O apresentador do SBT, Raul Gil, afirmou em seu programa neste sábado (04/06), que o dinheiro é fundamental para manutenção de igrejas e templos, revelando ainda uma visita ao Templo de Salomão – uma réplica do primeiro templo em Jerusalém citado na Bíblia Sagrada, construído no século XI a. C., mantido pela Igreja Universal do Reino de Deus, na região do Brás em São Paulo.
O artista falou sobre o assunto ao tentar convencer o participante Samuel Tayrone a deixar a competição musical ‘Shadow Brasil’.
“Ele já ganhou R$ 5 mil, vamos ver se esse menino desiste hoje. Eu te dou R$ 20 mil. Não? E se tiver que pagar o dízimo lá?”, questionou.
“Você vai ver, meu amigo, o bispo da sua igreja vai falar: ‘ele não pegou os R$ 30 mil’? E se tiver que pagar o dízimo? Você paga?”, acrescentou Raul.
Na sequência, o calouro, conhecido pelas apresentações de música gospel, afirmou que está em dia com a sua colaboração financeira.
O comunicador ainda explicou o porquê de fazer a brincadeira com Tayrone. “A turma fala sobre pagar dízimo, mas é importante porque a igreja tem uma despesa muito grande. Os pastores têm que se vestir bem, você tem que sentar numa cadeira confortável, numa boa poltrona. O banheiro com tudo limpo”, destacou. Ele ainda recordou uma visita ao templo mantido pela igreja do bispo Edir Macedo, cuja inauguração contou até com a presença da então presidente da República Dilma Rousseff (PT) e seu vice Michel Temer (MDB).
Com 100 mil metros quadrados – o equivalente a 5 campos de futebol e capacidade para 10 mil pessoas, a nova sede mundial da Igreja Universal se tornou o maior espaço religioso do Brasil – 4 vezes maior que o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.
Cerca de 30 cristãos foram presos no mês passado por acusações de conversão forçada em apenas um estado da Índia, incluindo 20 em uma semana, de acordo com um órgão de vigilância de perseguição com sede nos EUA, que diz que as igrejas agora temem que possam ser acusadas se conduzirem até mesmo orações em pequenos grupos.
O último incidente que levou à prisão de um trabalhador cristão ocorreu em 31 de maio no estado de Uttar Pradesh, no norte, quando uma multidão de nacionalistas hindus extremistas invadiu a casa de um pastor local que estava orando com sua família, espancou-o, arrastou ele de sua casa e o agrediu antes de entregá-lo à polícia, relata a International Christian Concern.
A polícia então prendeu o pastor, acusando-o de atos deliberados e maliciosos contra outra religião enquanto e não investigou a agressão contra ele.
“Chegamos a um momento crítico, onde praticar a fé de nossa escolha é considerado crime e punido de acordo”, disse um líder cristão local de Uttar Pradesh. “Precisamos estar alertas e preparados para enfrentar o desafio; quase todos os pastores e líderes são visados. Estes são os tempos de provação.”
Em outra caso no mesmo estado em 29 de maio, cerca de 10 jovens nacionalistas hindus interromperam um culto de domingo onde 40 cristãos estavam orando e adorando, roubaram a Bíblia do pastor e o jogaram no chão.
A polícia prendeu o pastor da igreja e apresentou uma queixa formal contra ele e se recusou a prender os agressores.
“Temos medo até de realizar orações em pequenos grupos, mesmo que possam ser enquadradas como conversões forçadas”, disse um pastor de uma igreja doméstica. “Nossas vidas estão em perigo, pois a identidade cristã pode nos colocar atrás das grades, não vemos saída, só Deus deve intervir.”
Uttar Pradesh é um dos 11 estados indianos que adotaram uma lei anticonversão, que presume que os cristãos pressionam os hindus a se converterem ao cristianismo.
“As leis anticonversão da Índia não são um meio de proteger a liberdade religiosa, mas sim um mecanismo para o governo oprimir e punir as minorias religiosas”, disse o presidente do TPI, Jeff King. “Nossos irmãos e irmãs indianos estão enfrentando níveis crescentes de perseguição desde a adoção dessas leis em 11 estados. A Índia afirma ser a maior democracia do mundo, mas viola descaradamente os direitos humanos. Oramos pela resiliência contínua da Igreja indiana e para que a injustiça chegue ao fim”.
Enquanto os cristãos representam apenas 2,3% da população da Índia e os hindus representam cerca de 80%, as leis anticonversão do país presumem que os cristãos “forçam” ou dão dinheiro aos hindus para persuadi-los a se converterem ao cristianismo.
Algumas dessas leis estão em vigor há décadas em alguns estados. Grupos nacionalistas radicais hindus frequentemente usam as leis para fazer acusações falsas contra cristãos e lançar ataques contra eles sob o pretexto de uma suposta conversão forçada.
