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Marina Silva diz que quem fala que Lula vai fechar igreja ia ao gabinete dele orar

Marina Silva declara apoio a Lula nas Eleições de 2022
Marina Silva declara apoio a Lula nas Eleições de 2022

Ao anunciar nesta segunda-feira (12/9) seu apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições 2022, Marina Silva (Rede) foi questionada sobre a expectativa de que ela contribua para que o candidato ao Planalto conquiste votos de evangélicos. Os dois se encontraram na sede da campanha do petista na capital paulista.

Além de responder esse ponto, a ex-ministra falou sobre a confiança em Lula, inclusive, no que diz ao respeito da religião. Marina usou como exemplo a fake news que afirma que o candidato à presidência fecharia igrejas, se for eleito.

“Quando fui perguntada em momentos anteriores sobre essa história, eu disse que isso era uma mentira. Porque ele foi presidente da República por dois mandatos e nunca se teve notícia de nenhuma sobrancelha fechada pra nenhuma igreja”, disse.

A candidata a deputada federal por São Paulo complementou: “Muitos dos que hoje dizem essa mentira como estratégia eleitoral até iam no gabinete do presidente fazer oração com ele”.

Sobre o voto dos evangélicos, Marina Silva reconheceu que a religião está influenciando as eleições de 2022. No entanto, afirmou que não pretende misturar a crença religiosa com as questões políticas.

“De fato nós temos uma situação complexa na realidade política do nosso país. Que é como lidar com uma uma mistura complexa, delicada de fundamentalismo político com fundamentalismo religioso”, ponderou sobre a procura dos votos de evangélicos.

A ex-ministra do meio ambiente ressaltou que as políticas públicas devem ser feitas para todas as pessoas.

“A melhor forma no meu entendimento é tratar todos os brasileiros e brasileiras como cidadãos. Os católicos são os cidadãos, os evangélicos são cidadãos, os espíritas, os judeus, as pessoas que são de religiões de matriz africana e os ateus, porque nós somos um estado laico”, disse.

Liberdade religiosa

A ex-candidata à presidência ainda ressaltou que a separação entre religião e Estado é um “legado” da reforma protestante.

“O povo cristão não pode se separar, se apartar desse legado imaginando que nós vamos ter no Brasil um governo teocrático. E que vamos impor qualquer tipo de fé a quem quer que seja”, disse a candidata da Rede.

“Qualquer coisa que leve pro caminho do ódio, do exclusivismo político ou religioso, isso não é bom pra democracia, não é bom para as religiões e desrespeita a nossa constituição. Eu nunca fiz do púlpito um palanque, nem do palanque um púlpito”, complementou.

Marina ainda afirmou que são necessárias políticas afirmativas para reparar historicamente grupos que foram vulnerabilizados, como os povos indígenas, mulheres e a população LGBTQIA+.

Fonte: Metrópoles

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Convenção Batista Carioca emite nota após presidente participar de evento político com Lula

Pastor Sérgio Dusilek durante evento político de evangélicos com Lula. Foto: Reprodução
Pastor Sérgio Dusilek durante evento político de evangélicos com Lula. Foto: Reprodução

Em agenda pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula esteve na manhã da última sexta-feira (09) em encontro com os evangélicos no município de São Gonçalo (RJ). O local escolhido para o ato foi o ginásio do antigo Clube Tamoio.

Lideranças evangélicas subiram ao palco para falar da realidade do país. Logo, o pastor Sérgio Dusilek, presidente da Convenção Batista Carioca (CBC) manifestou seu posicionamento pessoal durante o evento partidário.

Antes de tudo, ele parafraseou o texto bíblico de Miquéias 6:10. “Ainda se encontram nos cofres dos ímpios, as escrituras da impiedade, e em suas mídias, as Fake News que detesto diz o Senhor Deus”, inicia o pastor, o seu discurso.

A seguir, ele disse que a igreja evangélica precisa pedir perdão ao Lula. “Presidente Lula a igreja evangélica tem que pedir perdão ao Senhor. A igreja tem que pedir perdão ao presidente Lula. O Senhor não foi só alvo da injustiça do judiciário brasileiro, o Senhor tem sido alvo da injustiça do clero brasileiro”, declarou o presidente da CBC.

