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Paquistão registra aumento do abuso das leis de blasfêmia

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

Um órgão de defesa dos direitos humanos registrou um recorde de 344 novos casos de blasfêmia no Paquistão em 2024, destacando o aumento do abuso das condenadas leis de blasfêmia do país.

Dos 344 novos casos de blasfêmia, 70% dos acusados ​​eram muçulmanos, 6% eram cristãos, 9% hindus e 14% ahmadis, de acordo com o relatório anual do Human Rights Observer emitido pelo Center for Social Justice (CSJ).

“A flagrante utilização das leis de blasfêmia como arma continuou a permitir perseguição, intolerância religiosa e violações generalizadas dos direitos humanos”, afirmou o relatório.

A Seção 298-A dos estatutos de blasfêmia, que trata do desrespeito a pessoas sagradas, incluindo a família, esposas e companheiros do profeta Maomé e dos quatro califas, e é punível com até 10 anos de prisão, foi a mais utilizada. No ano passado, 128 pessoas foram acusadas com base nesta seção.

“A segunda disposição mais frequentemente abusada foi a Seção 295-A (ferimentos de sentimentos religiosos), com 106 casos relatados”, observou o relatório. “A Seção 298-C, que é especificamente contra a comunidade Ahmadi, também foi amplamente utilizada de forma indevida, com 69 acusados.”

As Seções 295-B (profanação do Alcorão) e 295-C (desrespeito a Maomé) também foram amplamente utilizadas, levando à acusação de 62 indivíduos em várias regiões do Paquistão, observou o relatório.

A província de Punjab registrou o maior número de acusações relacionadas à blasfêmia, respondendo por 62% do total de casos, seguida pela província de Sindh com 30%, Khyber-Pakhtunkhwa com 5%, Azad Jammu e Caxemira com 2% e Gilgit-Baltistan com 1%.

Entre os distritos, o maior número de incidentes de blasfêmia relatados ocorreu no distrito de Sheikhupura, na província de Punjab, com 32, Lahore, com 28, Kot Addu, com 13, Rawalpindi, com 13, Okara, com 11, Sargodha, com 11 e Gujranwala, com 10, bem como no distrito de Tharparkar, na província de Sindh, com 35 e Larkana, com 11. Na província de Khyber Pakhtunkhwa, o distrito de Mansehra registrou o maior número de casos, com sete.

Ao longo do ano, 10 pessoas acusadas de blasfêmia foram mortas extrajudicialmente por indivíduos ou grupos violentos, incluindo seis na província de Punjab (duas em Lahore e Rawalpindi, e uma em Sargodha e Gujrat), duas na província de Sindh (uma em Karachi e Umerkot), enquanto houve uma em Khyber Pakhtunkhwa (Swat) e Baluchistão (Quetta).

Segundo o relatório, pelo menos 2.793 pessoas foram formal ou informalmente acusadas de blasfêmia no Paquistão nos últimos 38 anos, de 1987 a 2024. Nesses anos, 54% dos acusados ​​eram muçulmanos, 30% eram ahmadis, 11% eram cristãos e 3% eram hindus, enquanto as identidades religiosas de outros 3% não puderam ser apuradas.

O relatório afirma que pelo menos 104 pessoas foram mortas extrajudicialmente após alegações de blasfêmia entre 1994 e 2024, incluindo 67 muçulmanos (64%), 26 cristãos (25%), sete ahmadis, um hindu e um budista, enquanto a religião de duas pessoas era desconhecida. Punjab foi a província com o maior número de assassinatos, com 72 (69% do total), seguida por 15 em Sindh, 11 em Khyber Pakhtunkhwa, três no Baluchistão, dois em Islamabad e um em Azad Jammu e Caxemira.

Conversões Forçadas

Sobre a questão da conversão forçada de meninas e mulheres de minorias, o relatório do CSJ revelou que pelo menos 421 casos foram relatados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024 no Paquistão.

Entre as vítimas, estavam 282 meninas hindus, 137 cristãs e duas sikhs; 71% das vítimas eram menores de idade, das quais 22% tinham menos de 14 anos e 49% tinham entre 14 e 18 anos. Apenas 13% das vítimas eram adultas, e a idade de 16% permaneceu sem comprovação. O relatório acrescentou que a esmagadora maioria dos casos, 69%, ocorreu na província de Sindh, seguida por 30% na província de Punjab.

O relatório do CSJ também destacou políticas prisionais discriminatórias, nas quais detentos pertencentes a minorias têm negados os benefícios de remissão disponíveis para prisioneiros muçulmanos. Além disso, os livros didáticos continuaram a promover conteúdo islâmico em disciplinas não religiosas, minando os direitos dos alunos pertencentes a minorias, de acordo com o relatório.

