Rudson Aragão Guimarães matou a ex-namorada e 3 fiéis de uma igreja batista, em Paracatu, MG
O homem que cometeu uma chacina em uma igreja de Paracatu, em Minas Gerais, foi condenado a 54 anos e oito meses de prisão. Rudson Aragão Guimarães cumprirá pena por feminicídio da namorada e homicídio de duas mulheres e um idoso, pai do pastor da igreja evangélica que invadiu.
O crime foi cometido em maio de 2019. O criminoso esfaqueou e matou, com um canivete, Heloísa Vieira Andrade, de 59 anos, com quem tinha um relacionamento. Depois, invadiu uma Igreja Batista e atirou contra as outras vítimas. Rudson era ex-militar das Forças Armadas.
A chacina foi motivada por vingança, já que o pastor do local religioso tirou Rudson de uma função. O religioso seria o alvo e conseguiu fugir. No dia do ataque, cerca de 20 pessoas estavam na igreja.
O caso
Por volta das 19h do dia 21 de maio de 2019, Guimarães matou a ex-namorada com golpes de canivete na casa da irmã dele e, em seguida, partiu para a Igreja Batista Shalom portando uma arma calibre 36 com a intenção de matar o pastor Evandro Rama.
Segundo as investigações, ele havia sido retirado de uma posição de liderança na igreja por causa do comportamento agressivo que vinha apresentando com pessoas próximas.
Em entrevista ao UOL, na época, a delegada afirmou que o homem estava desempregado, era dependente químico e mantinha um relacionamento conturbado com Heloísa, mas não havia relatos de ameaças.
“O Rudson tinha uma posição de liderança, mas o comportamento agressivo dele não seria um bom exemplo para as pessoas na igreja. Ele passou a ofender o pastor e as pessoas ao redor o achavam agressivo e todos foram se afastando. Com isso, ele foi tirado dessa posição de liderança. Isso explica o motivo de o pastor ser o alvo inicial”, disse a delegada na época.
No momento em que o homem invadiu a igreja, ocorria uma reunião com cerca de 20 pessoas, entre elas crianças.
Imagens de câmeras de segurança mostram o grupo reunido em círculo, de mãos dadas, quando Guimarães entra armado no local.
Segundo a polícia, ele procurava pelo pastor e dizia frases desconexas. “Ele disse que teria voltado do inferno e que tinha uma missão para cumprir”, disse aos jornalistas o Coronel Luís Magalhães.
Penny Polar Bear apresentou suas duas mães em episódio recente de Peppa Pig.
Série de desenho infantil mundialmente conhecida, ‘Peppa Pig’ apresentou um casal homoafetivo, o primeiro a aparecer no programa infantil em seus 18 anos de exibição.
Intitulado ‘Families’, o episódio foi exibido no Channel 5 no Reino Unido, quando a personagem Peppa Pig conheceu as mães de Penny Polar Bear.
“Eu moro com minha mamãe e com minha outra mamãe. Uma mamãe é médica e outra mamãe cozinha espaguete”, explicou Penny Polar Bear, enquanto desenhava um retrato da família.
A atração infantil Peppa Pig foi criada pelos animadores britânicos Mark Baker e Neville Astley, e está no ar desde 2004.
Petição a favor
O novo episódio foi exibido após uma petição com mais de 24 mil assinaturas, feita há dois anos, reivindicar a criação de uma “família de pais do mesmo sexo em Peppa Pig.
“As crianças que assistem Peppa Pig estão em uma idade influenciável”, escreveram os criadores da petição. “Excluir famílias do mesmo sexo vai ensiná-las que apenas famílias com um pai ou mãe ou dois pais de sexos diferentes são normais.”
O diretor de comunicações e assuntos externos da organização de direitos LGBT Stonewall, Robbie de Santos, disse que ver uma família homoafetiva na cidade fictícia de Peppatown foi “fantástico”.
“Muitos daqueles que assistem ao programa têm duas mães ou dois pais. Será muito significativo para esses pais e filhos que suas experiências sejam representadas em um programa infantil tão icônico”, disse Santos à BBC.
Mundo infantil
Outros programas infantis populares que incluíram relacionamentos LGBT em seus episódios incluem Hora de Aventura e Steven Universo — ambos americanos, mas voltados para o público com mais de 10 anos de idade.
Após a exibição do episódio de Peppa Pig com a inserção da agenda identitária, os usuários do Twitter debateram sobre a família de Penny Polar Bear.
“Lésbicas em Peppa Pig… os shows infantis não podem ser apenas para crianças?”, um homem escreveu.
“Bem, quer saber? Meus filhos viram o primeiro casal homossexual em Peppa Pig e o mundo não acabou”, discordou outro.
Pelo menos um terço dos pastores nos Estados Unidos acredita que alguém pode ir para o céu por ser uma boa pessoa, de acordo com um estudo do Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, publicado na semana passada.
A pesquisa revelou que apenas 37% dos pastores americanos têm uma cosmovisão bíblica — ou seja, creem em fundamentos bíblicos básicos, como a salvação por meio de Jesus Cristo, a verdade moral, o valor da vida humana, entre outros.
Pelo menos um terço ou mais dos pastores seniores dos EUA acreditam que uma pessoa que faz coisas boas para o próximo, pode ganhar um lugar no céu. Essa crença predomina entre católicos (77%) e igrejas americanas tradicionalmente negras (66%).
