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Igreja Presbiteriana do Brasil diz que fiéis ‘têm liberdade’, após orientação contra fiéis de esquerda

Reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR), é o relator da proposta
Reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR), é o relator da proposta

O presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), Roberto Brasileiro Silva, afirmou que os pastores e membros da instituição têm liberdade para se posicionarem politicamente, apesar do relatório interno que recomenda orientar fiéis a se afastar da esquerda.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo publicou, a igreja abriu o púlpito para a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) em meio à discussão da proposta.

“A igreja não apoia este ou aquele candidato e não destoa deste ou daquele candidato. Nós damos liberdade aos nossos pastores e aos nossos membros nos seus posicionamentos políticos”, disse o reverendo à reportagem. Ele evitou comentar o conteúdo do relatório, que fala em afastar os crentes do “comunismo” e da “nefasta influência do pensamento de esquerda”.

A proposta será discutida no Supremo Concílio da IPB, órgão máximo de decisão da igreja, entre os dias 24 e 31 de julho, em Cuiabá, e depende de aprovação para se tornar oficial.

O relator da proposta é o reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR). No último dia 3, ele usou o púlpito da igreja para defender a reeleição de Bolsonaro.

O presidente da IPB tentou afastar as declarações do posicionamento oficial da igreja. “Cada pastor é responsável por aquilo que ele fala, por aquilo que ele pronuncia, e responde ao seu conselho e também ao presbitério. Quando a igreja faz um posicionamento oficial é através da minha pessoa, e nós não fizemos nenhum pronunciamento”, afirmou Roberto Brasileiro Silva.

Nos bastidores, a proposta que será debatida no Supremo Concílio é apontada como uma pressão contra fiéis críticos de Bolsonaro e eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não seriam mais bem-vindos no reduto presbiteriano.

A cúpula presbiteriana é alinhada ao atual governo. O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, preso no âmbito de uma investigação sobre o gabinete paralelo de pastores no Ministério da Educação, caso revelado pelo Estadão, é um dos líderes da igreja. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, indicado por Bolsonaro, também é da mesma instituição.

O presidente da IPB esteve ao lado de Bolsonaro quando aliados do governo comemoraram a aprovação da indicação de André Mendonça ao STF, em dezembro do ano passado. Na ocasião, Roberto Brasileiro elogiou o presidente. Ele tem um filho, o advogado Gustavo Brasileiro, que foi assessor especial do Ministério da Educação na gestão de Milton Ribeiro e é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Novo em Minas Gerais.

“Eu fui próximo de todos os últimos presidentes, estive com todos eles. A obrigação da igreja é visitar, orar e interceder. Você não vai encontrar em lugar nenhum qualquer posicionamento meu, qualquer participação minha em nenhum evento político”, disse o reverendo.

Perseguição

Nas redes sociais, a igreja foi acusada de perseguição. O pastor Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio da Paz e ex-líder da IPB no Rio, afirmou que a instituição está decidindo “o que fazer” com os membros de esquerda.

“A Igreja Presbiteriana do Brasil está decidindo o que fazer com os seus membros de esquerda. Indago: sobre qual esquerda ela está falando? Quanto do marxismo uma pessoa precisa crer para ser considerada marxista? Os pressupostos intelectuais neoliberais são cristãos? O que ela tenciona fazer com o pastor da IPB que do púlpito propõe um golpe militar no Brasil? O apoio a Bolsonaro é a pura expressão do pensamento reformado? Bolsonaro é profeta? Quantos pastores de esquerda foram ouvidos pelo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil?”, disse Antônio Carlos Costa.

“Militância eleitoral na igreja”

Reinaldo Azevedo, jornalista político da Rádio Band News FM, abordou o assunto no programa É da Coisa. O comentarista cita uma das doutrinas mais enfatizadas pela denominação presbiteriana, a predestinação, o entendimento de que Deus determinou de antemão o “destino” da humanidade.

“A ideia da predestinação é muito importante para a Igreja Presbiteriana. Eu pergunto aos irmãos presbiterianos: vocês acham mesmo que Jair Bolsonaro é compatível com a ideia da predestinação? Será isso o que Deus nos reservou?”, questionou Azevedo, que se declara cristão católico.

