Início Site Página 215

Avança Projeto de Lei que altera dia de folga conforme religião do trabalhador

Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, na última quarta-feira (4), um projeto que assegura aos trabalhadores o direito de ajustar o horário de trabalho para observância de dias sagrados de sua religião e de usar adereços religiosos no ambiente de trabalho. O projeto, originado na Câmara dos Deputados, recebeu o apoio do senador Magno Malta (PL-ES) e agora será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Malta argumentou que o projeto visa equilibrar a religiosidade e a economia, sem provocar decisões econômicas irracionais. “É importante reconhecer que o trabalhador possui direitos fundamentais, incluindo a espiritualidade, e não deve ser tratado apenas como uma peça produtiva, despersonalizada”.

O projeto de lei 3.346/2019 propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Lei 5.452, de 1943) e na Lei 8.112, de 1990. A proposta visa garantir aos trabalhadores do setor privado e do serviço público federal o direito de ajustar seu horário de trabalho de forma razoável, em acordo com o empregador ou chefia imediata, quando o dia de guarda religioso coincidir com dias ou turnos de trabalho.

Segundo a proposta, a adaptação pode ocorrer por meio da alteração do dia de descanso semanal remunerado, aumento das horas de trabalho diárias ou troca de turno, até que as horas sejam compensadas conforme o contrato de trabalho.

O texto estabelece que o trabalhador deve informar antecipadamente sua ausência no dia de guarda e que o empregador pode rejeitar o pedido, desde que ofereça uma justificativa razoável relacionada a exigências técnicas ou impedimentos legais. Caso o pedido seja negado sem justificativa, o trabalhador do setor privado poderá solicitar a rescisão do contrato de trabalho, mantendo todos os direitos trabalhistas garantidos.

Fonte: Comunhão com informações Agência Senado

Mais de 900 pessoas aceitaram a Jesus durante campanha evangelística nas Filipinas

Campanha evangelística nas Filipinas (Foto: Reprdução/YouTube/Igreja Adventista do Sétimo Dia)
Campanha evangelística nas Filipinas (Foto: Reprdução/YouTube/Igreja Adventista do Sétimo Dia)

Mais de 900 pessoas aceitaram a Cristo após uma campanha evangelística que levou a mensagem de salvação em várias regiões das Filipinas.

A ação uniu diversas congregações da Igreja Adventista filipina, em uma campanha simultânea em 60 locais nas províncias de Masbate, Bohol e Cebu, durante todo o mês de julho.

A campanha evangelística contou com ações sociais para a comunidade, incluindo atendimento de saúde, palestras para famílias e distribuição de mantimentos.

Segundo o Adventist News, o projeto resultou em 977 conversões em áreas urbanas e rurais, de diversas classes sociais. Os novos convertidos foram batizados em praias do país.

“Organizar uma campanha massiva como essa só é possível por meio do compromisso e da paixão de indivíduos dedicados a compartilhar o Evangelho”, destacou o líder local Lelord Arranguez.

Já Maniego, diretor de Comunicação da Igreja Adventista nas Filipinas, encorajou os cristãos: “Que esse impulso prevaleça até que Ele venha. Milhões ainda estão por aí, esperando para ouvir a voz de Deus”.

Fonte: Guia-me com informações de Adventist News

Ruanda: 10 mil igrejas são fechadas pelo governo e pastores são perseguidos

Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)
Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)

O governo de Ruanda continua fechando milhares de igrejas, em uma ação de repressão à fé que iniciou no final de julho.

Segundo o Religion News Service, o número de templos fechados já chegou a quase 10.000. Só no mês de agosto foram mais de 5 mil igrejas fechadas.

As autoridades estão usando o pretexto de proteger os cidadãos de abusos pastorais e locais sem segurança para reprimir o cristianismo no país africano.

O governo alegou que os locais de culto barrados estavam fora das exigências de funcionamento, estabelecidos por leis em 2018.

A lei exige que os líderes religiosos tenham diploma de teologia, que as igrejas se registrem no governo e que tenham declarações de fé esclarecendo sua doutrina. As declarações das denominações precisam ser enviadas ao Conselho de Governança de Ruanda, a agência governamental que regula as casas de culto e outras organizações.

Igreja transformada em mesquita

Segundo o Dr. Stephen Isaac, vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Instituto Bíblico Totalmente Equipado, a regulamentação gerou uma crise grave para a Igreja ruandesa.

“Quase todos os pastores com quem falei estão profundamente preocupados e a maioria sofreu perseguição, incluindo um pastor cujo prédio foi apreendido e convertido em mesquita. O que os governos estão exigindo resultará no fechamento de igrejas em toda a África”, alertou ele.

