David Miranda Neto durante entrevista ao HUB Podcast
Recentemente, uma participação do pastor David Miranda Neto, da Igreja Pentecostal Deus é Amor, em um podcast chamou a atenção dos internautas.
David, que é pastor e líder dos jovens da IPDA, participou do HUB Podcast e comentou sobre sua relação com a doutrina rígida da denominação.
Em tom crítico, ele afirmou que tinha medo de perder a salvação por tomar banho sem roupa.
“Hoje não mais, mas já teve tempo que a gente tomava banho de roupa, achando que se Jesus voltar [e você estiver pelad*], você fica”, disse ele.
O jovem pastor afirmou também que parte da membresia é de pessoas mais idosas, justamente por causa das exigências doutrinárias.
“Hoje, 95% dos membros da igreja são idosos que foram salvos no auge do ministério de David Miranda, missionário fundador da IPDA”, explicou o pastor.
Para David Miranda Neto, algo precisa ser refletido quanto às exigências e doutrinas extremamente rígidas.
“Cadê os jovens? A Deus é Amor não está alcançado a juventude. Tem muitos filhos de pastores, de membros, que nem conseguiram permanecer por conta dessa cultura muito rígida”, disse ele.
De acordo com matéria da BBC Brasil, pressão de pastores por votos em Bolsonaro estaria levando evangélicos a expulsão ou abandono de igrejas em diferentes partes do Brasil.
“A gente se sentiu descartável.” “É como se nós, cristãos, estivéssemos vivendo a própria ditadura dentro do templo.” “Não reconheço mais a Igreja hoje.” “O pastor abandonou a Bíblia pra falar de comunismo.” “É triste ver um lugar sagrado sendo corrompido.” “A perseguição contra os cristãos já começou no Brasil. Só que dentro da própria igreja.”, são algumas das frases ditas por fiéis que são ou que têm medo de serem perseguidos.
À BBC News Brasil, eles dizem que, enquanto muitos de seus irmãos de fé apoiam Bolsonaro por medo de enfrentarem episódios futuros de intolerância religiosa no Brasil, a perseguição contra cristãos já existiria no país.
Nas palavras dos entrevistados, ela acontece dentro dos próprios templos, puxada principalmente por líderes religiosos que ameaçam com castigo divino ou punição dentro da própria igreja aqueles que discordam da fusão entre política e religião que tem marcado estas eleições.
Enquanto pastores influentes como André Valadão e Silas Malafaia dizem que igrejas devem ter posição política clara e fazem campanha pela reeleição do atual presidente, a BBC News Brasil recebeu mais de 100 relatos de cristãos, principalmente evangélicos, que narram episódios de pressão ou intimidação dentro dos templos na reta final da eleição.
Muitos pediram anonimato, com medo de consequências para si próprios ou suas famílias dentro das igrejas. Outros já sofreram consequências.
Alisson Santos diz ter sido expulso junto à esposa da igreja evangélica que frequentava desde 2019 em Aracaju (SE). Até o início de outubro, ambos trabalhavam como evangelizadores de jovens no templo.
Em entrevista à BBC News Brasil, ele diz que o apoio de pastores a Bolsonaro e seus aliados sempre existiu, mas se intensificou no segundo semestre, quando um dos pastores se candidatou a deputado estadual.
“A partir daí, em todas as reuniões a gente tinha que orar por esse pré-candidato e fazia reuniões para falar sobre isso”, ele conta. “Diziam que Bolsonaro é o único candidato que defende a liberdade religiosa, o único que vai manter igrejas abertas. E que, se Lula for eleito, ele vai fechar as igrejas, queimar as igrejas”.
Ele conta que viu frequentadores da igreja sendo expostos no altar por discordarem dos candidatos apoiados pela igreja.
“Ele (o pastor), antes do culto, procurou pessoas para perguntar em quem elas votariam. Algumas pessoas disseram que votariam num candidato diferente do dele. Na hora do culto ele usou essas pessoas como exemplo do que não fazer”, ele diz.
“Ele fez isso durante a Palavra, duas semanas antes da eleição.”
Para o jovem, o tom violento adotado em alguns cultos contradiz o propósito dos templos religiosos.
