Igreja cristã no Mali, onde a violência extremista islâmica teve grande aumento no ano passado. (Foto: Reprodução/Barnabas Fund)
Igreja cristã no Mali, onde a violência extremista islâmica teve grande aumento no ano passado. (Foto: Reprodução/Barnabas Fund)
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A violência não deixou o Mali, nem mesmo diante da COVID-19. Vários ataques aconteceram no país; alguns foram atribuídos a extremistas islâmicos, mas há denúncias de que forças governamentais são responsáveis por vários outros incidentes.

Na semana passada, 27 pessoas foram mortas durante uma ação de jihadistas nas aldeias cristãs de Bankass, Koro e Tillé. Na ocasião, os radicais chegaram em motocicletas, atiraram em algumas pessoas e incendiaram outras.

A aldeia fulani de Niangassadiou também foi invadida e 14 pessoas foram assassinadas. Dias depois, homens armados e uniformizados também atacaram outra aldeia fulani, Binedama,  onde mataram cerca de 20 pessoas.

De acordo com a Associação Nacional Tabital Pulaaku, as ações foram realizadas por soldados do exército maliano. O governo prometeu investigar os ataques. Porém, a promessa não foi capaz de acalmar os ânimos da população do Mali.

Dezenas de pessoas protestaram na capital Bamako e exigiram a renúncia do presidente Ibrahim Boubacar Keita.

De acordo com  canal de TV Al Jazeera, o executivo maliano luta para manter o apoio em meio à onda de violência no país, que já fez muitas vítimas fatais, provocou o deslocamento de centenas de pessoas e enfraqueceu a economia.

Fonte: Portas Abertas