No total, 1078 novos convertidos desceram às águas. (Foto: Facebook/Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco)
Mais de 1.000 pessoas foram batizadas em uma igreja em Recife, capital de Pernambuco, no domingo (21).
O batismo em massa aconteceu no tanque batismal do templo central da Igreja Assembleia de Deus, com 1078 novos convertidos descendo às águas.
Entre os que testemunharam sua fé pública em Jesus, estava uma idosa de 97 anos. Na publicação do batismo no Instagram da igreja, a filha da senhora comentou: “Foi uma benção, glória a Deus!”.
Uma das batizadas testemunhou na postagem. “Um dia inesquecível para a honra e a glória de Deus. 21/05/2023 o dia em que renasci”, escreveu Jacqueline Monteiro.
Outra recém convertida também declarou: “Dia mais especial da minha vida. Morrer para o mundo, nascer para Deus”.
A ONG possui orfanatos, clínicas e igrejas, e está no país desde 1980. (Foto: Facebook/Misión Cristiana Verbo. Bluefields, Nic)
O regime ditatorial de Daniel Ortega confiscou os bens de uma missão evangélica na Nicarágua. A Missão Cristã Verbo possui diversos projetos sociais e templos, e está no país desde 1980.
Através de uma ordem emitida pelo Ministério do Interior na sexta-feira (19), o regime ordenou a passagem dos bens da ONG para o Estado. Além disso, o governo retirou a personalidade jurídica da organização.
Na medida que ordena o cancelamento do estatuto jurídico, a ditadura de Ortega justificou: “A Associação Missão Cristã Verbo impediu, por meio de seus projetos, o controle e a vigilância da Direção Geral de Registro e Controle de Entidades sem fins lucrativos da Migob e do Ministério da Família como entidade garantidora da proteção de crianças e adolescentes na Nicarágua, ignorando as atividades que se desenvolvem nesta casa de internamento”.
A missão evangélica ainda não se pronunciou sobre o caso e nem informou se suas igrejas continuarão abertas.
De acordo com o portal Evangelico Digital, no sábado (20), o site da Missão Verbo foi desativado. Informações sobre seus projetos sociais, incluindo a Casa Bernabé, um orfanato que funcionava em Veracruz e Bilwi, também desapareceram.
Uma semana antes do confisco, o presidente havia prometido aos grupos evangélicos que teriam segurança jurídica para seus templos e obras sociais. Ortega chegou a dar títulos de propriedade a templos da Igreja Assembleia de Deus, como prova.
Trabalhos sociais
A Missão Verbo mantém orfanatos, clínicas e uma escola para atender a população. Também conta com quatro estações agrícolas experimentais, centros de discipulado e instrução vocacional e programas de alimentação para crianças.
A organização, fundada pelo pastor americano Robert Louis Trolese em 1980, ajudou o povo nicaraguense durante a revolução sandinista, por meio da alimentação, moradia e evangelismo.
“A Missão Cristã Verbo foi inteiramente dedicada ao trabalho social e evangelístico sem fins lucrativos e a maior parte de seus recursos vem de pessoas físicas e jurídicas, incluindo igrejas que professam a nossa mesma fé cristã”, afirmava o site da missão.
Violação da liberdade religiosa
O governo ditatorial de Ortega tem violado os direitos humanos e a liberdade religiosa, fechando igrejas e deportando líderes religiosos.
O país também já baniu mais de 2.600 ONGs, maioria religiosas e evangélicas. Líderes cristãos foram perseguidos e alguns condenados à prisão.
É o caso do Bispo de Matagalpa, Dom Rolando Alvarez Lagos, que foi condenado a mais de 26 anos de reclusão, acusado de ser um “traidor da pátria”. E o pastor protestante Wilber Alberto Pérez, condenado a 12 anos e mantido em uma cela sem luz, acusado injustamente de vender drogas ilegais.
Fonte: Guia-me com informações de Evangélico Digital
O índice nacional ficou novamente acima da média global, que foi de 67% neste caso, mas bem abaixo dos primeiros colocados: Índia (99%), Tailândia (98%) e Malásia (94)%.
Entre os brasileiros religiosos, 70% disseram ser cristãos (católicos, evangélicos e outras denominações) e 6% são filiados a outras religiões, enquanto 22% disseram não ter uma religião, sendo 16% ateus e 6% agnósticos.
