Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio de Janeiro
Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio de Janeiro

A Justiça do Rio de Janeiro negou pedido do MP (Ministério Público) para suspender cultos realizados pelo empresário e pastor Silas Malafaia em sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em cristo.

A decisão foi publicada na noite de ontem e assinada pelo juiz de plantão Marcello de Sá Baptista.

O MP entrou com a ação alegando que a aglomeração de fiéis na igreja poderia ser um fator de risco para a propagação do novo coronavírus.

A justificativa dada pelo juiz Marcello de Sá Baptista foi de que não houve determinação dada pelo Poder Executivo para interromper cultos e de que não há lei criada pelo poder legislativo para isso.

“O Poder Executivo não determinou a interrupção de cultos religiosos até o momento. O Poder Legislativo, não criou lei neste sentido. Não pode o Poder Judiciário avocar a condição de Legislador Positivo e regulamentar uma atividade em atrito com as normas até agora traçadas pelos órgãos gestores da crise existente”, escreveu o juiz em sua decisão.

Apesar da recomendação do Ministério da Saúde para que distanciamento social e isolamento voluntário seja aplicado com intuito de diminuir a contaminação no Brasil, o pastor Silas Malafaia não quis fechar os pontos de culto, que reúnem milhões em todo o país.

Na última quarta-feira (18), o pastor publicou um vídeo citando a constituição e enviando um recado para o governador de Pernambuco e de Santa Catarina afirmando que “se os senhores quiserem fechar as igrejas de que sou pastor tratem de ir à justiça pegar uma liminar”, disse. Silas citou, ainda, que viu coletivos lotados e que “o pobre está à mercê”. “A igreja nessa hora é uma agência de saúde emocional tão importante quanto os hospitais”.

Fonte: iG e UOL