Isaac observou que os pastores não conseguem cumprir as exigências por falta de recursos financeiros para frequentar uma faculdade de teologia. Já os pastores de áreas rurais não podem deixar suas igrejas, famílias e o trabalho para estudar.

O Instituto Bíblico Totalmente Equipado, uma universidade cristã com sede nos Estados Unidos, está oferecendo bolsas acadêmicas e acesso on-line para líderes obterem diplomas de bacharel, com o objetivo de evitar o fechamento de mais igrejas.

“É difícil expressar totalmente o quão urgente é essa situação. Parece que estamos correndo à frente de um incêndio florestal. Os pedidos de bolsas de estudo estão chegando. Homens e mulheres fieis e corajosos estão desesperados para manter as portas de suas igrejas abertas e simplesmente não têm dinheiro para adquirir os diplomas de bacharel que seus governos exigem”, comentou a Dra. Victoria Isaac, presidente do Instituto Bíblico.

Exigências rigorosas

As exigências legais também incluem: as paredes da igreja devem ser equipadas com isolamento acústico; as estradas de acesso à igreja, bem como os complexos da igreja, devem ser pavimentadas e todas as igrejas devem ter pára-raios.

Além disso, o governo exige que as denominações instalem um tipo específico de teto de lona (mesmo que o material apresente risco de incêndio).

Em Ruanda, a maioria das igrejas não têm condições financeiras de fazer as mudanças exigidas.

“Descobrimos que todas as igrejas estão sofrendo o mesmo destino e que mesmo as igrejas consideradas luxuosas para os padrões locais tiveram que fechar”, afirmou um analista local, em entrevista anterior ao World Watch Monitor.

O país da África Oriental com 12 milhões de habitantes é predominantemente cristão. Conforme o censo de 2022, cerca de 48% são protestantes, entretanto, a Igreja Católica Romana é a maior denominação.

Em 2019, Ruanda possuía 15.000 igrejas, 700 delas estavam legalmente registradas.

Fonte: Guia-me com informações de Christian News Wire

Terroristas atacam igreja e matam 26 cristãos em Burkina Faso

Cristãos em uma igreja em Burkina Faso (Foto: Ilustrativa/Reprodução/Open Doors)
Cristãos em uma igreja em Burkina Faso (Foto: Ilustrativa/Reprodução/Open Doors)

Um grupo terrorista, ligado à Al Qaeda, matou brutalmente 26 cristãos durante um ataque a uma igreja, em Burkina Faso, no final de agosto.

Segundo a Christian Solidarity International (CSI), organização que monitora a perseguição no mundo, militantes do “Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM)” invadiram a igreja evangélica Aliança Cristã, na cidade de Sanaba, e assassinaram membros da igreja, em 25 de agosto.

“Vinte e seis fieis foram mortos. Suas mãos estavam amarradas e suas gargantas cortadas”, contou um pastor da capital Ouagadougou, que visitou o local após o ataque, em entrevista à CSI.

O líder disse que os sobreviventes conseguiram se refugiar em uma escola, durante o ataque terrorista.

Uma das sobreviventes é uma menina chamada Micheline, que teve três balas removidas de sua perna direita.

“Estamos fazendo o nosso melhor para garantir que ela possa voltar à escola. Ela agora está fora do hospital e está com uma família adotiva”, informou o pastor.

Junto com uma equipe, o líder ajuda vítimas da violência islâmica em Burkina Faso, doando alimentos, roupas e cobertores.

Série de ataques

O ataque à Igreja Aliança Cristã aconteceu um dia depois que os mesmos extremistas mataram cerca de 200 pessoas na cidade de Barsalogho.

O ataque coordenado do JNIM ocorreu enquanto militares e civis cavavam trincheiras para se protegerem de ataques extremistas.

Segundo a organização cristã “Ajuda à Igreja que Sofre” (ACN), 22 cristãos estão entre as vítimas. Mais de 300 pessoas ficaram feridas no ataque e foram atendidas no hospital de Kaya.

De acordo com relatos de moradores, mais de 100 terroristas chegaram em motos e abriram fogo com armas pesadas contra soldados e civis, incluindo mulheres, crianças, e idosos. O ataque brutal durou mais de horas, das 9h às 16h, conforme a rádio RFI.

Este foi o terceiro ataque terrorista em Burkina Faso somente no mês de agosto e um dos mais sangrentos da história. Desde 2015, o país sofre com o extremismo islâmico.

Aumento da perseguição

Em fevereiro, 15 cristãos foram mortos durante um ataque de militantes islâmicos em uma igreja no país.

Em 2023, o país sofreu com os ataques violentos e mortais. A maior parte das atividades terroristas na África Ocidental vem de grupos islâmicos radicais que lutam por um califado muçulmano.

Levando em conta a motivação, sabe-se que muitos cristãos, pastores e igrejas estão nos planos dos criminosos.

