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“Estamos em guerra”, diz primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após ataques do Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante pronunciamento após ataque do Hamas (Foto: Reprodução)
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante pronunciamento após ataque do Hamas (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está “em guerra” após o ataque surpresa do Hamas na manhã deste sábado (7), que deixou mais de 200 mortos e centenas de feridos.

“Cidadãos de Israel, estamos em guerra – não numa operação, não em rondas – em guerra”, disse Netanyahu numa mensagem de vídeo.

O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, sustentou a posição de Netanyahu e disse que Israel “vencerá esta guerra” contra o Hamas, horas depois de o grupo lançar foguetes e enviar soldados para o território israelense.

“O Hamas cometeu um grave erro esta manhã e lançou uma guerra contra o Estado de Israel. As tropas das FDI [Forças de Defesa de Israel] estão lutando contra o inimigo em todos os locais. Apelo a todos os cidadãos de Israel para que sigam as instruções de segurança. O Estado de Israel vencerá esta guerra.”

Leia na íntegra o discurso de Benjamin Netanyahu

“Cidadãos de Israel, estamos em guerra, não numa operação ou em rondas, mas em guerra. Esta manhã, o Hamas lançou um ataque surpresa assassino contra o Estado de Israel e os seus cidadãos. Estamos nisto desde as primeiras horas da manhã.

Convoquei os chefes do sistema de segurança e ordenei – em primeiro lugar – a evacuação das comunidades que foram infiltradas por terroristas. Isso está sendo feito atualmente.

Ao mesmo tempo, ordenei uma ampla mobilização de reservas e que respondemos ao ataque de uma maneira que o inimigo não conhecia. O inimigo pagará um preço sem precedentes.

Enquanto isso, apelo aos cidadãos de Israel para que cumpram estritamente as diretrizes das Forças de Defesa de Israel e do Comando da Frente Interna. Estamos em guerra e vamos vencer.”

Israel lança operação “Espadas de Ferro”

As Forças de Defesa de Israel lançaram a Operação “Espadas de Ferro” contra o Hamas após o ataque surpresa do grupo militante na manhã deste sábado, de acordo com um porta-voz das FDI.

O comandante militar do Hamas, Muhammad Al-Deif, disse que o grupo estava lançando uma operação chamada “Tempestade Al-Aqsa” visando “posições inimigas, aeroportos e posições militares”.

Hamas declara guerra contra Israel

Muhammad Al-Deif disse que o ataque a Israel foi uma resposta aos ataques às mulheres, à profanação da mesquita de al-Aqsa e ao cerco a Gaza. O Hamas afirma ter disparado 5.000 mísseis contra Israel.

O chefe do grupo apelou aos povos árabes e islâmicos para que viessem à “libertação de al-Aqsa”, a mesquita em Jerusalém.

Pelo menos 100 pessoas ficaram feridas em Israel nos ataques, segundo dados de dois hospitais.

Pelo menos 80 pessoas com vários graus de ferimentos foram transferidas para o Soroka Medical Center, um importante centro médico na cidade de Be’er Sheva, no sul de Israel, informou o hospital em comunicado.

O Centro Médico Kaplan em Rehovot, uma cidade no centro de Israel, disse que está tratando pelo menos 21 pessoas feridas no sábado, incluindo duas em estado grave, quatro em estado moderado e 15 com ferimentos leves.

Alguns dos feridos sofreram ferimentos de bala. Outros foram feridos por estilhaços, disse o Centro Médico Kaplan.

Fonte: CNN

Conflito entre Israel e Hamas deixa mais de 230 pessoas mortas

Conflito entre Israel e Hamas
Conflito entre Israel e Hamas

Ataques aéreos israelenses, lançados como resposta à ofensiva surpresa do Hamas em território de israelense (que matou no mínimo 40 israelenses e feriu outros 750 até então), deixou pelo menos 198 palestinos mortos e mais de mil feridos neste sábado, 7, afirmaram médicos em Gaza.

Testemunhas dos ataques aéreos israelenses contam que ouviram fortes explosões, viram muitos mortos e feridos sendo socorridos, enquanto nuvens de fumaça preta subiam em espiral.

