reparação do teto de uma igreja em Santa Cruz do Sul/RS.

Para o colegiado, não é possível aplicar a teoria do risco, diante da ausência de vínculo de emprego e de outros aspectos do caso concreto.

O fiel ajuizou a ação com pedido de indenização na Justiça Comum. Como ele havia tratado a questão como acidente de trabalho, o caso foi remetido ao juízo da 1ª vara do Trabalho local.

Na ação, o fiel disse ter sido convocado pelo pastor para executar o conserto do telhado da igreja e, na queda, sofrera múltiplas fraturas, que exigiram a colocação de placas e parafusos na medula espinhal e resultaram em alteração de sensibilidade e fraqueza muscular.

A igreja, em sua defesa, sustentou que o acidente ocorrera por culpa exclusiva do fiel, que teria subido ao telhado sem autorização e depois de inúmeras recomendações quanto à segurança do local, que estava sendo consertado por uma equipe. Segundo esse argumento, ele teria sido convocado apenas para ajudar na entrega das telhas, e não para fazer nenhum reparo.

O juízo de primeiro grau julgou improcedentes os pedidos, acolhendo a tese da culpa exclusiva do fiel, que, mesmo sem experiência, havia subido ao telhado sem autorização dos responsáveis pela obra.

O TRT da 4ª região, no entanto, reformou a sentença. O entendimento foi o de que o acidente de trabalho deveria ser analisado não pelo ponto de vista da atividade econômica da igreja, que, na Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), tem grau de risco médio (2), mas pela atividade especificamente desenvolvida pelo fiel em favor da igreja, que era obra típica do ramo da construção civil, cujo grau de risco é 3.

Levando em conta as sequelas e as restrições para atividades cotidianas e domésticas decorrentes da queda, o TRT fixou o valor de R$ 1 milhão para a indenização por dano moral e de R$ 120 mil por dano material.

Sem vínculo

O relator do recurso de revista da igreja, ministro Ives Gandra Filho, chamou atenção para o fato de se tratar de um fiel da instituição, sem vínculo de emprego, que prestava colaboração eventual e não havia assinado termo de adesão de trabalho voluntário (lei 9.608/98). Destacou, também, que, segundo testemunhas, ele estava embriagado no momento do acidente e havia descumprido as orientações para que não subisse ao telhado.

Para o relator, a teoria da responsabilidade objetiva foi mal aplicada, pois se deu mediante a elevação do grau de risco da atividade da igreja para a de outra atividade, descartando a questão da culpa exclusiva ou concorrente. Em relação à indenização por dano material, o ministro observa que ela foi fixada em 10 vezes o valor do pedido, sem redutor, e extrapolou o princípio da razoabilidade.

Fonte: Migalhas (https://www.migalhas.com.br/quentes/373135/assembleia-de-deus-nao-indenizara-fiel-que-caiu-do-telhado-em-reforma)

Cristãos são jogados para fora de barco e morrem afogados em Uganda

Pessoa se afogando (imagem ilustrativa)
Pessoa se afogando (imagem ilustrativa)

Extremistas muçulmanos mataram cinco trabalhadores cristãos jogando-os de um barco no Lago Kyoga, no centro de Uganda, em 10 de agosto, disseram fontes.

Os evangelistas da igreja End Time Word Ministry estavam viajando do distrito de Nakasongola para o distrito de Apac em um barco de transporte comercial com planos de plantar uma igreja na área de Aduku, disse um sobrevivente cristão do ataque ao Morning Star News.

O sobrevivente, Amos Kyakulaga, diácono de uma igreja em Namutumba que atuava como guia, disse que os cinco evangelistas começaram a proclamar Cristo a um grupo de 10 muçulmanos em trajes islâmicos a bordo do barco.

“No nosso caminho, Tonny Ankunda começou a pregar para as pessoas no barco, o que resultou em uma grande discussão entre os muçulmanos e os missionários sobre a filiação de nosso Senhor Jesus Cristo”, disse Kyakulaga ao Morning Star News.

Ele disse que um dos muçulmanos, identificado apenas como Bashir, começou a ameaçar os cristãos, dizendo: “Se você continuar insistindo que Jesus é o Filho de Deus, então Alá matará todos vocês”.