Em seguida, Reinaldo cita situações recentes que envolveram líderes da IPB para reforçar a sua provocação sobre o que ele enxerga como uma adesão de militância eleitoral por parte da Igreja Presbiteriana.

“As convicções presbiterianas são compatíveis com a arma de Milton Ribeiro que disparou num aeroporto e poderia ter matado alguém? Com tudo aquilo que se viu no Ministério da Educação? Com o espetáculo e sabujice frequente que se vê de André Mendonça com Jair Bolsonaro? E agora, com a igreja aderindo a uma militância eleitoral?”

Reinaldo Azevedo conclui o seu comentário apontando que a isenção fiscal da qual as igrejas cristãs gozam é baseada no ideal do não envolvimento da Igreja com o Estado.

O jornalista afirma que este posicionamento vai contra a movimentação dos líderes da IPB que desejam “corrigir” fiéis com uma determinada posição política, de acordo com documento oficial divulgado.

“Como é que pode as igrejas gozarem de isenção fiscal, e portanto não serem taxadas pelo Estado porque não devem se meter com os ‘negócios de César’, isto é, com o estado mundano, e ao mesmo tempo resolverem ser partícipes do poder e daquele que disputa esse Estado, onde depois a igreja argúi a sua isenção?”.

Folha Gospel com informações de UOL e TV Jornal

Muçulmano encontra Jesus em sonho e inicia igreja doméstica nas Filipinas

Cristão ex-muçulmano, mesmo sendo perseguido, permaneceu com Cristo.
Cristão ex-muçulmano, mesmo sendo perseguido, permaneceu com Cristo.

Em países em que o acesso ao Evangelho é difícil, Deus tem usado meios extraordinários para salvar os perdidos.

Ali*, um cristão no sul da Filipinas, é um desses casos. Nascido em uma família muçulmana, ele nunca havia tido contato com o cristianismo até ter um encontro com Jesus através de um sonho.

“Deus me encontrou em um sonho, me mostrando uma luz brilhante e me dizendo para ir a um prédio desconhecido para mim: uma igreja”, contou Ali, à Portas Abertas.

O muçulmano saiu por sua cidade procurando o prédio do sonho. Quando o encontrou, um líder de jovens da igreja o comprimentou e o convidou para entrar.

O cristão, um ex-muçulmano, respodeu as perguntas de Ali sobre Jesus e o cristianismo.

Entendendo as boas notícias do Evangelho, o muçulmano aceitou Cristo. Porém, ao voltar para sua comunidade islâmica como um crente convertido, enfrentou perseguição e pressões para voltar ao islã.

Perseguido e pressionado

“Foi muito difícil, as pessoas me chamavam de ‘cristianizado’ e ficaram desapontadas comigo por me converter”, disse Ali.

“Irritado com a forma como fui tratado, deixei a igreja e zombei do cristianismo”.

Mas, quando sua mãe ficou doente, ele reencontrou Jesus, como uma rocha firme em meio a tempestade.

“Quando minha mãe estava morrendo, fiquei chocado porque estava chamando Isa Almasih (Jesus). Ela aceitou a Cristo antes de sua morte. Sua fé me lembrou do chamado de Deus. Voltei para Cristo, pronto para servi-lo mais uma vez”, testemunhou Ali.

Hoje, o ex-muçulmano serve a Deus com coragem e zelo, e ainda lidera uma igreja doméstica com sua família.

Neste ano, Ali irá discipular outros ex-muçulmanos que receberam Jesus como Senhor de suas vidas.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas dos EUA

Alerta aos pais: duas meninas morrem após desafio do Tik Tok

TikTok (foto: reprodução)
Tik Tok (foto: reprodução)

Nos Estados Unidos, o TikTok está sendo processado por homicídio culposo após duas meninas morrerem em decorrência de um desafio viral visto na plataforma.

Os participantes do desafio compartilham vídeos de sufocamento até perderem a consciência.

O escritório de advocacia por trás dos processos, Social Media Victims Law Center, entrou com uma ação civil contra a empresa de aplicativo em um tribunal de Los Angeles, EUA,  em nome das famílias das duas meninas.

