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Claudia Leitte é acusada de racismo e vira alvo do MP por trocar Iemanjá por Yeshua

Claudia Leitte (Foto: Instagram/@claudialeitte)
Claudia Leitte (Foto: Instagram/@claudialeitte)

A cantora Claudia Leitte voltou a ser acusada de racismo por cantar a música Caranguejo, modificando o trecho que exalta Iemanjá e substituindo por Yeshua. A artista que diz que é evangélica, já fez essa mesma troca outra vez e também foi atacada nas redes sociais.

Desta vez, a crítica partiu do secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Pedro Tourinho, que publicou nesta terça-feira (17) um texto nas redes sociais contra Claudia Leitte. Segundo ele, a ação da cantora é “racismo”.

“Quando um artista que se diz parte desse movimento, saúda o povo negro e a cultura, reverencia a percussão e musicalidade, faz sucesso e ganha dinheiro com isso, mas, de repente, escolhe reescrever a história e retirar o nome de orixás das músicas, não se engane: o nome disso é racismo, e é o surreal e explícito reforço do que houve de errado naquele tempo”, disse.

E continuou:

– Se é para celebrar os 40 anos do axé music, que seja para celebrar com respeito, fortalecendo seu fundamento, ajustando desequilíbrios, valorizando sua verdade, avançar caminhando para frente. Não podemos admitir desrespeito, apropriação e retrocesso.

Tourinho recebeu muito apoio na publicação, entre eles da cantora Ivete Sangalo que comentou “sim” na crítica. As atrizes Giovanna Lancelotti e Alice Wegmann também curtiram a crítica.

O trecho da música que foi trocado por Claudia Leitte diz: “Joga flores no mar/Saudando a rainha Yemanjá” e ela cantou assim: “Joga flores no mar/Só louvo meu rei Yeshua”.

Inquérito civil

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para apurar uma denúncia de racismo religioso contra a cantora Claudia Leitte.

A denúncia ao MP foi feita pela yalorixá Jaciara Ribeiro e pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro). A questão será analisada pela promotora Lívia Sant’Anna Vaz.

Ao denunciarem Claudia, o Idafro e a yalorixá argumentam que a alteração descontextualiza a música e demonstra desprezo e hostilidade por religiões afro-brasileiras, configurando discriminação. Eles ressaltam que a Festa de Iemanjá, retratada na música, e a própria figura da orixá são patrimônios culturais protegidos por lei.

Em nota enviada ao portal iBahia, o MP-BA confirmou que abriu inquérito civil para apurar os fatos noticiados. De acordo com o órgão, a investigação vai apurar se houve racismo religioso “consistente na violação de bem cultural e de direitos das comunidades religiosas de matriz africana, sem prejuízo de eventual responsabilização criminal”.

O que diz o Direito Religioso

Para a advogada Danielle Maria, especialista em Direito Religioso e membra do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, Cláudia Leitte está exercendo sua liberdade de crença, um direito fundamental garantido constitucionalmente no (art. 5°, inciso VI, CF/ 88).

“O racismo religioso, para que ele aconteça de fato, precisaria que houvesse uma fala da cantora que fosse uma promoção de discurso de ódio, que preconizasse algum tipo de segregação cultural, de intolerância religiosa ou algum tipo de violência, uma agressão física ou uma agressão verbal com intimidação, com ataques diretos à religião ou aos praticantes”, explicou a advogada.

Danielle ressaltou que a Constituição Federal garante a liberdade de crença e quando se olha para as leis de injúria racial, todos são resultantes de preconceito de raça, de cor, de etnia e de religião. Entretanto, essa conduta da Cláudia Leitte não viola essas leis, nem se enquadra dentro dessas características.

“A intolerância religiosa, seria configurada por uma ação que trouxesse na conduta do indivíduo, uma falta de respeito ou uma tentativa de impedir a prática de determinada religião. Não houve nenhuma fala dela faltando com respeito a Iemanjá, ofendendo a Iemanjá, ou impedindo que Iemanjá fosse exaltada ou adorada. A gente observa que ela, enquanto indivíduo, no momento da sua interpretação, elevou a música à exaltação de uma outra divindade”, completa a advogada.