O vídeo do evento foi divulgado em grupos de Whatsapp e redes sociais, e gerou repercussão entre lideranças cristãs evangélicas, membros de igrejas Batistas do Brasil e outras denominações protestantes.

Repercussão

Em vídeo, que já apresenta 26 mil visualizações no YouTube, publicado no último sábado (10) o pastor Batista carioca, Cláudio Barrozo, manifestou seu posicionamento a respeito da fala de Sérgio Dusilek.

“Ele (…) não tinha o direito de faze-lo sobre o título de presidente da CBC, como foi apresentado, ele deveria ter na primeira fala, declinado desta posição e informado que o discurso que faria não representava os Batistas mas o fazia no seu próprio nome”, disse Barrozo.

“Para representar os Batistas seja em âmbito municipal, estadual ou brasileiro o presidente deve estar obediente a decisão tomada pela convenção em assembleia, o que não aconteceu”, concluiu o pastor.

A Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) também emitiu nota de repúdio com o ocorrido, pois o “pronunciamento não representa a opinião dos Batistas Brasileiros”.

Nota de Esclarecimento – CBC

Em nota divulgada no último domingo (11), a diretoria da Convenção Batista Carioca (CBC) reafirmou sua defesa entre a separação de igreja e estado.

“A Convenção Batista Carioca ‘não apoia, nem indica, nem toma partido de qualquer candidato a cargo público, ou ainda, não referenda qualquer corrente político-partidária.’”

“Lamentamos que essas falas tenham causado dúvidas sobre a representatividade da CBC e sobre o compromisso que temos com os princípios batistas.”, diz nota.

“Reforçamos o princípio batista da liberdade de consciência e de religião de cada indivíduo”, continua.

Em conclusão a nota afirmou respeito com o Estado Democrático de Direito, e com aqueles que “contribuem para uma sociedade melhor”, “com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35).

Leia a íntegra da nota de esclarecimento abaixo:

A diretoria da Convenção Batista Carioca (CBC) vem a público, por meio desta nota oficial, esclarecer os últimos acontecimentos ocorridos.

Sexta-feira, dia 09/09/22, o Pr. Sérgio Ricardo Gonçalves Dusilek (presidente da CBC) manifestou seu posicionamento pessoal em um evento partidário na cidade de São Gonçalo.

Apesar de ter sido apresentado como presidente da Convenção Batista Carioca, seu posicionamento foi de caráter estritamente pessoal, não representando um posicionamento dos Batistas Cariocas. Lembramos que a Convenção Batista Carioca “não apoia, nem indica, nem toma partido de qualquer candidato a cargo público, ou ainda, não referenda qualquer corrente político-partidária.”

Lamentamos que essas falas tenham causado dúvidas sobre a representatividade da CBC e sobre o compromisso que temos com os princípios batistas. Lamentamos também as feridas que foram abertas por conta do tratamento dado a este episódio.

Reforçamos o princípio batista da liberdade de consciência e de religião de cada indivíduo. Cada pessoa deve exercer sua liberdade individual e sua livre consciência. Assim respeitamos e defendemos o direito de todos de expressarem suas opiniões, suas ideias e suas convicções, mesmo que diferentes das nossas.

Reafirmamos nosso respeito ao Estado Democrático de Direito, bem como nossa participação como cidadãos que contribuem para uma sociedade melhor, que todos temos responsabilidades diante de Deus e seus propósitos e precisamos promover nossas convicções, mantendo a paz, a unidade e a tolerância, vivendo o mandamento do amor, marca que sinaliza que somos discípulos de Jesus.

