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STF tem cinco votos para afastar criminalização do porte de maconha

Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF
Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF

Em sessão desta quinta-feira (24), o Supremo Tribunal Federal consolidou o placar de 5 votos a 1 para a liberação de porte de maconha para consumo pessoal.

Pedido de vista do ministro André Mendonça suspendeu o julgamento, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), do Recurso Extraordinário (RE) 635659, com repercussão geral (Tema 506), em que se discute a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. Até o momento, há cinco votos pela inconstitucionalidade da criminalização do porte de maconha para consumo próprio e um voto que considera válida a previsão do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006).

Na sessão desta quinta-feira (24), o relator do recurso, ministro Gilmar Mendes, reajustou seu voto, que descriminalizava todas as drogas para uso próprio, para restringir a declaração de inconstitucionalidade às apreensões de maconha. Ele incorporou os parâmetros sugeridos pelo ministro Alexandre de Moraes, no sentido de presumir como usuárias as pessoas flagradas com 25g a 60g de maconha ou que tenham seis plantas fêmeas.

Autonomia

Ao acompanhar esse entendimento, a presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, afirmou que a criminalização da conduta é desproporcional, por atingir de forma veemente a autonomia privada. A seu ver, a mera tipificação como crime do porte para consumo pessoal potencializa o estigma que recai sobre o usuário e acaba por aniquilar os efeitos pretendidos pela lei em relação ao atendimento, ao tratamento e à reinserção econômica e social de usuários e dependentes. “Essa incongruência normativa, alinhada à ausência de objetividade para diferenciar usuário de traficante, fomenta a condenação de usuários como se traficantes fossem”, disse.

Divergência

O ministro Cristiano Zanin reconhece discrepâncias na aplicação judicial do artigo 28, que leva ao encarceramento em massa de pessoas pobres, negras e de baixa escolarização. Contudo, entende que a mera descriminalização contraria a razão de ser da lei, pois contribuirá para agravar problemas de saúde relacionados ao vício.

De acordo com o ministro, a declaração da inconstitucionalidade do dispositivo retiraria do mundo jurídico os únicos parâmetros objetivos existentes para diferenciar usuário do traficante. Ele sugeriu, contudo, a fixação, como parâmetro adicional para configuração de usuário da substância, a quantidade de 25 gramas ou seis plantas fêmeas.

Até o momento, os cinco votos a favor do porte individual da droga são de Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Rosa Weber.

‘Viciante e prejudicial’

Estudos recentes mostram os danos do uso recreativo da maconha, que apontam ser a droga “viciante e prejudicial”.

De acordo com o estudo canadense publicado em maio deste ano, o número de visitas hospitalares para mulheres grávidas em Ontário quase dobrou desde que o Canadá legalizou o uso recreativo da maconha, em 2018.

Dos atendimentos médicos relacionados à maconha, a maioria foi de emergência. Como observou o pesquisador principal, Dr. Daniel Myran, “os incidentes relacionados à maconha são bem sérios”.

Outra pesquisa descobriu que bebês nascidos de mães usuárias de maconha são mais propensos a serem prematuros e abaixo do peso, e mais propensos a serem internados em unidades de cuidados neonatais.

Há 11 anos, quando Colorado e Washington se tornaram os primeiros estados dos EUA a legalizar o uso recreativo da maconha, seus defensores diziam que quando comparada a outras substâncias legais como álcool e cigarros, a maconha era menos destrutiva, menos viciante e menos fatal.

Hoje, depois de mais de uma década de maconha recreativa legal, novos dados foram apresentados, conforme John Stonestreet e Jared Eckert para o Christian Today:

“Longe de ser segura, a maconha recreativa é claramente uma perda líquida para a saúde pública. Mais e mais estudos, de fato, estão mostrando que a droga representa uma série de riscos graves para a saúde, em particular para mães grávidas, homens e trabalhadores”.

Fonte: STF e Guia-me

Juiz suspende treinamento obrigatório sobre liberdade religiosa para advogados de companhia aérea

Avião da companhia aérea Southwest Airlines. (Foto: Reprodução)
Avião da companhia aérea Southwest Airlines. (Foto: Reprodução)

Um juiz suspendeu temporariamente uma ordem judicial anterior que exigia que os advogados da Southwest Airlines se submetessem a uma sessão de formação sobre questões de liberdade religiosa, em resposta ao fato de a empresa ter despedido uma mulher por expressar opiniões pró-vida.

