Nova pesquisa mostra recuo do senador do PL no segmento religioso, enquanto o atual presidente mantém a liderança na disputa pelo Planalto
A diferença a favor do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no eleitorado evangélico encolheu de 15 para sete pontos percentuais em dois meses. O cenário faz parte do novo levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira, que aponta a liderança do petista na corrida presidencial.
Em junho, o parlamentar registrava 41% das intenções de voto no primeiro turno contra 26% de Lula nesse grupo religioso. Na rodada atual, Flávio oscilou para baixo e atingiu 35%, ao passo que o atual chefe do Executivo subiu para 28%. Paralelamente, a aprovação da gestão federal na comunidade evangélica subiu de 28% em abril para 38% em agosto, com a desaprovação recuando de 68% para 57%.
Disputa em eventual segundo turno e eleitores independentes
Em uma simulação de segundo turno entre os dois concorrentes, Lula lidera com 44% das intenções de voto, frente a 39% de Flávio Bolsonaro. No mês anterior, o placar marcava 45% a 37%.
O senador, contudo, registrou avanços no grupo de eleitores independentes. Em um eventual segundo turno nesse nicho, Lula caiu de 40% para 33% em relação a julho, enquanto Flávio subiu de 27% para 30%, encurtando a distância em dez pontos. No cenário de primeiro turno entre os indecisos, o petista soma 24% e o candidato do PL tem 18%. Na sequência, aparecem Renan Santos com 6%, Ronaldo Caiado com 5% e Romeu Zema com 4%.
Impacto das desavenças familiares no desempenho político
O desempenho eleitoral ocorre em meio à recente reconciliação pública entre Flávio e sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), após desavenças sobre alianças partidárias no Ceará. A ex-primeira-dama criticou publicamente a postura do parlamentar ao discordar de articulações políticas locais para apoiar o PSDB.
“Maltratada” e “desrespeitada” foram os termos utilizados por Michelle em vídeo gravado em junho.
Embora 59% dos entrevistados desconheçam a paz selada entre ambos, o mesmo percentual avalia o gesto como positivo. O apoio da ex-primeira-dama é visto por 46% dos eleitores como um fator que eleva as chances de vitória do senador. A percepção de que o apoio de Michelle amplia as chances do senador cresceu entre os apoiadores de direita. No segmento não bolsonarista, o índice saltou de 53% para 70% em relação ao mês anterior, enquanto entre os bolsonaristas a variação foi de 45% para 79%.
Metodologia
A pesquisa coletou dados com 2.004 eleitores de 31 de julho a 3 de agosto. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, subindo para quatro pontos no recorte de evangélicos e independentes. O registro no Tribunal Superior Eleitoral consta sob o protocolo BR-06591/2026.