“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. (João 13.35)

Diretoria da Convenção Batista Carioca
Presidente – Pr. Sérgio Ricardo Gonçalves Dusilek
1º Vice-presidente – Pr. João Fraga Filho
2º Vice-presidente – Pr. Álvaro Ramon Oliveira
3º Vice-presidente – Pr. Anderson Santos Barreto
1º Secretária – Dra. Elaine Gonçalves Honório David Viana
2º Secretário – Pr. Sebastião Ludovico Santos
3º Secretário – MM Ilazy Idelfonso de Oliveira

Folha Gospel com informações de Comunhão, Convenção Batista Carioca e UOL

Assembleia de Deus proíbe política em redes sociais e cantores ligados a candidatos

Grande Templo, sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Estado do Mato Grosso, tem capacidade para abrigar 22 mil pessoas sentadas
Grande Templo, sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Estado do Mato Grosso, tem capacidade para abrigar 22 mil pessoas sentadas

O Conselho Político da Igreja Assembleia de Deus de Cuiabá e Região proibiu os fiéis de compartilhar conteúdos políticos nas redes sociais e grupos de WhatsApp da instituição. A medida, assinada pelo presidente do Conselho Político de Cuiabá, pastor Cristiano Rosa, é válida durante o período eleitoral.

Ainda segundo o documento, desde a última sexta-feira (10), foram suspensas todas as agendas de cantores e pregadores da Assembleia de Deus de Cuiabá que estejam trabalhando nas campanhas eleitorais.

Anteriormente, o presidente das Igrejas Assembleias de Deus em Cuiabá, pastor Silas Paulo de Souza, orientou diretores, colaboradores e funcionários sobre a proibição de utilizar adesivos, bandeiras, vestuários e demais acessórios vinculados a candidatos políticos.

De acordo com o comunicado, não era recomendado utilizar adesivos, bandeiras, vestuário e outros acessórios vinculados a candidatos, além de outras restrições.

À época, a postura foi considerada uma contradição, já que a Igreja recém tinha disponibilizado seu púlpito para o candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em Mato Grosso, a Assembleia de Deus também tem nomes na corrida eleitoral, como o deputado estadual e candidato à reeleição Sebastião Rezende (União Brasil) e o ex-vereador por Cuiabá e candidato derrotado a prefeito, Abilio Brunini (PL), que disputa vaga de deputado federal.

Há ainda o pastor Marcos Ritela, candidato ao governo do Estado pelo PTB, vinculado à Assembleia de Deus, e o candidato ao Senado Kássio Coelho (Patriota).

Fonte: Página 1

Mais de 450 presos já foram batizados nos EUA

O ministério “God Behind Bars'' tem levado o Evangelho às prisões nos EUA. (Foto: Facebook/God Behind Bars)
O ministério “God Behind Bars'' tem levado o Evangelho às prisões nos EUA. (Foto: Facebook/God Behind Bars)

Mais de 450 presos aceitaram Jesus e foram batizados apenas neste ano, nos Estados Unidos.

A salvação em massa é fruto do trabalho do “God Behind Bars”, um ministério que leva o Evangelho a presídios do país.

Em comparação com o ano passado, quando 90 detentos se batizaram, a missão testemunhou um grande aumento na colheita de almas.

“O evangelho está se espalhando como nunca vimos nas prisões. Jesus está se movendo no poder!”, afirmou a God Behind em postagem no Facebook.

Desde 2009, o ministério tem levado a esperança de Cristo, os apoiando enquanto cumprem suas penas e após a libertação.

“Criamos campi satélites nas prisões e toda a nossa missão é apresentar Jesus aos presos. Há 3,1 milhões de presos em todo o país e esse é um grupo enorme de pessoas. Acreditamos que podemos alcançar quase todos eles”, disse Isaac Holt, diretor de inovação da God Behind Bars, à CBN News.

Em parceria com igrejas locais, o ministério está transformando a vida de muitos encarcerados através do Evangelho. A Faith Promise, no Tennessee, é uma dessas igrejas.

Todas as semanas, uma equipe da congregação ministra a 500 presos, em três presídios da região.

“Nós fornecemos a eles a oportunidade de que, quando saírem, já tenham uma igreja doméstica”, explicou Lisa Cole, pastora da igreja.

Os presos convertidos também ajudam a evangelizar os colegas de cela. “Eles fazem pequenos grupos, têm grupos de oração todas as noites em suas unidades. Nós os desafiamos a ganhar seu mundo compartilhando o Evangelho”, contou a pastora.

Lisa contou o testemunho de Michele, uma mulher que foi viciada em metanfetamina durante 30 anos e encontrou Jesus na prisão.