“Burkina Faso é um país onde vemos uma crescente ameaça terrorista, e muito disso tem a ver com sua fronteira”, explicou Todd Nettleton, da Voz dos Mártires nos EUA.

“O país africano compartilha uma fronteira muito longa com o Mali. Sabemos que o Mali tem estado muito instável nos últimos anos e que tem enfrentado muitas atividades terroristas. Isso passou pela fronteira com Burkina Faso”, continuou.

Além disso, Burkina Faso faz fronteira com o Níger: “Lá também vimos o aumento de ataques terroristas e, portanto, parece que muito dessa violência e muito desse terrorismo está atravessando a fronteira e chegando até aqui”, disse ainda.

O país ocupa o 20° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas

Fonte: Guia-me com informações de Christian Solidarity International

Cristãos enfrentam perseguição no Sul de Chiapas, no México

Casal cristão preso no México (Foto: Portas Abertas)
Casal cristão preso no México (Foto: Portas Abertas)

Mauricio Vázquez, um cristão indígena do Sul de Chiapas, no México, e sua família experimentaram perseguição por serem cristãos. Desde muito novo, Mauricio trabalha no campo. Os pais o ensinaram a trabalhar com a terra, e desde então, como a maioria dos indígenas na região, ele dedica a vida ao plantio de feijão, café, vegetais e cebolinha. “Essa é a fonte de renda para alimentar minha família”, disse. Em 2022, sua fé em Jesus foi o motivo da comunidade tirar o certificado agrário dele, documento que garante a posse da terra na região e permite o trabalho como agricultor.

“A perseguição começou quando aceitei ao Senhor Jesus. Primeiro, as autoridades da comunidade tentaram tirar o título da minha terra. Depois, tiraram meu certificado para eu não trabalhar em minha terra, me prenderam junto com minha esposa por 24 horas, e finalmente, proibiram nosso acesso a água potável e aos serviços públicos. Passamos sete meses dessa forma”, disse Mauricio, relembrando os momentos em que sua vida mudou para sempre.

Em sua comunidade, o cristianismo é proibido pelos líderes tradicionais. A única religião permitida é a versão do catolicismo ensinada pelos líderes da Igreja Católica e qualquer um que acredite em algo diferente pode enfrentar consequências terríveis, incluindo prisão, linchamento, expropriação de terra, interrupção do fornecimento de serviços básicos e até mesmo exílio.

“Para acreditar em Deus, você tem que adorar imagens e participar das tradições. A comunidade acha que deve orar para os santos enviarem chuva e realizar festas tradicionais. Há um acordo de que se alguém deixar a fé católica, deve deixar o território e a comunidade. Eles pensam que nossa fé não vem de Deus e que estamos enganando as pessoas para conseguir o dinheiro delas”, explica.

Resistindo à perseguição

Renunciar ao evangelho ou deixar a comunidade foi uma ameaça contínua durante meses. Toda vez que alguém via Mauricio e sua família, zombava ou os ameaçava. Os membros da comunidade também diziam que ele deveria pagar uma multa de 1.205 dólares pela quebra do acordo de acreditar apenas na religião católica. “Eu não queria renunciar a minha fé porque, ao buscar a Deus nas tradições, não obtive resultados. Isso só aconteceu quando realmente encontrei o Deus vivo, que curou minha filha após um acidente que quase a matou”, disse Mauricio.

Foi um tempo difícil devido às constantes ondas de ameaça e assédio da comunidade. “Nós todos sofremos muito. Eles nos ameaçaram e, depois disso, meus filhos ficaram com muito medo de sair de casa e minha esposa muito estressada quando precisava buscar água potável. Nós fomos completamente ignorados. Ninguém na comunidade tinha permissão para conversar conosco”, acrescentou.

Em 2022, durante um culto de ação de graças na casa do Mauricio, um irmão, sabendo da situação dele, sugeriu que ele procurasse a Portas Abertas. “Quando a organização soube sobre nossa situação, começou a nos ajudar. Eles nos deram comida enquanto tudo era resolvido e nos apresentaram um advogado que pegou nosso caso e lutou pelo restabelecimento do certificado da minha terra”, disse Mauricio.

Graças aos esforços do advogado, Mauricio e sua família foram capazes de permanecer na comunidade e, depois de alguns meses de aconselhamento legal, conseguiram a reintegração do certificado agrário. Apesar da comunidade se recusar a devolvê-lo a menos que Mauricio renunciasse a sua fé, o advogado fez um novo pedido ao prefeito e à delegação do governo que ele recebesse um novo certificado e com a mesma validade. Além disso, a Portas Abertas ajudou a iniciar um diálogo entre Mauricio e sua comunidade para chegarem a um acordo.

