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Missionários apontam desafios para evangelizar países não alcançados na África

Pastor batiza homem convertido por ministério da IMB na África Ocidental. (Foto: IMB)
Pastor batiza homem convertido por ministério da IMB na África Ocidental. (Foto: IMB)

A África ainda tem muitas regiões onde o Evangelho não foi plenamente difundido, apesar da presença missionária ao longo dos anos. Nos círculos cristãos, essa região é frequentemente vista como predominantemente evangélica e plenamente alcançada.

Segundo Josh Rivers, missionário do Conselho de Missões Internacionais, essa percepção não reflete a realidade.

Rivers aponta que países como Senegal, Guiné, Mali e Níger possuem poucas igrejas, e a maioria da população segue o Islamismo.

“O Senegal é menos evangélico que o Irã”, enfatizou Rivers, que trabalhou como missionário na África Ocidental por mais de 20 anos, sobre um país imerso no islamismo.

“Há muitos lugares na África onde o Evangelho se enraizou e igrejas surgiram. Mas há muitos lugares onde o Evangelho não está sendo proclamado. É para lá que precisamos que os fiéis vão e façam discípulos.”

Os missionários locais destacam a necessidade de mais trabalhadores para alcançar áreas remotas e fortalecer comunidades cristãs existentes.

Os desafios para a expansão do Cristianismo incluem dificuldades geográficas, instabilidade política e pressão social para manter tradições islâmicas.

Recentemente, Rivers se reuniu com os missionários veteranos Moses e Beth, que também atuam na África, para discutir as percepções sobre o continente e a necessidade de mais trabalhadores para expandir o alcance do Evangelho.

Apesar da longa história de missões cristãs na África, muitos ainda acreditam que o continente será plenamente alcançado pelo evangelho. Rivers explica que essa visão pode ser influenciada por biografias de missionários, como a de David Livingstone, que retratam o trabalho evangélico na região.

Países como a Nigéria celebram 175 anos de missão batista, algo que, segundo Rivers, é motivo de gratidão. No entanto, ele alerta que ainda existem áreas onde as sementes do Evangelho não criaram raízes, mesmo dentro daquele país.

Em muitas partes da África Ocidental, a presença cristã ainda é fraca. Senegal tem menos de 10 igrejas batistas, Guiné apenas 5, Mali conta com cerca de 12 e Níger, 20 – a maioria situada nas capitais ou nas proximidades.

Para a missionária Beth, que atua no Senegal, a realidade espiritual do continente se revela de forma impactante por meio dos números. No país onde trabalha, 95% da população é muçulmana, enquanto os cristãos evangélicos representam apenas 0,19%.

Essa estatística significa que, das 343 pessoas que morrem diariamente no Senegal, quase todas partem sem conhecer o Evangelho. “A cada hora, 14 pessoas no Senegal entram na eternidade sem um relacionamento com Cristo”, enfatiza Beth, reforçando a urgência da missão cristã na região.

Para Beth a cultura muçulmana predominante influencia fortemente as estruturas sociais africanas, de modo que muitas famílias enviam seus filhos para escolas bíblicas apenas para aprimorar habilidades como o ensino do inglês.

“Os pais não se preocupam com a conversão dos filhos ao Cristianismo, porque na maioria das sociedades africanas o que importa é se conformar socialmente às decisões e orientações da comunidade”, explica.

Já Moses aponta que, em muitas regiões, o islamismo se entrelaçou profundamente com a cultura local, influenciando até mesmo a forma de se vestir, que mescla elementos árabes e africanos. O islamismo também permitiu a mistura de religiões tradicionais africanas.

“O problema que a maioria vê no Cristianismo é que dizemos: ‘Só Jesus’”, relata Moses.

Outro desafio, segundo Josh é o histórico de conflitos na África Ocidental, que torna a mobilidade missionária mais complicada, dificultando a propagação do Cristianismo.

Para enfrentar a perdição espiritual na África, missionários ressaltam a necessidade de uma presença cristã constante no cotidiano das comunidades.

Beth enfatiza que ter testemunhos vivos do Evangelho é essencial para a evangelização e cita o desafio que sua equipe enfrenta: com apenas nove missionários, precisam alcançar uma população de 12 milhões de pessoas em uma área equivalente ao estado de Dakota do Sul, nos EUA.

“Outras equipes missionárias na África enfrentam o mesmo desafio. Por isso, estamos sempre buscando recrutar igrejas e indivíduos dispostos a preencher essas lacunas para serem esse testemunho”, declara.

Moses complementa que um dos caminhos para fortalecer a presença missionária é mobilizar igrejas africanas já estabelecidas. Ele explica que alguns seminários batistas da África Ocidental oferecem estágios missionários para seus alunos atuarem em regiões de difícil acesso, como parte de equipes evangelísticas.

“Estamos em fase de planejamento com a Convenção Batista do Togo para enviar missionários”, diz.

E continua: “Conectamos uma igreja em Dacar, Senegal, com alguns missionários enviados do Benim para trabalhar no sul do país. Por meio dessa parceria, eles compartilharam o Evangelho, levaram pessoas a Cristo e realizaram batismos”.

Para ajudar na expansão do Evangelho na África, igrejas e pessoas individualmente podem desempenhar um papel essencial na missão cristã. Moses lembra que Deus deseja usar cada pessoa para cumprir a Grande Comissão.

Ele destaca a importância de que igrejas se comprometam a adotar aldeias, estabelecendo relacionamentos e sendo uma presença ativa do Evangelho.

Além disso, pede que igrejas americanas invistam em cristãos e igrejas africanas, oferecendo orientação e treinamento para que se tornem igrejas multiplicadoras, capazes de evangelizar e discipular novas comunidades.