Segundo a defesa, o aplicativo expôs Lalani Erika Walton , de 8 anos, e Arriani Jaileen Arroyo, de 9 anos, a vídeos associados a uma tendência conhecida como Blackout Challenge (Desafio do Apagão, em tradução literal), que estimula o participante a perder a consciência.

Uma organização cristã comentou sobre os danos potenciais de crianças pequenas usando as mídias sociais sem supervisão adequada dos pais.

Alerta aos pais

Paul Asay, editor associado sênior da organização cristã Focus on the Family’s, que ajuda os pais a navegar no entretenimento popular, avaliou que a mídia social vem com uma “ironia”.

Asay disse que esses aplicativos se destinam a fortalecer amizades, mas também são um “negócio”. Ele disse que o objetivo do negócio é “manter seus usuários envolvidos e engajados o máximo possível”.

Por não ter a capacidade de tomar “decisões sábias e saudáveis por si mesmas” ele afirmou que isso pode ser um problema para crianças e adolescentes que usam aplicativo de mídia social. “E, como essa história trágica ilustra, o conteúdo encontrado nesses sites pode ser prejudicial, perigoso e mortal – especialmente para crianças.”, completou.

Asay também observou que embora o TikTok seja projetado para crianças de 13 anos ou mais, como visto no caso das duas meninas, crianças muito menores também usam a plataforma. Ele argumentou que os pais devem monitorar suas atividades online.

“E quando seus filhos começarem a se envolver com as mídias sociais, certifique-se de se envolver com eles: defina parâmetros sensatos sobre quanto tempo eles passam nas mídias sociais e com quem eles passam”, orientou ele.

“Fale com eles sobre seus perigos. E acima de tudo, mantenha as linhas de comunicação abertas. A mídia social é de fato um grande e poderoso influenciador, mas mães e pais são ainda mais influentes”, completou.

Processo

O processo contra o TikTok ressalta que o aplicativo oferece “um sistema de recomendação que fornece conteúdo para cada usuário em particular” e “o feed de cada pessoa é único e adaptado a esse indivíduo específico”.

Segundo a denúncia, o Tik Tok direcionou os vídeos que mostravam o “desafio do apagão”, e que eram apropriados para usuários mais jovens, assim, persuadindo as meninas a participar do desafio.

Os pais também alegaram que a empresa não fornece avisos adequados para orientar os usuários mais jovens, e os pais sobre os perigos viciantes do aplicativo, ou a presença de desafios perigosos.

Resposta

No início deste mês, um porta-voz da empresa disse ao The New York Times que “a empresa não comentaria sobre o litígio em andamento”.

Além disso, o aplicativo argumentou que o desafio online é anterior à sua plataforma e nunca se tornou “uma tendência do TikTok”. A empresa prestou suas “mais profundas condolências” às famílias e prometeu “permanecer vigilante no compromisso de segurança do usuário” e “remover imediatamente o conteúdo relacionado, se encontrado”.

Criança morre asfixiada

Em janeiro de 2021, uma menina italiana de 10 anos faleceu, em Palermo, na Sicília, depois de participar de um desafio no aplicativo de vídeos curtos TikTok.

De acordo com o jornal La Repubblica, Antonella entrou no banheiro dizendo aos pais que iria tomar banho. Na verdade, a menina gravava um vídeo para o “desafio do apagão” do TikTok.

Em nota, o TikTok disse que “a segurança da comunidade é prioridade máxima”, e que a rede social está “à disposição das autoridades competentes para colaborar em toda a investigação”.

A ministra da Inovação local, Paola Pisano, disse que nenhuma criança deve usar as redes sociais antes de ter a idade mínima para tal – no caso do TikTok , 13 anos. “O mundo da internet deve ser um espaço de liberdade. Mas não a liberdade de permitir que os mais fracos, como menores, sejam prejudicados, gerando sofrimento e permitindo injustiças graves e, em muitos casos, irreversíveis”, afirmou.

DICAS DE SEGURANÇA DA POLÍCIA FEDERAL PARA OS PAIS

 1 – Estreitar o vínculo de amizade e cumplicidade com seus filhos e sempre perguntar sobre as atividades desenvolvidas no dia.