Além disso, um terço dos pastores acreditam em outros princípios que vão contra a Bíblia, como: sexo entre solteiros que se amam é aceitável; não há uma verdade moral absoluta; o Espírito Santo não é uma ‘pessoa’, mas é um símbolo do poder ou presença de Deus; ter fé importa mais do que a religião que você segue; a reencarnação é uma possibilidade real; o socialismo é melhor do que o capitalismo e que a Bíblia é ambígua em seu ensino sobre o aborto.
De acordo com o relatório, “a perda de crença bíblica é predominante entre os pastores em todos os grupos denominacionais” dos EUA.
Dados entre os pastores
Entre os pastores evangélicos, por exemplo, cerca de 43% disseram não acreditar que o acúmulo de riquezas é fornecido por Deus para cumprir os Seus propósitos. Outros 39% disseram que não há verdade moral absoluta e que “cada indivíduo deve determinar sua própria verdade”.
Já 38% não acreditam que “a vida humana é sagrada” e 37% disseram que ter fé é mais importante do que ter uma religião específica.
O dado mais surpreendente é que três em cada 10 pastores evangélicos (30%) não responderam concordam que a salvação seja baseada na confissão de pecados e em aceitar Jesus Cristo como salvador.
George Barna, diretor de pesquisa, disse que os resultados podem estar ligados a outra tendência observada nos dados.
“Ao estudar os padrões de comportamento espiritual dos pastores, ficou evidente que grande parte deles não tem uma rotina espiritual regular”, disse Barna. “Havia uma correlação entre possuir crenças bíblicas e um regime consistente de leitura da Bíblia, oração, adoração e confissão.”
O relatório foi baseado em um estudo com cerca de 1.000 pastores de várias denominações dos EUA entre fevereiro e março de 2022.
Nesta segunda (5), o pastor Franklin Graham disse que não sabe quais são estes 1.000 pastores que foram pesquisados, mas vê que “os resultados são preocupantes”.
“Tudo isso são mentiras, e esse tipo de falso ensino é o que está desviando as pessoas e as igrejas. A Bíblia é a Palavra de Deus, de capa a capa. É a verdade absoluta — devemos viver por ela e podemos morrer por ela. Em Cristo, a Rocha Eterna, eu estou”, disse Graham.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
André Valadão é cantor, empresário e pastor da Igreja Lagoinha em Orlando, nos EUA
Circula pelas redes sociais um vídeo no qual o pastor André Valadão diz que não conseguirá tirar foto com os fãs que o aguardavam após uma apresentação na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre.
Uma influenciadora que o aguardava, gravou o momento em que o pastor diz que não poderia parar para atendê-los e soltou em suas redes, causando grande polêmica.
Valadão gravou alguns vídeos nos stories do Instagram nesta quinta-feira (8) para esclarecer o que aconteceu, relatando que tirou foto com várias pessoas.
– Nesses 18 anos, conto nos dedos as vezes que eu não pude atender as pessoas do show. Depois de 14 horas de viagem, cheguei, só tomei uma ducha e fui direto para o show. Atendi [outras pessoas], pode ver que tem várias fotos com muita gente que eu tirei antes do show ali em Cruzeiro do Sul – relatou o pastor da Lagoinha Orlando Church.
Na saída do show, quando ele foi filmado pela influenciadora, o pastor André não teve tempo de parar para conversar com os fãs, pois tinha voo marcado com destino à Marília, interior de São Paulo.
Sobre as críticas que recebeu, André declarou que as pessoas não entendem tudo que um cantor passa para chegar nas apresentações.
– As coisas não são assim, foram 14 horas de viagem para chegar a ponto de tomar uma ducha, ministrar o máximo que eu pude, dar meu coração, derramar ali e dali sair correndo pro aeroporto todo sujo, suado e cansado – declarou.
A rainha Elizabeth II, a monarca mais antiga da história das Ilhas Britânicas, morreu na quinta-feira aos 96 anos.
Assumindo o trono em 1952 e sendo oficialmente coroada em 1953, Elizabeth II foi uma governante notável que viu grandes mudanças no cenário global, bem como no status do Reino Unido.
Poucas horas após o anúncio de sua morte, muitas pessoas de diversas origens religiosas, nacionais e políticas prestaram seus respeitos à proeminente realeza.
Líderes cristãos prestaram homenagem à fé cristã da rainha e à dedicação incansável à nação.
O Arcebispo de Cantuária, Justin Welby
Como uma fiel discípula cristã, e também Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra, ela viveu sua fé todos os dias de sua vida. Sua confiança em Deus e profundo amor por Deus foram fundamentais em como ela levou sua vida – hora a hora, dia a dia.
Na vida da falecida rainha, vimos o que significa receber o dom da vida que nos foi dado por Deus e – por meio de um serviço paciente, humilde e altruísta – compartilhá-lo como um dom para os outros.
Sua falecida Majestade encontrou grande alegria e realização no serviço de seu povo e de seu Deus, “cujo serviço é a liberdade perfeita” (BCP). Por nos dar toda a sua vida e permitir que sua vida de serviço seja um instrumento da paz de Deus entre nós, temos com ela uma dívida de gratidão sem medida.
The Late Queen deixa para trás um legado verdadeiramente extraordinário: um que é encontrado em quase todos os cantos de nossa vida nacional, bem como na vida de tantas nações ao redor do mundo, e especialmente na Commonwealth.
Foi meu grande privilégio encontrar Sua Majestade em muitas ocasiões. Sua clareza de pensamento, capacidade de ouvir atentamente, mente inquisitiva, humor, memória notável e bondade extraordinária invariavelmente me deixaram consciente da bênção que ela tem sido para todos nós.