Josh reforça que é necessário que mais pessoas estejam dispostas a ir a lugares de difícil acesso, como Guiné, Mali, Níger, Burkina Faso e Senegal.

Ele reconhece que levar o Evangelho a regiões onde ainda não foi pregado pode ser um desafio, mas ressalta que Jesus vale o esforço e a dedicação daqueles que desejam cumprir essa missão.

Fonte: Guia-me com informações de IMB

Pesquisa mundial revela que a maioria das pessoas acredita em Deus

Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa “sem precedentes” sobre atitudes em relação à fé, crença e Deus foi revelada no final de abril e indicou que, para a maioria das pessoas no mundo todo, Deus é uma realidade.

Durante um período de três anos, 90.000 pessoas em 85 países foram questionadas em profundidade sobre suas opiniões sobre a Bíblia e a fé, como parte da pesquisa conduzida pela Gallup em nome da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (BFBS) e da Sociedade Bíblica Unida (UBS).

“A Iniciativa de Patmos”, como a pesquisa é chamada, dividiu o mundo em sete “clusters” ou contextos de missão.

O Cluster 1, por exemplo, incluía lugares como o Sahel ou o Paquistão e foi definido como “um contexto de maioria muçulmana com barreiras econômicas ao envolvimento com a Bíblia e uma minoria cristã com poucos recursos”.

Em contrapartida, o Cluster 2 inclui países da Europa Central e Oriental que têm “uma maioria cristã em declínio com baixa importância religiosa e uma minoria secular crescente”.

O Reino Unido estava entre os países do Cluster 5 — contextos ocidentais seculares — onde, mesmo nessas regiões, 62% acreditam em Deus.

A pesquisa constatou que, em cinco dos sete grupos, a maioria das pessoas afirmou que a religião é importante para o seu dia a dia. A maioria das pessoas em todos os grupos acredita em Deus ou em um poder superior.

A iniciativa destacou que, em algumas partes do mundo, o conhecimento da Bíblia e do cristianismo continua assustadoramente baixo.

Em algumas partes da Ásia, particularmente no Sudeste Asiático e na Índia, até três quartos das pessoas não sabem absolutamente nada sobre a Bíblia. Mais da metade das pessoas nesses lugares nem sequer sabe que a Bíblia existe. Em algumas partes da Ásia, por exemplo, mais de 56% das pessoas nunca ouviram falar da Bíblia.

A pesquisa também sugeriu que mais de um quarto da população cristã do mundo ainda não possui uma Bíblia em um idioma que possa entender.

No entanto, o estudo também revelou amplo apoio ao conhecimento de histórias bíblicas por crianças, com mais de dois terços (70%) de todos os entrevistados em todo o mundo concordando que isso era algo positivo. Um em cada 10 não cristãos (11%) estava interessado em aprender mais sobre a Bíblia – o que equivale a cerca de 250 milhões de pessoas.

Descobriu-se que o uso da Bíblia entre cristãos é maior em lugares onde eles são minoria, por exemplo, em países de maioria muçulmana, e menor no Ocidente secular.

Surpreendentemente, quase um terço dos cristãos em todo o mundo não consideram a Bíblia relevante para si, embora, novamente, isso seja mais pronunciado no Ocidente. Menos da metade (42%) de todos os cristãos entrevistados afirmaram usar a Bíblia semanalmente.

Richard Powney, líder do projeto da Iniciativa Patmos, disse: “Os dados desafiam muitas narrativas predominantes sobre o declínio da religião globalmente… Em cinco dos sete contextos globais que estudamos, a maioria das pessoas ainda considera a religião uma parte importante de suas vidas diárias.”

Dirk Gevers, Secretário-Geral das Sociedades Bíblicas Unidas, afirmou: “As descobertas da Iniciativa de Patmos oferecem o quadro mais preciso e abrangente até o momento de como as pessoas realmente se envolvem com as Escrituras. Elas representam tanto uma fonte de encorajamento quanto um chamado à ação para os cristãos em todo o mundo.”

“Nossa esperança é que a Iniciativa de Patmos inspire um compromisso renovado e amplo para promover tanto a disponibilidade da Bíblia quanto o engajamento significativo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Igrejas ampliam uso de inteligência artificial, mas evitam usar na criação de sermões

Pastor pregando (Foto: Reprodução)
Pastor pregando (Foto: Reprodução)

O uso da inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço nas igrejas, sobretudo em áreas administrativas e de comunicação. No entanto, líderes religiosos seguem cautelosos quanto à aplicação da tecnologia na elaboração de mensagens pastorais e sermões. É o que aponta o relatório “State of the Church Tech 2025”, divulgado recentemente pela empresa de tecnologia Pushpay, em parceria com a Engiven e a Checkr.

O estudo ouviu cerca de 8 mil líderes de igrejas, organizações religiosas e instituições sem fins lucrativos. De acordo com os dados, o uso de IA nos ministérios cresceu 80% em relação ao levantamento apresentado no ano passado, mas segue concentrado em tarefas operacionais — como a criação de conteúdo para redes sociais, produção de materiais gráficos e elaboração de e-mails.

“Ainda que a adoção tenha aumentado, os líderes continuam relutantes em confiar na IA para conteúdos pastorais”, destaca o relatório. Segundo o levantamento, menos de um quarto dos usuários da tecnologia utiliza a ferramenta para desenvolver devocionais, sermões ou orientações de cuidado espiritual.