2- Ter conhecimento básico de internet e computação, principalmente sobre redes sociais, para instruir os filhos.

3 – Supervisionar o acesso dos filhos à internet de forma discreta e não ostensiva. Melhor caminho é sempre o diálogo e orientação.

4 – Alertar e conscientizar os filhos sobre os perigos que existem na internet.

5 – Importante a conscientização para não compartilharem de maneira exagerada informações pessoais.

6 – Ter o consentimento da criança e do adolescente para acessar o perfil nas redes sociais.

7 – Deixar, se possível, o computador num cômodo público e visível da casa para que, em qualquer momento, possa ser visualizado o que os filhos estão acessando.

8 – Não permitir que os filhos fiquem muitas horas conectados à internet

DICAS DE SEGURANÇA DA POLÍCIA FEDERAL PARA OS FILHOS

1 – Nunca incluir nas redes sociais informações pessoais de maneira exagerada

2 – Não postar fotos em excesso

3 – Nunca incluir desconhecidos em contatos

4 – Preservar a intimidade ao máximo

Folha Gospel com informações de The Christian Post, Comunhão e Polícia Federal

Tajiquistão anuncia que não irá mais registrar igrejas e proíbe menores de irem a cultos

Culto no Tajiquistão
Culto no Tajiquistão

O governo do Tajiquistão anunciou que não irá mais registrar igrejas, durante uma reunião com líderes protestantes, no final de maio.

A notícia é preocupante para a Igreja no país, já que sem o registro estatal, toda atividade religiosa é considerada ilegal e passível de punição.

Segundo a legislação do Tajiquistão, país de maioria muçulmana, cristãos que participam de igrejas não reconhecidas pelo governo, podem ser multados em até meses de salários.

Em janeiro deste ano, um grupo de crentes foi multado por exercer sua liberdade religiosa sem a permissão do Estado.

Além disso, as autoridades anunciaram que menores de 18 anos estão proibidos de participarem de qualquer atividade da igreja, incluindo retiros, e que não possuem direito à liberdade de crença.

Com a nova medida, não será possível iniciar novas igrejas ou denominações.

Um cristão relatou que conhece cerca de 20 congregações que não possuem registro. De acordo com a lei, essas igrejas não podem realizar cultos.

“Nós nos reunimos para adoração sem registro, mas temos medo de que as autoridades possam nos punir a qualquer momento”, revelou um crente, à Portas Abertas.

Avançando em meio a perseguição

Apesar da nova lei ser um golpe na liberdade religiosa no Tajiquistão, os cristãos no país permanecem firmes em Jesus e envolvidos na evangelização.

“A boa notícia é que, apesar de todas as proibições, a igreja no Tajiquistão está crescendo em número e, se Deus quiser, continuará a crescer. Hoje, há muitos jovens envolvidos no trabalho evangelístico e a Boa Nova está se espalhando”, testemunhou um líder tajiqui.

E pediu: “Por favor, ore por nós. Se eles vão registrar igrejas ou não, para que permaneçamos fiéis ao nosso Senhor Jesus Cristo e continuemos sua obra enquanto vivemos”.

O Tajiquistão ocupa o 45° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022 da Portas Abertas de países mais difíceis para ser um cristão.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas dos EUA

Cristão enfrentou a prisão três vezes no Laos, por amor a Cristo

Cristãos são perseguidos no Laos
Cristãos são perseguidos no Laos

Inthy é um cristão que enfrentou a prisão não apenas uma, mas três vezes. Nem sempre Inthy foi cristão, já que nasceu em uma família budista no Laos. Em 2006, quando foi atingido por uma doença desconhecida, buscou uma solução, mas não encontrou. Um parente cristão orou e compartilhou sobre Jesus, até que Inthy o aceitou como senhor e salvador. Algumas semanas depois, foi milagrosamente curado.

A partir de então, passou a testemunhar com a própria vida. Isso fez com que muitos vizinhos cressem em Jesus. Assim começou seu ministério. Mas devido a uma situação com um dos convertidos, Inthy foi preso. Ao ser solto, depois de apenas dois meses em liberdade, uma atividade da igreja foi motivo para que, dessa vez, passasse um ano inteiro na prisão.