À rede de TV Al Jazeera, o vice-chefe do Hamas, Saleh al-Arouri, disse o grupo está preparado para o pior. “Todos os cenários agora são possíveis, e estamos prontos para uma invasão terrestre [israelense]”.

Desde o início do conflito, moradores de Gaza têm corrido para estocar mantimentos, antecipando a violência que se aproxima. 

No sul de Israel, muitas pessoas também deixaram suas casas e estão em abrigos, ou  correndo para os aeroportos para fugir da região desde que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu decretou estado de guerra contra o Hamas.

Enquanto isso, autoridades palestinas dizem que o fim da ocupação de Israel em seu território é a única alternativa possível para garantia de segurança, estabilidade e paz na região.

Netanyahu afirma que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que teria dado total apoio ao direito de Israel se defender.Por sua vez, o chefe do Pentágono, Lloyd Austin, disse que os Estados Unidos trabalharão para garantir que Israel “tenha o que precisa para se defender e proteger os civis da violência indiscriminada e do terrorismo”.

Fonte: Último Segundo

Morre Loren Cunningham, fundador da JOCUM

Loren Cunningham, fundador da JOCUM
Loren Cunningham, fundador da JOCUM

O Fundador da JOCUM (Jovens com uma Missão), Loren Cunningham, morreu aos 88 anos, nesta sexta-feira (6), deixando um grande legado em missões.

Loren foi o primeiro missionário a viajar para todos os países e ilhas do mundo, levando o Evangelho através da JOCUM, fundada em 1960.

O pioneiro, considerado um cristão humilde e acessível, lutava contra um câncer e trabalhou na missão até seus últimos dias.

Cunningham revolucionou a obra missionária ao dar oportunidade para que jovens, de diversas denominações, servissem a curto prazo de forma voluntária.

O ministério global alcançou as nações através do evangelismo, treinamento e ação social. Hoje, há milhares de obreiros de tempo integral atuando em mais de 2.000 bases da JOCUM por todo o mundo.

Chamada missionária

Nascido na Califórnia, Estados Unidos, Loren recebeu a chamada missionária aos 13 anos de idade, durante um culto de avivamento em 1948.

Mais tarde, em 1956, ele teve uma visão de ondas, enquanto se preparava para ministrar nas Bahamas. 

“De repente, eu estava olhando para um mapa do mundo, só que o mapa estava vivo e se movendo! Cada onda entrava em um continente, depois recuava e subia ainda mais, até cobrir completamente o continente. As ondas se transformavam em jovens – da minha idade e até mais novos – cobrindo todos os continentes do globo. Eles iam de casa em casa e pregavam o Evangelho. Eles vinham de todos os lugares e iam a todos os lugares, cuidando das pessoas”, contou Loren, em seu livro “Pode Falar, Senhor… estou ouvindo”.

Loren Cunningham deixa a esposa, Darlene Joy Scratch-Cunningham, dois filhos, e três netos.

Fonte: Guia-me com informações de Jocum

Série cristã “The Chosen” estreia em dezembro no SBT

“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.
“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.

A série cristã de sucesso mundial “The Chosen” vai estrear em dezembro no SBT. A emissora já havia divulgado que a produção baseada nos Evangelhos seria exibida na TV aberta, mas sem informar quando.

Recentemente, a vice-presidente do SBT, Daniela Beyruti, anunciou o mês da estreia em postagem no Instagram. Porém, o dia e o horário ainda não foram divulgados.

Os episódios 1 e 2 da terceira temporada de “The Chosen” foram exibidos nos cinemas brasileiros, com a série entrando no ranking dos filmes mais assistidos no país.

Fenômeno mundial

“The Chosen” já alcançou 110 milhões de pessoas em todo o mundo desde seu lançamento, de acordo com a produtora Angel Studios.

Como apoio de uma ONG, a série cristã será traduzida para 600 idiomas, com o propósito de aumentar o alcance global da produção e alcançar 1 bilhão de pessoas com a mensagem de Cristo.