Observou-se também que, apesar da introdução do Projeto de Lei da Comissão Nacional para Minorias de 2025, persistem atrasos e fraca aplicação. Dos 186 projetos de lei apresentados em assembleias legislativas, apenas 23 abordavam direitos humanos, com apenas um projeto de lei relacionado a minorias sendo aprovado.

O Paquistão, cuja população é mais de 96% muçulmana, ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Novas regulamentações de atividades religiosas podem restringir trabalho missionário na China

Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)
Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)

A Associação Coreana de Mídia Eclesiástica emitiu um comunicado na terça-feira (29 de abril) expressando profunda preocupação com as novas regulamentações chinesas sobre atividades religiosas, que entraram em vigor ontem (1º de maio), de acordo com reportagem do Christian Daily Korea.

A associação alertou que as “Regras para a Implementação das Disposições sobre a Administração de Atividades Religiosas de Estrangeiros no Território da República Popular da China” parecem ter como objetivo “restringir significativamente o trabalho missionário na China”.

“De acordo com relatos disponíveis, a China tem administrado atividades religiosas, especialmente as cristãs, por meio de regulamentações sobre assuntos religiosos. Mas essas novas regras de implementação parecem aumentar significativamente tanto as restrições quanto a pressão”, afirma o comunicado.

O grupo observou que, embora a China tenha aplicado anteriormente 22 disposições regulatórias, as novas regras expandem esse número para 38.

“Essas novas disposições definem com mais detalhes questões como a localização e o método de atividades religiosas, os procedimentos de aprovação exigidos pelas autoridades chinesas e as penalidades correspondentes”, declarou a associação. “Como resultado, prevemos uma regulamentação rigorosa de atividades religiosas, especialmente aquelas direcionadas a cidadãos chineses, incluindo missões, educação, arrecadação de fundos e até mesmo atividades religiosas baseadas na internet.”

A declaração também destacou que a China já vem regulando agressivamente a atividade religiosa desde 2017.

“Muitos missionários coreanos foram expulsos à força ou tiveram seus vistos negados, forçando-os a deixar seus campos de missão”, disse.

A associação acusou ainda o Partido Comunista Chinês (PCC) de empregar estratégias abrangentes e globais para expandir sua influência, ao mesmo tempo em que “usa todos os pretextos para restringir a religião e a atividade missionária dentro de suas fronteiras”.

“O PCC busca agressivamente influência global por meio de guerra híbrida, guerra irrestrita e estratégias de frente unida”, afirmou. “Enquanto isso, na China, eles reprimem o trabalho religioso e missionário sob vários pretextos.”

Apelando à vigilância, a declaração instou a comunidade internacional — e especialmente os sul-coreanos — a não se deixarem enganar pelas estratégias da China.

“Mesmo que haja trocas e comércio entre nações, agendas ocultas e manipulações estratégicas devem ser descobertas e erradicadas”, afirmou. “Devemos garantir que o Partido Comunista Chinês não trate a Coreia e o povo coreano com desrespeito.”

A declaração concluiu incentivando a atenção global às restrições religiosas da China e defendendo uma firme resistência às violações da liberdade religiosa.

Folha gospel com artigo original de Christian Daily Korea, traduzido e editado pela equipe do Christian Daily International

Terroristas do Boko Haram deixam 7 mortos e casas e igrejas incendiadas, na Nigéria

Cristão orando em uma igreja na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristão orando em uma igreja na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Terroristas do Boko Haram atacaram na segunda-feira uma comunidade predominantemente cristã no estado de Borno, nordeste da Nigéria, matando sete cristãos e incendiando casas e igrejas, disseram moradores.

Os militantes atacaram a vila de Kwaple no Condado de Chibok, disse o morador da área, James Musa.

“A vila de Kwaple, na Área de Governo Local de Chibok, está sob ataque de terroristas do Boko Haram. Por favor, rezem pela intervenção de Deus”, disse Musa, ecoando mensagens de texto enviadas por outros moradores ao Christian Daily International-Morning Star News .

O morador Ibrahim Adamu disse que sete cristãos presentes em um velório foram mortos e vários outros gravemente feridos por supostos insurgentes do Boko Haram. Modu Mustapha, presidente do Conselho do Governo Local de Chibok, confirmou o ataque.

