“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.
O sucesso mundial “The Chosen” vai chegar em breve na TV aberta do Brasil. A série cristã baseada nos Evangelhos estreará no SBT.
A notícia foi dada pelo telejornal SBT Brasil na última sexta-feira (25). A emissora ainda não divulgou a data da estreia e como a série será exibida, se diariamente ou semanalmente.
A pré-estreia da terceira temporada de “The Chosen” nos cinemas do Brasil aconteceu na semana passada, com a presença do diretor Dallas Jenkins. Em entrevista ao SBT Brasil, ele falou sobre o sucesso da produção entre os brasileiros.
“Uma das coisas que amo nos brasileiros é que são muito apaixonados, intensos e emocionais. Gostam de chorar e de rir. E a série faz você rir e chorar”, comentou Dallas.
A terceira temporada de “The Chosen” vai estrear nos cinemas na quinta-feira (31), em várias cidades do país, com dublagem em português.
Os ingressos podem ser comprados no site de “The Chosen” e no site do Cinemark. Segundo o site da produção, grupos com mais de 20 pessoas terão desconto, com o ingresso custando meia-entrada.
Ainda não há previsão de lançamento da terceira temporada com dublagem em português no aplicativo de “The Chosen”.
Como apoio de uma ONG, a série cristã será traduzida para 600 idiomas, com o propósito de aumentar o alcance global da produção e alcançar 1 bilhão de pessoas com a mensagem de Cristo.
A produção pode ser assistida gratuitamente pelo aplicativo de “The Chosen”. A série ultrapassou o próprio streaming e já está disponível no Univer Video, GloboPlay e na Netflix (1ª temporada).
Um tribunal no norte da Nigéria concedeu uma ordem judicial que protege uma jovem cristã de 18 anos convertida de ameaças à sua vida por parte de familiares, uma decisão que enfatiza o direito fundamental de mudar de religião, neste caso, do Islã para o Cristianismo.
Mary Olowe, nome fictício, enfrentou ameaças de morte de seu pai e irmãos após se converter ao cristianismo. A sua mãe ajudou-a a escapar para um local seguro numa comunidade cristã antes de procurar proteção legal através de uma ordem de restrição.
De acordo com o grupo de direitos humanos ADF International, um tribunal superior na Nigéria concedeu uma ordem de liminar perpétua contra o seu pai e irmãos.
“[Os] réus ficam impedidos de ameaçar e atentar contra a vida da requerente após a sua decisão de mudar da prática do Islã para o Cristianismo e também de não violar os seus direitos fundamentais quanto à escolha da sua religião ou pensamentos,” o pedido afirma.
Não foram interpostos recursos contra a ordem.
“Estamos aliviados por Mary ter encontrado proteção contra estas ameaças credíveis e por o tribunal ter reconhecido o seu direito fundamental de se converter do Islã ao Cristianismo”, disse o Conselheiro Jurídico Internacional da ADF, Sean Nelson, num comunicado . “Esta é uma decisão importante que oramos para ajudar outros que enfrentam ameaças às suas vidas apenas porque passaram a acreditar em Cristo”.
“Nenhuma pessoa deve ser perseguida, assediada ou ameaçada de morte pela sua fé, nem por se converter de uma fé para outra”, acrescentou Nelson. “Os cristãos convertidos do Islã na Nigéria são muitas vezes negados a capacidade de viver livremente a sua fé devido a ameaças e ataques direcionados contra eles, mesmo por parte dos seus familiares”.
O caso de Olowe surge depois de uma estudante cristã de 25 anos ter sido espancada até à morte no ano passado pelos seus colegas muçulmanos no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria.
Deborah Emmanuel, membro da Igreja Evangélica Winning All e estudante do Shehu Shagari College of Education, foi morta em maio de 2022 depois que colegas alegaram que uma mensagem de WhatsApp que ela enviou a um colega durante uma discussão era blasfema.
Uma mulher cristã chamada Rhoda Ya’u Jatau foi presa no estado de Bauchi em maio de 2022 e mantida incomunicável por mais de quatro meses sob acusação de blasfêmia por compartilhar uma postagem no WhatsApp condenando o assassinato de Emmanuel, informou o Morning Star News na época.
Cristãos mortos por causa da fé
A perseguição aos cristãos na Nigéria é particularmente grave, com 90% dos mais de 5.600 cristãos mortos pela sua fé em todo o mundo no ano passado sendo nigerianos, de acordo com o grupo de vigilância da perseguição Portas Abertas.
Os cristãos convertidos do Islã, como Mary, enfrentam uma hostilidade social significativa.
Leis flagrantes na Nigéria, incluindo leis sobre blasfêmia, punem sistematicamente as minorias religiosas, observou a ADF Internacional.
