Influencer Michele Dias Abreu (Imagem: Reprodução Facebook/Instagram
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou a influencer Michele Dias Abreu, de 43 anos, por intolerância religiosa. Ela, que é de Governador Valadares (MG), havia associado a tragédia das inundações no Rio Grande do Sul, que já deixou 155 mortos, a religiões de matriz africana.
Em sua rede social, Michele havia publicado um vídeo em que dizia que fortes chuvas eram motivadas pela “ira de Deus”, uma vez que o estado tem o “maior número de terreiros de macumba” do país. “Alguns profetas já estavam anunciando algo que iria acontecer”, disse em 5 de maio.
Segundo nota do MPMG, as falas foram “afirmações discriminatórias e preconceituosas”. A pena por crime de intolerância religiosa pode chegar a 5 anos de reclusão.
Na denúncia, a promotoria de Justiça afirma que, na condição de perfil público e com 32 mil seguidores, além de praticar o crime, a mulher também “induziu outras milhares de pessoas à discriminação, ao preconceito e à intolerância contra as religiões de matriz africana”.
Ana Bárbara Canedo Oliveira, que assina a denúncia, pede ainda que a mulher fique proibida de sair do país sem autorização judicial e de fazer novas publicações sobre religiões de matriz africana ou com conteúdos falsos relacionados à tragédia no Rio Grande do Sul.
Após repercussão, Michele Dias Abreu apagou o conteúdo e gravou um vídeo pedindo desculpas. “Na verdade, eu me expressei mal. Não quis de forma alguma ofender as pessoas em relação à religião. A religião é uma opção individual de cada um. Baseado naquilo que falei, queria pedir perdão se eu magoei as pessoas”, disse num novo vídeo. Ela também fechou o acesso à sua conta na rede social.
Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) equiparou o crime de injúria racial ao de racismo, o que também inclui a liberdade religiosa.
Dessa forma, a lei prevê de 2 a 5 anos de prisão para quem empregar qualquer violência contra manifestações ou práticas religiosas, além de pagamento de multa. Antes, a lei previa pena de 1 a 3 anos de reclusão.
Pastor Dagmar José Pereira, da Igreja Assembleia do Reino de Deus, em Goiás, é acusado de abusar mais de 50 mulheres (Foto: Reprodução)
A Polícia Civil de Goiás está investigando o pastor Dagmar José Pereira, da Igreja Assembleia do Reino de Deus. Ele está sendo acusado por dezenas de mulheres de abuso sexual. De acordo com as denúncias, o número de vítimas pode ser superior a cinquenta.
As acusações começaram a surgir nas redes sociais na última quarta-feira (15), quando a jovem Isabella Sâmara compartilhou depoimentos de várias mulheres que alegam ter sido abusadas pelo pastor.
Isabella participou de uma live com o empresário Márcio Bieda Júnior, dono de um escritório de advocacia, que informou que seu escritório assumiu o caso e que deve pedir a prisão do pastor. Durante a transmissão, ambos evitaram mencionar o nome do pastor e da igreja antes da formalização da denúncia.
Na tarde da última quinta-feira (16), a denúncia foi formalizada, e várias vítimas já compareceram à delegacia para prestar depoimento. As mulheres são de diversas regiões do país, incluindo Parauapebas, no Pará, onde Dagmar Pereira iniciou seu ministério como líder de jovens.
Ele teria sido transferido de congregação após o comando da igreja descobrir os crimes.
Ao longo dos anos, ele ascendeu na hierarquia até se tornar pastor e continuou fazendo vítimas por onde passava. Atualmente, ele vive em Senador Canedo, Goiás, onde também teria cometido diversos abusos.
Pastor Lipão no abrigo. (Foto: Reprodução/Instagram/Filipe Duque Estrada)
O pastor Filipe Duque Estrada, conhecido como pastor Lipão, esteve no Rio Grande do Sul e ministrou a Palavra de Deus em um abrigo onde vítimas das enchentes se renderam a Jesus.