A principal justificativa apresentada pelos especialistas é a própria natureza da vocação pastoral. “Muitos dos que hoje lideram comunidades começaram seu ministério muito antes da ascensão da IA e sentem-se chamados a guiar pelo Espírito Santo. Por isso, ainda há apreensão quanto ao papel da IA na liderança espiritual”, explicam os pesquisadores. Por outro lado, uma vez que a mensagem pastoral esteja formulada, a tecnologia é amplamente utilizada para ampliá-la e distribuí-la com mais eficiência.

O tema ganhou força após a plataforma Gloo — voltada ao ecossistema da fé — anunciar, em março de 2025, a nomeação do ex-CEO da Intel, Pat Gelsinger, como presidente executivo e chefe de tecnologia. Com a chegada de Gelsinger, a empresa pretende impulsionar o uso ético e construtivo da IA no meio religioso. “A capacidade de moldar a IA como uma força para o bem é enorme”, declarou o executivo. “Podemos realmente ser o ponto de encontro entre fé e tecnologia.”

Segundo a Gloo, o ecossistema religioso nos Estados Unidos abrange cerca de 450 mil igrejas, redes e instituições sem fins lucrativos. A empresa reconhece que esse segmento tem adotado tecnologias digitais de forma mais lenta, o que, segundo Gelsinger, trouxe consequências negativas — especialmente na comunicação com o público jovem — e não deve se repetir com a IA.

Além do uso da inteligência artificial, o relatório aponta que 86% dos líderes religiosos entrevistados acreditam que a tecnologia contribui para fortalecer os laços entre os membros da igreja. Para Kenny Wyatt, CEO da Pushpay, os dados revelam uma mudança de mentalidade. “Mais do que números, este relatório mostra como os líderes estão evoluindo em sua visão sobre a tecnologia. Eles a enxergam como uma aliada no fortalecimento das conexões humanas, que são essenciais para a vida da Igreja”, afirmou.

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post

Mais de 60.000 cristãos celebram 30 anos da Marcha por Jesus no México

Sob o sol, milhares de cristãos marcharam e se reuniram no Zócalo da Cidade do México. (Foto: Marcha por Jesus México)
Sob o sol, milhares de cristãos marcharam e se reuniram no Zócalo da Cidade do México. (Foto: Marcha por Jesus México)

Na semana passada, mais de 60.000 cristãos tomaram as ruas da Cidade do México para comemorar o 30º aniversário da Marcha por Jesus, um dos maiores eventos evangélicos do país.

A celebração pacífica reuniu fiéis em um percurso marcado por música, orações e proclamações do Evangelho, finalizando na icônica Praça Zócalo, no coração da capital.

O evento, realizado no final de abril, reuniu cristãos de diversas idades e denominações, que caminharam sob faixas com mensagens como “Jesus Cristo é o Senhor do nosso país” e “Menos violência, mais Deus”.

A marcha teve início pela manhã no Paseo de la Reforma, onde trailers equipados com sistemas de som e bandas de louvor se organizaram antes da mobilização prevista.

“México, a maior bênção que você pode receber é Cristo em seu coração”, proclamava uma das mensagens exibidas em uma plataforma móvel.

Outras cenas do evento mostravam jovens músicos liderando cânticos de adoração, mulheres realizando danças hebraicas com pandeiros e voluntários vibrando com bandeiras coloridas.

Evento anual

A Marcha por Jesus, organizada anualmente por líderes evangélicos, teve neste ano a coordenação de Pablo Quiroa, filho do fundador original do evento, Dr. Carlos Quiroa.

“Nossa marcha não é um protesto, mas uma celebração pacífica por Jesus”, afirmou Pablo Quiroa. “Somos o povo de Deus proclamando que Jesus é Rei.”

Motociclistas abriram a marcha, seguidos por grupos representando diversas igrejas e ministérios, muitos vestindo camisetas verdes como símbolo de unidade e destaque do evento.

Durante o trajeto, os participantes fizeram pausas para orar pelas pessoas ao longo do caminho e distribuir trechos da Bíblia e materiais evangelísticos.

Organizadores e participantes veteranos ressaltaram a importância histórica da marcha deste ano, que teve início em meados da década de 1990 com apenas algumas centenas de pessoas.

Hoje, com dezenas de milhares de participantes, o evento simboliza a crescente influência da comunidade evangélica no México.

Orações pela paz

Durante o encontro de encerramento no Zócalo, que se estendeu por mais de cinco horas, líderes cristãos ressaltaram a importância da reconciliação, dos valores bíblicos e da paz pública.

O evento contou com apresentações musicais de artistas cristãos renomados, como Paul Wilbur e Fernel Monroy, e teve seu desfecho com uma oração coletiva pela paz no país e pela orientação divina aos governantes mexicanos.

A crescente violência e a expansão do crime organizado marcaram a marcha deste ano como um evento de reflexão e preocupação.

O Projeto de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados (ACLED) alertou no início de 2025 sobre o risco de agravamento da segurança no México devido à fragmentação dos grupos criminosos.

Apesar dos esforços intensificados pelo governo sob a liderança da presidente eleita Claudia Sheinbaum, os episódios de violência continuam sendo uma questão alarmante em todo o país.

Diante desse cenário, os manifestantes não só celebraram um marco na unidade evangélica, mas também levantaram um clamor público por paz, cura e fé, buscando esperança em meio à incerteza que assola o país.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Daily

Evangelista é morto a facadas após evento que levou muçulmanos a Jesus em Uganda

Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)

Extremistas islâmicos assassinaram um evangelista em um evento ao ar livre no leste de Uganda depois que ele levou vários muçulmanos a Jesus.