A Southwest já havia perdido um processo contra a ex-comissária de bordo Charlene Carter, que teria sido demitida por se opor ao envolvimento de seu sindicato em um evento patrocinado pela Planned Parenthood.

O juiz distrital dos EUA, Brantley Starr, em Dallas, decidiu na semana passada que não iria obrigar o cumprimento de uma ordem anterior para o treinamento por enquanto, relata a Reuters .

O atraso na aplicação do curso de formação decorre, em parte, da decisão da Southwest de recorrer tanto da ordem obrigatória de formação em liberdade religiosa como da decisão anterior contra a empresa no caso de Carter.

No início deste mês, o juiz distrital Starr considerou três advogados da Southwest Airlines responsáveis ​​por violar uma ordem judicial que protege a liberdade religiosa na companhia aérea e os enviou para treinamento com o grupo cristão Alliance Defending Freedom (ADF).

Em 2022, o juíz Starr reintegrou a comissária de bordo da Southwest, Charlene Carter, depois que ela foi demitida por sua oposição religiosa ao aborto. Ele também proibiu a companhia aérea de discriminar os atendentes por suas “práticas e crenças religiosas”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Morre Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador, aos 89 anos

Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador (Reprodução/Arquidiocese de Londrina)
Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador (Reprodução/Arquidiocese de Londrina)

O arcebispo emérito de Salvador, cardeal Dom Geraldo Majella, morreu, na manhã deste sábado (26), aos 89 anos, informou a Arquidiocese de Londrina.

De acordo com o comunicado, a saúde de Dom Geraldo se agravou em dezembro de 2022 após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde então, estava em internamento domiciliar e teve uma piora nos últimos dias.

Ele será sepultado na Cripta da Catedral Metropolitana de Londrina. Em uma carta registrada em cartório em março de 2020, o cardeal expressou seu desejo de ser sepultado em Londrina (PR), onde residia desde 2014.

“Sempre foi minha intenção ser sepultado no lugar onde tivesse residência, quando Deus me chamasse a si. Assim, expresso mais uma vez o meu desejo de ser sepultado em Londrina, com a anuência do Arcebispo desta Sede Metropolitana, quando chegar a minha hora de partir deste mundo”, escreveu.

Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte de Dom Geraldo Majella Agnelo.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Dom Geraldo Majella, Arcebispo Emérito de Salvador. Seu legado na criação da Pastoral da Criança, seu exemplo de solidariedade e exercício cotidiano dos ensinamentos de Cristo permanecerão vivos. Meus sentimentos aos amigos e todos que foram ajudados ou inspirados pelo trabalho de Dom Geraldo Majella”, disse o presidente.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, lamentou a morte de Dom Geraldo nas redes sociais.

“Recebemos com profundo pesar a notícia de falecimento do Arcebispo Emérito de Salvador, Dom Geraldo Majella. Ordenado padre em 1957, Dom Geraldo teve uma virtuosa trajetória no desempenho das diversas funções eclesiásticas para as quais foi designado, além de ter engrandecido as instituições de ensino em que exerceu o magistério, com sua cultura e humanismo”, escreveu.

Dom Geraldo Majella Agnelo foi nomeado pelo Papa João Paulo II como Arcebispo Metropolitano de São Salvador da Bahia em 1999. A posse ocorreu no dia 11 de março do mesmo ano.

No ano de 2011, ele teve o pedido de renúncia aceito pelo Papa Bento XVI, tornando-se Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Salvador. Em 2014, por um desejo seu, passou a residir em Londrina.

Fonte: CNN

Projeto que beneficia igrejas trava e prejudica relação de Lula com evangélicos

Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo
Pastores oram por Lula durante encontro com evangélicos em São Gonçalo

A falta de apoio ao projeto que amplia a imunidade tributária a igrejas tem atrapalhado as chances de reaproximação dos evangélicos com o governo Lula (PT).

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 5/2023, apresentada em março, visa garantir que templos de qualquer culto tenham isenção de impostos na compra de bens para construção e reforma dos templos, manutenção de atividades e prestação de serviço.