Para os cristãos da Índia, 2021 foi o “ ano mais violento ” da história do país, segundo um relatório do United Christian Forum, que registrou pelo menos 486 incidentes violentos de perseguição cristã no ano.
A UCF atribuiu a alta incidência de perseguição cristã à “impunidade”, devido à qual “tais turbas ameaçam criminalmente, agridem fisicamente as pessoas em oração, antes de entregá-las à polícia sob alegações de conversões forçadas”.
A polícia registrou queixas formais em apenas 34 dos 486 casos, segundo a UCF.
A Federação de Organizações Cristãs Indiana-Americanas da América do Norte (FIACONA, sigla em inglês) documentou pelo menos 761 incidentes de violência contra cristãos em 2021.
“O ano de 2021 provou ser o ano mais violento para os cristãos na Índia”, disse John Prabhudoss, presidente da FIACONA, em uma coletiva de imprensa anterior em Washington.
Prabhudoss disse que o FIACONA documentou e analisou todos os 761 incidentes, acrescentando que o número de ataques anticristãos provavelmente será muito maior porque a maioria dos incidentes não é relatada.
O relatório do grupo disse que os cidadãos comuns da Índia, especialmente as minorias religiosas, observam e sentem que o governo do estado, liderado pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata, incluindo o governo do estado de Uttar Pradesh, estava implementando a ideologia majoritária, ou seja, “Hindutva.”
O governo nacional, também liderado pelo BJP, continuou, “é subserviente” ao Rashtriya Swayamsevak Sangh, um grupo nacionalista hindu abrangente, e seus “múltiplos associados especializados em meios radicais e violentos para excluir e rebaixar os cristãos”.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Meninos são sequestrados e treinados para se tornarem “crianças-soldado” do Boko Haram. (Foto: Reprodução/Barnabas Fund)
O dia 4 de junho é o Dia Internacional da Criança Vítima de Agressão. Muitos pensam que as agressões a crianças em países onde há perseguição seja um acidente, mas pesquisa da Portas Abertas mostra que, na verdade, elas são propositalmente escolhidas como alvos pelos extremistas.
Uma em cada seis crianças no mundo vive em zonas de conflito, segundo dados de 2021. Mais de 450 milhões delas vivem o impacto da violência, incluindo ferimentos graves e até mesmo a morte. Casamento forçado, deixar a terra natal e recrutamento para exércitos milicianos são alguns dos desafios vividos por muitos pequenos. Nesse contexto, eles perdem oportunidades e direitos básicos, como a educação.
Os fatores de risco incluem a idade das crianças, a educação e o nível de proteção social. A pesquisa recente indica que gênero e religião são agravantes também.
Por que crianças e adolescentes?
“Como vítimas de agressão, crianças e adolescentes podem ser explicitamente perseguidos por causa da fé em Jesus, pela proximidade com comunidades marginalizadas e pelo potencial de liderança, trabalho e família que elas podem oferecer no futuro. Grupos insurgentes violentos exploram as lacunas da negligência de proteção nas comunidades, do Estado e das forças militares internacionais que dificilmente conseguem intervir”, disse uma analista da perseguição da Portas Abertas.
Um relatório da Portas Abertas de 2021 sobre como a perseguição afeta crianças e adolescentes mostra que, particularmente na África Subsaariana, as crianças enfrentam um alto nível de sequestros e de violência sexual, física e psicológica. Com tantos países mobilizando recursos para lidar com a pandemia da COVID-19, grupos extremistas aproveitaram as brechas dos acordos de paz e da ausência das forças antiterrorismo.
Ecoando as palavras de Graça Machel, ex-ministra da Educação de Moçambique e especialista da Secretaria Geral das Nações Unidas, “milhões de crianças são aprisionadas em zonas de conflito. Não são meras espectadoras, elas são alvos da violência”.
O relatório da Portas Abertas destaca a intenção dos extremistas de evitar que a próxima geração de cristãos mantenha as igrejas. “Comunidades cristãs correm o risco de serem privadas de gerações jovens. Potenciais futuros líderes e famílias cristãs ficam perdidos. Crianças e adolescentes são alvos porque eles têm potencial para revigorar e perpetuar a igreja”, diz o relatório.
No mês de maio, a Nigéria viveu muitos ataques, sequestros e execuções de cristãos. No país com maior violência aos cristãos, incluindo crianças e adolescentes, sua doação ajuda a reconstruir igrejas e oferecer cuidados pós-trauma das vítimas de agressões. Crie uma nova realidade para esses pequenos perseguidos pela fé em Jesus.
Dezenas de pessoas morreram neste domingo (05/06) depois que homens armados atacaram uma igreja católica em Owo, cidade do sudoeste da Nigéria.
Homens armados atiraram e detonaram explosivos contra fiéis durante missa no sudoeste da Nigéria. Segundo médico local, pelo menos 50 pessoas morreram.
