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Igrejas processam governo Trump por busca de imigrantes ilegais em locais de culto

Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)

Um grupo de igrejas, juntamente com uma organização sem fins lucrativos e um grupo inter-religioso, apresentaram uma queixa contra o governo Trump por permitir batidas de imigração em locais de culto.

A queixa foi apresentada na segunda-feira no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Oregon, Divisão de Eugene, e acusa a Administração de violar os direitos das igrejas garantidos pela Primeira Emenda.

“A política federal de longa data, tanto sob as administrações republicana quanto democrata, tem consistentemente afirmado a importância de proteger refúgios — como locais de culto, escolas, clínicas de saúde, serviços sociais e organizações comunitárias, e outros locais públicos onde adultos e crianças se reúnem — de atividades de fiscalização da imigração, exceto em circunstâncias limitadas”, afirmou o processo.

A política dos réus é inconstitucional e ilegal. Viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa e a Lei de Procedimento Administrativo. Prejudica as missões das organizações autoras, suas atividades principais e seus constituintes.

Os demandantes incluem a Igreja Luterana Augustana de Portland, Oregon; a Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe de San Diego, Califórnia; a Igreja Presbiteriana de Westminster da Flórida, de Gainesville, Flórida; os Pinheiros e Camponeses Unidos do Noroeste de Woodburn, Oregon; e o Conselho Inter-religioso de São Francisco, Califórnia.

Os réus nomeados incluem o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), a Secretária do DHS, Kristi Noem, o Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), o Diretor Interino do ICE, Todd Lyons, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e o Comissário Interino do CBP, Pete R. Flores.

Em uma declaração por e-mail ao The Christian Post, a Secretária Assistente do DHS, Tricia McLaughlin, disse: “Estamos protegendo nossas escolas e locais de culto, impedindo que estrangeiros criminosos e membros de gangues explorem esses locais e se refugiem neles, porque esses criminosos sabiam que as autoridades policiais não poderiam entrar sob o governo Biden.”

“A diretriz do DHS dá às nossas autoridades policiais a capacidade de fazer seu trabalho. Nossos policiais usam discrição. Os policiais precisariam da aprovação de um supervisor secundário antes que qualquer ação pudesse ser tomada em locais como uma igreja ou escola. Prevemos que isso seja extremamente raro.”

Em janeiro, o DHS anunciou a revogação de uma política promulgada em 2011 durante o governo Obama que proibia operações de aplicação da lei de imigração em áreas “sensíveis”, incluindo igrejas e escolas.

“Criminosos não poderão mais se esconder em escolas e igrejas americanas para evitar prisão”, declarou o DHS na época. “O governo Trump não vai amarrar as mãos de nossos corajosos agentes da lei e, em vez disso, confia que eles usarão o bom senso.”

O governo Biden-Harris abusou do programa de liberdade condicional humanitária para permitir indiscriminadamente a entrada de 1,5 milhão de migrantes em nosso país. Tudo isso foi interrompido no primeiro dia do governo Trump. Esta ação retornará o programa de liberdade condicional humanitária ao seu propósito original de analisar os migrantes caso a caso.

Um grupo de cerca de duas dúzias de grupos e denominações religiosas apresentou uma queixa contra o DHS, o CBP e o ICE em fevereiro, alegando que a revogação da política violava a liberdade religiosa.

No início deste mês, no entanto, o juiz distrital dos EUA, Dabney Friedrich, do Distrito de Columbia, nomeado por Trump, decidiu contra o pedido de liminar, escrevendo que tais invasões em igrejas eram raras e, portanto, não representavam um ônus para os demandantes.

“Desde que a rescisão da apólice entrou em vigor há mais de 10 semanas, apenas uma ação de execução ocorreu nas centenas de congregações dos membros dos demandantes”, escreveu Friedrich.

“Os demandantes podem apontar apenas três casos desde 20 de janeiro de 2025, em que qualquer ação de fiscalização da imigração ocorreu em ou perto de qualquer local de culto em qualquer lugar do país, mesmo sob as prioridades de imigração mais rigorosas e ampliadas da administração atual.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Índice Global de Terrorismo classifica os países mais afetados pela violência terrorista

Terroristas (Foto: Canva Pro)
Terroristas (Foto: Canva Pro)

O Sahel continua sendo a região com mais violência terrorista, com Burkina Faso sendo novamente o país com mais assassinatos, enquanto o Níger saltou do 10º para o quinto pior do mundo, de acordo com o Índice Global de Terrorismo (GTI) de 2025.

A região foi responsável por mais da metade de todas as mortes por terrorismo em 2024 e 19% de todos os ataques, de acordo com o relatório do GTI , publicado pelo Instituto de Economia e Paz, sediado em Sydney, Austrália.

Apesar da queda na violência terrorista em Burkina Faso, o país foi mais propenso a esse tipo de violência pelo segundo ano consecutivo, refletindo sua forte deterioração desde sua posição de 114º em 2011.

“Burkina Faso, Mali e Níger, que estavam fora do top 30 em 2011, continuam entre os mais afetados pelo terrorismo de forma consistente desde 2017”, afirma o relatório. “Isso ressalta uma mudança geográfica no epicentro do terrorismo, do Oriente Médio para o Sahel, com implicações substanciais para a estabilidade regional.”

Burkina Faso foi seguido por Paquistão e Síria como os três países com maior violência terrorista, a maioria perpetrada por grupos extremistas islâmicos e grande parte tendo como alvo cristãos. Além de Burkina Faso e Níger, outros países do Sahel no top 10 foram Mali, em quarto lugar, e Camarões, em décimo. Completando o top 10, a Somália ficou em sétimo lugar, Israel em oitavo e o Afeganistão em nono.

Burkina Faso manteve a liderança, apesar da queda de 57% nos ataques e de 21% nas mortes. Um quinto de todas as mortes por terrorismo no mundo ocorreram em Burkina Faso. Níger e Paquistão registraram os maiores aumentos nas mortes por terrorismo, com aumentos de 94% e 45%, respectivamente.

As mortes relacionadas ao terrorismo em Burkina Faso caíram de 1.935 em 2023 para 1.532 em 2024, com os ataques caindo de 260 em 2023 para 111 em 2024, de acordo com o relatório.

