O primeiro-ministro de Israel invocou a profecia bíblica, nesta quarta-feira, durante um discurso à nação no qual disse que os militares israelenses lançariam em breve a invasão terrestre de Gaza.
Numa medida que alguns analistas alertam que poderá agravar a guerra Israel-Hamas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que embora haja tempo para respostas depois de analisar os ataques de 7 de outubro perpetrados por terroristas do Hamas na fronteira sul de Israel, a nação deve preparar-se para o que ele chamou de batalha entre a luz e as trevas.
“Todos teremos de fornecer respostas ao que aconteceu em 7 de outubro, inclusive eu – mas apenas depois da guerra”, disse Netanyahu.
Em meio a relatos de que Israel concordou em adiar uma invasão terrestre em Gaza “por enquanto” até que os Estados Unidos possam posicionar as suas defesas aéreas, o tom sombrio de Netanyahu durante o seu discurso sugeriu que Israel poderia tomar medidas nos próximos dias.
O primeiro-ministro disse que embora o momento ainda esteja indeciso, a decisão final do governo israelense seria tomada pelo gabinete de guerra, mas recusou-se a fornecer qualquer informação adicional, segundo a Reuters .
Comparando o Hamas ao ISIS (Estado Islâmico), Netanyahu disse: “Todos os ativistas do Hamas devem morrer, acima do solo, debaixo do solo, dentro e fora de Gaza”, acrescentando que ele e outros líderes israelenses estavam trabalhando para convencer os líderes mundiais a “apoiar a nossa campanha”.
“O Hamas é o ISIS, e o ISIS é o Hamas”, acrescentou, falando em hebraico. “A nossa guerra contra o Hamas é também a guerra deles. A nossa guerra contra o Hamas é um teste para toda a humanidade.
“É uma luta entre o eixo do mal do Irã, do Hezbollah e do Hamas e o eixo da liberdade e do progresso”.
O primeiro-ministro referiu-se a Israel e aos seus aliados como “o povo da luz”.
Em Lucas 16:8 , Jesus falou do “povo da luz”: “O mestre elogiou o administrador desonesto porque ele agiu com astúcia. Pois as pessoas deste mundo são mais astutas ao lidar com a sua própria espécie do que as pessoas da luz.”
“Nós somos o povo da luz, eles são o povo das trevas e a luz triunfará sobre as trevas”, disse Netanyahu.
Ele também apelou à unidade nacional e disse que, ao fazê-lo, o povo judeu “realizará a profecia de Isaías”.
“Agora é o momento de nos unirmos com um propósito: avançar e alcançar a vitória com forças conjuntas, numa profunda crença na nossa justiça, numa profunda crença na eternidade do povo judeu”, disse Netanyahu.
“Realizaremos a profecia de Isaías. Não haverá mais roubo nas suas fronteiras e as suas portas serão de glória. Juntos lutaremos, juntos venceremos.”
Traduzida, a declaração de Netanyahu parece ser uma referência a Isaías 60:18, que diz: “Não se ouvirá mais violência em sua terra, devastação ou destruição dentro de suas fronteiras; aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor.
Nesse mesmo capítulo, apenas dois versículos anteriores ao citado por Netanyahu, está o que a maioria dos estudiosos acredita ser uma referência do Antigo Testamento ao Senhor Jesus Cristo: “Sugarás o leite das nações; amamentarás ao peito dos reis; e sabereis que eu, o Senhor, sou o vosso Salvador e o vosso Redentor, o Poderoso de Jacó”. ( Isaías 60:16 )
O Pentágono está supostamente em processo de envio de conselheiros militares e sistemas de defesa aérea dos EUA antes da esperada incursão em Gaza. Esse esforço será liderado pelo tenente-general do Corpo de Fuzileiros Navais James Glynn, que liderou operações especiais contra o Estado Islâmico no Iraque, informou o The Guardian na segunda-feira.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
As autoridades educativas da Alemanha forçaram o encerramento da Escola Internacional Dietrich Bonhoeffer, uma escola híbrida cristã inovadora que oferece um modelo pedagógico premiado que combina a aprendizagem na escola e em casa para as crianças.
Numa carta ao advogado da escola, as autoridades escrevem que “é ordenada a aplicação imediata das proibições”, impedindo os alunos de frequentarem o novo ano letivo. A escola também foi condenada a pagar 600€ em taxas administrativas ao governo. Um processo de urgência para reabrir a escola está atualmente pendente.
Na carta exigindo o encerramento, as autoridades declararam: “A proibição… serve para proteger o mandato educacional do estado. Na escola agora fechada, o mandato educacional do estado… seria completamente substituído.” Além disso, a escola foi condenada a desistir do seu domínio na Internet, pois isso constituiria “anúncio da escola inadmissível”.
“Os pais são a primeira autoridade na educação dos filhos. E os pais têm o direito, consagrado no direito internacional em matéria de direitos humanos, de escolher o tipo de educação que é melhor para os seus filhos, inclusive através da adoção de abordagens inovadoras como a escolaridade híbrida. A Alemanha tem um dos sistemas educacionais mais restritivos do mundo. Quem sofre são as crianças e as suas famílias, cuja escola de longa data e querida foi forçada a fechar”, disse o advogado alemão Dr. Felix Böllmann, Diretor de Advocacia Europeia da Alliance Defending Freedom (ADF International), que abriu o caso relativo à acreditação no Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH).