O Arcebispo de York, Stephen Cottrell
Nas ocasiões em que tive o prazer de conhecer Sua Majestade, posso testemunhar o calor e a alegria que ela trouxe a todas as ocasiões. Mas acima de tudo, foi a realidade resoluta de sua fé que me impressionou fortemente.
Na primeira transmissão de Natal de Sua Majestade, antes de sua coroação, ela pediu à nação, qualquer que seja sua religião, que orasse para que Deus lhe desse sabedoria e força para cumprir a promessa solene que faria e servir fielmente a Deus e a nós todos os dias. da vida dela.
Essa é definitivamente uma oração que foi respondida. Seu serviço à nossa nação e à Commonwealth foi exemplificado por sua devoção ao seu dever, que sempre foi oferecido com alegria. Sustentando isso tem sido sua profunda fé em Deus e nela temos testemunhado a fidelidade de Deus em ação.
Sua Majestade deixa um legado notável que não só vive neste país, mas se estende por toda a Commonwealth e o resto do mundo. Seu desejo de unir as pessoas e usar seu papel para construir comunidades e a sociedade em geral tem sido a pedra angular de seu reinado.
O chefe da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, Cardeal Vincent Nichols
Em sua mensagem de Natal do Milênio, ela disse: ‘Para muitos de nós, nossas crenças são de importância fundamental. Para mim, os ensinamentos de Cristo e minha própria responsabilidade pessoal diante de Deus fornecem uma estrutura na qual tento conduzir minha vida. Eu, como muitos de vocês, extraí grande consolo em tempos difíceis das palavras e do exemplo de Cristo.’
Esta fé, tantas vezes e tão eloquentemente proclamada nas suas mensagens públicas, tem sido uma inspiração para mim, e estou certo para muitos. A sabedoria, estabilidade e serviço que ela sempre incorporou, muitas vezes em circunstâncias de extrema dificuldade, são um legado brilhante e um testemunho de sua fé.
Nossa oração é que ela agora seja recebida na presença misericordiosa de Deus, para se reunir com seu amado príncipe Philip. Esta é a promessa de nossa fé e nosso profundo consolo.
A Rainha Elizabeth II permanecerá, sempre, uma luz brilhante em nossa história. Que ela agora descanse em paz. Oramos por Sua Majestade, o Rei, enquanto ele assume seu novo cargo, mesmo quando lamenta sua mãe. Deus salve o rei.
Franklin Graham
O reverendo Franklin Graham, chefe da Associação Evangelística Billy Graham, enviou por e-mail uma declaração compartilhada com o The Christian Post chamando a rainha de “um símbolo de estabilidade e firmeza para o Reino Unido por 70 anos”.
Graham disse que apreciava “seu exemplo de liderança e sua vida de integridade”, enquanto observava sua amizade com seu pai, o falecido reverendo Billy Graham.
“Meu pai teve o privilégio de se encontrar com a rainha mais de uma dúzia de vezes, e ela foi uma anfitriã graciosa, convidando meus pais a visitar o Palácio de Buckingham em várias ocasiões”, disse Graham.
“Meu pai disse que achava a rainha Elizabeth ‘uma mulher de rara modéstia e caráter’ e prometeu orar por ela e sua família todos os dias.”
Graham concluiu observando que Elizabeth II “era uma amiga de meu pai, mas mais importante, ela era uma verdadeira amiga da fé cristã. Ela fará muita falta.”
O moderador da Assembleia Geral da Igreja da Escócia, Iain Greenshields
A fé, o serviço e a dedicação de Sua Majestade a Rainha foram a marca registrada de seu longo reinado. Ela tem sido a constante constante na vida de nossa nação por mais de sete décadas e a maioria de nós cresceu conhecendo apenas ela como nossa monarca.
Suas transmissões atenciosas e pertinentes no dia de Natal deram uma visão não apenas de sua fé pessoal, mas também refletiram as mudanças de preocupações e atitudes de nosso país. Eles sempre foram marcados por uma percepção tranquila e muito afeto.
Incansável em seu dever, a Rainha demonstrou uma vida de dedicação altruísta. Seu amor por sua família foi refletido em seu amor por nossa nação e pela Commonwealth em geral.
Aonde quer que a Rainha fosse, ela trazia encorajamento e apreço, pois mostrava um interesse genuíno pelas pessoas que conhecia.
A Igreja da Escócia valorizou o generoso apoio de Sua falecida Majestade e viu em sua devoção particular alguém por quem a fé permaneceu central ao longo de sua longa vida.
Enviamos nossas sinceras condolências ao Rei e a todos os membros da Família Real, assegurando-lhes nossas orações e votos de felicidades nos próximos dias.
Bispa de Londres, Sarah Mullally
Ela era uma mulher de fé. Em sua transmissão cristã de 2014, a rainha descreveu Jesus Cristo como “uma âncora em minha vida e um modelo a seguir”. Em uma nação onde a fé é muitas vezes contestada e às vezes desprezada, ela não deu desculpa para sua própria fé. E ela não escondeu isso. Pelo contrário, foi o motor de sua devoção ao serviço.
Em uma época que é, por um lado, cada vez mais secular e, por outro, repleta de conflitos religiosos, sua abordagem foi cativantemente inclusiva. Ela era a chefe da Igreja, mas em seus discursos, ela nunca diz a ninguém para ir à igreja. Em vez disso, ela apontou para Jesus e como ele expandiu sua capacidade de amar pessoas com crenças diferentes. No geral, sua abordagem tem sido testemunhal, não argumentativa. Ela contou ao mundo sobre a inspiração que Jesus tinha sido para ela em sua própria vida e deixou os outros decidirem se eles próprios estavam interessados em ser inspirados.