“Teve um culto em que o pastor chegou e falou que se o candidato Lula fosse eleito e fossem queimar as igrejas, ele ia mandar queimar primeiro quem votou nele. Isso não foi fora da igreja, não foi nos corredores, foi na frente da igreja toda”, ele diz.
Após semanas evitando se posicionar na frente de pastores, Alisson compartilhou no status do WhatsApp um trecho de uma entrevista de Bolsonaro à revista IstoÉ Gente, em fevereiro de 2000.
Questionado na ocasião sobre sua opinião em relação ao aborto, que hoje condena veementemente, o então deputado respondeu: “Tem que ser uma decisão do casal”.
Alisson também compartilhou um vídeo gravado em 2017, quando Bolsonaro discursou dentro de um templo da maçonaria — entidade criticada por parte dos evangélicos.
Ambas as imagens viralizaram recentemente nas redes sociais e foram usadas por opositores para ilustrar mudanças no discurso religioso de Bolsonaro ao longo das últimas duas décadas.
“Foi justamente por esse vídeo que eles marcaram uma reunião da diretoria”, conta o jovem.
“Ele (o pastor) disse: ‘Se vocês que não querem seguir o posicionamento da igreja, procurem outro lugar’. E isso pra mim foi um absurdo. E não foi nem particularmente, foi em frente a toda a diretoria.”
Os dois deixaram seus cargos e não frequentam mais a igreja desde então.
“É muito triste. Minha esposa só chora desde o ocorrido. Ela só chora porque é o lugar que sempre nos acolheu”, afirma. “A perseguição contra os cristãos já começou no Brasil. Só que dentro da própria igreja.”
Marta, outra fiel, de uma capital nordestina, disse que se viu obrigada a deixar a igreja que frequentava há décadas por discordar da pressão de pastores por apoio ao presidente.
“Sinceramente, eu me senti pressionada. Fiquei muito triste, decepcionada primeiramente. E, sinceramente, não tenho vontade de retornar para o templo mais porque Jesus não é isso. Ele não veio para fazer pressão”, diz.
“Você passa a ser perseguido dentro do próprio templo pelos irmãos, na fé e pelos próprios pastores. Porque, se você não obedece, se você não segue aquele político que eles escolheram para votar, você não é cristão. A sua fé, ela está sendo colocada à prova.”
Mãe de uma criança pequena e de um adolescente, ela conta que a pressão política e o consequente afastamento da Igreja abalou toda a família.
Deloana, uma assistente social de Osasco que frequentava a Assembleia de Deus há 12 anos, também diz que sofreu perseguição.
“Sinto que perdi uma referência. De verdade. Sempre acreditei em Deus. Sempre gostei de ficar na igreja. Sempre gostei de participar dos grupos. Era realmente algo que fazia parte da minha vida”, ela conta por videoconferência.
“E eu sinto que isso se perdeu. Não reconheço mais a Igreja hoje como a que conheci há dez anos. Por mais que a Igreja sempre tenha tido um posicionamento conservador, tenha a questão da doutrina, eu vejo as coisas hoje de forma muito violenta. Se penso de forma diferente, vem uma palavra de condenação. É como se eu pudesse ser punida por um pensamento que seja contrário.”
João* e a esposa moram em São Paulo e, diferente de Alisson, Marta e Deloana, vão continuar frequentando a igreja, apesar da pressão pelo voto em Bolsonaro — em quem o casal não pretende votar.
“O nome de Bolsonaro é citado normalmente (nos cultos). Os irmãos, eles se dirigem ao presidente como o candidato correto. É o candidato do bem. E os demais candidatos, todos, independente da ideologia, são os adversários. São candidatos do mal, digamos.”
Ele conta que, além do voto para presidente, pastores chegaram a indicar nomes e números de candidatos a cargos legislativos no primeiro turno dentro do templo.
‘Perdi minha fé. Não tenho mais religião’
Enquanto muitos dos cristãos ouvidos pela reportagem contam que decidiram se afastar de suas igrejas e buscar outras opções, onde sua posição política seja respeitada, Luiz Fernando, que vive no interior da Bahia e era evangélico desde os 12 anos, tomou decisão mais drástica.