Escola híbrida inovadora e bem-sucedida restrita e fechada
A Associação para a Aprendizagem Descentralizada, um fornecedor de educação alemão, administrou a Escola Internacional Dietrich Bonhoeffer (DBIS) durante 9 anos como uma “escola complementar”. No sistema alemão, as escolas classificadas como complementares não exigem credenciamento. No entanto, a escola agora foi forçada a fechar.
O DBIS combinou o aprendizado em sala de aula com aulas digitais on-line e estudo independente em casa. O sistema provou seu sucesso: os alunos mantêm notas acima da média nos exames estaduais. O DBIS também empregou professores aprovados pelo estado.
“As crianças têm direito a uma educação de primeira classe. Em nossa escola, conseguimos oferecer às famílias uma educação que atende às suas necessidades individuais de aprendizagem e permite que os alunos prosperem. Entristece-me profundamente que os nossos alunos e professores tenham tido que deixar a nossa comunidade escolar”, disse Jonathan Erz, chefe da Associação para a Aprendizagem Descentralizada e diretor da escola.
Escolas adicionais rejeitadas – caso pendente no TEDH
Desde 2014, o fornecedor de ensino solicitou repetidamente a acreditação para duas escolas híbridas adicionais baseadas no mesmo modelo pedagógico. Estas seriam “escolas substitutas” que exigiriam credenciamento oficial para que os alunos pudessem frequentar no lugar de uma escola estadual.
Os tribunais administrativos reconheceram o nível de ensino satisfatório, mas criticaram o modelo alegando que, devido à natureza híbrida da escola, os alunos passam pouco tempo juntos durante os intervalos e entre as aulas. Portanto, o “mandato educativo” do Estado não pôde ser satisfeito e a acreditação foi repetidamente negada.
Em 2 de maio de 2023, a ADF International abriu um processo em nome da Associação para a Aprendizagem Descentralizada no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, citando uma violação flagrante da liberdade de educação pela incapacidade de abrir e gerir as suas escolas.
Böllmann declarou: “Esperamos que o TEDH aproveite esta oportunidade crucial para trazer justiça à Associação para a Aprendizagem Descentralizada e aos seus alunos, pais e administração. Ao fazê-lo, o tribunal daria um passo importante em direção a uma reforma da liberdade de educação na Alemanha. Estamos honrados em defender os direitos dos pais e a liberdade de educação neste importante caso.”
“Esperamos que o principal tribunal de direitos humanos da Europa aceite este caso e reconheça que as nossas escolas substitutas oferecem uma educação inovadora e de alto padrão através de tecnologia moderna, responsabilidade individual dos alunos e horas de frequência semanais. A nossa escola cumpre o mandato educativo – educamos as crianças para serem cidadãos democráticos responsáveis”, observou ainda Erz.
Alemanha em violação do direito internacional e nacional
A Alemanha, com a proibição do ensino em casa e severas restrições educativas, viola o direito à liberdade educativa consagrado na sua própria constituição e no direito internacional. O direito internacional reconhece especificamente a liberdade de órgãos, como a Associação, de estabelecer e dirigir instituições educacionais sem interferência, sujeito à “exigência de que a educação ministrada nessas instituições esteja em conformidade com os padrões mínimos que possam ser estabelecidos pelo Estado”. . (Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, Artigo 13.4)
Os governos são obrigados a respeitar “a liberdade dos pais (…) de escolher para os seus filhos escolas, diferentes das estabelecidas pelas autoridades públicas, que cumpram os padrões educativos mínimos que possam ser estabelecidos ou aprovados pelo Estado e de garantir a educação religiosa e educação moral dos seus filhos em conformidade com as suas próprias convicções”. (Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, Artigo 13.3)
A Lei Básica Alemã (Artigo 7º da Constituição) garante o direito de estabelecer escolas privadas – no entanto, a interpretação dos tribunais nacionais torna este direito ineficaz. Os advogados da ADF International argumentam que isto, por sua vez, é uma violação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Repetidamente, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deixou claro que os direitos da Convenção devem ser práticos e eficazes.
Dependentes químicos moravam em sítio de acolhimento ligado a igreja Alcance Vitória, do pastor Jackson de Sobral Almeida, na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução)
De acordo com informações colhidas durante uma fiscalização da Superintendência do Trabalho no Rio, Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho, dependentes químicos acolhidos em uma casa de reabilitação ligada a uma igreja evangélica foram obrigados a trabalhar em diferentes estabelecimentos de bairros da Zona Oeste do Rio.
Mais da metade do valor que as vítimas recebiam pelo trabalho era dividido com o pastor da igreja Alcance Vitória ou ofertado em dízimo à instituição religiosa, que fica em Paciência.
Segundo um documento da superintendência, os sete resgatados eram “escravos de ganho”: quando as vítimas são obrigadas a realizar serviços fora da casa onde moram e entregar o dinheiro que ganham, ficando apenas com uma pequena parte.