Fonte: Portas Abertas

Cristã e mãe idosa são forçadas a fugir para floresta em Bangladesh

Mulher cristã orando (foto ilustrativa)
Mulher cristã orando (foto ilustrativa)

No dia 5 de agosto, há pouco mais de um mês, a ex primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, renunciou ao cargo depois de protestos estudantis que se tornaram violentos. A ausência da primeira-ministra causou uma grande instabilidade no país.

Foram dias sem lei, cheios de incertezas e pânico para a população. Muitos grupos radicais islâmicos também aproveitaram a falta de segurança para atacar, saquear e perseguir minorias, como cristãos. Salma e sua família foram vítimas da violência extrema.

Um testemunho da provisão de Deus

Salma, uma cristã de origem muçulmana em Bangladesh, vive com a mãe, de 75 anos, e a filha, de 14 anos. Ela foi abandonada pelo marido, que tem vício em drogas, e enfrentou incontáveis dificuldades, mas a fé dela em Cristo permanece inabalável.

Ela conheceu a Jesus há 19 anos por meio do testemunho do irmão. Mas, depois que aceitou a Jesus, ela e a família foram obrigadas a fugir do vilarejo onde moravam por causa da insegurança. E, assim que descobriam que ela era cristã, os vilarejos onde ela buscava refúgio se tornavam locais de agressão verbal, especialmente de grupos radicais.

Na noite do dia 5 de agosto, pouco depois da renúncia da primeira-ministra, os extremistas começaram a atacar. O irmão de Salma a orientou a fugir do vilarejo para sua segurança. Apesar do conselho, Salma hesitou e o medo de perder a casa que ela construiu com tanto amor, com a graça de Deus, foi maior do que o medo da perseguição.

O lar era um testemunho do trabalho duro e da provisão na vida dela e da família. Ela disse ao irmão: “Não fiz mal algum a essas pessoas, por que elas me atacariam?”.

Mas, prestes à meia noite, o som do caos encheu Salma de terror. Um grupo de extremistas, pessoas que ela nunca tinha visto antes, estava se aproximando se sua casa. Ao perceber o perigo inevitável, ela correu com a mãe para fugir de casa, em busca de um abrigo.

Em busca de refúgio

A esperança delas era que um vizinho, que tinha um triciclo, as ajudasse. Mas as expectativas foram frustradas. Ele se recusou a levá-las. Sem opções, Salma e a mãe se esconderam na floresta mais próxima. A cristã deixou a filha com seu irmão e se encontraram no esconderijo. Ali, eles conseguiam ver seus piores medos se tornando realidade.

Os extremistas invadiram a casa e destruíram tudo, até mesmo os livros escolares da filha de Salma. Durante duas longas horas, Salma e a mãe ficaram com medo, sem esperança, clamando a Deus por proteção. Quando os radicais finalmente partiram, não restou nada na casa. A cristã foi com a mãe para a casa de uma tia. Apesar de fisicamente bem, as duas estavam traumatizadas pela noite aterrorizante.

Quando pararam para pensar em tudo que aconteceu, a mãe de Salma encontrou consolo na história de Jó. Ela disse: “Conheci a história de Jó, que passou por um imenso sofrimento e perdas, mas permaneceu firme, confiando em Deus. Talvez também estejamos sendo testadas. Orem por nós para que permaneçamos firmes como Jó nesse momento difícil de nossa vida”.

Salma e outros cristãos perseguidos em Bangladesh estão sendo assistidos com alimentos e outros itens de ajuda emergencial. Isso é possível graças à generosidade dos parceiros brasileiros que fazem a diferença nesse momento desafiador. Contamos com suas orações por Salma e todos os nossos irmãos na fé afetados pela crise em Bangladesh há pouco mais de um mês.

Fonte: Portas Abertas

Justiça condena igreja por expor e constranger fiel que denunciou crimes sexuais que teriam sido cometidos por pastor

Igreja Tabernáculo da Fé em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Igreja Tabernáculo da Fé em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Igreja Tabernáculo da Fé, em Goiânia, Goiás, foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais depois que um fiel teve o nome e imagens expostas em um culto por ter testemunhado contra o pastor Joaquim Gonçalves Silva em uma investigação por crimes sexuais, em 2021. Joaquim morreu em agosto do mesmo ano por Covid-19.

Além da Igreja, a decisão de 6 de setembro deste ano também condenou dois advogados que atuavam no caso, Leandro Silva e Ozemar Nazareno, bem como outro pastor da Tabernáculo, Clayton da Silva. Ao porta G1, os advogados disseram que vão recorrer.

O culto em questão aconteceu em 11 de julho de 2021, na sede da Tabernáculo da Fé, e foi transmitido ao vivo pela internet. No vídeo, de mais de duas horas, existem três momentos em que advogados afirmaram que o fiel fazia parte de uma conspiração para destruir a imagem de Joaquim Gonçalves com depoimentos e provas manipuladas das vítimas dos supostos crimes sexuais.