“Na segunda-feira, por volta das 17h, terroristas do Boko Haram atacaram cristãos em um velório na comunidade de Kwaple”, disse Mustapha ao Christian Daily International-Morning Star News. “O ataque aos enlutados resultou em debandada e pandemônio, pois os enlutados foram forçados a fugir, alvejados aleatoriamente pelos terroristas. Sete cristãos, que estavam de luto, foram mortos durante o ataque realizado pelo Boko Haram, enquanto muitos outros ficaram feridos.”

Os feridos estavam recebendo tratamento hospitalar. Mustapha disse que várias igrejas foram destruídas no ataque.

O ataque foi o mais recente de uma onda de violência que reflete o ressurgimento de ataques jihadistas no nordeste da Nigéria, perpetrados pelo Boko Haram e sua ramificação, a Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP). Supostos militantes teriam emboscado e matado 10 civis e dois agentes de segurança na região de Gwoza, no estado de Borno, em 26 de abril, e ferido outras duas pessoas. Também no sábado, no estado de Adamawa, supostos militantes do Boko Haram teriam matado 10 pessoas e ferido várias outras em um ataque na vila de Kopre.

Na segunda-feira, 26 pessoas morreram quando um dispositivo explosivo improvisado detonou enquanto dois veículos viajavam entre Rann e Gamboru Ngala, no estado de Borno.

O Boko Haram, oficialmente conhecido como Jamā’at Ahl as-Sunnah lid-Da’wah wa’l-Jihād, busca impor a Sharia (lei islâmica) em toda a Nigéria. O grupo militante jihadista baseado no nordeste da Nigéria sofreu uma cisão em 2016, que resultou na emergência do Estado Islâmico da Nigéria (ISWAP).

O nome Boko Haram foi traduzido por muito tempo como “a educação ocidental é proibida”, mas o grupo afirma que deveria ser traduzido como “a civilização ocidental é proibida”. Os insurgentes do Boko Haram acreditam que outros muçulmanos que não se juntam à jihad são infiéis e, portanto, justificam matá-los, bem como “apóstatas”. Essa posição é considerada parte do jihadismo salafista estrito, mas não do islamismo tradicional.

A Nigéria ficou em 7º entre os 50 lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período da LMP, 3.100 (69%) ocorreram na Nigéria.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente em Morning Star News

Projeto de lei propõe disponibilizar Bíblias em escolas públicas de Porto Alegre

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Um projeto de lei quer disponibilizar Bíblias em escolas da rede pública municipal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A proposta, de autoria do vereador Hamilton Sossmeier (Podemos), já começou a ser discutida na Câmara Municipal.

O projeto prevê que exemplares das Escrituras sejam disponíveis para o uso de alunos, professores e outros usuários nas bibliotecas das escolas da capital gaúcha.

Para Hamilton, a Bíblia é um livro que gera transformação e é uma fonte de conhecimento histórico e moral.

“É inegável que a Bíblia exerce uma força transformadora na vida de inúmeras pessoas, alcançando nações cujos preceitos fundamentais incluem a dignidade humana, a proteção à vida e o respeito ao próximo. A leitura complementar proporcionará conhecimento não apenas de natureza histórica, mas também literária, arqueológica e cultural”, afirmou o vereador.

E explicou: “A iniciativa não se contrapõe ao Estado laico. Sendo assim, o projeto é de cunho educacional e não religioso”.

A medida ainda estabelece que as Bíblias poderão ser doadas pelo público, sem custo adicional para os cofres públicos.

Atualmente, o texto está em tramitação e será avaliado pelas comissões responsáveis antes de seguir para votação em plenário.

Medidas semelhantes já foram aprovadas em outras cidades, como o Projeto de Lei 825/2024, aprovado em Belo Horizonte (MG), que permite o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e particulares da cidade.

Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado no ano passado, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas municipais e privadas.

Fonte: Guia-me com informações de Câmara Municipal de Porto Alegre

Igreja batiza mais de 1.500 pessoas na Tailândia, país de maioria budista

Multidão batizada na Tailândia. (Captura de tela/YouTube/Dwight Martin)
Multidão batizada na Tailândia. (Captura de tela/YouTube/Dwight Martin)

A Associação de Igrejas Livres na Tailândia (AFT) desempenha um papel significativo na expansão do Evangelho no país de maioria budista, seguido por cerca de 95% da população.

Ela é conhecida por sua abordagem inovadora de plantação de igrejas, que inclui o uso de pequenas congregações em casas e eventos evangelísticos locais.

Esse modelo permite alcançar comunidades que, muitas vezes, estão distantes de igrejas estabelecidas.