“Ela realmente entregou sua vida a Cristo e começou a ler 10 devocionais diferentes por dia. [Ela] estava indo ao culto e realmente orando pelas mulheres. É uma das maiores e mais brilhantes luzes que já vi para Jesus”.

Recentemente, Michele foi libertada e vive uma nova vida em Cristo. Ela conseguiu um emprego e se reconectou com sua filha de 17 anos, que não via desde seus 3 anos.

“Acho que se a graça de Deus não pode se estender a um prisioneiro, então não pode se estender a mim. Como cristãos, devemos acreditar que a graça de Deus pode mudar o pior dos piores”, ressaltou a pastora Lisa.

E concluiu: “Estamos todos redimidos. Deus faz milagres tão incríveis”.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

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Mais de 2.000 pessoas aceitam Jesus em evento com Franklin Graham, na Mongólia

Franklin Graham prega em evento na Mongólia. (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)
Franklin Graham prega em evento na Mongólia. (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)

Diversas caravanas dos distritos vizinhos e do interior de Ulaanbaatar, na Mongólia, levaram milhares de pessoas, de carro e de ônibus, a Steppe Arena, onde aconteceu uma cruzada evangelística da Associação Billy Graham.

O evento contou com 17.000 pessoas participando presencialmente e outras 18.000 assistiram ao Festival online.

Segundo relatos divulgados pela AEBG, muitos estavam curiosos sobre Jesus: “Alguns vieram pela música. Mas cada um partiu sabendo o quanto são valiosos para Deus”.

Franklin Graham, que conduziu o evento, deixou isso claro na última noite do Festival da Alegria na Mongólia. “Você é importante para Deus”, disse ele. “Deus te ama.”

Ele pregou no domingo à noite sobre Lucas 19, que relata a história de Zaqueu, o cobrador de impostos que abandonou seu pecado e começou a seguir Jesus. “Jesus parou por Zaqueu”, disse Franklin Graham. “Ele o chamou pelo nome. Ele sabe o seu nome.”

Alguns dias antes do evento, Chuluu* estava no Zaison Memorial, que homenageia soldados mongóis e soviéticos aliados mortos na Segunda Guerra Mundial, quando conheceu alguns membros da equipe da Associação Evangelística Billy Graham.

No encontro, ele contou que estava preocupado com seus pais idosos que estavam doentes, além dos problemas legais que ele também enfrentava. Os evangelistas o encorajaram a confiar em Jesus entregando a ele suas preocupações e o convidaram para o Festival.

Chuluu, de 21 anos, compareceu durante as duas noites do evento. No domingo, ele foi uma das primeiras pessoas que se apresentaram quando Franklin Graham convidou o público a entregar suas vidas a Cristo.

Há oito anos Chuluu não seguia nenhuma religião. “Eu costumava ser budista, mas agora estou escolhendo Jesus”, ele compartilhou. “Jesus disse: ‘Se você crer em mim, seus pecados podem ser perdoados.’ Deus pode me perdoar”.

Naraa* também estava preocupava e seu rosto revelava sua tristeza. Ela estava desempregada e estava deprimida. “Quero ter amigos e trabalhar. Quero ser otimista”, disse ela.

Aos 37 anos, a mulher também compartilhou seu desejo de encontrar um homem gentil e se casar.

Naraa entendeu que decidir seguir Jesus não significava que seus problemas desapareceriam ou que ela teria uma vida perfeita. Mas a mensagem de Franklin Graham falou ao seu coração – e ela acreditava que Deus a amava.

Ao final, Naraa entregou sua vida a Jesus. No domingo à noite, ela levou esperança para casa.

Tsengel Ayush, uma das muitas voluntárias da igreja que ajudaram no Festival, contou sobre seu grande desejo de que outros encontrem a esperança que ela tem.

Após aceitar Cristo como seu Salvador aos 18 anos, ela se tornou uma das primeiras cristãs da Mongólia no início dos anos 90.

Mãe de três filhos e esposa do pastor, ela disse que Ulaanbaatar não é um lugar fácil de se viver, pelos invernos muito rigorosos. Na verdade, é a capital mais fria do mundo. Além disso, o abuso doméstico é um grande problema, e muitos estão endividados porque os salários são baixos e as despesas são altas.