Os dados da Ipsos mostram que a diferença na adesão dos jovens da geração Z (de até 23 anos) e do resto da população adulta a uma religião é bem maior entre os católicos do que entre os evangélicos.
Enquanto 38% dos adultos se declararam católicos, somente 23% dos jovens da geração Z dizem aderir à religião – uma diferença de 15 pontos.
Já entre os evangélicos e outros cristãos, o índice geral entre adultos é de 29% e entre os jovens é 26% – ou seja, além de existir uma diferença geracional menor, já há mais jovens evangélicos do que católicos no Brasil hoje, aponta o estudo.
O índice dos sem religião na medição da Ipsos ficou bem acima dos 8% registrados pelo último Censo, de 2010, que, por sua vez, detectou um aumento de 0,7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior (7,3%).
“Apesar de sabermos que a proporção de pessoas sem religião no Brasil tem aumentado – dados do Datafolha de 2022 indicam 14% sem religião, dentre população em geral, e 34% sem religião entre os jovens -, o fato da pesquisa da Ipsos ser com painel online pode inflar um pouco este número, supondo que entre os mais pobres esta proporção dos sem religião seja um pouco menor”, diz Helio Gastaldi, diretor de opinião pública da Ipsos no Brasil.
Crença em Deus e a religiosidade
O Brasil acompanha, mesmo que timidamente, uma tendência global de aumento do número de pessoas que não tem religião, diz Ricardo Mariano, sociólogo da Religião e professor da Universidade de São Paulo.
“É preciso aguardar os dados do censo 2022, mas tudo aponta que esse número vai ter aumentado”, diz.
Enquanto no Brasil a crença em Deus supera a religiosidade, em países como Índia e Tailândia, que lideram o ranking de religiosos, e também onde a filiação a uma religião é minoritária, como Coreia do Sul (44%) e Japão (40%), a situação se inverte e há mais pessoas religiosas do que aquelas que acreditam em um poder superior.
Isso acontece por causa das características particulares da fé nestes locais, segundo especialistas.
Religiões como o budismo e o xintoísmo – que são predominantes em alguns deles – são não teístas, ou seja, não têm um conceito de Deus ou de um poder superior como nas chamadas religiões abraâmicas, como o cristianismo, islamismo e o judaísmo, explica Gastaldi.
O xíntoísmo é uma reunião de tradições espirituais japonesas centradas no culto à natureza e aos antepassados. Já o budismo trabalha com a ideia de iluminação espiritual individual
Ao mesmo tempo, explica Mariano, o conceito de Deus não consegue captar bem as crenças de religiões politeístas (com múltiplas divindades) como o hinduísmo, que é majoritário na Índia, e as religiões afro-brasileiras.
O Brasil tem, porém, um índice alto de crença em Deus e de religiosidade mesmo se comparado a outros países em desenvolvimento – e isso tem a ver com a história do país.
“A religião é uma força fundamental no Brasil desde a época da colonização dos portugueses. O catolicismo é a religião que nos foi imposta pelos portugueses e vai ter um papel central nas identidades nacionais”, afirma a professora de sociologia da religião Nina Rosas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Uma declaração da cantora Fernanda Brum postada em suas redes sociais, criticando as roupas de algumas irmãs da igreja, reascendeu o debate sobre a questão do vestuário cristão. No vídeo, que vem dividindo opiniões, a cantora diz que as mulheres deveriam “cobrir o quadril”, principalmente se forem fazer algum tipo de atividade no púlpito.
“Que geração é essa que não consegue cobrir o quadril? Queria entender isso. A irmã vai tirar oferta lá na frente, vai dar aviso, sei lá, vai fazer qualquer coisa. Fazer teatro. Desculpa os meninos que estão presentes: dá para ver a lua, o céu, as estrelas, o negócio. Você não sabe se ouve o anúncio, se lê o texto, não tem condição”, reclamou a cantora.
Em março deste ano, o pastor Renato Vargens já havia gerado polêmica em seu comentário sobre esse tema, também em suas redes sociais. Na ocasião, ele criticou as mães por não orientarem suas filhas a se vestirem adequadamente para as atividades cristãs.
O fato é que esse assunto atinge tanto homens como mulheres e cada denominação tem uma visão particular sobre o assunto, que envolve não apenas textos bíblicos como a cultura local, o estilo de vida dos membros, a região em que se encontra a igreja, entre outras variáveis.