O pastor da igreja Onda Dura em Joinville, Santa Catarina compartilhou um vídeo no Instagram, onde muitas pessoas que foram atingidas pela catástrofe na região, aparecem em colchões no chão do abrigo ouvindo o Evangelho.
“Não é sobre apenas alimentar o corpo, é sobre Avivamento. Ontem vimos dezenas de pessoas se rendendo a Jesus em um abrigo aqui em Canoas no Rio Grande do Sul — Centro Olímpico”, compartilhou ele.
No local, Lipão disse: “Nessa noite, eu estou para declarar a maior verdade de todas: ‘Deus te ama’”.
“Estou aqui para declarar uma segunda coisa poderosa, se você essa noite crer em Jesus, se arrepender dos seus pecados, Ele vai te dar ânimo, esperança e salvação, para encarar a vida de cabeça erguida. Isso é um milagre. Eu creio que Jesus essa noite pode salvar a tua vida e te dar esperança”, acrescentou o pastor.
Após a ministração, os cristãos oraram pelas pessoas e permaneceram em comunhão. Nos comentários, os internautas glorificaram a Deus pela ação da igreja em meio ao caos na região.
“Foi tremendo. O avivamento está acontecendo, as pessoas estão sedentas por Deus e por bíblias. Noite de arrependimento e salvação”, testemunhou uma mulher.
Tragédia no RS
Segundo o último boletim da Defesa Civil, 154 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 98 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações.
Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 461 cidades atingidas. No total, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica, alimentos e sinal de internet.
Veja como ajudar
Em meio a um cenário de guerra, igrejas e organizações cristãs estão na linha de frente, abrigando famílias desabrigadas nos próprios templos, distribuindo refeições e realizando arrecadações.
𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻çã𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹 PIX 92.986.256/0001-38 (Junta de Administração e Missões da Convenção Batista do Rio Grande do Sul). Acrescente 0,01 centavo para identificar o destino da doação.
As escolas têm o direito de pedir aos alunos que não usem símbolos religiosos visíveis na escola, afirmou a Corte Europeia de Direitos Humanos (ECHR).
Um centro educacional não está restringindo a liberdade religiosa dos alunos quando decide proibir todos os símbolos religiosos “sem distinção” entre as religiões. Em outras palavras, os alunos podem ser solicitados a deixar qualquer expressão visível de sua fé em casa.
Nessa “decisão final” de 16 de maio de 2024, uma câmara de sete juízes da CEDH rejeita o recurso de três estudantes muçulmanos da Bélgica que haviam perdido o processo judicial em nível nacional. Eles argumentaram que a proibição de usar “símbolos religiosos visíveis durante as atividades de ensino” introduzida em sua escola “violava seu direito ao respeito pela vida privada, seu direito à liberdade de manifestar sua religião ou crença, seu direito à liberdade de expressão e seu direito à educação”.
O fato de não poderem usar o lenço islâmico colidiu com o Artigo 9 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, afirmaram as famílias muçulmanas.
Mas a Corte Europeia rejeitou o caso dizendo que a reclamação era “mal fundamentada”.
A única condição para a proibição de símbolos religiosos visíveis na sala de aula deve ser que eles sejam aplicados com “proporção” e deixando de fora as horas de Educação Religiosa.
Proibição para proteger a “neutralidade”
Não permitir o uso de símbolos religiosos pode ser justificado pelo princípio da “neutralidade”, diz a CEDH, especialmente em contextos em que se identifica a necessidade de “proteger os alunos de qualquer forma de pressão social e proselitismo”.
A rede de escolas públicas na região flamenga da Bélgica que implementou a proibição de símbolos religiosos na escola disse que o fez para reduzir a pressão sobre as meninas de origem árabe que não queriam usar véu.
A Corte Europeia conclui dizendo que “o conceito de neutralidade no sistema educacional da Comunidade, entendido como a proibição, de modo geral, do uso pelos alunos de símbolos visíveis de suas crenças, não contrariava, por si só, o artigo 9 da Convenção e os valores a ela subjacentes”.
A decisão poderá agora ser seguida por outros sistemas educacionais na Europa.