Em conclusão, a advogada Danielle Maria disse que só acarretaria em dano moral, se fosse uma mudança na obra musical sem a autorização dos autores, ou consentimento, mas mesmo assim isso seria dentro da esfera cível e não da criminal.

Fonte: Pleno News e Comunhão

Maioria dos evangélicos acredita que as mídias sociais são prejudiciais à sua fé, mas as usam mesmo assim

Jovens com smartphones (Foto: canva pro)
Jovens com smartphones (Foto: canva pro)

Embora a maioria dos evangélicos acredite que o uso de mídias sociais é mais prejudicial do que útil para sua fé, eles as usam de qualquer maneira, de acordo com um novo relatório da Infinity Concepts e da Grey Matter Research. E quanto mais espiritualmente engajados eles são, mais plataformas de mídia social eles tendem a usar.

O estudo lançado recentemente, Helpful or Harmful? Evangelicals and Social Media, foi produzido a partir de dados coletados de 1.039 protestantes evangélicos no início deste ano.

Assim como os americanos em geral, os evangélicos classificaram o Facebook, 81%, como sua principal plataforma de mídia social, seguido pelo YouTube, 71%; Instagram, 45%; TikTok, 35%; e Pinterest, 28%.

Cerca de 54% dos evangélicos relataram que, embora acreditem que as mídias sociais são mais prejudiciais do que úteis, eles ainda usam as plataformas de qualquer maneira. E a principal razão citada pelos evangélicos para dizer que as mídias sociais são mais prejudiciais do que úteis é porque as plataformas estão “carregadas com conteúdo prejudicial, perigoso e mundano”.

Trinta e quatro por cento dos entrevistados no relatório citaram isso como seu principal motivo. Outros 29% dos evangélicos disseram que a mídia social é prejudicial em geral e não apenas para os cristãos. Alguns cristãos, cerca de 15%, citaram o potencial da mídia social para influenciar negativamente as pessoas em relação à sua fé. Outros citaram fatores como doutrina falsa, desinformação sobre o cristianismo e o assédio aos cristãos.

Entre os evangélicos em geral, 58% acreditam que as mídias sociais são mais prejudiciais do que úteis à fé cristã nos EUA, enquanto 42% acreditam no oposto.

O principal motivo que os evangélicos deram para dizer que a mídia social é mais útil é a capacidade de usar as plataformas para evangelismo. Cerca de 47% dos apoiadores evangélicos da mídia social citaram isso como um recurso positivo. Outros 18% disseram que a mídia social permitiu que eles se conectassem com conteúdo cristão mais facilmente, enquanto outros apontaram a capacidade de criar comunidades.

“O sal dá sabor e preserva nossa comida e é necessário para a vida; muito pode matar. Os opioides podem aliviar dores intensas, mas são altamente viciantes e destruíram muitas vidas. Até mesmo algo tão básico quanto a água é necessário para toda a vida, mas inundações podem devastar comunidades, e mais de 300.000 pessoas no mundo todo se afogam a cada ano. Pelas respostas que recebemos neste estudo, as mídias sociais são muito parecidas”, disseram os pesquisadores.

“Alguns evangélicos falam com entusiasmo sobre como ela (a mídia social) permitiu que eles falassem com os outros sobre Jesus, construíssem sua própria fé por meio do estudo ou encorajamento e desenvolvessem uma comunidade maior com outros crentes. Outros criticam a mídia social como superficial, distrativa, falsa, sedutora e até mesmo maligna. Certamente parece que, em muitos casos, ambas as perspectivas estão corretas. A mídia social é uma ferramenta que pode tanto espalhar o Evangelho quanto espalhar mentiras, encorajar e deprimir, ensinar e distrair.”