Contudo, a Bíblia dá uma orientação importante sobre o assunto, onde o foco é a modéstia cristã. “Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição” (1 Timóteo 2:9-10).
A mestra em Teologia, Susanna Spencer, ressalta que a moderação e o bom-senso devem pautar as vestimentas do crente. “O ponto interessante é que modéstia no vestir vale tanto para homens quanto para mulheres e deve enfatizar a beleza que Deus nos deu. Se a modéstia é uma forma de temperança, então quem é imodesto no vestir é porque se veste sem moderação”, afirma.
Spencer cita pontos importantes sobre como o cristão deve se vestir: – Dê às roupas apenas a importância que elas têm e não gaste nela mais dinheiro que o necessário.
– Seja temperante. Não se despreze a ponto de sua roupa cair no desleixo. Ela deve ser agradável, limpa, ordenada.
– Fundamental cuidar da intenção no vestir, evitando provocar os outros.
– O bom senso pode ajudar a tomar uma decisão moral quanto ao que vestir.
– A modéstia não é meramente evitar o pecado e a indução dos outros ao pecado: é uma contribuição para uma sociedade mais bela e decorosa, bem como um reflexo da Beleza de Deus, que merece ser honrada.
André Valadão é cantor, empresário e pastor da Igreja Lagoinha em Orlando, nos EUA
O pastor André Valadão, líder da igreja Batista da Lagoinha e cantor gospel, se pronunciou pela primeira vez sobre as recentes notícias de desligamento de mais de 70 filiais da denominação religiosa que ele lidera.
Valadão negou veementemente os relatos de desligamento de 70 igrejas e classificou-os como “pura fake news”.
“Não tem negócio de setenta igrejas. Não tem nada disso. Algumas igrejas que já não faziam parte não tinham o estatuto da igreja, não implantaram o ministério como Lagoinha era, vinham debaixo de uma diferença, né, de realidade ministerial e até documental a respeito da Lagoinha, isso desde a tempo do pastor Márcio Valadão, tá?”, esclareceu o pastor.
André Valadão destacou que o desligamento de algumas igrejas era algo esperado e mencionou que muitas outras congregações estão surgindo em novas realidades.
“Tem acontecido agora, é algo que pode acontecer e nós louvamos a Deus por direcionamentos pra vida daqueles que se vão e louvando a Deus pelo crescimento daquilo que tem acontecido de realidades novas surgindo”, afirmou.
Valadão, que está à frente da igreja há 23 anos e tem profundo respeito pelo legado de seu pai, o pastor Márcio Valadão, disse que a Lagoinha tem uma visão clara e uma conduta saudável.
“A gente busca ser uma igreja muito saudável e muito clara, né? A visão que a gente tem, os estatutos que nós temos, a implantação dos ministérios da Lagoinha”, explicou.
André Valadão ressaltou que o desligamento de denominações e igrejas dentro da Lagoinha não é resultado de orgulho, vaidade ou divisão, mas sim de diferentes visões e direcionamentos. Ele pontuou que esse tipo de processo é comum e não é exclusividade da Lagoinha, ocorrendo em várias igrejas e denominações.
O pastor encerrou seu pronunciamento pedindo respeito aos envolvidos e destacando a importância de compreender a situação corretamente antes de fazer julgamentos precipitados.
“Sobre a saída de denominações, igrejas dentro da Lagoinha, seria orgulho, vaidade ou divisão mesmo? Não, no ponto de vista tudo bem. A igreja Lagoinha é uma igreja maravilhosa gente”, afirmou.
Babar Sandhu Masih estava descansando após o almoço em 18 de maio, quando ouviu um barulho do lado de fora de sua casa no bairro de Qurban Lines em Lahore, Paquistão.
Masih saiu e encontrou seu vizinho, o policial Zahid Sohail, espancando seu filho e outro menino cristão. Seu filho Adil, de 18 anos, e Simon Nadeem Masih, de 14, que mora nas proximidades, estavam envolvidos em brincadeiras despreocupadas quando Sohail os acusou de cometer blasfêmia, disse ele.
“Sohail inicialmente alegou que estava passando pelos dois meninos quando os ouviu ‘desrespeitando’ o profeta Maomé e depois rindo disso”, disse Masih. “Ele começou a bater em Simon, e quando Adil tentou salvá-lo, Sohail também o atacou.”