“Durante todos os anos que eu estive na Igreja, passamos por eleições presidenciais, por eleições municipais e nunca, até 2018, foi abordada essa questão de ‘vote em tal candidato’. Era uma coisa que deixava todo mundo muito à vontade. Você não sabia se o seu irmão da cadeira da frente era a favor do partido A ou do partido B. Não sabia se a pessoa ao seu lado era a favor de partido A ou partido B. Tinha essa liberdade de voto e ninguém era recriminado por isso”, ele lembra.
“Em 2018, eleição presidencial em que Jair Bolsonaro apareceu como o candidato cristão, que levantava a bandeira da família, da religiosidade, aquela coisa toda, eu percebi que a entonação dos cultos, o direcionamento dos cultos da igreja modificou. O pastor líder, em culto, no púlpito, falou: ‘Vamos como cristãos votar em Jair Bolsonaro, pois ele representa a família e ele representa a nós cristãos. Aí, naquele momento eu entendi e falei ‘não’. A política entrou na Igreja.”
“Aí eu simplesmente eu percebi que tudo o que eu tinha vivido, aquela coisa de paz, de amor ao próximo, de tentar conquistar através do amor, foi tudo por água abaixo, porque eu vi o ódio e vi o ódio presente nas pessoas, nos meus amigos que eram da igreja. Eu vi essa coisa de guerra. Então eu falei: ‘não, não dá mais, me desiludi com a religião. Eu simplesmente deixei de ir’.”
A decepção o levou a, pela primeira vez na vida, se declarar “sem religião”.
“Depois desse governo que se diz cristão, eu não consigo mais me relacionar com Deus intimamente. Na última pesquisa do IBGE, eu já me declarei que não tenho fé. (Perguntaram) ‘Você é crente, você é católico, qual é a sua religião?’ Eu falei: ‘Não, não tenho religião’. Então não sei o que eles colocaram. Se agnóstico ou ateu, alguma coisa assim. Mas eu já não me coloquei mais como cristão, não me representa. Isso já não me representa mais.
“Eu percebi que para eu voltar a ter um relacionamento com Deus, a Igreja precisa mudar. E eu vejo que a Igreja não quer mudar.”
A BBC News Brasil pediu esclarecimentos a todas as igrejas citadas na reportagem: Igreja Quadrangular, Igreja Batista, Assembleia de Deus e Santuário católico de São Miguel Arcanjo. Nenhuma respondeu às solicitações de comentários.
*Nome alterado a pedido do entrevistado
O texto completo e original foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63285936
Alunos do Seminário Batista da Ucrânia estão tendo aulas em abrigos antibombas. (Foto: Reprodução/Vimeo/UBTS).
Com o aumento dos ataques da Rússia contra a Ucrânia, o Seminário Teológico Batista Ucraniano (UBTS) foi forçado a funcionar em abrigos antibombas no seu porão.
“Vários dias de nossa sessão, nossos alunos foram para um abrigo antiaéreo. Temos sorte de ter um porão e temos sorte de que nosso prédio nos permita ter sessões mesmo quando temos uma sirene de ataque”, relatou o presidente do seminário, Yaroslav Pyzh, em vídeo divulgado na quarta-feira (12).
E acrescentou: “A Rússia está aumentando o conflito e bombardeando a Ucrânia em todos os lugares”.
A Guerra da Ucrânia, que já vitimou mais de seis mil pessoas, deslocou pelo menos 400 igrejas batistas no país.
Segundo Pyzh, o seminário está ajudando a formar novos líderes para retomar o serviço ministerial na nação.
Perda de igrejas e líderes na guerra
“Em meio aos desafios desta guerra, a importância do trabalho da UBTS é tremenda. Porque um dos resultados mais críticos desta guerra é o que chamo de vácuo de liderança. Perdemos muitas igrejas; perdemos muitos líderes. E sei que no futuro perderemos ainda mais. Portanto, nosso trabalho em equipar e desenvolver líderes (está) se tornando muito mais crítico”, explicou.