David Washume, conselho municipal de Nabumali, no distrito de Mbale, foi esfaqueado até a morte em 3 de abril, quando retornava de três dias de pregação nas áreas de Nalondo, Buwalasi e Nabumali. Ele tinha 38 anos.

Conforme o Morning Star News, David estava acompanhado do amigo, também evangelista, Fred Wepuhulu. Na ocasião, ele mencionou textos do Alcorão e referências bíblicas em sua pregação, enfatizando a divindade de Cristo e a humanidade de Maomé.

“No terceiro dia, o número de participantes aumentou, David fez um apelo para que eles matassem o pecado em suas vidas e seguissem a Cristo contra Satanás, e suas vozes se elevaram ao céu em cânticos”, disse um participante, cujo nome não foi revelado por motivos de segurança.

“Muitas pessoas responderam, incluindo vários muçulmanos que aceitaram Jesus como Senhor e Salvador. Mas, outros começaram a gritar em protesto, e os dois evangelistas saíram e entraram na casa de um amigo”, acrescentou.

O ataque

Na noite do dia 3 de abril, David e Fred estavam voltando para casa, na área de Nabumali, quando foram atacados por volta das 22h.

“Quando nos aproximávamos da nossa aldeia, encontramos três homens usando máscaras, vestidos com trajes muçulmanos, com facas, falando em árabe. Eles nos pararam e nos mandaram entregar nossas malas”, contou Fred.

Nesse momento, os agressores encontraram Bíblias e um Alcorão na bolsa de David: “Um deles gritou em nossa língua local: ‘São eles, matem!’”, relembrou Fred.

E continuou: “Percebi que estávamos no meio de extremistas muçulmanos. Lutei com um deles que me segurava com força, mas consegui escapar. Meu amigo, que estava preso por dois homens, não conseguiu. Finalmente, cheguei em casa, mas com muito medo”.

No dia seguinte, Moses Kutosi, presidente do Conselho Municipal de Nabumali, informou que recebeu a notícia de que havia um cadáver em uma poça de sangue perto da capela de uma faculdade bíblica.

“Imediatamente, fui ao local do incidente e encontrei o corpo do meu amigo David. Fiquei chocado e com medo e liguei para a polícia, que chegou algumas horas depois”, relembrou ele.

Busca pelos assassinos

O corpo foi levado para o necrotério da cidade de Mbale para autópsia. Um parente de David disse que o corpo tinha ferimentos no pescoço e no peito.

“A faca que os agressores usaram para matá-lo foi encontrada na cena do crime, incluindo uma nota escrita dizendo: ‘Você, infiel, encontrará Alá no julgamento’, e outras palavras em árabe que não puderam ser entendidas”, afirmou o parente.

Moses contou que David era um bom homem, trabalhador e membro de uma igreja na cidade de Mbale.

Segundo a polícia local, as autoridades e membros da comunidade iniciaram uma busca intensiva pelos assassinos.

Apesar da Constituição do país e outras leis preverem liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra, o assassinato de David foi o ataque mais recente de muitos casos de perseguição aos cristãos em Uganda.

Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Aumenta a vigilância sobre líderes cristãos na Nicarágua

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

“A Nicarágua está presa em uma espiral de violência marcada pela perseguição de todas as formas de oposição política, real ou percebida, tanto interna quanto externa. O governo consolidou uma espiral de silêncio que paralisa qualquer potencial de oposição”, afirma Jan Simon, presidente do Grupo de Especialistas do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

“Os familiares das vítimas de violações dos direitos humanos são alvos do governo apenas por seus laços com opositores reais ou suspeitos. Essas violações são particularmente graves quando se trata de crianças. Menores foram submetidos à violência devido às atividades e/ou opiniões expressas por seus pais ou familiares. Deportações e proibições de entrada na Nicarágua também resultaram na separação de várias crianças dos pais”, acrescenta Jan Simon.

O Parlamento Europeu condenou repetidamente o desenvolvimento autoritário na Nicarágua. Em outubro de 2024, a União Europeia estendeu suas sanções contra 21 oficiais e três instituições do regime até 2025. Essas sanções incluem proibições de viagem e congelamento de ativos. Além disso, eles rejeitaram a emenda constitucional recente, que concede poder absoluto a Ortega.

Ongs e igrejas fechadas

Os cristãos e igrejas são alvos de perseguição nesse cenário por serem vistos como instituições independentes à estrutura de poder central. Eles são tratados como ameaças por não deixarem de criticar as violações do governo na Nicarágua e por definitivamente defenderem a submissão a Deus antes das autoridades.

Um dos atos de perseguição recente foi a invasão policial à Clínica Médica Nazaré, uma instituição beneficente cristã no município de San Rafael del Norte, em 26 de janeiro deste ano. A Clínica fazia parte das obras sociais promovidas pelo líder cristão Odorico D. Andrea e oferecia atendimento médico com especialidades em odontologia, ginecologia, medicina laboratorial, farmácia, optometria, psicologia e medicina geral.

Pouco dias depois, 30 cristãs foram expulsas da Nicarágua no meio da noite. Já a partir de março, a ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo aumentaram a vigilância sobre as igrejas, especialmente os líderes cristãos. As autoridades têm verificado telefones celulares, exigem relatórios semanais de atividades e restringem a liberdade de movimento.

O jornal nicaraguense Mosaico CSI relatou que “os líderes cristãos que permanecem na Nicarágua são obrigados a entregar sermões exclusivamente teológicos. Eles não podem fazer críticas sociais”. Para isso, os oficiais fazem visitas regulares às casas dos líderes cristãos e verificam se estão se comunicando com outros cristãos e o conteúdo das mensagens.