A AFT também trabalha em regiões predominantemente budistas, como Phetchabun, onde o movimento começou com líderes locais comprometidos em compartilhar o Evangelho.

A associação também promove discipulado e capacitação de novos crentes, incentivando-os a liderar suas próprias comunidades de fé.

Conhecida por seu trabalho missionário, incluindo batismos em massa, a AFT Khon Kaen realizou o batismo de 1.556 novos crentes em Jesus Cristo apenas naquela província.

Em Phetchabun, que tem uma população de aproximadamente um milhão de budistas da corrente Theravada, que há mil anos ocupam essa área, o crescimento do Evangelho também tem sido espantoso.

O trabalho missionário tem sido realizado por pastores locais, como pastor Somsak, convertido aos 22 anos, quando começou a viver sua fé com oração e estudo bíblico diário.

Como a igreja mais próxima ficava a 50 km, ele organizou cultos em casa, reunindo a família e novos cristãos que ele conduziu à fé.

À medida que o grupo crescia, decidiram construir um espaço maior para reunir os novos membros. Em 1987, o primeiro prédio foi erguido, marcando o início do movimento que mais tarde seria oficializado como Associação de Igrejas Livres em Jesus Cristo (AFT).

Esse trabalho começou com um cristão tailandês que, inspirado pela Bíblia e guiado pelo Espírito Santo, seguia a direção de Jesus.

Liderados pelo pastor Somsak, eles plantaram, até 2005, seis congregações em vilas próximas, envolvendo familiares e conhecidos dos membros.

Em 2007, o pastor Somsak iniciou pequenas igrejas nos lares dos novos convertidos, facilitando o envolvimento local.

Em 2016, essas seis congregações estavam maduras para plantar novas igrejas, ano em que a AFT adotou uma nova estratégia de evangelismo, promovendo eventos de Natal menores e mais próximos das comunidades, em 17 locais estratégicos.

Ao ar livre

O movimento mantém eventos evangelísticos públicos, usados como triagem para identificar pessoas que Deus está chamando. Esses encontros ocorrem em locais públicos, utilizando tendas e cadeiras, às vezes no pátio de templos locais.

Todos os moradores da vila são chamados para o encontro ao ar livre, onde o Evangelho é pregado.

Os participantes são incentivados a orar diretamente a Jesus sobre dois ou três problemas pessoais. No final, quem desejar uma visita em casa para aprender mais sobre Jesus é convidado a levantar a mão.

Discipulado

Quando alguém demonstra interesse em orar a Jesus, os líderes visitam essa pessoa dentro de 48 horas e convidam parentes próximos para o primeiro de vários cultos domésticos.

Durante esses encontros, uma refeição é preparada, criando um ambiente de comunhão e alegria.

Os visitantes são conduzidos em uma oração de fé, seguida por ensinamentos sobre o que significa seguir Jesus, incluindo a entrega completa à sua autoridade como Mestre.

Na segunda semana de visitação, os novos crentes começam a aprender histórias bíblicas, desde a criação, em Gênesis, até a chegada de Cristo, no Novo Testamento.

Essas lições simples estão disponíveis em um livreto com letras grandes, essenciais para ajudar pessoas com visão limitada e para lidar com a iluminação precária das casas.

Durante a terceira e a quarta semanas, as reuniões domiciliares incentivam os participantes a orarem em nome de Jesus e compartilharem como Deus tem respondido às suas orações e tocado seus corações.

O líder reforça as histórias bíblicas, da criação à vinda de Cristo, apresentando uma visão completa do Evangelho.

Na quinta semana, o grupo aprende cânticos simples de adoração em tailandês, como “Seguiremos o caminho de Jesus”. Nas semanas seguintes, o líder desafia o grupo, dizendo:

“Lembrem-se de que a humanidade pecou e ficou separada de Deus. O plano de salvação foi que Jesus, Seu Filho, viesse ao mundo como um bebê. Ele cresceu, nos ensinou a sermos bons e morreu pelos nossos pecados e carma negativo. Porém, Ele ressuscitou, e essas promessas são suas, se crerem Nele.”

Proclamar o nome de Jesus

Em vez de explicar de imediato a doutrina da Trindade e usar o termo tailandês genérico para Deus (Prachao), a AFT opta por primeiro proclamar o nome de Jesus como o nome de Deus, a quem as pessoas são incentivadas a orar.

A doutrina da Trindade é apresentada posteriormente, no ensino sistemático das Escrituras. Essa abordagem ajuda a remover distrações e obstáculos no início do contato dos budistas tailandeses com o evangelho e o convite à fé e ao arrependimento.