Citando as Escrituras, os evangelistas continuaram afirmando a filiação de Cristo e, de acordo com Kyakulaga, Bashir lhes disse : em risco.”

Quando os cinco evangelistas se recusaram a renunciar a Cristo, os muçulmanos os agarraram e os empurraram para fora do barco um a um, disse Kyakulaga. Enquanto o lago tem apenas 4 a 5,7 metros de profundidade, eles estavam a 200 metros da costa e todos os cinco cristãos se afogaram.

Os 10 muçulmanos a bordo concordaram que os cristãos deveriam ser mortos, e nem eles nem o piloto do barco fizeram nada para intervir, disse Kyakulaga.

Os muçulmanos perguntaram se ele era um dos missionários, poupando-o quando ele disse que não fazia parte da equipe de plantação de igrejas, disse ele. Quando o barco atracou, ele levou uma motocicleta para a igreja em Aduku que os havia convidado, onde um ancião obteve ajuda de autoridades locais e de um grupo de pescadores para encontrar e remover os corpos do lago.

O Morning Star News obteve fotos dos corpos das cinco vítimas: Ankunda, 44; Pedro Agaba, 28; Julieta Asaba, 39; Johnson Karungi, 27; e Julius Lweere, 52.

A polícia entrou em contato com autoridades do distrito de Nakasongola e líderes da igreja de envio dos cristãos, disse uma fonte da igreja em Aduku.

Junto com Bashir, dois outros suspeitos foram identificados como Jamil Budde e Juma de Nakasongola.

O ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição de cristãos em Uganda que o Morning Star News documentou.

A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter de uma fé para outra. Os muçulmanos não representam mais de 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Cristãos que fugiram da China vão para a Tailândia após Coreia do Sul rejeitar pedidos de asilo

Cristãos se reúnem clandestinamente em casas na China por não poderem frequentar igrejas. (Foto: Reprodução/Ásia News)
Cristãos se reúnem clandestinamente em casas na China por não poderem frequentar igrejas. (Foto: Reprodução/Ásia News)

Um grupo de cristãos que fugiu da China para a Coreia do Sul agora está indo para a Tailândia em busca de asilo depois de ter negado a segurança na Coreia do Sul.

De acordo com o The Christian Post, os membros da Igreja Sagrada Reformada de Shenzhen tiveram asilo negado várias vezes desde que fugiram da cidade chinesa de Shenzhen em 2019 e 2020.

Pan Yongguange, o pastor da igreja, diz que quase 60 membros da igreja esperam apresentar seus pedidos de asilo na Tailândia. O grupo espera obter “status de refugiado”.

Os membros da igreja também estão tentando obter o status de refugiado nos EUA.

“Não podemos garantir nenhum status por meio de processos legais na Coreia do Sul e nos EUA. também não nos reassentaram”, disse o pastor Yongguange.

Mais recentemente, muitos dos membros da igreja receberam vistos temporários de turista para a Tailândia. Esses vistos de turista são válidos por 15 dias.

Segundo relatos, os membros da igreja poderiam ter ficado na Coreia do Sul para aguardar recursos em suas rejeições, muitos disseram que estão preocupados que o processo possa levar anos.

Alguns também disseram acreditar que as autoridades chinesas os estão “assediando” com telefonemas e interrogatórios de familiares ainda na China.

Um relatório também disse que o governo chinês acredita que a igreja é uma operação ilegal. Em 2018, o governo chinês proibiu a venda de Bíblias em livrarias online. Em sua explicação, o governo disse que as comunidades de fé cristã precisam “aderir ao diretor de localização da religião, praticar os valores centrais do socialismo, desenvolver e expandir a boa tradição chinesa e explorar ativamente o pensamento religioso de acordo com as circunstâncias nacionais da China. ”

“Isso é perigoso, mas é uma oportunidade”, disse Yongguange. “Se ficássemos em Jeju (Coreia do Sul), não teríamos chance.”

