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Igreja Presbiteriana do Brasil enfrenta a maior crise após prisão do pastor Milton Ribeiro

Pastor Milton Ribeiro, ministro da Educação
Pastor Milton Ribeiro, ministro da Educação

A prisão do pastor e ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, desencadeou a maior crise na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) em décadas, segundo seus integrantes. A IPB é pressionada nas redes sociais e por igrejas a se manifestar sobre o caso, enquanto os integrantes da cúpula da instituição divergem em discussões sobre a postura que deve ser adotada.

As informações são da Folha de S. Paulo.

O caso Milton Ribeiro foi o principal tema na reunião bimestral do Conselho de Administração do Mackenzie, na quinta-feira, 23, onde, segundo relatos, Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, pediu para os conselheiros ficarem como “passarinho na muda”, uma expressão que significa manterem silêncio e esperarem os desdobramentos da investigação da PF (Polícia Federal).

Brasileiro ainda disse que Milton, ex-vice-reitor do Mackenzie, não será afastado pela cúpula da igreja e que a instituição não fará nenhuma manifestação pública sobre o assunto.

Segundo integrantes do colegiado, o presbítero Antônio César, que visitou Milton Ribeiro na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, o dia da prisão, disse na reunião que, durante a visita, Milton falou que suas mãos estavam limpas e que a investigação da PF irá comprovar a sua inocência.

Roberto Brasileiro, que está em seu quinto mandato e segue desde 2002 no mais alto posto da IPB, é considerado pelos religiosos e aliados como um pastor conciliador, com interlocução com todas as alas da igreja presbiteriana.

Um dos filhos dele, Gustavo Brasileiro, foi assessor especial de Milton Ribeiro no Ministério da Educação. Ele pediu exoneração em 1º de abril, na mesma semana em que o ministro deixou o governo. Gustavo é pré-candidato pelo Novo para o cargo de deputado estadual por Minas Gerais.

Avaliações da cúpula da IPB

Segundo a Folha de S. Paulo, a maioria dos membros da cúpula da IPB acredita que Milton foi ingênuo ao abrir as portas do Ministério da Educação aos pastores pentecostais Gilmar Santos e Arilton Moura. Segundo eles, esses pastores usaram o ex-ministro para pedir propina.

Outros acreditam que Milton tem culpa por ter misturado o cargo público com a vocação pastoral e eliminado critérios técnicos para a distribuição de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Membros da Igreja Presbiteriana também consideraram decepcionante a postura do presidente Jair Bolsonaro (PL), que deixou de defender a inocência do ex-ministro.

O vice-presidente do Presbitério de Santos, pastor Vulmar Dutra, não vê na prisão de Milton motivo para a abertura de um processo interno contra o ex-ministro.

“[Qualquer processo] só será aberto se ele for julgado [pelo Judiciário] ou se houver alguma denúncia formal. Do contrário, vamos continuar. Esse é o trâmite da igreja. Não há nada, nenhuma denúncia formal. A gente não julga ninguém por presunção”, disse à Folha de S. Paulo.

“A gente ora para que tudo se esgote o mais rápido possível e não vá nada à frente, que ele consiga se defender. Essa é a nossa esperança”, completou.

Sobre o caso

Milton Ribeiro foi preso na quarta com os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos por suspeita de operar um balcão de negócios no Ministério da Educação e na liberação de verbas do FNDE.

O ex-ministro saiu da prisão após conseguir um habeas corpus do juiz federal Ney Bello, do TRF-1, na quinta (23).

Nesta sexta-feira, 24, a Justiça Federal do Distrito Federal encaminhou o caso ao STF (Supremo Tribunal Federal), indicando suspeitas de interferência de Bolsonaro nas apurações.

A operação foi batizada de Acesso Pago e, segundo a PF, investiga a prática de “tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos” do FNDE.

A suspeita é que os pastores Gilmar e Arilton negociavam com prefeituras a liberação de recursos do Ministério da Educação mesmo sem ter cargos no governo. Em troca, prefeitos disseram ter recebido pedidos de propina da dupla.

Em áudio revelado pela Folha de S. Paulo, Milton Ribeiro disse que priorizava pedidos dos amigos de um dos pastores a pedido de Bolsonaro.