Na filmagem, a partir de 43 minutos e 12 segundos, o advogado Leandro Silva cita o nome completo do fiel para toda a igreja e para os telespectadores da transmissão, expondo-o publicamente como participante das investigações.

A partir de 1 hora 6 minutos, um vídeo é exibido com áudios cortados e manipulados, sugerindo que o fiel teria procurado mais de 80 pessoas para coagi-las a agir contra o pastor Joaquim Gonçalves. Cinco minutos depois, o advogado faz novas declarações que atacam o fiel, envolvendo-o em uma suposta conspiração contra o pastor.

Como o pastor Joaquim morreu, o Ministério Público de Goiás informou que o processo foi arquivado.

Relembre o caso

Pelo menos quatro casos de abusos por parte do líder Joaquim foram registrados até 2021 na Polícia Civil. Em um dos casos, uma adolescente que tinha 17 anos relatou em um vídeo publicado nas redes sociais que, em de janeiro de 2021, o pastor chegou a beijá-la quando ela esteve em seu escritório pedindo ajuda sobre o seu casamento, que estava em crise.

“Fui pedir conselhos depois de ter problemas no meu relacionamento. Foi quando ele colocou a mão no meu corpo e me deu um beijo. Passou a mão pelos meus seios e desceu até embaixo, quando eu o interrompi. Eu fiquei em choque, nunca na vida eu esperei isso dele”, contou.

Com medo dos julgamentos que poderia receber de membros da igreja, a adolescente disse que só teve coragem de denunciar os abusos que sofreu três meses depois do ocorrido, quando ficou sabendo que outras mulheres tinham passado pelo mesmo.

“Não é uma coisa que eu me orgulho de falar, porque é horrível você considerar a pessoa como um pai, que era como eu o considerava, e a pessoa aproveitar de você em um momento de fragilidade para fazer uma coisa dessa”, afirmou.

Após ser encorajada a denunciar, a adolescente registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, em 26 de março daquele ano.

Ainda em 2021, uma mulher de 40 anos denunciou um abuso que teria ocorrido em 2018 e outra vítima, de 37 anos, denunciou ter sido assediada em 2015. Ela contou que o abuso aconteceu quando, assim como a adolescente, foi pedir ajuda ao religioso.

“Foi quando meu irmão morreu e eu terminei um relacionamento. Eu via nele a figura de um pai e, então, decidi pedir ajuda. Fui no escritório dele, estávamos só nós dois e, depois da conversa, ele me deu um abraço, me apertou muito, começou a beijar meu rosto e veio para beijar minha boca, quando eu virei”, afirmou.

Antes delas, a primeira denúncia na Polícia Civil foi registrada por uma mulher de 46 anos. Ela relatou ter sido abusada por diversas vezes entre os anos de 2002 e 2006. Ao g1, ela contou que permaneceu em silêncio por todo esse tempo porque tinha medo de que ela ou sua família fossem prejudicadas.

“Eu fazia trabalhos voluntários na igreja e amava, porque aquela era minha missão. No começo, ele dizia que, se eu contasse para alguém, iria me tirar da igreja, do trabalho. Depois, quando contei para minha família, ele mandou um aviso, pelo meu irmão, que alguém iria machucar eu, meu marido e meu filho, caso eu o denunciasse”, contou.

Sobre a investigação de crimes sexuais contra o pastor Joaquim Gonçalves Silva, na época, a defesa do pastor negou as acusações e afirmou que elas faziam parte de uma tentativa de retirar o religioso do comando da igreja.

Fonte: G1

Deputada renuncia após publicação em rede social de menino Jesus com marcas de bala

Sanija Ameti é deputada na Suíça (Foto: Keystone-SDA)
Sanija Ameti é deputada na Suíça (Foto: Keystone-SDA)

A política suíça Sanija Ameti renunciou ao seu cargo de liderança no Partido Liberal Verde em Zurique, na Suíça, após a indignação pública com as fotos que ela postou no fim de semana disparando uma pistola esportiva contra uma imagem de Maria e do menino Jesus.

As imagens, que foram compartilhadas no Instagram, mostravam os rostos de Maria e Jesus crivados de marcas de bala, gerando uma onda de críticas e reclamações formais.

Ameti, 32, que foi copresidente do movimento progressista Operação Líbero desde 2021, apagou as imagens e emitiu um pedido de desculpas logo após perceber a natureza religiosa da obra de arte.

“Peço desculpas às pessoas que foram prejudicadas pela minha postagem. Eu a apaguei imediatamente quando percebi seu conteúdo religioso. Não pensei nisso”, escreveu Ameti no X, anteriormente conhecido como Twitter. “Sinto muito.”