Embora essas e outras coisas estejam fora de seu controle, Ayush está confiando em Deus para o futuro de sua cidade. Ela diz que está orando por aqueles que encontraram a Verdade neste fim de semana – para se tornarem os verdadeiros cidadãos de Ulaanbaatar.

Em Filipenses 3:20, a Bíblia diz: “Nossa pátria está nos céus, e de lá esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

Muitos na Steppe Arena garantiram seu lugar no céu neste fim de semana.

“Este Festival é um grande investimento para o Corpo de Cristo da Mongólia”, disse Ayush. “Estou orando para que aqueles que ouviram o Evangelho não se desviem e que o Corpo de Cristo se multiplique e impacte as gerações futuras.”

Antes de deixar o palco no domingo, Franklin Graham agradeceu a Deus por uma grande colheita de crentes: “Nós amamos seu país e amamos vocês. Louvamos a Deus pelo que Ele fez aqui esta noite”.

*Nomes alterados por questões de privacidade.

Fonte: Guia-me com informações de Associação Evangelística Billy Graham

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Adolescentes cristãos são raptados em cultos para servirem como soldados na Eritreia

Cristãos na Eritréia
Cristãos na Eritréia

Há dois anos, adolescentes cristãos têm sido alvos de raptos durante cultos na Eritreia por autoridades, para servirem como soldados.

De acordo com a UCA News, jovens de 14 a 16 anos são levados à força pelas autoridades e obrigados a lutar na linha de frente da guerra no estado de Tigray, no norte da Etiópia.

No último domingo (6), militares interromperam a missa da paróquia Medhanie Alem, na vila de Akrur, e sequestraram todos os meninos do coral. Os oficiais cercaram a igreja para que ninguém escapasse.

“Esses jovens acabam em campos de treinamento militar e depois são enviados como forragem de abate nas guerras em curso na região, particularmente na vizinha Etiópia”, relatou Zerai, um padre de origem eritreia que trabalha com imigrantes, à UCA News.

O líder alertou que se os raptos continuarem, os adolescentes irão deixar de ir à igreja, com medo do recrutamento forçado.

“O direito sagrado de todo crente de ir à igreja para orar sem ser perseguido pelos militares ou policiais em seu país é um direito fundamental de todo ser humano”, ressaltou Zerai.

Há 20 anos, o governo ditatorial do presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, implantou um programa de serviço obrigatório para todos os cidadãos de 17 a 55 anos.

Segundo Human Rights Watch, muitos eritreus passam a vida toda no serviço civil ou militar.

O recrutamento forçado levou muitos jovens a fugirem do país, se arriscando na perigosa travessia pelo deserto e pelo Mar Mediterrâneo para chegar à Europa.

O governo tem ignorado os apelos da comunidade internacional para respeitar os direitos humanos da população.

“Diariamente, as pessoas continuam fugindo do recrutamento forçado do governo e fazem essas viagens pelo deserto. O governo não se importa. Não tem nada a perder”, denunciou uma fonte da igreja eritreia, que não foi identificada por razões de segurança.

Eritreia: Coreia do Norte da África

O país africano que é conhecido por seu histórico de desrespeito aos direitos humanos e continua sendo um dos piores lugares do mundo para os seguidores de Jesus, ocupando o 6° lugar na Lista da Perseguição 2022 da Portas Abertas.

Sob o fogo cruzado do governo e as autoridades locais, é possível observar que o número de cristãos presos injustamente aumentou em mais de 30% em relação ao ano passado.

Há mais de 1.000 cristãos presos no país sem nenhuma acusação formal. Há 20 anos, o governo da Eritreia reconheceu apenas quatro religiões no país: o islã e as igrejas ortodoxa, católica e luterana.

Os que não fazem parte desses grupos estão em risco de perseguição severa nas mãos do Estado.

Além disso, o governo proibiu todas as igrejas que não haviam solicitado registro em 1997, e aquelas que se candidataram depois nunca receberam resposta às suas solicitações.