Em agosto, o grupo ChinaAid, com sede nos EUA, disse que muitos cristãos estavam morando em pequenas casas alugadas em uma ilha perto da Coreia do Sul porque a Coreia do Sul recusou asilo a eles.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Pastor presidente de Convenção Batista diz que igreja deve pedir perdão a Lula

Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo
Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo

Durante encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com pastores e evangélicos em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 9, o pastor Sergio Dusilek, presidente da Convenção Batista Carioca (CBC), disse que a igreja evangélica deve pedir perdão ao ex-presidente.

“Presdiente Lula, a igreja evangélica tem que pedir perdão ao senhor. A igrejas tem que pedir perdão ao presidente Lula”, disse Sergio Dusilek, da Convenção Batista Carioca. “O senhor não foi só alvo da injustiça do Judiciário brasileiro, mas o senhor também é alvo da injustiça do clero brasileiro”.

“O que Deus pede a Lula e a Alckimin? Que vocês pratiquem a justiça, amem a misericórdia e andem humildemente com o Senhor Deus”, finalizou Dusilek desejando uma vitória “acachapante” no primeiro turno.

O encontro de Lula com evangélicos em São Gonçalo ganhou ares de culto. Realizado para aproximar a campanha petista do eleitorado cristão —grupo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário, está mais bem consolidado—, o evento teve apresentação de jingles gospel e a leitura da Carta de Evangélicos a Lula.

Lula procurou mostrar proximidade com a religiosidade evangélica e que acredita em Deus. Ele reforçou o compromisso com a liberdade religiosa, disse que pretende “fazer um governo para todos” e voltou a reforçar que o Estado é laico —tudo isso sem deixar de cutucar Bolsonaro.

“Eu aprendi que o Estado não deve ter religião, não deve ter igreja, deve garantir o funcionamento da igreja. Eu posso dizer para vocês, eu admito um ser humano normal mentir, mas não é aceitável um pastor que diz que fala em nome de Deus, mentir. Ninguém deve utilizar o nome de Deus em vão.”, disse Lula em seu discurso.

Sem cerveja e sem pauta de costumes

O voto evangélico é um dos redutos mais sólidos do presidente nesta eleição e Lula tem tentado se aproximar. A campanha, no entanto, evita entrar nas chamadas “pautas de costume” —algo que, no entendimento petista, seria uma guerra perdida.

Se não pretende entrar em temas conservadores, foca no bolso e tenta desmentir fake news relacionadas a religião, como o boato sobre o fechamento de igrejas.

O tom das falas do ex-presidente também sofreu mudanças sutis e pontuais. Frase comum em seus discursos, Lula alterou o “churrasquinho e cervejinha” para dialogar melhor com o público, suprimindo a bebida alcoólica.

“Quando eu falo de churrasquinho, não estou brincando. Eu falo porque sei que no Rio de Janeiro o povo adora se reunir no fim de semana para comer um churrasquinho, reunir a família e repartir o pão.” disse Lula a evangélicos.

Como previsto, o viés econômico foi mantido. Embora o discurso tenha sido moldado ao público, não houve embate por costumes conservadores e sim foco em temas comuns como renda, poder de compra e inflação, caros especialmente às classes média e baixa, absoluta maioria do público.

“Pobre não pode viajar, não tem que comer em restaurante. É mentira! Ninguém vai por opção ser pobre. Todo mundo quer comer carne de primeira, todo mundo quer ir para restaurante, todo mundo quer ter casa, todo mundo quer ter computador”, declarou o ex-presidente, em fala recorrente, mas que, neste contexto, alinhada com o discurso da prosperidade cristã.

Oração final

Ao fim do discurso de Lula, uma das pastoras voltou ao palco para abençoar o ex-presidente. Em sua fala, ela pediu: “Senhor, desfaz as obras contra a vida deste homem”. Ao longo de dois minutos, a pastora também pediu bênçãos para que Lula “possa governar com inteligência e sabedoria”.

“Cubra ele com teu sangue, Senhor, e que a glória da última casa seja maior do que a da primeira”, disse, em alusão a outra passagem bíblica —momento em que a plateia reagiu.