A PEC é de autoria do deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

A proposta, endossada por 336 deputados federais, aguarda votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. O presidente do colegiado, Rui Falcão (PT-SP), afirmou que a colocaria em votação logo que tivesse sinal verde do Planalto, mas a proposta está parada há quase seis meses.

O presidente da CCJ é um entusiasta da ideia, com potencial para reaproximar igrejas evangélicas, em boa parte bolsonaristas, do presidente. Lula demonstrou interesse e ficou de acionar auxiliares para tentar viabilizá-la quando voltasse da sua viagem à China em abril, mas o processo empacou.

Crivella atribui a inação do Planalto ao ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), articulador político do governo no Congresso Nacional.

“O ministro Padilha tentou. Mas ele não conhece o coração do povo evangélico. É triste vê-lo pensando em si mesmo, nos seus interesses políticos, sem enxergar o que a maior organização social do Brasil, as igrejas, podem fazer pelo nosso povo, sobretudo os mais humildes”, disse o parlamentar.

Pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus –e sobrinho do fundador Edir Macedo–, Crivella é uma das principais pontes entre a denominação neopentecostal e a política.

O deputado defende que a função social das igrejas justifica a renúncia fiscal relacionada ao projeto. “São elas que estão presentes nas áreas dominadas pelo tráfico, onde o Estado tem imensa dificuldade de entrar. A mãe, as irmãs de muitos traficantes pertencem às igrejas das comunidades e são um freio invisível ao aumento da tragédia da violência.”

Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais afirmou que Crivella e outros parlamentares evangélicos já foram recebidos pelo ministro, “sempre de forma respeitosa e comprometida para debater temas de interesse da bancada, como a PEC em questão”.

“Nessas oportunidades, a SRI sempre manifestou o absoluto compromisso com a plena liberdade religiosa e de credo, com respeito a todas as crenças, em especial, conforme toda a história de vida e política do ministro e de sua família.”

Quanto à PEC, finalizou a nota, “o governo tem todo o interesse em debater com o Congresso, tendo mobilizado ministérios, deputados e senadores afeitos ao tema”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Marco Feliciano e Eliziane Gama, parlamentares evangélicos, têm discussão acalorada na CPMI de 8/1

Deputado Marco Feliciano (PL-SP) e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) - Fotos: Câmara dos Deputados
Deputado Marco Feliciano (PL-SP) e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) - Fotos: Câmara dos Deputados

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro virou palco de um embate entre dois parlamentares evangélicos: a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) e o deputado Marco Feliciano (PL-SP). A senadora chamou Feliciano de misógino. O parlamentar, por sua vez, disse que Eliziane está irada, porque não consegue visitar as igrejas do Maranhão sem ser vaiada.

– Desde o primeiro dia que eu cheguei a essa comissão o senhor me provoca. O senhor me olha com um olhar carregado de ódio – disse Eliziane.

– O senhor se tornou uma pessoa abjeta, misógina. O tratamento que o senhor dá às mulheres nesta Casa é surreal – completou.

Num desabafo na comissão, a senadora contou que, quando jovem, vendia pães e cachorro-quente para arrecadar fundos e bancar a ida de Feliciano para pregar em sua igreja.

– O senhor não merece ser chamado de pastor, porque pastor não é carregado de ódio – afirmou Eliziane.

– Siga o evangelho de Cristo, porque o seu evangelho não é o do meu senhor Jesus Cristo de Nazaré – completou a parlamentar desejando que Deus abençoe Feliciano.

Em resposta a Eliziane, o deputado disse que ela “ataca a sua religião e a sua fé”.

– A senadora usou a Bíblia e eu quero dizer que quando Jesus foi acusado, lá no meio do deserto, o diabo usou a mesma Bíblia. O diabo conhece tanto a Bíblia quanto a senadora conhece – disse Feliciano.

– Ela é uma mentirosa contumaz – finalizou.

A briga entre os dois parlamentares evangélicos começou após Feliciano citar uma publicação de Eliziane nas redes sociais, na qual a senadora o acusa de ter “partido para cima de uma mulher” durante a reunião privada da CPMI realizada na última terça-feira (22).

Nesta quinta-feira (24), Eliziane respondeu Feliciano e disse que o deputado gritou com ela durante a reunião. Ainda segundo a senadora, o deputado pediu desculpas por causa da discussão, mas depois usou as redes sociais para “tripudiar”. Feliciano escreveu, na última terça, que Eliziane “se vitimiza como todo ‘bom’ esquerdista”.