Na gravação, o então ministro ainda mencionava pedidos de apoio que seriam supostamente direcionados para a construção de igrejas. A atuação dos pastores junto ao MEC foi revelada anteriormente pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Folha de S. Paulo

Líder cristão é transferido por causa de sermão na Bielorrússia

Andrei Nozdrin é um líder cristão na Bielorrússia
Andrei Nozdrin é um líder cristão na Bielorrússia

O regime atual na Bielorrússia viola a liberdade de religião e outros direitos humanos ao vigiar, ameaçar e punir líderes religiosos e cristãos por suas convicções. Desde 2014, o líder cristão Andrei Nozdrin liderava a igreja St Spyridon of Trimytohn em Grodno, cidade da Bielorrússia. Ele também atuava em outras duas igrejas e era querido pela comunidade cristã local.

Em abril, policiais convocaram Nozdrin para uma “conversa preventiva” depois que dois informantes fizeram denúncias, reclamando dos sermões defendendo a paz e por cantar o hino Mighty God (Poderoso Deus) na igreja. O hino é associado à oposição ao regime por considerar Deus acima das autoridades. O governo e um dos líderes da igreja ortodoxa da Bielorrússia baniram o hino das igrejas. “Eles me questionaram pelo sermão e por que cantamos Mighty God no culto. Interrogaram meus vizinhos e amigos, mas não acharam evidências que me incriminassem.”

Em 18 de maio, Nozdrin foi dispensado de todos os cargos na igreja e transferido para uma pequena cidade no interior. Ele ficou decepcionado por deixar a igreja de Grodno, cuja construção ele acompanhou desde o início com outros irmãos. Nela, eles fundaram a maior escola bíblica dominical para crianças na cidade. Nozdrin disse ao portal de notícias Forum 18 que a igreja estava triste por causa da transferência, ainda mais porque ele não teve sequer a chance de se despedir.

O governo enviou uma viatura da polícia para vigiar os próximos cultos liderados por Nozdrin. O porta-voz da igreja principal de Grodno afirmou que a transferência de Nozdrin foi uma decisão exclusiva do arcebispo e não teve relação com a pressão do governo. Ele não explicou por que o governo enviou a polícia para vigiar o culto em que Nozdrin ministrava.

Igrejas ameaçadas

No Oriente Médio, igrejas também estão em risco. As igrejas históricas, que existem desde a época dos apóstolos, têm se esforçado para permanecer em meio à pressão do governo e da sociedade para que elas desapareçam. Sua doação ajuda a preservar o remanescente das primeiras igrejas cristãs e fortalecer a presença cristã nessa região.

Fonte: Portas Abertas

Ex-homossexual diz que silenciar cristãos é o principal objetivo da ‘Agenda LGBTQ’

George Carneal é um ex-homossexual que se converteu a Cristo.
George Carneal é um ex-homossexual que se converteu a Cristo.

George Carneal é autor do livro “Queer to Christ: My Journey Into the Light” (Queer para Cristo: Minha jornada para a luz, em tradução livre), onde conta sua história de 25 anos vivendo como homossexual até sua conversão a Jesus.

Em uma entrevista ao “The Global Lane” da CBN News Channel, ele prevê que as pressões LGBTQ sobre a cultura americana vão piorar, mesmo com tantas áreas da vida cotidiana da sociedade já sendo afetadas.

Banheiros de gênero neutro, transgêneros biologicamente masculinos competindo contra atletas do sexo feminino, Drag Queen Story Hour em bibliotecas públicas, beijos entre personagens do mesmo sexo em filmes da Marvel, ‘ícone gay’ travesti da Vila Sésamoe outros entretenimentos infantis, como produções da Disney com temática gay são alguns desses exemplos.

“Eu soube que quando eles abrissem as comportas nunca seria suficiente até que nós olhássemos para o quadro maior do que realmente é a agenda”, explicou Carneal. “E isso está silenciando os cristãos e toda a oposição a essa agenda e qualquer coisa que seja pró-família, pró-cristãos, pró-vida, pró-América”.

Carneal acredita que a agenda LGBTQ continuará até que “eles possam silenciar todo mundo”.

Glamorização de Hollywood

Em sua entrevista, ele adverte os cristãos a não aceitarem a glamorização de Hollywood sobre o estilo de vida homossexual porque dá ao público uma versão higienizada da verdadeira natureza da homossexualidade.

“Até que você se sente e ouça os testemunhos de cada indivíduo gay, lésbica e transgênero que saiu dessa vida e ouça as histórias de horror do que passamos e a realidade dessa vida… a vida é tão diferente do que Hollywood e do que a mídia retrata”, revela Carneal.

Para enfrentar as influências LGBTQ na sociedade e cultura modernas, Carneal diz que os cristãos precisam responder com verdade e amor sem afirmar o estilo de vida gay.