No seu último Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa, o Departamento de Estado dos EUA observou um aumento na violência mortal que afeta tanto cristãos como muçulmanos na Nigéria. A ONG Armed Conflict Location & Event Data Project relatou que houve 3.953 mortes de civis devido à violência em todo o país em 2022.
“Continuaram a ocorrer incidentes violentos frequentes, particularmente na parte norte do país, afetando tanto muçulmanos como cristãos, resultando em numerosas mortes”, afirma o relatório do Departamento de Estado sobre a Nigéria.
“Os sequestros e assaltos à mão armada por gangues criminosas aumentaram no Sul, bem como no Noroeste, no Sul e no Sudeste. A organização cristã internacional Portas Abertas afirmou que grupos terroristas, pastores militantes e gangues criminosas foram responsáveis por um grande número de fatalidades, e os cristãos eram particularmente vulneráveis.”
Em junho de 2022, homens armados invadiram a Igreja Católica de São Francisco, no sudoeste do estado de Ondo, e mataram dezenas de pessoas .
Os cristãos nigerianos e os grupos de direitos humanos manifestaram preocupações durante anos de que a violência levada a cabo contra comunidades agrícolas predominantemente cristãs nos estados do Cinturão Médio por pastores radicalizados tenha atingido níveis genocidas , uma vez que milhares de pessoas foram mortas nos últimos anos.
No entanto, o governo nigeriano rejeitou as alegações de que a violência é influenciada pela religião e insiste que faz parte de confrontos entre agricultores e pastores que duram décadas. Além disso, dados citados pelo Departamento de Estado dos EUA sugerem que a violência contra os cristãos é responsável por uma pequena fração dos assassinatos.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Bruna Lohaine se defende após ser acusada pelo marido de traição (Foto: Reprodução)
A influenciadora digital Bruna Lohaine, conhecida por compartilhar conteúdos relacionados à fé cristã, enfrentou recentemente acusações de traição feitas pelo seu marido, Marcos Felipe Gomes.
Com uma expressiva base de seguidores, incluindo mais de dois milhões no TikTok, 900 mil no Instagram e 120 mil no YouTube, onde compartilha sua perspectiva sobre a vida de “mulher cristã”, Bruna optou por se pronunciar diante das alegações.
Na manhã desta segunda-feira (28/08), Marcos publicou um vídeo onde aparecia filmando Bruna e a acusando de traição. Em suas palavras, ele declarou: “[Bruna Lohaine] tá aqui na pousada junto com um cara me traindo. Ela tá lá dentro, o cara tá lá dentro. Ela pegou meu carro e sumiu. Vou mostrar pra vocês a realidade. É isso que eu ganho”.
Após a notícia se espalhar pelas redes sociais, Bruna decidiu romper o silêncio e se defender das alegações. Ela explicou que o término do casamento foi motivado pelo comportamento de seu esposo.
“Passei por coisas que nenhuma mulher suportaria passar e passei por tudo quietinha. […] Vocês pensavam que era um casamento perfeito porque eu nunca disse nada sobre as coisas que ele fazia comigo. Quando a mulher decide romper os cadeados, ela se torna traidora? Vagabunda? Saí de casa pelo comportamento dele. Simplesmente não aguentei mais e saí de casa, tudo tem um limite”, afirmou.
Bruna, emocionada, compartilhou sua experiência, mencionando situações que ultrapassaram seus limites. “Ameaças, brigas, agressividade. Ele nunca chegou a me bater, mas foi agressivo, me ameaçou”, revelou.
A influenciadora reforçou que não estava traindo o marido, mas sim que optou por deixar a casa. “Eu jamais iria pra lugar nenhum pra enganar, trair. Quando eu saí de casa, falei: ‘Você sai ou eu saio’. Ele falou: ‘Você sai.’ […] Eu saí de casa e não me arrependo. Só eu sei tudo que eu passei”, pontuou.
Bruna Lohaine também ressaltou que as mulheres não devem suportar abusos em suas vidas.
“A gente tem que tentar salvar nosso casamento, mas engolir sapo, cobra e tudo que vem também não é necessário. […] Eu não vou falar nada do que ele fez em consideração à família dele. […] Eu tentei até onde eu consegui, mas chegou um momento que ‘deu’. A mulher tenta, mas quando não dá já era. Eu tô num sentimento de ódio, raiva, decepção, tristeza. […] Eu não ia falar mal dele, eu não ia [prejudicar] a imagem dele. […] E ele fez o papelão que ele fez. Essa é a última vez que eu falo sobre isso”, concluiu. Assista:
Motorista de app foi agredida por ouvir música gospel no rádio do carro (Foto: Acervo pessoal)
Uma motorista de aplicativo denuncia que foi agredida por um casal de passageiros na madrugada deste domingo (27) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mariana Domingues Fidelis, de 27 anos, contou que as agressões começaram após ela terminar a corrida por estar sofrendo intolerância religiosa dentro carro.