Além disso, contribui para esclarecer confusões em relação ao conceito bíblico de Deus como Criador, diferenciando-o da ideia budista comum de uma divindade dourada presente em templos locais.

Os líderes da igreja são orientados a preparar os membros para comunicar a ideia de Deus Triuno de forma clara, evitando maior confusão ao evangelizar familiares, amigos e vizinhos dos novos convertidos.

Fonte: Guia-me com informações de Lausanne

Conselho Tutelar proíbe Miguel Oliveira de continuar pregando em igrejas

Miguel Oliveira (Foto: Redes Sociais)
Miguel Oliveira (Foto: Redes Sociais)

Miguel Oliveira, conhecido nas redes sociais como “Pastor Mirim”, foi oficialmente proibido de pregar em igrejas e participar de eventos religiosos após decisão do Conselho Tutelar.

A medida foi tomada durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (29), com a presença dos pais do adolescente, Erica e Marcelo, e do pastor Marcinho Silva, líder da Assembleia de Deus Avivamento Profético, denominação à qual Miguel está vinculado.

A decisão inclui o cancelamento imediato de toda a agenda do jovem, que vinha se apresentando como missionário em diferentes cidades do país.

Além da suspensão das pregações presenciais, Miguel também foi orientado a se afastar das redes sociais, incluindo o Instagram, onde acumulava cerca de 1 milhão de seguidores. Está vetada qualquer publicação relacionada a revelações espirituais ou supostas curas, práticas que vinham gerando polêmica e ampla repercussão nas redes.

Em um dos vídeos mais criticados, o adolescente aparece rasgando documentos médicos durante um culto, enquanto declara publicamente estar curando doenças como câncer e leucemia. As imagens provocaram reações intensas, com internautas e líderes religiosos questionando a veracidade das manifestações e o uso da fé de forma sensacionalista.

“Tão jovem e já aprendeu o caminho da enganação, brincando com a fé alheia.”, escreveu um internauta.

Críticos dizem que suas pregações carecem de embasamento bíblico e apontam o risco de que ele esteja apenas reproduzindo fórmulas conhecidas do meio neopentecostal, sem entendimento profundo do conteúdo que propaga.

Diante da repercussão negativa e da exposição crescente, os pais de Miguel procuraram o Ministério Público de São Paulo. A Promotoria da Infância e da Juventude passou a acompanhar o caso, baseando-se nas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina proteção integral a menores de idade em situações de risco. Como parte das recomendações, o jovem deverá interromper os estudos à distância e retornar imediatamente às aulas presenciais.

O pastor Marcinho Silva, responsável espiritual pelo adolescente, confirmou a decisão e afirmou que Miguel demonstrou resistência ao ser informado do afastamento. Segundo ele, o jovem desejava continuar a pregar, mas a suspensão foi considerada necessária para preservar seu desenvolvimento emocional, espiritual e educacional.

A situação gerou discussões nas redes sociais e entre teólogos, muitos dos quais criticaram a falta de preparo teológico nas mensagens transmitidas por Miguel e alertaram para os riscos da superexposição de menores em ambientes religiosos.

Natural de Carapicuíba (SP) e membro da Igreja Assembleia de Deus Avivamento Profético, Miguel afirma ter iniciado sua vida religiosa aos três anos de idade, após ser, segundo ele, milagrosamente curado de surdez e mudez. Desde então, passou a pregar em eventos evangélicos por todo o Brasil, ganhando notoriedade pela postura semelhante à de pastores adultos, mesmo com pouca idade.

Fonte: O Dia, Assembleianos de Valor e Fuxico Gospel

Zelensky nega alegações de que a Ucrânia está perseguindo cristãos

Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky (Foto: Wikimedia/Commons)

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky admitiu durante uma entrevista ao cofundador do Daily Wire, Ben Shapiro, que a Ucrânia reprimiu alguns líderes e igrejas cristãs que seu governo acredita terem laços com a Rússia, mas negou a alegação de que a Ucrânia está suprimindo a liberdade religiosa.

O comentarista conservador questionou Zelensky sobre relatos de que a Ucrânia estaria perseguindo cristãos ortodoxos russos durante uma entrevista recente em Kiev. A entrevista ocorre após três anos de guerra após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.

“Houve muitas acusações de que houve uma repressão à liberdade religiosa na Ucrânia, particularmente no que diz respeito à Igreja Ortodoxa Russa”, disse Shapiro, pedindo a Zelensky que abordasse as alegações de que a Ucrânia está restringindo a liberdade religiosa e fechando igrejas da Igreja Ortodoxa Russa no país.