Como exemplo, Pyzh contou o testemunho de um seminarista que nunca tinha pastoreado e que foi chamado para a linha de frente do ministério durante o conflito.
“Temos muitas pessoas, muitas oportunidades, grandes construções e não tenho ideia do que fazer. É por isso que estou na UBTS”, disse o seminarista.
O seminário batista, que já serviu de abrigo para refugiados da guerra, possuía cerca de 1.300 alunos antes da invasão russa e recebeu 450 novos alunos na última matrícula.
De acordo com a União de Igrejas Batistas Evangélicas de Toda a Ucrânia, antes da guerra haviam 2.300 igrejas batistas, fora outras denominações.
“No futuro, se você reconstruir todos os prédios, prédios sem líderes não significam nada”, ressaltou Pyzh. “Então, obrigado por nos ajudar a investir em líderes. Obrigado por nos apoiar e, por favor, esteja conosco neste momento difícil”.
Um novo estudo realizado nos Estados Unidos, revelou que os americanos que leem a Bíblia Sagrada regularmente e dizem que isso afeta suas vidas diárias são mais capazes de perdoar os outros do que os americanos que raramente leem a Bíblia.
O estudo da Sociedade Bíblica Americana descobriu que 94 por cento do que chamou de americanos “engajados nas Escrituras” disseram concordar com a afirmação: “Sou capaz de perdoar sinceramente qualquer coisa que alguém tenha feito comigo, independentemente de eles pedirem por perdão ou não”. Apenas 6% dos americanos nesta categoria disseram discordar da afirmação.
A categoria “engajados com as Escrituras” inclui apenas os americanos que: 1) dizem que a Bíblia impacta suas vidas diárias, 2) dizem que ela ajuda a guiar seus relacionamentos com Deus e com os outros, e 3) dizem que lêem/ouvem a Bíblia regularmente.
Enquanto isso, 59% dos americanos “desengajados da Bíblia” disseram concordar com a declaração sobre o perdão, com 40% discordando. Esta categoria inclui americanos que raramente interagem com a Bíblia e dizem que ela tem influência mínima em suas vidas.
O contraste entre as categorias “Bíblia engajada” e “Bíblia desengajada” foi ainda mais proeminente ao comparar aqueles que “fortemente” concordaram com a afirmação. Quase metade (47 por cento) dos americanos engajados nas Escrituras concordaram fortemente com a declaração, enquanto 11 por cento dos americanos desengajados na Bíblia concordaram.
“Aqueles que se envolvem com as Escrituras certamente sabem o quanto isso nos leva a perdoar os outros”, disse uma análise da Sociedade Bíblica Americana. “É até mesmo parte da Oração do Senhor ( Mateus 6:12 ). Ainda assim, perdoar é um negócio difícil. Aqueles que ‘concordam fortemente’ que são capazes de perdoar podem ter experimentado uma transformação impulsionada por Deus. Aqueles que ‘um pouco’ concordam podem estar dizendo que ainda estão trabalhando nisso. Você pode pensar em Simão Pedro, totalmente comprometido com Jesus, mas ainda assumindo que sete perdões eram suficientes ( Mateus 18:21 ).”
O estudo fez parte do último lançamento do relatório “Estado da Bíblia: EUA 2022”, da Sociedade Bíblica Americana.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Valdemiro Santiago é líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus
O juiz Henrique Dada Paiva determinou a penhora dos dízimos da Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago.
A decisão foi tomada em um processo movido pelo proprietário de um imóvel que cobra uma dívida de R$ 109 mil em aluguéis. O valor inclui juros, correção monetária e multas por atraso.
Além dos dízimos, o juiz determinou também a penhora de bens localizados na sede da igreja, na rua Carneiro Leão, no Brás, em São Paulo. O magistrado disse na decisão que, em caso de “estrita necessidade”, o oficial de Justiça está autorizado a utilizar força policial para o cumprimento da decisão.
A Igreja, que sofre centenas de processos por dívidas, inaugurou na semana passada um templo em Minas Gerais. O presidente Jair Bolsonaro participou do evento ao lado do apóstolo Valdemiro, que pediu aos fiéis um jejum de 12 horas até o dia da eleição pela “nação, pelo presidente e pela primeira-dama”.