O Fórum Nacional de Líderes da Igreja, representando a comunidade cristã africana e caribenha da Grã-Bretanha
A Comunidade Cristã Negra da Grã-Bretanha sempre teve o maior respeito pela rainha devido à sua fé, sua fortaleza e seu compromisso em servir esta nação e a Commonwealth.
A comunidade cristã negra estará orando pela família real neste momento difícil de luto pessoal e nacional. Estaremos pedindo a Deus para confortá-los e fortalecê-los enquanto eles aceitam sua perda e fazem os preparativos para o funeral da rainha.
Quando a rainha Elizabeth II subiu ao trono em 1952, ela disse à nação: ‘Declaro diante de todos vocês que toda a minha vida, seja longa ou curta, será dedicada ao seu serviço.’
Ao longo de sua vida, a rainha Elizabeth II permaneceu fiel a essa declaração e tem sido uma defensora da fé cristã que ela adotou por meio de seu testemunho pessoal e serviço altruísta.
A comunidade cristã negra na Grã-Bretanha está ciente da difícil história compartilhada entre seus ancestrais e a monarquia britânica, cujos efeitos estão conosco ainda hoje; e aguardamos com expectativa o reinado do rei Carlos III e o foco que ele trará à nossa vida juntos na Grã-Bretanha, no Caribe, na África e em todo o mundo como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus.
Arcebispo Angaelos, Arcebispo Copta Ortodoxo de Londres
Sua Majestade é conhecida mundialmente por seu testemunho fiel e compromisso com sua fé cristã e seu serviço incansável à nossa nação, à Commonwealth e, de fato, ao mundo. Ela é simplesmente inigualável em seu legado, tendo servido fiel e alegremente como monarca por mais de setenta anos, mais do que qualquer outro monarca na história britânica; uma prova de seu caráter e força de resolução. Ela também é a única monarca que a maioria de nós já conheceu.
Ao longo de seu reinado, Sua Majestade usou sua posição para o bem, servindo a nação por meio de visitas incansáveis a várias instituições de caridade e organizações que atendem à comunidade em geral e aos mais vulneráveis. Ela é amplamente conhecida por sempre levar a sério seu dever como monarca e filha de Cristo, evidente na maneira como falou e interagiu com pessoas de todas as origens, e nas Mensagens compartilhadas com o mundo todo Natal e Páscoa, entre outros momentos especiais ao longo do ano. O espírito edificante e otimista de Sua Majestade foi especialmente animador em momentos de desafio ao longo de seu reinado.
O compromisso infalível de Sua Majestade e seu apoio aos membros da Igreja em todo o mundo, e seu gracioso apoio ao ministério da Igreja Copta Ortodoxa aqui no Reino Unido, que foram demonstrados através de várias mensagens enviadas à nossa comunidade ao longo dos anos, nunca serão esquecido, e deixará um legado duradouro para todos aqueles que ela tocou.
Sua Majestade recebeu Sua Santidade o falecido Papa Shenouda III e Sua Santidade o Papa Tawadros II, ambos momentos históricos que serão apreciados por todos dentro da Igreja Ortodoxa Copta em todo o mundo.
É profundamente comovente ver como a fé cristã de Sua Majestade foi central para seu serviço e ministério, e absolutamente essencial para seu ser, e que o amor se estendeu a membros de todas as religiões e nenhuma que seja verdadeiramente inspiradora.
Diretor Executivo da Sociedade Bíblica, Paul Williams
A fé da rainha fez uma diferença real para seu reinado e para a nação. Ela frequentava a igreja mais de uma vez por semana, orava e lia a Bíblia. Sua fé cristã tem sido seu guia durante os altos e baixos de sua vida e, por isso, ela conseguiu ser uma presença estável e duradoura em nossa vida nacional.
Acho que o legado da Rainha é o exemplo dela de como é o verdadeiro serviço e dever. Toda a sua vida foi de serviço. Acho que a Rainha será lembrada de acordo com essas palavras de Provérbios 10.7: “A memória dos justos é uma bênção”.
O ex-capelão da rainha, Gavin Ashenden
A rainha Elizabeth exemplificou o melhor das virtudes cristãs. Nem todos entenderão que a avó constitucional bondosa, perdoadora, bem-humorada, humilde, obediente e generosa foi produto da vivência da virtude cristã e de um relacionamento próximo com um Deus a quem ela servia e em quem acreditava apaixonadamente. Na vida e na morte, ela mostrou às pessoas um exemplo de como colocar Deus em primeiro lugar e, ao fazê-lo, trazer o melhor para a sociedade a que servia.
O ex-Arcebispo de Canterbury, Lord Carey
A notícia da morte de Sua Majestade a Rainha é um choque devastador para milhões de pessoas em todo o mundo. É difícil acreditar que, depois de 70 anos, ela não esteja mais aqui conosco. Na verdade, ela tem sido o elemento constante na vida da maioria de nós. Ficam-nos lembranças e gratidão por este ser humano notável, cuja marca distintiva tem sido o dever e o serviço.
A Irmandade de Igrejas Evangélicas Independentes
A rainha exemplificou uma vida de serviço, colocando os outros antes de si mesma e muitas vezes servindo sem levar em conta o custo pessoal – mais visivelmente visto em seu calendário lotado e na maneira como ela cumpriu obedientemente muitas de suas responsabilidades. Ela foi um grande exemplo de tal serviço em um momento em que tal abnegação é cada vez mais incomum.