“Este é o terceiro ano consecutivo em que mais de 1.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em Burkina Faso”, afirma o relatório. “O norte e o centro-leste de Burkina Faso, perto das fronteiras do país com Mali e Níger, foram os que sofreram o maior número de ataques terroristas, representando mais de dois terços de todos os ataques em 2024.”

Das mortes em Burkina Faso, 682 ocorreram ao longo da fronteira com o Níger, nas regiões Centro-Norte e Leste, com a primeira registrando o maior número de mortes entre as 11 regiões do país. O ataque mais mortal de Burkina Faso em 2024 ocorreu no Centro-Norte, onde militantes do Jamaat Nusrat Al-Islam wal Muslimeen (JNIM) lançaram um ataque massivo contra soldados e civis.

“As vítimas estavam cavando trincheiras defensivas para o exército e os Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP), um grupo armado civil que apoia os esforços militares de Burkina Faso”, afirma o relatório. “Relatórios estimam o número de mortos entre 200 e 600, com centenas de feridos.”

O JNIM continuou sendo o grupo terrorista mais proeminente em Burkina Faso, reivindicando quase metade dos ataques do país em 2024. A atividade do Estado Islâmico (EI) em Burkina Faso diminuiu no ano passado, com o grupo reivindicando a responsabilidade por apenas um ataque, em comparação com oito no ano anterior — embora os ataques do JNIM e do EI possam ser significativamente maiores, já que 55% dos ataques e 35% das mortes no país foram atribuídos a “grupos jihadistas desconhecidos”.

A Aliança dos Estados do Sahel, formada por Burkina Faso, Mali e Níger no ano passado, representa um esforço regional para combater o terrorismo após a retirada das tropas francesas e das Nações Unidas.

“Apesar desses esforços, a situação de segurança continua frágil, com relatos de abusos de direitos humanos tanto por insurgentes quanto por forças governamentais”, afirma o relatório do GTI.

A junta militar de Burkina Faso, liderada pelo Capitão Ibrahim Traoré, estendeu seu governo até 2029, e observadores internacionais estão preocupados que uma governança ainda mais antidemocrática possa exacerbar a instabilidade que grupos terroristas explorariam, de acordo com o relatório.

“Embora o governo tenha tomado medidas como o congelamento de bens de indivíduos acusados ​​de financiar o terrorismo e priorizado esforços de combate ao terrorismo, não está claro se o recente declínio nas mortes por terrorismo sinaliza um progresso duradouro ou uma flutuação temporária”, afirma.

O Estado Islâmico e seus afiliados continuaram sendo o grupo terrorista mais mortal do mundo em 2024, estando ativos em 22 países, um a mais que em 2023, embora as mortes atribuídas ao grupo e seus afiliados tenham diminuído 10%, de 1.996 para 1.805.

Deterioração no Níger

A deterioração do Níger do 10º para o quinto lugar foi sua pior classificação desde o início do GTI.

“O Níger registrou o maior aumento, com mortes passando de 479 em 2023 para 930 em 2024”, afirma o relatório. “Este é o maior número de mortes registrado no país desde o início do Índice.”

O número de ataques terroristas no Níger aumentou para 101 em 2024, ante 62 no ano anterior. Os assassinatos de civis no Níger quase triplicaram em 2024, enquanto as mortes de militares aumentaram de 340 para 499 no ano anterior, representando mais da metade de todas as mortes relacionadas ao terrorismo no país, observa o relatório.

“O Níger agora detém o maior número de mortes militares por terrorismo entre todos os países em 2024”, afirma. “O ataque mais mortal no Níger em 2024 ocorreu quando mais de 300 homens armados mataram 237 soldados em um ataque na região de Tahoua, perto da fronteira com o Mali. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade até o momento, mas jihadistas operam na área. Este ataque também foi o mais mortal do mundo em 2024.”

A insurgência islâmica no Sahel Central impactou severamente a região de Tillabéri, na instável tríplice fronteira compartilhada com Burkina Faso e Mali. A atividade do JNIM no Níger teve um aumento substancial em 2024, com o grupo reivindicando a responsabilidade por 13 ataques que causaram 109 mortes. O EI também permaneceu ativo, embora os ataques tenham permanecido estáveis ​​em relação ao ano anterior, e as mortes atribuídas ao grupo caíram pela metade, para 108.

“No entanto, a extensão total da atividade desses grupos permanece obscura, já que 75% das mortes e 66% dos ataques em 2024 não foram reivindicados por nenhum grupo terrorista”, afirma o relatório.

A agitação política e de segurança após o golpe de julho de 2023 criou um ambiente propício à exploração por grupos militantes islâmicos.

“A mudança do Níger para parcerias com a Rússia, acompanhada por um declínio na colaboração com aliados ocidentais, contribuiu para um aumento acentuado nos ataques terroristas e nas mortes”, afirma o relatório. “Instrutores militares russos chegaram em abril de 2024 para substituir as forças ocidentais que partiam, mas seus esforços foram prejudicados pela experiência limitada no Sahel e pelo foco no apoio à junta militar no poder. A retirada dos EUA em agosto de 2024 exacerbou ainda mais o vácuo de segurança, levantando preocupações sobre a expansão da influência de grupos militantes.”

A interrupção das operações antiterrorismo existentes, combinada com o rompimento de laços com potências ocidentais como a França e os Estados Unidos, abriu oportunidades para grupos como o JNIM e o EI intensificarem suas atividades na região, afirma o relatório.

Tendências

Em outras mudanças, a classificação da Nigéria piorou de oitavo para sexto, enquanto a Somália permaneceu em sétimo lugar. O Afeganistão caiu três posições, de sexto para nono, enquanto a Síria subiu de quinto para terceiro.

“Paquistão, Nigéria, Afeganistão e Somália têm consistentemente se classificado entre os 10 países mais afetados desde 2011, indicando desafios contínuos no combate ao terrorismo”, afirma o relatório.

