Igreja cristã no Mali, onde a violência extremista islâmica teve grande aumento no ano passado. (Foto: Reprodução/Barnabas Fund)
Igreja cristã no Mali, onde a violência extremista islâmica teve grande aumento no ano passado. (Foto: Reprodução/Barnabas Fund)

O líder cristão Léon Dougnon e outros quatro membros da igreja local foram sequestrados quando viajavam da cidade de Ségué até a região de San, no Mali. Eles iam para o velório de outro líder cristão no dia 21 de junho, mas nunca chegaram ao destino.

Um amigo de Léon Dougnon fez contato por telefone, mas quem atendeu o celular foi outra pessoa. O sequestro dos cinco cristãos foi confirmado pelas autoridades regionais, mas até agora nenhum grupo extremista assumiu a autoria do rapto. A área onde tudo aconteceu está sujeita a ataques frequentes de jihadistas ligados à Al-Qaeda.

A situação política do Mali é delicada após dois golpes militares em nove meses. No último, o presidente empossado pelo exército, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouane, foram detidos e retirados do poder. Essa situação incerta favorece a ação de extremistas islâmicos, já que não há um governo central forte para controlar todas as áreas do país.

Nesse contexto, é comum que os radicais ataquem minorias religiosas não muçulmanas, como os cristãos. Em 2017, a líder cristã Gloria Argoti foi sequestrada pelo grupo Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI). A colombiana, que vivia em missão no país, continua refém dos jihadistas. Atualmente, o Mali ocupa a 28ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2021.

Fonte: Portas Abertas