A CEDH é o tribunal do Conselho da Europa, uma organização internacional formada por 46 países europeus. O Conselho da Europa não deve ser confundido com a União Europeia, que tem seu próprio poder judiciário, a Corte Europeia de Justiça.
Folha Gospel como informações de Evangelical Focus
Pastor Cavalcante, ex-deputado e presidente da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (Foto: Arquivo pessoal)
O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) solicitou o afastamento do ex-deputado estadual, José Alves Cavalcante, conhecido como ‘Pastor Cavalcante’ e outras seis pessoas, por suspeita de desvios na gerência da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Seta no Sul do Maranhão (Comadesma).
A solicitação foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Ordens Tributária e Econômica e Saúde, à 1ª Vara Criminal de Açailândia. As medidas, requeridas pelo promotor Denys Lima Rêgo, são consequência da operação Damnare Aviritia, que investiga fraudes na administração de recursos da igreja e um suposto esquema de ‘rachadinha’, que é quando um parlamentar recebe parte do salário de assessores ou servidores indicados por ele próprio.
As ‘rachadinhas’ teriam acontecido quando ele era deputado estadual, entre 2019 e 2022, e ele recebia parte do salário dos assessores (familiares e funcionários de sua confiança) empregados no seu gabinete na Assembleia Legislativa, segundo o Ministério Público.
Além do ex-deputado, o Ministério Público pediu o afastamento das funções dentro da gerência de Jefte Lima Cavalcante (filho do pastor Cavalcante), José Felix Costa Junior, José Genário Pereira de Brito (pastor), Jerfson Lima Cavalcante, Idequel da Silva Sodré e José Vagnaldo Oliveira Carvalho.
Pastor Cavalcante é presidente da Comadesma. De acordo com o Ministério Público, foram constatadas movimentações atípicas nas contas dos investigados, além de indícios de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e apropriação indébita de valores que pertencem às igrejas evangélicas.
As investigações apontam que, nos últimos três anos, houve uma movimentação de R$ 27 milhões nas contas do ex-deputado, do seu filho e outra pessoa envolvida no esquema. O valor é diferente dos R$ 2,85 milhões declarados pelo Pastor Cavalcante à Justiça Eleitoral, o que chamou atenção do Ministério Público.
Além disso, documentos comprovam que a família Cavalcante possui mais de 27 propriedades em seu nome, incluindo terrenos em Açailândia e fazendas compradas em 2024, no valor de R$ 8 milhões.
O Ministério Público afirma que, entre os gastos feitos pelo pastor Cavalcante, estão transferências feitas diretamente para pastores próximos, compras de propriedades, de materiais de construção vidro e combustível. Em novembro de 2022, mês posterior às eleições, foram gastos mais de R$ 328 mil.
Ainda segundo as investigações da Promotoria de Açailândia, os envolvidos recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie para realizar depósitos com ou sem identificação. Uma movimentação de cerca de R$ 4 milhões teria acontecido em apenas dois anos.
O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) foi condenado a pagar uma indenização de R$ 342 mil à Vania de Souza, vencedora de um concurso realizado no programa Eliana em 2011. A decisão foi tomada pelo juiz Rodrigo Medina, após Vania processar a emissora por não ter recebido o prêmio prometido na atração “Tem um Cantor Gospel Lá em Casa“.
Em 2011, Vania de Souza participou e venceu o quadro “Tem um Cantor Gospel Lá em Casa” no programa da Eliana. O prêmio incluía a gravação de um CD e R$ 5 mil em dinheiro. No entanto, passados treze anos, Vania alega que nunca recebeu o prêmio, o que a levou a buscar reparação judicial. Além do SBT, a empresa Support Congressos, responsável pela organização do concurso, também foi processada.
Vania de Souza, que era vendedora à época, descreveu sua vitória no concurso como a “realização de um sonho”. Contando com a premiação, ela decidiu deixar seu emprego na esperança de iniciar uma carreira musical. No entanto, a não entrega do prêmio transformou seu sonho em uma grande frustração, o que a motivou a buscar justiça.