Isso mostra a estratégia mais ampla para silenciar as instituições religiosas na Nicarágua. Organizações cristãs, tanto católicas quanto protestantes, têm sido implacavelmente alvo de perseguição. Nos últimos cinco anos, o governo fechou mais de 5.660 organizações sem fins lucrativos, incluindo numerosos grupos religiosos. Entre os fechamentos mais recentes estão a Associação Cristã do Monte da Santa Unção, o Ministério da Igreja Missionária Pentecostal Evangélica e o Ministério Evangélico Querubins do Rei.

Fonte: Portas Abertas

Governo faz doutrinação em massa na Coreia do Norte

Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)
Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)

A Coreia do Norte parece intensificar seus esforços para doutrinar a população. Um relatório do DailyNK confirma que a polícia estatal recebeu ordens para lançar atividades de educação em massa, um sinal de que o regime de Kim Jong-un está preocupado com as pessoas formando seus próprios pensamentos.

Todo norte-coreano é doutrinado desde o nascimento. As primeiras palavras que os bebês aprendem são obrigado, pai Kim Il-sung. Na escola, a ideologia juche, de autossuficiência, e as muitas realizações da família Kim são mais importantes do que matérias básicas como línguas e matemática. A propaganda nunca para, nem mesmo quando os norte-coreanos se tornam adultos. Nos locais de trabalho, na TV e no rádio, nas ruas; em todos os lugares há propaganda sendo lançada sobre eles.

“As autoridades tentam nos convencer de que os Estados Unidos e a Coreia do Sul são ruins. Por meio de muitas palestras e reuniões, eles nos dizem como os cidadãos são obrigados a lutar contra os poderes hostil”, disse um cristão secreto à Portas Abertas. Essa pressão se estende aos seguidores de Jesus, pois o cristianismo é visto como uma influência do Ocidente.

A intensificação do treinamento ideológico e da propaganda indica que a Coreia do Norte vê pessoas com mentes livres como altamente perigosas. É também uma das razões pelas quais os cristãos são tão ferozmente perseguidos. Na mente do regime, você não pode servir a Deus e ser leal ao seu país, que é o primeiro na Lista Mundial da Perseguição 2025.

Casa segura e ajuda emergencial para cristãos norte-coreanos  

Apesar da perseguição aos cristãos, nada nem ninguém pode impedir a igreja de crescer. Ajude cristãos norte-coreanos a sobreviverem física e espiritualmente. Com uma doação, você garante casa segura e ajuda emergencial para uma família de refugiados norte-coreanos fugindo da perseguição extrema. 

Fonte: Portas Abertas

Conflito afeta cristãos há dois anos em Manipur, na Índia

Casas de cristãos foram destruídas em Manipur, na Índia. (Foto: Portas Abertas)
Casas de cristãos foram destruídas em Manipur, na Índia. (Foto: Portas Abertas)

Um estado outrora considerado a joia da Índia por sua beleza natural e herança cultural diversificada agora está marcado por cartazes, veículos carbonizados e casas em chamas. Há exatamente dois anos, no dia 3 de maio de 2023, a violência etnorreligiosa eclodiu em Manipur entre as etnias kuki e meitei. O conflito deixou milhares de deslocados, centenas de mortos, vilarejos e casas destruídas e centenas de igrejas saqueadas e queimadas.

Vinte e quatro meses após a violência, o estado ainda está devastado e dividido. Paz e harmonia tornaram-se sonhos distantes. Os deslocados ainda estão espalhados e sem abrigo, com a incerteza pairando sobre as esperanças das famílias de retornar às suas aldeias e casas.

Testemunhos dos deslocados

Lalboi* um cristão deslocado da comunidade tribal, reflete: “Três de maio de 2023 veio e passou, mas nunca deixou nossos corações. Ainda é a noite mais longa de nossas vidas. Eu testemunhei os tiros, o poste de luz sendo derrubado e a explosão de cilindros de gás, com fumaça envolvendo os céus, enquanto nos escondíamos em nossas casas com luzes apagadas e em silêncio”.

A casa de Lalboi na cidade abrigava quatro gerações, e sua família estava envolvida em ajudar os indivíduos marginalizados na sociedade. Seu pai, com apoio local e verba do governo, fornecia assistência educacional para crianças necessitadas, estabelecia meios de subsistência sustentáveis para famílias pobres e conectava pacientes crônicos a tratamentos médicos adequados. Tudo isso mudou em uma única noite. Confira o testemunho completo na notícia.

Outra jovem cristã deslocada, Neinu*, da área montanhosa, teve que fugir com sua família para um estado vizinho. Com a ajuda das forças de segurança, foram levados para um acampamento de deslocados. “O campo comunitário comum, que antes sediava nossos jogos, agora nos abrigava como cidadãos deslocados, expulsos de nossas casas. Dormi em um espaço aberto com nada além de um tapete rasgado entre o chão irregular e minhas costas.”

Mas em meio ao ódio e à crescente inimizade, há testemunhos não contados de famílias de ambas as comunidades, kuki e metei, ajudando umas às outras com suprimentos de medicamentos, abrigo e mantimentos. Elas oram e esperam por um futuro onde possam viver em unidade, assim como faziam antes de 3 de maio de 2023.

Muitos, como Lalboi e Neinu, querem acreditar que tudo isso é apenas um pesadelo, uma nuvem passageira. Olhando para trás, eles se perguntam quantas orações foram compartilhadas naquela noite. Eles sobreviveram para contar seus testemunhos, mas se perguntam se algum dia poderão fazer isso sem sentir o peso do ódio. Eles serão capazes de transformar isso em uma lição de paz para as futuras gerações?