O presidente da CPMI, Arthur Maia (União Brasil- BA), tentou parar a discussão. Ele disse que a desavença entre os dois parlamentares não é assunto da comissão. Maia ainda solicitou que os termos ofensivos utilizados por ambos fosse retirado das notas taquigráficas.

Fonte: Pleno News e UOL

Parlamentares evangélicos querem derrubar Resolução do CNS que legaliza aborto e maconha e reduz idade para mudança de gênero

Coletiva de imprensa extraordinária da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e da Vida. (Reprodução Youtube/ Câmara dos Deputados.)
Coletiva de imprensa extraordinária da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e da Vida. (Reprodução Youtube/ Câmara dos Deputados.)

O Congresso Nacional reagiu ao que parlamentares conservadores consideraram um ataque frontal do Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde aos valores cristãos dos brasileiros: a Resolução 715 do CNS, publicada em julho último.

Senadores, deputados e outros membros da política nacional participaram, na tarde desta quarta-feira (23), da coletiva de imprensa extraordinária, realizada em frente ao Plenário da Câmara dos Deputados. O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e da Vida, presidida pelo Senador Magno Malta (PL-ES).

“Se querem guerra, eles terão! Temos aqui um exército preparado para um enfrentamento legislativo contra a Resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que mais parece um tratado ideológico de morte do que de saúde, porque defendem a legalização do aborto e da maconha, querem dar hormônios para meninos e meninas de 14 anos. Não ousem fazer virar verdade essa Resolução porque vamos enfrentar, vamos parar votação, vamos parar comissões. Aviso a este governo que somos uma massa de votos em nome da cristandade no país. Essa Resolução criou em nós uma força, uma unidade, e não abriremos mão. Estamos preparados!”, iniciou Magno Malta.

Silas Câmara, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, endossou as palavras do senador. “Nosso objetivo é reafirmar nosso compromisso na defesa dos nossos princípios, da nossa fé. Temos um exército disciplinar e treinado que sabe usar suas prerrogativas.”

Foram quase duas horas de falas dos parlamentares, entre os quais os deputados federais Nikolas Ferreira, Altineu Côrtes, Delegado Ramagem, Delegado Caveira, senadores Girão, Zequinha Marinho, Carlos Viana, Flávio Bolsonaro, Marcos Rogério e Jorge Seif, entre outros.

Eles descreveram as implicações da Resolução do CNS na esfera política e religiosa com suas questões cruciais, apontando os possíveis impactos na vida da família brasileira.

Durante a coletiva, a deputada federal Priscila Costa (PL/CE), que está grávida, expressou sua revolta contra a legalização do aborto. “A gente assiste ao ódio a um bebê não nascido. Contra bebê no ventre tudo pode nesse governo. A mulher nesse país não tem dignidade, nem mesmo na sua fase de gestante. Eles usam as mulheres, mas são abortistas”, criticou ela.

Endurecendo o discurso, Magno Malta disparou: “Quem escreveu essa Resolução desgraçada, que não sei se é do Ministério da Saúde ou da Morte? Lula diz que assinou a liberdade das igrejas e que é contra o aborto, mas os ministros são autorizados a recomendar esse procedimento. Fazem tudo às escondidas. Bota a cara, Lula! Estamos aqui em nome de uma sociedade majoritariamente cristã que repudia essa Resolução, que mais parece conversa de bêbado. Deixem nossas crianças em paz! Adolescentes com 17 anos e 11 meses não podem responder por seus crimes, mas podem fazer hormonização. Esse é um tratado ideológico do Ministério da Saúde. Não temos nada contra os terreiros, mas tinha que ter uma vírgula para incluir católicos, evangélicos, mulçumanos, judeus e outras religiões. Onde estão os laicisistas, que estão calados? Não se manifestam?”, questionou o senador.

O deputado Nikolas Ferreira considera que Lula é “um estelionatário eleitoral, porque diz ser a favor da vida, mas coloca duas ministras a favor do aborto. E quem defendia o estado laico agora está ideologizando a Saúde. Este governo não está preocupado com você, ele quer empurrar uma agenda ideológica. Se é guerra que eles querem, saibam que aqui tem um exército. Caso isso seja homologado, vamos às ruas para fazer retroceder isso.”