Na Nigéria, o GTI monitorou apenas ataques do Boko Haram e da Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP), deixando de lado os massacres realizados por pastores fulani, incluindo a Milícia Étnica Fulani. De outubro de 2019 a setembro de 2023, “Pastores Fulani Armados” mataram 11.948 civis na Nigéria, em comparação com apenas 3.079 civis mortos pelo Boko Haram e pelo ISWAP, de acordo com um relatório de agosto de 2024 do Observatório da Liberdade Religiosa na África (ORFA). “Outros Grupos Terroristas”, comumente chamados de “bandidos Fulani”, mataram mais 12.039 civis durante o período.

No Paquistão, o terrorismo atingiu seu nível mais alto desde 2014, levando o país do quarto lugar no ano anterior para o segundo lugar, de acordo com o GTI. As mortes relacionadas ao terrorismo no Paquistão aumentaram para 1.081.

“O terrorismo aumentou significativamente no Paquistão desde a ascensão do Talibã ao poder no Afeganistão, com o número de ataques quintuplicando desde 2021”, observa o relatório. “O aumento mais recente do terrorismo no Paquistão foi impulsionado principalmente pelo aumento da atividade do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que está alinhado ao Talibã afegão.”

Os quatro grupos terroristas responsáveis ​​pelo maior número de mortes em 2024 foram Estado Islâmico, Jamaat Nusrat Al-Islam wal Muslimeen, Tehrek-e-Taliban Pakistan (TTP) e Al-Shabaab. Esses quatro grupos foram responsáveis ​​por 4.204 mortes por terrorismo, ou 80% das mortes atribuídas a um grupo específico.

Em 2014, esses quatro grupos foram responsáveis ​​por menos de 40% das mortes por terrorismo atribuídas a um grupo, destacando as grandes mudanças globais no terrorismo na última década. Em 2014, a maioria das mortes por terrorismo foi atribuída ao Boko Haram e ao Talibã, que representaram 17% e 5% do total, de acordo com o relatório.

O EI e seus afiliados continuaram sendo a organização terrorista mais letal no ano passado, responsáveis ​​por 1.805 mortes em 22 países. Os quatro principais grupos terroristas continuaram a aumentar sua atividade, aumentando o número de mortes em 11%, para 4.204, em comparação com o ano anterior.

O número de países que sofreram pelo menos um incidente terrorista aumentou de 58 para 66, o maior número de países afetados desde 2018. Mais países pioraram do que melhoraram pela primeira vez em sete anos, com 45 relatando um impacto maior do terrorismo, enquanto apenas 34 mostraram melhora.

As mortes por terrorismo em todo o mundo caíram para 7.555 no ano passado, uma queda de 13% em relação ao ano anterior. Essa redução se deve ao grande aumento no ano anterior, causado pelos ataques do Hamas em 7 de outubro. Caso contrário, o número de mortes teria sido aproximadamente o mesmo, afirma o relatório.

O número de ataques terroristas também diminuiu, caindo 3%, para 3.492. A queda foi impulsionada principalmente pela redução de 85% na atividade terrorista em Mianmar, onde grupos rebeldes que antes realizavam ataques terroristas passaram a se envolver em guerras militares mais convencionais, de acordo com o relatório.

“Excluindo Mianmar, os ataques terroristas globais teriam aumentado em 8%”, afirma o relatório.

As mortes relacionadas ao terrorismo em Mianmar caíram de 356 em 2023 para 24 em 2024.

“À medida que a crise em Mianmar se aprofunda, o declínio nas mortes por terrorismo provavelmente está ligado ao crescente poder dos grupos rebeldes”, afirma o relatório. “Com capacidades mais poderosas, esses grupos parecem depender menos de ataques terroristas, concentrando-se, em vez disso, na guerra convencional contra a junta.”

Na Europa, os incidentes terroristas dobraram para 67, incluindo ataques do EI e do Hamas.

“O ressurgimento dos ataques foi particularmente notável em sete países ocidentais — Suécia, Austrália, Finlândia, Holanda, Dinamarca e Suíça, com a Alemanha sendo a nação com a pior classificação, na 27ª posição no Índice”, afirma o relatório. “Agora, sete países ocidentais estão classificados entre os 50 países mais impactados no GTI.”

Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, os crimes de ódio antissemitas e islamofóbicos aumentaram drasticamente após os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, com incidentes registrados pelo FBI contra a comunidade judaica aumentando em 270% em apenas dois meses, afirma o relatório.

“Padrões semelhantes surgiram na Europa e na Austrália, onde ataques a sinagogas foram relatados ao longo do ano”, afirma.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente no Christian Daily International

Paquistão registra aumento do abuso das leis de blasfêmia

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

Um órgão de defesa dos direitos humanos registrou um recorde de 344 novos casos de blasfêmia no Paquistão em 2024, destacando o aumento do abuso das condenadas leis de blasfêmia do país.

Dos 344 novos casos de blasfêmia, 70% dos acusados ​​eram muçulmanos, 6% eram cristãos, 9% hindus e 14% ahmadis, de acordo com o relatório anual do Human Rights Observer emitido pelo Center for Social Justice (CSJ).

“A flagrante utilização das leis de blasfêmia como arma continuou a permitir perseguição, intolerância religiosa e violações generalizadas dos direitos humanos”, afirmou o relatório.

A Seção 298-A dos estatutos de blasfêmia, que trata do desrespeito a pessoas sagradas, incluindo a família, esposas e companheiros do profeta Maomé e dos quatro califas, e é punível com até 10 anos de prisão, foi a mais utilizada. No ano passado, 128 pessoas foram acusadas com base nesta seção.

“A segunda disposição mais frequentemente abusada foi a Seção 295-A (ferimentos de sentimentos religiosos), com 106 casos relatados”, observou o relatório. “A Seção 298-C, que é especificamente contra a comunidade Ahmadi, também foi amplamente utilizada de forma indevida, com 69 acusados.”

As Seções 295-B (profanação do Alcorão) e 295-C (desrespeito a Maomé) também foram amplamente utilizadas, levando à acusação de 62 indivíduos em várias regiões do Paquistão, observou o relatório.