Decisão Judicial Após analisar o caso, o juiz Rodrigo Medina deu ganho de causa a Vania de Souza, determinando que o SBT e a Support Congressos paguem a indenização de R$ 342 mil. A decisão judicial levou em consideração o impacto negativo que a não entrega do prêmio teve na vida de Vania, além do descumprimento das promessas feitas publicamente pela emissora e seus parceiros.
1º Simpósio Direito e Religião, OAB-Duque de Caxias,RJ (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)
Compartilha-se que a Associação Batista Caxiense (ABC) realizou o 1º Simpósio de Direito e Religião, sob a Coordenação Executiva do Pr. Carlos Alberto dos Santos, e, Liderança do Dr. Wagner Botelho de Souza, Presidente da 2ª Subseção da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil-Duque de Caxias/RJ, Que Também Contou com a Presença do Diácono Dr. Daniel Eugênio, Presidente dos ‘Batistas Caxienses’, do Pr. Dr. Ezequiel Rodrigues, e, do Pr. Dr. Aiton Bezerra, Respectivamente, Presidente e Membro da Comissão de Direito Religioso da OAB-DC/RJ, (Click Fotográfico).
Foi Abordado o Tema: ‘Estatutos das Organizações Religiosas’, Tendo como Palestrante o Dr. Gilberto Garcia, Mestre em Direito, Professor Universitário, Especialista em Direito Religioso, Autor de Obras Jurídico-Eclesiásticas, Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa do IAB/Nacional (Instituto dos Advogados Brasileiros), Membro da Comissão de Juristas Inter-religiosos pelo Diálogo e pela Paz, Membro da Comissão Especial de Advogados Cristãos-OAB/RJ, Colunista do Portal FolhaGospel.Com, e, Editor do Site: www.direitonosso.com.br
Enfocou-se os Principais Tópicos: Igreja – Pessoa Jurídica de Direito Privado. Estruturação e Formatos de Governos Eclesiásticos; Direitos e Deveres dos Membros da Igreja; Cuidados Bíblicos e Constitucionais na Exclusão de Associados-Eclesiásticos, e,Responsabilização Legal dos Diretores-Administradores, e, ainda, Colocados à Disposição dos Presentes Alguns Livros do Palestrante: ‘ONovo Código Civil e as Igrejas’, ‘O Direito Nosso de Cada Dia’, e, ‘Novo Direito Associativo’, ‘Direito e Cristianismo’ v1 e v2, Além do DVD: ‘Implicações Tributárias das Igrejas’.
Leia a íntegra do artigo do Dr. Gilberto Garcia clicando aqui.
Cantora Fernanda Brum durante gravação de DVD dos 30 anos na África. (Foto: Divulgação)
Simples, carismática e dona de uma bela voz grave que exprime um estilo próprio e muita personalidade, a cantora e compositora Fernanda Brum vendeu, ao longo de 30 anos de ministério, milhares de CDs e DVDs de adoração, pop e até rock e, dos anos 90 pra cá, transformou-se em um dos principais nomes da música gospel.
Enquanto o pai dela ensaiava o coral da igreja, a pequenina atentamente assistia a tudo e tentava fazer igual. Fernanda, criada em Irajá, um subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), batizada pelo Espírito Santo aos quatro anos de idade, aos cinco já mostrava talento com a voz.
A cantora se rendeu ao amor de Jesus ainda na adolescência, após um período afastada da igreja, antes de encontrar sua vocação. Durante um show gospel, ela voltou para Jesus e começou a colocar em prática o chamado de Deus. Então, aos 17 anos de idade, começou a realmente cantar e dar o pontapé inicial na carreira.
“Exatamente quando eu me converti, eu vi que não dava para separar as duas coisas, eu percebi que tudo o que eu fazia musicalmente e artisticamente era ministerial, e era uma missão também. Então, foi nessa hora que eu tive o estalo e uma mudança para ministrar, ser ministra do Evangelho, como eu sou hoje”, afirma.
Nesse ínterim, ela nutria o seu amor missionário pela África. “Eu não tinha a menor ideia do que Deus iria fazer comigo, mas eu tinha uma certeza: eu precisava levar o amor de Deus a todos os povos, tribos, línguas e nações, e foi através da música que Deus me fez chegar aonde eu não pude ir pessoalmente”, continua.