Muitas vezes, em vez de um dinheiro, os trabalhadores recebiam tinta para pintura das casas onde moravam, ou carne e salsicha para comer. Eles ainda eram obrigados a frequentar os cultos da igreja.
Jackson de Sobral Almeida, pastor responsável pela igreja Alcance Vitória, em Paciência, foi autuado por trabalho análogo à escravidão.
A igreja Alcance Vitória é ligada à Victory Outreach Church, que tem igrejas em várias cidades do mundo. No site da igreja, aparecem tanto o endereço em Paciência quanto o endereço do sítio da casa de reabilitação, na rua das Amoreiras, em Cosmos. Em destaque, está o nome do pastor Jackson Sobral.
O resgate foi realizado por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, uma procuradora do Ministério Público do Trabalho e policiais federais da Delegacia de Defesa Institucional.
Mão de obra a preço irrisório
De acordo com a fiscalização e os depoimentos dos trabalhadores, o pastor mantinha a casa de apoio com o nome da igreja e era fornecedor de mão de obra a estabelecimentos da região.
Os sete resgatados trabalhavam sem registro formal e dividiam metade do valor do salário com o pastor. Além disso, ainda eram obrigados a ofertar um dízimo de 10% no valor que teriam direito.
Os locais de trabalho eram três mercados em diferentes partes da Zona Oeste, além de um Sacolão em Paciência e uma fábrica de suco de laranja.
Em depoimento, um trabalhador contou aos auditores fiscais que recebia R$50 por dia de trabalho, mas que o dinheiro era liberado por um monitor apenas no dia designado para fazer compras de itens básicos.
Ele conta que um dos serviços que realizava era de lixar treliças, sem nenhum tipo de equipamento de proteção e que inalava os resíduos do processo.
O mesmo trabalhador afirmou que foi orientado, por pessoas do abrigo, a dizer que usufruía de duas horas de almoço e 15 minutos de lanche. Na realidade, ele trabalhava das 6h às 18h e tinha direito a a apenas uma hora de almoço.
Regras rígidas
Uma cartilha que precisava ser seguida pelos trabalhadores “recuperar homens do vício das drogas, álcool e devolver dignidade, respeito e confiança na sociedade através de um encontro com Jesus”.
Entre as regras, além da proibição de celulares e obrigatoriedade de presença nos cultos da igreja Alcance Vitória, estavam:
todo interno que for ao trabalho terá direto de receber a metade do dinheiro que foi pago pelo trabalho, desde que não fume, não use celular, não brigue, entre outros itens, bem como desde que não abandone a casa
o dinheiro ficará guardado com a direção da Casa, podendo ser usado a cada 15 dias para fazer compras ou para envio às esposas, caso haja
Se o interno decidir ir embora por conta própria, e caso tenha dinheiro na Casa, ele não terá direito de levar o dinheiro
Um dos internos, por exemplo, perdeu todo o dinheiro que tinha guardado por fumar dentro da casa de acolhimento, o que é proibido pelas regras da “cartilha” do pastor Jackson.
Os internos contaram em depoimento que eram proibidos de falar com o pastor, e que só poderiam enviar dinheiro para a família se tivessem filhos.
De acordo com os depoimentos, não havia água encanada no sítio e vários dos alimentos doados que usavam para se alimentar eram vencidos.
Um dos depoimentos é de um trabalhador que relata que, caso alguém recuse fazer trabalhos externos, é obrigado “a capinar um terreno sob um sol de 40 graus”.
Antes dos cultos, todos contaram que eram obrigados a ficar de joelhos por duas horas e andar 40 para ir e voltar da igreja, três vezes por semana.
Punições
O Pastor Jackson firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para devolver os valores que devia aos trabalhadores (de um total de mais de R$ 17 mil), além de pagar R$ 500 para todos os resgatados por 1 ano e 8 meses a partir de novembro.
Duas empresas que pagaram remuneração aos trabalhadores também firmaram um TAC para fazer o pagamento das rescisões e FGTS.
Todos os trabalhadores terão direito ao seguro-desemprego e tiveram devolvidos os valores retidos pela igreja. Alguns deles receberam direito a 20 parcelas mensais de R$ 500 a partir de novembro de 2023.
Procurados, o pastor Jackson e a defesa da Igreja responsável pela casa de Reabilitação ainda não responderam.
Richard é um ex-feiticeiro e ex-traficante de drogas que foi libertado por Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Delafé Testimonies).
Richard Lorenzo Jr. cresceu na Flórida, Estados Unidos, como filho de pais porto-riquenhos. Na adolescência, ele acabou sendo influenciado pelo ambiente violento de seu bairro em Fort Lauderdale.
“Eu adorava mulheres, festas, beber e fumar. Eu adorava roubar. Não foi porque eu precisava do dinheiro. Foi porque eu queria a aceitação dos meus colegas. Se você fizer essas coisas, você será aceito e eles olharão para você como se você fosse mais homem”, contou Richard, ao canal do YouTube Delafé Testimonies.
Mesmo sendo bem sucedido nos estudos e ter ingresso na Universidade da Flórida Central, o jovem escolheu entrar no mundo do crime.
“Eu roubava qualquer coisa. Eu estava enganando o cartão de crédito. Eu era bom nisso e tinha demônios dentro de mim”, lembrou ele.