As descobertas da Infinity Concepts e da Grey Matter Research surgem no momento em que uma nova pesquisa do Pew Research Center divulgada na quinta-feira com adolescentes dos EUA de 13 a 17 anos, realizada entre 18 de setembro e 10 de outubro, mostra quantos deles dizem estar on-line nas redes sociais quase constantemente devido ao acesso a smartphones.

O YouTube continua sendo a plataforma de mídia social mais popular entre os adolescentes, com cerca de 90% relatando usá-la, seguido pelo TikTok, 63%; Instagram, 61%; e Snapchat, 55%, completando as cinco principais plataformas.

“No geral, 73% dos adolescentes dizem que acessam o YouTube diariamente, tornando o YouTube a plataforma mais amplamente usada e visitada sobre a qual perguntamos. Essa parcela inclui 15% que descrevem seu uso como ‘quase constante’. Cerca de seis em cada 10 acessam o TikTok diariamente. Isso inclui 16% que relatam estar nele quase constantemente”, observam os pesquisadores do Pew.

Os dados mostram que as adolescentes são mais propensas do que os meninos a dizer que usam o TikTok “quase constantemente”, enquanto os adolescentes são mais propensos do que as meninas a usar o YouTube com a mesma frequência.

Embora reconheçam os desafios que as mídias sociais apresentam aos cristãos, pesquisadores da Infinity Concepts e da Grey Matter Research acreditam que os líderes da igreja podem fornecer orientação aos seus fiéis para incentivar um envolvimento mais criterioso nas plataformas sociais.

“Embora a mídia social apresente desafios, ela também oferece tremendas oportunidades para evangélicos brilharem a luz de Cristo em um vasto cenário digital. Com orientação intencional de líderes da igreja e um espírito de discernimento, a mídia social pode se tornar uma ferramenta poderosa para espalhar o Evangelho, construir comunidade e encorajar outros crentes”, observaram os pesquisadores. “Ao usá-la de forma ponderada e com oração, os cristãos podem navegar por seus desafios enquanto aproveitam a oportunidade de causar um impacto positivo para o reino de Deus nesta era digital.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Leitura da Bíblia aumenta as doações para a caridade, mostra estudo

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

A generosidade é um princípio da vida cristã, refletindo o amor ao próximo e o compromisso com os ensinamentos de Jesus. Mas até que ponto o engajamento com as Escrituras pode influenciar a prática da doação? Um estudo recente da American Bible Society (Sociedade Bíblica Americana) revela uma conexão clara entre a frequência com que os americanos leem a Bíblia e a disposição de contribuir para causas caritativas.

Os dados mostram que os cristãos mais engajados com a Palavra são também os mais propensos a fazer doações significativas, não apenas para suas igrejas, mas também para organizações beneficentes, sejam elas religiosas ou seculares.

De acordo com os dados, os indivíduos mais engajados nas Escrituras doam consideravelmente mais que os que não têm o mesmo nível de envolvimento com a Palavra, refletindo não apenas um comportamento altruísta, mas também a forma como a fé pode moldar práticas sociais de solidariedade.

A pesquisa, realizada com 2.506 adultos americanos, dividiu os participantes em três grupos com base no nível de engajamento com as Escrituras. O estudo revelou que 94% dos cristãos mais engajados com as Escrituras, definidos como aqueles que pontuaram acima de 100 na Escala de Engajamento com as Escrituras, doaram para caridade em 2023.

Em contrapartida, apenas 43% dos “desengajados com a Bíblia” realizaram doações, sendo que a quantia média de doações entre este grupo foi substancialmente mais baixa. Esses dados revelam a força da fé como motor de ações concretas, como a generosidade financeira, que transcendem os muros das igrejas e atingem uma variedade de causas beneficentes.