Afirmamos também a maneira pública como ela falou sobre sua fé cristã. Essa fidelidade evidente ao cristianismo entre figuras públicas é rara e sua ousadia de dizer o que pensava era sempre bem-vinda.
Comprometemo-nos a orar por nosso novo rei, Carlos III, e sua consorte, Camilla.
O Grupo de Igrejas Livres
A Rainha reinou por mais de 70 anos e foi muito amada por seu serviço, força e sabedoria. Seu testemunho cristão tem sido uma profunda inspiração, pois ela serviu fielmente seu Deus e seu povo. Neste momento de luto, nossos pensamentos vão para sua família e, em particular, para o rei, cuja dor privada e dever público pesam sobre ele.
Pai Celestial, agradecemos pela longa vida e testemunho de sua serva Elizabeth, nossa Rainha, e pelo serviço que ela prestou a você, nosso país e a Commonwealth. Que você abençoe sua família e traga seu conforto e paz para eles. Abençoe nossa nação enquanto lamentamos sua morte e que seu exemplo continue a nos inspirar.
Isto pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor. Um homem
A Aliança Evangélica
Seu estilo de vida refletia valores cristãos como serviço, perdão, reconciliação, piedade e acredita-se que a oração era uma parte importante da vida da rainha. Ela agradeceu às pessoas por suas orações em seu discurso “annus horribilis”, orou diariamente e falou sobre o poder da oração.
Os defensores da rainha observam que ela era digna e trabalhava duro, mantendo 50 horas de trabalho por semana durante a maior parte de sua vida profissional.
Muitos foram inspirados pela vulnerabilidade e resiliência da rainha após a perda de seu marido, o príncipe Philip, ilustrada tão profundamente pela fotografia que surgiu da rainha sentada sozinha em seu funeral.
Seu legado é de devoção e serviço ao seu povo e uma fé consistente e sustentadora em Deus, uma das figuras públicas cristãs mais conhecidas do mundo.
Presidente do Gafcon Primates Council, Foley Beach
Ao longo de sua vida, Sua Majestade a Rainha Elizabeth II foi uma fiel testemunha cristã ao mundo e uma defensora da fé cristã. Enquanto lamentamos sua morte, celebramos e agradecemos por sua longa vida e fidelidade ao Senhor Jesus Cristo. Oramos por toda a família real, para que em seu momento de luto e dor, eles possam encontrar conforto no Senhor Jesus Cristo, e a paz do Espírito Santo, que excede todo o entendimento. Também oramos por sabedoria nos próximos dias para o rei Carlos III, a casa real e todos os países da Commonwealth.
Em tuas mãos, ó misericordioso Salvador, entregamos tua serva Isabel. Reconhece, humildemente te suplicamos, ovelha do teu rebanho, cordeiro do teu próprio rebanho, pecador da tua redenção. Receba-a nos braços de sua misericórdia, no abençoado descanso da paz eterna e na gloriosa companhia dos santos na luz. Um homem.
Presidente do National Churches Trust, Luke March
Como uma das primeiras instituições de caridade a ser homenageada com o Patronato da Rainha Elizabeth, estamos muito gratos por ter tido seu apoio continuamente ao longo de seu reinado.
As igrejas são lugares impressionantes, emocionantes e surpreendentes que ajudam a unir as comunidades e nossa nação.
Sempre confiantes no seu apoio inabalável, desde 1953 conseguimos manter muitos milhares deles abertos, em uso e em bom estado de conservação; um legado notável e duradouro ao seu apoio.
Obrigado, Sua Majestade.
Presidente da Associação de Catedrais Inglesas, Jo Kelly-Moore
A Rainha tem sido um farol de esperança, fé e unidade em nosso país e em todo o mundo; uma constante em meio a tantas mudanças.
Nossa Rainha também tem sido um grande apoio para as catedrais desta terra e da Commonwealth. Aqui no Reino Unido, cada catedral faz parte de sua rica história, pois ela viajou por toda a extensão desta nação durante seu longo e feliz reinado. Assim também, fomos fortalecidos e apoiados por suas orações.
Agora as catedrais se unirão às nossas orações enquanto, juntos, damos graças a Deus pela vida extraordinária de Sua Majestade a Rainha, fundada em sua fé e vista em sua liderança graciosa e serviço altruísta a todos nós.
Como nas catedrais desta terra rezamos a bênção de Deus sobre a Rainha todos os dias de seu reinado, fazemos isso novamente agora e rezamos por sua família neste momento triste.
E convidamos você, seu povo, a se juntar a nós. Todas as nossas catedrais estão abertas, então, por favor, venham e adicionem suas vozes e orações, em memória e agradecimento.
Executivo-chefe da CARE, Ross Hendry
Ao longo de seu notável reinado de setenta anos, ela foi uma presença gentil e estável em nossa vida nacional, levando encorajamento a milhões de pessoas.
A rainha será lembrada como uma líder servidora, dedicada ao povo da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, e outras nações da Commonwealth.
Sua disposição humilde foi inspirada por sua forte fé no rei servo, Jesus Cristo, a quem ela seguiu e falou muito ao longo de sua vida.
Nos tempos modernos, a fé está cada vez mais relegada à esfera privada. A vida da rainha é um exemplo brilhante de um cristão vivendo sua fé publicamente, para o bem comum.
Christian Aid Chair e ex-arcebispo de York, John Sentamu
Ela dedicou sua vida ao Reino Unido e à Commonwealth. Seremos sempre gratos por seu serviço verdadeiramente notável.