“Quando um cristão afirma isso, eles pensam que estão fazendo a coisa mais amorosa, mas você não está. Você os está empurrando para uma rebelião ainda maior contra Deus”, explicou Carneal.

Livro de George Carneal: “Queer to Christ: My Journey Into the Light”.. (Captura de tela CBN News)

Teólogos liberais

O ex-homossexual incluiu em seu livro um conjunto de pontos de discussão usados ​​por ativistas LGBTQ e teólogos liberais. Também estão incluídas referências bíblicas para desmascarar seus argumentos.

“Quando eles vêm até você e dizem: ‘Não, não, não, está tudo bem’, você pode dar a eles as Escrituras porque eles não vão se sentar e estudar a palavra de Deus e conhecer a verdade por si mesmos”, disse Carneal.

Criado por um pai pastor batista do sul, Carneal entrou na homossexualidade depois de visitar um bar gay aos 18 anos.

Hoje, depois de 25 anos no estilo de vida homossexual, afastado de sua educação cristã, Carneal volta a abraçar Cristo e a heterossexualidade, testemunho contado em seu livro.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Presidente da Assembleia de Deus renuncia ao cargo após ser acusado de adultério

Pastor Gedeão Grangeiro Fernandes de Menezes
Pastor Gedeão Grangeiro Fernandes de Menezes

O pastor presidente Gedeão Granjeiro, da Assembleia de Deus Tradicional no Estado do Amazonas, renunciou ao cargo após ter sido acusado por um fiel de ter cometido adultério.

Durante um culto na última segunda-feira (20), um irmão subiu ao púlpito da igreja e revelou uma forte informação sobre o pastor presidente.

Em um vídeo gravado, é possível ver que o irmão acusa o pastor presidente Gedeão Granjeiro de adultério. No vídeo, ainda é possível ver uma multidão de cristãos espantados com a informação. (Veja o vídeo abaixo)

De acordo com o irmão, que não foi identificado, o religioso mantinha um caso extraconjugal há pelo menos 5 anos com outra mulher. O vídeo viralizou nas redes sociais.

Após a repercussão do vídeo, segundo informações do Portal Assembleianos de Valor, o pastor Gedeão se pronunciou por meio de um comunicado. No recado, o líder religioso anunciou a sua renúncia a presidência da CEADTAM.

Ele enviou a carta a mesa diretora desta convenção dizendo que de maneira irretratável está renunciando a presidência da CEADTAM e o seu desligamento da mesma. O motivo alegado é que ele agora está morando nos Estados Unidos.

“Comunico-vos que, a partir desta data, de maneira irretratável estou renunciando a presidência da Convenção estadual da Assembleia de Deus tradicional do Amazonas. É ato contínuo o meu desligamento da mesma. Peço-vos perdão se não correspondi em algum momento a expectativa legítima de todos os honrados membros desta querida convenção”, destacou Gedeão Granjeiro.

Fonte: TV Jornal

Pastor Gilmar Santos, investigado por corrupção no MEC, afirma que sua prisão foi ilegal

Pastor Gilmar Santos
Pastor Gilmar Santos

Acusado de atuar como lobista e ter se beneficiado de recursos do Ministério da Educação (MEC), o pastor Gilmar Santos foi preso na última quarta-feira (22), mas foi liberado no dia seguinte.

Também detidos por um dia, o pastor Arilton Moura e o ex-ministro da Educação e pastor presbiteriano Milton Ribeiro são alvos da mesma investigação por desvio de dinheiro público.

Os religiosos foram liberados a partir da ordem de soltura dada pelo desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), na quinta-feira.

Gilmar Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e atua como pastor na denominação há mais de 40 anos.

“Carta ao povo de Deus”

Em texto publicado no Instagram, o líder religioso afirma que “não há julgamento ou veredicto sob o meu nome, o que mostra a ilegalidade desta prisão, sem lastro na legislação brasileira, reconhecidamente inconstitucional”.

Gilmar direciona a “carta” aos seus “irmãos” e conta que escreve de casa “em profunda reflexão e com o coração quebrantado”. O pastor da Assembleia de Deus descreve a sua prisão como parte de “uma luta incansável para enfraquecer o governo eleito”.

“Nosso país está tomado pelo ódio e fome ao poder, com interesses políticos manipulando a verdade e a transparência dos fatos”, declara o assembleiano. E finaliza: “meu compromisso segue o mesmo desde o momento em que Deus me chamou para ser parte de Sua grande obra”.