A vítima ficou com o rosto bastante machucado, com inchaço do lado esquerdo da face, olho e boca. Em conversa com o g1, ela contou ter sido jogada ao chão e chutada. Os suspeitos são o assistente fiscal Rodrigo Palhares Araujo, 27, e a microempreendedora Anna Clara Neres Silva, 21.
A viagem foi solicitada no bairro Glória, Região Noroeste de BH, com destino ao Novo Eldorado, em Contagem, mas precisou ser encerrada antes.
Segundo a motorista, o casal fazia piadas sobre a música gospel que tocava no rádio do veículo.
“Eles estavam falando coisas como ‘crente do rabo quente’. Eu desliguei o rádio, que sempre fica bem baixo, e perguntei se estava incomodando eles”, contou a motorista.
Ainda de acordo com a trabalhadora, neste momento, ela começou a ser ofendida com palavras de baixo calão e, por isso, pediu que os dois descessem do carro dela na avenida João Cesar de Oliveira, de frente à UPA JK.
“O cara desceu e veio na minha direção, me xingando de tudo o que você pode imaginar, como se fosse me agredir, pegando no meu celular e mandando que eu cancelasse a viagem no aplicativo. Quando ele viu que eu estava filmando, disse que não iria me bater, mas continuou com os xingamentos”, contou.
Agressões
Mariana contou que se afastou do carro e foi até o canteiro central da via para procurar alguma viatura e pedir ajuda. A passageira foi, então, atrás e iniciado as agressões, jogando a motorista no chão.
Caída, Mariana foi atacada com chutes e socos no rosto pelos dois passageiros, além de puxões de cabelo. Um outro homem, que a motorista acredita ser flanelinha, tentou intervir.
“Esse homem se jogou sobre mim, usou o próprio corpo para me proteger, como se fosse um bolsa. Mesmo assim, o cara não parava, até que um guarda municipal da Upa chegou, apontou a arma pra ele e mandou parar”, completou.
O casal foi detido. A motorista foi levada para a unidade saúde, onde passou por exames. Imagens feitas por Mariana logo depois das agressões a mostram com sangramento pelo nariz e boca, além da face e olho esquerdo inchados.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o casal Rodrigo e Anna foram conduzidos para serem ouvidos. Eles foram liberados em seguida. Disse, ainda, que eles assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência e se comprometeram a participar de uma audiência a ser agendada pela Justiça.
Na saída deles da delegacia já havia vários motoristas de aplicativos protestando contra os dois. A PM teve que intervir para permitir que o casal saísse em um carro.
O que dizem os suspeitos
Ao g1, eles confessaram que se alteraram e xingaram, entretanto, negam que tenham zombado da religião da motorista.
“Eu e ele começamos a conversar dentro do carro sobre um amigo nosso que se diz cristão, mas não segue o que o cristianismo diz. Usamos a expressão ‘crente do rabo quente’ se referindo a ele. De repente, a motorista parou no meio da (avenida) João Cesar de Oliveira e mandou a gente descer. Falou que estávamos ofendendo a religião dela”, contou Anna.
A microempreendedora afirma que só desejava que a corrida fosse cancelada pela motorista, pois o valor já tinha sido cobrado no cartão.
“A gente falou que não ia descer porque estava longe do nosso destino. Era simplesmente ela terminar a corrida. Ninguém nunca mais ia se ver, a vida ia seguir perfeitamente”, completou.
O casal alega que as agressões começaram por parte da motorista, que teria dado um tapa no celular da passageira quando estava sendo filmada. Anna diz ter revidado.
“Foi nesta hora que eu e ela caímos no chão. Eu agredi ela, ela me agrediu, estou machucada na mão, nos joelhos. Ela rasgou a minha bolsa, quebrou o meu celular”, relatou a passageira, que garante que o namorado somente separou a briga e não participou das agressões.
Os dois também enviaram outro vídeo que mostraria o início da briga. Anna se aproxima com o celular do rosto da motorista e o aparelho cai ao chão. Antes da filmagem acabar, dá para ouvir o passageiro gritando “não põe a mão nela”, enquanto a namorada diz “põe a mão no meu celular”.
A motorista agredida também foi depor após sair do hospital. Em seguida, realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) do bairro Gameleira, na capital mineira. Mariana precisou procurar um hospital novamente por causa do inchaço e vermelhidão do olho que pioraram.
Procurada, a empresa 99pop disse que “repudia atos de preconceito, violência e intolerância religiosa” e que está em contato com a motorista para prestar acolhimento e suporte.