A produção pode ser assistida gratuitamente pelo aplicativo de “The Chosen”. A série ultrapassou o próprio streaming e já está disponível no Univer Video, GloboPlay e na Netflix (1ª temporada).

Fonte: Guia-me com informações de Notícias da TV

Pastor que chamou imagem de Nossa Senhora de “Satanás” se desculpa em carta pública

Pastor Sérgio Fernandes chamou escultura de Nossa Senhora Aparecida de "satanás fantasiado de azul" (Foto: Arquivo Pessoal)
Pastor Sérgio Fernandes chamou escultura de Nossa Senhora Aparecida de "satanás fantasiado de azul" (Foto: Arquivo Pessoal)

O pastor que atacou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, instalada na entrada de Bastos, no interior de SP, durante um culto no último domingo (1), se desculpou com a comunidade católica em uma carta pública.

No texto, Sérgio Fernandes, pastor da Igreja Vida Nova, disse que a intenção da sua fala era mostrar o descontentamento com uso do dinheiro público em um símbolo restrito a apenas uma religião.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi instalada pela prefeitura no local, que informou repudiar qualquer tipo de intolerância e que respeita todas as religiões.

Durante o culto, que foi transmitido ao vivo pelo Youtube, o pastor chama a imagem de “Satanás fantasiado de azul”, entre outros termos que demonstram intolerância religiosa. Veja o vídeo no final da matéria.

Ainda no vídeo, Sérgio Fernandes diz que não irá aceitar a permanência da imagem de Nossa Senhora no local. “[Ela] só traz maldição para a nossa cidade. Aquilo lá é ponto de contato com o inferno(…) Todo espírito de idolatria não vai ficar aqui, eu não aceito”, finaliza.

Na carta, divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira (4), o pastor diz que “na ocasião, meu foco era expor a reprovação ao fato de que o poder público municipal havia erigido como monumento um ícone religioso que não representa a totalidade da população de Bastos. Ao meu ver, verbas públicas devem ser guardadas pela laicidade do Estado, não promovendo nenhuma vertente religiosa em particular, seja católica, evangélica ou outra qualquer”, afirma.

Sobre os termos utilizados, ele reconhece que ofendeu as pessoas que consideram a imagem sagrada.

“Venho por meio desta nota reconhecer que me excedi nos termos e argumentos usados, sendo ofensivo, ferindo a sensibilidade e a fé sincera de muitas pessoas.”, diz o pastor na carta. “Por reconhecer e me arrepender disso, venho publicamente me retratar e pedir perdão à comunidade católica e a todos os que se ofenderam com minha argumentação”, completa.

O pastor ainda reforça que nem ele e nem a comunidade evangélica que representa já estiveram envolvidos em casos de intolerância religiosa.

Fonte: G1 e UOL

Igreja doméstica é descoberta e cristãos são despejados, na China

Cristãos reunidos em oração na China. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos reunidos em oração na China. (Foto: Portas Abertas)

O Partido Comunista Chinês (PCC), proibiu a Igreja Cristã Huajing de Guangzhou a continuar suas atividades. O governo emitiu um aviso em agosto deste ano, alegando que a congregação doméstica se tratava de uma “organização social ilegal”.

“A Igreja Cristã Guangzhou Huajing realizou atividades em nome de uma organização social sem registro. De acordo com a lei, cai na categoria de organização social ilegal. Depois de investigar, foi decidido proibi-la”, afirma o aviso emitido pelo governo do distrito de Tianhe.

A igreja foi fundada em 2000 e tem como pastor principal Cao Wen. As autoridades perseguiram a congregação inúmeras vezes nos últimos 20 anos.

Em junho de 2015, o governo ordenou que fechassem o local, alegando que participavam de “atividades religiosas ilegais”. Os materiais da igreja foram confiscados e os cristãos foram forçados a se deslocar de uma região para outra.

Da mesma forma, em janeiro de 2019, outro local recebeu o mesmo aviso. Em 19 de agosto de 2023, o PCC proibiu oficialmente a igreja.

Ameaça aos cristãos

Depois disso, a igreja sofreu o mesmo tratamento que outras congregações domésticas perseguidas ao longo dos anos.