Um médico de um hospital da cidade, disse à agência Reuters que nada menos que 50 corpos foram transferidos para o Centro Médico Federal em Owo e para o Hospital Católico de St. Louis.
O presidente do país, Muhammadu Buhari, condenou o ataque, chamando-o de “hediondo”. A identidade dos agressores e a motivação do ataque ainda estão sendo investigados.
A mídia nigeriana informou que homens armados atiraram contra os fiéis e detonaram explosivos na igreja. Entre os mortos estão mulheres e crianças. Vídeos que parecem ter sido registrados na cena do ataque mostram corpos de fiéis em poças de sangue enquanto pessoas ao redor choram.
Funmilayo Ibukun Odunlami, porta-voz da polícia do estado de Ondo, onde fica a cidade de Owo, confirmou que o ataque ocorreu na Igreja Católica de São Francisco em Owo e disse que a polícia emitirá uma nova declaração em breve. “Ainda é cedo para dizer quantas pessoas morreram. Mas muitos fiéis perderam suas vidas e outros ficaram feridos”, disse Odunlami à agência AFP.
O deputado Adelegbe Timileyin, que representa a área de Owo na câmara federal da Nigéria, afirmou que o padre responsável pela paróquia foi levado pelos agressores. O governador do estado de Ondo, Arakunrin Oluwarotimi Akeredolu, por sua vez, condenou o “ataque vil e satânico”. Akeredol, interrompeu uma viagem à capital federal, Abuja, e retornou ao seu estado após o ataque. “Vamos comprometer todos os recursos disponíveis para caçar os responsáveis e fazê-los pagar”, disse em comunicado.
O país mais populoso da África é palco regular de ataques jihadistas islâmicos e sequestros por gangues armadas, principalmente no noroeste. Tais ataques, no entanto, são mais raros no sudoeste da Nigéria, onde fica Owo.
Há uma semana, o pastor-chefe da Igreja Metodista na Nigéria foi sequestrado junto com outros dois clérigos no sudeste do país. Mais tarde, o pastor metodista disse que pagou o equivalente a US$ 290 mil para ser libertado com seus companheiros.
Duas semanas atrás, dois padres católicos foram sequestrados em Katsina, estado natal do presidente Muhammadu Buhari, no norte do país. Eles ainda permanecem em poder dos sequestradores.
Em 2020, mais de 100 pessoas morreram durante um ataque a uma aldeia no nordeste da Nigéria atribuído ao grupo jihadista Boko Haram.
Em comunicado divulgado pelo Vaticano, o papa Francisco disse estar orando pelas vítimas do ataque que foram “dolorosamente atingidas em um momento de celebração”.
O líder religioso mexicano Naasón Joaquin Garcia se declarou culpado de várias acusações de abuso sexual de menores, informou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, em comunicado nesta sexta-feira (3).
O julgamento contra García deveria começar na segunda-feira, mas em uma reviravolta inesperada, ele firmou um acordo com as autores, se declarou culpado e deve receber uma sentença na manhã da próxima quarta-feira (8).
Ao todo, Garcia enfrenta 19 acusações, incluindo estupro, posse de pornografia infantil e tráfico de pessoas. Os crimes teriam sido cometidos entre junho de 2015 e junho de 2019
Há quase três anos, García, líder de uma das maiores igrejas evangélicas em nível internacional, foi preso no aeroporto de Los Angeles. O julgamento dele deveria começar em 2020, mas foi adiado em razão da pandemia do coronavírus e de várias estratégias adotadas por sua defesa.
Quem é Naasón Joaquin Garcia?
Ele é o presidente internacional da igreja La Luz del Mundo desde 2014. Assumiu o cargo após a morte do seu pai, Samuel Joaquín Flores, que foi o responsável por liderar a congregação durante 50 anos. Este também havia herdado a função de seu progenitor, Eusebio Joaquín González, que fundou a igreja em Guadalajara, no México, em 6 de abril de 1926.
Do acusado se conhece pouco, exceto a história que ele contou a portais e meios oficiais da congregação.
Sabe-se, por exemplo, que ele iniciou seu trabalho como missionário aos 14 anos para a igreja nos bairros populares de Guadalajara, onde ainda está localizada a sede principal.
Logo foi escolhido como responsável pelo movimento nos Estados Unidos e posteriormente viajou para Europa, Ásia e Oceania.
Quando assumiu a presidência da igreja, criou uma estrutura de comunicação nas redes sociais que permitiu que ele aumentasse o número de fiéis, segundo a página oficial do movimento.
E paralelamente, segundo a Procuradoria Geral da Califórnia, entre 2015 e 2018 Joaquín García e alguns de seus colaboradores teriam aproveitado essa estrutura para cometer abusos sexuais e outros crimes, algo que ele e a congregação que dirige negam.