Império de drogas
Mais tarde, Richard também se tornou um traficante de drogas, ganhando muito dinheiro com a venda de maconha, cocaína e ecstasy. “Eu estava ganhando cem mil por mês. Eu tinha as viagens, as mulheres. Comprei duas propriedades”, disse.
Porém, o traficante ainda se sentia vazio. “Eu estava deprimido. Eu tinha tanta paranóia e vivia em tanto caos que achei que era melhor morrer”, revelou.
Até que certo dia, Richard foi atraído para o ocultismo, após um praticante de vodu haitiano revelar quem tinha roubado um de seus carregamentos de maconha.
“Parei de me preocupar com o dinheiro. Agora, o que me importava era descobrir o que é real. As bruxas estavam me contando coisas reais. Eles me contaram coisas verdadeiras sobre meu passado. Eles estavam me dizendo que eu fui chamado para ser um feiticeiro”, relatou.
“O diabo conhece o seu passado, mas só Deus conhece o seu futuro. Mas eu não sabia disso na época. Então comecei a me envolver”, disse Richard.
Mergulhando no ocultismo
Desejando poder e mais dinheiro, ele passou pelos rituais de iniciação e começou a praticar feitiçaria.
Mais tarde, o traficante se mudou para a Flórida e teve contato com alguns cristãos, incluindo uma ex-mestre de Reiki que foi libertada por Jesus. Impressionado com o testemunho da mulher, Richard pediu para encontrá-la.
No encontro, a cristã evangelizou e orou pelo feiticeiro, que se entregou a Cristo. “Ela estava tão cheia do Espírito. Descobri que os cristãos também têm poder”, afirmou Richard.
Liberdade em Jesus
Ele começou a ir à igreja, ler a Bíblia e queimou todos os seus objetos de bruxaria. Logo depois, o ex-feiticeiro teve uma experiência sobrenatural em sua casa e foi libertado.
“Fui encontrado por Jesus. Tudo que me lembro é que uma luz veio e me derrubou no chão. A luz era muito forte. Eu me enrolei como uma bola e estava tremendo. Eu estava manifestando demônios”, comentou Richard.
“Eu estava chorando muito e tossindo. Eu senti como se coisas saíssem de mim, que estava no meu espírito e na minha alma. Eu simplesmente sabia que era Jesus. Tive uma paz que nunca havia sentido antes”.
O homem foi totalmente transformado por Deus e iniciou uma nova vida. Richard acabou com sua organização de tráfico de drogas.
Hoje, ele é pastor do Revival Outreach Center na Flórida, junto com sua família. “Meu único propósito de vida é glorificar a Cristo. Ele me tirou de tanta miséria, de tanta raiva, de tanta depressão”, testemunhou.
Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)
Nove cristãos foram batizados entre os meses de junho e agosto, na Ásia Central, de acordo com um parceiro local da Portas Abertas. Uma delas foi Madusala*, uma mulher na Ásia Central que decidiu seguir Jesus há alguns meses. Assim que seu marido alcoólatra soube da conversão, intensificou as agressões e isso a impediu de se batizar.
As agressões continuaram e Madusala teve a mandíbula quebrada, juntamente com outras partes do corpo. Após exames médicos, a cristã recebeu o diagnóstico que não poderia ter filhos. Ela sofreu muito com a notícia e foi apoiada pela equipe de campo da Portas Abertas.
Madusala decidiu divorciar-se do marido e ser batizada, mas o local onde ela mora teve problemas com água e eletricidade. Toda a aldeia recebia água apenas duas horas por dia e não havia possibilidade de usar o recurso natural para um batismo de imersão.
Então, um colaborador da Portas Abertas comprou uma garrafa de água e a batizou: “Derramei a água sobre ela e ela recebeu uma nova vida em Cristo! Sua nova família espiritual estava lá para testemunhar seu novo nascimento”, testemunha o líder cristão.
Libertação em Cristo
O vício em álcool que acomete o ex-esposo de Madusala é comum na Ásia Central, assim como o uso de drogas. Natalja* é uma dependente de drogas que tranca seus dois filhos em casa, para sair e usar entorpecentes. Às vezes, ela fica três dias fora de casa e as crianças ficam sem nada para comer ou beber.
Tanto a mãe quanto os filhos, Artir e Behrom, vivem com HIV e recebem tratamento. Quando os parceiros da Portas Abertas chegaram na casa de Natalja, ela estava doente e acamada. Os dois filhos são introvertidos e estavam cuidando da mãe. Apesar da situação difícil, todos da família reconheceram Jesus como salvador. Ajude em oração para que Deus transforme essa família.
Crianças participando do Dia dos Mortos, no México (Foto: Reprodução)
Guillermo Trujillo Álvarez, presidente da Rede Evangélica do estado de Veracruz, no México, solicitou ao gerente da Secretaria de Educação de Veracruz (SEV), Víctor Vargas Barrientos, que respeite a decisão das famílias de não comemorar o Dia dos Mortos.
Em conferência de imprensa, Trujillo Álvarez sublinhou que, como cristãos evangélicos, não participam nesta festa, mas que respeitam quem o faz. Em vez disso, exortam a comunidade a honrar, amar e servir as pessoas enquanto estão vivas, vendo isto como a melhor forma de demonstrar apreço.