Diz, ainda, que o passageiro foi bloqueado temporariamente do aplicativo e completou que vai colaborar com as autoridades.
Por fim, diz que respeito e tolerância são “indispensáveis para permanência na plataforma” e que investe proativa e continuamente em educação e conscientização de motoristas e passageiros.
Protesto
Durante a tarde deste domingo, vários motoristas de aplicativo foram até a porta da casa do suspeito, no Novo Eldorado, realizar um protesto sobre o episódio ocorrido mais cedo. Um grupo de mulheres que trabalham no ramo foi quem organizou o ato.
Os carros pararam na rua da residência e fizeram um “buzinaço”. Rodrigo e Anna afirmaram que não estão no local. Ele diz que está sendo ameaçado de morte desde as primeiras horas da manhã.
“Meu telefone não para de tocar com ameaças, o Instagram também”, afirmou Mariana.
O Conselho dos Bispos Católicos de Kerala, na Índia, apelou à intervenção das Nações Unidas no meio da escalada da violência anticristã na província paquistanesa de Punjab e no estado de Manipur, no nordeste da Índia.
No Paquistão, ataques de multidões atingiram recentemente mais de 80 lares cristãos e 19 igrejas na cidade de Jaranwala, na província de Punjab. Os ataques ocorreram em 16 de agosto, após alegações de profanação de uma cópia do Alcorão, o livro sagrado do Islã.
As comunidades católicas em todo o Paquistão celebraram um Dia Especial de Oração na semana passada em solidariedade com as vítimas.
A KCBC emitiu uma declaração instando a ONU a intervir em meio à violência recorrente contra os cristãos em ambos os países, informou o Vatican News .
No estado indiano de Manipur, a violência sectária em curso já custou quase 200 vidas e deslocou mais de 50 mil pessoas nos últimos três meses.
A violência atinge principalmente os cristãos da etnia tribal Kuki-Zo. Centenas de igrejas e instituições cristãs, incluindo escolas, e milhares de casas foram queimadas e destruídas por extremistas pertencentes à comunidade maioritária Meitei, que é predominantemente hindu.
O governo federal indiano permaneceu em grande parte silencioso sobre o assunto.
A KCBC observou na sua declaração que os cristãos estão cada vez mais a tornar-se alvos de motins e ataques de multidões em ambos os países.
Para os cristãos da Índia, 2021 foi o “ ano mais violento ” da história do país, com pelo menos 486 incidentes violentos de perseguição cristã relatados naquele ano, de acordo com um relatório do Fórum Cristão Unido, com sede em Nova Deli.
“Em quase todos os incidentes relatados em toda a Índia, grupos de vigilantes compostos por extremistas religiosos foram vistos invadindo uma reunião de oração ou prendendo indivíduos que eles acreditam estarem envolvidos em conversões religiosas forçadas”, disse a UCF na altura.
A UCF atribuiu a alta incidência de perseguição cristã à “impunidade”, devido à qual “tais turbas ameaçam criminalmente e agridem fisicamente as pessoas em oração, antes de entregá-las à polícia sob alegações de conversões forçadas”.
A Índia registou 400 incidentes de ataques direcionados contra cristãos no primeiro semestre deste ano, disse a UCF. Em 2022, foram registrados 274 no mesmo período. O relatório observou que a maioria dos ataques estava ligada a falsas alegações de conversão religiosa, que é criminalizada em vários estados indianos.
Os cristãos representam cerca de 2,3% da população de 1,4 mil milhões de habitantes da Índia e 1,5% no Paquistão, de maioria muçulmana.
A violência alimentada pela religião não é novidade no Paquistão.
No passado, alegações de blasfêmia levaram multidões a matar indivíduos acusados, incluindo um homem do Sri Lanka em 2019 e um grupo que incendiou cerca de 60 casas, resultando em seis mortes no Punjab em 2009.
Grupos de defesa dos direitos humanos há muito que criticam as leis sobre blasfêmia do Paquistão, citando a sua utilização indevida para ganhos pessoais. De acordo com o Centro para a Justiça Social, mais de 2.000 pessoas foram acusadas desde 1987, com pelo menos 88 mortas devido a tais acusações.
Esta violência surge na sequência da recente aprovação de dois projetos de lei na legislatura do Paquistão que suscitaram preocupações entre grupos cristãos e da sociedade civil. A Lei (Emenda) das Leis Penais de 2023 aumenta a punição para crimes de blasfêmia, enquanto a Lei da Comissão Nacional para as Minorias de 2023 foi considerada inadequada na salvaguarda dos direitos das minorias.