Por essas acusações, ele foi preso em 3 de junho de 2019, junto com uma de suas assistentes, Susana Medina Oaxaca, após sua chegada ao Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) em um jato particular.
E por isso será julgado no Tribunal Superior da cidade californiana.
Do que ele é acusado?
“Crimes como os alegados nesta denúncia não têm lugar em nossa sociedade. Ponto final”, disse o então procurador-geral da Califórnia Xavier Becerra – agora secretário de Saúde e Serviços Humanos – ao anunciar sua captura.
Naquele momento, pendiam 25 acusações sobre o chamado “apóstolo de Jesus Cristo”.
Mas o número variou nos últimos anos e atualmente há 19, entre elas acusações de abuso sexual de menores, violação, posse de pornografia infantil e tráfico de pessoas.
Os supostos crimes teriam ocorrido entre junho de 2015 e junho de 2019, em Los Angeles.
O processo criminal é baseado em depoimentos de cinco mulheres anônimas, vídeos e conversas mantidas em aplicativos de telefone.
A acusação sustenta, por exemplo, que três menores, identificadas como Jane Doe 1,2 e 3, foram convidadas a fazer parte de um grupo “especial” que atendia o líder da igreja cada vez que ele visitava Los Angeles.
Depois, elas teriam sido convidadas a dançar com pouca roupa, participaram de orgias e posaram nuas em hotéis e outros lugares, segundo a acusação.
“Naasón vivia em um filme pornô em 90% de seu tempo. E ele podia fazer isso possível porque tinha dinheiro e poder”, afirmou Sochil Martin, a jovem americana que descobriu o escândalo sexual da igreja após servir como “recrutadora” e com quem a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) conversou em abril de 2020.
Assim como a quantidade de acusações contra Joaquin Garcia, o valor da fiança estipulada contra ele também variou e atualmente está fixado em US$90 milhões (cerca de R$ 430 milhões), o maior na história da Califórnia.
Joaquín García espera sua sentença na Prisão Central para Homens do Condado de Los Angeles.
O que já disseram ele e a sua defesa?
Joaquín García rechaçou todas as acusações durante uma audiência em 19 de setembro de 2019, diante do juiz Ronald S. Coen, repetindo as palavras que seu advogado Alan Jackson ditava.
“Quantas humilhações, quantas ridicularizações, quantas ofensas, quantas provocações tivemos que suportar! O ridículo público, a zombaria da minha pessoa ou da igreja, o linchamento da mídia”, publicou a igreja La Luz del Mundo por meio de seus representantes em dezembro de 2020.
A defesa dele sustentou, desde o princípio, que a promotoria manipulou as provas para implicar ao acusado atos dos quais ele não teve nenhuma relação.
No pedido de arquivamento do processo — e que o juiz Stephen A. Marcus indeferiu em 2 de maio —, os advogados argumentaram que a promotoria dificultou o acesso ao material que baseou a acusação, e que nele poderia conter provas favoráveis ao acusado.
A defesa argumenta que algumas denunciantes colocaram o cliente em uma “armadilha por dinheiro” e que os promotores distorceram as conversas mantidas com o acusado “para ampliar o caso”.
Já a igreja liderada por ele comparou a situação dele com Jesus Cristo e a considera “injusta”.
“Temos confiança de que uma vez que o processo seja resolvido ficará evidente o que para nós é uma constante: a integridade e a honra de um homem que conhecemos, com quem tivemos que trabalhar de perto no trabalho ministerial (…)”, disse à BBC News Mundo o pastor Elíezer Gutiérrez, ministro de comunicação social da igreja.
Em relação às acusações feitas por Sochil Martin, a igreja afirma que ela busca somente lucrar.
“Sochil apresentou uma denúncia civil cujo objetivo é 100% econômico”, declarou à BBC News Mundo o pastor e subdiretor de relações públicas da igreja La Luz del Mundo, Abner Nicolás Menchaca Tristán.
E também negam as acusações que recaem sobre a congregação: que envolve um comportamento de “convencimento” de mulheres, incluindo menores, para que se submetam a abusos.
“Esse tipo de expressão, além de não refletir a realidade, me parece que fere muitas pessoas como eu e meus irmãos aqui presentes e (que) continuamos a vir à igreja hoje, nos esforçamos para ser melhores”, acrescentou o porta-voz Eliezer Gutiérrez. durante entrevista à BBC News Mundo no templo principal de La Luz del Mundo em Los Angeles.
Os representantes da igreja denunciam ataques contra seus templos e membros em decorrência do processo judicial.
Líder da igreja internacional “A Luz do Mundo”, Naasón Joaquín García está preso desde 2019
Quem são os outros acusados?
Susana Medina Oaxaca, que foi presa junto com Joaquín García no aeroporto de Los Angeles em 2019, Alondra Ocampo e Azalea Rangel Meléndez são corréus no caso.