Trujillo Álvarez apelou à sociedade para que se concentre em homenagear as pessoas em vida, pois, infelizmente, familiares, filhos e vizinhos são muitas vezes maltratados, mas após a sua morte procuram prestar homenagem com oferendas e alimentos.
Ele também relatou que, embora o Dia dos Mortos seja uma tradição enraizada no México, sua congregação não a pratica e, portanto, não quer que seus filhos sejam obrigados a participar nas escolas. Apresentaram um documento à SEV solicitando que os educadores sejam instruídos a respeitar a escolha das crianças a este respeito, com base nos direitos da criança, nos direitos humanos e na constituição. Sublinhou que esta tradição não deve ser imposta nas salas de aula e que quem quiser celebrá-la deverá fazê-lo livremente, sem coação ou pressão.
O apelo surge em resposta a reclamações vindas principalmente das regiões Sul e Norte do estado, bem como de diversas comunidades onde a tradição do Dia dos Mortos está particularmente enraizada. Nestes locais, alguns educadores pressionam as crianças, ameaçando-as com represálias acadêmicas caso não participem da celebração.
Esclarecimento espiritual
Trujillo afirmou que os cristãos respeitam essa tradição, mas observou que há temas espirituais que, com base na Bíblia, não devem ser celebrados.
“Não devemos celebrar os mortos nem ter comunicação com eles. Isso não está certo diante de Deus, por isso nossos filhos são educados para ter uma fé em Jesus Cristo que é vida”, declarou Trujillo.
Na cultura do país, acredita-se que durante esse dia, as almas são autorizadas a visitar os parentes vivos.
Por fim, Trujillo observou que espera receber o documento de resposta ao pedido e assim enviá-lo aos pastores do estado de Veracruz.
O Dia dos Mortos é uma tradição mexicana celebrada nos dias 1 e 2 de novembro em que a memória dos mortos é homenageada. Originou-se como um sincretismo entre as celebrações católicas (especialmente o Dia de Finados e o Dia de Todos os Santos) e também os diversos costumes dos povos indígenas do México. É comumente associado a outras celebrações como Halloween, embora na realidade seja muito diferente desta.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)
A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 9ª Vara Cível de Cuiabá, capital de Mato Grosso, determinou o despejo de uma filial da Igreja Mundial do Poder de Deus, localizada na capital, bem como o pagamento de cinco meses de aluguel atrasados ao proprietário do imóvel. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (23).
A Igreja Mundial do Poder de Deus tem como líder e fundador, Valdemiro Santiago.
A ação teve origem em atrasos e não pagamento de aluguéis por parte da igreja requerida, levando à notificação e subsequente desocupação do imóvel locado no ano de 2019, no entanto em 2022 começou a atrasar os pagamentos.
“Alega que no corrente ano a requerida passou a atrasar e não pagar aluguéis, referente aos meses de março e abril, mesmo após realização de um termo de acordo, logo em seguida os meses de junho e julho também não foram pagos, motivo pelo qual, notificou a locatária em 02/08/2022, informando o desejo da rescisão de contrato por falta de pagamentos. Salienta que, a requerida efetuou o pagamento dos meses em atraso, porém não desocupou o imóvel, todavia, desde o mês de agosto a mesma não pagou mais aluguéis, estando os meses de agosto, setembro, outubro e novembro pendentes de pagamento”, diz trecho.
A igreja de Valdemiro Santiago foi notificada para deixar o imóvel ainda em 2022, porém não cumpriu a decisão e tampouco pagou os cinco meses que ainda ficaram nos meses subsequentes no local.
Uma decisão liminar determinou a desocupação do imóvel, o que foi prontamente atendido, mas a igreja não pagou os cinco meses que ainda ficaram no local, o que culminou em um novo recurso na justiça.
Na decisão, a juíza julgou procedente o pedido de rescisão do contrato de locação, consolidando a posse com o autor. A requerida, Igreja Mundial do Poder de Deus, foi condenada ao pagamento dos cinco aluguéis inadimplidos, corrigidos monetariamente pelo INPC e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês a partir de cada vencimento. Além disso, a requerida deverá arcar com as custas do processo e honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor da condenação.
A sentença é passível de recurso após o trânsito em julgado. Após essa fase, as devidas anotações e baixas serão realizadas.
Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)
A ditadura de Daniel Ortega, na Nicarágua, dissolveu 17 organizações não governamentais ligadas às igrejas evangélicas e católicas, nesta terça-feira (24).
A dissolução se dá pelo cancelamento da personalidade jurídica outras instituições. De acordo com o diário oficial do regime, a justificativa para o fechamento dessas entidades é de que elas não informaram fontes de financiamento e detalhes de doações. Os bens móveis e imóveis das organizações são transferidas ao Estado.
A medida é mais um ataque da ditadura comandada por Daniel Ortega e sua vice e esposa, Rosario Murillo, a instituições religiosas na Nicarágua.
Em março, o governo ditatorial da Nicarágua ordenou o fechamento de duas universidades ligadas à Igreja Católica. A Universidade Juan Pablo II, que possuia unidades em Manágua e em outras quatro cidades e a Universidade Autônoma Cristã da Nicarágua (Ucan), com operação em León e outras cinco cidades.