Fonte: Guia-me com informações de UCA News

Franklin Graham reage após pesquisa sobre pastores que dizem que “pessoas boas” vão para o céu

Franklin Graham, evangelista americano, filho do saudoso Billy Graham
Franklin Graham, evangelista americano, filho do saudoso Billy Graham

O evangelista Franklin Graham reagiu aos dados chocantes de uma pesquisa mostrando que mais de um terço dos pastores seniores supostamente acredita que “pessoas boas” podem ganhar seu caminho para o céu, com Graham criticando algumas das descobertas como “ensino falso”.

“Eu não sei quais 1.000 pastores este grupo pesquisou, mas os resultados são preocupantes”, Graham twittou. “39% dos pastores ‘evangélicos’ que eles perguntaram disseram que não há verdade moral absoluta e que ‘cada indivíduo deve determinar sua própria verdade’”. Ele acrescentou: “Que mentira”.

A resposta com palavras fortes de Graham veio depois que os resultados da pesquisa pastoral foram publicados pelo The American Worldview Inventory, um relatório anual do Centro de Pesquisa Cultural da Arizona Christian University.

Pelo menos um terço dos entrevistados também disseram acreditar que o Espírito Santo não é uma pessoa e sim um “símbolo do poder, presença ou pureza de Deus”, com pelo menos a mesma proporção preferindo o socialismo ao capitalismo. Pelo menos um terço também acredita que “ter fé é mais importante do que a fé que você tem”.

Talvez o mais impressionante, porém, seja o número de 39% que Graham citou, pois essa é a porcentagem de pastores evangélicos que rejeitam a ideia de moralidade absoluta e acreditam que os indivíduos conseguem “determinar sua própria verdade”, como o Folha Gospel publicou.

Em uma época de caos e confusão moral, essas estatísticas são profundamente preocupantes, algo que Graham ressaltou ao alertar sobre o impacto que as falsas crenças têm no corpo de Cristo.

“A pesquisa também disse que 30% dos pastores evangélicos não acreditam que sua salvação se baseia em confessar seus pecados e aceitar Jesus Cristo como seu Salvador”, continuou ele em outro tweet. “Esse tipo de falso ensino é o que está desviando as pessoas e as igrejas.”

Graham concluiu seus tweets sobre o assunto com uma defesa apaixonada do Evangelho.

“A Bíblia é a Palavra de Deus, de capa a capa”, escreveu ele. “É a verdade absoluta – é o que conta, não a nossa opinião.”

Folha Gospel com informações de CBN News

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Estudante cristão pode perder licença para praticar psicologia após professores protestarem contra discurso de formatura

Christian Cortez Pérez, é um estudante cristão no México, que se formou em Psicologia.
Christian Cortez Pérez, é um estudante cristão no México, que se formou em Psicologia.

Uma universidade no México iniciou um processo contra um recém-formado em psicologia depois que um grupo de professores expressou preocupação com seu discurso de formatura defendendo a família e a santidade da vida, o que pode lhe custar sua licença para exercer a profissão.

A Universidade Autônoma da Baixa Califórnia recebeu queixas contra o estudante, Christian Cortez Pérez, e iniciou procedimentos formais para proibi-lo de praticar psicologia, disse o grupo de direitos humanos ADF International.

Como o melhor de sua turma na Faculdade de Medicina e Psicologia da universidade, Pérez ganhou o direito de fazer o discurso de formatura em sua cerimônia de formatura em 27 de junho, onde expressou suas profundas convicções morais sobre o estado do mundo hoje e a importância da família e da santidade da vida, entre outras questões.

Alguns alunos e professores protestaram em voz alta e saíram, mas ele continuou e fez seu discurso de formatura na íntegra.

Os professores então emitiram um “manifesto”, chamando seu discurso de “discurso de ódio”. Eles exigiram que seu diploma acadêmico e licença profissional fossem retidos, seu prêmio de mérito retirado e associações de psicologia em todo o México fossem alertadas sobre suas ações.

“Exerci meu direito fundamental à liberdade de expressão para falar aos meus colegas sobre o que acredito serem as questões mais urgentes do nosso tempo”, disse Pérez em resposta à ação da universidade. “Agora, posso perder toda a minha carreira profissional porque expressei pontos de vista com os quais alguns alunos e professores discordam.”