O senador Marco Rogério criticou a maneira antidemocrática com que a Resolução foi criada e publicada. “Estão dando uma pedalada na Democracia para, numa canetada, legalizar aquilo que por voto não vão conseguir.”

O deputado federal Dr. Frederico é médico oncologista. Ele integra a bancada da Saúde e enfatizou que do ponto de vista médico já se considera vida desde a fecundação. “É um absurdo trazer uma narrativa dessa num documento oficial da Saúde, isso beira a um crime. Quem usa crack começou usando maconha, uma realidade que ninguém quer falar. O câncer e os problemas de coração estão entre as principais causas de morte, mas o Ministério da Saúde não menciona isso na Resolução porque está preocupado em tirar crianças do útero da mãe. Quando é pela vida a gente se une, a população brasileira se une. Essa é uma invasão nos nossos poderes de legislar, uma invasão da competência do Senado.”

Dentre as falas dos participantes era comum citarem a desvalorização dos templos e práticas cristãs, católicas e de outras religiões em favor unicamente das religiões de matriz africana. “A guerra começou, este é um momento dramático com essas pautas que estão para serem liberadas. Mais de 200 milhões de brasileiros viram Lula falando de compromisso com todas as fases da vida, agora se esconde atrás de ministros para recomendar aborto. Estimulam o aborto e a sexualização da criança”, disseram os representantes das Frentes Parlamentares.

Magno Malta lembrou dos valores caros para o povo evangélico e para todos os brasileiros conservadores. “Vamos fazer o enfrentamento contra a desconstrução da família. O Conselho Nacional de Saúde (CNS) manda uma espécie de LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e vota uma Resolução. A senhora Nízia Trindade é uma ministra militante de esquerda, é uma peça ideológica que nem é da área da Saúde.”

Logo após a coletiva, o presidente da Frente Parlamentar, Magno Malta, publicou em suas redes sociais a seguinte mensagem: “A oposição está unida contra a Resolução 715! Reafirmo aqui o meu apoio a todas as ações legislativas que se opõem a essa monstruosidade. Defender a vida é sempre a obrigação primeira do ser humano, seja ele de qualquer ideologia ou religião.”

Confira a seguir os trechos mais polêmicos da Resolução 715/2023 que estão no Anexo II do documento oficial:

ORIENTAÇÕES PARA O PLANO PLURIANUAL 2024-2027 E PARA O PLANO NACIONAL DE SAÚDE 2024-2027 A PARTIR DAS DIRETRIZES APROVADAS NA 17ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE DE 02 A 05 DE JULHO DE 2023

(1…43)

(…) 44 – Atualizar a Política Nacional de Saúde Integral LGBT para LGBTIA+ e definir as linhas de cuidado, em todos os ciclos de vida, contemplando os diversos corpos, práticas, existências, as questões de raça, etnia, classe, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, pessoas intersexo, assexuais, pansexuais e não binárias, população em restrição de liberdade, em situação de rua, de forma transversal, e integração da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais; revisão da cartilha de pessoas trans, caderneta de gestante, pré-natal, com foco não binário; com a garantia de acesso e acompanhamento da hormonoterapia em populações de pessoas travestis e transgêneras, pesquisas, atualização dos protocolos e redução da idade de início de hormonização para 14 anos.

(…) 46 – (Re)conhecer as manifestações da cultura popular dos povos tradicionais de matriz africana e as Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana (terreiros, terreiras, barracões, casas de religião, etc.) como equipamentos promotores de saúde e cura complementares do SUS, no processo de promoção da saúde e 1ª porta de entrada para os que mais precisavam e de espaço de cura para o desequilíbrio mental, psíquico, social, alimentar e com isso respeitar as complexidades inerentes às culturas e povos tradicionais de matriz africana na busca da preservação, instrumentos esses previstos na política de saúde pública, combate ao racismo, à violação de direitos, à discriminação religiosa, dentre outras.

(…) 49 – Garantir a intersetorialidade nas ações de saúde para o combate às desigualdades estruturais e históricas, com a ampliação de políticas sociais e de transferência de renda, com a legalização do aborto e a legalização da maconha no Brasil. (…)

Fonte: Comunhão

Pastor diz que tolerância da China com igrejas domésticas chegou ao fim

Cristão orando na China (Foto: Portas Abertas)
Cristão orando na China (Foto: Portas Abertas)

O pastor Wang Changchun foi preso na China, no dia 11 de abril, enquanto viajava para a antiga cidade de Lijiang, na província de Yunnan. Ele ficou detido numa prisão em sua cidade natal, em Bengbu, na província de Anhui .