O diretor de inovação da Sociedade Bíblica Americana e editor-chefe do relatório, John Farquhar Plake, destacou a relevância desses números, afirmando que “pessoas que leem a Bíblia consistentemente e vivem de acordo com seus ensinamentos são mais propensas a doar para caridade”. Segundo Plake, essas pessoas não apenas contribuem com suas igrejas, mas também com organizações religiosas e não religiosas, o que demonstra o poder da Palavra em gerar um impacto social significativo.

Entre os grupos denominacionais, os evangélicos se destacaram como os mais generosos, com 80% dos entrevistados afirmando que realizaram doações. A média de doação nesse grupo foi de US$ 4.590, significativamente maior que as doações feitas por católicos, protestantes tradicionais e protestantes historicamente negros, cujos valores médios ficaram em US$ 1.320, US$ 4.066 e US$ 1.726, respectivamente. O estudo também apontou que, dentro da comunidade cristã, a frequência no culto e o quanto a fé é considerada importante na vida diária são fatores que influenciam diretamente o ato de doar.

Entre os “cristãos praticantes”, aqueles que frequentam a igreja mensalmente e consideram sua fé central em suas vidas, 93% realizaram doações, com uma média de US$ 5.885. Este grupo é considerado o mais generoso em relação aos outros, com um impacto claro da vivência diária da fé. Já os “cristãos casuais”, que vão à igreja regularmente, mas não têm uma conexão forte com a fé, também demonstraram uma taxa de doação alta, com 88% fazendo contribuições.

Por outro lado, os que não se identificam como cristãos mostraram-se menos inclinados a realizar doações, com apenas 37% doando para caridade. O estudo notou que a quantia média de doações entre os não cristãos foi de US$ 1.466, mas mais da metade deles não fez qualquer contribuição. Isso revela como a prática religiosa tem uma correlação direta com a generosidade, especialmente no contexto da fé cristã.

Fonte: Comunhão com informações de Christian Post

Mulher foge e deixa filhos após ser espancada pelo marido por se converter ao cristianismo

Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)
Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)

Uma mãe de duas crianças pequenas na Somália foi forçada a deixá-las para trás depois que seu marido a feriu gravemente ao saber que ela havia trocado o islamismo pelo cristianismo, disse ela.

Fatuma, de trinta anos (cujo sobrenome está sendo retido por razões de segurança), depositou sua confiança em Cristo em 15 de outubro em um culto clandestino em uma vila não revelada na região de Mudug, noroeste da Somália. Ela fugiu de casa e dos filhos, de 4 e 6 anos, depois que seu marido a espancou em 8 de dezembro, ela disse.

“Sinto falta dos meus filhos, mas não posso voltar para o meu marido porque ele vai me matar”, Fatuma disse ao Morning Star News . “Vivo com muita dor devido à minha mão fraturada e cicatrizes sérias que desfiguraram meu rosto, bem como uma vida estressante de estar ausente dos meus filhos. Perdoei meu marido e estou orando para que Deus mude sua vida. Estou muito magoada e preciso de orações para curar meu coração partido.”

Ela disse que sua sogra a descobriu orando em nome de Issa (Jesus) em 4 de dezembro e a avisou para parar, dizendo a ela: “O islamismo exige que apenas rezemos em nome de Alá e Maomé — por favor, pare com esse tipo de oração imediatamente. Que esta seja sua primeira e última oração de uma forma tão ruim. Isso é diabólico, e se você não parar, será expulsa da família.”

Fatuma disse ao Morning Star News que sua fé veio de Deus e estava crescendo, que ela havia encontrado uma vida melhor em Cristo e decidiu continuar orando secretamente em Seu nome.

Quando sua sogra encontrou Fatuma orando em nome de Cristo novamente dois dias depois, ela ficou furiosa e disse: “Eu lhe dei um aviso sério, mas você decidiu ignorá-lo deliberadamente — meu filho terá que se divorciar de você”, disse Fatuma.

No domingo, por volta das 19h, seu marido chegou e a espancou com paus antes que sua sogra conseguisse resgatá-la, disse Fatuma. Desde então, ela deixou a região. Um líder cristão na Somália, cujo nome é omitido por razões de segurança, deu-lhe refúgio.