Fonte: TV Jornal

Suprema Corte anula direito ao aborto nos Estados Unidos

Suprema Corte dos Estados Unidos
Suprema Corte dos Estados Unidos

A Suprema Corte dos EUA anulou a decisão histórica de 1973 de Roe v. Wade , concluindo que não há direito constitucional ao aborto. 

Em uma decisão divulgada sexta-feira no caso de Thomas Dobbs, et. al. v. Jackson Women’s Health Organization , o tribunal superior decidiu 6-3 para manter a Lei da Idade Gestacional do Mississippi, que proíbe a maioria dos abortos após 15 semanas de gravidez.

A sentença, que reverte uma decisão que havia sido tomada pelo mesmo tribunal há 49 anos, traz grandes impactos para a vida das mulheres e para a política americana.

A mudança não proíbe o aborto no país, mas abre espaço para que cada um dos 50 estados adote vetos locais. Por maioria de 6 votos a 3, a corte considerou como válida uma lei criada no estado do Mississipi, de 2018, que veta a interrupção da gravidez após a 15ª semana de gestação, mesmo em casos de estupro. Os juízes usaram este caso como oportunidade para derrubar outra decisão, de 1973, conhecida como caso Roe vs. Wade, que liberou o procedimento no país.

Nos anos 1970, os juízes haviam relacionado o aborto com o direito à privacidade, ao considerarem que os governos não poderiam interferir em uma escolha de foro íntimo da mulher — a de manter ou não uma gestação. O direito à privacidade é garantido por duas emendas à Constituição dos EUA, a 9ª e a 14ª. No processo atual, chamado de Dobbs vs. Jackson Women’s Health Organization, a maioria dos magistrados adotou posição oposta e considerou que relacionar o procedimento com o direito à privacidade não faz sentido.

“Roe estava notoriamente errada do início. Sua argumentação é excepcionalmente fraca, e a decisão teve consequências danosas. E longe de trazer uma base nacional para a questão do aborto, Roe vs. Casey tem inflamado o debate e aprofundado a divisão”, diz a decisão, elaborada pelo juiz Samuel Alito, que está na corte desde 2005 e foi indicado pelo presidente George W. Bush.

“Consideramos que a Constituição não confere um direito ao aborto. (…) É hora de observar a Constituição e devolver a questão do aborto para os representantes eleitos pelo povo”, prossegue a sentença, cujo documento soma 213 páginas.

Assim, estados com governos conservadores, como Texas e Flórida, devem tirar esse direito de suas moradoras, enquanto regiões sob comando progressista, como Califórnia e Nova York, o manterão. A mudança deve afetar especialmente as mulheres mais pobres dos estados conservadores, pois elas têm menos condições para viajar até outro estado onde o procedimento é autorizado.

Projeções feitas pela imprensa americana apontam que ao menos 23 estados devem banir o aborto de modo quase completo após a decisão da Suprema Corte. Nos últimos anos, vários estados governados por republicanos tomaram medidas para dificultar o acesso ao procedimento, em um esforço para ir corroendo esse direito aos poucos.

Uma lei federal para liberar o aborto no país todo pode ser elaborada, mas as chances de o Congresso atual aprovar uma proposta dessa são mínimas. Republicanos, que se posicionam contra o aborto, têm poder para barrar a medida no Senado. E não há consenso entre democratas para tentar mudar as regras que permitem à oposição bloquear a aprovação de propostas assim.

O fim do direito ao aborto já era esperado desde o começo de maio, quando um rascunho da decisão sobre o tema foi revelado pelo site Politico. Depois disso, houve uma série de protestos pelo país, e a sede da Suprema Corte passou a ser protegida por grades.

Grupos de defesa de direitos das mulheres já haviam convocado protestos contra a medida em várias cidades do país, para serem feitos no dia em que a decisão fosse divulgada.

No início de junho, três ativistas dos direitos do aborto interromperam os cultos na Mega Igreja Lakewood de Joel Osteen, em Houston, Texas.

A mudança histórica de posição veio depois que o tribunal passou a ter maioria de juízes conservadores, um legado de Donald Trump, presidente de 2017 a 2021. Ele conseguiu indicar três magistrados, com ajuda de senadores republicanos. Seus aliados impediram o presidente Barack Obama de fazer uma nomeação em 2016, ao final de seu mandato, e correram para garantir que Trump apontasse mais uma juíza em 2020, semanas antes da eleição que ele perdeu.