O processo que motivou a penhora foi aberto pelo aposentado A.M., que, em 2019, alugou um imóvel de 145 metros quadrados na rua Independência, no bairro do Cambuci, na cidade de São Paulo.
A Mundial, de acordo com o locador, parou de pagar os aluguéis em março de 2021. O aposentado disse à Justiça que a igreja recusou todas as tentativas de resolver a questão amigavelmente.
Na defesa apresentada à Justiça, a Mundial não negou a dívida, mas tentou evitar o despejo afirmando que a legislação lhe garante um prazo maior para a desocupação do imóvel por ser uma entidade religiosa.
O juiz não aceitou a argumentação, condenou a igreja a fazer o pagamento e decretou o despejo do imóvel.
O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. A Mundial pode apenas questionar o cálculo da atualização dos valores devidos.
A penhora foi decretada, pois, mesmo com a condenação, a Mundial não fez o pagamento. O imóvel foi devolvido em maio deste ano.
Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados
Uma espécie de guerra santa teria sido travada nesse período de campanha eleitoral? Qual o poder da igreja para eleger um candidato? Até que ponto as convicções religiosas vão determinar as pautas políticas e dar vitória a um dos candidatos, no próximo dia 30?
O cientista político, escritor e pastor Elmir Dell’Antonio, do Espírito Santo, afirmou que relembra algo que o faz acreditar que a religião pauta as eleições. “No final da década de 90, quando eu ainda estava graduando Ciências Sociais, meu professor disse: “Vocês vão ver que, dentro de algumas décadas, os evangélicos, os cristãos do Brasil, vão determinar os governos e as eleições. Aquele homem era ateu mas estava profetizando. Eu acredito sim que hoje os cristãos estão polarizados e essa eleição talvez seja a mais polarizada da história do mundo. Então, sem dúvida nessas eleições a gente vai ver mais do que nunca a participação evidente dos religiosos no Brasil.”
Em São Paulo, em entrevista à CNN, a cientista política Deysi Cioccari avaliou o impacto do debate sobre religião no desempenho dos candidatos à Presidência no segundo turno das eleições, que deve ocorrer no próximo dia 30 de outubro.
Guerra santa
Na visão da especialista, há uma espécie de “guerra santa” entre os dois candidatos.
“O PT e a esquerda surgiram das comunidades eclesiais de base, enquanto o bolsonarismo ganhou força entre os evangélicos. Tanto Lula quanto Bolsonaro reforçam uma luta de ‘bem contra o mal’ entre católicos e evangélicos que entrou com muita força no segundo turno e deve seguir assim até o final das eleições”, avaliou Deysi. “Até porque, as comunidades religiosas se tornaram redutos eleitorais de cada candidato”, completou.
Para a cientista política, a religião agrega um componente importante às eleições: o medo. “A religião trabalha com atalhos cognitivos muito mais facilmente do que números duros de educação, transportes ou quaisquer outros dados que se refiram a ministérios. Por isso acho que vai continuar a pautar as eleições até o final.”
Estimativa
O pastor Dell’ Antônio avalia que a direita apoia as pautas contra o aborto, contra a ideologia de gênero, contra a linguagem neutra e intervenção do Estado na economia, e é a favor do livre mercado.
“Enfim, as pautas da direita estão muito alinhadas com os princípios cristãos e hoje no Brasil mais de 80% da população é cristã, seja evangélica ou católica. Sem dúvida nenhuma essa polarização empurrou todos para um lado só, eu acredito que é um peso muito grande, uma representatividade muito grande”
Ele finaliza fazendo uma estimativa: “A gente está falando de uma grande parte. Embora não haja 100% de consenso porque nem todos os cristãos votam no Bolsonaro, mas a grande maioria vota. E arrisco dizer que dessa gama de mais de 80% de cristãos no Brasil, talvez, desse número, uns 80% ou 90% votam nas pautas de direita.”
A maioria dos pastores diz que não foi preparada para lidar com traumas de membros em seu ministério, revelou uma pesquisa da Baylor University.