A proibição da blasfêmia, que não prevê qualquer disposição para punir um acusador falso ou uma testemunha falsa, foi alargada na década de 1980 sob o ditador militar General Zia-ul-Haq. De acordo com o The New York Times , o governo britânico promulgou as leis originais na era colonial do final do século XIX para impedir que pessoas de diferentes religiões lutassem entre si.
Nos últimos anos, houve vários casos de grande repercussão que chamaram a atenção internacional para a questão.
“É lamentável que a maioria da população no Paquistão esteja atacando a comunidade cristã minoritária com base em acusações infundadas”, disse o porta-voz da KCBC, Pe. Jacob G. Palakkappilly disse em um comunicado.
Pe. Palakkappilly alertou que os movimentos terroristas se alimentam do sectarismo e da polarização comunitária. “Através das suas campanhas odiosas, eles semeiam tumultos que obrigam milhões de pessoas a fugir porque se sentem inseguras”, disse ele.
Na América Central, a fé evangélica tornou-se a fé majoritária, mostrou uma pesquisa realizada em 2023.
Lá, 42% agora se identificam como protestantes (a grande maioria sendo cristãos evangélicos), enquanto 39,9% se identificam como católicos romanos, de acordo com os resultados de uma pesquisa realizada pela M&R Consultores.
A pesquisa foi realizada nos países da Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, Panamá, El Salvador e Honduras. Segundo Raúl Obregón, da consultoria, a intenção deste projeto é avaliar e medir, periódica e sistematicamente, como a religião está evoluindo na América Central.
Um caso representativo da mudança de tendência (descrito anteriormente por missiólogos como Samel Escobar) é o da Nicarágua. Desde 1950, a Igreja Católica perdeu 60% dos seus adeptos no país e atualmente apenas uma em cada três pessoas professa esta religião. Em 1950, 96% da população da Nicarágua participava de atividades católicas; hoje é de apenas 34%. Os não-católicos eram 4,2% há mais de 40 anos, mas o número aumentou para 65% por cento em 2023.
Na América Central, mais de metade dos que já não se consideram católicos dizem que agora são protestantes.
Evangélicos mais comprometidos com frequência e dízimo
Os resultados da pesquisa da M&R Consultores destacam que os cristãos evangélicos (42%) estão mais comprometidos com atividades religiosas e cultos regulares do que os católicos (21%). Os evangélicos (47%) também mostram um maior compromisso com a oração e a leitura da Bíblia (47%) do que os católicos romanos (25%).
Além disso, 25% dos católicos dizem dizimar, enquanto no caso dos evangélicos o número sobe para 68%. Quanto às ofertas, 80% dos católicos afirmam participar, número também inferior aos evangélicos (86%).
Diferenças de posições sobre debates éticos
A pesquisa da M&R Consultores também aponta diferenças entre católicos e evangélicos na América Central no que diz respeito à bioética.
Por exemplo, a resposta à prática homossexual é que ela é considerada pecado por 61% dos católicos, enquanto é considerada pecado por 85% dos evangélicos.
Questionados sobre o sexo antes do casamento, 61% dos evangélicos concordam com a ideia de que tanto o homem como a mulher não devem ter relações sexuais antes do casamento, enquanto é nisso que acreditam 43,5% dos católicos. 40% dos católicos disseram que o casamento só deveria terminar com a morte de um dos cônjuges, em comparação com 59% dos evangélicos.
Quanto à legalização do aborto, 6,6% dos evangélicos consideram que é uma decisão livre da mulher sobre o seu próprio corpo, contra 8% dos católicos.
Grupos cristãos na Austrália estão expressando preocupações de que a nova legislação proposta no estado mais populoso do país possa ter consequências terríveis para a liberdade religiosa, e veja pais, pastores e profissionais de saúde enfrentarem acusações criminais por fornecerem cuidados não afirmativos para aqueles que estão confusos sobre seus sexo.
Embora o objetivo ostensivo da legislação de Nova Gales do Sul seja introduzir proibições à chamada terapia de conversão relacionada com a orientação sexual e a identidade de gênero, o Lobby Cristão Australiano (ACL) alertou que um projeto de lei que vazou recentemente num importante meio de comunicação, sugere o risco de impedir a livre expressão das crenças e ensinamentos cristãos sobre o tema.
“Existe o perigo de os pais perderem o direito legal de discutir questões de sexo e sexualidade com os seus filhos ao abrigo da nova legislação sobre práticas de conversão”, disse ACL.
O lobby disse que as páginas vazadas do projeto de lei mostravam uma divergência acentuada em relação às descrições iniciais da legislação e demonstravam que o governo trabalhista recém-eleito estava a renegar as suas promessas pré-eleitorais de garantir proteções à liberdade de crença religiosa.