Durante dois meses ele foi interrogado. Além da tortura mental, o período também foi de batalha espiritual, já que Inthy era repetidamente obrigado a negar a fé. Apesar de tudo, ele nunca voltou atrás na decisão de servir a Cristo, mesmo que isso significasse permanecer na prisão e continuar a sofrer.

Preso novamente

Inthy foi solto pela segunda vez e, depois de quase uma década, pensou estar fora de perigo, mas se enganou. Quando o filho de um membro da igreja faleceu, Inthy foi requisitado. Na região, o tradicional é realizar um funeral budista, em que o corpo é cremado. Porém, os cristãos preferem enterrar os mortos, o que gera oposição da vila.

Inthy almoçava com a família enlutada. Ele estava disposto a ajudar com as despesas do funeral, independentemente da decisão dos pais sobre o tipo de funeral. Entretanto, antes de conseguir falar sobre isso, um oficial o levou ao escritório do chefe local. Inthy foi acusado de estar ali para conduzir um funeral cristão sem permissão. Mas ele respondeu: “Se essa for a decisão dos pais, apenas aceitem, já que são cristãos. Isso é direito deles”.

Naquele momento, Inthy e outros três cristãos foram algemados e levados para a prisão. “Apesar de ser algemado e ter meus pés acorrentados, eu estava pronto. De qual crime me acusariam? Se realmente quisessem me colocar na prisão novamente, eu estava pronto.” Na primeira vez, Inthy foi detido por seis meses; na segunda, por um ano. Dessa vez, disseram que ele seria preso por dois anos.

Saiba o que aconteceu com Inthy na notícia que será publicada na próxima semana.

Sul da Ásia

Muitos cristãos no Laos, como Inthy, e em outros países no Sul da Ásia são perseguidos pelo Estado, enfrentando pressão das autoridades locais ou até mesmo sendo presos. Por isso, é tão importante que eles conheçam seus direitos como cidadãos. Com uma doação, você proporciona que cristãos perseguidos na região recebam treinamento para enfrentar a perseguição.

Fonte: Portas Abertas

Pastor Ed René Kivitz critica evangélicos bolsonaristas e alerta sobre “um outro Evangelho circulando pelo nosso país”

Pastor Ed Rene Kivitz
Pastor Ed Rene Kivitz

Durante o culto da Igreja Batista de Água Branca (IBAB) do último domingo (17), o pastor Ed René Kivitz citou o assassinato cometido por um policial bolsonarista no dia 9 de julho e criticou abertamente os evangélicos que apoiam o governo atual.

Ed René diz que se surpreendeu ao entrar no Instagram do policial e ler na biografia a frase “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

“Esse assassinato do tesoureiro do PT no Sul é escandaloso. E eu fui ao Instagram desse criminoso assassino e lá está escrito: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Eu não imagino Jesus entrando numa festa de aniversário dizendo: ‘aqui é Jeová’ e pá [símbolo de tiro]. Não imagino Jesus no Getsemani, quando os soldados romanos chegaram, Jesus dizendo: ‘aqui é Jeová’ e corta a orelha de todo mundo. Você imagina Jesus diante daquela mulher flagrada em adultério dizendo: ‘aqui é ordem, dona, acabar com essa bandalheira de adultério’. Você não imagina porque a Bíblia diz inclusive que não foi isso que ele fez”, disse Kivitz.

O líder da IBAB, instituição com mas de 200 mil inscritos no YouTube, frisou que a violência não foi a conduta que Jesus Cristo adotou quando viveu entre os homens. “A Bíblia diz inclusive que não foi isso que Ele fez”, endossou na pregação.

Kivitz ainda revelou que pensa na possibilidade de ser atingido por um tiro dentro da própria igreja por um fiel bolsonarista:

“Você entendeu que não pode matar pessoas, nem mesmo em nome de Deus e de suas ideias? Eu fico pensando, daqui a pouco levanta um sujeito aqui [na igreja], um evangélico, e diz: ‘pastor, aqui é Deus acima de todos’ e pá [gesto de tiro] em mim”.