Ocampo, uma americana de 39 anos, se declarou culpada de quatro acusações em outubro de 2020: três de contato com um menor por delito sexual e uma por penetração sexual forçada.
Nem o seu advogado Fred Thiagarajah nem o gabinete do procurador-geral divulgaram os termos da confissão de culpa de Ocampo, ou se ela testemunhará no julgamento de Joaquín García.
A audiência para a sua sentença está marcada para 12 de outubro e ela atualmente está na prisão para mulheres de Lynwood, em Los Angeles, sem direito a fiança.
“Ela se declarou culpada. O apóstolo se declarou inocente. A conduta é atribuída a quem a comete”, insistiu o pastor Abner Nicolás Menchaca Tristán em entrevista à BBC News Mundo.
“Será a lei quem determinará se isso é uma estratégia para encurtar uma possível pena para ela, porque a pena é individual”, acrescentou.
Já Oaxaca defende que é inocente e foi colocada em liberdade mediante o pagamento de fiança.
E Azalea Rangel é procurada. Ela tem duas acusações de estupro e penetração oral forçada contra uma mulher adulta da congregação.
O poder da igreja La Luz del Mundo?
Com o julgamento ainda pendente, Garcia permanece como presidente internacional da igreja La Luz del Mundo, uma congregação cuja página na internet afirma que está presente em 58 países e conta com ao menos 5 mil fiéis.
Três semanas antes de ser preso, García foi homenageado ao completar 50 anos. O evento ocorreu no Palácio de Belas Artes, o ápice do requinte cultural do México, e recebeu reconhecimento firmado por, ao menos, 35 deputados.
Quando o evento foi divulgado e se tornou um escândalo, a igreja insistiu que não foi uma cerimônia religiosa e afirmou que se tratou de uma ação cultural.
Durante uma sessão matinal naquela semana, a secretária de Cultura Alejandra Frausto confirmou que era “um concerto, conforme planejado”, e o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador pediu tolerância.
Após a notícia da prisão, o presidente voltou ao assunto e declarou: “Independentemente do Belas Artes, não se sabia, a autoridade não tinha informação sobre o que se soube ontem, e qualquer pessoa, cidadão ou associação pode se manifestar. Essa é a liberdade e tolerância”.
Especialistas como Elio Masferrer, pesquisador da Escola Nacional de Antropologia e História (ENAH), garantem que o grupo religioso sempre esteve próximo do poder.
Nos anos 80, por exemplo, a congregação apoiou o Partido Revolucionário Institucional (PRI) em Jalisco.
Em seguida, apoiou o conservador Partido da Ação Nacional (PAN), vencedor das eleições locais de 1995.
O mesmo aconteceu nas eleições nacionais. Entre 2000 e 2018, La Luz del Mundo apoiou os os governos federais.
A proximidade com o poder não se deu apenas no México. Em 19 de maio de 2019 houve o lançamento da La Luz del Mundo em El Salvador, um imenso empreendimento imobiliário. O ato contou com o apoio do então presidente eleito, Nayib Bukele.
“Você não precisa desse reconhecimento, mas é uma honra para nós dar a você e nomeá-lo um filho ilustre da cidade de San Salvador”, disse Bukele a García.
O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, escreveu uma carta ao Papa Francisco relatando a difícil situação da Região Metropolitana após as chuvas da última semana.
A resposta veio nesta sexta-feira (03), quando a Nunciatura telefonou para o arcebispo comunicando uma doação de 30 mil euros autorizada pelo papa.
O valor corresponde a cerca de 150 mil reais e foi direcionado à Cáritas Arquidiocesana, organização católica que promove ações solidárias aos que estão em necessidade.
Junto com a Arquidiocese de Olinda e Recife, a Cáritas está em campanha de arrecadação em prol da população afetada pelas chuvas. Nesta sexta, a organização divulgou o balanço da primeira semana de doações.
Cerca de 500 cestas básicas, 6 toneladas de biscoitos e 50 fardos de água foram entregues, além de roupas, colchões e cobertores. Mais de 100 pessoas estão envolvidas na ação do grupo católico.
A organização também está recebendo doações em dinheiro. Até a última atualização feita, foram contabilizados R$ 125.258,83 arrecadados por PIX e transferência bancária.
PIX Cáritas Arquidiocesana de Olinda e Recife: 29420681000129 (CNPJ).
As doações de alimentos não perecíveis, material de limpeza, produtos de higiene, colchões e lençóis podem ser levadas à Cúria Arquidiocesana, que fica na Avenida Rui Barbosa, 409, Graças, das 8h às 16h.
Cristãos sofrem com a violência e sequestro em Burkina Faso
No dia 22 de maio, 60 pessoas foram mortas em Gogadji, Norte de Burkina Faso. Três dias depois, mais 50 pessoas foram mortas por atiradores islâmicos quando tentavam fugir da zona rural de Madjoari, Leste do país. “Os moradores do vilarejo decidiram partir por causa da crescente insegurança na região. Eles se dividiram em grupos e começaram a caminhar. Um dos grupos foi parado por militantes islâmicos, e os homens que estavam entre eles foram mortos”, contou o analista da Portas Abertas sobre liberdade de religião na África Subsaariana.