A Missão Cristã Verbo, uma entidade evangélica que possui diversos projetos sociais e templos, e está no país desde 1980, teve seus bens confiscados em maio deste ano. Através de uma ordem emitida pelo Ministério do Interior, o regime ditador ordenou a passagem dos bens da ONG para o Estado. Além disso, o governo retirou a personalidade jurídica da organização.
No final de julho, foram cancelados os estatutos jurídicos da Universidade Evangélica Nicaraguense Martin Luther King Jr. (UENIC) e da Universidade do Ocidente (UDO), que funcionavam como organizações sem fins lucrativos (OSFL /ONG) registrado desde 1998.
O governo na Nicarágua também expropriou, em agosto, todos os bens e contas bancárias da Universidade Centro-Americana (UCA), pertencente à Companhia de Jesus (jesuítas), após acusá-la de “terrorismo”.
A Nicarágua fechou mais de 3.000 ONGs desde que endureceu a legislação após protestos de 2018 contra o regime, que em três meses de bloqueios de ruas e confrontos deixaram mais de 300 mortos, segundo as Nações Unidas.
A relação entre a Igreja Católica e o governo se deteriorou no meio dessas manifestações, que Ortega afirma terem sido uma tentativa de golpe de Estado promovida pelos Estados Unidos —o país, junto com a União Europeia e outras nações, denunciaram a repressão contra opositores da ditadura nicaraguense.
O Brasil, o país que mais se acredita em Deus no mundo (89%) e quase 97% da população é cristã (IBGE), é também a segunda nação mais promíscua do mundo, segundo o Índice Global de Promiscuidade, uma pesquisa realizada em 45 países, pela empresa NapLab e divulgada esta semana. Em primeiro lugar está a Austrália.
O estudo levou em conta os seguintes requisitos: a idade média em que se perde a virgindade, o número médio de parceiros sexuais ao longo da vida, a taxa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), a porcentagem da população que considera o sexo antes do casamento aceitável e se a prostituição no país é legal ou não. O levantamento se baseou na coleta de vários dados, de diferentes fontes, por meio de taxas nacionais e entrevistas, que compuseram as estatísticas da pesquisa.
Dentro desses critérios, foi observado que, em média, os brasileiros perdem a virgindade aos 17 anos de idade e têm nove parceiros sexuais ao longo da vida. Na Turquia, por exemplo, são 14. Já o número de pessoas que contraíram algum tipo de DST no Brasil é de 31,746 para cada 100 mil habitantes e 61% aceitam o sexo antes do casamento. Na França, esse percentual é de 94%. Na contramão dessa tendência está a Índia, onde apenas 19% dos indianos aprovam o ato sexual antes do matrimônio.
“A maior parte dessa população se diz cristã apenas porque os avós eram, ou quem sabe, os pais. São cristãs apenas no nome, mas não são, de fato, praticantes daquilo que a Bíblia ensina. Muitas dessas pessoas imaginam que o cristianismo é apenas uma sugestão para um estilo de vida e não um ordenamento onde tenho que pautar a minha vida por isso”, ressalta o pastor e pedagogo, Alacy Mendes Barbosa, especialista em Psicologia Organizacional.
O pastor enfatiza que viver uma vida sem princípios pode gerar consequências piores do que se imagina. “Caso a pessoa já tenha um compromisso com alguém, a promiscuidade pode trazer complicações, dor e frustração. Outro problema é que você se expõe a doenças sexualmente transmissíveis, um risco para você e para as pessoas da sua família. Além disso pode gerar filhos que ficarão perdidos, muitas vezes, crescerão sem um pai, uma mãe, uma família”, alerta Barbosa.
Para o pastor, é fundamental que a igreja faça a sua parte e fortaleça ainda mais os valores familiares. “A igreja pode fortalecer as famílias, para que se evite entrar nessa estatística maldita. Orientar sobre esse assunto de uma forma equilibrada, respeitosa, amorosa para não afastar os jovens. Mostrá-los que os valores cristãos trarão segurança, tranquilidade e felicidade para a vida. Mas isso não é suficiente. Eles têm que ver esses princípios sendo vividos na prática, na vida da liderança”, afirma.
Promiscuidade como parte da cultura nacional
O pastor e jornalista Josué Ebenézer de Sousa Soares, da Comunidade Batista Atos 2 de Nova Friburgo (RJ), explica que o problema da promiscuidade no Brasil está diretamente ligado à história do país, que é pautada na sensualidade.
“Além da construção imagética de um país sensual, onde índios andavam nus e mulheres negras serviam de objeto aos senhores brancos, essa imagem foi reforçada nos estereótipos do carnaval e das praias, com suas mulheres em biquínis sumaríssimos. Os novos ares da religiosidade brasileira, propuseram uma transmutação de endereço, mas não de estilo de vida. O país se tornar mais evangélico não significou se tornar mais ético”, explica Soares.