A província de Punjab registrou o maior número de acusações relacionadas à blasfêmia, respondendo por 62% do total de casos, seguida pela província de Sindh com 30%, Khyber-Pakhtunkhwa com 5%, Azad Jammu e Caxemira com 2% e Gilgit-Baltistan com 1%.

Entre os distritos, o maior número de incidentes de blasfêmia relatados ocorreu no distrito de Sheikhupura, na província de Punjab, com 32, Lahore, com 28, Kot Addu, com 13, Rawalpindi, com 13, Okara, com 11, Sargodha, com 11 e Gujranwala, com 10, bem como no distrito de Tharparkar, na província de Sindh, com 35 e Larkana, com 11. Na província de Khyber Pakhtunkhwa, o distrito de Mansehra registrou o maior número de casos, com sete.

Ao longo do ano, 10 pessoas acusadas de blasfêmia foram mortas extrajudicialmente por indivíduos ou grupos violentos, incluindo seis na província de Punjab (duas em Lahore e Rawalpindi, e uma em Sargodha e Gujrat), duas na província de Sindh (uma em Karachi e Umerkot), enquanto houve uma em Khyber Pakhtunkhwa (Swat) e Baluchistão (Quetta).

Segundo o relatório, pelo menos 2.793 pessoas foram formal ou informalmente acusadas de blasfêmia no Paquistão nos últimos 38 anos, de 1987 a 2024. Nesses anos, 54% dos acusados ​​eram muçulmanos, 30% eram ahmadis, 11% eram cristãos e 3% eram hindus, enquanto as identidades religiosas de outros 3% não puderam ser apuradas.

O relatório afirma que pelo menos 104 pessoas foram mortas extrajudicialmente após alegações de blasfêmia entre 1994 e 2024, incluindo 67 muçulmanos (64%), 26 cristãos (25%), sete ahmadis, um hindu e um budista, enquanto a religião de duas pessoas era desconhecida. Punjab foi a província com o maior número de assassinatos, com 72 (69% do total), seguida por 15 em Sindh, 11 em Khyber Pakhtunkhwa, três no Baluchistão, dois em Islamabad e um em Azad Jammu e Caxemira.

Conversões Forçadas

Sobre a questão da conversão forçada de meninas e mulheres de minorias, o relatório do CSJ revelou que pelo menos 421 casos foram relatados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024 no Paquistão.

Entre as vítimas, estavam 282 meninas hindus, 137 cristãs e duas sikhs; 71% das vítimas eram menores de idade, das quais 22% tinham menos de 14 anos e 49% tinham entre 14 e 18 anos. Apenas 13% das vítimas eram adultas, e a idade de 16% permaneceu sem comprovação. O relatório acrescentou que a esmagadora maioria dos casos, 69%, ocorreu na província de Sindh, seguida por 30% na província de Punjab.

O relatório do CSJ também destacou políticas prisionais discriminatórias, nas quais detentos pertencentes a minorias têm negados os benefícios de remissão disponíveis para prisioneiros muçulmanos. Além disso, os livros didáticos continuaram a promover conteúdo islâmico em disciplinas não religiosas, minando os direitos dos alunos pertencentes a minorias, de acordo com o relatório.

Observou-se também que, apesar da introdução do Projeto de Lei da Comissão Nacional para Minorias de 2025, persistem atrasos e fraca aplicação. Dos 186 projetos de lei apresentados em assembleias legislativas, apenas 23 abordavam direitos humanos, com apenas um projeto de lei relacionado a minorias sendo aprovado.

O Paquistão, cuja população é mais de 96% muçulmana, ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Novas regulamentações de atividades religiosas podem restringir trabalho missionário na China

Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)
Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)

A Associação Coreana de Mídia Eclesiástica emitiu um comunicado na terça-feira (29 de abril) expressando profunda preocupação com as novas regulamentações chinesas sobre atividades religiosas, que entraram em vigor ontem (1º de maio), de acordo com reportagem do Christian Daily Korea.

A associação alertou que as “Regras para a Implementação das Disposições sobre a Administração de Atividades Religiosas de Estrangeiros no Território da República Popular da China” parecem ter como objetivo “restringir significativamente o trabalho missionário na China”.

“De acordo com relatos disponíveis, a China tem administrado atividades religiosas, especialmente as cristãs, por meio de regulamentações sobre assuntos religiosos. Mas essas novas regras de implementação parecem aumentar significativamente tanto as restrições quanto a pressão”, afirma o comunicado.

O grupo observou que, embora a China tenha aplicado anteriormente 22 disposições regulatórias, as novas regras expandem esse número para 38.

“Essas novas disposições definem com mais detalhes questões como a localização e o método de atividades religiosas, os procedimentos de aprovação exigidos pelas autoridades chinesas e as penalidades correspondentes”, declarou a associação. “Como resultado, prevemos uma regulamentação rigorosa de atividades religiosas, especialmente aquelas direcionadas a cidadãos chineses, incluindo missões, educação, arrecadação de fundos e até mesmo atividades religiosas baseadas na internet.”

A declaração também destacou que a China já vem regulando agressivamente a atividade religiosa desde 2017.

“Muitos missionários coreanos foram expulsos à força ou tiveram seus vistos negados, forçando-os a deixar seus campos de missão”, disse.

A associação acusou ainda o Partido Comunista Chinês (PCC) de empregar estratégias abrangentes e globais para expandir sua influência, ao mesmo tempo em que “usa todos os pretextos para restringir a religião e a atividade missionária dentro de suas fronteiras”.

“O PCC busca agressivamente influência global por meio de guerra híbrida, guerra irrestrita e estratégias de frente unida”, afirmou. “Enquanto isso, na China, eles reprimem o trabalho religioso e missionário sob vários pretextos.”

Apelando à vigilância, a declaração instou a comunidade internacional — e especialmente os sul-coreanos — a não se deixarem enganar pelas estratégias da China.

“Mesmo que haja trocas e comércio entre nações, agendas ocultas e manipulações estratégicas devem ser descobertas e erradicadas”, afirmou. “Devemos garantir que o Partido Comunista Chinês não trate a Coreia e o povo coreano com desrespeito.”

A declaração concluiu incentivando a atenção global às restrições religiosas da China e defendendo uma firme resistência às violações da liberdade religiosa.