Masih, um católico que pinta carros em uma oficina mecânica local, disse que os vizinhos logo se reuniram e Sohail repetiu suas acusações.
“Ambos os meninos negaram categoricamente a alegação de Sohail e disseram que não haviam dito nada que envolvesse uma menção ao profeta muçulmano”, disse Masih ao Morning Star News. “Quando os anciãos locais da vizinhança pediram a Sohail para fundamentar sua acusação, ele não conseguiu satisfazê-los e foi embora.”
O pai de quatro filhos, sendo Adil o mais novo, disse que policiais da delegacia de Hipódromo invadiram sua casa naquela noite e prenderam Adil. Eles também prenderam Simon, dizendo que Sohail havia registrado um processo contra os dois sob os estatutos de blasfêmia.
“Ficamos chocados ao saber do conteúdo do Primeiro Relatório de Informações [FIR] no qual Sohail alegou que Simon havia chamado um cachorrinho de ‘Muhammad Ali’, e os dois meninos brincaram sobre isso”, disse Masih.
Eles foram acusados de blasfemar contra Maomé sob a Seção 295-C dos estatutos de blasfêmia do Paquistão, que prevê a pena de morte. Muhammad Ali é um nome comum no Paquistão, o primeiro nome atribuído ao profeta do Islã e o último a Hazrat Ali, genro de Maomé e quarto califa.
Masih disse que a alegação era “completamente infundada”, já que Sohail não havia mencionado a história do cachorro quando levantou a questão pela primeira vez.
“Ninguém na nossa rua tem cachorros, e nem havia um cachorro na rua quando este incidente aconteceu”, disse ele. “Sohail forjou uma falsa acusação contra nossos filhos depois de não conseguir convencer os moradores sobre sua alegação anterior.”
Masih disse que sua esposa era cardiopata e também sofreu dois derrames.
“Ela ainda não sabe que Adil foi preso por uma acusação tão grave e não sei por quanto tempo poderei reter esta notícia dela”, disse ele. “Ela vai ficar arrasada.”
Adil deixou a escola há alguns anos e estava treinando com ele para se tornar um pintor de carros, disse ele.
“Consegui encontrar Adil brevemente na sexta-feira [19 de maio], quando a polícia o levou ao tribunal para obter a prisão preventiva dos meninos”, disse Masih ao Morning Star News. “Ambos os meninos estavam em estado de choque e com medo e ainda não conseguiram entender por que Sohail os prendeu.”
Pelo menos 500 famílias cristãs vivem no bairro de Qurban Lines, e não há tensão religiosa na área há anos, disse ele.
“Sohail não tem uma boa reputação na localidade, e é por isso que muitos locais não levaram a sério sua alegação”, disse Masih. “Nossos vizinhos muçulmanos nos conhecem há anos e sabem que nunca nos entregaríamos a nada que pudesse ferir seus sentimentos religiosos.”
A polícia deveria ter investigado a veracidade da alegação antes de prender Adil e Simon, disse ele.
“Agora não sabemos quanto tempo nossos filhos sofrerão na prisão devido a essa falsa acusação – isso é pura injustiça”, disse Masih.
Napolean Qayyum, do Centro de Lei e Justiça do Paquistão, disse que eles estavam ajudando as duas famílias a conseguir apoio legal para seus filhos.
“A FIR registrada pelo reclamante cheira a má-fé , mas a polícia mostrou a tradicional pressa em prender os dois meninos”, disse ele. “Esperamos que os meninos sejam libertados sob fiança em breve.”
Falsas Acusações
Várias pessoas foram linchadas por falsas acusações de blasfêmia no Paquistão.
Pelo menos 57 casos de suposta blasfêmia foram relatados no Paquistão entre 1º de janeiro e 10 de maio, enquanto quatro suspeitos de blasfêmia foram linchados ou mortos extrajudicialmente durante o mesmo período, de acordo com o Centro de Justiça Social e Comissão do Povo para os Direitos das Minorias (PCMR), com sede em Lahore.
Os dados mostram que oito ocorrências ocorreram em janeiro, um aumento significativo para 17 casos em fevereiro, sete casos em março, outro aumento para 19 casos em abril e seis casos em maio (até o dia 10), totalizando 57 acusados.
O maior número de casos de blasfêmia, 28, foi relatado na província de Punjab, seguida pela província de Sindh com 16, Khyber Pakhtunkhwa com oito, e Azad Jammu e Caxemira com cinco.