O estudo apontou que a metade dos líderes receberam treinamento apenas para lidarem com o luto, mas não foram ensinados a cuidar de pessoas com outros traumas, como de saúde mental, abuso sexual e tragédias.
Conduzida pelo The Center for Church and Community da Baylor, a pesquisa entrevistou 331 pastores, nos Estados Unidos, sobre seus conhecimentos para tratar traumas em suas congregações. Os entrevistados eram 82% batistas, incluindo homens e mulheres de todas as idades.
A questão que os líderes se sentem mais preparados para abordar é o luto, um dos traumas comuns no pastorado.
76% responderam que estão “um pouco preparados” ou “muito preparados” para ajudar nesses momentos e 24% disseram estar “um pouco despreparados” ou “despreparados”.
Em relação a outros tipos de traumas, 55% dos pastores afirmaram que estão preparados para lidar com crises de saúde mental (55%), abuso (53%), acidentes (52%), conflito racial (52%) e desastres naturais (50%).
Apenas 30% dos líderes disseram que foram ensinados a lidar com traumas, causados por violência sexual, agressão física, guerra, imigração ou crises de saúde pública.
Aumento de casos de traumas
O estudo também descobriu que a quantidade de casos de traumas atendidos pelos pastores aumentou depois da pandemia da Covid-19. Os membros estão conversando mais com seus líderes sobre crises de saúde pública, morte e problemas de saúde mental.
“Uma observação interessante sobre a frequência com que os tópicos são discutidos é que sabemos que uma em cada quatro mulheres sofrerá agressão sexual, mas os dados mostraram que 73% dos entrevistados não falaram sobre isso anualmente ou nunca”, observou Erin Albin Hill, a coordenadora da pesquisa.
“Então, há uma discrepância nesses dados: as pessoas não se sentem seguras em discutir esse tipo de trauma com os pastores?”
Líderes se sentem despreparados
Alguns líderes entrevistados relataram que, nos últimos anos, se sentiram inseguros para tratar questões de trauma em seu ministério.
“Isso me fez perceber que preciso de mais ajuda, mais educação, apoio necessário em novas áreas”, afirmou um deles.
Outro confessou sentir um “profundo senso de responsabilidade pastoral” e um “profundo senso de inadequação pastoral” ao mesmo tempo, o levando a desejar um “melhor treinamento antes de eventos futuros”.
Para Hill, falta preparação para os líderes abordarem essas questões. “Ao todo, interpreto os dados como muito reveladores de que os pastores estão conversando sobre diferentes tipos de trauma regularmente, mas não estão necessariamente preparados para isso”, comentou ela.
E acrescentou: “Os seminários precisam considerar a inclusão de conteúdo sobre trauma e cuidados sensíveis ao trauma em seus cursos. Da pregação ao cuidado pastoral, os ministros precisam saber como responder de maneira apropriada e honrosa quando alguém está discutindo as experiências traumáticas em suas vidas. Até que isso aconteça, os pastores precisam aprender sobre esses tópicos por meio de estudos independentes ou participando de treinamentos para estarem bem preparados”.
A coordenadora ainda ressaltou que, ao lidar com questões traumáticas todos os dias, os pastores podem se sentir sobrecarregados e, por isso, também precisam cuidar de sua saúde mental.
“Isso nos mostra que os líderes da igreja precisam ser proativos em cuidar de si mesmos para se manterem saudáveis. Acho que já começamos a ver o subproduto disso com pastores deixando o ministério em altas taxas”, concluiu.
Fonte: Guia-me com informações de Baptista News Global
Durante um ataque de extremistas islâmicos, no Norte da Nigéria, três cristãos que viviam na aldeia de Njilang, localizada no condado de Chibok, foram assassinados.
Durante o ataque, que aconteceu no dia 4 de outubro, os militantes incendiaram várias casas e empresas e feriram dezenas de outros moradores.
Um morador local, que testemunhou o ataque, identificou os militantes como afiliados do grupo terrorista Estado Islâmico Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês), conforme notícias do International Christian Concern (ICC).
O condado de Chibok passou por diversos ataques terroristas nos últimos anos. A maioria cristã que vive ali se tornou vulnerável à violência motivada pelo extremismo islâmico.