Ela deixa um legado poderoso, principalmente na defesa da amizade entre pessoas de todas as religiões e raças e no desenvolvimento promovido.
Para aqueles que compartilham uma fé cristã, sua própria fé profunda tem sido uma inspiração – demonstrada ao longo de sua vida em suas palavras e ações.
Durante este triste momento para milhões, nunca devemos esquecer que no centro do luto nacional e internacional, há uma família de luto por sua tão amada mãe, avó e bisavó.
Papa Francisco
Por meio de um telegrama enviado na tarde desta quinta-feira, 8, o Papa Francisco manifestou o pesar pelo falecimento da rainha do Reino Unido, Elizabeth II, aos 96 anos.
Na correspondência endereçada ao filho da monarca, o agora Rei Chales III, o Pontífice afirmou estar “profundamente triste” ao saber da morte da rainha e ofereceu suas condolências ao novo rei, aos membros da Família Real, ao povo do Reino Unido e à Comunidade das Nações.
“Uno-me de bom grado a todos os que choram sua perda, orando pelo descanso eterno da falecida Rainha e prestando homenagem à sua vida de serviço irrestrito ao bem da Nação e da Comunidade, seu exemplo de devoção ao dever, seu firme testemunho de fé em Jesus Cristo e sua firme esperança em suas promessas”, diz o texto, em inglês, assinado por Francisco.
Folha Gospel com informações de The Christian Post e The Christian Today
Cristãos na Zâmbia ouviram e leram a Bíblia em sua língua nativa pela primeira vez, recentemente.
Na cidade de Mansa, os crentes dançaram de alegria após ouvirem o Novo Testamento em Aushi. “É como se Deus estivesse falando nossa língua”, disse Henry Mumba, um pastor local que está liderando a tradução das Escrituras em Mansa.
Aos 58 anos, Mumba, que se converteu através de missionários, viu pela primeira vez uma Bíblia em seu idioma materno.
Segundo o pastor, o Novo Testamento é a primeira obra escrita do Aushi, uma língua apenas falada. “Nós nunca tivemos nada antes”, explicou.
Hoje, há mais de 5 mil tradutores na Zâmbia trabalhando para traduzir a Bíblia em 20 idiomas nativos, em um projeto da Wycliffe Associates.
A igreja em Livingston também celebrou a chegada dos Novos Testamentos na língua Laya.
“Quando você lê em seu próprio idioma, o entendimento que você tem ou traz para as pessoas é tão claro. E tem um grande impacto espiritual em suas vidas”, disse o pastor Buster Paul Tembo, que lidera os esforços de tradução na cidade.
“Nosso país tem 73 idiomas. E apenas sete foram considerados idiomas oficiais. Esses foram os únicos que tiveram as Escrituras traduzidas”, acrescentou.
De acordo com estudiosos, estima-se que há 7 mil idiomas falados em todo o mundo, línguas orais que não possuem a forma escrita.
Menos de 800 desses idiomas não possuem a Bíblia completa traduzida. A maioria são línguas de lugares de difícil acesso na África, Ásia e do Indo-Pacífico.
“Quando você vê o campo, você vê a necessidade das Escrituras. As pessoas estão morrendo todos os dias sem conhecer o Senhor. E então a urgência para nós está realmente lá, em termos de poder seguir em frente”, afirmou Simoun Ung, presidente da Wycliffe Associates.
Cena da animação “Little Demon”. (Foto: Captura de tela/Guiame)
A nova série da Disney — Little Demon (Pequeno Demônio) — criada por Darcy Fowler, Seth Kirschner e Kieran Valla, apresenta uma mulher que engravida de Satanás e dá à luz uma filha do Anticristo.
No roteiro, treze anos depois, a filha Lucy já adolescente e a mãe Laura, tentam viver uma vida normal em Delaware, nos EUA, mas são constantemente perturbadas por forças malignas, incluindo o próprio Satanás, que anseia pela custódia da alma de sua filha.
A comédia animada para adultos, que estreou no dia 25 de agosto pelo canal americano Fox Network, mostra um mundo de demônios, bruxas e feitiçarias, conforme explicou a organização cristã One Million Moms (Um milhão de Mães) — que fez um abaixo-assinado com 17.200 assinaturas.
A organização faz parte da American Family Association — outra organização cristã americana que se opõe às expressões LGBT no mundo infantil, além de lutar contra a pornografia e o aborto. A petição visa pressionar a Fox Network, na tentativa de cancelar o seriado.
‘Perigos do reino demoníaco’
“Com o conteúdo demoníaco desta série, as mentes dos espectadores mais jovens serão inundadas com visões de mundo seculares que refletem a cultura atual”, se manifestou a One Million Moms.
A petição citou uma observação feita pelo site de notícias Hollywood Deadline: “Entre outras travessuras, a comédia mostra Laura [a mãe] nua, sem pixelização. Ela tira as roupas logo no primeiro episódio para realizar um ritual. Além disso, há várias cenas de nudez ao longo da série”.
A organização responsável pela petição disse também que “o desenho faz pouco caso do inferno e dos perigos do reino demoníaco. Mesmo as prévias e os comerciais incluem conteúdos horríveis, que torna difícil para as famílias que assistem ao canal evitar completamente seu assunto maligno”.
“O primeiro episódio é mais do que suficiente para a maioria das famílias cristãs perceberem que ‘Little Demon’ é uma série extremamente perigosa”, completou.
Por outro lado, a Disney tenta “retratar a bruxaria como uma ferramenta positiva para combater o mal”, de acordo com o grupo.