As imagens foram tiradas durante uma sessão de prática de tiro, onde Ameti explicou que havia escolhido a imagem porque era “grande o suficiente” para um alvo adequado, mas não havia notado o significado religioso da imagem. O incidente rapidamente atraiu condenação, particularmente de grupos conservadores e organizações cristãs.

A ala jovem do Partido Popular Suíço de direita entrou com uma queixa criminal contra Ameti, citando uma violação da liberdade de religião e culto. Nicolas Rimoldi, fundador do Mass-Voll, também anunciou sua intenção de prestar queixa, afirmando que as ações de Ameti eram profundamente ofensivas à fé cristã.

Em resposta à reação, Ameti renunciou à sua posição de liderança dentro do Partido Liberal Verde. O partido agora está considerando procedimentos de expulsão. Em uma declaração, o capítulo de Zurique dos Liberais Verdes disse: “Na visão da liderança do partido, a filiação de Sanija Ameti aos Liberais Verdes prejudicaria a reputação dos Liberais Verdes.”

Em meio às críticas públicas, Ameti teria buscado proteção policial devido às ameaças feitas contra ela, destacando ainda mais a intensidade da reação.

A vida profissional de Ameti também foi afetada pela controvérsia. Farner Group, a empresa de consultoria onde ela trabalhava, confirmou que seu emprego havia sido encerrado após o incidente.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Discipulado em casa é a chave para levar o Evangelho adiante e evitar o declínio da igreja, dizem líderes asiáticos

Jovem lendo a Bíblia para os amigos (Ilustração)
Jovem lendo a Bíblia para os amigos (Ilustração)

“Tudo o que não está crescendo irá decair lentamente”, diz Bambang Budijanto, secretário-geral da Aliança Evangélica da Ásia (AEA), ao destacar os desafios que a Igreja na Ásia enfrenta hoje.

Após a 11ª Assembleia Geral da AEA na Mongólia, Budijanto e outros líderes asiáticos publicaram suas reflexões sobre o que veem como o único caminho a seguir: arrependimento, foco no discipulado dentro das famílias e verdadeiro empoderamento de líderes mais jovens para participarem da missão de Deus.

Realizada em Ulaanbaatar, Mongólia, de 7 a 12 de agosto, a Assembleia Geral reuniu 200 líderes cristãos de Alianças Evangélicas nacionais de toda a região sob o tema “Discipulado ou Morrer”.

Comentando sobre a escolha radical das palavras, Budijanto enfatiza a dinâmica da fé viva e do crescimento espiritual. “A fé vem ao ouvir a Palavra de Deus, mas para crescer espiritualmente, precisamos ajudar os outros a crescer em Cristo (discipulado). Crescemos ajudando os outros a crescer; inversamente, você morrerá lentamente (espiritualmente) enquanto ignorar o último comando de Jesus.”

Ele enfatiza que “o discipulado holístico é a única estratégia que Jesus deu à Igreja para cumprir sua missão na Terra como o Reino de Deus. Não há meio termo. Ou uma igreja está se movendo em direção ao cumprimento de sua missão como o sinal do Reino de Deus, por meio do discipulado, ou está lentamente decaindo.”

Budijanto aponta para um estudo de 2015 do Barna Research Group que descobriu que apenas 20% dos cristãos nos EUA estavam envolvidos em qualquer atividade de discipulado. Da mesma forma, um estudo de 2019 do Bilangan Research Center colocou o número na Indonésia em 37%, mas a porcentagem foi menor para as gerações mais jovens.

“A maioria dos seguidores de Cristo nos EUA, na Indonésia e provavelmente em toda a Ásia e no mundo inteiro desconsideram o discipulado e estão contribuindo para a lenta decadência da Igreja”, lamenta Budijanto.

Ele considera a Grande Comissão em Mateus 28:18-20 como “o presente de Deus para nós” e o caminho principal para o crescimento espiritual pessoal e o caminho para a Igreja prosperar e transformar o mundo. “Somente por meio da obediência à Grande Comissão, onde cada igreja prioriza o discipulado como seu negócio principal e cada crente se compromete a discipular outros, o mundo será transformado”, ele diz.

Capacitar líderes mais jovens como reforços, não como substitutos

Sanya Ladaphongpattana, da Tailândia, vê os problemas emergentes com a falta de discipulado entre as gerações mais jovens como resultado das deficiências das gerações mais velhas.

“Precisamos mudar nosso paradigma e mudar nossa mentalidade, abrindo caminho para uma geração mais jovem liderar”, ele diz, acrescentando que “o mundo e as situações de hoje são muito diferentes e precisam de um ‘novo odre’”.