O morador informou também que os militantes do ISWAP atacaram às 2h30 e que estavam todos equipados com armas de alta potência.
“Primeiro, eles cercaram a aldeia e atiraram nos cristãos que tentaram fugir. Depois, eles incendiaram seis casas e saquearam cinco lojas da aldeia, pertencentes a cristãos, e então incendiaram as lojas também”, relatou.
No Nordeste da Nigéria, os grupos extremistas ISWAP e Boko Haram já mataram milhares de cidadãos nigerianos.
O sequestro de jovens mulheres e meninas cristãs também são crimes que acontecem com frequência. As vítimas são destinadas ao casamento forçado com os militantes, independente da idade.
Quando algumas conseguem escapar ou são libertadas, elas são rejeitadas pelas comunidades ou famílias e estigmatizadas por causa das experiências traumáticas.
Para a sociedade islâmica, as viúvas são consideradas as mais baixas na hierarquia social. As mulheres cristãs cujos maridos foram assassinados por extremistas islâmicos frequentemente lutam para ter uma renda que seja suficiente para manter as necessidades básicas, como alimentação e moradia.
Milhões já foram forçados a fugir de suas casas devido à violência na Nigéria. De acordo com um relatório divulgado em janeiro, pela Associação de Desenvolvimento da Área de Chibok, pelo menos 407 cristãos foram mortos em 72 ataques, desde 2012.
Conforme relatos do ICC, no início deste ano, o governo nigeriano continua a negar qualquer motivação religiosa por trás desses ataques. No entanto, evidências mostram, repetidamente, que os grupos terroristas mencionados estão tentando impor a sharia — conjunto de leis islâmicas — em toda a Nigéria.
Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern
Mais de 90% dos americanos que lêem a Bíblia dizem que sua mensagem transformou suas vidas, de acordo com uma nova pesquisa da Sociedade Bíblica Americana, que também revelou que as Escrituras também têm um impacto positivo em muitos não leitores.
O estudo descobriu que 92% dos usuários da Bíblia – definidos como aqueles que leem as Escrituras três ou quatro vezes por ano fora da igreja – dizem que “a mensagem da Bíblia transformou minha vida”.
“Em última análise, o Uso da Bíblia não é apenas abrir um livro ou um aplicativo”, disse uma análise da Sociedade Bíblica Americana. “Trata-se de interagir com Deus. E quando as pessoas se conectam com Deus nas Escrituras, suas vidas mudam, suas atitudes mudam, seus valores mudam.”
Surpreendentemente, 38% dos usuários não bíblicos também concordam com a afirmação de que “a mensagem da Bíblia transformou minha vida”, descobriu a pesquisa. Os 38% equivalem a cerca de 60 milhões de pessoas nos EUA que dizem que não leem a Bíblia, embora isso os tenha impactado, disse a Sociedade Bíblica Americana.
“Algumas dessas pessoas frequentam a igreja ocasionalmente e podem receber a mensagem transformadora lá”, disse o relatório. “Outros podem ter sido transformados pela Bíblia em experiências passadas, embora aparentemente tenham interrompido sua leitura pessoal da Bíblia. Talvez alguns tenham um amigo ou membro da família falando a verdade bíblica para eles.
“De qualquer forma, é notável que uma parcela tão considerável daqueles que não estão lendo muito a Bíblia digam que foram transformados por ela”, acrescentou o estudo.
O estudo também perguntou aos usuários da Bíblia sobre seus métodos de leitura das Escrituras. Cerca de metade (48%) disse que lê alguns versículos de cada vez. Isso foi seguido por: ler passagens “com base no meu humor” (40%), ler capítulos completos ou histórias (32%), usar um cronograma, plano ou programa (26%) e ler no mesmo horário todos os dias (22%).
Os homens eram mais propensos a ler capítulos inteiros ou histórias da Bíblia de uma só vez do que as mulheres, que preferem todos os outros métodos de leitura da Bíblia.