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Igrejas processam governo Trump por busca de imigrantes ilegais em locais de culto

Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)

Um grupo de igrejas, juntamente com uma organização sem fins lucrativos e um grupo inter-religioso, apresentaram uma queixa contra o governo Trump por permitir batidas de imigração em locais de culto.

A queixa foi apresentada na segunda-feira no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Oregon, Divisão de Eugene, e acusa a Administração de violar os direitos das igrejas garantidos pela Primeira Emenda.

“A política federal de longa data, tanto sob as administrações republicana quanto democrata, tem consistentemente afirmado a importância de proteger refúgios — como locais de culto, escolas, clínicas de saúde, serviços sociais e organizações comunitárias, e outros locais públicos onde adultos e crianças se reúnem — de atividades de fiscalização da imigração, exceto em circunstâncias limitadas”, afirmou o processo.

A política dos réus é inconstitucional e ilegal. Viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa e a Lei de Procedimento Administrativo. Prejudica as missões das organizações autoras, suas atividades principais e seus constituintes.

Os demandantes incluem a Igreja Luterana Augustana de Portland, Oregon; a Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe de San Diego, Califórnia; a Igreja Presbiteriana de Westminster da Flórida, de Gainesville, Flórida; os Pinheiros e Camponeses Unidos do Noroeste de Woodburn, Oregon; e o Conselho Inter-religioso de São Francisco, Califórnia.

Os réus nomeados incluem o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), a Secretária do DHS, Kristi Noem, o Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), o Diretor Interino do ICE, Todd Lyons, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e o Comissário Interino do CBP, Pete R. Flores.

Em uma declaração por e-mail ao The Christian Post, a Secretária Assistente do DHS, Tricia McLaughlin, disse: “Estamos protegendo nossas escolas e locais de culto, impedindo que estrangeiros criminosos e membros de gangues explorem esses locais e se refugiem neles, porque esses criminosos sabiam que as autoridades policiais não poderiam entrar sob o governo Biden.”

“A diretriz do DHS dá às nossas autoridades policiais a capacidade de fazer seu trabalho. Nossos policiais usam discrição. Os policiais precisariam da aprovação de um supervisor secundário antes que qualquer ação pudesse ser tomada em locais como uma igreja ou escola. Prevemos que isso seja extremamente raro.”

Em janeiro, o DHS anunciou a revogação de uma política promulgada em 2011 durante o governo Obama que proibia operações de aplicação da lei de imigração em áreas “sensíveis”, incluindo igrejas e escolas.

“Criminosos não poderão mais se esconder em escolas e igrejas americanas para evitar prisão”, declarou o DHS na época. “O governo Trump não vai amarrar as mãos de nossos corajosos agentes da lei e, em vez disso, confia que eles usarão o bom senso.”

O governo Biden-Harris abusou do programa de liberdade condicional humanitária para permitir indiscriminadamente a entrada de 1,5 milhão de migrantes em nosso país. Tudo isso foi interrompido no primeiro dia do governo Trump. Esta ação retornará o programa de liberdade condicional humanitária ao seu propósito original de analisar os migrantes caso a caso.

Um grupo de cerca de duas dúzias de grupos e denominações religiosas apresentou uma queixa contra o DHS, o CBP e o ICE em fevereiro, alegando que a revogação da política violava a liberdade religiosa.

No início deste mês, no entanto, o juiz distrital dos EUA, Dabney Friedrich, do Distrito de Columbia, nomeado por Trump, decidiu contra o pedido de liminar, escrevendo que tais invasões em igrejas eram raras e, portanto, não representavam um ônus para os demandantes.

“Desde que a rescisão da apólice entrou em vigor há mais de 10 semanas, apenas uma ação de execução ocorreu nas centenas de congregações dos membros dos demandantes”, escreveu Friedrich.

“Os demandantes podem apontar apenas três casos desde 20 de janeiro de 2025, em que qualquer ação de fiscalização da imigração ocorreu em ou perto de qualquer local de culto em qualquer lugar do país, mesmo sob as prioridades de imigração mais rigorosas e ampliadas da administração atual.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Índice Global de Terrorismo classifica os países mais afetados pela violência terrorista

Terroristas (Foto: Canva Pro)
Terroristas (Foto: Canva Pro)

O Sahel continua sendo a região com mais violência terrorista, com Burkina Faso sendo novamente o país com mais assassinatos, enquanto o Níger saltou do 10º para o quinto pior do mundo, de acordo com o Índice Global de Terrorismo (GTI) de 2025.

A região foi responsável por mais da metade de todas as mortes por terrorismo em 2024 e 19% de todos os ataques, de acordo com o relatório do GTI , publicado pelo Instituto de Economia e Paz, sediado em Sydney, Austrália.

Apesar da queda na violência terrorista em Burkina Faso, o país foi mais propenso a esse tipo de violência pelo segundo ano consecutivo, refletindo sua forte deterioração desde sua posição de 114º em 2011.

“Burkina Faso, Mali e Níger, que estavam fora do top 30 em 2011, continuam entre os mais afetados pelo terrorismo de forma consistente desde 2017”, afirma o relatório. “Isso ressalta uma mudança geográfica no epicentro do terrorismo, do Oriente Médio para o Sahel, com implicações substanciais para a estabilidade regional.”

Burkina Faso foi seguido por Paquistão e Síria como os três países com maior violência terrorista, a maioria perpetrada por grupos extremistas islâmicos e grande parte tendo como alvo cristãos. Além de Burkina Faso e Níger, outros países do Sahel no top 10 foram Mali, em quarto lugar, e Camarões, em décimo. Completando o top 10, a Somália ficou em sétimo lugar, Israel em oitavo e o Afeganistão em nono.