Antes da entrevista, Zelensky se encontrou com líderes de várias denominações cristãs que fazem parte do Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas (UCCRO, sigla em inglês).

De acordo com uma declaração da UCCRO, a discussão de Zelensky e dos líderes religiosos incluiu oportunidades expandidas para o clero fornecer assistência espiritual aos refugiados ucranianos.

“Temos reuniões como essa algumas vezes por ano, e eu realmente visito alguns locais das igrejas”, disse o presidente ucraniano a Shapiro.

“Temos uma reunião com todas as nossas instituições religiosas”, continuou ele. “Acredito que a Ucrânia tem o maior conselho de igrejas da Europa. Todas as nossas igrejas estão unidas — diferentes religiões, diferentes fiéis, e todos estão unidos.”

“A igreja de Moscou é apenas mais uma agência da KGB”, afirmou Zelensky na entrevista. “Todos sabem que os serviços especiais russos controlam a igreja.”

“Moscou não pode controlar a igreja”, acrescentou, citando essa como uma das razões pelas quais a Ucrânia aprovou uma lei em 2024 proibindo igrejas e grupos religiosos com laços com Moscou.

“Ninguém fechou nada nem ninguém. Mas não é possível que a KGB russa esteja no controle da igreja na Ucrânia”, afirmou o presidente ucraniano. “Todos são contra esses vínculos legais.”

À medida que a guerra entre Rússia e Ucrânia prossegue, surgiram relatos de que a Ucrânia intensificou suas ações contra a Igreja Ortodoxa Russa e suas afiliadas ucranianas. Em 2023, o ex-apresentador da Fox News, Tucker Carlson, entrevistou Bob Amsterdam, advogado que representa a Igreja Ortodoxa Ucraniana.

O advogado insistiu que os políticos na Ucrânia, incluindo Zelensky, querem contar com o voto populista daqueles que apoiam uma igreja autocéfala, que Amsterdã definiu como “uma igreja independente” que não tem “nenhuma conexão com os cânones russos”.

Amsterdã alegou que o governo ucraniano “decidiu que aquela igreja deveria substituir o lar espiritual dos ucranianos”, acrescentando: “aquela igreja, chamada OCU, está envolvida em uma campanha absolutamente cruel e ilimitada para roubar propriedades, assediar, intimidar e prender clérigos, forçar o recrutamento de fiéis e agir de uma maneira quase inacreditável em uma sociedade civilizada”.

Carlson lamentou os eventos globais modernos que “parecem um ataque ao cristianismo”. O comentarista político foi criticado pelo Comitê Ortodoxo de Assuntos Públicos , que condenou a personalidade da mídia por espalhar “propaganda russa sobre a chamada perseguição aos cristãos na Ucrânia”.

Hedieh Mirahmadi, advogada e ex-muçulmana, citou Carlson em um artigo de opinião publicado em dezembro de 2022 no The Christian Post, expressando preocupação com a liberdade religiosa na Ucrânia. Mirahmadi destacou a proposta de Zelensky de proibir todas as organizações religiosas “afiliadas a centros de influência” na Rússia, argumentando que existem maneiras menos “restritivas” de coibir atividades subversivas russas.

A UCCRO elogiou a proibição de igrejas russas na Ucrânia e condenou as atividades da Igreja Ortodoxa Russa, que “se tornou cúmplice dos crimes sangrentos dos invasores russos contra a humanidade, que santifica armas de destruição em massa e declara abertamente a necessidade de destruir o estado, a cultura, a identidade ucraniana e, mais recentemente, os próprios ucranianos”.

“Apoiamos a iniciativa legislativa do Presidente da Ucrânia para tornar impossível a operação de tais organizações em nosso país, que também conta com amplo apoio político e público”, declarou a UCCRO em sua declaração de agosto de 2024 .

Em março de 2024, o Conselho Mundial do Povo Russo, liderado pelo Patriarca Kiril da Igreja Ortodoxa Russa, classificou a invasão da Ucrânia pelo presidente Vladimir Putin como um empreendimento “sagrado”. O decreto, publicado pelo Patriarcado de Moscou, enquadrou a guerra como uma luta da Rússia contra o “regime criminoso de Kiev” e o “satanismo” ocidental, chamando-a de “operação militar especial”.

Nina Shea, advogada de direitos humanos e diretora do Centro para a Liberdade Religiosa do think tank conservador Hudson Institute, sediado em Washington, argumentou em um artigo de opinião publicado em janeiro de 2024 na National Review que a repressão da Ucrânia à Igreja Ortodoxa Russa e suas afiliadas é justificada porque o Patriarca Kiril pode ser visto como um participante ativo na guerra. Ela acredita que a Ucrânia deve “se defender da agressão da Rússia, e isso deve incluir a defesa de uma igreja armada”.