A polícia ameaçou pastores, pregadores e membros, os forçando a se mudarem. Os crentes foram ameaçados e as suas casas foram invadidas.

Segundo a ChinaAid, as autoridades instalaram câmeras de segurança fora de algumas residências e despejaram líderes e membros.

Nos últimos anos, alguns departamentos governamentais na China suprimiram igrejas domésticas não registradas por inúmeras razões. As autoridades acusaram falsamente muitos deles de “fraude”.

Como aconteceu com os dois últimos encerramentos de igrejas, as autoridades chinesas estão a usando “organização ilegal” como rótulo para reprimir os cristãos.

Sistema de investigação opressivo

De acordo com a ChinaAid, o governo chinês estabeleceu um sistema nacional de investigação, onde contém informações de organizações sociais “legais”, com uma seção chamada “Atualizações de Organizações Sociais na China” disponível para consultas públicas.

Assim, qualquer igreja que não estiver registada neste sistema poderá ser potencialmente denunciada e considerada uma organização social ilegal, enfrentando, então, a opressão.

A ChinaAid informou que as autoridades também criaram um “Sistema de Consulta de Informações sobre Pessoal de Escritório” para atingir o clero da igreja doméstica que não é certificado pelas autoridades.

A Early Rain Covenant Church, que sofreu perseguição por vários anos, pediu orações pela Igreja Cristã Guangzhou Huajing:

“Ore para que o Senhor dê a todos os irmãos e irmãs sabedoria celestial para permanecer firme ao lado do Senhor em uma atmosfera de terror criada pelo diabo. Para confiar uns nos outros pela fé, tolerar uns aos outros no amor e manter a unidade da igreja”.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

Kat Von D, “rainha das tatuagens”, abandona a feitiçaria e se converte ao cristianismo

Kat Von D sendo batizada (Foto: Instagram/Kat Von D)
Kat Von D sendo batizada (Foto: Instagram/Kat Von D)

Katherine von Drachenberg, mais conhecida como Kat Von D, abandonou a feitiçaria e o ocultismo para se converter ao cristianismo. Ex-tatuadora, modelo e cantora, a famosa compartilhou em seu Instagram um vídeo do momento em que foi batizada nas águas em uma igreja de Indiana, nos Estados Unidos.

Conhecida pelo seu estilo gótico, Kat aparece com uma túnica de batismo branca – cor rara em seu vestuário – surpreendendo os seguidores.

“Katherine von Drachenberg, por sua profissão do Senhor Jesus Cristo, e em obediência ao Seu mandamento divino, eu te batizo, minha irmã, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, diz o pastor antes de mergulhar Kat nas águas batismais.

A ex-tatuadora já vinha compartilhando a mudança gradual que ela tem vivido desde o ano passado. Ela chegou a publicar que estava jogando fora seus livros sobre bruxaria, tarô e ocultismo.

“Não sei se alguns de vocês têm passado por mudanças em suas vidas nesse momento, mas, nos últimos anos, eu percebi que algumas coisas não faziam mais sentido – muitas delas envolvidas com coisas erradas do meu passado”, escreveu na publicação.

De acordo com Kat, ela sempre “encontrou beleza no macabro”, mas em um determinado momento passou a se questionar sobre qual a influência que tais interesses exerciam na vida de sua família.

“Hoje, vasculhei toda a minha biblioteca e joguei fora alguns livros que não estão alinhados com o que eu sou ou quero ser”, continuou. “Sempre achei beleza no macabro, mas, a esse ponto, só tenho que me perguntar qual a minha relação com esse conteúdo. E a verdade é que eu não quero convidar nenhuma dessas coisas para a vida da nossa família, mesmo que disfarçadas por capas legais, pegando poeira na minha estante.”, disse a famosa de 41 anos, que é casada e tem um filho pequeno.

Ainda assim, Von D esclareceu que não julga aqueles que ainda têm interesse nos mesmos temas que ela tinha, mas agora está claro que “há uma batalha espiritual acontecendo” e ela quer estar cercada de seus familiares “com amor e luz”.