Folha gospel com artigo original de Christian Daily Korea, traduzido e editado pela equipe do Christian Daily International

Terroristas do Boko Haram deixam 7 mortos e casas e igrejas incendiadas, na Nigéria

Cristão orando em uma igreja na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristão orando em uma igreja na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Terroristas do Boko Haram atacaram na segunda-feira uma comunidade predominantemente cristã no estado de Borno, nordeste da Nigéria, matando sete cristãos e incendiando casas e igrejas, disseram moradores.

Os militantes atacaram a vila de Kwaple no Condado de Chibok, disse o morador da área, James Musa.

“A vila de Kwaple, na Área de Governo Local de Chibok, está sob ataque de terroristas do Boko Haram. Por favor, rezem pela intervenção de Deus”, disse Musa, ecoando mensagens de texto enviadas por outros moradores ao Christian Daily International-Morning Star News .

O morador Ibrahim Adamu disse que sete cristãos presentes em um velório foram mortos e vários outros gravemente feridos por supostos insurgentes do Boko Haram. Modu Mustapha, presidente do Conselho do Governo Local de Chibok, confirmou o ataque.

“Na segunda-feira, por volta das 17h, terroristas do Boko Haram atacaram cristãos em um velório na comunidade de Kwaple”, disse Mustapha ao Christian Daily International-Morning Star News. “O ataque aos enlutados resultou em debandada e pandemônio, pois os enlutados foram forçados a fugir, alvejados aleatoriamente pelos terroristas. Sete cristãos, que estavam de luto, foram mortos durante o ataque realizado pelo Boko Haram, enquanto muitos outros ficaram feridos.”

Os feridos estavam recebendo tratamento hospitalar. Mustapha disse que várias igrejas foram destruídas no ataque.

O ataque foi o mais recente de uma onda de violência que reflete o ressurgimento de ataques jihadistas no nordeste da Nigéria, perpetrados pelo Boko Haram e sua ramificação, a Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP). Supostos militantes teriam emboscado e matado 10 civis e dois agentes de segurança na região de Gwoza, no estado de Borno, em 26 de abril, e ferido outras duas pessoas. Também no sábado, no estado de Adamawa, supostos militantes do Boko Haram teriam matado 10 pessoas e ferido várias outras em um ataque na vila de Kopre.

Na segunda-feira, 26 pessoas morreram quando um dispositivo explosivo improvisado detonou enquanto dois veículos viajavam entre Rann e Gamboru Ngala, no estado de Borno.

O Boko Haram, oficialmente conhecido como Jamā’at Ahl as-Sunnah lid-Da’wah wa’l-Jihād, busca impor a Sharia (lei islâmica) em toda a Nigéria. O grupo militante jihadista baseado no nordeste da Nigéria sofreu uma cisão em 2016, que resultou na emergência do Estado Islâmico da Nigéria (ISWAP).

O nome Boko Haram foi traduzido por muito tempo como “a educação ocidental é proibida”, mas o grupo afirma que deveria ser traduzido como “a civilização ocidental é proibida”. Os insurgentes do Boko Haram acreditam que outros muçulmanos que não se juntam à jihad são infiéis e, portanto, justificam matá-los, bem como “apóstatas”. Essa posição é considerada parte do jihadismo salafista estrito, mas não do islamismo tradicional.

A Nigéria ficou em 7º entre os 50 lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período da LMP, 3.100 (69%) ocorreram na Nigéria.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente em Morning Star News

Projeto de lei propõe disponibilizar Bíblias em escolas públicas de Porto Alegre

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Um projeto de lei quer disponibilizar Bíblias em escolas da rede pública municipal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A proposta, de autoria do vereador Hamilton Sossmeier (Podemos), já começou a ser discutida na Câmara Municipal.

O projeto prevê que exemplares das Escrituras sejam disponíveis para o uso de alunos, professores e outros usuários nas bibliotecas das escolas da capital gaúcha.

Para Hamilton, a Bíblia é um livro que gera transformação e é uma fonte de conhecimento histórico e moral.

“É inegável que a Bíblia exerce uma força transformadora na vida de inúmeras pessoas, alcançando nações cujos preceitos fundamentais incluem a dignidade humana, a proteção à vida e o respeito ao próximo. A leitura complementar proporcionará conhecimento não apenas de natureza histórica, mas também literária, arqueológica e cultural”, afirmou o vereador.

E explicou: “A iniciativa não se contrapõe ao Estado laico. Sendo assim, o projeto é de cunho educacional e não religioso”.

A medida ainda estabelece que as Bíblias poderão ser doadas pelo público, sem custo adicional para os cofres públicos.

Atualmente, o texto está em tramitação e será avaliado pelas comissões responsáveis antes de seguir para votação em plenário.

Medidas semelhantes já foram aprovadas em outras cidades, como o Projeto de Lei 825/2024, aprovado em Belo Horizonte (MG), que permite o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e particulares da cidade.

Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado no ano passado, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas municipais e privadas.

Fonte: Guia-me com informações de Câmara Municipal de Porto Alegre

Igreja batiza mais de 1.500 pessoas na Tailândia, país de maioria budista

Multidão batizada na Tailândia. (Captura de tela/YouTube/Dwight Martin)
Multidão batizada na Tailândia. (Captura de tela/YouTube/Dwight Martin)

A Associação de Igrejas Livres na Tailândia (AFT) desempenha um papel significativo na expansão do Evangelho no país de maioria budista, seguido por cerca de 95% da população.

Ela é conhecida por sua abordagem inovadora de plantação de igrejas, que inclui o uso de pequenas congregações em casas e eventos evangelísticos locais.

Esse modelo permite alcançar comunidades que, muitas vezes, estão distantes de igrejas estabelecidas.

A AFT também trabalha em regiões predominantemente budistas, como Phetchabun, onde o movimento começou com líderes locais comprometidos em compartilhar o Evangelho.

A associação também promove discipulado e capacitação de novos crentes, incentivando-os a liderar suas próprias comunidades de fé.

Conhecida por seu trabalho missionário, incluindo batismos em massa, a AFT Khon Kaen realizou o batismo de 1.556 novos crentes em Jesus Cristo apenas naquela província.