Militantes islâmicos dominaram o Leste e o Norte do país. “O governo está ausente e as forças de segurança do país têm grande dificuldade em retomar essas áreas. Os burkinabes ficam desprotegidos e precisam se defender sozinhos. Aqueles que vivem na cidade de Fada N’Gourma, Leste de Burkina Faso, não podem andar mais de 10 km antes de serem parados e revistados pelos extremistas”, acrescentou o analista.
Crise de refugiados
Em 2021, Burkina Faso superou o Mali como epicentro da insurgência islâmica na região do Sahel, com aumento de 200% nos ataques violentos de acordo com dados da Armed Conflict Location and Event Data Project (ACLED). Os dados dos cinco primeiros meses de 2022 mostram que 514 pessoas foram mortas nos 277 ataques em Burkina Faso.
A violência causou uma crise de refugiados. Aproximadamente 2 milhões de pessoas se tornaram deslocados internos, de acordo com a ONU. Mais de 4 mil escolas foram fechadas, interrompendo a educação de mais de 500 mil crianças. O deslocamento em massa aumenta o risco de fome. “A impossibilidade de plantar e colher no ambiente de insegurança combinada à seca na região leva milhões de pessoas a enfrentar a incerteza sobre ter alimento suficiente este ano.”
O aumento da violência no Nordeste de Burkina Faso é causado, principalmente, pelo grupo islâmico Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), associado à Al-Qaeda. O Estado Islâmico no Oeste Africano (ISWAP) e outros grupos militantes islâmicos também disputam territórios no país, segundo o ACLED.
Os extremistas impõem regras como código de vestimenta, pagamento de impostos e fechamento de escolas nas regiões que controlam. Se as pessoas não obedecem ou têm “atitudes suspeitas” são punidas.
Cristãos em Burkina Faso
Os cristãos frequentemente padecem com a violência e sequestros. Eles representam 25% da população de Burkina Faso. Nas áreas sob controle dos radicais islâmicos, as igrejas podem ser abertas dependendo de quem está no comando ou elas se reúnem clandestinamente.
Recentemente, um pastor foi sequestrado na igreja enquanto pregava o sermão no domingo de manhã. “Eles levaram o pastor e o carro dele por alguns dias. Interrogaram e pressionaram para que ele negasse a fé em Jesus, mas o pastor se manteve firme. No final, eles disseram que deixariam que ele fosse embora sob a condição de não ter cultos mistos (mulheres e homens deveriam ficar em partes separadas do templo) e que não cantassem louvores”, acrescentou o analista da Portas Abertas na África Subsaariana.
Burkina Faso ocupa o 32º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, que elenca os 50 países onde é mais difícil ser cristão. Pesquisadores da Portas Abertas afirmam que a situação dos cristãos no país piorou. “Jihadistas dominaram mais regiões. O fechamento de igrejas e suspensão das entregas de doações e cuidados que a igreja oferecia, assim como os ataques aos cristãos, criaram um ambiente de medo e insegurança.”
No dia 12 de junho, mais de 13 mil igrejas estarão orando pela “Igreja sob Ataque”, tema do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2022. Não deixe de participar desse clamor pelos irmãos perseguidos, nem que seja com 15 minutos do culto, e ajude cristãos do Oeste Africano, como Burkina Faso. Cadastre-se e tenha acesso a materiais para fazer o DIP!
A maioria dos cristãos americanos quer compartilhar sua fé, mas apenas uma minoria deles encorajou outros a abraçar Jesus Cristo nos últimos seis meses, de acordo com novos dados divulgados pela Lifeway Research que sugerem que mais de seis em cada 10 crentes não conhecem nenhum método para falar aos outros sobre sua fé em Cristo.
Lançada na semana passada, a pesquisa da Lifeway Research intitulada “Estudo de explosão de evangelismo da abertura dos cristãos americanos para falar sobre fé” é baseada nas respostas da pesquisa de 1.011 cristãos americanos que foram entrevistados entre 12 e 23 de abril.
Com uma margem de erro de 3,1% para mais ou para menos, “cotas e pesos leves foram usados para equilibrar gênero, idade, região, etnia, educação e religião para refletir a população com mais precisão”.
A pesquisa descobriu que apenas 54% dos participantes disseram que estão “dispostos” ou “ansiosos” quando perguntados o que pensam sobre “falar aos outros sobre Jesus Cristo”.
No entanto, 52% dos americanos que se identificam como cristãos acreditam que encorajar alguém a mudar suas crenças religiosas é “ofensivo e desrespeitoso”, e 66% dos cristãos não estão familiarizados com nenhum “método para falar aos outros sobre Jesus”.