ACL disse que algumas das possíveis consequências do projeto de lei poderiam incluir a incapacidade dos profissionais médicos de desafiar uma abordagem baseada em “afirmações” em detrimento das melhores práticas médicas.
O grupo de lobby também alertou que poderia ver os pais serem processados por aconselharem os seus filhos com confusão de gênero a não se submeterem a procedimentos médicos de redesignação, ou mesmo proibir pastores ou fiéis de pastorearem diretamente ou orarem por um congregante sobre questões de sexualidade.
“Estes desenvolvimentos são alarmantes. Aqueles que vivenciam a incongruência de gênero, especialmente crianças e jovens adultos, são alguns dos mais vulneráveis na nossa sociedade”, disse ACL.
“Devemos responder prontamente e pressionar o novo governo [trabalhista] para fornecer proteções específicas aos pais, pastores e profissionais médicos para garantir a segurança dos nossos filhos e a liberdade de defender uma visão bíblica do sexo e da sexualidade”.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Afirmando não se tratar de um “direito fundamental”, um tribunal federal em Maryland, nos EUA, decidiu na quinta-feira (24) que os pais não podem impedir que seus filhos leiam livros com conteúdo LGBT nas escolas do condado de Montgomery.
No caso “Tamer Mahmoud v. Monica B. McKnight”, os pais procuraram restabelecer uma política que lhes permitiria impedir que seus filhos lessem e discutissem livros com personagens LGBT nas escolas primárias.
Os pais argumentaram que o conteúdo destes livros era uma forma de doutrinação que violava as crenças religiosas das suas famílias. O tribunal discordou.
A juíza Deborah L. Boardman, concluiu que o “direito do devido processo declarado dos pais de dirigir a educação de seus filhos, optando por não seguir um currículo de escola pública que entre em conflito com suas opiniões religiosas, não é um direito fundamental”.
Sendo assim, a juíza negou o pedido dos pais de uma liminar que lhes permitiria cancelar a participação dos filhos quando as aulas começassem, em 28 de agosto.
Como tudo começou
A polêmica surgiu no ano passado, quando as Escolas Públicas do Condado de Montgomery (MCPS) introduziram mais de 22 novos livros com personagens LGBT nas salas de aula como parte de uma iniciativa de diversidade.
Inicialmente, o distrito escolar notificou os pais quando esses materiais seriam usados nas aulas e permitiu-lhes que excluíssem seus filhos do ensino que envolvesse esses livros, como fazem com outras partes do currículo.
Mas em março, o distrito mudou a sua política e anunciou que os pais não teriam mais esse direito. Um grupo de famílias de diversas religiões processou, alegando que a política violava o direito da Primeira Emenda de orientar a instrução religiosa dos seus filhos.
Violação da liberdade dos pais
Eric Baxter, vice-presidente e conselheiro sênior da Becket — o escritório de advocacia que representa as famílias — disse que a decisão “contraria a liberdade dos pais, a inocência infantil e a decência humana básica”.
“A decisão do tribunal é um ataque ao direito das crianças de serem orientadas pelos seus pais em questões complexas e delicadas relativas à sexualidade humana”, disse.
Segundo ele, o Conselho Escolar deve deixar as crianças serem crianças e deixar os pais decidirem como e quando educar melhor os seus próprios filhos, de acordo com a sua religião e crenças.
Os livros LGBT adicionados ao currículo do distrito estão incluídos nas salas de aula da pré-escola à oitava série e apresentam referências a paradas do orgulho gay, transição de gênero e preferência de pronomes.
A polícia da Índia emitiu questionários a pelo menos 40 igrejas em Indore, estado de Madhya Pradesh, buscando informações que os cristãos temem que sejam usadas por extremistas hindus para atacá-los, disseram fontes.
Os questionários são intrusivos e discriminatórios, pois foram enviados apenas a cristãos, disseram líderes religiosos.
“Entramos em contato com o comissário da polícia e dissemos-lhe que se trata de uma ordem injusta e muito discriminatória – por que apenas os cristãos?” Bispo da Diocese Católica de Indore, Chacko Thottumarickal, disse à mídia local. “As perguntas da carta também são muito suspeitas. Isso não está de bom humor.
O questionário de 16 pontos emitido pelo Comissário Assistente da Polícia, Centro de Informação de Indore, dirigido a todas as delegacias de polícia, busca informações sobre as atividades dos cristãos na cidade durante os três meses anteriores à sua data de emissão, 7 de julho, causando um efeito assustador, com muitas igrejas parando o culto presencial e indo aos cultos online, disseram as fontes.
“Embora o comissário da polícia tenha declarado que retirou os supostos avisos, a polícia ainda está abordando as igrejas e perguntando sobre os mesmos detalhes e pedindo aos pastores que preencham o documento”, disse uma fonte que falou sob condição de anonimato ao Morning Star News.