Em Phetchabun, que tem uma população de aproximadamente um milhão de budistas da corrente Theravada, que há mil anos ocupam essa área, o crescimento do Evangelho também tem sido espantoso.

O trabalho missionário tem sido realizado por pastores locais, como pastor Somsak, convertido aos 22 anos, quando começou a viver sua fé com oração e estudo bíblico diário.

Como a igreja mais próxima ficava a 50 km, ele organizou cultos em casa, reunindo a família e novos cristãos que ele conduziu à fé.

À medida que o grupo crescia, decidiram construir um espaço maior para reunir os novos membros. Em 1987, o primeiro prédio foi erguido, marcando o início do movimento que mais tarde seria oficializado como Associação de Igrejas Livres em Jesus Cristo (AFT).

Esse trabalho começou com um cristão tailandês que, inspirado pela Bíblia e guiado pelo Espírito Santo, seguia a direção de Jesus.

Liderados pelo pastor Somsak, eles plantaram, até 2005, seis congregações em vilas próximas, envolvendo familiares e conhecidos dos membros.

Em 2007, o pastor Somsak iniciou pequenas igrejas nos lares dos novos convertidos, facilitando o envolvimento local.

Em 2016, essas seis congregações estavam maduras para plantar novas igrejas, ano em que a AFT adotou uma nova estratégia de evangelismo, promovendo eventos de Natal menores e mais próximos das comunidades, em 17 locais estratégicos.

Ao ar livre

O movimento mantém eventos evangelísticos públicos, usados como triagem para identificar pessoas que Deus está chamando. Esses encontros ocorrem em locais públicos, utilizando tendas e cadeiras, às vezes no pátio de templos locais.

Todos os moradores da vila são chamados para o encontro ao ar livre, onde o Evangelho é pregado.

Os participantes são incentivados a orar diretamente a Jesus sobre dois ou três problemas pessoais. No final, quem desejar uma visita em casa para aprender mais sobre Jesus é convidado a levantar a mão.

Discipulado

Quando alguém demonstra interesse em orar a Jesus, os líderes visitam essa pessoa dentro de 48 horas e convidam parentes próximos para o primeiro de vários cultos domésticos.

Durante esses encontros, uma refeição é preparada, criando um ambiente de comunhão e alegria.

Os visitantes são conduzidos em uma oração de fé, seguida por ensinamentos sobre o que significa seguir Jesus, incluindo a entrega completa à sua autoridade como Mestre.

Na segunda semana de visitação, os novos crentes começam a aprender histórias bíblicas, desde a criação, em Gênesis, até a chegada de Cristo, no Novo Testamento.

Essas lições simples estão disponíveis em um livreto com letras grandes, essenciais para ajudar pessoas com visão limitada e para lidar com a iluminação precária das casas.

Durante a terceira e a quarta semanas, as reuniões domiciliares incentivam os participantes a orarem em nome de Jesus e compartilharem como Deus tem respondido às suas orações e tocado seus corações.

O líder reforça as histórias bíblicas, da criação à vinda de Cristo, apresentando uma visão completa do Evangelho.

Na quinta semana, o grupo aprende cânticos simples de adoração em tailandês, como “Seguiremos o caminho de Jesus”. Nas semanas seguintes, o líder desafia o grupo, dizendo:

“Lembrem-se de que a humanidade pecou e ficou separada de Deus. O plano de salvação foi que Jesus, Seu Filho, viesse ao mundo como um bebê. Ele cresceu, nos ensinou a sermos bons e morreu pelos nossos pecados e carma negativo. Porém, Ele ressuscitou, e essas promessas são suas, se crerem Nele.”

Proclamar o nome de Jesus

Em vez de explicar de imediato a doutrina da Trindade e usar o termo tailandês genérico para Deus (Prachao), a AFT opta por primeiro proclamar o nome de Jesus como o nome de Deus, a quem as pessoas são incentivadas a orar.

A doutrina da Trindade é apresentada posteriormente, no ensino sistemático das Escrituras. Essa abordagem ajuda a remover distrações e obstáculos no início do contato dos budistas tailandeses com o evangelho e o convite à fé e ao arrependimento.

Além disso, contribui para esclarecer confusões em relação ao conceito bíblico de Deus como Criador, diferenciando-o da ideia budista comum de uma divindade dourada presente em templos locais.

Os líderes da igreja são orientados a preparar os membros para comunicar a ideia de Deus Triuno de forma clara, evitando maior confusão ao evangelizar familiares, amigos e vizinhos dos novos convertidos.

Fonte: Guia-me com informações de Lausanne

Conselho Tutelar proíbe Miguel Oliveira de continuar pregando em igrejas

Miguel Oliveira (Foto: Redes Sociais)
Miguel Oliveira (Foto: Redes Sociais)

Miguel Oliveira, conhecido nas redes sociais como “Pastor Mirim”, foi oficialmente proibido de pregar em igrejas e participar de eventos religiosos após decisão do Conselho Tutelar.

A medida foi tomada durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (29), com a presença dos pais do adolescente, Erica e Marcelo, e do pastor Marcinho Silva, líder da Assembleia de Deus Avivamento Profético, denominação à qual Miguel está vinculado.

A decisão inclui o cancelamento imediato de toda a agenda do jovem, que vinha se apresentando como missionário em diferentes cidades do país.

Além da suspensão das pregações presenciais, Miguel também foi orientado a se afastar das redes sociais, incluindo o Instagram, onde acumulava cerca de 1 milhão de seguidores. Está vetada qualquer publicação relacionada a revelações espirituais ou supostas curas, práticas que vinham gerando polêmica e ampla repercussão nas redes.

Em um dos vídeos mais criticados, o adolescente aparece rasgando documentos médicos durante um culto, enquanto declara publicamente estar curando doenças como câncer e leucemia. As imagens provocaram reações intensas, com internautas e líderes religiosos questionando a veracidade das manifestações e o uso da fé de forma sensacionalista.

“Tão jovem e já aprendeu o caminho da enganação, brincando com a fé alheia.”, escreveu um internauta.