Roe vs. Wade 

A decisão de Roe vs. Wade mudou profundamente a política americana e, indiretamente, ajudou a torná-la mais polarizada. O combate ao aborto se tornou uma causa que une conservadores e líderes religiosos no país, que esperavam vetar a prática de vez. Eles passaram anos fazendo tanto grandes protestos pelo país quanto pequenas ações, como passar horas em frente a clínicas de aborto para tentar convencer as mulheres a desistirem do ato.

Uma das táticas para derrubar Roe vs Wade foi debater até quando as mulheres poderiam abortar. A decisão de 1973 definiu que o procedimento era totalmente livre no primeiro trimestre da gravidez (12 semanas), liberado com algumas restrições no segundo trimestre e só poderia ser vetado na terceira parte da gestação.

Em 1992, a corte julgou outro caso (Planned Parenthood vs. Casey), no qual confirmou o direito ao aborto, com uma alteração: passou a considerar o conceito de viabilidade fetal: as mulheres podem abortar sem restrições até o momento em que o feto fosse capaz de sobreviver fora do útero, o que tende a acontecer geralmente após 22 semanas.

Nos últimos anos, esse prazo foi sendo encurtado por leis estaduais. A norma do Mississipi, agora validada pela Suprema Corte, definiu o limite de 15 semanas. Uma lei do Texas, aprovada em setembro de 2021, impede o procedimento a partir de seis semanas de gestação, momento em que muitas mulheres ainda não descobriram estarem grávidas. A regra texana considera que o feto é viável se o coração está batendo. Em maio, Oklahoma foi mais longe e aprovou um veto ao aborto desde o momento da concepção.

A mudança atual dá força a políticos conservadores para tentar novos passos, como propor leis que impeçam as mulheres de irem a outro estado para abortarem ou punir quem ajudá-las a buscar o procedimento. A lei do Texas abre espaço para que mesmo o motorista que transporte uma mulher a caminho de uma clínica possa ser punido, mesmo que ele não saiba da intenção dela.

Para os progressistas, há o temor de que a Suprema Corte reveja outras decisões, como a liberação do casamento homoafetivo, de 2015. Em reação à onda conservadora, grandes empresas americanas, como Amazon, Apple e Citibank, criaram programas para ajudar mulheres a viajar para locais onde podem abortar de forma legal.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Folha de S. Paulo

Ex-hindu de 108 anos aceita Jesus na Ásia

Auntie foi evangelizada com uma Bíblia em áudio, dada por missionários, em uma aldeia remota. (Foto: International Mission Board).
Auntie foi evangelizada com uma Bíblia em áudio, dada por missionários, em uma aldeia remota. (Foto: International Mission Board).

A hindu Auntie alcançou seus 108 anos em uma aldeia remota na Ásia. Embora o tempo tenha afetado sua visão, isso a não impediu de conhecer a Palavra de Deus.

Usando uma Bíblia em áudio em um cartão de memória, um cristão local compartilhou o Evangelho com a idosa.

Auntie passou a escutar com atenção as histórias bíblicas do cartão SD, criado pela International Mission Board (IMB) para levar Cristo ao sul da Ásia, e foi tocada pelo Espírito Santo.

Em idade avançada, ela aceitou Jesus, deixou o hinduísmo, religião que seguiu por mais de um século, e foi batizada.

Agora, salva pela verdade do Evangelho, Auntie declara: “Não tenho medo de morrer. Estou feliz por morrer conhecendo a Deus”.

Embora não tenha mais a saúde de sua juventude, a recém convertida se comprometeu em obedecer o ide de Jesus.

“Fico sentada o dia todo. Mas, enquanto ainda estiver viva, vou contar essas histórias [da Bíblia] para quem vier se sentar comigo”, disse.

Todas as semanas, Auntie reúne a família em sua casa para um culto doméstico e usa o cartão SD da Mission Board.

Levando o Evangelho em cartões SD

Veronica Masterson, missionária da IMB, relata que os cartões de memória evangelísticos têm impactado o sul da Ásia.

Durante os 8 anos em que estão em uso, os missionários já batizaram mais de 180 mil pessoas, que receberam Jesus através do material.

A estratégia do cartão SD na evangelização surgiu para alcançar os moradores de áreas remotas, onde cerca de 80% são analfabetos.

Cada cartão contém a Bíblia completa em áudio, 35 lições bíblicas apresentando o Evangelho e filmes evangelísticos, como O Salvador e Filme de Jesus e Madalena. Os conteúdos estão disponíveis nos cinco principais idiomas da região.

“Queremos que eles tenham informações suficientes para chegar a um entendimento e tomar uma verdadeira decisão de seguir a Cristo”, afirmou Veronica.