Em resposta a esses números alarmantes, a juíza aposentada Nasira Javaid Iqbal, patrona-chefe do PCMR, instou o governo a impedir o uso indevido das duras leis.
“As leis de blasfêmia têm sido consistentemente mal utilizadas para resolver disputas pessoais, perseguir grupos minoritários e incitar a violência e o ódio da multidão”, disse ela em um comunicado à imprensa. “Exigimos ação imediata e um esforço coletivo do governo para lidar com essas violações de direitos humanos.”
Na semana passada, um tribunal libertou sob fiança uma mulher cristã acusada de blasfêmia depois que ela e um colega de trabalho muçulmano foram acusados de queimar intencionalmente papéis contendo versos do Alcorão.
Mussarat Bibi, 45, e Muhammad Sarmad trabalhavam na Escola Secundária Superior Feminina do Governo na aldeia 66-EB, Arifwala tehsil do distrito de Pakpattan. No dia 15 de abril, os dois trabalhadores foram instruídos a limpar o depósito da escola que estava cheio de papel e outros itens descartados. A dupla teria juntado o papel usado e outros restos em um canto da escola e ateado fogo. Alguns alunos notaram mais tarde que os itens queimados também continham páginas sagradas.
Eles foram acusados de acordo com a Seção 295-B dos estatutos de blasfêmia e enviados para a Cadeia de Pakpattan sob prisão preventiva. A Seção 295-B declara: “Quem deliberadamente contaminar, danificar ou profanar uma cópia do Alcorão ou de um extrato dele ou usá-lo de qualquer maneira depreciativa ou para qualquer finalidade ilegal será punido com prisão perpétua.”
Eles foram libertados da prisão sob fiança em 13 de maio.
O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2023, da Portas Abertas, que relaciona os lugares mais difíceis para ser cristão.
Folha Gospel com informações de The Christian Today e Morning Star News
Casa de cristão destruída na Índia. (Foto: Portas Abertas)
O conflito que eclodiu há quase um mês, no estado de Manipur, Índia, persiste e resultou no corte de internet e racionamento de luz na região. Segundo fontes locais, a situação está mais calma, sem relatos de ataques violentos recentes, mas a tensão e a possibilidade de novos embates permanecem.
Por causa da instabilidade, o preço dos itens de necessidade básica subiu rapidamente, de modo que um saco de arroz está 60% mais caro. Trabalhadores estão preocupados com o futuro e muitos já enfrentam a falta de recursos e a fome.
Escolas e outras instituições de ensino também estão suspensas e há racionamento de combustíveis e limite de saques nos bancos. Cristãos locais confirmaram que o número de igrejas incendiadas subiu para 300 e mais de mil casas de cristãos foram incendiadas e destruídas. Os cultos estão suspensos, assim como todas as outras atividades das igrejas, por período indeterminado.
Perseguição explícita
A parceira local Ashish* afirmou que “os cristãos tribais das minorias kuki, chin, mizo e zomi consideram o cristianismo como parte da identidade deles. A destruição das igrejas é uma ofensa contra as comunidades, sua identidade e o Deus a quem adoram”.
Os sentimentos das comunidades cristãs estão feridos, especialmente pela injustiça e pelo descaso para privilegiar a comunidade meitei. A animosidade deve continuar por muitos anos. A aliança da comunidade meitei com outras minorias étnicas remonta aos primeiros dias da guerra civil entre os naga e os kuki nos anos 1990.
Yohan Murray*, outro parceiro da Portas Abertas afirmou: “Apesar das recomendações da Suprema Corte, o governo não agiu para impedir a violência e restabelecer a paz. Se houver uma guerra civil, será terrível. Muitas vidas e propriedades serão destruídas e a perseguição às minorias religiosas se tornará explícita”.
"Ada Batista, Cientista" é uma série infantil da Netflix que incluiu um casamento gay na 4ª temporada. (Foto: Reprodução/Netflix)
A nova temporada do desenho Ada Batista, Cientista, disponível na Netflix, tem gerado polêmica nas redes sociais por mostrar crianças participando de uma casamento entre dois homens.
O episódio de número 11, da quarta temporada, é sobre a união entre Sensei Dave e Joe do Jiu-Jítsu. Na sinopse, lemos que a cidade enfrentará um furacão bem no dia do casamento dos dois e a turma de Ada precisará encontrar uma forma segura de reunir todos os convidados para a celebração.