Sessenta e oito por cento dos entrevistados acreditam que “é responsabilidade do pastor equipar a congregação para compartilhar o Evangelho” e 69% concordam que é “responsabilidade dos cristãos encorajar os não-cristãos a confiar em Cristo como seu salvador”.
No entanto, a pesquisa revelou que 70% dos cristãos não compartilharam com um estranho como se tornar um cristão nos últimos seis meses.
Enquanto 93% dizem que estão “pelo menos um pouco abertos a conversar sobre fé com um amigo”, apenas 52% “compartilharam uma história nos últimos seis meses sobre o que Deus fez em sua vida com um amigo ou membro da família que foi não cristão.”
Além disso, 57% dizem que não “convidaram um amigo ou membro da família sem igreja para participar de um culto ou algum outro programa na igreja nos últimos seis meses”. E 62% dizem que não “compartilharam com um amigo ou membro da família como se tornar um cristão nos últimos seis meses”.
Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, acredita que alguns cristãos podem evitar a evangelização porque isso pode ser visto como cruel, e eles querem ser vistos como amorosos.
“Para alguns cristãos, seu amor pelos outros os obriga a sugerir esse pensamento ofensivo. Para outros, isso os desencoraja a falar sobre o que acreditam”, supôs McConnell em um comunicado .
Ele disse que é uma “ideia ousada encorajar alguém a considerar converter o centro de sua vida em Jesus Cristo”.
Enquanto muitos cristãos não parecem estar evangelizando amigos e familiares, 64% “oraram pela salvação de um amigo ou membro da família no mês passado”.
“Orar para que alguém siga a Cristo é mais fácil do que conversar com alguém sobre isso”, disse McConnell. “Não está claro se alguns cristãos preferem ficar calados ou se eles não estão se conectando com não-cristãos em ambientes onde essas conversas podem ocorrer.”
Quando discriminados por demografia racial, os resultados da pesquisa sugerem que os cristãos negros eram mais propensos a compartilhar sua fé com os incrédulos do que os cristãos brancos nos últimos seis meses.
As descobertas revelaram que metade da população cristã branca pesquisada (50%) respondeu que não se envolveu em nenhuma conversa religiosa com familiares ou amigos nos últimos seis meses.
Cerca de 32% dos entrevistados afro-americanos disseram que não tiveram nenhuma conversa sobre fé com um amigo ou membro da família que é incrédulo nos últimos seis meses.
A pesquisa descobriu que os entrevistados brancos (64%) eram mais propensos do que os entrevistados afro-americanos (52%) a dizer que não compartilhavam “como se tornar um cristão” com um amigo ou membro da família.
Uma porcentagem maior de afro-americanos (56%) diz que estaria “muito aberta” a conversar com um amigo sobre sua fé se tivesse a oportunidade. Uma porcentagem menor de cristãos brancos (44%) diz que estaria “muito aberta” a compartilhar sua fé com um amigo.
Além disso, 42% dos entrevistados afro-americanos disseram que estão “muito abertos” a conversar sobre fé com alguém que nunca conheceram antes do que brancos (30%) e hispânicos (31%).
“Muitos cristãos dizem que concordam que compartilhar sua fé é importante”, continuou McConnell.
“Mas muitos também precisam de encorajamento e que lhes mostre como compartilhar as boas novas sobre Jesus Cristo com outros.”
Uma porcentagem maior de entrevistados brancos (38%) disse que não orou pela salvação de nenhum ente querido, enquanto 24% dos entrevistados negros disseram que não se envolveram em nenhuma oração focada na salvação em nome de seus amigos ou parentes.
John Sorensen, presidente da Evangelism Explosion (EE), um ministério que treina pessoas sobre como compartilhar sua fé em Cristo, disse que muitas pessoas estão dispostas a compartilhar a fé cristã. Ainda assim, muitos não tomam a iniciativa de fazê-lo.
“Agora, talvez mais do que nunca, as pessoas estão abertas a conversas sobre fé, mas este estudo revela que poucos cristãos realmente aproveitam a oportunidade para se envolver em evangelismo pessoal”, observou Sorensen.
“Nossa missão na EE é equipar os seguidores de Jesus para que tenham confiança para compartilhar o Evangelho de forma natural, amorosa e intencional com familiares, amigos e sim, até mesmo estranhos, e é por isso que queríamos insights sobre as atitudes evangelísticas dos cristãos. Imaginamos um mundo onde cada crente é uma testemunha de Cristo para Sua glória”.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Franklin Graham, evangelista americano, filho do saudoso Billy Graham
O evangelista Franklin Graham diz que o abandono de Deus pela América e sua adoção do entretenimento violento são os culpados por uma série de tiroteios em massa, incluindo o tiroteio em uma escola primária de Uvalde, Texas, que deixou 19 crianças e dois professores mortos.