Confira o evento na íntegra:

Folha Gospel com informações de UOL e BOL

Bolsonaro apela para pautas morais durante evento da Assembleia de Deus

Bolsonaro durante um culto da Assembleia de Deus de Madureira no Rio de Janeiro
Bolsonaro durante um culto da Assembleia de Deus de Madureira no Rio de Janeiro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso em tom de guerra religiosa com apelo para pauta de costumes durante um culto da Assembleia de Deus de Madureira no Rio de Janeiro neste sábado.

Sem citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na corrida eleitoral, ele afirmou que grupos que governaram anteriormente o Brasil são hostis a pastores e padres e defendem a “ideologia de gênero”, o aborto e a liberação das drogas.

Bolsonaro criticou o que chamou de “desconstrução da heteronormatividade” e disse quem “manda quem pode, obedece quem tem esposa”.

Bolsonaro foi convidado pelo líder da igreja, o bispo Abner Ferreira, e falou durante quinze minutos ao lado do governador do Rio Cláudio Castro (PL), da candidata ao Senado, Clarissa Garotinho (União-RJ), e do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) numa arena lotada com milhares de fieis na Vila Militar, Zona Oeste do Rio. A imprensa foi impedida de entrar ou filmar o culto.

Ele saudou o pastor Abner, anfitrião do evento, de forma jocosa: “Sabemos que manda quem pode, obedece quem tem esposa. Se alguém diz o contrário, não é um homem feliz.”

Apesar de Abner ter iniciado o culto dizendo que o presidente participaria do culto como uma autoridade e que os religiosos não deveriam fazer manifestações exaltadas com gritos de “mito”, o que se viu foi um discurso de campanha. Bolsonaro seguiu sua cartilha de apelar para pautas morais enfileirando insinuações de que a esquerda seria contra os valores cristãos.

“Se não falarmos em política hoje, não podemos amanhã falar em Deus. O que peço nesse momento como cidadão é que Deus ilumine cada um de vocês para que naquele dia tome a decisão mais certa para o futuro de todos nós”, disse Bolsonaro.

O presidente criticou a pauta de costumes, classificando como “ameaça” tópicos relacionados à suposta “ideologia de gênero”. “Qual mãe aqui ficaria tranquila, sabendo que sua filha, na escola, de 10 anos, ao entrar no banheiro, pode encontrar um moleque de 13, 14, 15 anos também ocupando o mesmo banheiro?”.

E prosseguiu: “Qual mãe, qual pai, ao mandar seu filho para a escola, atrás de conhecimento, e ver que ele está sendo educado – entre aspas – para daí a poucos anos ser homem ou ser mulher. Crianças a partir de 5 ou 6 anos de idade.”

Na crítica à “desconstrução da heteronormatividade”, Bolsonaro citou um projeto de lei que foi aprovado na Câmara em 2010 e, segundo ele, propunha cadeia a pastores e padres que se recusassem a realizar casamento de pessoas do mesmo sexo. “Em 2010, aprovou-se um projeto de lei na Câmara, que visava botar na cadeia padres ou pastores que se negassem a realizar o casamento de dois seres humanos do mesmo sexo. Foi uma briga muito grande, só vencida no Senado Federal”, disse.

À plateia reunida, o presidente fez uma fala focada em costumes. “Tem muitos grupos que defendem o aborto, que relativizam como uma extração de dente”, disse aos presentes. “Não quer mais ir ao dentista, arranca. Vai no médico e aborta.”

Com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro – que lidera a corrida pelo governo do Estado – entre os convidados no evento evangélico, Bolsonaro abordou também o debate sobre descriminalização de drogas. “Temos também grupos por outro lado que fala em liberar as drogas. Esse grupo não sabe o que é o sofrimento de uma mãe com filho no mundo das drogas.”

Castro tem, como principal opositor na corrida pelo Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, o deputado Marcelo Freixo, que foi questionado sobre o tema nas sabatinas desta corrida eleitoral.

O governador, que é católico, também participou do evento a convite de Bolsonaro, como contou.

Estratégia de campanha

A visita do presidente ao culto marca uma estratégia de Bolsonaro de visitar com frequência espaços evangélicos. Entre o eleitor deste segmento, o chefe do Executivo supera o ex-presidente Lula em votos.