Após descobrirem a solução para garantir a realização do evento, se inicia a cerimônia e os noivos são declarados casados. Eles se beijam diante de todos os participantes e as crianças comemoram a união.
A cena fez muitos pais reclamarem da produção, pois o desenho tem classificação livre. Para a evangelista infantil Maria Lucia Salcedo Soares, Ada Batista tem que entrar para a lista de desenhos proibidos por promover a ideologia de gênero.
Centro de Helsinque, capital da Finlândia (Foto: Canva Pro)
A Finlândia foi considerada o país mais feliz do mundo pelas Nações Unidas por cinco anos consecutivos. No entanto, também se destaca em outras áreas que levantam suspeitas sobre a realidade da sociedade finlandesa.
Uma delas é o uso de drogas entre menores de 25 anos. Segundo dados do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA, sigla em inglês), a Finlândia é o país europeu com o maior número de mortes causadas pelo consumo de drogas entre os jovens .
Seus dados mais recentes, de 2020, mostram que 27,91% das mortes de menores de 25 anos são decorrentes do uso abusivo de drogas. Segue-se a Hungria, com 25%, e a Áustria, com 23,56%.
Casos como o de Niko, um jovem de 25 anos cuja história é noticiada pelo EuroNews, ilustram a realidade paralela do título de “país mais feliz do mundo”.
“Aos 16 anos, fiz chá de ópio e comecei a usar ecstasy, anfetaminas e depois veio toda uma gama de drogas. Perdi muitos amigos […] Quando eu tinha 20 anos, eles começaram a cair como maçãs das árvores”, lembra.
Segundo o médico, escritor e político democrata-cristão finlandês (mesmo partido de Päivi Räsänen) Pekka Reinikainen, que conversou com o site de notícias espanhol Protestante Digital, “a Finlândia é hoje um país pagão. As crianças e os jovens não sabem quem é Jesus. Como nação, temos raízes profundas no xamanismo, como mostra nosso antigo livro Kalevala”.
“O cristianismo está apenas na superfície. Não mais do que 5% dos jovens acreditam que a Bíblia é verdadeira. Com isso, os jovens perderam a esperança e o sentido da vida e passaram a usar drogas”, acrescenta.
Além disso, os dados do EMCDDA mostram que a Finlândia ocupa o terceiro lugar na Europa em termos de mortes relacionadas com drogas (0,00467%), atrás apenas da Suécia (também no topo da lista dos países mais felizes do mundo) e da Irlanda.
Em 2022, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que até 84 em cada 1.000 finlandeses usam antidepressivos diariamente.
Para Reinikainen “a felicidade é um mito. Os finlandeses são melancólicos”.
“Está relacionado principalmente com uma boa previdência social. Isso resultou em cerca de 130.000 jovens que mais ou menos deixaram a sociedade ativa e não fazem nada que possa ajudar a sociedade. Isso é catastrófico para uma nação de 5 milhões, onde agora estamos com sérios problemas, porque precisamos de trabalhadores qualificados”.
Reinikainen aponta que “as coisas estão muito ruins, porque faltam 1 milhão de pessoas com menos de 50 anos; como resultado do aborto que foi legalizado em 1970. Agora é o aborto sob demanda. A taxa de natalidade caiu perigosamente, em 2022 foi a mais baixa já registrada”.
Esperanças políticas?
Uma das reivindicações de algumas organizações que trabalham com pessoas em situação de rua devido ao uso de drogas é que o governo crie espaços de consumo regulado (também conhecidos como ‘narco-salas’) onde possam oferecer acompanhamento e cuidado.
Segundo dados de julho de 2022, existem 25 salas desse tipo na Alemanha e na Holanda (em cada país) e 13 na Espanha.
Na Finlândia, apenas 20% dos toxicodependentes recebem tratamento, em comparação com 70% na vizinha Suécia. É por isso que a Blue Ribbon Foundation, que trabalha com dependentes químicos, considera necessário criar espaços para consumir “com segurança”. “As pessoas usam drogas que são muito perigosas para a saúde em banheiros públicos”, dizem.
Reinikainen é contra porque “ isso só teria o efeito de aumentar o uso de drogas, porque dá aos jovens a mensagem de que a maconha é segura, pois a sociedade aceita seu uso. Isso só aumentaria os lucros dos grandes traficantes que atuam fora de nossas fronteiras”.