O que a Bíblia diz?
Em Isaías 8.19-22 diz àqueles que consultam médiuns e fazem encantamentos, que estão procurando os mortos em favor dos vivos. O texto bíblico alerta, em seguida, que aqueles que não seguirem as leis e os mandamentos de Deus jamais verão a luz.
Ainda segundo a Bíblia, só haverá aflição e trevas para aqueles que buscarem o mundo dos demônios. Citando esses versículos, a organização pede que “o desenho sombrio seja cancelado imediatamente”.
O Christian Post lembra que, em 2020, o desenho “Onward” — o primeiro a apresentar um personagem gay na animação, produzido pela Disney — mostrava seres mágicos que tinham perdido sua conexão com a magia.
Ao citar ainda outras animações com o mesmo contexto, o site de notícias cristãs lembrou que várias petições já foram feitas para que os desenhos fossem proibidos às crianças. Porém, a companhia de mídia permanece neutra quanto às petições, alegando que isso se trata de um “guerra cultural”, conforme conclui o Christian Post.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
A rainha Elizabeth II morreu nesta quarta-feira (8), aos 96 anos, em seu castelo em Balmoral, na Escócia, onde estava de férias desde julho. O anúncio do falecimento foi dado pelas redes sociais da Família Real.
Elizabeth ocupou o trono britânico durante 70 anos e se consagrou com o reinado mais longo da história do Reino Unido.
No início desta manhã, o Palácio de Buckingham informou, através de um comunicado, que a equipe médica estava preocupada com o estado de saúde da rainha e que ela estava sob observação no castelo em Balmoral.
Assim que o comunicado foi feito, os membros da família real viajaram para para o local.
Em um dos últimos compromissos da rainha Elizabeth, ela enviou uma mensagem aos brasileiros, parabenizando pelos 200 anos de Independência do Brasil, na quarta-feira (7).
Na terça-feira (6), a monarca nomeou a nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.
Fé cristã da Rainha mais admirada do mundo
A rainha Elizabeth era conhecida por sua fé cristã. Em mensagem aos bispos da Igreja Anglicana durante a Conferência de Lambeth, em agosto, a monarca declarou que os ensinamentos de Jesus guiaram sua caminhada.
“Ao longo da minha vida, a mensagem e os ensinamentos de Cristo foram meu guia e neles encontro esperança”, afirmou.
O ex-capelão da rainha, Gavin Ashenden, revelou detalhes sobre o papel da fé cristã na vida de Elizabeth II, em um artigo publicado pelo Christian Today, em 2021.
“Há um estranho silêncio público sobre a fé da nossa rainha”, Ashenden observou.
“A vida, a atitude, a indomabilidade, a alegria e o vigor da rainha fluem diretamente de seu relacionamento com Jesus. A presença, o ensino e a graça de Jesus dão cor à sua personalidade e ao seu trabalho”.
Encontro com Billy Graham
O ex-capelão da rainha, hoje um teólogo católico leigo, lembrou de influências importantes na vida cristã de Elizabeth II. Uma delas é o encontro com o falecido evangelista Billy Graham.
Billy Graham com a Rainha Elizabeth II em 1989. (Foto: Billy Graham Evangelistic Association)
“Grande parte do país estava em estado de alerta quando Billy Graham veio aqui para realizar suas cruzadas. A rainha, por outro lado, o recebeu calorosamente e ficou totalmente à vontade com sua companhia e seu evangelismo”, disse Ashenden.
Ele lembrou ainda do comentário de Billy Graham ao descrever seu encontro com a rainha.
“Sempre a achei muito interessada na Bíblia e sua mensagem. Depois de pregar em Windsor em um domingo, eu estava sentado ao lado da rainha no almoço”, relatou em sua autobiografia.
“Disse a ela que tinha ficado indeciso até o último minuto sobre minha escolha de sermão e quase preguei sobre a cura do homem paralítico em João 5. Seus olhos brilharam e ela transbordou de entusiasmo, como poderia fazer na ocasião. ‘Eu gostaria que você tivesse!’, ela exclamou. ‘Essa é a minha história favorita’”.
Influenciada pela fé dos pais
Outra influência apontada por Ashenden foram os pais da rainha. “Poucas pessoas sabem que era costume de sua mãe ler a Bíblia King James para as duas filhas todas as noites. Por meio da devoção e do dever de sua mãe, ela se familiarizou intimamente com as Escrituras”, disse ele.
O ex-capelão também comenta que partiu de Elizabeth, aos 13 anos, a iniciativa de dar um poema a seu pai, o rei George VI, para ser lido em sua transmissão de Natal de 1939, logo após o início da Segunda Guerra Mundial. O poema é intitulado “Deus sabe”.
“Ela será celebrada e sempre lembrada como a inspiradora, admirável e sua mais cristã majestade, a Rainha Elizabeth II”, concluiu Gavin Ashenden.
Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus
A Justiça paulista determinou a quebra do sigilo do imposto de renda do apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus.
A decisão foi tomada com o objetivo de apurar se há confusão entre os bens da igreja e do líder religioso.
A ordem foi dada em um processo no qual o proprietário de um imóvel na Vila Maria, em São Paulo, cobra uma dívida de cerca de R$ 618 mil da igreja.
O imóvel foi locado em 2010 para servir como templo da igreja, mas os valores combinados deixaram de ser pagos em 2018. O cálculo inclui aluguéis vencidos, IPTU, multa, juros, correção monetária e os honorários do advogado do proprietário do imóvel.
A igreja não nega a dívida, mas questiona o cálculo dos valores cobrados.