De acordo a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, a vantagem do candidato à reeleição neste segmento passou de 16 para 23 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado há uma semana.

Bolsonaro saltou de 48% para 51% em uma semana, enquanto Lula foi de 32% para 28% no período. As movimentações ficam perto do limite da margem de erro, que, para este nicho, é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Não havia material de campanha na Arena onde foi realizado o culto. Porém centenas de fiéis seguravam bandeiras do Brasil e bexigas nas cores verde e amarelo. Em diversos momentos o presidente enfatizou a importância dos evangélicos tomarem uma decisão, insinuando que o futuro deles estaria ameaçado.

Bolsonaro encerrou sua participação no evento e, conforme a assessoria de imprensa, seguiu para Brasília sem falar com a imprensa.

Folha Gospel com informações de O Globo e UOL

“Oro pela orientação e ajuda do Deus Todo-Poderoso”, disse Charles III ao ser proclamado rei

Após a morte da rainha Elizabeth II na última quinta-feira (08), o herdeiro do trono, rei Charles III, foi hoje proclamado rei na presença da família real, primeiro-ministro, ex-primeiros-ministros, políticos, os arcebispos de Canterbury e York e outros dignitários. A cerimônia de proclamação foi realizada no Palácio de St James, em Londres.

Fazendo sua declaração no Conselho de Adesão, Charles III prometeu seguir o “exemplo inspirador” de sua mãe e terminou com uma oração pela “orientação e ajuda de Deus Todo-Poderoso”.

Ele disse: “Meus senhores, senhoras e senhores, é meu mais doloroso dever anunciar a vocês a morte de minha amada mãe, a rainha. Eu sei o quão profundamente vocês, toda a nação, e acho que posso dizer ao mundo inteiro, simpatize comigo pela perda irreparável que todos sofremos.

“É o maior consolo para mim saber a simpatia expressa por tantos para minha irmã e meus irmãos. E que tal afeto e apoio esmagadores sejam estendidos a toda a nossa família em nossa perda.”

Ele continuou: “Ao assumir essas responsabilidades, devo me esforçar para seguir o exemplo inspirador que me foi dado ao defender o governo constitucional e buscar a paz, a harmonia e a prosperidade dos povos dessas ilhas e dos reinos e territórios da Commonwealth em todo o o mundo.

“Neste propósito, sei que serei sustentado pela afeição e lealdade dos povos cujo soberano fui chamado a ser, e que no cumprimento desses deveres serei guiado pelo conselho de seus parlamentos eleitos.

“Em tudo isto, sinto-me profundamente encorajado pelo apoio constante da minha amada esposa. Aproveito esta oportunidade para confirmar a minha vontade e intenção de continuar a tradição de entregar as receitas hereditárias, incluindo o Espólio da Coroa, ao meu Governo em benefício de todos, em troca do Sovereign Grant, que apoia meus deveres oficiais como Chefe de Estado e Chefe de Nação.

“E ao realizar a pesada tarefa que me foi confiada, e à qual agora dedico o que me resta de minha vida, oro pela orientação e ajuda de Deus Todo-Poderoso.”

Durante a cerimônia, o rei Charles – como “Defensor da Fé” prestou juramento sobre a segurança da Igreja da Escócia, que preserva sua independência.

De acordo com as palavras do juramento, o rei “pela graça de Deus” “prometo e juro fielmente que manterei e preservarei inviolavelmente o Acordo da verdadeira religião protestante, conforme estabelecido pelas Leis feitas na Escócia no processo da Reivindicação de Direito e particularmente por um Ato intitulado ‘Um Ato para garantir a Religião Protestante e o Governo da Igreja Presbiteriana’ e pelos Atos aprovados no Parlamento de ambos os Reinos para a União dos dois Reinos, juntamente com o Governo, Culto, Disciplina, Direitos e Privilégios da Igreja da Escócia. Então me ajude Deus.”