Ele enfatiza que, além dos problemas emocionais e espirituais, a promiscuidade atinge a sociedade como um todo e impacta diretamente as famílias. “Há o esfacelamento dos pilares da sociedade e essa é uma bandeira dos movimentos socialistas e comunistas, sejam de que ordem forem, a medida em que almejam a desconstrução do já estabelecido, gerando o caos, onde pretendem exercer dominação. Onde há promiscuidade e subversão dos valores, a família, a igreja e a sociedade sofrem”, afirma.
Lutar para não ceder a primeira vez
O pastor Ebenézer alerta para que o cristão não ceda a “primeira vez”, principalmente diante dos colegas de trabalho ou de faculdade, pois caso aconteça, ele perderá o poder de testemunhar e entrará numa espiral descendente, naquilo que a Bíblia chama de “abismo que chama outro abismo” (Sl 42:7).
“O cristão precisa demarcar o território das suas vivências. Ele não admite certas piadas, conversas, bebidas e festas que vão contra os seus princípios. O Salmo 1 é exemplar para ilustrar essa questão. Lá o salmista deixa bem claro que o homem justo e que é um bem-aventurado, não anda, não se detém, nem se assenta com escarnecedores, homens ímpios e pecadores. É com muita fé e dependência de Deus que o cristão consegue se blindar das influências mundanas para a sua vida. Não é fácil, mas é possível”, orienta.
Informação e prevenção são fundamentais
O pastor afirma que a prevenção e a informação ainda são os melhores remédios contra a promiscuidade. “Ter um bom ministério com família, com líderes preparados que enfatizem a necessidade de relacionamentos saudáveis, casamentos abençoadores e famílias cristãs que funcionam debaixo da vontade de Deus, é o primeiro passo”.
E completa: “Promover palestras com educação temáticas abertas, objetivas, de todas essas questões que pululam no cotidiano: pornografia, drogas, promiscuidade, desvalorização dos valores cristãos, coisificação da mulher, mau uso da Internet são alguns dos temas que devem ser tratados e debatidos com rigor no ambiente eclesiástico visando ao aperfeiçoamento de todos”, finaliza.
Países mais promíscuos do mundo (pesquisa realizada em 45 países)
Israel lança contra-ataque em Gaza (Foto: Reprodução)
Organizações cristãs palestinas acusaram os líderes cristãos ocidentais que manifestaram o seu apoio a Israel após o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro, de serem “cúmplices” da “violência e opressão de Israel” nos dias que se seguiram à explosão mortal numa igreja em Gaza.
Em resposta, um líder cristão americano acusou as organizações de ignorarem as atrocidades do Hamas no sul de Israel.
Uma carta aberta publicada no Change.org critica o que chama de “apoio inabalável à guerra de Israel contra o povo da Palestina” dos líderes cristãos ocidentais, já que Israel conduziu ataques aéreos em Gaza após o ataque no sul de Israel pelo Hamas, um grupo terrorista que governou Gaza desde 2007.
O ataque de 7 de outubro às comunidades fronteiriças israelenses perto da fronteira com Gaza matou pelo menos 1.400 civis e mais de 30 americanos.
Israel afirma que tem como alvo a infraestrutura do Hamas nos seus ataques aéreos. No entanto, as autoridades de saúde palestinas dirigidas pelo Hamas afirmaram no domingo que os ataques aéreos mataram mais de 5.000 pessoas e feriram mais de 14.000. Israel admitiu na semana passada que um ataque aéreo destinado a um centro de comando do Hamas causou danos ao complexo da Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio , a igreja mais antiga de Gaza. Dizia-se que o complexo abrigava centenas de pessoas. A explosão matou pelo menos 18 pessoas e levou o Patriarcado Ortodoxo de Jerusalém a acusar Israel de um “crime de guerra”.
“Nós, das instituições cristãs palestinas e dos movimentos populares abaixo assinados, sofremos e lamentamos o renovado ciclo de violência na nossa terra. Quando estávamos prestes a publicar esta carta aberta, alguns de nós perderam amigos e familiares queridos no atroz bombardeio israelense de civis inocentes em 19 de outubro de 2023, incluindo cristãos, que se refugiavam na histórica Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio, em Gaza”, diz a carta.
“As palavras não conseguem expressar o nosso choque e horror em relação à guerra em curso na nossa terra. Lamentamos profundamente a morte e o sofrimento de todas as pessoas porque é nossa firme convicção que todos os seres humanos são feitos à imagem de Deus. Estamos também profundamente perturbado quando o nome de Deus é invocado para promover a violência e as ideologias religiosas nacionais.”
Os signatários procuram “desafiar os teólogos ocidentais e líderes religiosos que expressaram apoio acrítico a Israel e convocá-los ao arrependimento e à mudança”.
“Infelizmente, as ações e os padrões duplos de alguns líderes cristãos prejudicaram gravemente o seu testemunho cristão e distorceram gravemente o seu julgamento moral em relação à situação na nossa terra”, afirma a carta.
Os signatários incluem Kairos Palestine, Christ at the Checkpoint, Bethlehem Bible College, o YMCA de Jerusalém Oriental, a Sociedade Árabe Ortodoxa de Jerusalém, o YWCA da Palestina, o Centro Ecumênico Sabeel para Teologia da Libertação e o Departamento de Serviço aos Refugiados Palestinos do Conselho de Igrejas do oriente Médio, entre outros.