Wang é um pastor muito conhecido e líder da igreja Bengbu Living Stone Reformed. Em 2018, ele foi um dos líderes da igreja doméstica que assinou uma declaração polêmica contra o repressivo “Regulamento sobre Assuntos Religiosos de 2017”.

O documento foi elaborado pelo pastor Wang Yi, da Igreja Early Rain Covenant de Chengdu, posteriormente condenado em 2019 a 9 anos de prisão.

‘Era da tolerância chegou ao fim’

Quando Wang assinou a declaração contra as novas políticas religiosas de Xi Jinping, ele sabia que estaria em apuros, mas também sabia que estava assinando um “documento profético”, como ele mesmo especificou.

Conforme o pastor, “a era da tolerância para igrejas domésticas independentes já estava chegando ao fim”.

Ele explicou que, ou as igrejas evangélicas se unem à Igreja das Três Autonomias controlada pelo governo, ou seus pastores e presbíteros acabam na prisão.

Pastores estão presos

Na última sexta-feira (18), a Igreja Reformada Bengbu Living Stone, informou ao Binter Winter que o pastor Wang Yi teve sua sentença alterada indevidamente pelas autoridades da China.

A Procuradoria Popular do Distrito de Yuhui mudou a acusação de “operações comerciais ilegais” para “fraude” — crime que acarreta pena máxima maior, de 7 anos. E o pastor Wang foi formalmente preso.

Fonte: Guia-me com informações de Bitter Winter

Maioria dos cristãos protestantes diz que sua igreja incentiva as crenças do evangelho da prosperidade

Dízimo e oferta
Dízimo e oferta

Um novo estudo da Lifeway Research descobriu que 52 por cento dos frequentadores de igrejas protestantes americanas acreditam que sua igreja os incentiva a doar mais dinheiro para igrejas e instituições de caridade para que Deus os abençoe.

Cerca de 24 por cento concordaram fortemente com a declaração.

Em 2017, um total de 38% dos fiéis disseram o mesmo.

Os frequentadores da igreja também são mais propensos a acreditar hoje do que em 2017 que Deus deseja que prosperem financeiramente. Na pesquisa mais recente, 76% disseram acreditar nisso; em 2017, esse número era de 69 por cento.

Entretanto, cerca de 45 por cento disseram acreditar que devem fazer algo para que Deus receba essas bênçãos materiais.

“Nos últimos cinco anos, muito mais fiéis estão refletindo os ensinamentos do evangelho da prosperidade, incluindo a crença herética de que as bênçãos materiais são obtidas de Deus”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research. “É possível que os golpes financeiros que as pessoas sofreram com a inflação e a pandemia tenham desencadeado sentimentos de culpa por não servirem mais a Deus. Mas as Escrituras não ensinam esse tipo de conexão direta.”

A pesquisa também analisou a demografia etária entre aqueles que acreditam no evangelho da prosperidade.

Oitenta e um por cento dos fiéis entre 18 e 34 anos e 85 por cento dos fiéis entre 35 e 49 anos estavam entre os mais propensos a dizer que Deus deseja que eles prosperem financeiramente.

Os crentes do movimento Metodista e Restauracionista estavam entre as denominações com maior probabilidade de acreditar em uma variante do evangelho da prosperidade.

Mas McConnell alertou que a tendência crescente de acreditar mais no evangelho da prosperidade não é bíblica.

“Buscar a santidade nunca foi planejado por Deus para ser um plano para riquezas financeiras”, disse McConnell. “O tamanho das finanças de alguém não é a medida do serviço de alguém a Deus nem do relacionamento com Ele.

“Esta pesquisa não descarta a possibilidade de que os ensinamentos bíblicos foram mal ouvidos por mais jovens adultos, mas eles definitivamente experimentaram uma falta de ensino bíblico claro sobre o motivo da generosidade”, disse McConnell.