“Por quê? Porque existe um outro Evangelho circulando pelo nosso país. Um outo evangelho que é um evangelho das ideias, o evangelho da ordem, do ‘aqui nós vamos colocar as coisas nos devidos lugares e se precisarmos matar você para fazer isso, a gente mata’. Isso é outro evangelho. Isso é desarrumar a realidade”.

Kivitz ainda falou da importância de seguir a Jesus e de amar ao outro como o próprio faria.

Folha Gospel com informações de TV Jornal e Fuxico Gospel

Mais de 32 milhões de Bíblias foram distribuídas no mundo em 2021

Nigerianos comemoram a chegada de Bíblias em sua aldeia. (Foto: Reprodução/UBS na Nigéria)
Nigerianos comemoram a chegada de Bíblias em sua aldeia. (Foto: Reprodução/UBS na Nigéria)

Devido à pandemia, os desafios para a distribuição de Bíblias ao redor do mundo aumentaram. No entanto, esse tipo de ação não cessou em 2021. Dados das Sociedades Bíblicas Unidas (UBS, na sigla em inglês) apontam que houve um aumento de 5,5% na quantidade distribuída.

A organização informa ainda que, aproximadamente, 32,6 milhões de edições completas da Palavra de Deus foram distribuídas em 2021. No ano anterior, a UBS calculou um número um pouco menor: 30,9 milhões de exemplares.

Um dado interessante divulgado pela organização é que cerca de 20% de todas as Sagradas Escrituras completas distribuídas foram baixadas da internet. O relatório da UBS ressalta que a distribuição de edições digitais do Livro Sagrado “está desempenhando um papel cada vez mais importante, em especial nas regiões que estão em crise”.

Segundo a Sociedade Bíblica em Moçambique, por exemplo, foram fornecidos 51 mil exemplares da Bíblia digital. Isto ocorreu apesar das catástrofes naturais e dos ataques terroristas ocorridos pelo país.

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“Devido à pandemia, os desafios ainda são grandes. Em particular, as Sociedades Bíblicas que alcançam as pessoas por meio de eventos e realizam campanhas de distribuição continuam limitadas”, detalha Horst Scheurenbrand, um dos líderes da Sociedade Bíblica Alemã. Ele revela também que, além da Europa, muitas Bíblias completas foram distribuídas em todos os continentes.

A UBS observa que a preocupação com aqueles que não sabem ler. “Nosso treinamento de alfabetização ajuda cerca de 100 mil pessoas em todo o mundo, todos os anos, a aprender habilidades básicas de leitura e escrita. Isso ajuda as pessoas não apenas a prosperar na vida, mas também a se envolver diretamente com as Escrituras”, salienta a organização no seu site, que destaca ainda: “Queremos remover as barreiras entre as pessoas e sua capacidade de interagir com a Bíblia”.

Com informações de Comunhão, UBS e Evangelical Focus

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Igreja Presbiteriana do Brasil orienta pastores contra fiéis de esquerda e abre púlpitos para Bolsonaro

Reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR), é o relator da proposta
Reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR), é o relator da proposta

A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), uma das instituições evangélicas mais tradicionais do País, abriu os púlpitos para a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A igreja quer criar uma comissão interna para definir regras gerais a serem repassadas aos seus pastores e arquiteta nos bastidores a aprovação de uma proposta para que os fiéis sejam orientados contra o “comunismo” e a “nefasta influência do pensamento de esquerda”.

As informações são de Estado de S. Paulo e UOL.

Para se tornar uma diretriz da Igreja, a proposta precisa de aprovação no Supremo Concílio, órgão máximo de deliberação da denominação. A deliberação do assunto está agendada para ocorrer entre os dias 24 e 31 de julho, em Cuiabá (MT).

O projeto demonstra preocupação para apresentar “a contradição entre Marxismo e suas variantes com o Cristianismo Bíblico” e criar orientações para “os declarados ‘cristãos de esquerda ou progressistas’ de suas inconsistências”.

Trecho de documento da Igreja Presbiteriana pregando contra pensamentos de esquerda

O documento precisa ser aprovado na reunião em Cuiabá para se tornar um posicionamento oficial da instituição. Nos bastidores, a proposta é apontada como uma pressão contra fiéis críticos de Bolsonaro e eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não seriam mais bem-vindos no reduto presbiteriano.