Após a cerimônia, o Garter King of Arms proclamou “God Save The King” e o Hino Nacional foi tocado.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Homem que matou 3 em Igreja Batista é condenado a 54 anos de prisão

Rudson Aragão Guimarães matou a ex-namorada e 3 fiéis de uma igreja batista, em Paracatu, MG
Rudson Aragão Guimarães matou a ex-namorada e 3 fiéis de uma igreja batista, em Paracatu, MG

O homem que cometeu uma chacina em uma igreja de Paracatu, em Minas Gerais, foi condenado a 54 anos e oito meses de prisão. Rudson Aragão Guimarães cumprirá pena por feminicídio da namorada e homicídio de duas mulheres e um idoso, pai do pastor da igreja evangélica que invadiu.

O crime foi cometido em maio de 2019. O criminoso esfaqueou e matou, com um canivete, Heloísa Vieira Andrade, de 59 anos, com quem tinha um relacionamento. Depois, invadiu uma Igreja Batista e atirou contra as outras vítimas. Rudson era ex-militar das Forças Armadas.

A chacina foi motivada por vingança, já que o pastor do local religioso tirou Rudson de uma função. O religioso seria o alvo e conseguiu fugir. No dia do ataque, cerca de 20 pessoas estavam na igreja.

O caso

Por volta das 19h do dia 21 de maio de 2019, Guimarães matou a ex-namorada com golpes de canivete na casa da irmã dele e, em seguida, partiu para a Igreja Batista Shalom portando uma arma calibre 36 com a intenção de matar o pastor Evandro Rama.

Segundo as investigações, ele havia sido retirado de uma posição de liderança na igreja por causa do comportamento agressivo que vinha apresentando com pessoas próximas.

Em entrevista ao UOL, na época, a delegada afirmou que o homem estava desempregado, era dependente químico e mantinha um relacionamento conturbado com Heloísa, mas não havia relatos de ameaças.

“O Rudson tinha uma posição de liderança, mas o comportamento agressivo dele não seria um bom exemplo para as pessoas na igreja. Ele passou a ofender o pastor e as pessoas ao redor o achavam agressivo e todos foram se afastando. Com isso, ele foi tirado dessa posição de liderança. Isso explica o motivo de o pastor ser o alvo inicial”, disse a delegada na época.

No momento em que o homem invadiu a igreja, ocorria uma reunião com cerca de 20 pessoas, entre elas crianças.

Imagens de câmeras de segurança mostram o grupo reunido em círculo, de mãos dadas, quando Guimarães entra armado no local.

Segundo a polícia, ele procurava pelo pastor e dizia frases desconexas. “Ele disse que teria voltado do inferno e que tinha uma missão para cumprir”, disse aos jornalistas o Coronel Luís Magalhães.

Folha Gospel com informações de Massa News e UOL

Desenho infantil ‘Peppa Pig’ apresenta primeiro casal gay

Penny Polar Bear apresentou suas duas mães em episódio recente de Peppa Pig.
Penny Polar Bear apresentou suas duas mães em episódio recente de Peppa Pig.

Série de desenho infantil mundialmente conhecida, ‘Peppa Pig’ apresentou um casal homoafetivo, o primeiro a aparecer no programa infantil em seus 18 anos de exibição.

Intitulado ‘Families’, o episódio foi exibido no Channel 5 no Reino Unido, quando a personagem Peppa Pig conheceu as mães de Penny Polar Bear.

“Eu moro com minha mamãe e com minha outra mamãe. Uma mamãe é médica e outra mamãe cozinha espaguete”, explicou Penny Polar Bear, enquanto desenhava um retrato da família.

A atração infantil Peppa Pig foi criada pelos animadores britânicos Mark Baker e Neville Astley, e está no ar desde 2004.

Petição a favor

O novo episódio foi exibido após uma petição com mais de 24 mil assinaturas, feita há dois anos, reivindicar a criação de uma “família de pais do mesmo sexo em Peppa Pig.

“As crianças que assistem Peppa Pig estão em uma idade influenciável”, escreveram os criadores da petição. “Excluir famílias do mesmo sexo vai ensiná-las que apenas famílias com um pai ou mãe ou dois pais de sexos diferentes são normais.”