A polícia está obtendo informações sobre evangelização e outras atividades e, desde então, a maioria das igrejas tem-se reunido online, disse a fonte.
“Essa informação seria compartilhada com os elementos anticristãos que invadiriam as igrejas e causariam confusão”, disse a fonte ao Morning Star News. “Isso mostra claramente que a polícia e os grupos Hindutva [nacionalistas hindus] estão operando de mãos dadas.”
O questionário pergunta sobre os objetivos das atividades cristãs e se os líderes da igreja notaram alguma conversão suspeita. Também pergunta se os cristãos dirigem alguma organização não governamental e se recebem financiamento do exterior.
Depois que os cristãos e a mídia questionaram o Comissário de Polícia de Indore, Makrand Deoskar, ele disse aos repórteres em meados de julho que os avisos foram, na verdade, enviados aos funcionários das delegacias de todas as delegacias da cidade, e que os policiais podem tê-los enviado às igrejas por engano.
“Os avisos foram retirados após oposição dos membros da comunidade cristã”, disse Deoskar aos repórteres. “Não emitimos o aviso aos membros da comunidade. A carta foi escrita pelo ACP [Comissário Adjunto da Polícia] e dirigida aos TIs [chefes de polícia]. É uma carta interna. As TIs podem tê-lo enviado por engano a alguns missionários cristãos.”
O questionário está relacionado às tarefas rotineiras dos policiais e não tem como alvo nenhuma comunidade, disse Deoskar.
“Existem problemas de lei e ordem relacionados com conversões religiosas que acontecem frequentemente, por isso estes detalhes estão sendo recolhidos e processados para resolver os problemas comunitários em tempo hábil”, disse ele.
O pastor Baljit Singh, de Indore, disse que os avisos levaram sua igreja à clandestinidade.
“Não nos reunimos nas instalações da igreja aos domingos”, disse ele ao Morning Star News. “Até que a situação melhore, continuaremos os serviços online.”
Alguns ataques a igrejas foram relatados nas últimas semanas, e a mídia local tem falsificado informações sobre eles para despertar o sentimento anticristão, acrescentou.
Um vídeo recente de extremistas hindus invadindo uma igreja local em Sharda Nagar e dispersando membros apareceu com uma narração alegando que um grande número de pessoas se reuniram no local para realizar conversões forçadas, mas foram dispersadas pelos nacionalistas hindus.
“Os líderes cristãos alertaram as igrejas para estarem vigilantes e realizarem cultos com grandes congregações somente depois que a situação melhorar”, disse o pastor Singh. “No momento, apenas os principais edifícios da igreja estão realizando cultos off-line. O resto das pequenas igrejas e igrejas domésticas têm realizado cultos online.”
Os residentes da área sofreram uma lavagem cerebral para acreditarem que, se permitirem o culto e as atividades cristãs, os britânicos os assumirão, disse ele.
Outra fonte anónima disse que as eleições que serão realizadas em dezembro estão estimulando esforços para polarizar a sociedade indiana, incluindo ataques a cristãos, para objetivos políticos.
“Os partidos políticos estão tentando ganhar a sua margem de votos polarizando as comunidades, criando assim um ambiente favorável para si próprios, porque não fizeram qualquer desenvolvimento”, disse a fonte. “O público em geral foi gravemente afetado por seu governo. A polícia local, a mídia e os apoiadores do Hindutva estão fazendo o possível para enviar histórias fabricadas e adaptadas sobre conversões religiosas para se adequarem à sua agenda.”
O tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata, contra os não-hindus, encorajou extremistas hindus em várias partes do país a atacar os cristãos desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu o poder em maio de 2014, dizem os defensores dos direitos religiosos.
A Índia ficou em 11º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2023 da organização de apoio cristão Portas Abertas dos países onde é mais difícil ser cristão. O país ocupava o 31º lugar em 2013, mas a sua posição piorou depois da chegada de Modi ao poder.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Igrejas queimadas no Paquistão (Foto: Portas Abertas)
No dia 16 de agosto, a paz em Jaranwala, no Paquistão, foi desfeita. Milhares de pessoas atacaram bairros onde vivem cristãos, que fugiram o mais rápido possível. Rehana Bibi* disse: “Algumas pessoas entraram em seus carros ou pegaram bicicletas e ônibus, partindo para outras cidades. Mas a maioria foi para plantações de cana de açúcar. Era escuro e perigoso, mas o único lugar para ir. E não havia esperança de voltar para casa ao vermos o fogo ardendo e o ar pesado e escuro. Nós sentamos e assistimos, desesperados, tentando cobrir os bebês com nossos corpos para protegê-los. Eles estavam muito confusos”.