A cúpula da Igreja Presbiteriana do Brasil é majoritariamente conservadora e alinhada ao governo federal. O comando da instituição está diretamente alinhado com o atual presidente e apoiará Bolsonaro na tentativa de reeleição.

O relator da proposta é o reverendo Osni Ferreira, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina (PR). No último dia 3, ele usou o púlpito da igreja para pedir apoio à reeleição de Bolsonaro (vídeo no final da matéria), ignorando regras impostas pela própria instituição, que orienta os pastores a não pedirem votos, mas, na prática, faz vista grossa às manifestações de apoio ao atual governo.

”Nós temos que reeleger Bolsonaro. Irmãos, não tem outro caminho para o Brasil. Olha a América do Sul inteira…”, disse Ferreira no culto. O deputado Filipe Barros (PL-PR), aliado de Bolsonaro e membro da igreja, estava presente e também foi “ungido” pelo reverendo para sua campanha à reeleição na Câmara.

Foi nessa mesma igreja em Londrina que, em janeiro de 2020, o pastor Emerson Patriota, genro de Ferreira, desafiou os fiéis a assinarem uma ficha de apoio à criação do Aliança pelo Brasil, partido idealizado por Bolsonaro, conforme o Estadão publicou. A legenda não saiu do papel e Bolsonaro acabou se filiando ao PL para ser candidato em 2022. Agora, Emerson Patriota também assina a proposta relatada pelo sogro contra as manifestações de esquerda.

A comissão “anti-esquerda” deve ter como relator o reverendo Alfredo Ferreira de Souza, da Primeira Igreja Presbiteriana de Roraima, autor de estudos sobre “as raízes satânicas do comunismo”. O grupo também deve ser formado por líderes que têm ligação com Bolsonaro, entre eles o presidente do Supremo Concílio, Roberto Brasileiro Silva. Ele esteve ao lado de Bolsonaro quando aliados do governo comemoraram a aprovação da indicação de André Mendonça ao STF, em dezembro do ano passado. Na ocasião, ele elogiou o presidente. Roberto Brasileiro tem um filho, o advogado Gustavo Brasileiro, que foi assessor especial do Ministério da Educação na gestão de Milton Ribeiro e é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Novo em Minas Gerais.

Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus Lopes, pastores conhecidos por terem milhões de seguidores nas redes sociais e influenciarem o pensamento presbiteriano no Brasil, também foram indicados para compor a comissão.

Indicado por Bolsonaro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça é associado à Igreja, assim como o ex-ministro do MEC (Ministério da Educação) Milton Ribeiro, que agora é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) no caso envolvendo dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura.

Bolsonaro aposta no apoio de evangélicos para a campanha de reeleição. Pesquisas de intenção de voto têm indicado que o eleitor com esse perfil religioso é mais propenso a votar no presidente do que no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos últimos meses, Bolsonaro esteve ao lado de líderes religiosos, participou de cultos e subiu em trios elétricos da Marcha para Jesus em capitais como São Paulo, Curitiba e Fortaleza.

Assista abaixo vídeo do culto onde o pastor Osni Ferreira pede votos para Bolsonaro:

Fonte: Estado de S. Paulo, DCM e UOL

Faces da Perseguição: Cristão sobrevive a sete prisões na Eritreia

Faces da Perseguição: Gideon foi preso sete vezes por anunciar as boas novas, na Eritreia
Faces da Perseguição: Gideon foi preso sete vezes por anunciar as boas novas, na Eritreia

As histórias de agressões físicas aos discípulos de Jesus por causa do evangelho não terminaram após a morte dos primeiros cristãos. Na Eritreia, o pastor Gildeon viveu o mesmo que Pedro, Paulo e tantos outros discípulos.

O novo episódio da 2ª temporada do Faces da Perseguição conta que ao levar uma Bíblia à prisão, o líder de uma igreja foi torturado e colocado na solitária

A caminhada do pastor com Jesus começou na infância, quando os pais o levavam à igreja: “Nossa mãe nos ensinava a Bíblia e orava com a gente por meia hora todas as noites”. Aos oito anos, Gildeon se converteu e aos 14 anos mostrava o chamado pastoral, pregando as boas novas na escola. Quando alguns dos colegas de sala se converteram a Jesus, a polícia o prendeu pela primeira vez.