“A religião não foi a principal razão de Putin para invadir a Ucrânia, mas Kirill tem sido seu fiel parceiro na luta”, escreveu Shea, ex-membro da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Estudo analisa razões por trás do aumento de ataques incendiários em igrejas no Canadá

Fogo destrói Igreja Católica no Canadá
Fogo destrói Igreja Católica no Canadá

Ataques incendiários em igrejas canadenses mais que dobraram desde 2021, segundo um novo estudo, atribuindo o aumento em grande parte à reação pública sobre possíveis covas sem identificação em antigas escolas residenciais, e não à hostilidade antirreligiosa.

O relatório de 46 páginas, “ Scorched Earth ”, do Instituto Macdonald-Laurier, é o primeiro exame empírico de uma onda de incêndios que danificou ou destruiu dezenas de locais de culto em todo o Canadá.

Com base em estatísticas nacionais de incêndios, registros policiais e reportagens da mídia, os autores registram uma quebra acentuada em relação aos níveis anteriores a 2021 e observam que a frequência “não diminuiu significativamente desde então”.

No entanto, os investigadores apresentaram acusações em menos de 4% dos incêndios criminosos em igrejas registrados entre 2021 e 2023, deixando os perpetradores e seus motivos desconhecidos em mais de 96% dos casos.

Os pesquisadores testaram duas explicações para o aumento.

Uma delas propõe que as queimadas refletem um aumento ainda maior no sentimento anticristão ou antirreligioso. A outra as associa a uma série de anúncios, iniciados em maio de 2021, sobre as alegações de enterros sem identificação em antigas escolas residenciais — uma rede de internatos para crianças indígenas, antes administrada em grande parte pela Igreja Católica.

“A análise estatística indica que o aumento de incêndios criminosos não tem motivação religiosa”, afirma o relatório, concluindo que o padrão “é provavelmente uma resposta” às alegações de sepultamento.

Como os incendiários raramente assumem a responsabilidade, o estudo alerta contra suposições fáceis sobre coordenação ou ideologia.

Os autores escrevem que a “incapacidade das autoridades policiais de investigar e processar incendiários de forma eficaz, aliada à apatia geral da sociedade em condenar suas ações, representa uma ameaça significativa aos esforços de reconciliação indígena no Canadá”.

A confiança do público, eles alertam, pode diminuir se os ataques ligados — certos ou errados — às queixas sobre escolas residenciais não forem resolvidos.

Embora as alegações iniciais, como o relato de 751 sepulturas sem identificação perto de uma antiga escola residencial em Saskatchewan, tenham sido posteriormente desmascaradas depois que nenhuma sepultura foi escavada, as alegações desencadearam um sentimento anticristão que alimentou a destruição de quase 100 igrejas até o final de 2023.

Investigações confirmaram na época que 24 dos 33 incêndios em igrejas foram casos de incêndio criminoso, enquanto outras 60 igrejas foram vandalizadas em vastas regiões, muitas vezes acompanhadas de pichações anticatólicas e destruição seletiva de símbolos religiosos.

Figuras públicas e alguns meios de comunicação foram acusados ​​de encorajar ou minimizar os ataques, com consultores políticos, defensores das liberdades civis e até mesmo veículos de comunicação inicialmente ampliando as alegações não verificadas antes de emitir correções.

O então primeiro-ministro Justin Trudeau exigiu um pedido formal de desculpas da Igreja Católica, apresentado pelo Papa Francisco durante uma visita ao Canadá em 2022. Apesar das retratações e esclarecimentos de que não existiam valas comuns para crianças indígenas, o dano já estava feito, deixando cicatrizes profundas em comunidades e instituições religiosas em todo o país.

O artigo argumenta que o Canadá já possui ferramentas para conter os incêndios, mas carece de uma estratégia organizada.

O texto aponta para uma campanha nos EUA na década de 1990 que reduziu uma série de incêndios em igrejas por meio de uma combinação de medidas federais, estaduais e locais. Uma resposta canadense comparável, sugerem os autores, deveria começar com uma unidade investigativa dedicada que combinasse a polícia e os bombeiros em nível nacional ou regional e se concentrasse exclusivamente em incêndios criminosos em locais religiosos.

O fortalecimento dos serviços de emergência indígenas constitui o segundo pilar do plano proposto.