Katherine ficou famosa em todo o mundo por estrelar o reality show LA Ink, do canal de TV por assinatura TLC. O reality mostrava o dia a dia de um estúdio de tatuagens em Los Angeles. Após o programa, Kat ficou conhecida com a “rainha das tatuagens”.

Fonte: Pleno.News e Rolling Stone

Nagorno-Karabakh: milhares de cristãos em perigo devido ao conflito entre o Azerbaijão e a Armênia

Civis armênios de Nagorno-Karabakh abandonaram suas casas após a última ofensiva do Azerbaijão pelo controle do território, em setembro de 2023. (Foto: Wikimedia Commons)
Civis armênios de Nagorno-Karabakh abandonaram suas casas após a última ofensiva do Azerbaijão pelo controle do território, em setembro de 2023. (Foto: Wikimedia Commons)

A dissolução da autoproclamada república de Nagorno-Karabakh, que ocorrerá em 1º de janeiro de 2024, após o Azerbaijão assumir o controle total do território, causou um deslocamento massivo de armênios que vivem na região, a maioria deles de tradição cristã, para a Armênia em busca de refúgio. Até agora, cerca de 100 mil pessoas, incluindo 29 mil crianças, fugiram da área, deixando para trás as suas casas e bens.

Segundo a missão da ONU que visitou Nagorno-Karabakh, “cerca de 1.000 armênios permanecem na região”. A equipe das Nações Unidas afirma não ter encontrado danos materiais ou vestígios de violência contra a população civil. Por outro lado, o governo armênio, que alguns acusam de ter entregue o território ao Azerbaijão, assegura que “o fluxo de pessoas parou em grande parte e apenas funcionários e um número limitado da população permanecem no território”.

A absorção final de Nagorno-Karabakh pelo Azerbaijão ocorre apenas um ano após a última escalada de violência no conflito, que levou o exército azeri a assumir o controlo definitivo da região. O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinian , assegurou que “se as forças de manutenção da paz [russas] propuseram um acordo de paz, isso significa que aceitam plena e sem reservas a responsabilidade de garantir a segurança dos armênios de Nagorno-Karabakh e de lhes proporcionar as condições e os direitos para viver com segurança em suas terras e em suas casas”. De Baku, capital do Azerbaijão, o Presidente Ilham Aliyev expressou surpresa com a reação do executivo armênio e observou que “eles demonstraram competência política inesperada”.

Milhares de cristãos em perigo

Especialistas em liberdade religiosa alertam que o bloqueio devido ao atual conflito entre o Azerbaijão e a Armênia está colocando em perigo milhares de cristãos presos num território disputado entre os dois países.

O conflito remonta a décadas, embora a última batalha tenha começado em setembro, quando o Azerbaijão, de maioria muçulmana, atacou o seu vizinho da fronteira ocidental, a Armênia, uma nação predominantemente cristã. Cerca de 120 mil cristãos armênios vivem em Nagorno-Karabakh, o território disputado localizado na parte ocidental do Azerbaijão.

Pelo menos 32 pessoas morreram no ataque e pelo menos mais 68 seis dias depois, numa suspeita explosão de tanque de combustível. De repente, mais de 80% da população de Nagorno-Karabakh teve de fugir.

Como muitos, Hrayr Jebejian não sabe o que fazer. O secretário geral da Sociedade Bíblica do Golfo Pérsico, um armênio de origem libanesa, reside no Kuwait e garante ter confiança permanente em Deus.

“Quero trabalhar, mas não tenho motivação”, confessa Jebejian. “Tenho amigos em Nagorno, tenho estado com eles e eles estão traumatizados. Um amigo me disse: ‘Como podemos ficar, quando há uma espada sobre a nossa cabeça?’”

“Não quero ser egoísta, mas oro pela Armênia”, acrescenta. “Não suporto as imagens de crianças chorando, saindo de casa. Eu sei que Deus não nos abandonará. Vivemos muitas misérias, muitos massacres. Mas Deus esteve conosco em todos os momentos.”