Divididos por idade demográfica, a maioria dos adultos com 58 anos ou mais (75%) e adultos com idades entre 18 e 57 anos (65%) relatou ter lido uma Bíblia impressa no mês anterior à coleta da pesquisa. A maioria dos usuários mais jovens da Bíblia adotou os aplicativos da Bíblia (53%) e procurou conteúdo relacionado à Bíblia na internet (57%) nos meses anteriores, enquanto 35% de seus colegas mais velhos usaram os dois métodos mencionados para interagir com a Bíblia.
O estudo foi o último lançamento do relatório “Estado da Bíblia: EUA 2022“, da Sociedade Bíblica Americana.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Cristãos da Ucrânia reunidos em momento de oração em centro comunitário na cidade de Kryvyi Rih
Os cristãos nas regiões ocupadas da Ucrânia estão sendo levados à clandestinidade pela hostilidade das forças pró-russas que fecharam igrejas e prenderam pastores, diz Release International.
Na cidade de Melitopol, controlada pela Rússia, as forças de ocupação fecharam as três maiores igrejas protestantes evangélicas.
Na Igreja Batista da Graça, a congregação estava no meio de um culto quando foi invadida em 11 de setembro e fechada à força pelas tropas russas.
De acordo com Hyun Sook Foley, da organização Voice of the Martyrs Korea, o pastor da igreja recebeu 48 horas para deixar a cidade.
“Eles entraram no santuário enquanto a congregação cantava um hino, interromperam o culto, registraram os nomes de todos os presentes e detiveram vários ministros”, disse ela.
Um mês antes, a Igreja Cristã Melitopol, cujo auditório pode acomodar 1.000 pessoas, foi fechada pelas forças de ocupação.
É relatado que a cruz foi derrubada e que o prédio foi transformado em um ‘complexo de entretenimento esportivo cultural’.
Em Chkalovo, uma vila perto de Melitopol, as forças russas fecharam uma igreja em 21 de setembro, enquanto um culto noturno estava em andamento.
Um soldado teria dito à congregação: “Seus pés não estarão aqui após o referendo. Temos apenas uma fé: a Ortodoxia”.
Em Mariupol, uma cidade portuária também sob controle russo, soldados armados usando máscaras detiveram o pastor da Igreja Kurchatov, Leonid Ponomaryov e sua esposa Tatyana, invadiram sua casa e isolaram a igreja.
Mariupol fica na região de Donetsk, que foi ilegalmente anexada pela Rússia em 5 de outubro. O Forum 18, uma organização que trabalha pela liberdade religiosa, diz que as igrejas nesta região foram revistadas e fechadas, e os líderes religiosos foram presos e instruídos a cortar seus laços com os órgãos religiosos ucranianos.
Na cidade de Lysychansk, na região de Luhansk, as forças de ocupação teriam apreendido o Centro Cristão de Lysychansk e jogado todos os livros de sua biblioteca, incluindo Bíblias, em um quintal vizinho. Estes foram recolhidos e escondidos por cristãos locais.
O CEO da Release International, Paul Robinson, disse que “não é surpresa” que as forças de ocupação russas estejam fechando igrejas protestantes e detendo pastores.
“Eles estão fazendo o mesmo desde que apreenderam e anexaram ilegalmente a Crimeia em 2014. Isso estabeleceu o padrão para o que se seguiu”, disse ele.
Ele alertou que a perseguição está levando os cristãos nessas regiões à clandestinidade.
“Na Crimeia e em outros territórios ocupados, eles invadiram locais de culto, fecharam igrejas, proibiram atividades missionárias, multaram pessoas por liderar reuniões de culto, apreenderam literatura religiosa e forçaram comunidades religiosas a se registrar novamente no Estado, recusando o registro da maioria”, disse.
“E agora estamos vendo igrejas invadidas, seladas e fechadas, e o desaparecimento e detenção de pastores nas áreas ocupadas.
“Cristãos ucranianos já estiveram aqui antes. Eles são levados de volta às igrejas clandestinas da era soviética. No entanto, a mensagem da história deve ser clara para a Rússia: a fé cristã sobreviveu a 70 anos de governo totalitário soviético e prospera hoje na China sob condições semelhantes. A perseguição só pode fortalecer a igreja.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today