Muitas igrejas afetadas pelos recentes incêndios estão localizadas em terras das Primeiras Nações ou próximas a elas, onde os departamentos locais frequentemente operam com pessoal, equipamento e clareza jurisdicional limitados. A integração completa desses departamentos a qualquer nova unidade investigativa, afirma o estudo, aceleraria as respostas, reforçaria a coleta de evidências e garantiria a liderança indígena no combate a crimes que ameaçam a reconciliação.

Uma terceira recomendação aborda os dados. O esforço de longa data do Canadá para construir um sistema unificado de estatísticas de incêndios permanece incompleto, e os relatórios sobre reservas, em particular, são irregulares.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Vídeos criados por IA espalham falsa mensagem de Billy Graham

Billy Graham faleceu em 21 de fevereiro de 2018, aos 99 anos (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)
Billy Graham faleceu em 21 de fevereiro de 2018, aos 99 anos (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)

Nos últimos dias, o YouTube foi inundado com vídeos onde o falecido pastor e evangelista Billy Graham (supostamente) afirma que o sábado é o verdadeiro “sábado “Sabbat” (dia de descanso semanal no judaísmo) e que há uma conspiração de igrejas evangélicas para esconder a verdade sobre o sábado e continuar pregando sobre o domingo.

Uma teoria que coincide com a teologia adventista, mas contradiz a posição unânime e a interpretação bíblica das igrejas evangélica, católica e ortodoxa.

Quando a Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) foi consultada sobre o assunto, eles responderam agradecendo a solicitação de informações, confirmando que se trata de sermões e canais que, embora sejam apresentados com a voz e a autoria de Billy Graham, na verdade são gerados pela Inteligência Artificial (IA).

“Estamos cientes do problema e trabalhando para mitigá-lo. Infelizmente, neste ambiente em constante evolução de IA e mídias sociais, existem vários fatores complicadores, e remover um vídeo do YouTube (e até mesmo um canal inteiro) pode levar semanas”, acrescentou a BGEA.

Eles também pedem que qualquer pessoa que encontrar canais ou vídeos falsos de Billy Graham no YouTube envie o link ou qualquer informação adicional relevante para webmaster@billygraham.org.

Lembre-se de que para acessar conteúdo autêntico de Billy Graham e da Associação Evangelística Billy Graham, o lugar certo é o site oficial deles no YouTube . E da mesma forma, eles consideram um grande apoio que o link para seu site https://www.youtube.com/@billygraham seja compartilhado na seção de comentários dos vídeos falsos gerados pela IA.

 “Junte-se a nós em oração para que esta situação seja totalmente resolvida e que as pessoas não fiquem confusas ou enganadas por esses vídeos falsos”, conclui.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Igreja de Memphis, fundamental para última campanha de Martin Luther King, é destruída por incêndio

Martin Luther King Jr. (Foto: Reprodução)
Martin Luther King Jr. (Foto: Reprodução)

Uma histórica igreja frequentada por negros em Memphis, Tennessee, que foi um ponto de organização para a última campanha de direitos civis de Martin Luther King, pegou fogo na madrugada desta segunda-feira e foi seriamente danificada.

O interior do Templo Clayborn foi destruído pelas chamas, deixando apenas as paredes externas de pé, disse a chefe dos bombeiros de Memphis, Gina Sweat, em uma coletiva de imprensa.

A polícia estava investigando a causa do incêndio registrado à 1h39 (horário local), disse ela.

Um monumento com as palavras “Eu Sou Um Homem” permaneceu do lado de fora da igreja, marcando seu papel como a sede de onde os trabalhadores negros do saneamento marcharam em uma greve de 1968 para protestar contra as condições desumanas de trabalho. Muitos carregavam cartazes com esse slogan.

King viajou para Memphis naquele ano para liderar uma marcha e foi assassinado no dia anterior, em 4 de abril de 1968.

“Clayborn é mais do que um edifício histórico. É um terreno sagrado. É o coração pulsante do movimento pelos direitos civis, um símbolo de luta, esperança e triunfo que pertence não apenas a Memphis, mas ao mundo”, escreveu o prefeito de Memphis, Paul Young, nas mídias sociais.

A igreja estava passando por uma restauração de US$14 milhões que incluía a criação de um museu e um espaço para apresentações, de acordo com o site do Clayborn Temple.

Listada no Registro Nacional de Lugares Históricos, a igreja de estilo românico foi construída em 1892 e originalmente atendia a uma congregação totalmente branca. Ela foi vendida para a Igreja Episcopal Metodista Africana em 1949 e rebatizada de Clayborn Temple em homenagem ao seu bispo.

Fonte: Terra

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