Fonte: Guia-me com informações de international Mission Board

Leonardo Gonçalves rebate pastor Anderson Silva e defende Jotta A e Priscilla Alcântara

O pastor Anderson Silva e o cantor Leonardo Gonçalves
O pastor Anderson Silva e o cantor Leonardo Gonçalves

Famoso por criticar a conduta de pastores e líderes evangélicos nas redes sociais, o pastor Anderson Silva, da Igreja Movimento Vivo por Ti, declarou nesta terça-feira (21) que “qualquer pastor evangélico que contratar ou convidar Leonardo Gonçalves estará traindo Jesus, a Bíblia e a verdade“.

O comentário foi feito a partir da notícia de que o artista gospel cantou em uma igreja inclusiva, liderada por um casal de pastoras. Anderson ainda afirmou que há um ano e meio observa um “desvio teológico liberal humanista” em Leonardo.

Réplica de Leonardo Gonçalves

Na última quarta-feira (22), o cantor Leonardo Gonçalves respondeu através de uma série de tweets as falas do pastor. Leonardo não cita o nome de Anderson, mas direciona: “ao ‘pastor’ barbudo de cabeça raspada q tem fetiche por armas e é pré-candidato a deputado: não cito seu nome, pq vc vai ter de se eleger pelo seu próprio engajamento”.

O cantor evangélico usa aspas ao definir o pastor e explica que não cita levianamente o título por vir de uma família de pastores e ter profundo respeito pela função. “Não reconheço sua autoridade e nem seu ministério”, disparou Gonçalves.

Em resposta às críticas do líder religioso, Leonardo afirma: “sempre fui e continuarei sendo esse mesmo cantor evangélico, mesmo que você não o queira”.

Em vídeo, o pastor Anderson Silva diz que o cantor deveria devolver todo o dinheiro que ganhou de ofertas “nas costas da igreja evangélica que vocês desprezam”. Ao que o artista respondeu:

“Você quando exige que eu devolva todo o dinheiro que ganhei com evangélicos se entrega novamente, mostrando onde está seu coração! Porque pela minha cabeça a questão financeira jamais passaria, uma vez que não acumulei nada; não tenho sequer casa própria, meu carro é de 2013 e tem 250mil km rodados.”

Sexualidade e comunidade LGBT+

Leonardo Gonçalves entra ainda no assunto da sexualidade, uma vez que o pastor questiona a orientação sexual do cantor em seus vídeos. O cantor sugere que Anderson faça terapia para entender a sua “fixação por tudo q diz respeito à ‘macheza’ ou assuntos LGBTQIAP+”.

“Quando você questiona ou induz que se questione a minha orientação sexual, você novamente se entrega… Afinal: por que isso é uma questão pra você? Por que você pensa nisso? Aliás: no que você pensa exatamente? Por que você gasta energia e tempo pensando nisso? Por que isso importa pra você?”, provocou o cantor.

Jotta A e Priscilla Alcântara

Quando criticou a conduta de Leonardo Gonçalves, o pastor de Brasília também citou os nomes de Priscilla Alcântara e Jotta A, que começaram as suas carreiras no gospel mas não produzem mais canções do gênero. O artista escreveu:

“Quanto às minhas irmãs Priscilla Alcântara e Jotta A: a contribuição que deram para o Reino até agora é infinitamente maior do que a sua jamais será. Digo mais: a contribuição que CONTINUARÃO dando para o Reino é infinitamente maior que a sua”.

Além de Leonardo, Priscilla e Jotta, Anderson Silva nomeou Marcos Almeida e a dupla Os Arrais quando apontou os artistas do gospel que teriam desviado a sua teologia para uma vertente “liberal humanista”.

“Devolvam todo o dinheiro que vocês fizeram nas costas da igreja evangélica que vocês desprezam”, declarou em vídeo o pastor.

Fonte: TV Jornal

Justiça manda soltar ex-ministro Milton Ribeiro e pastores Gilmar Santos e Arilton Moura

Ministro da Educação, Milton Ribeiro, com os pastores Arilton Moura (ao fundo) e Gilmar Santos em culto em Goiânia (GO) - Reprodução redes sociais
Ministro da Educação, Milton Ribeiro, com os pastores Arilton Moura (ao fundo) e Gilmar Santos em culto em Goiânia (GO) - Reprodução redes sociais

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ordenou a soltura do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro nesta quinta-feira (23/06). O desembargador Ney Bello aceitou um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-ministro e mandou libertá-lo.