Desde 2002, muitos cristãos foram presos por causa da proibição de expressões de fé fora das comunidades religiosas ou das igrejas registradas. Gideon foi encarcerado outras seis vezes e enfrentou grande pressão e agressões para que deixasse a fé em Jesus.

Gideon foi espancado com correntes na frente de 700 presos. As agressões foram tantas que ele desmaiou. Ele ficou tão ferido que as pessoas achavam que ele estava morto e ficaram surpresas quando ele acordou, quase uma hora depois. Nesse dia, o líder cristão teve uma experiência com Jesus.

Para conhecer o testemunho completo do pastor Gideon, assista ao episódio abaixo:

Eritreia — Coreia do Norte da África

Um dos casos que ainda se encontra sem solução é do pastor da Igreja Kale Hiwot, que foi detido no final de janeiro. Ele foi levado para a delegacia da capital, mas não há informações sobre o motivo da prisão.

Conforme a Portas Abertas, há pessoas trabalhando para descobrir informações sobre a família e idade do pastor, para entender a motivação das autoridades ao prender o líder cristão.

A Eritreia é conhecida como a “Coreia do Norte da África”, por sua repressão aos religiosos. É comum ver as autoridades prendendo todos os suspeitos de envolvimento em “reuniões cristãs ilegais”, sem garantia dos direitos humanos e das leis constitucionais.

Fonte: Portas Abertas e Guia-me

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Pastor tem filhos mortos e filha sequestrada durante ataque na Nigéria

Homens armados atacaram a família do pastor Daniel Umaru, em Mararaba Mubi. (Foto: Morning Star News).
Homens armados atacaram a família do pastor Daniel Umaru, em Mararaba Mubi. (Foto: Morning Star News).

Radicais mataram dois filhos e sequestraram a filha de um pastor durante um ataque à família no início deste mês, na Nigéria.

De acordo com o Morning Star News, o crime aconteceu em Mararaba Mubi, no estado de Adamawa, de maioria islâmica e que vem sendo atormentado pelo terrorismo.

Na madrugada do dia 5 de julho, homens armados invadiram a casa do pastor Daniel Umaru, da Igreja dos Irmãos na Nigéria (EYN), atirando nele, na sua esposa e nos dois filhos.

Kefrey Daniel, de 19 anos, e Fanye Daniel, de 23 anos, não resistiram aos ferimentos e morreram. Ijagla, a filha do líder, de 13 anos, foi sequestrada pelos radicais.

O pastor Daniel e a esposa sobreviveram ao ataque e estavam se recuperando no hospital.

“Ele foi baleado e foi deixado sangrar até a morte. Tanto o pastor ferido quanto sua esposa, que ficaram inconscientes durante o ataque, foram levados para o hospital”, relatou Adunni, uma moradora local, ao Morning Star News.

Os dois filhos do líder foram enterrados no dia 8 de julho na sede da Igreja dos Irmãos. No mesmo dia, Ijagla foi libertada pelos sequestradores, após pagamento de resgate.

Peter Musa, um morador local, lamentou as mortes e pediu oração pelos cristãos em Adamawa.

“Por favor, ore pela intervenção de Deus neste estado sobre os ataques intermináveis ​​a cristãos e igrejas”, disse.

As comunidades cristãs na Nigéria se tornaram alvos constantes de ataques de radicais, devido a sua fé.

O país africano foi o lugar onde mais cristãos morreram em 2021, registrando 4.650 mortes, segundo o relatório da Portas Abertas. O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500.

“A situação na Nigéria continua a se deteriorar. O fracasso total do governo nigeriano em reinar no extremismo criou um ambiente em que os extremistas se sentem justificados para atacar os cristãos”, declarou David Curry, CEO da Portas Abertas.

Na Lista Mundial da Perseguição de 2022 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 9º lugar no ano anterior.

Folha Gospel com informações de Guia-me e Morning Star News

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