“Deus prometeu nos dar paz e amor”, disse outro cristão na Somália, também sob condição de anonimato, “então precisamos orar por nossa irmã Fatuma para que Deus nos dê paz abundante neste momento difícil”.

A constituição da Somália estabelece o islamismo como religião do estado e proíbe a propagação de qualquer outra religião, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. Ela também exige que as leis cumpram os princípios da Sharia (lei islâmica), sem exceções na aplicação para não muçulmanos.

A pena de morte por apostasia é parte da lei islâmica, de acordo com as principais escolas de jurisprudência islâmica. Um grupo extremista islâmico na Somália, al-Shabaab, é aliado da al-Qaeda e adere ao ensinamento.

Simpatizantes do Al Shabaab também mataram várias pessoas de fora do norte do Quênia desde 2011, quando forças quenianas lideraram uma coalizão africana na Somália contra os rebeldes em resposta a ataques terroristas contra turistas e outras pessoas na costa do Quênia.

A Somália está em 2º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2024 do grupo de apoio cristão Portas Abertas, dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Doze cristãos são condenados no Irã

Cristãos durante culto em uma igreja no Irã. (Foto: Reprodução/CBN News)
Cristãos durante culto em uma igreja no Irã. (Foto: Reprodução/CBN News)

Doze cristãos iranianos de origem muçulmana precisam das orações da igreja global. Eles foram acusados de “propagação de religiões que estão em conflito e contra o islã” e “colaboração com governos estrangeiros”. As provas usadas contra os seguidores de Jesus foram Bíblias e livros cristãos.

Além disso, de acordo com a organização Middle East Concern, as autoridades alegaram que eles participaram de treinamento cristão no exterior e que professavam a fé cristã. A condenação pela expressão de fé em Jesus mostra porque o Irã é o 9º país mais perigoso da Lista Mundial da Perseguição 2024.

Os doze cristãos estavam entre vinte pessoas detidas por agentes da Inteligência nas cidades de Nowshahr e Chalus, Irã, durante o período de Natal em 2023, mas apenas agora, passado praticamente um ano, os cristãos foram convocados a comparecer perante o tribunal para a sentença e condenados.

Jahangir Kaskak, Morteza Malamiri e Gholam Nimvari, três dos cristãos presos, foram libertos sob fiança em 17 de novembro. Eles já haviam sido presos em outras ocasiões por seguir a Jesus publicamente. Já Javad Amini, outro cristão de origem muçulmana detido, permanece preso. Ore pelo julgamento dos nossos irmãos na fé e pelo avanço da igreja em meio à perseguição no Irã.

Fonte: Portas Abertas

Cristã descreve nova realidade da igreja na Síria

Bandeira da Síria (Foto: canva)
Bandeira da Síria (Foto: canva)

Enquanto o mundo continua a lidar com o que a nova liderança na Síria significa para as pessoas dentro do país, é fácil perder de vista o que está acontecendo com grupos minoritários, como os cristãos. Grande parte da cobertura sobre a rápida queda do regime de Assad focou na alegria pela derrubada de um tirano e na incerteza que paira sob a autoridade dos novos governantes da Síria.

Hoda*, uma cristã que permaneceu em Damasco desde o início da crise, descreve aqueles primeiros dias com insegurança e confusão. “No começo, não conseguia entender completamente o que estava acontecendo. Eu ouvia falar que a igreja estava organizando ônibus para cristãos saírem de Alepo, outros diziam que os rebeldes haviam tomado a cidade de Hama, enquanto a TV estatal nos assegurava que tudo estava sob controle. Era um caos. Tinha que ligar para amigos em outras cidades para entender tudo, mesmo assim, a confusão permanecia”, conta Hoda.