Um conflito de longo prazo com interesses internacionais

O território de Nagorno-Karabakh havia ficado sob controle armênio, assim como a autoproclamada República de Artsakh, de população majoritariamente armênia, após confrontos com o Azerbaijão de 1988 a 1994. Um novo episódio de violência em outubro de 2020 reacendeu o conflito, até que ambos as partes assinaram um acordo de paz favorável a Baku, que recuperou o controle de boa parte do território. Pelo menos 6.500 pessoas morreram nessa nova escalada de violência.

No entanto, a paz durou até setembro de 2022, quando a Armênia acusou o Azerbaijão de bombardear cidades perto da sua fronteira, como Goris e Vardenis, enquanto os azeris acusaram os armênios de “atos subversivos”, que garantiu o controle da região. Agora, o governo azeri aumentou a pressão ao ponto de forçar a dissolução da entidade política que se tinha formado para governar de fato o território, sob controle armênio.

“O conflito na Ucrânia ocupa toda a nossa atenção e o Azerbaijão fornece o gás tão necessário”, explica Johannes Reimer, chefe da Rede Evangélica de Paz e Reconciliação (PRN), dada a falta de resposta a nível internacional. “O presidente Aliyev aproveita esta oportunidade para resolver de uma vez por todas o antigo problema do enclave armênio no seu país”, acrescenta.

A Aliança Evangélica Mundial (AEM), manifestou preocupação na 54ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a situação de bloqueio no território à chegada de ajuda humanitária. “Apelamos ao governo do Azerbaijão para levantar imediatamente o bloqueio e permitir o acesso a alimentos, medicamentos e combustível”, disse Wissam al-Saliby , representante da AEM na ONU em Genebra.

Motivações religiosas?

Além do conteúdo sociopolítico da disputa, que argumenta que uma das causas do conflito é que Nagorno-Karabakh era uma região habitada maioritariamente por armênios no território do Azerbaijão, Reimer também observa uma componente religioso no conflito.

A Armênia é uma nação tradicionalmente cristã que faz fronteira com outros países de maioria muçulmana, como a Turquia ou o próprio Azerbaijão. Na verdade, um dos episódios históricos trágicos que ganhou hoje relevância diplomática é o genocídio dos armênios cristãos às mãos do Império Otomano em 1915.

“Estamos vendo a destruição completa de uma antiga cultura cristã”, diz Reimer. “Este é um conflito etnopolítico em primeiro lugar, mas profundamente entrelaçado com questões religiosas”, acrescentou. “Sim, os cristãos [armênios em Nagorno-Karabakh] são perseguidos”, observou ele.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus e Protestante Digital

Comentarista da GloboNews critica eleição de conselheiros tutelares cristãos

Octavio Guedes, comentarista da GloboNews (Foto: Reprodução/YouTube Globo)
Octavio Guedes, comentarista da GloboNews (Foto: Reprodução/YouTube Globo)

O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou a participação de líderes evangélicos na campanha para a eleição de conselheiros tutelares.

Para ele, o pleito recente foi mais do que um simples embate entre conservadores e a esquerda, mas sim “um embate entre Estado laico e religioso,” e prosseguiu afirmando que “você tem que levar ali as ações de um Estado leigo, você não tem que levar a sua fé”.

“O Conselho Tutelar é auxiliar da escola pública (…) onde você tem todo tipo de diagnóstico de problemas de infância e adolescência. E o parceiro das escolas é o Conselho Tutelar, que é um trabalho de um Estado leigo. Você tem que levar ali as ações de um Estado leigo, você não tem que levar a sua fé. Aqui não foi só entre conservadores e progressistas, mas aqui no Rio de Janeiro foi entre religiosos e quem defende o Estado laico.”

Octavio criticou a participação das igrejas na política e chegou a falar em “pastores que pregam o ódio” e “extremismo religioso”.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) gravou um vídeo para rebater as falas do comentarista da GloboNews e pediu uma retratação por parte da emissora.

“Nós, protestantes, somos os maiores defensores históricos das liberdades. Inclusive, da liberdade de imprensa, para um senhor falar o que este cidadão acabou de falar. Ele falou uma asneira, primeiro porque generaliza, depois porque Estado laico não é laicista ou ateu. A religião e a cultura fazem parte do Estado”, declarou.

Fonte: Pleno News

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