“Ante o exposto, defiro a liminar, se por outro motivo o paciente Milton Ribeiro não estiver segregado, para cassar a sua prisão preventiva, até o julgamento de mérito pelo colegiado da Terceira Turma deste TRF da 1ª. Região”, diz a decisão.

Além de Milton, todos os outros presos pela Polícia Federal também serão soltos, segundo a decisão do desembargador, incluindo os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Milton Ribeiro, Gilmar Santos e Arilton foram presos nesta quarta-feira (22/06), pela Polícia Federal. Ribeiro é investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC.

Já Gilmar Santos e Arilton Moura são investigados por atuar informalmente junto a prefeitos para a liberação, por meio de concessão de propina, de recursos do Ministério da Educação. Os outros dois presos são Helder Bartolomeu, ex-assessor da Prefeitura de Goiânia, e Luciano Freitas Musse, ex-assessor de Milton Ribeiro no Ministério da Educação.

Segundo O Globo, Bello afirmou que nada indicava a necessidade da prisão preventiva, uma vez que os fatos narrados envolvem acontecimentos passados e que Ribeiro não está mais no governo.

Segundo o magistrado, o ex-ministro não representa risco à ordem pública ou econômica que justifique a detenção.

“As decisões que foram tomadas e os atos adjetivados de ilícitos há meses atrás, não estando o paciente na possibilidade de continuar os praticando, não geram contemporaneidade e nem a utilidade a fundar um decreto de prisão preventiva. Como o próprio nome já indica, a prisão preventiva serve para prevenir, não para punir; serve para proteger e não para retribuir o mal porventura feito”, disse o juiz.

A decisão é liminar e vale até o julgamento do caso pela Terceira Turma do TRF-1. Ney Bello não determinou a aplicação de nenhuma medida alternativa à prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Mais cedo, o desembargador federal Morais da Rocha, também TRF-1, negou outro habeas corpus apresentado pela defesa do ex-ministro. Ele ressaltou que não poderia conceder o habeas corpus porque a decisão que determinou a prisão não foi juntada ao processo. Os advogados de Milton Ribeiro afirmam que ainda não tiveram acesso à decisão na íntegra. O desembargador reconheceu o fato, mas destacou que não poderia reverter uma decisão sem acesso a ela.

Fonte: Portal do Trono, G1 e O Globo

André Valadão defende juíza que impediu aborto de criança estuprada

André Valadão é cantor e pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Orlando, EUA
André Valadão é cantor e pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Orlando, EUA

O caso de uma menina de Santa Catarina, que foi estuprada aos 11 anos, trouxe de novo à tona a polêmica sobre o aborto. Isso porque a criança foi impedida de interromper a gestação.

A mãe da menina só descobriu a gravidez após 22 semanas (5 meses e meio). A criança foi então encaminhada a um hospital de Florianópolis para que um aborto fosse realizado, mas a equipe médica se recusou, já que as normas internas do hospital permitiam o ato até a 20ª semana. O caso foi parar na justiça.

A juíza responsável pelo caso, Joana Ribeiro Zimmer, concluiu que o aborto de um bebê com 22 semanas seria um homocídio e encaminhou a menina a um abrigo após um pedido da Vara da Infância. Agora ela está sendo duramente criticada por seu posicionamento.

Mas, segundo a juíza, a decisão foi uma medida protetiva para manter a criança longe do agressor e também evitar o aborto de uma gravidez em estágio avançado. Há suspeitas de que o estupro tenha ocorrido dentro da própria casa.

Entenda o caso

O estupro aconteceu no começo do ano, mas quando a mãe descobriu a gravidez já era tarde para a relização de um aborto dentro dos parâmetros da lei, já que o bebê estava em estágio avançado de desenvolvimento.

A mãe alega que realmente estava decidida pelo aborto como forma de proteção à filha, conforme o G1. “Diferente de proteger a filha, iria submetê-la a um homicídio”, disse Joana na decisão.

A juíza ainda explica que o aborto só não foi realizado “porque a menina estava institucionalizada [internada em um abrigo] pois, se estivesse com a mãe, teria sido realizado o procedimento sem a salvaguarda da vida do bebê”.

A magistrada ainda escreveu na decisão que a menina passou por três avaliações médicas recentes e que, em nenhuma delas, falou-se em risco para a saúde da menor.

Por outro lado, a advogada da menina, Daniela Felix, insiste em dizer que já havia uma decisão da Justiça que autorizava o aborto. Porém, como a criança foi encaminhada a um abrigo, isso impediu que a decisão fosse executada.

