A dificuldade financeira do hospital em Curitiba piorou depois do escândalo nacional de antecipação de 7 mortes pela equipe da médica-chefe Virgínia Soares de Souza.

As direções do Hospital Evangélico e de sua mantenedora, a SEB (Sociedade Evangélica Beneficente), vêm se dedicando com afinco a um amplo trabalho para recuperar a imagem da instituição.

Essa imagem, que já vinha sofrendo abalos com escândalos financeiros e pendências trabalhistas, em fevereiro deste ano levou seu maior golpe, com denúncia de antecipação de 7 mortes pela equipe da médica-chefe de uma de suas quatro UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), Virgínia Soares de Souza.

Com dificuldades financeiras há vários anos, o hospital viu piorar a sua situação com a queda no atendimento provocada pela nova crise. Com isso, aumentou ainda mais o déficit que já tem por conta da baixa remuneração pelos serviços do SUS.

“Uma denúncia como essa desestabiliza a população. Num hospital dessa importância, a repercussão negativa é muito grande”, reconhece o presidente da SEB, João Jaime Nunes Ferreira.

O diretor-geral do hospital, Jurandir Marcondes Ribas Filho, que tomou posse logo após a eclosão do caso Virgínia, queixa-se da forma como tudo foi feito. “O corpo clínico e os funcionários ficaram extremamente abalados com o que aconteceu e da forma como foi feita abordagem”, diz. Segundo ele, o que houve foi um caso isolado, “ainda sob investigação”.

“Temos quatro UTIs, que atenderam 19 mil pessoas em 2012. O processo é baseado em quatro ou cinco casos”, lembra.

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O diretor informa que a queda no atendimento já está estancada. “Já estamos recuperando”. E que o Evangélico vai continuar atendendo a população carente como sempre atendeu.

“O hospital vai completar 54 anos. Só no ano passado foram 1,5 milhão de atendimentos. Da Faculdade Evangélica saem mestres e doutores. É uma instituição muito importante para Curitiba”, diz.

[b]Fonte: Boainformacao.com.br[/b]