Críticos dizem que suas pregações carecem de embasamento bíblico e apontam o risco de que ele esteja apenas reproduzindo fórmulas conhecidas do meio neopentecostal, sem entendimento profundo do conteúdo que propaga.

Diante da repercussão negativa e da exposição crescente, os pais de Miguel procuraram o Ministério Público de São Paulo. A Promotoria da Infância e da Juventude passou a acompanhar o caso, baseando-se nas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina proteção integral a menores de idade em situações de risco. Como parte das recomendações, o jovem deverá interromper os estudos à distância e retornar imediatamente às aulas presenciais.

O pastor Marcinho Silva, responsável espiritual pelo adolescente, confirmou a decisão e afirmou que Miguel demonstrou resistência ao ser informado do afastamento. Segundo ele, o jovem desejava continuar a pregar, mas a suspensão foi considerada necessária para preservar seu desenvolvimento emocional, espiritual e educacional.

A situação gerou discussões nas redes sociais e entre teólogos, muitos dos quais criticaram a falta de preparo teológico nas mensagens transmitidas por Miguel e alertaram para os riscos da superexposição de menores em ambientes religiosos.

Natural de Carapicuíba (SP) e membro da Igreja Assembleia de Deus Avivamento Profético, Miguel afirma ter iniciado sua vida religiosa aos três anos de idade, após ser, segundo ele, milagrosamente curado de surdez e mudez. Desde então, passou a pregar em eventos evangélicos por todo o Brasil, ganhando notoriedade pela postura semelhante à de pastores adultos, mesmo com pouca idade.

Fonte: O Dia, Assembleianos de Valor e Fuxico Gospel

Zelensky nega alegações de que a Ucrânia está perseguindo cristãos

Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky (Foto: Wikimedia/Commons)

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky admitiu durante uma entrevista ao cofundador do Daily Wire, Ben Shapiro, que a Ucrânia reprimiu alguns líderes e igrejas cristãs que seu governo acredita terem laços com a Rússia, mas negou a alegação de que a Ucrânia está suprimindo a liberdade religiosa.

O comentarista conservador questionou Zelensky sobre relatos de que a Ucrânia estaria perseguindo cristãos ortodoxos russos durante uma entrevista recente em Kiev. A entrevista ocorre após três anos de guerra após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.

“Houve muitas acusações de que houve uma repressão à liberdade religiosa na Ucrânia, particularmente no que diz respeito à Igreja Ortodoxa Russa”, disse Shapiro, pedindo a Zelensky que abordasse as alegações de que a Ucrânia está restringindo a liberdade religiosa e fechando igrejas da Igreja Ortodoxa Russa no país.

Antes da entrevista, Zelensky se encontrou com líderes de várias denominações cristãs que fazem parte do Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas (UCCRO, sigla em inglês).

De acordo com uma declaração da UCCRO, a discussão de Zelensky e dos líderes religiosos incluiu oportunidades expandidas para o clero fornecer assistência espiritual aos refugiados ucranianos.

“Temos reuniões como essa algumas vezes por ano, e eu realmente visito alguns locais das igrejas”, disse o presidente ucraniano a Shapiro.

“Temos uma reunião com todas as nossas instituições religiosas”, continuou ele. “Acredito que a Ucrânia tem o maior conselho de igrejas da Europa. Todas as nossas igrejas estão unidas — diferentes religiões, diferentes fiéis, e todos estão unidos.”

“A igreja de Moscou é apenas mais uma agência da KGB”, afirmou Zelensky na entrevista. “Todos sabem que os serviços especiais russos controlam a igreja.”

“Moscou não pode controlar a igreja”, acrescentou, citando essa como uma das razões pelas quais a Ucrânia aprovou uma lei em 2024 proibindo igrejas e grupos religiosos com laços com Moscou.

“Ninguém fechou nada nem ninguém. Mas não é possível que a KGB russa esteja no controle da igreja na Ucrânia”, afirmou o presidente ucraniano. “Todos são contra esses vínculos legais.”

À medida que a guerra entre Rússia e Ucrânia prossegue, surgiram relatos de que a Ucrânia intensificou suas ações contra a Igreja Ortodoxa Russa e suas afiliadas ucranianas. Em 2023, o ex-apresentador da Fox News, Tucker Carlson, entrevistou Bob Amsterdam, advogado que representa a Igreja Ortodoxa Ucraniana.

O advogado insistiu que os políticos na Ucrânia, incluindo Zelensky, querem contar com o voto populista daqueles que apoiam uma igreja autocéfala, que Amsterdã definiu como “uma igreja independente” que não tem “nenhuma conexão com os cânones russos”.

Amsterdã alegou que o governo ucraniano “decidiu que aquela igreja deveria substituir o lar espiritual dos ucranianos”, acrescentando: “aquela igreja, chamada OCU, está envolvida em uma campanha absolutamente cruel e ilimitada para roubar propriedades, assediar, intimidar e prender clérigos, forçar o recrutamento de fiéis e agir de uma maneira quase inacreditável em uma sociedade civilizada”.

Carlson lamentou os eventos globais modernos que “parecem um ataque ao cristianismo”. O comentarista político foi criticado pelo Comitê Ortodoxo de Assuntos Públicos , que condenou a personalidade da mídia por espalhar “propaganda russa sobre a chamada perseguição aos cristãos na Ucrânia”.

Hedieh Mirahmadi, advogada e ex-muçulmana, citou Carlson em um artigo de opinião publicado em dezembro de 2022 no The Christian Post, expressando preocupação com a liberdade religiosa na Ucrânia. Mirahmadi destacou a proposta de Zelensky de proibir todas as organizações religiosas “afiliadas a centros de influência” na Rússia, argumentando que existem maneiras menos “restritivas” de coibir atividades subversivas russas.

A UCCRO elogiou a proibição de igrejas russas na Ucrânia e condenou as atividades da Igreja Ortodoxa Russa, que “se tornou cúmplice dos crimes sangrentos dos invasores russos contra a humanidade, que santifica armas de destruição em massa e declara abertamente a necessidade de destruir o estado, a cultura, a identidade ucraniana e, mais recentemente, os próprios ucranianos”.