Burkina Faso manteve a liderança, apesar da queda de 57% nos ataques e de 21% nas mortes. Um quinto de todas as mortes por terrorismo no mundo ocorreram em Burkina Faso. Níger e Paquistão registraram os maiores aumentos nas mortes por terrorismo, com aumentos de 94% e 45%, respectivamente.

As mortes relacionadas ao terrorismo em Burkina Faso caíram de 1.935 em 2023 para 1.532 em 2024, com os ataques caindo de 260 em 2023 para 111 em 2024, de acordo com o relatório.

“Este é o terceiro ano consecutivo em que mais de 1.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em Burkina Faso”, afirma o relatório. “O norte e o centro-leste de Burkina Faso, perto das fronteiras do país com Mali e Níger, foram os que sofreram o maior número de ataques terroristas, representando mais de dois terços de todos os ataques em 2024.”

Das mortes em Burkina Faso, 682 ocorreram ao longo da fronteira com o Níger, nas regiões Centro-Norte e Leste, com a primeira registrando o maior número de mortes entre as 11 regiões do país. O ataque mais mortal de Burkina Faso em 2024 ocorreu no Centro-Norte, onde militantes do Jamaat Nusrat Al-Islam wal Muslimeen (JNIM) lançaram um ataque massivo contra soldados e civis.

“As vítimas estavam cavando trincheiras defensivas para o exército e os Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP), um grupo armado civil que apoia os esforços militares de Burkina Faso”, afirma o relatório. “Relatórios estimam o número de mortos entre 200 e 600, com centenas de feridos.”

O JNIM continuou sendo o grupo terrorista mais proeminente em Burkina Faso, reivindicando quase metade dos ataques do país em 2024. A atividade do Estado Islâmico (EI) em Burkina Faso diminuiu no ano passado, com o grupo reivindicando a responsabilidade por apenas um ataque, em comparação com oito no ano anterior — embora os ataques do JNIM e do EI possam ser significativamente maiores, já que 55% dos ataques e 35% das mortes no país foram atribuídos a “grupos jihadistas desconhecidos”.

A Aliança dos Estados do Sahel, formada por Burkina Faso, Mali e Níger no ano passado, representa um esforço regional para combater o terrorismo após a retirada das tropas francesas e das Nações Unidas.

“Apesar desses esforços, a situação de segurança continua frágil, com relatos de abusos de direitos humanos tanto por insurgentes quanto por forças governamentais”, afirma o relatório do GTI.

A junta militar de Burkina Faso, liderada pelo Capitão Ibrahim Traoré, estendeu seu governo até 2029, e observadores internacionais estão preocupados que uma governança ainda mais antidemocrática possa exacerbar a instabilidade que grupos terroristas explorariam, de acordo com o relatório.

“Embora o governo tenha tomado medidas como o congelamento de bens de indivíduos acusados ​​de financiar o terrorismo e priorizado esforços de combate ao terrorismo, não está claro se o recente declínio nas mortes por terrorismo sinaliza um progresso duradouro ou uma flutuação temporária”, afirma.

O Estado Islâmico e seus afiliados continuaram sendo o grupo terrorista mais mortal do mundo em 2024, estando ativos em 22 países, um a mais que em 2023, embora as mortes atribuídas ao grupo e seus afiliados tenham diminuído 10%, de 1.996 para 1.805.

Deterioração no Níger

A deterioração do Níger do 10º para o quinto lugar foi sua pior classificação desde o início do GTI.

“O Níger registrou o maior aumento, com mortes passando de 479 em 2023 para 930 em 2024”, afirma o relatório. “Este é o maior número de mortes registrado no país desde o início do Índice.”

O número de ataques terroristas no Níger aumentou para 101 em 2024, ante 62 no ano anterior. Os assassinatos de civis no Níger quase triplicaram em 2024, enquanto as mortes de militares aumentaram de 340 para 499 no ano anterior, representando mais da metade de todas as mortes relacionadas ao terrorismo no país, observa o relatório.

“O Níger agora detém o maior número de mortes militares por terrorismo entre todos os países em 2024”, afirma. “O ataque mais mortal no Níger em 2024 ocorreu quando mais de 300 homens armados mataram 237 soldados em um ataque na região de Tahoua, perto da fronteira com o Mali. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade até o momento, mas jihadistas operam na área. Este ataque também foi o mais mortal do mundo em 2024.”

A insurgência islâmica no Sahel Central impactou severamente a região de Tillabéri, na instável tríplice fronteira compartilhada com Burkina Faso e Mali. A atividade do JNIM no Níger teve um aumento substancial em 2024, com o grupo reivindicando a responsabilidade por 13 ataques que causaram 109 mortes. O EI também permaneceu ativo, embora os ataques tenham permanecido estáveis ​​em relação ao ano anterior, e as mortes atribuídas ao grupo caíram pela metade, para 108.

“No entanto, a extensão total da atividade desses grupos permanece obscura, já que 75% das mortes e 66% dos ataques em 2024 não foram reivindicados por nenhum grupo terrorista”, afirma o relatório.

A agitação política e de segurança após o golpe de julho de 2023 criou um ambiente propício à exploração por grupos militantes islâmicos.

“A mudança do Níger para parcerias com a Rússia, acompanhada por um declínio na colaboração com aliados ocidentais, contribuiu para um aumento acentuado nos ataques terroristas e nas mortes”, afirma o relatório. “Instrutores militares russos chegaram em abril de 2024 para substituir as forças ocidentais que partiam, mas seus esforços foram prejudicados pela experiência limitada no Sahel e pelo foco no apoio à junta militar no poder. A retirada dos EUA em agosto de 2024 exacerbou ainda mais o vácuo de segurança, levantando preocupações sobre a expansão da influência de grupos militantes.”