Graham fez os comentários no Facebook na quarta-feira, 1º de maio, dois dias depois que o presidente Biden fez comentários interpretados por muitos como apoiando a proibição de alguns tipos de armas de fogo e no mesmo dia em que mais um tiroteio, aconteceu, assustou os americanos. Desta vez o ataque aconteceu em um hospital em Tulsa, Oklahoma.
“O presidente Biden e seu governo querem proibir certas armas de calibre”, escreveu Graham . “Isso não vai ajudar o problema. O que faria a diferença é a proibição de todos os filmes, programas de televisão e videogames que retratam graficamente violência armada, sangue e morte. Somos uma nação viciada em violência – e eles chamam isso de entretenimento. Até que resolvamos esse problema, veremos mais e mais desses tipos de incidentes trágicos em nossa nação.”
A nação, Graham disse, tem um problema espiritual.
“Nós tiramos Deus das escolas e a maioria dos lares está deixando Deus fora da criação de seus filhos”, disse Graham. “Ele é a solução. Quanto mais viramos as costas para Deus e Sua Palavra, mais problemas temos como indivíduos e como nação.”
Nesta quinta-feira, 2, um homem atirou e matou duas mulheres no estacionamento de uma igreja no estado de Iowa, nos Estados Unidos e depois apontou a arma para si mesmo e disparou, disse a polícia. O ataque acrescenta mais três mortos a uma série de tiroteios recentes que abalou o país.
Segundo o The Guardian, desde janeiro, houve 12 tiroteios em que quatro ou mais pessoas foram mortas. Os dados de assassinatos em massa são da Associated Press/USA Today/Northeastern University. Esses tiroteios deixaram 76 mortos, incluindo 31 adultos e crianças em Buffalo e no Texas. O número de mortos não inclui os suspeitos.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines e CNN
Segundo a decisão do relator, datada de quarta-feira, 1° de junho, depois da Presidência, a AGU (Advocacia-Geral da União) e a PGR (Procuradoria-Geral da União) ainda têm 5 dias para enviar manifestações. O caso irá diretamente ao plenário do STF.
A ação, de autoria do PSB, argumenta que o sigilo “burla o mandamento constitucional da publicidade dos atos da administração pública”. O partido pede a declaração de inconstitucionalidade da medida e a cassação de qualquer sigilo sem conformidade com a Constituição.
“Determinar à Presidência da República que se abstenha de mobilizar a norma excepcional de sigilo para proteção estratégica eleitoreira, de campanha ou que não evidencie qualquer interesse público quando da proteção e sigilo às visitas recebidas nas instalações dos edifícios pertencentes à Presidência da República”, disse a sigla no documento.
GSI fala em ‘caráter sigiloso’
Ao negar o acesso solicitado pelo jornal O Globo às informações, em 13 de abril, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) disse que os dados têm caráter sigiloso e, se divulgados, poderiam comprometer a segurança do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na solicitação enviada ao governo, a reportagem de O Globo requeria registros sobre eventuais encontros entre Bolsonaro e os pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura no Planalto.
Segundo consta na agenda pública do governante, ele esteve ao menos três vezes com os dois pastores — ambos são investigados pela Polícia Federal por suspeita de cobrança de propina em troca de favores no Ministério da Educação destinados a prefeituras. A dupla atuaria para liberar recursos da pasta chefiada pelo então ministro Milton Ribeiro, exonerado do cargo em 28 de março.
No dia seguinte, o próprio GSI divulgou dados sobre os encontros. Os pastores têm 45 registros de entradas no Palácio do Planalto, na sede da Presidência da República, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022.
Ao todo, os registros representam 35 visitas, pois em dez ocasiões ambos os pastores estiveram juntos no Planalto.
Gilmar Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e Arilton Moura é assessor de Assuntos Políticos da entidade. Os dois participariam de um suposto gabinete paralelo no MEC, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo.
Em áudio divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, Milton Ribeiro afirmou que o governo federal prioriza a liberação de verbas a municípios que eram indicados por Santos e Moura — os recursos eram direcionados a obras de creches, escolas e quadras e para a compra de equipamentos eletrônicos.
“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, disse o ministro no áudio obtido pela Folha de S.Paulo.
Inicialmente, Ribeiro admitiu ter encontrado os líderes religiosos, mas isentou Bolsonaro. Uma semana depois, ele pediu exoneração. Em carta, defendeu a investigação do caso. “As suspeitas de que uma pessoa, próxima a mim, poderia estar cometendo atos irregulares devem ser investigadas com profundidade”, afirmou.
O pastor Santos negou ter recebido ou contribuído para o recebimento de propina. Pelas redes sociais, Santos também eximiu Bolsonaro de culpa. “Gostaria de externar que nenhum pedido fora feito ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República”, disse. Ailton Moura não se manifestou.