“Apoiamos a iniciativa legislativa do Presidente da Ucrânia para tornar impossível a operação de tais organizações em nosso país, que também conta com amplo apoio político e público”, declarou a UCCRO em sua declaração de agosto de 2024 .

Em março de 2024, o Conselho Mundial do Povo Russo, liderado pelo Patriarca Kiril da Igreja Ortodoxa Russa, classificou a invasão da Ucrânia pelo presidente Vladimir Putin como um empreendimento “sagrado”. O decreto, publicado pelo Patriarcado de Moscou, enquadrou a guerra como uma luta da Rússia contra o “regime criminoso de Kiev” e o “satanismo” ocidental, chamando-a de “operação militar especial”.

Nina Shea, advogada de direitos humanos e diretora do Centro para a Liberdade Religiosa do think tank conservador Hudson Institute, sediado em Washington, argumentou em um artigo de opinião publicado em janeiro de 2024 na National Review que a repressão da Ucrânia à Igreja Ortodoxa Russa e suas afiliadas é justificada porque o Patriarca Kiril pode ser visto como um participante ativo na guerra. Ela acredita que a Ucrânia deve “se defender da agressão da Rússia, e isso deve incluir a defesa de uma igreja armada”.

“A religião não foi a principal razão de Putin para invadir a Ucrânia, mas Kirill tem sido seu fiel parceiro na luta”, escreveu Shea, ex-membro da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Estudo analisa razões por trás do aumento de ataques incendiários em igrejas no Canadá

Fogo destrói Igreja Católica no Canadá
Fogo destrói Igreja Católica no Canadá

Ataques incendiários em igrejas canadenses mais que dobraram desde 2021, segundo um novo estudo, atribuindo o aumento em grande parte à reação pública sobre possíveis covas sem identificação em antigas escolas residenciais, e não à hostilidade antirreligiosa.

O relatório de 46 páginas, “ Scorched Earth ”, do Instituto Macdonald-Laurier, é o primeiro exame empírico de uma onda de incêndios que danificou ou destruiu dezenas de locais de culto em todo o Canadá.

Com base em estatísticas nacionais de incêndios, registros policiais e reportagens da mídia, os autores registram uma quebra acentuada em relação aos níveis anteriores a 2021 e observam que a frequência “não diminuiu significativamente desde então”.

No entanto, os investigadores apresentaram acusações em menos de 4% dos incêndios criminosos em igrejas registrados entre 2021 e 2023, deixando os perpetradores e seus motivos desconhecidos em mais de 96% dos casos.

Os pesquisadores testaram duas explicações para o aumento.

Uma delas propõe que as queimadas refletem um aumento ainda maior no sentimento anticristão ou antirreligioso. A outra as associa a uma série de anúncios, iniciados em maio de 2021, sobre as alegações de enterros sem identificação em antigas escolas residenciais — uma rede de internatos para crianças indígenas, antes administrada em grande parte pela Igreja Católica.

“A análise estatística indica que o aumento de incêndios criminosos não tem motivação religiosa”, afirma o relatório, concluindo que o padrão “é provavelmente uma resposta” às alegações de sepultamento.

Como os incendiários raramente assumem a responsabilidade, o estudo alerta contra suposições fáceis sobre coordenação ou ideologia.

Os autores escrevem que a “incapacidade das autoridades policiais de investigar e processar incendiários de forma eficaz, aliada à apatia geral da sociedade em condenar suas ações, representa uma ameaça significativa aos esforços de reconciliação indígena no Canadá”.

A confiança do público, eles alertam, pode diminuir se os ataques ligados — certos ou errados — às queixas sobre escolas residenciais não forem resolvidos.

Embora as alegações iniciais, como o relato de 751 sepulturas sem identificação perto de uma antiga escola residencial em Saskatchewan, tenham sido posteriormente desmascaradas depois que nenhuma sepultura foi escavada, as alegações desencadearam um sentimento anticristão que alimentou a destruição de quase 100 igrejas até o final de 2023.

Investigações confirmaram na época que 24 dos 33 incêndios em igrejas foram casos de incêndio criminoso, enquanto outras 60 igrejas foram vandalizadas em vastas regiões, muitas vezes acompanhadas de pichações anticatólicas e destruição seletiva de símbolos religiosos.

Figuras públicas e alguns meios de comunicação foram acusados ​​de encorajar ou minimizar os ataques, com consultores políticos, defensores das liberdades civis e até mesmo veículos de comunicação inicialmente ampliando as alegações não verificadas antes de emitir correções.

O então primeiro-ministro Justin Trudeau exigiu um pedido formal de desculpas da Igreja Católica, apresentado pelo Papa Francisco durante uma visita ao Canadá em 2022. Apesar das retratações e esclarecimentos de que não existiam valas comuns para crianças indígenas, o dano já estava feito, deixando cicatrizes profundas em comunidades e instituições religiosas em todo o país.

O artigo argumenta que o Canadá já possui ferramentas para conter os incêndios, mas carece de uma estratégia organizada.

O texto aponta para uma campanha nos EUA na década de 1990 que reduziu uma série de incêndios em igrejas por meio de uma combinação de medidas federais, estaduais e locais. Uma resposta canadense comparável, sugerem os autores, deveria começar com uma unidade investigativa dedicada que combinasse a polícia e os bombeiros em nível nacional ou regional e se concentrasse exclusivamente em incêndios criminosos em locais religiosos.

O fortalecimento dos serviços de emergência indígenas constitui o segundo pilar do plano proposto.

Muitas igrejas afetadas pelos recentes incêndios estão localizadas em terras das Primeiras Nações ou próximas a elas, onde os departamentos locais frequentemente operam com pessoal, equipamento e clareza jurisdicional limitados. A integração completa desses departamentos a qualquer nova unidade investigativa, afirma o estudo, aceleraria as respostas, reforçaria a coleta de evidências e garantiria a liderança indígena no combate a crimes que ameaçam a reconciliação.

Uma terceira recomendação aborda os dados. O esforço de longa data do Canadá para construir um sistema unificado de estatísticas de incêndios permanece incompleto, e os relatórios sobre reservas, em particular, são irregulares.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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