Sobre o papel da fé nesse momento de crise, ela afirma: “Vou admitir, eu estava mais preocupada em seguir as notícias do que qualquer outra coisa no início. Mas tivemos amigos cristãos que nos procuraram para orar e ler salmos conosco. Isso nos deu algum conforto”.

O papel da igreja na crise

Hoda também menciona que a igreja síria estava pronta para receber cristãos deslocados, mas sente que o trabalho tem sido cauteloso. Sobre as maiores necessidades da comunidade cristã agora, ela comenta: “Precisamos de segurança, de garantias. Precisamos saber que ainda podemos adorar ao Senhor livremente, ir à igreja, frequentar a escola dominical, sem nenhuma ameaça”.

A escassez de recursos básicos, como água, e o alto custo de vida se somam à situação já precária. “Os itens essenciais estão ficando cada vez mais fora de alcance. A esperança parece fraca. Oro para que essa conversa de abertura e tolerância seja real. Mas, se eu for honesta, gostaria de poder deixar a Síria. Não quero viver em um país à beira do desastre”, assume a cristã.

Além dos desafios de sobrevivência, a liberdade religiosa está ainda mais limitada. “Pessoalmente, nunca me senti ameaçada na minha própria região, de maioria cristã. Mas sei que isso não é verdade para outras partes da Síria, especialmente em áreas de maioria muçulmana, onde não há a mesma segurança. Alguns até temem andar em público”, compartilha Hoda.

Hoda enfatiza a importância da segurança, da capacidade de adorar livremente e da provisão de necessidades básicas, como água e vida acessível. “Precisamos de suas orações e apoio. Precisamos sentir que não fomos esquecidos”, ela conclui. Por favor, continue a orar com seus irmãos e irmãs na Síria.

*Nome alterado por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Mais de dez cristãos são presos na Eritreia

Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: reprodução)
Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: reprodução)

No dia 6 de dezembro, 13 cristãos foram presos na Eritreia. O grupo foi detido na 1ª Delegacia de Polícia e depois transferido para a prisão Mai Sirwa, perto da capital do país, Asmara.  

Pouco se sabe sobre as condições dos seguidores de Jesus presos. A Eritreia permanece no Top10 da Lista Mundial da Perseguição há anos, a ponto de ser conhecida como a “Coreia do Norte da África”.  

As estimativas sugerem que cerca de mil cristãos eritreus estejam presos sem acusação formal de qualquer crime. Há membros de algumas igrejas domésticas que estão na prisão há mais de dez anos e vivem confinados em pequenas celas ou até solitárias. Dessa forma, mais do que nunca, eles precisam de orações assim como suas famílias.  

Apoie cristãos presos 

A realidade de ser preso por amor a Jesus também é recorrente no Oriente Médio. Presenteie nossos irmãos na fé com ajuda emergencial e apoio jurídico para que eles saibam que não estão sozinhos. Doe!  

Fonte: Portas Abertas

Igreja Bola de Neve é investigada por desvio de dinheiro

Fachada da Igreja Bola de Neve (Reprodução/Band)
Fachada da Igreja Bola de Neve (Reprodução/Band)

O Ministério Público investiga a Igreja Bola de Neve, uma das maiores evangélicas no Brasil, por desvio de dinheiro. A suspeita é que pastores e outros integrantes estariam usando empresas de fachada para desviar valores da organização.

A denúncia teria sido feita pela atual gestora da igreja, Denise Seixas, viúva do pastor Rina, morto em novembro deste ano após um acidente de moto. Em entrevista à Band, Denise diz confiar na Justiça e que só quer manter o trabalho de evangelização. “Eu sonho em ver algo diferente, uma igreja diferente, transparente, porque tem muita gente boa trabalhando lá dentro. O que tiver que ser arrumado, vai ser”.

Informações obtidas pela Band apontam que um ex-diretor da instituição teria criado uma empresa de maquininhas de cartão e faturado quase R$ 500 mil em alguns meses.