“Estamos ao lado de outros cristãos na condenação de todos os ataques a civis, especialmente a famílias e crianças indefesas. No entanto, estamos perturbados pelo silêncio de muitos líderes religiosos e teólogos quando são civis palestinos que são mortos”, afirma a carta. “Também estamos horrorizados com a recusa de alguns cristãos ocidentais em condenar a ocupação israelense em curso da Palestina e, em alguns casos, a sua justificação e apoio à ocupação. Além disso, estamos chocados com a forma como alguns cristãos legitimaram os ataques indiscriminados de Israel.”
A carta também acusava alguns teólogos e líderes cristãos de ignorarem o contexto mais amplo e as “causas profundas” do conflito, citando a “opressão sistêmica” de Israel sobre os palestinos ao longo dos últimos 75 anos e a “limpeza étnica em curso” e a “ocupação militar”.
Referindo-se ao “legado cristão ocidental da Teoria da Guerra Justa” e às “teologias sionistas”, a carta sugeria que este “duplo padrão” poderia refletir um discurso colonial que tem historicamente justificado atrocidades em várias partes do mundo.
A carta das organizações cristãs palestinas surge dias depois de dezenas de líderes cristãos e judeus americanos terem assinado uma carta publicada no The Jerusalem Post, na quarta-feira passada, instando o presidente Joe Biden a não pressionar Israel a um “cessar-fogo prematuro”. O ex-embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, encabeçava a carta.
“Israel deve fazer tudo o que for necessário para destruir o Hamas”, afirmam os líderes cristãos e judeus. “Não é suficiente que Israel degrade ou mesmo derrote este regime terrorista brutal, que oprime o seu próprio povo. Israel deve destruir completamente todos os terroristas do Hamas, para que este mal seja apagado da história humana. Se a América pressionar Israel para um cessar-fogo, os inimigos serão encorajados e Israel estará em perigo por muito tempo no futuro.”
O reverendo Johnnie Moore, presidente do Congresso de Líderes Cristãos, signatário da carta a Biden, acusou as organizações cristãs palestinas responsáveis pela carta no Change.org de espalhar desinformação e omitir fatos importantes sobre o Hamas.
“Carta espalha desinformação”
Numa declaração ao The Christian Post, Moore observou que a carta não apela ao Hamas para parar de usar os palestinos como escudos humanos e espalha “desinformação” sobre a explosão no hospital na semana passada, que o Hamas inicialmente atribuiu a Israel.
Embora o governo dos EUA afirme que a explosão no hospital não foi causada por Israel e as Forças de Defesa de Israel afirmem que a explosão foi causada por um “foguete errante disparado por um grupo terrorista em Gaza”, a carta dos palestinos acusava Israel do “hediondo massacre no Hospital Anglicano-Batista Al-Ahli.”
Segundo Moore, o comentário sobre o hospital “meio que diz tudo o que precisa ser dito sobre a carta”.
“Além disso, a igreja não foi alvo e a igreja antiga está lá, mas pergunto-me por que é que os líderes da igreja não facilitaram a transferência daqueles que estavam abrigados na igreja da Cidade de Gaza, quando durante mais de uma semana os israelenses imploraram aos habitantes de Gaza que se retirassem para uma zona segura, mais ao sul”, disse Moore.
“Independentemente disso, convido estes irmãos, e os meus críticos, a juntarem-se a mim na exigência da libertação imediata E INCONDICIONAL de todos os 200 reféns que são cidadãos de mais de 40 países e com idades compreendidas entre os 9 meses e os 95 anos. O Hamas precisa libertá-los.”
Moore, antigo comissário da Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, descreveu os atos horríveis atribuídos ao Hamas contra civis judeus no dia 7 de outubro e destacou que o Hamas tem escondido armas em hospitais e escolas.
O que Jesus faria?
Fares Abraham, fundador e CEO do Levant Ministries em Lake Mary, Flórida, um cristão palestino-americano, também emitiu uma declaração pedindo uma resposta equilibrada dos cristãos.
Ele disse que pondera o que Jesus faria nas atuais circunstâncias. Ele acredita que Jesus confortaria os israelenses afetados pelos ataques do Hamas e estenderia a mesma compaixão aos palestinianos em Gaza, ajudando-os a encontrar segurança.
Abraham condenou a violência de todos os lados, incluindo as ações do Hamas e as respostas militares israelenses. Ele argumentou que nenhuma das ações dos lados traz a paz ou representa os interesses do seu povo. Ele apelou aos cristãos para servirem como agentes de cura e paz enraizados nos ensinamentos bíblicos.
“Não há dúvida de que o Hamas não representa as queixas legítimas do povo de Gaza, e não representa as aspirações genuínas dos palestinos que desejam viver em paz, dignidade e liberdade. Da mesma forma, a resposta agressiva das forças armadas de Israel contra os inocentes habitantes de Gaza nunca trarão paz e estabilidade”, escreveu ele. “Como seguidores de Jesus, não podemos permitir que a dor, o medo, o terror – ou mesmo a raiva legítima – justifiquem uma retaliação insustentável e uma punição coletiva contra palestinos e israelenses”.
Folha Gospel com informações de The Christian Today