Em 2019, a Mundial chegou a fazer um acordo de pagamento, mas o descumpriu. No ano seguinte, pediu à Justiça a suspensão da cobrança da dívida por 180 dias em razão da pandemia do coronavírus.
“Em razão dos decretos estaduais, todas as Igrejas do Brasil, foram compelidas a fechar as portas, o que ocasionou na diminuição da arrecadação, uma vez que os fiéis estão impedidos de frequentar os templos”, argumentou os advogados da Mundial.
“Portanto, verifica-se que a Igreja Mundial se encontra impossibilitada de honrar com os compromissos firmados, pois hoje não há qualquer entrada de receita, não pode haver empresa que se sustente. Neste momento de crise, é necessário ter fôlego financeiro para continuar com suas operações empresariais e não chegar ao ponto de total falência.”
A Justiça não aceitou o pedido e, em decisão publicada no “Diário da Justiça” de 30 de agosto, decidiu quebrar o sigilo fiscal do apóstolo Valdemiro atendendo solicitação do proprietário do imóvel.
O apóstolo tentou evitar a decisão argumentando à Justiça que não faz parte do estatuto social da Igreja Mundial e que tampouco assinou os contratos de locação como fiador. Afirmou ainda não haver qualquer indício dos autos do processo de confusão entre o seu patrimônio e o da instituição religiosa.
A Justiça considerou na decisão que, embora ele não pertença mais ao quadro social da Mundial, Valdemiro já “figurou como seu presidente, além “de ser público e notório que se trata de seu fundador, tendo sido consagrado com o título de apóstolo da igreja, atuado em nome.”
O apóstolo e a igreja ainda podem recorrer da decisão.
Mulher com a bandeira do Brasil em momento de oração (Foto: Imagem ilustrativa)
Tema abordado desde a largada da campanha presidencial deste ano, a questão dos valores tem grande peso para os brasileiros na hora de decidir seu voto.
Para 56% dos eleitores, religião e política têm de estar de mãos dadas em prol do país, e 60% consideram que é mais importante um candidato defender valores familiares do que ter boas propostas para a economia.
Por outro lado, 74% dizem que seu voto em outubro tem como objetivo aumentar a prosperidade pessoal. Foi o que aferiu o Datafolha em nova pesquisa, realizada de terça (30) a quinta-feira (1º).
Já 36% das pessoas não concordam com a ideia de que a economia está à frente dos valores, 19% dessas totalmente e 17%, em parte.
O discurso da defesa da família é central para Jair Bolsonaro (PL), que está atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do primeiro turno: ele tem 32%, ante 45% do antecessor.
Desde o início da campanha, ambos têm lidado com a temática: o petista busca alcançar conservadores que lhe são refratários e viu o rival “possuído” pelo diabo, e o presidente acirrou o discurso de que o pleito é uma luta entre “bem e mal” –na qual o PT é o mal, claro, associado até ao demônio em fala de aliados e de sua mulher, Michelle.
No debate presidencial promovido pela Folha de S.Paulo, UOL e TVs Cultura e Bandeirantes, o presidente voltou a falar que é o principal nome contrário a pontos sensíveis nesse campo, como o aborto. Lula vinha sendo mais ambíguo na pré-campanha, para dialogar com as fatias esquerdistas que compõem sua base.
Assim, o eleitor bolsonarista é mais identificado com a afirmação sobre a suposta dicotomia entre valores e economia: 71% concordam com ela. Mas 59% dos de Lula também o são, índice que cai com Simone Tebet (MDB, quarto lugar na disputa, com 5%) para 53% e com Ciro Gomes (PDT, terceiro, com 9%) para 41%.
O corte religioso é homogêneo, diferentemente da impressão do mundo político de que os evangélicos em que Bolsonaro têm mais apoio são mais conservadores nesse sentido. Entre eles, que somam 26% da amostra da pesquisa, 67% concordam com a ideia.
Já os majoritários (54% da amostra) mas menos organizados politicamente católicos empatam no limite da margem de erro de dois pontos, com 63% de concordância.
Mais um indício do conservadorismo brasileiro é visível quando o entrevistado é questionado se concorda com a ideia de que valores religiosos e política devem andar de mãos dadas em favor da prosperidade do país.
São majoritários 56% que pensam assim, 41% deles totalmente e 16%, em parte. Tal pensamento é mais disseminado entre pessoas de baixa instrução, que completaram o ensino fundamental (62%), número que cai a 26% entre quem tem diploma universitário.
Os eleitores de Bolsonaro e de Lula tendem a concordar da mesma forma (51% entre os do petista e 52%, entre os do presidente) com essa leitura, na base do sucesso dos políticos conservadores no Brasil: basta ver a frequência com que as palavras Deus e família surgem nas candidaturas vendidas no horário político.
Ao mesmo tempo, e isso não é contraditório com a promoção da prosperidade no discurso das igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais, o voto em outubro é visto como instrumento de melhoria pessoal.
Para 74%, a eleição servirá para aumentar a prosperidade. O número vai a 82% entre quem vota em Lula, 75% entre bolsonaristas, 62% nos que apoiam Ciro e 57%, Tebet. Já a ideia de que o voto é um protesto chega a 44% dos eleitores, enquanto a maioria (53%) discorda disso.
Foram ouvidos 5.734 eleitores em 285 municípios. Com margem de erro de dois pontos (para mais ou para menos) e um índice de confiança de 95%, a pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, está registrada sob o número BR-00433/2022 no Tribunal Superior Eleitoral.