O processo de divórcio entre o apóstolo Rina e a pastora Denise, fundadores da Bola de Neve, detonou uma batalha interna pelo poder. Com a morte de Rina, Denise se tornou presidente da igreja e denunciou supostas irregularidades cometidas por integrantes da diretoria, foi aí que o grupo tentou impedir a posse dela.

A Justiça decidiu que Denise responde pela igreja e determinou que os antigos diretores estão proibidos de fazer qualquer coisa em nome da Bola de Neve.

Denise teria passado um ‘pente fino’ nas contratações feitas pelo ex-diretor financeiro da igreja, Éverton Ribeiro. Ele teria contratado empresas dele e de sua irmã para prestarem serviços para a igreja.

Éverton criou uma empresa de maquininhas de cartão para receber o dízimo dos fiéis, a SIAF. Em alguns meses, essa empresa faturou quase R$ 500 mil com o serviço. Paralelamente, a empresa “Filhos do Rei”, da irmã do ex-diretor, faturou cerca de R$ 1,5 milhão prestando serviços para a Bola de Neve.

Mesmo sem poderes para representar a igreja, o escritório Urbano Vitalino Advogados informou ter solicitado certidões em nome da Bola de Neve e de Éverton Ribeiro, afirmando que não há investigação em andamento contra eles no Ministério Público.

A Igreja Bola de Neve vive uma crise desde o começo do ano, após Denise e Rina entrarem com um processo de divórcio. Ela chegou a conseguir uma medida protetiva contra Rina, que foi afastado da organização. Eles chegaram a se aproximar e até descartar a separação. Após a morte dele, ela assumiu o comando.

Integrantes tentaram impedir o movimento através de um acordo do casal, que previa a saída de Denise da igreja, mas como o acordo não foi homologado, não tem validade. Denise então assumiu o cargo e só ela é autorizada a representar a igreja.

Atualmente, a Bola de Neve conta com 560 templos no Brasil e pelo mundo, fundada há 25 anos pelo casal Rinaldo e Denise Seixas.

Fonte: Band

Prefeitura nega alvará para show gospel de Ano Novo da Lagoinha no Allianz Parque

Allianz Parque (Foto: Canva)
Allianz Parque (Foto: Canva)

A Prefeitura de São Paulo negou o pedido de alvará para a realização do evento gospel “Vira Brasil 2025”, organizado pela Primeira Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville. O evento, planejado para a virada do ano no Allianz Parque, foi barrado devido à falta de anuência dos moradores da região e por questões relacionadas ao fechamento administrativo do estádio.

O pedido foi negado pela Coordenadoria de Controle e Uso de Imóveis (Contru) e publicado no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (17). Entre as razões citadas estão:

  • Ausência de anuência dos moradores locais: Associações de bairros como Perdizes, Sumaré, Pompeia, Água Branca e Pacaembu enviaram cartas se opondo à realização do evento.
  • Retomada do fechamento administrativo do Allianz Parque: O Tribunal de Justiça determinou o fechamento do estádio a partir de 23 de dezembro, após multas por barulho excessivo.

O desembargador Ricardo Feitosa, que cassou a liminar que suspendia a punição, argumentou que o sossego dos moradores, incluindo crianças, idosos e enfermos, deve prevalecer.

A Primeira Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville afirmou que já entrou com pedido de reconsideração e está “otimista” quanto à obtenção do alvará. A igreja destacou que o fechamento administrativo do Allianz foi determinado após a contratação do local para o evento e argumentou que os motivos que mantiveram outros eventos até 22 de dezembro deveriam se estender ao “Vira Brasil 2025”.

Já a Real Arenas, gestora do Allianz Parque, afirmou que tomará as medidas necessárias para reverter a decisão judicial.

Detalhes do evento

O “Vira Brasil 2025” está programado para ocorrer das 17h de 31 de dezembro até 0h30 de 1º de janeiro, com apresentações de artistas renomados do meio gospel, como Ana Nóbrega, Isaías Saad e Fernandinho.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que o indeferimento do alvará não é definitivo e que a reconsideração do despacho poderá ser avaliada caso a igreja providencie os documentos pendentes. A administração reforçou que qualquer decisão será tomada em conformidade com as determinações judiciais.