Em resposta ao processo contra ele, Pérez apresentou uma reconvenção para proteger seus legítimos interesses, disse a ADF International, que o apoia, acrescentando que um julgamento da universidade é esperado ainda este mês.

Em seu discurso de formatura, Pérez disse: “Hoje estamos mergulhados em uma verdadeira luta antropológica para redefinir o ser humano, a pessoa humana, o homem, através da implementação de ideologias e modas de pensamento que sempre acabam minando a dignidade e a liberdade”.

Ele então citou o escritor e teólogo leigo inglês GK Chesterton: “As pessoas não sabem o que estão fazendo; porque não sabem o que estão desfazendo”. Pérez acrescentou que “atacar a vida e a família é se autodestruir, é um ataque à própria civilização”. Ele então exortou seus pares a viver em solidariedade uns com os outros, dizendo: “Você tem que amar; ninguém busca o bem do outro se não o ama”.

Kristina Hjelkrem, consultora jurídica da ADF International para a América Latina, disse que Pérez “enfrenta danos irreparáveis ​​à reputação e uma proibição de sua prática profissional, ameaçando tudo pelo que trabalhou em sua carreira” apenas porque exerceu seus direitos humanos básicos e expressou opiniões compartilhadas por muitos.

“Se a campanha para punir Christian for bem-sucedida, isso mostra que qualquer um que se atreva a falar em público no México está em perigo”, acrescentou Hjelkrem. “Esta é uma clara violação da lei internacional de direitos humanos, uma reminiscência de ditaduras, não de democracias.”

Pérez disse que está “comprometido em obter justiça não apenas para mim, mas para todos os mexicanos interessados ​​em preservar o direito de se expressar livremente”.

A ADF International comentou que estudantes e professores de todo o mundo estão sendo submetidos a “campanhas de censura, muitas vezes acompanhadas de processos judiciais, que ameaçam gravemente suas reputações e carreiras”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Eleições 2022: Bolsonaro amplia margem no voto evangélico; Lula mantém frente entre mais pobres

O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula
O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula

A pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira, 9, apontou que, apesar dos esforços da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para melhorar o desempenho do ex-presidente entre os evangélicos, a vantagem de Jair Bolsonaro (PL) neste segmento passou de 16 para 23 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado há uma semana.

O atual chefe do Executivo, que tinha 48% entre os fiéis, agora aparece com 51%, enquanto o ex-presidente foi de 32% para 28% no período. As movimentações ficam bem perto do limite da margem de erro, que, para este nicho, é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Já entre os que se declaram com outras religiões, exceto católicos e evangélicos, a diferença entre os dois candidatos no último levantamento é de apenas dois pontos percentuais – antes, era de 15. Lula trocou um 44% por 37%, e Bolsonaro passou de 29% para 35%. No grupo de eleitores católicos, o petista lidera com 54% da preferência, contra 27% do principal adversário (na sexta-feira anterior, eles possuíam 51% e 28%, respectivamente).

Se a ofensiva da campanha lulista junto aos evangélicos não se refletiu nos números do Datafolha, o mesmo pode-se dizer da tentativa de Bolsonaro de melhorar sua imagem entre as mulheres, uma das prioridades dos estrategistas do presidente nas últimas semanas. Neste segmento, as movimentações foram todas sutis, dentro da margem de erro. Lula oscilou dois pontos para baixo, de 48% para 46%, e Bolsonaro oscilou um ponto para cima, atingindo 29%. O cenário entre os homens também pouco alterou-se: o petista permaneceu com 43%, enquanto o rival foi de 37% para 39%.

Na análise geral, o panorama também é de estabilidade. A 23 dias do pleito, Lula está 11 pontos à frente de Bolsonaro, com 45% das intenções de voto, contra 34% de Bolsonaro. Há uma semana, o petista marcou o mesmo percentual, e o candidato do PL estava com 32%. O presidente oscilou, portanto, positivamente dois pontos, dentro da margem de erro.

A manutenção de uma vantagem de mais de dez pontos se deve, em grande parte, ao desempenho de Lula entre os mais pobres, que ganham até 5 salários mínimos, maior fatia do eleitorado brasileiro. Ele repetiu os 54% de preferência neste nicho e permanece com mais do que o do dobro de intenções de voto de Bolsonaro, que, a despeito da aposta no Auxílio Brasil de R$ 600, oscilou apenas um ponto percentual para cima, alcançando 26%.

