Na tarde desta sexta-feira, 20/04, foi realizado um culto fúnebre em homenagem ao pastor Waldemiro Tymchac, que faleceu nesta manhã enquanto dormia em sua residência. Waldemiro era diretor executivo da Junta de Missões Mundiais (JMM) algum tempo sofria com problemas de saúde.

O culto aconteceu às 14h na capela do Seminário do Sul do Brasil, que fica na Tijuca (zona norte do Rio de Janeiro). A cerimônia foi transmitida ao vivo no site da Junta. O local estava lotado de pastores e líderes de todos os lugares do país. Pessoas vieram de Curitiba, São Paulo e Vitória, entre outras capitais, para prestigiar o pastor que era considerado um ícone da denominação batista.

Durante o culto fúnebre, o coral de funcionários da Junta de Missões Mundiais participou com canções evangelísticas. Ao término da cerimônia, o caixão foi levado até a porta da capela, onde as pessoas passavam se despedindo, enquanto o coral cantava uma canção missionária. Todos os integrantes do coral vestiam camisetas camufladas com os dizeres ”Radicais Além-fronteiras”, que identifica um dos grupos missionários pertencentes à JMM.

O enterro do pastor Waldemiro acontece às 17h30 desta sexta, no cemitério Parque Jardim da Saudade, na Avenida Carlos Pontes, nº 500, em Sulacap, Rio de Janeiro.

Confira abaixo alguns depoimentos de amigos e familiares do pastor:

Acidália, esposa: “Ele foi a coisa mais linda que Deus colocou em minha vida. A primeira frase que ele me disse quando nos conhecemos foi: ‘A senhorita aceitaria tomar um chá?’. Desde então, pedi a Deus para que o nosso amor o honrasse. Os médicos sabiam que o fato de ele estar vivo era um milagre. Ele era o meu galardão, que eu dividi com todos vocês. Sigam o exemplo dele. Até breve, meu amor”.

Nelson Tymchack, filho: “Meu pai teve câncer há 18 anos, passou por uma cirurgia muito complicada, e, quando esteve doente, era pra ele ter morrido, mas Deus permitiu que ele vivesse mais 18 anos de vida até aqui”.

Pastor Roberto Silvado (Igreja Batista de Bacacheri, Curitiba, PR): “Em nossa teologia não cabe canonizar ninguém, ainda bem. Mas é bom saber que existe alguém que serve como referência e inspiração. Embora o pastor não possa ser canonizado, será sempre venerado e respeitado em nossos corações”.

Pastor Manuel Xavier, pregador do culto fúnebre (Igreja Batista Memorial da Tijuca): “O que sempre me impressionou no pastor Waldemiro foi a sua vida de oração, foi a intimidade que ele tinha com Deus. A maior parte da sua oração era voltada para a glória de Deus, para a sua benignidade, sua graça e seu poder. No céu ele será reconhecido por vários povos: russos, chineses, várias pessoas de diversas nações irão agradecer-lhe por ter levado o Evangelho a tantas nações distantes. Muita gente no mundo foi alcançada por causa da visão dele. O pastor Waldemiro tinha um senso de urgência, pois só alguém que sabe que a vida pode acabar a qualquer momento tem essa perspectiva da vida eterna. No domingo passado, ele pregou na Igreja Batista da Barra, sentado, porque estava com dores. A Junta de Missões Mundiais, onde ele era diretor há anos, estava fazendo meia hora de oração todos os dias para que ele fosse curado. Agora ele não sente mais dor”.

Pastor Marcílio Gomes Teixeira (Campinas): ‘”Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus’ (Atos 20.24). O texto se aplica perfeitamente à vida do pastor Waldemiro. Ele tinha um coração apaixonado por Jesus, um coração de pastor, e amava as pessoas. Eu viajava com ele e me constrangia por ver a sua disposição, sempre com vontade de ir além, ou seja, mesmo doente ele fazia muito mais do que os outros”.

Pastor Israel Belo de Azevedo, que dirigiu o culto fúnebre (diretor do Seminário Batista do Sul): “Vocês precisam continuar a missão dele”.

Pastor Davi Baeta: “Agradeço pelo exemplo de vida que ele foi, porque andou para alcançar a estatura do varão perfeito”.

Fonte: Elnet