O caso segue em andamento, e os organizadores aguardam resposta sobre o pedido de revisão do indeferimento.

Igreja corta preço de ingresso após críticas

A Igreja Batista da Lagoinha de Alphaville, em São Paulo, anunciou que reduziu o preço do ingresso para o evento de réveillon “Vira Brasil 2025”, que será realizado no Allianz Parque. Após críticas sobre os valores cobrados, que chegavam a ultrapassar R$ 3.500 na área “VIP Experience”, a organização passou a oferecer entradas simbólicas por R$ 20.

“Você que não pode comprar o passaporte: ‘Pastor, eu não posso, eu não consigo, eu não tenho condições’. A gente tem algumas centenas de passaportes disponíveis, que são os passaportes solidários, que algum empresário patrocinou para você participar, você só precisa pagar o valor de R$ 20, que é taxa que o estádio cobra pra gente”, disse André Fernandes, líder da Lagoinha Alphaville.

Inicialmente, o ingresso mais barato disponível custava R$ 55 (com taxas), mas esgotou rapidamente. No entanto, os valores elevados das áreas premium geraram polêmica nas redes sociais, com internautas questionando a cobrança para um evento religioso. Uma jovem comentou, decepcionada com a cobrança de ingressos: “Acredito que esse não seja o evangelho de fato!”. Outra escreveu: “Triste ver como o evangelho virou negócio”.

O líder evangélico e pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também criticou a prática. Sem citar o evento da igreja Lagoinha de Alphaville, Malafaia disse: “Tudo é business, tudo é grana. Fazem uma virada num estádio para levar crente dos outros, contratam pregadores e cantores a peso de ouro porque eles não têm pregadores e cantores próprios”.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo e UOL

Edir Macedo processa Netflix por uso de imagens em documentário sobre possessão

Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)
Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record, ingressou com uma ação judicial contra a Netflix em outubro, solicitando a remoção de imagens suas do documentário “O Diabo no Tribunal”. A produção, lançada em 2022, aborda um julgamento nos Estados Unidos em que a defesa tentou usar a alegação de “possessão demoníaca” como justificativa para um assassinato, argumento rejeitado pela Justiça americana.

No processo, Edir Macedo e o bispo Renato Cardoso, coautor da ação e apresentador do programa The Love School, afirmam que o documentário exibe imagens captadas em cultos da Universal. Segundo eles, essas cenas, que retratam “sessões de libertação”, foram usadas sem autorização e fora de contexto, conectando indevidamente a Universal a eventos abordados no filme.

“As imagens pessoais foram incluídas no filme sem a devida autorização no âmbito de um entretenimento claramente sensacionalista e de temática perturbadora, qual seja, uma possessão demoníaca e um posterior assassinato brutal”, afirmam os bispos na ação.

Eles pedem que as imagens sejam removidas do documentário e, caso isso não seja tecnicamente viável, que os rostos sejam desfocados para evitar identificação.

Defesa da Netflix

Em resposta, a Netflix argumentou que o documentário tem caráter informativo e que as imagens dos bispos foram utilizadas dentro de um contexto geral, ilustrando o embate entre líderes religiosos e fiéis supostamente “possuídos”.

A empresa nega qualquer vínculo entre a Igreja Universal e os fatos narrados no filme, afirmando ainda que os rostos dos bispos não são exibidos de forma clara, dificultando sua identificação.

Próximos passos

O caso está sendo analisado pela Justiça de São Paulo e deve ser julgado nas próximas semanas. Este é o primeiro processo judicial movido por um proprietário de uma grande empresa de comunicação brasileira contra a Netflix.

Nem Edir Macedo, via Igreja Universal, nem a Netflix comentaram oficialmente sobre o caso até o momento.

Fonte: F5 – Folha de S. Paulo

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