Um parceiro da Portas Abertas disse: “Esse ato de terror queria causar medo coletivo nos cristãos em Jaranwala e em todo o Paquistão. Foi planejado para criar incerteza e confusão. Não era apenas a experiência de um ou dois sendo passada de um para o outro. Foi algo coletivo, imediato e massivo”. A opinião dele é que o ataque foi coordenado e deliberado, afinal, os cristãos em Jaranwala não vivem em um único local, mas espalhados pela cidade, bem como as igrejas. Muitas estão escondidas ou funcionam como igrejas domésticas. Estima-se que mais de 20 igrejas foram destruídas.
Após falar com cristãos locais, um parceiro da Portas Abertas disse: “Onde igrejas foram incendiadas, prédios próximos ficaram intactos. A multidão começou a quebrar portas e janelas, buscando Bíblias e cruzes e destruindo tudo que era cristão, incluindo túmulos nos cemitérios. Eles entraram em casas e igrejas, amontoaram muitas Bíblias e colocaram fogo. Havia muitas camadas de Bíblias em chamas, muitas continuaram queimando 30 horas depois. Eles escalaram prédios, derrubaram cruzes de igrejas, saqueando e destruindo o que encontravam. Mesmo assim, outros prédios próximos ficaram intactos”.
Cristãos durante culto no Paquistão (Foto: Portas Abertas)
Acredita-se que um grupo inicial correu derrubando as portas, depois outro seguiu encharcando casas, Bíblias e armários com ácido e, então, um terceiro grupo levou eletrodomésticos, camas e outras coisas que pudessem ser vendidas. O grupo final veio procurando por qualquer coisa deixada para trás. O gatilho para o ataque foi um caso de blasfêmia amplamente divulgado. Dois jovens cristãos foram acusados de arrancar páginas do Alcorão. Apesar de se esconderem, foram encontrados e estão sob custódia.
A situação atual
As autoridades relataram que já prenderam mais de 125 homens que acreditam fazer parte do ataque às igrejas e casas de cristãos. Um parceiro da Portas Abertas disse: “Muitos cristãos testemunham sobre a proteção de Deus. Eles viram a graça e a misericórdia dele. Em uma tempestade de ódio, encontraram refúgio. Apesar de perderem tudo, não perderam a fé em um rei soberano e protetor”.
No domingo pela manhã, foi realizado um culto em Jaranwala do qual participaram cristãos não apenas da cidade, mas também de outras partes do Paquistão. Um parceiro da Portas Abertas disse: “A dor do ataque pairava nos olhos deles. Mesmo quatro dias após o ataque, o mau cheiro do ácido usado para encharcar as paredes das casas e de esgoto continuava pesado no ar. Havia paredes escurecidas nos prédios, espaços vazios das janelas, arcos quebrados das igrejas, casas devastadas de pessoas que já eram pobres e um vazio palpável do que havia sido deixado para trás. A dor deles encheu as canções cantadas e as lágrimas derrubadas por causa do sofrimento que acabavam de passar. Cristãos vagavam pelas ruas”.
“Nós fomos apresentados para donos de casas onde Bíblias foram queimadas e cruzes destruídas. Serena*, uma jovem com belos olhos brilhantes, sentou unindo os pedaços de uma cruz. Ela disse: ‘Eles não sabem do nosso segredo. A cruz dele na verdade está aqui’, apontando para o próprio coração. Então repetiu várias vezes: ‘Seja corajosa, seja corajosa, seja corajosa’. Ao ouvir a história de Davi e Golias, ela sorriu com lágrimas e disse: ‘Seja corajosa como Davi, seja corajosa como Davi, seja corajosa como Davi’.”
Bíblias queimadas durante ataques a igrejas no Paquistão (Foto: Portas Abertas)
De acordo com um parceiro da Portas Abertas, após 48 horas do ataque, outros três casos de blasfêmia foram iniciados no Paquistão, dois em Punjab e um em Sindh. Ele explicou, a partir da experiência de anos ministrando a populações cristãs: “Enquanto vemos muitos cristãos agindo e respondendo de maneiras diferentes aos ataques a igrejas e outros tipos de incidentes, é provável que nas próximas semanas as comunidades e indivíduos de Jaranwala demonstrarão muito estresse e ansiedade, depressão, pânico, fome, doenças, aumento no uso de substâncias químicas e outros problemas. Mas permaneceremos aqui com nosso povo, servindo a Deus e lavando os pés deles. A nossa esperança é que os cristãos do Paquistão fiquem, sirvam e continuem crendo que Deus trará justiça, alívio e restauração. Para isso, devemos ser parte da solução”.