Ele acredita que a maioria dos países na Ásia hoje tem um problema comum na “crise de liderança” que faz com que os jovens parem de ir à igreja. Ele diz que esse é um tema-chave que surgiu de suas conversas com jovens cristãos na Tailândia.

“Eles querem ver modelos, líderes servidores que tenham caráter, o que é bem difícil de encontrar”, ele diz. A Assembleia Geral foi um chamado para os líderes “refletirem, se arrependerem e mudarem nossas percepções em relação às crianças e jovens. Para encorajá-los e apoiá-los por meio do discipulado, dar-lhes oportunidades de liderar e servir, permitir que cometam erros e cresçam.”

Rei Crizaldo, das Filipinas, coordenador da Comissão Teológica da Aliança Evangélica Mundial e um líder mais jovem, ecoou a importância de deixar a geração mais jovem se envolver desde cedo para que possam ser parceiros na liderança.

“Focar nos jovens sempre foi considerado importante. Mas o que frequentemente falta é o esforço intencional de considerar a próxima geração não como ‘substitutos’ para o futuro que está por vir, mas como ‘reforços’ no aqui e agora”, ele diz, acrescentando que isso “exige um compromisso de criar espaços para eles e envolvê-los no ministério e em conversas críticas nas quais as decisões sobre como o ministério ‘para’ e ‘com’ eles estão sendo desenvolvidos.”

Ele também enfatizou a importância de equipar os jovens com teologia adequada que fale com a realidade deles. Ele diz que as igrejas precisam “engajar os jovens não com mais ‘entretenimento’, mas com ‘âncoras teológicas’ profundas nas quais eles podem confiar enquanto embarcam em um mundo afogado em informação, mas faminto por sabedoria.”

Crizaldo pede que a teologia não seja restrita a especialistas em seminários, mas “algo que seja possuído e nutrido por todo o povo de Deus” e que aborde “questões cotidianas sobre o que significa viver como discípulo de Jesus” em vez de pontos técnicos de doutrina.

“Uma boa teologização e uma formação eficaz de discípulos precisam se encaixar se a Ásia quiser ver discípulos que possam perseverar em meio à perseguição e ao sofrimento, por um lado, e, por outro, lidar com o número crescente de falsos mestres e a disseminação de ensinamentos estranhos, especialmente em espaços digitais”, diz ele.

O discipulado deve começar na família

Outra questão importante que vários líderes destacaram é a necessidade de discipulado familiar em casa.

“Um dos insights mais profundos que emergiram de nossas discussões de mesa foi o papel essencial dos relacionamentos autênticos no discipulado. Muitas vezes criamos estratégias sobre programas e iniciativas, mas a fundação realmente está dentro de nossas famílias e comunidades próximas”, comentou John P. Mridha, de Bangladesh, que atua como membro da Comissão de Jovens da AEA.

“Testemunhar as famílias como a base da missão e do discipulado ressaltou a verdade de que o ministério começa em casa. É nesses ambientes íntimos que a fé é nutrida, os valores são instilados e as gerações futuras são equipadas para levar a tocha do Evangelho adiante”, ele diz.

Crizaldo concorda: “O discipulado da próxima geração não pode continuar a ser ‘terceirizado’ para a igreja e seus líderes, ele terá que começar em casa, com a responsabilidade primária pela formação do discipulado assumida por toda a família.”

A igreja deve considerar o potencial dos pais e dos idosos como a principal força para a formação de discípulos para a vida toda, diz ele.

“Essa atenção à importância da ‘família’ como um local imediato para o discipulado se torna ainda mais importante à medida que a geração atual, a Geração Z e os Alfas, têm cada vez menos experiência, exposição e até mesmo fascínio pelas rotinas cristãs tradicionais, como a participação nos cultos de fim de semana.”

Em uma reflexão conjunta, Gwen De Rozario-Seah e Grace Hee, que atuam como diretoras da Comissão de Família e Crianças da AEA e da Comissão de Mulheres da AEA, respectivamente, também destacaram o grande potencial missionário que existe nas famílias: “Famílias espiritualmente saudáveis ​​são missionárias e ajudarão a acelerar a Grande Comissão de forma exponencial”.

No entanto, eles lamentam que, “infelizmente, o oposto é verdadeiro” e alertam que “se continuarmos com essa ‘grande omissão’ e não levarmos a sério o discipulado intencional de famílias, nossos membros continuarão a ter uma mentalidade ‘centrada na igreja’, acreditando que não é sua responsabilidade alcançar os perdidos ou discipular suas famílias”.

Eles expressam preocupação com as tendências de abuso doméstico em lares cristãos, o aumento do vício em pornografia e a “série de desafios ideológicos e sociais que a próxima geração enfrentará”, que eles acreditam que só irão piorar, a menos que haja uma mudança de paradigma.