A Finlândia realizou recentemente eleições que provocaram uma mudança de governo, após a derrota dos sociais-democratas e a vitória da direita. Mas para Reinikainen nenhum dos partidos políticos “sabe o que fazer porque não entende as raízes do problema”.
“Você deve restaurar a esperança na mente dos jovens . Uma razão para viver. A autoridade da Bíblia deve ser restaurada , assim como os valores familiares. Os políticos estão fazendo coisas erradas”, sublinha Reinikainen.
Ele também propõe “aumentar as punições para o uso e importação de drogas. Isso envia um sinal claro”.
“Como médico, sei muito bem o que significa dependência de drogas e o que é psicose por cannabis. Devemos expor as mentiras sobre a segurança das drogas leves de que fala o lobby das drogas. Não conheço nenhum usuário de heroína que não tenha começado com a maconha”.
Centros de reabilitação nas igrejas
Reinikainen reconhece que as estatísticas sobre o uso de drogas entre os jovens são um desafio para a igreja na Finlândia. “ Devemos ser misericordiosos com aqueles que voltam às drogas e tentam novamente. A terapia deve ser absolutamente livre de drogas”.
“Devemos estabelecer centros para dependentes químicos onde ex-dependentes químicos possam trabalhar. Claro que o mais importante é prevenir o uso de drogas e isso se faz contando às crianças sobre Jesus, que está totalmente esquecido na Finlândia”, conclui.
O Brasil está em primeiro lugar em um ranking dos países que mais acredita em Deus, de acordo com uma pesquisa recente do Instituto Ipsos. Quase nove em cada dez brasileiros dizem acreditar em Deus, segundo a pesquisa Global Religion 2023.
O Brasil aparece empatado com África do Sul, que teve os mesmos 89%, e Colômbia, com 86% – um empate técnico dada a margem de erro de 3,5 pontos percentuais da pesquisa.
Holanda (40%), Coreia do Sul (33%) e Japão (19%) foram os países onde a população menos crê em Deus ou em um poder superior, de acordo com a pesquisa.
A Global Religion 2023 é baseada em dados coletados entre 20 de janeiro e 3 de fevereiro, com 19.731 entrevistados, aproximadamente mil deles no Brasil. Não há países islâmicos na amostra, embora pessoas que seguem o islamismo tenham sido consultadas.
Entre os países pesquisados, o Brasil ficou 28 pontos percentuais acima da média na crença em Deus, que foi de 61%.
“No cotidiano brasileiro, as pessoas falam em Deus o tempo todo, é algo comum e normal, e é estranho se alguém reage de forma negativa a isso”, diz Ricardo Mariano, sociólogo da Religião e professor da Universidade de São Paulo.
Mariano ressalta que o Brasil costuma se destacar em pesquisas internacionais sobre religiosidade e fé porque a crença em Deus e a espiritualidade estão profundamente intricadas na nossa cultura, mesmo entre quem não tem compromisso com nenhuma religião específica.
De acordo com a pesquisa do Ipsos, 70% dos brasileiros disseram que acreditam em Deus como descrito em escrituras religiosas, como a Bíblia, o Alcorão, a Torá, entre outros, e 19% acreditam em uma força superior, mas não em Deus como descrito em textos religiosos.
Cerca de 5% dos brasileiros disseram não acreditar em Deus ou em um poder maior, 4% afirmaram que não sabem e cerca de 2% preferiram não responder.
“São dados que estão de acordo com nosso histórico de um país onde a religião e a religiosidade têm uma predominância tanto na cultura e na vida cotidiana quanto nas esferas de poder”, diz Helio Gastaldi, diretor de opinião pública da Ipsos no Brasil.
Ranking de países que acreditam em Deus
1º Brasil
2º África do Sul
3º Colômbia
4º México
5º Peru
6º Turquia
7º Índia
8º Chile
9º Argentina
10º Estados Unidos
11º Singapura
12º Polônia
13º Cánada
14º Itália
15º Austrália
16º Tailândia
17º Hungria
18º Alemanha
19º Espanha
20º França
21º Grã Bretanha
22º Bélgica
23º Suécia
24º Holanda
25º Coreia do Sul
26º Japão
Com informações de BBC Brasil, Guia-me e Poder 360º