O diretor de comunicações e assuntos externos da organização de direitos LGBT Stonewall, Robbie de Santos, disse que ver uma família homoafetiva na cidade fictícia de Peppatown foi “fantástico”.

“Muitos daqueles que assistem ao programa têm duas mães ou dois pais. Será muito significativo para esses pais e filhos que suas experiências sejam representadas em um programa infantil tão icônico”, disse Santos à BBC.

Mundo infantil

Outros programas infantis populares que incluíram relacionamentos LGBT em seus episódios incluem Hora de Aventura e Steven Universo — ambos americanos, mas voltados para o público com mais de 10 anos de idade.

Após a exibição do episódio de Peppa Pig com a inserção da agenda identitária, os usuários do Twitter debateram sobre a família de Penny Polar Bear.

“Lésbicas em Peppa Pig… os shows infantis não podem ser apenas para crianças?”, um homem escreveu.

“Bem, quer saber? Meus filhos viram o primeiro casal homossexual em Peppa Pig e o mundo não acabou”, discordou outro.

Fonte: Guia-me com informações da BBC

Um terço dos pastores dos EUA dizem que ‘pessoas boas’ vão para o céu

Pastor pregando
Pastor pregando

Pelo menos um terço dos pastores nos Estados Unidos acredita que alguém pode ir para o céu por ser uma boa pessoa, de acordo com um estudo do Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, publicado na semana passada.

A pesquisa revelou que apenas 37% dos pastores americanos têm uma cosmovisão bíblica — ou seja, creem em fundamentos bíblicos básicos, como a salvação por meio de Jesus Cristo, a verdade moral, o valor da vida humana, entre outros.

Pelo menos um terço ou mais dos pastores seniores dos EUA acreditam que uma pessoa que faz coisas boas para o próximo, pode ganhar um lugar no céu. Essa crença predomina entre católicos (77%) e igrejas americanas tradicionalmente negras (66%).

Além disso, um terço dos pastores acreditam em outros princípios que vão contra a Bíblia, como: sexo entre solteiros que se amam é aceitável; não há uma verdade moral absoluta; o Espírito Santo não é uma ‘pessoa’, mas é um símbolo do poder ou presença de Deus; ter fé importa mais do que a religião que você segue; a reencarnação é uma possibilidade real; o socialismo é melhor do que o capitalismo e que a Bíblia é ambígua em seu ensino sobre o aborto.

De acordo com o relatório, “a perda de crença bíblica é predominante entre os pastores em todos os grupos denominacionais” dos EUA.

Dados entre os pastores

Entre os pastores evangélicos, por exemplo, cerca de 43% disseram não acreditar que o acúmulo de riquezas é fornecido por Deus para cumprir os Seus propósitos. Outros 39% ​​disseram que não há verdade moral absoluta e que “cada indivíduo deve determinar sua própria verdade”.

Já 38% não acreditam que “a vida humana é sagrada” e 37% disseram que ter fé é mais importante do que ter uma religião específica.

O dado mais surpreendente é que três em cada 10 pastores evangélicos (30%) não responderam concordam que a salvação seja baseada na confissão de pecados e em aceitar Jesus Cristo como salvador.

George Barna, diretor de pesquisa, disse que os resultados podem estar ligados a outra tendência observada nos dados.

“Ao estudar os padrões de comportamento espiritual dos pastores, ficou evidente que grande parte deles não tem uma rotina espiritual regular”, disse Barna. “Havia uma correlação entre possuir crenças bíblicas e um regime consistente de leitura da Bíblia, oração, adoração e confissão.”

O relatório foi baseado em um estudo com cerca de 1.000 pastores de várias denominações dos EUA entre fevereiro e março de 2022.

Nesta segunda (5), o pastor Franklin Graham disse que não sabe quais são estes 1.000 pastores que foram pesquisados, mas vê que “os resultados são preocupantes”.

“Tudo isso são mentiras, e esse tipo de falso ensino é o que está desviando as pessoas e as igrejas. A Bíblia é a Palavra de Deus, de capa a capa. É a verdade absoluta — devemos viver por ela e podemos morrer por ela. Em Cristo, a Rocha Eterna, eu estou”, disse Graham.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

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