A interrupção das operações antiterrorismo existentes, combinada com o rompimento de laços com potências ocidentais como a França e os Estados Unidos, abriu oportunidades para grupos como o JNIM e o EI intensificarem suas atividades na região, afirma o relatório.

Tendências

Em outras mudanças, a classificação da Nigéria piorou de oitavo para sexto, enquanto a Somália permaneceu em sétimo lugar. O Afeganistão caiu três posições, de sexto para nono, enquanto a Síria subiu de quinto para terceiro.

“Paquistão, Nigéria, Afeganistão e Somália têm consistentemente se classificado entre os 10 países mais afetados desde 2011, indicando desafios contínuos no combate ao terrorismo”, afirma o relatório.

Na Nigéria, o GTI monitorou apenas ataques do Boko Haram e da Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP), deixando de lado os massacres realizados por pastores fulani, incluindo a Milícia Étnica Fulani. De outubro de 2019 a setembro de 2023, “Pastores Fulani Armados” mataram 11.948 civis na Nigéria, em comparação com apenas 3.079 civis mortos pelo Boko Haram e pelo ISWAP, de acordo com um relatório de agosto de 2024 do Observatório da Liberdade Religiosa na África (ORFA). “Outros Grupos Terroristas”, comumente chamados de “bandidos Fulani”, mataram mais 12.039 civis durante o período.

No Paquistão, o terrorismo atingiu seu nível mais alto desde 2014, levando o país do quarto lugar no ano anterior para o segundo lugar, de acordo com o GTI. As mortes relacionadas ao terrorismo no Paquistão aumentaram para 1.081.

“O terrorismo aumentou significativamente no Paquistão desde a ascensão do Talibã ao poder no Afeganistão, com o número de ataques quintuplicando desde 2021”, observa o relatório. “O aumento mais recente do terrorismo no Paquistão foi impulsionado principalmente pelo aumento da atividade do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que está alinhado ao Talibã afegão.”

Os quatro grupos terroristas responsáveis ​​pelo maior número de mortes em 2024 foram Estado Islâmico, Jamaat Nusrat Al-Islam wal Muslimeen, Tehrek-e-Taliban Pakistan (TTP) e Al-Shabaab. Esses quatro grupos foram responsáveis ​​por 4.204 mortes por terrorismo, ou 80% das mortes atribuídas a um grupo específico.

Em 2014, esses quatro grupos foram responsáveis ​​por menos de 40% das mortes por terrorismo atribuídas a um grupo, destacando as grandes mudanças globais no terrorismo na última década. Em 2014, a maioria das mortes por terrorismo foi atribuída ao Boko Haram e ao Talibã, que representaram 17% e 5% do total, de acordo com o relatório.

O EI e seus afiliados continuaram sendo a organização terrorista mais letal no ano passado, responsáveis ​​por 1.805 mortes em 22 países. Os quatro principais grupos terroristas continuaram a aumentar sua atividade, aumentando o número de mortes em 11%, para 4.204, em comparação com o ano anterior.

O número de países que sofreram pelo menos um incidente terrorista aumentou de 58 para 66, o maior número de países afetados desde 2018. Mais países pioraram do que melhoraram pela primeira vez em sete anos, com 45 relatando um impacto maior do terrorismo, enquanto apenas 34 mostraram melhora.

As mortes por terrorismo em todo o mundo caíram para 7.555 no ano passado, uma queda de 13% em relação ao ano anterior. Essa redução se deve ao grande aumento no ano anterior, causado pelos ataques do Hamas em 7 de outubro. Caso contrário, o número de mortes teria sido aproximadamente o mesmo, afirma o relatório.

O número de ataques terroristas também diminuiu, caindo 3%, para 3.492. A queda foi impulsionada principalmente pela redução de 85% na atividade terrorista em Mianmar, onde grupos rebeldes que antes realizavam ataques terroristas passaram a se envolver em guerras militares mais convencionais, de acordo com o relatório.

“Excluindo Mianmar, os ataques terroristas globais teriam aumentado em 8%”, afirma o relatório.

As mortes relacionadas ao terrorismo em Mianmar caíram de 356 em 2023 para 24 em 2024.

“À medida que a crise em Mianmar se aprofunda, o declínio nas mortes por terrorismo provavelmente está ligado ao crescente poder dos grupos rebeldes”, afirma o relatório. “Com capacidades mais poderosas, esses grupos parecem depender menos de ataques terroristas, concentrando-se, em vez disso, na guerra convencional contra a junta.”

Na Europa, os incidentes terroristas dobraram para 67, incluindo ataques do EI e do Hamas.

“O ressurgimento dos ataques foi particularmente notável em sete países ocidentais — Suécia, Austrália, Finlândia, Holanda, Dinamarca e Suíça, com a Alemanha sendo a nação com a pior classificação, na 27ª posição no Índice”, afirma o relatório. “Agora, sete países ocidentais estão classificados entre os 50 países mais impactados no GTI.”

Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, os crimes de ódio antissemitas e islamofóbicos aumentaram drasticamente após os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, com incidentes registrados pelo FBI contra a comunidade judaica aumentando em 270% em apenas dois meses, afirma o relatório.

“Padrões semelhantes surgiram na Europa e na Austrália, onde ataques a sinagogas foram relatados ao longo do ano”, afirma.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente no Christian Daily International

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