“A disfunção na família impactará a Igreja de hoje e de amanhã”, dizem De Rozario-Seah e Hee.

Reconhecendo que muitos líderes da igreja hoje estão lutando para reter seus membros de segunda, terceira ou quarta geração que cresceram na igreja, eles alertam que “o afastamento dos corações provavelmente começou muito antes do dia em que se afastaram de Cristo”.

“Nós tínhamos ‘deixado a porta dos fundos aberta’ porque os pais, avós não foram intencionais sobre o discipulado familiar e a igreja omitiu equipá-los. O discipulado familiar deve estar na própria fundação da nossa estratégia de discipulado geracional.”

Apesar desses desafios, Budijanto tem esperança de que a mudança seja possível se a Igreja se tornar um lugar onde as gerações mais velhas e mais novas se unem para seguir Jesus Cristo.

“Prevemos expandir os movimentos e iniciativas de discipulado intergeracional, envolvendo totalmente os membros da geração mais jovem para ajudar a liderar esses movimentos com uma nova visão (Atos 2:17)”, diz ele.

“Oramos por reavivamento, um movimento significativo do Espírito Santo, movimentos missionários, movimentos de oração e movimentos de discipulado para se espalharem pela Ásia e além nos próximos anos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post e texto original publicado no Christian Daily International

Eleições 2024: igrejas evangélicas fazem campanha eleitoral, apesar da proibição. Veja como denunciar

Urna eletrônica e a Bíblia
Urna eletrônica e a Bíblia

A Lei Eleitoral proíbe a realização de propaganda em locais de uso comum. Entre eles, estão igrejas, terreiros e templos.

Segundo o artigo 37 da lei 9.504/97, também não é permitido pedir votos em lojas, ginásios, estádios e clubes.

A utilização de espaços religiosos para fins de campanha é uma forma de abuso de poder religioso, de acordo com a Justiça Eleitoral.

No entanto, apesar da proibição de publicidades eleitorais em igrejas, os candidatos podem participar de eventos como cultos ou missas, desde que façam como qualquer outro cidadão, sem utilizar a ocasião para promover campanhas, distribuir material de campanha ou realizar qualquer outra forma de manifestação eleitoral.

Consequências

Caso um candidato realize propaganda em locais religiosos, pode enfrentar penalidades, incluindo multas que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil reais, e até a possível anulação da candidatura.

Essa regra também se aplica à propaganda em outros locais públicos, como postes de iluminação, viadutos, passarelas, pontes e pontos de ônibus, onde é proibido veicular qualquer tipo de propaganda, positiva ou negativa.

Campanhas em igrejas

Apesar de a lei eleitoral proibir campanha em templos, igrejas evangélicas estão em clima eleitoral, com pastores mobilizados para eleger representantes alinhados a valores e interesses religiosos.

Há exemplos em que o pedido de voto é feito expressamente e, outros, em que os líderes religiosos mesclam o nome dos políticos que querem beneficiar com pedidos de oração para eles, geralmente apresentados como relevantes para a comunidade.

Segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO, o veto da lei eleitoral a esse tipo de prática não tem impedido o uso de altares para campanha.

Coordenador-geral adjunto da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Bruno Andrade afirma que a mera citação de nomes dentro da igreja já pode ser considerada um pedido de voto expresso, o que é vedado pela legislação eleitoral.

“Citar um candidato pode ser considerado pedido de voto. Na igreja ou em qualquer local religioso não pode ser feita nenhuma manifestação eleitoral. O líder pode se manifestar politicamente enquanto cidadão, mas não pode fazê-lo dentro dos templos.”

Ilegal, mas compensa

Mesmo quando gravados fazendo campanha para candidatos, os pastores raramente são punidos. Nos espaços religiosos é proibido fazer campanha eleitoral a favor e nem acusações contra candidatos. Os estabelecimentos podem ser condenados a pagar uma multa, o que raramente acontece.

Em contrapartida, a prática traz benefícios eleitorais evidentes, o que explica o interesse dos candidatos de todos os matizes ideológicos em se aproximar de líderes religiosos e o crescimento das bancadas evangélicas no Legislativo. Em 2022, o número de parlamentares eleitos que se apresentam como protestantes bateu recorde: 132 deputados federais e 14 senadores.

“É benéfico para as lideranças porque as igrejas são espaços de convivência e confiança, de laços comunitários, um espaço eficaz para se pedir votos. Quando você já tem uma comunidade orgânica, acaba sendo um espaço seguro e que acaba convertendo votos”, avalia o cientista político Vinicius do Valle, pesquisador do Observatório dos Evangélicos.

Como denunciar propagandas irregulares

As infrações podem ser denunciadas por qualquer pessoa ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que disponibiliza três ferramentas para denúncia:

Fonte: CNN Brasil e o Globo

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-