Do mesmo modo, pouco mudou entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos. Ambos os candidatos oscilaram um ponto positivamente, mantendo a situação de empate técnico: o petista soma 41%; Bolsonaro tem 37%. O recorte de renda de cinco a dez salários, porém, aponta para um quadro diferente, de franca reação do presidente. Antes, ele aparecia numericamente à frente, por 40% a 37%. Agora, a vantagem passou para 15 pontos percentuais (49% a 34%).

O levantamento do Datafolha foi feito entre os dias 8 e 9 de setembro, inteiramente após as manifestações do dia 7 de Setembro, promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro. Os números gerais indicam que não houve impacto imediato dos atos na opinião dos eleitores. A estabilidade na corrida presidencial se soma à alta convicção do eleitorado: 77% dizem estar totalmente decididos sobre o voto para presidente.

Assembleia de Deus não indenizará fiel que caiu do telhado, decide Justiça

Martelo da Justiça
Martelo da Justiça

A 4ª turma do TST afastou a condenação da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Ministério Restauração ao pagamento de indenização de R$ 1,2 milhão a um fiel que caiu de uma altura de 4,5m quando colaborava com a reparação do teto de uma igreja em Santa Cruz do Sul/RS.

Para o colegiado, não é possível aplicar a teoria do risco, diante da ausência de vínculo de emprego e de outros aspectos do caso concreto.

O fiel ajuizou a ação com pedido de indenização na Justiça Comum. Como ele havia tratado a questão como acidente de trabalho, o caso foi remetido ao juízo da 1ª vara do Trabalho local.

Na ação, o fiel disse ter sido convocado pelo pastor para executar o conserto do telhado da igreja e, na queda, sofrera múltiplas fraturas, que exigiram a colocação de placas e parafusos na medula espinhal e resultaram em alteração de sensibilidade e fraqueza muscular.

A igreja, em sua defesa, sustentou que o acidente ocorrera por culpa exclusiva do fiel, que teria subido ao telhado sem autorização e depois de inúmeras recomendações quanto à segurança do local, que estava sendo consertado por uma equipe. Segundo esse argumento, ele teria sido convocado apenas para ajudar na entrega das telhas, e não para fazer nenhum reparo.

O juízo de primeiro grau julgou improcedentes os pedidos, acolhendo a tese da culpa exclusiva do fiel, que, mesmo sem experiência, havia subido ao telhado sem autorização dos responsáveis pela obra.

O TRT da 4ª região, no entanto, reformou a sentença. O entendimento foi o de que o acidente de trabalho deveria ser analisado não pelo ponto de vista da atividade econômica da igreja, que, na Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), tem grau de risco médio (2), mas pela atividade especificamente desenvolvida pelo fiel em favor da igreja, que era obra típica do ramo da construção civil, cujo grau de risco é 3.

Levando em conta as sequelas e as restrições para atividades cotidianas e domésticas decorrentes da queda, o TRT fixou o valor de R$ 1 milhão para a indenização por dano moral e de R$ 120 mil por dano material.

Sem vínculo

O relator do recurso de revista da igreja, ministro Ives Gandra Filho, chamou atenção para o fato de se tratar de um fiel da instituição, sem vínculo de emprego, que prestava colaboração eventual e não havia assinado termo de adesão de trabalho voluntário (lei 9.608/98). Destacou, também, que, segundo testemunhas, ele estava embriagado no momento do acidente e havia descumprido as orientações para que não subisse ao telhado.

Para o relator, a teoria da responsabilidade objetiva foi mal aplicada, pois se deu mediante a elevação do grau de risco da atividade da igreja para a de outra atividade, descartando a questão da culpa exclusiva ou concorrente. Em relação à indenização por dano material, o ministro observa que ela foi fixada em 10 vezes o valor do pedido, sem redutor, e extrapolou o princípio da razoabilidade.

Fonte: Migalhas (https://www.migalhas.com.br/quentes/373135/assembleia-de-deus-nao-indenizara-fiel-que-caiu-do-telhado-em-reforma)

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