Na última decisão sobre o caso, nesta terça-feira (21), a Justiça determinou que a menina voltasse a morar com a mãe. A advogada de defesa da família não deu detalhes sobre qual será decisão em relação ao aborto. Vale lembrar que a menina agora está em sua 29ª semana de gestação (mais de 7 meses).

Juíza Joana Ribeiro Zimmer.

Defensores do aborto

A ex-coordenadora do setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, no Vale do Itajaí, a médica Daniela Lemos Mezzomo, explica que pelo Código Penal, em casos de estupro, risco de vida materna ou má formação fetal incompatível com a vida, não há limite de idade gestacional.

“Vinte e duas semanas e dois dias não faria nenhuma diferença quanto a viabilidade, também, e nem deveria ter sido enviado para um juiz. A lei já autoriza. O hospital credenciado deve obrigatoriamente disponibilizar um médico para realizar o procedimento. Interpretam a lei como querem”, ela disse.

André Valadão

O pastor André Valadão se manifestou em seu Instagram. Ao ser questionado pelos seus seguidores sobre a decisão da juíza, ele disse que “ela está certíssima”.

“Não é porque a criança tem 11 anos que o bebê deixa de ser um ser humano”, disse.

Depois ele respondeu a outra pergunta: E se fosse sua filha? “Se fosse minha filha eu iria cuidar dela nas questões psicológicas e psiquiátricas e nós nunca iríamos abortar o bebê, em hipótese alguma”, reforçou.

“Uma vida não deve ser assassinada! Não temos este direito. Bate coração, bate uma vida!”, escreveu ainda.

Por fim, um seguidor pergunta se o pastor André acha que o estuprador do caso em evidência merece pena de morte, punição que não é aplicada pela justiça brasileira.

Valadão responde: “Pena de morte é uma coisa muito séria, gente. Imagine uma pena sendo dada de forma errada a uma pessoa que é inocente. Ou seja, estaríamos matando alguém também”.

“A probabilidade de haver erros em condenar pessoas a pena de morte é grande. (Não é o caso comprovado do estuprador) mas mesmo assim, NADA CONTRA A PRISÃO PERPÉTUA, pois em caso de erro, terá a ‘vida inteira’ para provar o contrário…”, escreveu na legenda da terceira publicação.

Outras opiniões

“Os abortistas estão realmente preocupados com a trágica situação da menina grávida aos 11 anos ou vislumbraram apenas mais uma oportunidade de disseminar a defesa do assassinato intrauterino?”, questionou também a deputada estadual de Santa Catarina, Ana Campagnolo.

Segundo a deputada, tanto o parto quanto o aborto são traumáticos para uma criança de 11 anos que já sofreu também com o trauma do estupro. “Um aborto não elimina o parto. Um aborto não é mágica que faz o bebê sumir”, considerou.

Após o aborto, ela continuou explicando, que o bebê deverá ser retirado morto de dentro da menina. “Todos precisam saber que após um aborto, seja legal ou não, a menina passaria em um processo para expulsar do seu corpo um bebê que foi propositalmente esmagado, envenenado ou estripado”, detalhou.

“As pessoas realmente sabem como é feito o aborto? Por que preferir o trauma do parto de um bebê morto ao parto de um bebê vivo? Por que escolher a morte e não a vida depois que tantas coisas ruins já aconteceram?”, lançou as perguntas.

Juíza se retira do caso

Após a repercussão do caso, Joana Ribeiro Zimmer disse que não se manifestará sobre a audiência realizada e que as informações “foram vazadas de forma criminosa”.

Ela explicou que o caso tramita em segredo de justiça e que busca garantir a devida proteção integral à criança. Em seguida, informou que está deixando o caso, pois foi transferida para a comarca de Brusque, no Vale do Itajaí, conforme informações do G1.

Ela disse ainda que aceitou a promoção e o convite que havia sido feito antes da repercussão do caso. O órgão especial do Tribunal da Justiça disse, na última quarta-feira (15), que “a juíza recebeu a promoção por merecimento”.

“Com o julgamento do STF pelo não reconhecimento do direito ao esquecimento, qualquer manifestação sobre o assunto à imprensa poderá impactar ainda mais e para sempre a vida de uma criança. Por essa razão, seria de extrema importância que esse caso continue a ser tratado pela instância adequada, ou seja, pela Justiça, com toda a responsabilidade e ética que a situação requer e com a devida proteção a todos os seus direitos e garantias constitucionais”, a juíza escreveu em nota.

Folha Gospel com informações de Guia-me, G1 e TV Jornal

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