Em 30 anos de uma vida dedicada à evangelização pela música, Fernanda reúne momentos marcantes na carreira, traduzidos em quatro indicações ao Grammy Latino – vencendo em duas oportunidades na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa”-, além de 17 discos de ouro, 9 de platina, 4 de platina duplo, 2 de platina triplo, 5 DVDs de ouro e 1 de platina.
“Um dos momentos mais emocionantes da minha carreira e ministério aconteceu quando eu estava lançando o CD ‘Meu Bem Maior’ e uma mulher largou as muletas e começou a dançar no meio da canção A Tua Glória”, ela lembra.
Família e missões
Fernanda é pastora ao lado do esposo, Emerson Pinheiro, no Ministério Profetizando às Nações, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Eles são pais de Isaac e Laura. Nos últimos anos, o casal tem se preocupado em despertar no Brasil o amor e o clamor pelos povos não alcançados e pelos irmãos que sofrem em locais onde a pregação do Evangelho é proibida.
Para celebrar a marca de 30 anos de ministério, Fernanda reuniu em um álbum 14 releituras musicais de sucessos que marcaram sua trajetória. O início do trabalho se deu com o lançamento da versão de Orai Por Todas As Crianças, seguida da releitura de Redenção e Eu Vou, entre outras. A canção Não É Tarde traz a participação da cantora gospel Eyshila, amiga que integrou com Fernanda o grupo Voices, nos anos 90.
“Algumas pessoas querem saber por que eu escolhi certas canções para celebrar os 30 anos de ministério. Há muitas canções para serem escolhidas, elas não caberiam em um projeto único. Mas Não É Tarde é muito especial, porque foi uma canção que eu gravei assim que eu tive a Laura. Assim que eu recebi o milagre de ser mãe mais uma vez. É uma canção que fala que não é tarde para sonhar com a gestação, com o sonho de ser curado, com o sonho de ser transformado… não é tarde porque a esperança está nos nossos corações”, afirma a pastora.
O projeto comemorativo chama-se “30 anos: África” e foi gravado inteiramente na ONG Baluarte, localizada em Luanda, capital de Angola, local que tem forte relação com a história da cantora como missionária. “Minha missão com esse projeto é levar ao maior número de pessoas a palavra de Deus cantada, transformar corações, levar acalento, mostrar a África que eu conheci. É alcançar e conscientizar mais pessoas sobre a realidade e as necessidades do continente em relação aos órfãos de guerra. Escolhi, respirei fundo, sonhei e comecei um movimento para levantar fundos para a gravação. Com 30 anos de carreira, precisava significar algo que marcasse os próximos 50 anos. E a África, para mim, é um continente a ser alcançado”, revela.
A produção musical ficou a cargo do esposo, Emerson Pinheiro, e a produção audiovisual é de Alex Passos, que reuniu minidocumentários mostrando os bastidores da viagem e contando histórias de Fernanda como missionária, junto com testemunhos das pessoas envolvidas.
“Em 30 anos, eu amadureci e sobrevivi a muitos vendavais. Eu gostaria de deixar uma mensagem a quem está começando: não tem que ser uma carreira, precisa ser um ministério. Carreira passa, ministério nunca acaba”, finaliza Fernanda.
Em países onde há perseguição, como a Índia, qualquer situação pode ser usada como pretexto para atacar os cristãos. Em Telangana, um problema de alargamento de estradas gerou a destruição de uma igreja e a agressão aos seguidores de Jesus.
Em fevereiro de 2024, alguns vizinhos invadiram a igreja e provocaram uma discussão com os 30 cristãos presentes, por causa do alargamento da via pública. O desejo dos vizinhos por uma ampliação surgiu assim que começou a reconstrução da igreja. Para expandir a rua, os responsáveis invadiram quase dois metros da propriedade da igreja.