A pesquisa também descobriu:

  • 81 por cento dos frequentadores da igreja com ensino médio ou menos acreditavam no evangelho da prosperidade (67 por cento para aqueles com diploma de bacharel).
  • 80 por cento dos evangélicos disseram acreditar no evangelho da prosperidade em comparação com outros.
  • 71 por cento dos afro-americanos eram os mais propensos a acreditar que Deus os abençoaria se dessem mais dinheiro à igreja.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Evangélicos rejeitam proposta da ONU para descriminalizar o aborto na Costa Rica

Ultrassom de feto (Foto: Canva Pro)
Ultrassom de feto (Foto: Canva Pro)

A Federação da Aliança Evangélica da Costa Rica (FAEC) rejeitou o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para descriminalizar o aborto no país. O órgão representa os 25% da população costarriquenha que se identificam como cristãos evangélicos.

Segundo a FAEC, “estas tendências globalistas da ONU e de outras organizações internacionais” possui o propósito de “acabar com a soberania da nação, e ir contra a vida dos mais indefesos”. A entidade destaca também, em comunicado, que a proposta da ONU coloca em risco “o direito humano mais importante de todos”: à vida, neste caso do ser humano em gestação.

Dessa forma, o órgão insiste que às autoridades do governo costarriquenho defenda e respeite o direito fundamental à vida. Assim, a entidade evangélica se compromete a “proteger o dom da vida até as últimas consequências”.

A FAEC observa ainda que “ceder como país às pressões da ONU seria como aceitar o aborto como um direito humano, com todas as implicações negativas que isso pode acarretar”. Para justificar a argumentação, o órgão cita o artigo 4º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que destaca que “toda pessoa tem direito a que se respeite sua vida. Este direito será protegido pela lei desde o momento da concepção”.

“Acreditamos firmemente que os valores e princípios do Reino de Deus estão acima de todas as coisas, e entre eles está o valor supremo da vida. Continuaremos a proteger o dom da vida, que sabemos que vem de Deus, até às últimas consequências”, finaliza a FAEC.

Fonte: Comunhão

Quênia fecha igrejas após seita incentivar jejum que matou mais de 400 membros

Mulheres cristãs na África
Mulheres cristãs na África

O Quênia fechou cinco igrejas que o governo diz estarem ligadas a atividades perigosas semelhantes a cultos após a prisão de um líder que está sendo responsabilizado pela morte de mais de 400 pessoas.

O Escritório de Registro de Associações do Quênia disse que cancelou a licença da Good News International Church, liderada pelo controverso pastor Paul Nthenge Mackenzie, que as autoridades dizem que disse a seus seguidores para não comerem para que pudessem acelerar seu encontro face a face com Cristo. O caso chocou os quenianos após a descoberta de “cadáveres na floresta Shakahola, perto da cidade costeira de Malindi”, informou o África News.

Mackenzie está na prisão e enfrenta várias acusações. No total, 425 corpos foram encontrados. Muitos são de crianças.

“Embora a maioria das vítimas tenha morrido de fome, as autópsias também revelaram que algumas, incluindo crianças, foram estranguladas, espancadas ou sufocadas”, informou o Africa News.

O Escritório de Registro de Associações também fechou o Centro de Oração e Igreja Nova Vida, que é liderado pelo televangelista ligado ao Mackenzie, Ezekiel Odero, de acordo com o Africa News.

Mackenzie está sendo investigado por homicídio, auxílio ao suicídio, radicalização e lavagem de dinheiro.

Existem mais de 4.000 igrejas registradas no Quênia.

“Alguns destes grupos não possuem as características que constituem uma igreja”, disse o Rev. Joachim Omollo Ouko, sacerdote católico da arquidiocese de Kisumu, no oeste do Quênia, ao Religion News Service . “Acabamos de vê-los emergindo. Não sabemos quais escolas teológicas seus líderes frequentaram. Vemos apenas os seus líderes emergindo e buscando ser glorificados. Esses líderes devem ser questionados e verificados.”

Embora alguns quenianos estejam pedindo mais regulamentação de grupos religiosos, outros resistiram a essas sugestões, citando a liberdade de religião.

“Achamos que a narrativa de que as igrejas e, por extensão, a religião precisam ser regulamentadas é uma fachada destinada a desviar o problema real – que o estado falhou em desempenhar seu papel ao lidar com um crime”, disse o bispo católico Martin Kivuva Musonde , segundo RNS.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

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