Multidão furiosa
A discussão entre os cristãos e os vizinhos ficou acalorada e uma multidão de 200 pessoas armadas de paus e pedras invadiu a igreja e destruiu tudo. Além disso, agrediram os cristãos fisicamente: até crianças e mulheres sofreram ferimentos, e alguns homens precisaram levar de dez a 18 pontos. “Foi muito doloroso ver a situação deles”, testemunha Nitish*, um cristão local.
De acordo com Nitish, os cristãos ficaram assustados porque são humildes e não esperavam um ataque dessa magnitude. Ele acredita que o ataque foi influenciado por extremistas hindus que procuravam um motivo para agir com violência contra os cristãos.
Em resposta ao ataque, a polícia prendeu cinco cristãos e alguns dos perseguidores, que acusaram os seguidores de Jesus de tentativa de homicídio. “Os cristãos presos ficaram aterrorizados e foram obrigados a assinar alguns documentos em favor dos agressores. Assim, eles obtiveram fiança e foram libertos da prisão imediatamente, enquanto os cristãos foram soltos sob fiança alguns dias depois”, explica.
A consequência do ataque
Além do prejuízo material, os cristãos ficaram amedrontados após os ataques. Alguns mudaram com suas famílias para outras comunidades e outros temem voltar à igreja. “No domingo passado, quando fui ao culto, pude ver apenas algumas mulheres na igreja. Não havia um único homem, pois estavam apavorados com a situação”, revela Nitish.
De acordo com a parceira local da Portas Abertas, Priya Sharma*, os ataques às igrejas são um problema comum e crescente na Índia. “Igrejas estão sendo atacadas, vandalizadas, destruídas e fechadas. Elas são rotuladas como locais de conversão forçada ou de construções ilegais. Em anos anteriores, centenas de igrejas foram fechadas e os cristãos têm dificuldade em reunir-se e adorar livremente”, afirma.
Mesmo na perseguição, Nitish sentiu-se acolhido pelos parceiros locais e agradece: “Estou muito feliz em conhecer pessoas como vocês. Sinto-me encorajado por saber que o povo de Deus está aqui para nos apoiar nesta crise. É graças as suas orações que podemos lidar com essa situação agora. Por favor, continuem a orar por nós”.
Avião de carga 757 da Samaritan's Purse (Foto: Samaritan's Purse)
A organização humanitária de Franklin Graham, Samaritan’s Purse, vai enviar seu segundo avião ao Rio Grande do Sul, para ajudar as vítimas da enchente histórica que devastou o estado.
A aeronave de carga DC-8 partiu dos Estados Unidos no domingo (12) com destino ao RS, transportando lonas de abrigo e suprimentos de socorro. À bordo, também está uma Equipe de Resposta a Desastres da missão que vai atuar em campo.
“Por favor, continuem a orar por todos aqueles cujas vidas foram devastadas por estas inundações, uma vez que chuvas ainda mais fortes estão a caminho”, pediu o evangelista Franklin Graham.
No sábado (11), a Samaritan’s Purse enviou seu primeiro avião, o Boeing 757, levando sistemas de filtragem de água para uso individual, kits de higiene, luzes solares e outros itens emergenciais para socorrer os gaúchos afetados.
A missão também vai fornecer dez sistemas comunitários de filtragem de água, cada um tem a capacidade de prover água potável para até 10.000 pessoas por dia.
Uma outra Equipe de Resposta de Assistência a Desastres, especializada em servir em tragédias no mundo todo, já está em Porto Alegre, preparando uma ação humanitária, em parceria com as autoridades e uma rede de igrejas locais.
Equipe da ONG Samaritan’s Purse durante momento de oração (Foto: Samaritan’s Purse)
Tragédia no RS
Segundo o último boletim da Defesa Civil , 149 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 112 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações, conforme o G1.
Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 435 cidades atingidas. No total, mais de 1,9 milhão de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica, alimentos e sinal de internet.
Em meio a um cenário de guerra, igrejas e organizações cristãs estão na linha de frente, abrigando famílias desabrigadas nos próprios templos, distribuindo refeições e realizando arrecadações.
𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻çã𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹 PIX 92.986.256/0001-38 (Junta de Administração e Missões da Convenção Batista do Rio Grande do Sul). Acrescente 0,01 centavo para identificar o destino da doação.